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RESPOSTAS DO ENEM 2021

segunda-feira, 31 de julho de 2017

IBGE aponta que Brasil é mais rural que imaginado e propõe nova classificação

De olho na divulgação do Censo Demográfico 2020, o IBGE está propondo uma nova tipologia para a caracterização dos espaços urbanos e rurais. Por essa metodologia, a população urbana do Brasil passa de 84,4% para 76%.



Densidade demográfica, localização em relação aos principais centros urbanos e tamanho da população são os critérios fundamentais da metodologia, que ainda está em debate. Assim, a partir do cruzamento dessas variáveis, os municípios se classificariam em cinco tipos: urbano, intermediário adjacente, intermediário remoto, rural adjacente e rural remoto.

60,4% dos municípios são rurais e concentram apenas 17,0% da população

Pela nova proposta, apresentada no estudo Classificação e caracterização dos espaços rurais e urbanos do Brasil: uma primeira aproximação, 76% da população brasileira se encontram em áreas predominantemente urbanas, que correspondem somente a 26% do total de municípios. Por outro lado, a maior parte dos municípios (60,4%) foram classificados como predominantemente rurais, reunindo, no entanto, apenas 17% da população.

Por esta tipologia, a região Norte destaca-se pelo elevado percentual de municípios rurais (65,0%), apesar de 66,3% de sua população viver em municípios urbanos. Já o Nordeste é a região que possui a menor porcentagem de pessoas (59,3%) em municípios urbanos, com quase 1/3 (29,5%) da população vivendo em 1.236 municípios rurais (68,9%).

O Sudeste, região mais dinâmica economicamente, mostrou as maiores porcentagens de municípios urbanos (37,5%) e população vivendo em municípios urbanos (87%). A região Sul tem as menores proporções de municípios intermediários remotos (0,02%) e rurais remotos (0,03%), o que mostra a grande proximidade física entre as sedes municipais.

O Centro-Oeste, por sua vez, se mostrou uma região de grandes contrastes, sendo, mesmo tempo, a região com a segunda maior população em municípios urbanos (79,8%) e em municípios remotos, intermediários e rurais (2,3% e 4,0%, respectivamente).

Nova classificação vai aprimorar resultados do Censo 2020

Pelos critérios atuais, o espaço urbano é determinado por lei municipal, sendo o rural definido por exclusão à área urbana. Nesta classificação, o Brasil tem, de acordo com o Censo 2010, 84,4% da população vivendo em áreas urbanas e 15,6%, em zonas rurais.

O coordenador de Geografia do IBGE, Claudio Stenner, enfatiza, no entanto, que nova metodologia não vai substituir a utilizada atualmente: “O IBGE vai continuar divulgando a delimitação legal de urbano e rural. O objetivo é que no Censo 2020 se tenha mais de um tipo de classificação, oferecendo um dado melhor qualificado em termos de recortes territoriais e uma informação estatística mais aderente à realidade, para subsidiar políticas públicas e planejamento em geral”.

Ele ressalta, ainda, a importância da participação da sociedade e de outras instituições para que o estudo tenha desdobramentos concretos para o Censo 2020: “Temos que ter esse debate com a sociedade, é um tema tão relevante, tão fundamental, que não podemos lançar um documento sem promover o diálogo. A partir do ano que vem, pretendemos nos reunir com alguns ministérios para avançar e formalizar esse debate com o Estado brasileiro”, conclui.
Texto: Irene Gomes e Pedro Renaux
Imagem: João Rodrigues / Wikipedia e Pixabay

Daiene Mendes: Eu nunca fui boa em Geografia

Não mesmo, nunca fez sentido pra mim tantos nomes, Estados, Países. Eu Pensei que nunca fosse sair do Alemão.


Tem muita gente assustada porque não consegui responder de cara, a pergunta sobre a capital do Paraná. Tão me criticando bastante me chamando de burra, até criaram matéria em site de entretenimento.

Quando isso acontece, eu lembro dos meus 15 anos que junto com a minha mãe, eu fui no centro da Cidade pela primeira vez. O centro da cidade do Rio mesmo. Eu ficava olhando de boca aberta pra cima, vendo que os prédios eram muito altos.
Nunca gostei de geografia, porque pensei que nunca fosse precisar dela e nunca precisei até os meus 23 anos quando pela primeira vez na vida, entrei em um avião com destino à Nova York para conhecer outras iniciativas de jornalismo comunitário à convite do Consulado Americano dos Estados Unidos no Brasil.

