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segunda-feira, 29 de maio de 2017

As placas tectônicas recém-descobertas que podem explicar terremotos misteriosos no Pacífico

Dentro do manto terrestre, uma imensa camada rochosa que fica entre a crosta e o núcleo da Terra, há uma nova camada de placas tectônicas, diz um novo estudo da Universidade de Houston, no Texas.

Nova camada de placas tectônicas foi descoberta abaixo de Tonga, no Pacífico.
E esse achado, dizem os autores da pesquisa apresentada nesta semana em uma conferência no Japão, explicaria uma série de terremotos misteriosos ocorridos no Pacífico entre 1946 e 1996.

Graças a uma técnica de mapeamento 3D, Jonny Wu e a sua equipe descobriram essa camada de placas submetidas a um processo de subduccção (pelo qual a borda de uma placa desliza sob a borda da outra) há milhões de anos.

Essa camada foi encontrada abaixo do arquipélago de Tonga, no Pacífico, uma região onde são produzidos os terremotos mais profundos do planeta.

"Basicamente, 90% da atividade sísmica superprofunda (a mais de 500 km de profundidade) ocorre na área de Tonga, que é onde nós encontramos este novo bloco", disse Wu.
Comportamento parecido

Por mais de meio século, sabe-se que os continentes deslizam sobre a superfície do planeta.

Como parte desse processo, o fundo do oceano se abre e deixa escapar magma do manto.

Mas o oposto também pode ocorrer: é quando as placas colidem causando tremores de terra, cadeias montanhosas e vulcões.

Durante um processo de subducção, a borda de uma placa é inserida sob a borda da outra.
Quando convergem, as placas afundam-se no manto, dando lugar ao que é chamado de subduccção (quando a borda de uma fica abaixo da borda outra). Isso faz com que uma das duas placas seja empurrada em direção ao manto, onde continua afundando até o núcleo da terra.

As placas descobertas por Wu foram submetidas a um processo de subducção há 50 ou 60 milhões de anos, e agora são mantidos a uma profundidade de entre 440 e 660 quilômetros, na chamada zona de transição.

No entanto, em vez de afundar até o núcleo, elas se comportam de forma muito semelhante à das placas tectônicas da superfície: movem-se milhares de quilômetros horizontalmente, a uma velocidade parecida. E a energia liberada pela colisão também pode gerar terremotos.
Mistério resolvido

De acordo com os pesquisadores, o movimento dessas placas poderia explicar os misteriosos tremores de terra conhecidos como os terremotos de Vityaz, que se originaram no manto entre as ilhas Fiji e a Austrália.

Esses sismos, diz Wu, poderiam ser o resultado do deslizamento de uma placa que sofreu subducção dentro da zona de transição.

O cientista explica que os resultados da pesquisa são preliminares e ainda têm de ser submetidos a uma análise crítica por outros cientistas.

Fonte: BBC Brasil.

sábado, 27 de maio de 2017

Três novas regiões metropolitanas são criadas no Brasil

No segundo semestre do ano passado, foram criadas três novas regiões metropolitanas no país: a de Ribeirão Preto (SP), a de Sobral (CE) e a rondoniense, em torno da capital, Porto Velho. A informação consta da listagem semestral dos municípios brasileiros que compõem as regiões metropolitanas do país (RMs), divulgada no dia 23 de maio de 2017, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o IBGE, as regiões metropolitanas e aglomerações urbanas são recortes instituídos por lei complementar estadual, de acordo com a determinação da Constituição Federal de 1988, “visando integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum”. É competência dos estados a definição das regiões metropolitanas e aglomerações urbanas, nos termos do Artigo 25, Parágrafo 3° da Constituição Federal.

A capital do estado de Rondônia, Porto Velho, tornou-se região metropolitana com Candeias do Jamari.
Wilson Dias/Agência Brasil/Arquivo.

Pelas informações relativas a 31 de dezembro do ano passado, a Região Metropolitana de Ribeirão Preto, abrange 34 municípios e foi instituída pela Lei Complementar nº 1.290, de 6 de julho de 2016. A Região Metropolitana de Sobral foi criada pela Lei Complementar nº 168, de 27 de dezembro de 2016, e tem 18 municípios. A RM rondoniense inclui, além da capital Porto Velho, o município de Candeias do Jamari, conforme Lei nº 3.654, de 09 de novembro de 2015.

Com a nova revisão anunciada pelo IBGE, o país passou a contar com 69 regiões metropolitanas, sendo a Paraíba o estado com maior número de regiões metropolitanas (12), seguida por Santa Catarina (9) e Alagoas (8).

A nova revisão do IBGE não traz mudanças nas listagens de municípios das regiões integradas de desenvolvimento (RIDEs), que são regiões metropolitanas que se situam em mais de uma unidade federativa. A competência de criar RIDEs é da União, dada pelo Artigo 43, Parágrafo 1° da Constituição Federal. Constam no registro as RIDEs de Petrolina/Juazeiro, a da Grande Teresina e a do Distrito Federal e Entorno.
Edição: Lidia Neves

Papa Francisco presenteia Trump com encíclica sobre Meio Ambiente

Suzana Camargo, do Conexão Planeta

O começo do encontro foi tenso, como poucos sorrisos, algo muito atípico para o Papa Francisco, sempre muito simpático, o que gerou inclusive, muitos comentários e piadas nas redes sociais por causa da cara fechada do Sumo Pontífice (confira a imagem polêmica ao final deste post).

