sábado, 12 de janeiro de 2019

Exercícios sobre a Confederação do Equador - com gabarito

Questão 01 - FGV-SP 2000 - 1ª fase -“A propagação das idéias republicanas, antiportuguesas e federativas (...) ganhou ímpeto com a presença no Recife de Cipriano Barata, vindo da Europa, onde representava a Bahia nas Cortes. É importante ressaltar (...) o papel da imprensa na veiculação de críticas e propostas políticas (...). Os Andradas, que tinham passado para a oposição depois das medidas autoritárias de D. Pedro, lançaram seus ataques através de O Tamoio; Cipriano Barata e Frei Caneca combateram a monarquia centralizada, respectivamente na Sentinela da Liberdade e no Tífis Pernambucano.”
(Boris Fausto, História do Brasil)
A conjuntura exposta no texto acima refere-se à emergência da:
a) Rebelião Praieira;
b) Cabanagem;
c) Balaiada;
d) Sabinada;
e) Confederação do Equador.

Questão 02 - UniCesumar 2017 -“Nós estamos, sim, independentes, mas não constituídos. Ainda não formamos sociedade imperial, senão no nome. O Brasil, só pelo fato da sua separação de Portugal e proclamação da sua independência, ficou de fato independente não só no todo, como em cada uma de suas partes ou províncias; e estas, independentes umas das outras. Ficou o Brasil soberano, não só no todo, como em cada uma das suas partes ou províncias.” Frei Caneca. Ensaios políticos. Rio de Janeiro: Puc, 1976. O texto, publicado em 1824, em meio à Confederação do Equador, pode ser interpretado como
(A) uma crítica à centralização política do Estado brasileiro e uma defesa da autonomia das províncias.
(B) uma reação às revoltas localistas que ocorriam em várias partes do Brasil e tentavam impedir a unidade nacional.
(C) uma defesa da unidade latino-americana e da intervenção política e militar brasileira na Província Cisplatina.
(D) uma proposta de entendimento político entre o governo imperial e os governos provinciais.
(E) uma tentativa de reaproximar o governo imperial brasileiro e as Cortes portuguesas.

Questão 03 - PUCRS 2000.1 - A Confederação do Equador (Pernambuco, 1824) foi um movimento regional de grande relevância na crise política do Primeiro Reinado. O movimento pernambucano radicalizou-se de forma notável, incluindo reivindicações de caráter popular no confronto com o poder imperial. É correto afirmar que esse processo de radicalização foi condicionado
A) pela influência do movimento operário europeu, que começava a organizar-se segundo a perspectiva revolucionária do socialismo científico.
B) pelo fortalecimento do movimento abolicionista na região, devido ao processo de modernização da lavoura canavieira, que então se verificava.
C) pelo apoio material dos comerciantes portugueses às frações radicais do movimento, objetivando o não-reconhecimento internacional da independência.
D) pela liderança de imigrantes europeus, que pretendiam alterar a estrutura fundiária da região, baseada no latifúndio.
E) pela necessidade dos grupos dominantes locais de mobilizar o apoio das camadas populares para sustentar o confronto com o poder central.

Questão 04 - UVA 2005.2 - Sobre a Confederação do Equador, assinale a alternativa incorreta:
A. A revolta espalhou-se pela região mineradora, conseguindo o controle político de Minas Gerais e Goiás.
B. Teve entre seus principais líderes o Frei Caneca.
C. A Confederação adotou, provisoriamente, o modelo constitucional da Colômbia.
D. Foi sufocada por tropas enviadas pelo Imperador, da qual participa a esquadra naval do mercenário Lorde Cochrane.

Questão 05 - IDECAN - 2016 - SEARH - RN - Constituição de 1824
“Art. 10. Os Poderes políticos reconhecidos pela Constituição do Império do Brasil são quatro: o Poder Legislativo, o Poder Moderador, o Poder Executivo e o Poder Judicial. Art. 11. Os representantes da Nação brasileira são o Imperador e a Assembléia Geral. Art. 12. Todos estes Poderes no Império do Brasil são delegações da Nação.
[...]” (Disponível em: http://www.monarquia.org.br/pdfs/constituicaodoimperio.pdf.) 
Em 1824, eclodiu no Nordeste um movimento revolucionário – Confederação do Equador, de tendência liberal, separatista e republicana, reagindo contra o centralismo monárquico consubstanciado na Constituição outorgada de 1824. Em linhas gerais, o programa da Confederação do Equador preconizava: 
A) A implantação de um governo representativo, que garantisse a autonomia das províncias confederadas.
B) A censura e reforma da Constituição de 1824 e o estabelecimento de um governo interino no lugar de D. Pedro I.
C) A ruptura do comércio interprovincial e internacional das províncias confederadas, que estabeleceriam uniões aduaneiras.
D) A independência jurídica e política de cada província envolvida no conflito, que estabeleceria, cada uma, o seu governo próprio.

GABARITO
01 - E
02 - A
03 - E
04 - A
05 - A

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