Eu nunca gostei de geografia e nunca fez sentido pra mim até que, contrariando todas as expectativas, há um mês, voei para Vancouver, Canadá. Viagem que só foi possível graças a participação de muita gente através da campanha#DaieneVaiProCanadá.

Eu nunca gostei de geografia, mas ela começou a fazer sentindo pra mim depois que fui convidada para falar em um dos eventos mais importantes da Anistia Internacional que vai acontecer em ROMA, na Itália, daqui a uma semana.
Eu realmente nunca gostei de geografia, mas ela começou a fazer sentido a partir do momento em que percebi que o mundo inteiro também pode ser meu, ter que ser dos moradores das favelas e tem que ser pra todo mundo.

Eu NUNCA gostei de geografia, mas agora ela faz sentido pq finalmente entendi que#VaiTerFaveladoNoMundoTODO.

Por que os líderes deveriam aprender Geografia?

Desafio o caro leitor a encontrar alguma informação do cotidiano que não tenha um componente geográfico. Tudo ou quase tudo que percebemos, armazenamos, discutimos, compartilhamos, aprendemos, tem alguma conexão geográfica com o mundo que nos cerca. Aproximadamente 70 a 80% das informações relevantes nos processos decisórios, pessoais ou profissionais, têm caracterização espacial.



Dada essa tremenda relevância, seria de se esperar altíssima utilização de sistemas de informação geográfica nas organizações, apoiando a tomada de decisões importantes para as diferentes organizações. No entanto, seu uso ainda é incipiente. Alguma dificuldade tecnológica ou de infraestrutura? Muito pelo contrário: o desafio é cultural.

O território é atualmente a plataforma na qual se inserem todas as dinâmicas que devem ser observadas ou geridas diretamente pelo gestor público ou privado. É por meio de uma visão holística do território, ou do espaço geográfico, que todas as idiossincrasias e relacionamentos entre os principais indicadores de gestão se estabelecem. É através da perspectiva territorial que o binômio “desempenho – risco” consegue melhor ser percebido por intermédio da proposição e acompanhamento de práticas empresariais e políticas públicas.

Compreender a distribuição de dados oriundos de fenômenos ocorridos no espaço geográfico constitui hoje um grande desafio para a elucidação de questões centrais em diversas áreas do conhecimento, seja em saúde, educação, meio-ambiente, políticas públicas, eleições, prevenção de desastres naturais ou mesmo em estudos de dinâmica urbana, social, serviços financeiros, seguros, infraestrutura, administração e marketing.

Tais estudos vêm se tornando cada vez mais comuns, devido à disponibilidade de Sistemas de Informação Geográfica (GIS), e também à necessidade de explicação da distribuição geográfica de problemas e variáveis de interação socioeconômica que modelos tradicionais e clássicos geralmente não endereçam.

As ferramentas quantitativas que manipulam dados espaciais permitem que se incorpore a natureza geográfica do fenômeno nas técnicas de exploração de dados e nos modelos estatísticos de inferência e associação entre variáveis. Sua adaptação e endereçamento aos principais problemas das organizações em geral, envolvendo dados internos e dados secundários de características sócio-econômico-demográficas, é muito alta. Mapa é uma linguagem universal, e vale mais do que mil palavras.

Recentemente, cunhou-se o termo “Inteligência Geográfica” como o uso da perspectiva geográfica nas tomadas de decisão pelas empresas, públicas e privadas.

Contudo, para a maioria das pessoas, geoinformação se resume a procurarmos o endereço de casa no Google Maps ou a utilizar o Waze no carro para se chegar rapidamente ao destino.

Essa dificuldade de percepção certamente tem origem histórica – nossa intuição espacial não foi devidamente alimentada durante nossa formação educacional.

Alexander Von Humboldt (1769-1859), que dizia que a Geografia é a ciência integrativa, e muitos outros pensadores que o sucederam, não foram capazes de impedir que a Universidade de Harvard, na década de 1940, erradicasse seu Departamento de Geografia. Tal movimento foi seguido por outras relevantes instituições de ensino norte-americanas e do resto do mundo. Por conseguinte, mais de setenta anos depois vivemos a consequência desse ato. A imensa maioria de cursos de administração, economia, engenharia e outros, inclusive do Brasil, passou a ter poucas disciplinas que permitisse discutir aspectos analíticos derivados de perspectivas geográficas. Inovações históricas como Imagens de Satélite, GPS, MapQuest, servidores digitais de mapas, ferramentas digitais de análise geográfica, Google Maps, ArcGIS não foram percebidas, experimentadas ou discutidas no contexto educacional de nossos jovens.