Esta era a primeira vez que o Chefe da Igreja Católica, um ativista engajado pelo meio ambiente e na luta contra as mudanças climáticas, encontrava o presidente eleito Donald Trump, que diz não acreditar em aquecimento global, já desfez algumas das principais medidas de seu antecessor Barack Obama para proteger o planeta e, ameaçou por diversas vezes, tirar os Estados Unidos do Acordo do Clima de Paris.

No ano passado, Francisco declarou que “um homem que pensa que construir muros, no lugar de pontes, não é um cristão”, em um clara referência à promessa de Trump de construir uma barreira entre México e Estados Unidos.

Durante a audiência no Vaticano, é sempre praxe que aconteça uma troca de presentes entre o Papa e os Chefes de Estado. Pois, Francisco, em um gesto nada sutil, decidiu dar a Donald Trump duas de suas encíclicas, carta escritas pelo líder da Igreja Católica para os bispos, que abordam questões relativas à doutrina e também, assuntos importantes para a sociedade.

As encíclicas que foram entregues ao presidente americano falam sobre Família e Meio Ambiente. Uma cutucada muito bem dada em Trump!

Em seus discursos públicos, Papa Francisco destaca com frequência a importância da conservação e proteção do planeta. Em junho de 2015, em sua encíclica sobre o meio ambiente, ele denunciou, de forma veemente, a exploração dos pobres e o desperdício dos recursos naturais.

Alguns meses depois, anunciou que o dia 1º de setembro seria o Dia Mundial de Oração para o Cuidado da Criação, mais uma oportunidade para que todos possam refletir sobre a defesa ambiental e contra as alterações do clima, provocadas pelas atividades humanas (leia mais neste outro post).

Agora é esperar que o “recado” bem dado de Francisco ilumine a mente do presidente americano. Caso ele não esteja convencido ainda de que, sim, as mudanças climáticas são causadas pela ação do homem, Trump deveria olhar para a economia que, a cada dia, fornece mais provas concretas de como, tecnologias limpas e energias renováveis são a melhor – e mais barata – aposta para o futuro.

Já em outubro de 2015, noticiamos aqui, como o custo da energia eólica já tinha se equiparado a dos combustíveis fósseis. Naquele mesmo ano, foi registrado um recorde global no invesimento às matrizes renováveis: as fontes de energia limpa somaram US$286 bilhões, um valor duas vezes maior do investido na geração de gás e carvão no mesmo período.

Papa Francisco com a cara fechada ao lado de Trump

Fonte: Conexão Planeta. 
Link original da matéria:

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Guia de plantas da regeneração natural do Cerrado e da Mata Atlântica

AUTORES
Paolo Alessandro Rodrigues Sartorelli, Eduardo Malta Campos Filho

Este guia traz uma compilação de espécies típicas do Cerrado e da Mata Atlântica, biomas hoje largamente ocupados pelas atividades do agronegócio. O objetivo é possibilitar aos diversos atores envolvidos com restauração florestal um olhar mais atento à regeneração natural e seus benefícios.

Levando-se em conta o Código Florestal, essa técnica é aceita e pode ser implementada tanto para restaurar Reserva Legal como Áreas de Preservação Permanente (APPs).

Para realizar essa coletânea de espécies, foi feito um extenso trabalho de pesquisa, que envolveu revisão bibliográfica, consulta a pesquisadores e práticos em restauração ecológica no Brasil, fotos e observações de campo e pesquisa por material online, como artigos, teses, sites e vídeos.

Entre os livros utilizados, é fundamental citar “Árvores Brasileiras”, obra pioneira que inspirou os autores, de autoria do engenheiro agrônomo Harri Lorenzi, mestre em Botânica. Outra fonte de dados essencial são os cinco volumes da coleção Espécies Arbóreas Brasileiras, literatura que faz uma profunda e detalhada abordagem de centenas de espécies florestais brasileiras, de autoria do pesquisador Paulo Ernani Ramalho Carvalho, doutor em Ciências Florestais. Para os nomes científicos, seguimos a base Reflora e o site Flora do Brasil 2020, em que uma equipe de botânicos taxonomistas mantém os nomes das plantas atualizados, seguindo regras internacionalmente aceitas.

Regeneração natural define-se como “conjunto de processos pelos quais plantas se estabelecem em área a ser restaurada ou em restauração, sem que tenham sido introduzidas deliberadamente por ação humana”. Nesse sentido, este guia vem para fortalecer a percepção de que, com a regeneração natural, muitas vezes, é possível restaurar com a força da natureza.

Um caminho que fizemos para a construção desta publicação foi buscar em manuais de erva daninhas quais espécies incomodavam os produtores rurais. Assim, vimos que há plantas que se regeneram naturalmente em áreas agrícolas e essas podem ajudar na restauração, reduzindo custos com mudas e sementes.

Para o Cerrado, buscamos no artigo de Ratter et al (2003) as plantas mais frequentes desse bioma brasileiro, além de contar com a nossa experiência de campo. Para a Mata Atlântica, percorremos diversos artigos, dissertações e teses em busca das espécies mais abundantes da regeneração natural.