Com isso, o profissional que hoje está na liderança das grandes organizações não adquiriu repertório de “pensamento geográfico” suficiente em sua formação. As decisões estratégicas das organizações passam inevitavelmente pelo pensamento de suas lideranças, e são tomadas segundo seus modelos mentais de decisão. Se a perspectiva geográfica é ignorada ou pouco considerada, então ela praticamente inexiste naquela organização – não será suplantada por equipes técnicas excelentes, que atuam em áreas específicas, e que não têm uma visão holística e sistêmica que caracteriza a alta direção.

Movimentos recentes, no entanto, sinalizam boas perspectivas de mudança. Salas de decisão recentemente implantadas pelo poder público em esfera municipal e estadual, em muitas localidades do Brasil, utilizam um grande mapa do território de atuação como plataforma de visualização e análise e estão permitindo que seus times de operação (e decisão) aprendam essa nova linguagem. Empresas fornecedoras de dashboards e painéis de indicadores de gestão já apresentam mapas e visualizadores geográficos.

Devemos, portanto, incentivar o enfrentamento desse desafio cultural, em prol de uma visão de gestão territorial que beneficie a todos. O Big Data, contexto recente de “poder da informação” na sociedade atual, tem tremendo potencial de investigação sob a perspectiva geográfica. Mas isso é papo para uma próxima conversa. Que venham os líderes geográficos!


Eduardo de Rezende Francisco é professor de Métodos Quantitativos, Geoinformação e Big Data da FGV-EAESP.

Fonte: Estadão

domingo, 30 de julho de 2017

Não tem cabimento: a teoria da Terra plana está de volta (e tem muita gente que ainda acredita nisso)

Existem muitas teorias de conspiração bizarras, e o talento das pessoas para imaginar todo um conjunto de disparates, para criá-los e mantê-los vivos nas mentes das pessoas enganadas, é formidável. De todas, talvez a terra-plana seja uma das mais absurdas, ao menos entre as que já possuem um público considerável; bem como o facto de já ter todo um arcabouço organizado de ‘explicações’ para ter respostas a fim de manter seus crentes saciados. Nesse post, vou me focar em alguns pontos principais desse arcabouço.



Basicamente, as teorias de conspiração tem na formação destes seus arcabouços algo em comum: conexões elaboradas entre factos reais com assertivas puramente fantasiosas a fim de chegar numa conclusão – justamente a ideia infame que querem defender. Por exemplo, é facto que muitos governos escondem informações de seu povo, e projetos militares quase sempre seguem esse caminho. Temos então um prato cheio para criadores de teorias conspiratórias conectarem factos reais – os segredos militares – com coisas absurdas como disco voador abatido numa área secreta, arma illuminati para reduzir a população mundial, etc.

O terraplanismo não é diferente disso, basta apenas substituir o governo ou o exército – e todas as demais instituições de exploração espacial e agências espaciais doutros países – pela NASA, afinal é tudo que sempre estão citando. Negam a existência de satélites, sondas espaciais, estação espacial internacional, etc. Negam a ida do homem à Lua, negam até que a Lua seja um outro mundo ao qual se possa ir.

Podemos lembrar que antes da existência de qualquer ensaio de exploração espacial, milênios atrás, já era sabido que a Terra é esférica. Por mais intuitiva que pudesse parecer uma terra-plana, tal ideia já não se sustentava diante da análise sistemática do mundo. Visto isso, podemos usar esses conhecimentos antigos e básicos para desconstruir o frágil castelo de cartas dessa teoria conspiratória, uma necessidade diante do crescente número de pessoas enganadas pela mesma.

Vejamos alguns dos principais argumentos que temos encontrado mais frequentemente nas mídias:

A questão do pôr e nascer do Sol:

  • Modelo Terra Plana, duas explicações são usadas, geralmente juntas:
  • Afastamento do Sol: o astro-rei seria um luminar que faz círculos acima do disco da Terra plana, sumindo do campo de visão com a distância;
  • Perspectiva: na ideia dos terraplanistas faz sumir objetos no horizonte; o mesmo argumento é utilizado para explicar o desaparecimento a partir da base em navios e faróis no horizonte.
  • Realidade:
  • Sobre o Afastamento: é um péssimo argumento, até mesmo para um simples observador.
  • O Sol se põe até sumir no horizonte, em vez de gradualmente diminuir até sumir do campo de vista;
  • Depois de se pôr, não é mais possível ver o Sol, nem mesmo com o auxílio de um binóculo, ou telescópio;
  • Não tem cabimento que um luminar com a potência de iluminar continentes inteiros simplesmente desapareça do campo de vista, com simples afastamento.
  • Sobre a Perspectiva:
  • Tal ideia não se sustenta; perspectiva não faz com que um objeto desapareça na parte de baixo antes da de cima – como acontece com barcos, ilhas, faróis, etc – inclusive ao pôr do Sol; é precisamente observável que ele se põe, começando na base e descendo o horizonte.

A questão da Lua:

  • Modelo Terra Plana:
  • Para eles, a Lua é:
  • Um luminar translúcido, que faz voltas acima do disco da Terra tal qual o Sol (alguns dizem que esse trajeto é mais abaixo);
  • Suas fases são causadas pela radiação UV do Sol;
  • O eclipse é causado pela aproximação máxima, aí a radiação solar enegrece completamente a Lua, à medida que essa lua escurecida encobre o Sol em relação ao observador na Terra.
  • Realidade:
  • O mais notável é ver pessoas aceitando explicações sem evidência alguma, nem amostras – por exemplo, um material que fique enegrecido com a radiação e logo volte ao normal assim que ela cesse -, nem testáveis; simplesmente afirmações sem fundamento algum.
  • A Lua ser translúcida não tem o menor cabimento, porque se fosse, poderíamos ver estrelas através dela à noite. No entanto, ela eclipsa completamente até as mais brilhantes, quando passa à frente das mesmas;
  • Se fases fossem causadas pela radiação, não teriam uma forma de sombra precisamente esférica – tal qual a sombra da Terra projetada na Lua. Ainda que eles considerem a sombra ser redonda em função da Lua ser redonda, tal sombra é claramente de uma esfera maior que a esfera Lua, em qualquer dos cenários;
  • O eclipse tal qual o vemos jamais seria explicável por duas esferas logo acima de nós, pois uma pessoa numa distância ainda dentro das proximidades não o veria completamente, e poderia observar o Sol logo acima da Lua. O mesmo seria visto de localidades mais distantes, com o Sol exatamente acima da Lua.

A questão dos objetos distantes parcialmente ocultos pela curvatura:

  • Modelo Terra Plana:
  • Argumentam que se eles estão ocultos em sua base pela curvatura da Terra, tal qual eles deveriam aparecer inclinados para um lado ou outro; do contrário a Terra seria um “cilindro”.
  • Realidade:
  • A inclinação em função da curvatura da Terra é extremamente pequena, literalmente imperceptível, mesmo para objetos ainda observáveis ao longe;
  • Para qualquer objeto que se olhe ao horizonte, há uma direção reta entre ele e seu campo de visão. Logo, de facto há curvatura em todas as direções visto que a Terra é uma esfera, no entanto em relação ao observador é uma única direção: a dele; por exemplo, é como ver sempre a torre de pisa (Itália) do lado oposto ao qual ela é inclinada; não se percebe sua inclinação.

A questão da Gravidade:

  • Modelo Terra Plana: eles negam sumariamente a existência da gravidade, e para explicar a queda dos objetos costumam usar duas explicações principais:
  • Densidade: os objetos caem porque são mais densos que o ar, tal qual objetos afundam na água, ou fluidos mais densos descem enquanto os mais leves ficam acima;
  • Movimento: O disco da Terra está em movimento para cima, e quando pulamos ou caímos, é o chão que se aproxima, não nós que somos atraídos ou puxados para ele.
  • Realidade:
  • Além de densidade não ter o menor cabimento para isso, tal argumento é facilmente refutado usando-se uma câmara de vácuo, como inúmeros experimentos já fizeram – mesmo na ausência do ar, os objetos caem;
  • Se fosse um movimento da Terra para “cima” (sabe-se lá em relação a quê), o efeito da gravidade não seria uma aceleração como observamos na realidade: 10 m/s²; mas seria apenas velocidade. Na realidade, a cada segundo, a velocidade da queda dum objeto aumenta 10 metros por segundo (9,8 m/s² (aceleração) para ser mais exato, não 9,8 m/s (velocidade)); Uma evidência simples de que o que nos leva ao chão é uma aceleração – não uma mera velocidade – é que quanto maior a altura da queda, mais intenso é o impacto ao chegar no chão. Pular da altura de meio metro dá menos impacto que pular de dois metros; e muito menos, é claro, pular de cima de um prédio – melhor não fazer esse experimento… 
Esses são apenas alguns dos muitos disparates ditos por esses grupos de conspiracionistas. Os selecionei porque além de serem os mais rotineiros, são aqueles em que as pessoas mais frequentemente apresentam algumas dúvidas ou dificuldades em compreender, ficando sujeitas a serem convencidas pela mentira.