É claro, prezado leitor, que deixamos uma gama de espécies de fora e ao ler este guia podem surgir em sua mente diversas delas. Mas, além de indicar espécies da regeneração, este guia tem o objetivo de despertar seu olhar para a vegetação que cresce espontaneamente na sua cidade, fazenda ou região. Com isso, você terá uma visão mais ampla das possibilidades de se restaurar uma área de floresta ou cerrado.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

CPRM libera gratuitamente dados brutos e processados (XYZ) de aerolevantamentos geofísicos

O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) dá um passo importante para atrair novos investimentos e fomentar o setor mineral brasileiro, desta vez, liberando gratuitamente os dados brutos e processados, em formato XYZ, dos levantamentos aerogeofísicos de seu amplo acervo. Essa ação, definida como um dos pilares principais pela Diretoria Executiva da empresa para fomentar o setor mineral brasileiro, constitui um programa contínuo e prioritário de disponibilização de dados e informações geocientíficas à sociedade.


“Estão sendo disponibilizados no GeoSGB, Banco de Dados da CPRM, inicialmente os dados brutos e processados (XYZ) de 95 projetos aerogeofísicos, da série 1.000 e seus respectivos relatórios técnicos de aquisição. No decorrer desta ano os demais projetos serão disponibilizados para download, explica o diretor-presidente da CPRM Eduardo Ledsham, destacando ainda que a iniciativa universaliza o acesso aos dados aerogeofísicos existentes no Brasil. “ É a reposta da empresa, a uma demanda antiga da comunidade científica e do setor mineral.” Ledsham informa ainda que cerca de 95% do embasamento cristalino do Brasil já estão mapeados com modernos métodos e equipamentos de ponta. 

O chefe da Divisão de Sensoriamento Remoto e Geofísica (DISEGE) da CPRM, Luiz Gustavo Rodrigues Pinto, avisa que inicialmente, os downloads dos dados dos projetos aerogeofísicos estarão disponível no GeoSGB durante a semana entre as 18:00h e 07:00h. Luiz Gustavo avalia que o acesso da sociedade a esses dados é um importante passo para o desenvolvimento, tanto da área privada, quanto da área científica do país. 

Os primeiros levantamentos aerogeofísicos executados no Brasil, desde a década de 1950, foram patrocinados por instituições federais do governo brasileiro, tais como Conselho Nacional do Petróleo (CNP), o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e a Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobrás). A atuação da CPRM se iniciou em 1971, quando assumiu o papel de órgão executor de projetos aerogeofísicos sistemáticos (magnetometria e gamaespectrometria), a princípio por meio de convênios com o DNPM que procuravam atender politicas governamentais coordenadas pelo Ministério de Minas e Energia de promover o recobrimento aerogeofísico dos terrenos pré-cambrianos do escudo brasileiro.

Entre 1971 e 2001 foram executados 48 projetos aerogeofísicos em diversas regiões do país, sendo que, a maioria dos projetos aerogeofísicos tiveram características de levantamentos regionais, ou seja, com espaçamento das linhas de voo variando de 2.000 a 1.000 m e altura de voo de 150 m. Nesse período foi recoberta uma área de cerca de 2.413.323 km².

A partir de 2004, iniciou-se uma nova fase nos aerolevantamentos geofísicos, onde todos os projetos de magnetometria e gamaespectrometria foram realizados com espaçamento de 500 m entre as linhas de voo, altura de voo de 100 m e direção das linhas de voo N-S. Nesse período, foi recoberta uma área de cerca de 3.726.364 km², o que corresponde a 43,76% do território brasileiro e aproximadamente 95% do embasamento cristalino do Brasil. De 2004 a 2014, o investimento para a aquisição desses aerolevantamentos correspondeu a US$ 188 milhões de dólares. 

Os dados aerogeofísicos e geoquímicos da CPRM, além dos mapas geológicos e outras informações relevantes, são disponibilizados no Sistema GeoSGB, acessado através do site da CPRM. Acesse aqui

e acesse as imagens geotiffs e dados XYZ dos projetos.

Confira a lista dos 95 projetos disponíveis para download: 1009, 1010, 1012, 1013, 1014, 1017, 1018, 1019, 1020, 1021, 1022, 1023, 1024, 1025, 1027, 1028, 1029, 1030, 1031, 1032, 1034, 1035, 1036, 1037, 1038, 1039, 1041, 1043, 1044, 1045, 1047, 1048, 1049, 1050, 1051, 1052, 1053, 1054, 1055, 1056, 1058, 1059, 1060, 1064, 1065, 1066, 1067, 1068, 1069, 1070, 1071, 1072, 1073, 1074, 1075, 1076, 1077, 1080, 1081, 1082, 1083, 1084, 1085, 1086, 1087, 1088, 1089, 1090, 1091, 1092, 1096, 1097, 1098, 1099, 1101, 1102, 1103, 1104, 1106, 1107, 1109, 1111, 1113, 1114, 1115, 1118, 1119, 1120, 1122, 1126, 1127, 1128, 1129, 1130, 1131. 

Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil - CPRM 
asscomdf@cprm.gov.br 
(61) 2108-8400

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Aquífero Guarani: como se formou esse imenso oceano que está sob nossos pés?

Escrito por
Luiz Felipe Silva

Abaixo da superfície de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai há um oceano enorme. O nome dele já é bastante conhecido, inclusive: trata-se do Aquífero Guarani, um sistema de reservatórios de água subterrânea cuja área é maior que 1 milhão de quilômetros quadrados, e a quantidade de água equivalente a 45 mil quilômetros cúbicos.


Durante muitos anos, o Sistema Aquífero Guarani (SAG) foi considerado o maior do mundo - e ainda hoje figura entre os mais volumosos do planeta. No Brasil, ocupa as áreas dos estados de Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

O que é o Aquífero Guarani?

O vice-diretor do Centro de Pesquisas de Águas Subterrâneas da USP Ricardo Hirata explica que um aquífero é um grande reservatório de água localizado sob a superfície dos continentes. Se forma nos poros dos sedimentos e das rochas que os compõem e corresponde a aproximadamente 97% de toda água doce e líquida do planeta - não considerando oceanos e geleiras.

“Se você observar um copo preenchido completamente com areia comum de praia, você conseguirá colocar uns 15% a 35% do volume do copo em água”, compara o professor Hirata. “Estas águas ou estão subterrâneas ou contidas dentro de um material geológico, como a areia no copo”.

A forma como a água se aloca neste reservatório subterrâneo é determinante para definir a produtividade de um aquífero. E o mais importante, neste caso, não é a água, mas a rocha. É o tipo de rocha que define a capacidade do aquífero de receber mais ou menos água e também a profundidade que os poços podem atingir.

“Um aquífero poderá fornecer água indefinidamente se as extrações forem inferiores à recarga. A produção de um poço perfurado no aquífero irá depender se a rocha é mais ou menos permeável. Assim, um bom aquífero será aquele que tem boa recarga e uma boa permeabilidade”, esclarece o professor.



Como se forma?

A formação de um aquífero se dá em pelo menos dois momentos. A primeira etapa é a criação do arcabouço geológico ou do espaço poroso resultante da sedimentação da rocha. A segunda, naturalmente, é o preenchimento desse espaço com a água.


“No caso do Sistema Aquífero Guarani, a criação do espaço poroso é muito mais antiga e relaciona-se à deposição de seus sedimentos em um ambiente desértico de grandes dunas. Ao longo do tempo, esses sedimentos, quando aflorantes na superfície, receberam água da chuva, que lentamente foram se infiltrando e percolando pela rocha, preenchendo os seus espaços vazios, os poros”, explica Ricardo Hirota.

Essa água que se infiltra e compõe o aquífero não fica parada. No subterrâneo ela também se movimenta (pode variar de metros por dia a metros por ano). Isso significa que em todos os casos de aquífero, há uma área de descarga dessa água, geralmente em rios de superfície.
Conhecido desde o século 19, descoberto em 2003

As unidades geológicas que compõem o sistema já são conhecidas pelos pesquisadores desde o fim do século 19. O professor de geologia explica que, no estado de São Paulo, o Guarani era conhecido como Aquífero Botucatu-Piramboia - que são os nomes dessas formações.

Sabia-se que havia enorme potencial no reservatório de água, mas somente a partir de 1996 que as pesquisas avançaram para entender o real tamanho do aquífero, mapear todas as unidades geológicas e conferir se estariam conectadas.

Em 2003, constataram, enfim, o que conhecemos hoje como o Aquífero Guarani. O nome foi uma homenagem às populações indígenas que viveram ao longo de sua região.
A água é potável?

A confirmação de que, de fato, havia uma conexão entre todos reservatórios subterrâneos do Uruguai ao Mato Grosso, do norte da Argentina à quase a costa de São Paulo gerou uma expectativa enorme em relação ao potencial de captação de água potável - chegou-se a dizer que seu armazenamento de água supriria o consumo mundial por até 200 anos.

“Esperava-se que o Guarani fosse tão produtivo como se observa na sua porção norte, mas o que se descobriu é que no sul ele se torna mais compartimentado em blocos, devido a falhas geológicas, e sua permeabilidade se reduz. Assim, o SAG é um grande sistema, mas infelizmente não é altamente produtivo em toda a sua extensão”, afirma o pesquisador.

Essa heterogeneidade é também nítida quanto à qualidade da água. Na grande maioria do sistema, a água apresenta baixa salinidade e é potável, embora em alguns pontos tenha problemas de contaminação por flúor. Nas porções que são território argentino e uruguaio, há áreas extensas de alta salinidade e, portanto, de água não propícia para o consumo.



O maior do mundo?

Quando foi descoberto todo o alcance do SAG, logo recebeu o título de maior aquífero do mundo. Não é bem uma verdade. “A questão do maior é difícil de definir, pois um aquífero pode ser maior em extensão, em volume etc.”, justifica o professor.

Hoje, há evidências suficientes para apontar dois aquíferos como os maiores do mundo, considerando tamanho ou quantidade de água. O Great Artesian Basin ocupa 1,7 milhão km² na Austrália e tem estimativa de 65 mil km³ de água. E o africano Nubian Sandstone, que passa por territórios de Egito, Chad, Líbia e Sudão reina como o maior de todos: 2 milhões de km² de área e, estima-se, 150 mil km³ de água.
SAGA

O maior de todos, contudo, pode também estar aqui no Brasil, e não se trata do Guarani. O aquífero cujas mais recentes estimativas indicam como o maior reservatório de água do planeta é o SAGA, Sistema Aquífero Grande Amazônia.