Os conspiracionistas, pseudo-intelectuais e demais charlatões sempre existiram, e vão continuar existindo, sobre os mais diversos assuntos. Esse tipo de pessoa jamais fez algo realmente importante pelo conhecimento, tudo o que querem é fama e lucro próprio, sem se importar que isso custe a enganação de outras pessoas, bem como seu afastamento de uma compreensão razoável da realidade. Outra forma de identificá-los é que sempre focam mais em destruir e escarnecer, do que em construir e esclarecer, qualquer conhecimento que refute suas convicções.

Infelizmente torna-se necessário refutar uma ideia que é absurda em todos os seus conceitos, em função da quantidade de pessoas que vem sendo enganadas. Estamos aqui para isso: passar conhecimento, esclarecer dúvidas, e principalmente, ensinar ciências não só quanto à informação, mas como própria metodologia na construção do entendimento e compreensão da realidade.

Fonte: Jonatas / AstroPT.

sábado, 29 de julho de 2017

Sebastião Salgado e os tons de seu preto e branco

Existem artistas que conseguem se expressar de formas extraordinárias mesmo não estando em cena e ainda outros que nos contam histórias sem dizer uma palavra sequer. Sebastião Salgado, fotografo brasileiro renomado mundialmente consegue fazer os dois!

Nascido no interior de Minas Gerais, se reconheceu fotógrafo após os 30 anos e em toda a sua trajetória documentou, sempre em preto e branco, diversos momentos de conflito e reflexão dentro da América Lina e no Brasil. Escreveu junto com suas fotografias, livros que nos levam a reflexões sobre todos os acontecimentos que nos cercam.

Na introdução de Êxodos, escreveu: "Mais do que nunca, sinto que a raça humana é somente uma. Há diferenças de cores, línguas, culturas e oportunidades, mas os sentimentos e reações das pessoas são semelhantes. Pessoas fogem das guerras para escapar da morte, migram para melhorar sua sorte, constroem novas vidas em terras estrangeiras, adaptam-se a situações extremas…"


Confira a seleção de algumas de suas incríveis fotografias:















Fone: Revistak7 / Priscila Carneiro

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Tipos de Chuvas: orográficas, convectivas e frontais

Para identificarmos os tipos de precipitação que ocorrem, devemos levar em consideração onde está acontecendo a condensação. Se a condensação ocorrer próximo à superfície, teremos as chamadas precipitações superficiais. Quando isso acontece forma-se o nevoeiro ou neblina, orvalho (gotas de água que se acumulam sobre a superfície das plantas, carros etc.)


Se o vapor de água condensar muito acima da superfície terrestre, temos a formação das nuvens. Responsáveis pelas precipitações atmosférica não superficiais. Neste tipo de precipitação destaca-se: A neve, o granizo e a chuva.
Neste artigo, vamos nos ater as chuvas, que são resultantes do contato de uma nuvem carregada de vapor de água com uma camada de ar frio. No geral, as chuvas são classificadas em três tipos:

I - Chuva convectiva – ocorre devido a ascensão vertical do ar, que, ao entrar em contato com as camadas de ar frio, sofre condensação e se precipita. Geralmente ocorre com intensidade (forte), rápida, acompanhada de trovões e às vezes de granizo (chuva de verão ou equatorial).
II - Chuva Frontal – acontece quando ocorre o encontro de uma massa de ar frio (frente fria) com uma massa de ar quente (frente quente). É menos intensa e mais duradoura.
III - Chuva orográfica ou de relevo – É resultante do deslocamento horizontal do ar, que, ao entrar em contato com regiões elevadas (serras e montanhas), sofre condensação e consequente precipitação.

Vale salientar que a distribuição das chuvas ocorre de forma irregular, e que elas são abundantes nas regiões equatoriais, moderadas nas regiões temperadas e fracas nas áreas próximo aos polos. 


Referências
Climatologia para os trópicos - tipos de chuva. Blog Observatório Histórico Geográfico.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

A vida dos moradores de micro apartamentos em Hong Kong

Viver em uma das cidades mais caras do mundo não deve ser uma tarefa nada fácil, ainda mais se você não tiver um alto poder aquisitivo. 

Hong Kong, uma dessas cidades, abriga milhares de pessoas em condições precárias que obrigam-se a morar em micro apartamentos.