Anteriormente conhecido como Aquífero Alter do Chão, o reservatório ocupa uma área aproximada de 1,3 milhões de km², entre Amapá, Pará, Amazonas e Acre, e sua capacidade hídrica seria de 162.520 km³, de acordo com informações da Universidade Federal do Pará.

“Sem entrar em discussão se ele é maior que o SAG ou mesmo que o aquífero australiano ou o africano, é necessário um estudo profundo para se ter uma ideia de suas dimensões em área e volume de água armazenada e sobretudo quanto desta água é aproveitável”, analisa Ricardo Hirota. “A vantagem do SAG é que está onde mais se precisa de água, no Sudeste e Sul brasileiros [porque têm populações mais densas]”.

Haverá privatização?

Há anos correm boatos de que haveria um movimento de privatização do Aquífero Guarani. Para o professor Ricardo Hirota, especialista em águas subterrâneas, a hipótese é muito pouco provável.

“Por que comprar o aquífero? É muito mais fácil para o usuário requerer o uso para os órgãos competentes e ter a água, sem desgaste político ou problemas na imagem frente à sociedade brasileira. Mas caso uma indústria peça a outorga de uma grande quantidade de água em uma área muito grande, tentando criar uma reserva de água, tal medida seria inócua, pois primeiro tais autorizações tem tempo limitado e, caso haja disputa de uso entre o privado e o abastecimento público, por exemplo, este último teria prioridade perante a lei”, argumenta.

Para Hirota, o principal problema que o aquífero sofre é a exploração ilegal e sem fiscalização. Ele reclama que os órgãos de estado responsáveis são poucos eficientes e têm controle bastante falho, o que permite que ocorra a perfuração de muitos poços clandestinos.

Hoje, a lei que regula a exploração e explotação das águas subterrâneas é de cada estado da União, que tem soberania para administrá-las ou outorgar o uso para gerenciamento privado. Para haver possibilidade de compra, seria necessário mudar a Constituição vigente.

Fonte: Vix.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Elefante baleado mata caçador ao esmagá-lo no Zimbábue

Ele era um dos mais experientes e conhecidos caçadores africanos. O site da sua empresa apresentava-o como o homem que aperfeiçoou a caça de leões e leopardos com a ajuda de cães.

Elefante esmagou caçador após ser morto em safári no Zimbábue.
Mas Theunis Botha morreu justamente em um safári de caça, depois de ser esmagado por um elefante.

A morte ocorreu no Zimbábue, perto do parque nacional Hwange, mesmo local onde, em julho de 2015, um caçador americano matou o leão Cecil, causando comoção internacional.


Segundo o site sul-africano News24, Theunis Botha, de 51 anos, conduzia um grupo de caçadores em um passeio, na última sexta-feira, quando eles se depararam com uma manada de elefantes. Três fêmeas teriam avançado contra o grupo, e Botha disparou contra uma delas.


Ainda segundo o site, uma quarta fêmea então ergueu Botha com sua tromba e foi alvejada por um dos caçadores do grupo. O animal caiu ferido e esmagou Botha, ferindo-o de morte.

Caçador que morreu tinha cinco filhos e foi descrito como "um grande homem com um fantástico senso de humor" em página do Facebook.
Botha, que era originário da África do Sul, conduzia safáris em rachos privados desde 1989. Marike, a mais velha de seus cinco filhos, confirmou a morte de seu pai à BBC, mas não deu detalhes sobre o que ocorreu.

A página no Facebook da empresa Kuronda Safaris Zimbabwe, com quem ele trabalhava, descreveu Botha como "um grande homem com um fantástico senso de humor".

De acordo com a imprensa sul-africana, Botha era amigo do também caçador Hunter Scott Ven Zyl, cujos restos mortais foram encontrados dentro de um crocodilo no último mês às margens do rio Limpopo, também no Zimbábue.

Fonte: BBC Brasil.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Antártica se tornará verde devido ao aquecimento global, dizem cientistas

Cientistas descobriram que, nos últimos 50 anos, mudanças climáticas e o aumento da temperatura levaram ao desenvolvimento acelerado de musgos

Por Da redação / Veja
Ilha verde coberta por musgos ao lado de icebergs, na Antártica. (Matt Amesbury/Divulgação).
O aquecimento global está aumentando o crescimento das plantas na Antártida, indicam cientistas em um estudo publicado no periódico Current Biology nesta quinta-feira. Poucas espécies vegetais vivem na região, mas os pesquisadores avaliaram cinco tipos de musgos locais e perceberam um expressivo aumento (de quatro a cinco vezes) em sua atividade biológica nos últimos 50 anos. Apesar de parecer uma notícia boa, uma vez que áreas verdes preservadas são desejáveis entre os trópicos do planeta, isso não se aplica ao caso da Antártida. Os cientistas consideram a descoberta um indicativo alarmante da elevação das temperaturas na região, o que prejudica todo o funcionamento do ecossistema.

“Os aumentos de temperatura durante metade do século passado na Península Antártida tiveram um efeito dramático sobre os bancos de musgo que crescem na região”, disse em comunicado paleoclimatologista e líder do estudo Matt Amesbury, da Universidade de Exeter, no Reino Unido. “Se isso continuar, e com quantidades crescentes de terra livre de gelo do retiro contínuo da geleira, a Península Antártida será um lugar muito mais verde no futuro.”