Benny Lam, um premiado fotógrafo, dedica-se a documentar a triste realidade dessas pessoas, todas vítimas do esmagador sistema capitalista. Utilizando toda sua sensibilidade e talento, o cara consegue nos transmitir o quão "sufocante" deve ser morar em locais minúsculos como esses.

Confira!
Fonte: Álisson Boeira / Revistak7










A questão climática do Nordeste brasileiro e os processos de desertificação

A questão climática do nordeste brasileiro e os processos de desertificação | Bueno Conti | Revista Brasileira de Climatologia.

Resumo : O presente trabalho discute os processos de desertificação na região Nordeste do Brasil, nas áreas de clima Semi-árido, a partir da utilização do método das séries temporais. O quadro geral da análise indicou 49,7% das séries apresentando tendência crescente nas médias pluviométricas, configurando uma distribuição geográfica indiferenciada, apresentando, contudo,incidência maior no Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco, sobre tudo no espaço compreendido entre o reverso continental da Borborema e chapada do Apodi e seus prolongamentos meridionais. Tal constatação indica que a precipitação em nível regional acompanha a tendência de elevação da média pluviométrica que vem sendo registrada nas últimas décadas, presumivelmente associada ao agravamento do efeito de estufa. Por outro lado,50,3% revelaram tendência estável ou decrescente, as primeiras, com distribuição geográfica mal caracterizada, ao passo que as segundas agruparam-se em quatro manchas, sinalizadoras de indícios de desertificação localizada.

Texto completo: Download / PDF

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Resposta do desafio do cavalo, da ferradura e da bota



Resolução: 
Na primeira linha cada cavalo só pode valer 10, pois 10+10+10=30. 
Na segunda linha como o cavalo vale 10,  o par de ferraduras só podem valer 4, pois 10+4+4=18.
Na terceira linha sabendo quanto vale as ferraduras concluímos o preço da bota que só pode ser 2. Por fim, note que na última linha tem somente uma ferradura, ou seja, vale 2. 

Resposta: então temos: 2 + 2 x 10 =22 Resposta: 22.

Novo Dicionário Geológico-Geomorfológico - Antônio Teixeira Guerra e Antonio José Teixeira Guerra - em PDF


GUERRA, Antonio Teixeira; GUERRA, Antonio José Teixeira. Novo dicionário geológico-geomorfológico. 6. ed. [Rio de Janeiro]: Bertrand Brasil, 2008. 648 p.

Dowload aqui: PDF.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Venezuelanos recorrem a curandeiros para combater as doenças

Perante a crescente crise nos cuidados de saúde do país, os venezuelanos recorrem aos curandeiros espirituais.
Depois de duas semanas sem medicação para a sua doença renal, Oseas Ríos sentia-se tão fraco que mal conseguia caminhar. Médiuns devotos do culto de María Lionza canalizam espíritos numa cerimónia de cura no sopé da montanha da Sorte, perto de Chivacoa.
Certo dia, Yasmary Díaz colocou os três filhos numa carrinha de caixa aberta e empreendeu a viagem desde sua casa, em Guarenas, até uma minúscula barraca de montanha em Zamora. Teve de subir um trilho esburacado. Procurava a cura para um cancro que lhe crescia na mama e, sem outra alternativa disponível, deslocou-se ali para ser tratada por um curandeiro tradicional. 

Seguindo o costume, Yasmary deitou-se sobre o solo de terra, rodeada de velas tremeluzentes e de complexos padrões desenhados com giz branco. Fechou os olhos. De pé, sobre ela, Edward Guidice, de peito nu e colares de contas coloridas e dentes de javali em volta do pescoço, começou a rezar em voz alta, invocando todo o panteão de santos e de espíritos do culto religioso de María Lionza para que esta enviasse um espírito capaz de entrar no corpo de Yasmary Diaz e de curá-la.

As prateleiras vazias contam a história na farmácia de Silvia Limardo, anteriormente considerada a mais bem abastecida de Caracas. Agora, é difícil ou impossível encontrar mais de 85% dos fármacos básicos como antibióticos, analgésicos, anti-histamínicos ou medicamentos para combater a epilepsia ou a hipertensão.
Depois, ajoelhou-se, passou levemente uma lâmina de barbear sobre a mama e cobriu-a com flores de hibisco vermelho. Aproximando-se até ficar a poucos centímetros do seu peito, puxou fortemente pelo charuto e, alternadamente, soprou fumo sobre a pele situada acima do tumor e pingou cera vermelha por cima. Acredita-se que o tabaco absorve a doença e que a cura acontece quando a cinza passa de negro a branco.
NGM Maps.
Yasmary Díaz, de 28 anos, é um dos prováveis milhares de venezuelanos que actualmente recorrem a curandeiros espirituais devido à crise em que se encontra o sistema de saúde do país. Segundo a Federação Farmacêutica da Venezuela, mais de 85% dos medicamentos básicos são inacessíveis ou difíceis de encontrar. As prateleiras das farmácias estão vazias e os hospitais públicos recusam os doentes por indisponibilidade de fármacos.

Fonte: National Geographic Portugal. Venezuelanos recorrem a curandeiros para combater as doenças. Texto e Fotografia Meridith Kohut. Você poder ler a a parte 2 da reportagem no link aqui e a parte 3 aqui!

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Por que as árvores do Cerrado são tortas?

A vegetação do Cerrado é influenciada pelas características de solo, clima e fogo. O excesso de alumínio e a alta acidez do solo diminuem a disponibilidade de nutrientes às plantas, tornando-o tóxico para plantas não adaptadas. A baixa fertilidade e a elevada toxicidade do solo são associadas ao nanismo e a tortuosidade da vegetação (hipótese do oligomorfismo distrófico).



Após a passagem do fogo, os tecidos vegetais mais tenros, como folhas e gemas (tecidos de crescimento das plantas), sofrem necrose e morrem. As gemas que ficam nas extremidades dos ramos e galhos são substituídas por gemas internas, que nascem em outros locais do galho, quebrando a linearidade do crescimento. Quando a freqüência do fogo é muito elevada, com queimadas freqüentes, a parte aérea da planta pode não se desenvolver, tornando-se uma planta anã.

O clima, marcado por duas estações – uma chuvosa e outra com estiagem prolongada – também influencia a vegetação, determinando ambientes mais e menos favoráveis para a ocorrência de determinadas espécies de plantas. O clima com duas estações bem marcadas (sazonalidade) tem efeito sobre a disponibilidade de nutrientes e a toxicidade do solo. Com baixa umidade, o solo se tornar mais ácido e a disponibilidade de nutrientes diminui, influenciando o crescimento das plantas. Então, a combinação da sazonalidade climática, deficiência nutricional dos solos e ocorrência do fogo determinam as características da vegetação do Cerrado.


Por Isabel Figueiredo – (Ecóloga) e André Stella – (Engenheiro Florestal). Fonte: ISPN - Instituto Sociedade, População e Natureza.

Gretchen erra pergunta de Geografia no programa "O Céu é o Limite", da RedeTV

Na pergunta sobre quais continentes são atravessados pelo Meridiano de Greenwich, Gretchen "chutou" e errou.


Resposta correta: O Meridiano de Greenwich atravessa dois continentes (Europa e África) e sete países. (na Europa: Reino Unido, França e Espanha; e na África: Argélia, Mali, Burkina Faso e Gana).

domingo, 23 de julho de 2017

Após liberação do STJ, Ibama recorre mais uma vez à Justiça para apreender o papagaio Leozinho

A história de Dona Izaura Roberto virou destaque nacional e foi apresentada no programa Fantástico da Rede Globo de televisão.

O caso do Papagaio Leozinho, da cidade de Cajazeiras, sertão do estado, parece estar longe de acabar.



O IBAMA recorreu à Justiça na quinta-feira (20), em mais uma tentativa de apreender o papagaio há 22 anos vive com a senhora Izaura Dantas de 94 anos.

A decisão do ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), garantiu que Izaura, continuasse com a posse de um papagaio, com quem convive há 17 anos. A decisão manteve o entendimento do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5). Agora o IBAMA pretende que o ministro, reconsidere sua decisão provisória ou submeta o caso ao plenário.

Há aproximadamente sete anos, após uma denúncia anônima, a aposentada travava uma disputa na Justiça pelo direito de continuar com o papagaio. A aposentada entrou na Justiça e conseguiu um pedido de tutela antecipada para evitar a apreensão do papagaio.

A história de Dona Izaura Roberto virou destaque nacional e foi apresentada no programa Fantástico da Rede Globo de televisão.

Pela lei, a posse de animais silvestres em cativeiro é crime e infração administrativa. Até agora, porém, o Ibama não obteve sucesso.

“Mesmo sendo crime a posse do animal, a melhor interpretação da lei deve evitar um dano ainda maior: o animal não vai se adaptar e dona Izaura pode ter um pico de pressão”, diz o advogado cajazeirense João de Deus Quirino Filho, que representa a família.

Fonte: Diário do Sertão.