A vida vegetal na Antártida é escassa, existindo apenas em 0,3% do continente – mas os musgos, que encontram-se bem preservados em alguns sedimentos e são colonizadores exemplares, adaptando-se facilmente a diversos climas, oferecem aos cientistas uma maneira de explorar como o crescimento das plantas vem respondendo às mudanças climáticas na região.

No estudo recém-publicado, os pesquisadores analisaram amostras de cinco espécies de musgo, espalhadas por três sítios em uma área de 1.000 quilômetros de extensão. Com as informações biológicas contidas naqueles exemplares, eles conseguiram investigar o contexto climático dos últimos 150 anos. Isso inclui a quantidade de musgo, sua taxa de crescimento, o tamanho das populações de micróbios e uma proporção de diferentes isótopos (ou formas) de carbono nas plantas, que indicam como as condições foram favoráveis ​​para a fotossíntese em um ponto específico no tempo.

Os resultados encontraram evidências claras de “pontos de mudança” – momentos que marcam um período de maior atividade biológica das plantas – da metade do século XX aos dias de hoje. “A sensibilidade do crescimento do musgo aos aumentos da temperatura no passado sugere que os ecossistemas vão mudar rapidamente sob aquecimentos futuros, levando a maiores alterações na biologia e nas paisagens desta região icônica”, disse o professor Dan Charman, outro autor da pesquisa, também da Universidade de Exeter.

A descoberta confirma os resultados de um outro estudo, coordenado pela mesma equipe, publicado em 2013, que observava um fenômeno parecido em musgos que habitam regiões mais ao sul, na Ilha de Alexander, a oeste da Península Antártida. Agora, em uma próxima investigação, os pesquisadores planejam examinar registros que datam de milhares de anos para testar o quanto a mudança climática afetou os ecossistemas antes do aquecimento global provocado pela atividade humana.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Efeitos do El Niño na América do Sul e nas Regiões do Brasil

Ao se tornar mais quentes que o normal, as águas oceânicas do Pacífico tendem a evaporar mais rapidamente e em uma região, ou superfície, mais extensa, e não apenas na parte oeste como ocorreria normalmente.

Os principais impactos causados pelo fenômeno no Brasil são:

- secas na região norte, aumentando a incidência de queimadas;
- precipitações abundantes na região sul, principalmente nos períodos de maio a julho e aumento da temperatura;
- aumento da temperatura na região sudeste, mas sem mudanças características nas precipitações;
- secas severas no nordeste;
- e tendência de chuvas acima da média e temperaturas mais altas na região centro-oeste.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Teorias sobre o crescimento populacional: Malthusianos, neomalthusianos e reformistas

Entenda a Teoria de Malthus, a Teoria Neomalthusiana e a Teoria Reformista, que analisam o comportamento das taxas da população mundial

O crescimento populacional de uma determinada área ou local está relacionado a dois fatores fundamentais: ao crescimento vegetativo, que corresponde à diferença entre o número de nascidos e o número de óbitos registrados; e à taxa de imigração, que corresponde à diferença entre a entrada e a saída de pessoas da área estudada.

Assim, com base nestes dois índices, o crescimento populacional de uma determinada área poderá ser positivo ou negativo. O mundo, em 2003, contava com cerca de 6,3 bilhões de habitantes e, cabe ressaltar que de 1970 a 2003, o crescimento populacional decresceu de 2,1% para 1,2% ao ano. Essa diminuição tem como justificativa o novo papel desempenhado pela mulher na sociedade, como a sua entrada no mercado de trabalho e a possibilidade de prevenir a gravidez através do uso de métodos anticoncepcionais.

Ao abordarmos o tema crescimento populacional, à primeira vista, pode parecer que esta é uma preocupação recente, porém, pesquisas indicam que desde a antiguidade estudos foram empreendidos para compreender a dinâmica populacional de determinadas áreas. No entanto, foi somente a partir do século XVIII, com o amadurecimento do capitalismo, que o crescimento populacional passou a ser visto como algo positivo.

Isso porque, quanto maior o número de pessoas no planeta, maior o número de consumidores. Foi neste período que a primeira Teoria Geral sobre o crescimento populacional foi publicada, de autoria do economista inglês Thomas Robert Malthus (1766-1834). 

Teoria de Malthus

No ano de 1798, Malthus publicou o Ensaio sobre a População e nele apresentou sua teoria demográfica, baseada em dois argumentos principais:

a) As guerras, epidemias e desastres naturais atuariam como controladores do crescimento populacional. Se caso eles não existissem, a população tenderia a duplicar a cada 25 anos. Seu crescimento obedeceria a uma progressão geométrica (2, 4, 8, 16, 32, 64...) ininterruptamente.

b) Já a produção de alimentos cresceria em progressão aritimética (2, 4, 6, 8, 10...) e sua podução seria limitada em função dos limites territoriais dos continentes.

Desse modo, segundo esta teoria, a população cresceria mais rapidamente que a oferta de alimentos. Além disso, Malthus acreditava que as áreas cultivadas se esgotariam, pois toda a área cultivável estariam ocupadas por atividades agrícolas, no entanto, a população mundial continuaria a crescer. A consequência seria a falta de alimentos para abastecer às demandas do planeta.

Por esta razão, em sua teoria, Malthus argumentou que a única maneira de remediar a iminente fome mundial seria as famílias apenas terem filhos somente se tivessem terras cultiváveis para poder alimentá-los. Vale dizer que Malthus além de economista, era também pastor da Igreja Anglicana, que era contrária aos métodos anticoncepcionais.

Percebemos que essa teoria não se concretizou, pois Malthus não conseguiu prever os avanços tecnológicos em relação à produtividade agrícola, no entanto, na época de sua formulação, ela parecia bastante consistente. Além daquela, outra razão para o insucesso de sua teoria foi o fato de Malthus ter observado apenas o comportamento populacional de uma determinada região, predominantemente rural, considerando-as válidas para todo o planeta.


Teoria Neomalthusiana

Após a 2a. Guerra Mundial, foi realizada a Conferência da Paz, que deu origem à Organização das Nações Unidas (ONU). A preocupação dos países envolvidos era de encontrar soluções para os impasses, a fim de se evitar outro conflito de proporções mundiais. Neste período foi formulada, pelos países desenvolvidos, a Teoria Neomalthusiana, cujo objetivo era tentar explicar o atraso dos países desenvolvidos e também a fome mundial. 

Segundo ela, quanto maior o número de habitantes de um país, menor a renda per capita e a disponibilidade de capital a ser investido em setores agrícolas e industriais. Assim, os países subdesenvolvidos, cujas taxas de natalidade eram elevadas, acabavam tendo grandes gastos com a população jovem e adulta, inviabilizando a canalização de gastos em outros setores.


Embora formulada quase dois séculos após a Teoria malthusiana, a Neomalthusiana chegava a mesma conclusão, pois relacionava a expansão da miséria mundial ao crescimento populacional. Com base nesta teoria, programas de controle da natalidade foram difundidos. Portanto, trata-se de uma teoria que justifica a pobreza dos países subdesenvolvidos com base em uma argumentação demográfica, deixando de mencionar as peśsimas condições de vida destes países e o problema da má distribuição de renda neles.


Teoria Reformista

A Teoria Reformista foi criada pelos países subdesenvolvidos como resposta à Teoria Neomalthusiana, e chega a uma conclusão contrária às duas últimas mencionadas. Segundo a Teoria Reformista, o crescimento populacional só se tornará um empecilho se não houver investimentos sociais, principalmente em educação e saúde. 


Os defensores desta teoria citam como exemplo algumas famílias brasileiras, que depois de recebido investimento, ou seja, assistência médica, escolas, acesso à informação, passaram a ter menos filhos e obter uma melhor qualidade de vida. Dessa maneira, comprovaram que o crescimento populacional deve vir acompanhado de investimentos sociais e não apenas de programas de controle da natalidade, sendo, por isso, considerada a Teoria Demográfica mais realista.

*Post do Blog de Geografia. Informações de Globo.com.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Os continentes do mundo. Os continentes do planeta Terra

Os continentes são os elementos mais fáceis de achar em um globo. Um continente é uma vasta extensão de terras emersas.

Geograficamente, costuma-se dividir o mundo em partes que abrangem não apenas as massas continentais, mas também as ilhas adjacentes a elas. Esses grandes conjuntos também são chamados de continentes.


Em ordem decrescente de grandeza, os continentes do mundo são a Ásia, a América, a África, a Antártica (também chamada de Antártida), a Europa e a Oceania. A América se subdivide em três subcontinentes: a América do Sul, a América Central e a América do Norte.

A Oceania se constitui de uma grande ilha, a Austrália, além de um imenso número de arquipélagos e de ilhas isoladas no oceano Pacífico.

A Europa e a Ásia fazem parte de uma única massa continental, conhecida como Eurásia. O conjunto formado por essas duas partes do mundo é ligado à África por uma estreita faixa de terra; por isso, a Europa, a Ásia e a África também recebem um nome em conjunto: Velho Mundo. A América é conhecida como Novo Mundo, e a Oceania é às vezes chamada de Novíssimo Mundo ou Novíssimo Continente.

Os continentes têm diferentes climas, paisagens e populações. A Antártica, por exemplo, é gelada e tem pouquíssimas plantas e animais. A África, por sua vez, tende a ser muito quente e tem grande variedade de fauna e flora.

A maioria dos continentes também se divide em unidades políticas chamadas países. Partes da Antártica são reivindicadas por vários países, mas não há povoados permanentes nesse continente. A Austrália é a única massa de dimensões continentais (ou seja, de grande tamanho) ocupada por um só país. No entanto, ela é considerada parte de um continente maior, a Oceania, que inclui também as ilhas do oceano Pacífico.

Em 1912, o cientista alemão Alfred Wegener levantou a hipótese de que antigamente todos os continentes eram ligados e deu a essa grande massa de terra o nome de Pangeia. Segundo essa hipótese, há mais de 200 milhões de anos, Pangeia se rompeu para formar as atuais massas continentais. Estas, então, rumaram individualmente para sua localização atual.

Desde então, cientistas descobriram provas de que essa ideia é correta e agora acreditam que os continentes se situam em grandes placas que estão em movimento. Esse conceito é chamado de tectônica de placas. 

Fonte: Blog de Geografia - *Continente. In Britannica Escola. Enciclopédia Escolar Britannica, 2017. Web, 2017.

domingo, 7 de maio de 2017

Vulcão do Equador rouba recorde do Everest: Medição por GPS indica o ponto mais distante do centro da Terra

Uma terceira missão geodésica francesa cumpre seu périplo pelas Terras do Equador. Assim era conhecido o Equador no século XVIII, aonde chegaram os cientistas da primeira missão geodésica que ajudou a determinar a forma achatada do globo terrestre. Agora que se completam 280 anos do trabalho dos franceses Charles-Marie de La Condamine, Louis Godin e Paul Bouguer , junto com os espanhóis Jorge Juan e Antonio de Ulloa, que foram enviados pelo rei Felipe V, seus herdeiros científicos se propuseram a medir, com precisão de centímetros, o ponto mais distante do centro da Terra, o vulcão Chimborazo, de 6.268 metros de altitude, e que se encontra a 6.384 quilômetros de distância do centro terrestre, dois quilômetros a mais que o topo do mundo, o Everest, por causa da diferença no diâmetro do planeta em latitudes diferentes.

“Pela herança que [os primeiros cientistas] nos deixaram, sabemos que os pontos que ficam perto da linha equatorial estão mais afastados do centro da Terra, mas faltava um valor, medir a maior distância a partir do centro”, explica Jean Mathieu Nocquet, do Instituto para a Pesquisa e o Desenvolvimento (IRD), da França. Com esse objetivo em mente, um grupo de expedicionários franceses e equatorianos escalou em fevereiro o vulcão Chimborazo, a montanha mais alta do Equador, e instalou no topo um sistema de posicionamento global (GPS) de alta precisão, que, com a ajuda de uma antena de 60 centímetros, recebe o sinal de 15 satélites de diferentes países. “Para obter dados precisos, deixamos o GPS durante duas horas, e depois processamos a informação armazenada nesse intervalo”, explica Mathiew Perrault, do Instituto Geofísico (IG).

Os resultados dessa medição acabam de ser divulgados, concluindo que o cume do vulcão está a 6.384.415,98 metros do centro da Terra. O novo cálculo confirma que o Chimborazo é o ponto mais distante do centro da Terra, e portanto mais próximo do Sol, superando em 40 metros nesse ranking o topo do monte Huascarán, no Peru, que seria o segundo ponto mais afastado do centro terrestre.

280 anos depois

O uso do GPS, que tem uma margem de erro de 10 centímetros, já havia dado em 2001 três metros adicionais à montanha mais alta da Europa, o Mont Blanc, cuja altitude sobre o nível médio do mar passou de 4.807 para 4.810,4 metros, segundo esse sistema. O Everest, no Nepal, também foi medido com o sistema GPS. Oficialmente, tem 8.848 metros sobre o nível do mar, mas, segundo esse outro processo, é um pouco mais baixo, 8.846,4 metros. Apesar de ser a montanha mais alta da superfície terrestre, o Everest está dois quilômetros abaixo do Chimborazo quando a medição parte do centro do planeta. A Terra, um globo achatado, tem um raio maior no Equador do que nos polos, o que joga a favor do Chimborazo em sua disputa honorífica com o Everest.

A comemoração dos 280 anos da primeira missão geodésica foi um pretexto para recordar a história comum do Equador e da França. A expedição ao Chimborazo foi um primeiro passo, mas a embaixada francesa no país andino planejou atos comemorativos até julho. Haverá mesas-redondas científicas, jornadas pedagógicas em escolas e exposições que reconstroem o contexto sociocultural e científico das missões francesas em território equatoriano. Uma das atividades mais curiosas será um jantar de época em que serão servidos os pratos que os cientistas possivelmente provaram ao chegar ao país em 1736.

Fonte: El País.

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quinta-feira, 4 de maio de 2017

III Encontro Regional de Geografia e XXV Semana da Geografia

De 11 a 14 de Julho na Universidade Estadual de Maringá, acontecerá o III Encontro Regional de Geografia XXV Semana da Geografia.

O evento tem como objetivo promover o debate sobre Desastres Naturais em perspectivas do ensino e conscientização da sociedade, desenvolvimento científico, incluindo novas técnicas e ferramentas, e ainda abranger o atual contexto de atuação profissional.

Para mais informações acesse o blog oficial do evento:

quarta-feira, 3 de maio de 2017

O que é um atlas geográfico?

Um atlas, por definição, é um conjunto de mapas ou cartas geográficas. Porém, o termo também se aplica a um conjunto de dados sistematicamente organizados sobre determinado assunto e que servem de referência para a construção de informações de acordo com a necessidade do usuário. 



A palavra atlas é inspirada na mitologia grega, que narra a história do titã Atlas. Conta-se que Atlas tomou a frente das batalhas de Cronos e dos Titãs contra os deuses do Olimpo, deixando Zeus furioso. Como castigo, foi obrigado a carregar o mundo nas costas, para sempre. Por causa disso, a palavra atlas está quase sempre associada a algum tipo de apoio: na coluna vertebral, por exemplo, a primeira vértebra se chama atloide, porque sustenta a cabe­ ça. Atlas também pode designar uma figura masculina que serve como coluna de sustentação em construções. Um atlas escolar funciona como apoio para pesquisas. Ter à mão um atlas é ter um mundo de informações. Informações sustentadas, informações que sustentam o conhecimento.

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