Uma dúvida quente: Antártida ou Antártica?

No blog Sobre Palavras
Por Sérgio Rodrigues


“Prezado Sérgio, qual o nome correto do Polo Sul? Antártica ou Antártida? Tenho notado que este último – a meu ver equivocado – aparece com mais frequência na mídia.” (Darcio Rangel).

Darcio traz uma questão que, mesmo sendo de escassa relevância, costuma provocar debates escaldantes. Vamos começar pela vaca fria: em português, o nome tradicional do continente gelado em torno do Polo Sul é Antártida (em Portugal, Antárctida). Entende-se, portanto, que seja essa a forma que o leitor encontra “com mais frequência na mídia”. No tempo em que eu lustrava os bancos escolares, era a única.

Até algum momento impreciso dos anos 1980, talvez 1990, não parecia haver dúvida sobre isso: Antártida era o nome próprio e antártico (ou antártica), o adjetivo a ele correspondente. Era comum um aluno trocar as bolas e, talvez por influência da famosa marca de cerveja – auxiliada pelo fato de serem aquelas terras chamadas de Antarctica em inglês –, referir-se ao continente antártico como “Antártica”. Nunca deixavam de corrigi-lo.

Faz anos que isso vem mudando. Não havendo o que se possa chamar de posição “oficial” sobre o assunto, hoje as duas formas, Antártida e Antártica, são empregadas no português brasileiro – consta que em Portugal, pelo menos por enquanto, os falantes conservam total fidelidade à sua “Antárctida”. 

Será que o uso crescente do nome próprio Antártica é apenas um daqueles erros que, de tão repetidos, acabam por se impor? É uma possibilidade, mas seus defensores mais eruditos, entre os quais há geógrafos de renome, alegam ser essa a única forma que faz sentido etimológico, uma vez que o latim antarcticus, “austral”, derivou do grego anti + arctikós, ou seja, o que se opõe ao ártico (de Árktos, a Ursa, dupla de constelações do norte). Se não chamamos o Ártico de Ártida – argumentam – por que chamar seu antípoda de Antártida?

A pergunta faz algum sentido. Há quem imagine que tudo começou com um erro de grafia e ainda os que enxergam no batismo da Antártida uma influência daquela mitológica Atlântida, o continente perdido. De todo modo, foi Antártida a forma que se consagrou em nossa língua – e da qual não vejo motivo para abrir mão. Afinal, se a simetria é tão importante, quando vai começar a campanha para mudar o nome do Ártico para Ártica?

Discussões etimológicas à parte (dificultadas pelo fato de dicionaristas não se dedicarem habitualmente a topônimos, registrando apenas os adjetivos a eles correspondentes), considero provável que a forma emergente Antártica seja (mais) um reflexo do domínio cultural do inglês. Trata-se, contudo, de uma preferência pessoal. Qualquer que seja a sua, o uso atual e o bom senso mandam admitir como corretas ambas as formas, Antártida e Antártica.

Sim, o Acre existe e abriga parte da região de maior biodiversidade do planeta

A ‘lenda’, que se tornou meme na internet, diz que o Acre não existe. Um pouco por conta das distâncias, poucos foram até lá para conhecer o lugar com seus próprios olhos. Mas o que pouca gente sabe é que o Estado guarda consigo um trecho surpreendente da biodiversidade brasileira, logo na fronteira com o Peru. Conheça a Serra do Divisor e descubra o que você está perdendo por aquelas bandas.

Englobando partes mais profundas da floresta amazônica e no sopé da Cordilheira dos Andes, o parque nacional – também chamado de Serra do Moa ou Serra da Contamana – tem 1,3 milhões de hectares, o que o torna um dos maiores blocos contíguos de terras protegidas na América Latina. As paisagens exuberantes incluem canyons, montanhas vulcânicas, cachoeiras, lagos e floresta tropical, que se dividem entre o Acre e a cidade vizinha.

O vulcão dormente El Cono, coberto de verde, fica na parte peruana e é tido como símbolo da Serra do Divisor. Esta afastada relíquia natural ficou desconhecida até 10 anos atrás e abriga espécies raras que surpreendem cientistas e pesquisadores, assim como tribos indígenas que vivem isoladas. Além disso, chega a conter 165 milhões de toneladas métricas de carbonolançadas por mais de 127 milhões de veículos segundo dados da Agência de Proteção Ambiental dos EUA.

A má notícia é que as terras, mesmo de difícil acesso, são constantemente invadidas e alvo de desmatamento, pesca e caça ilegal, extração de minérios e tráfico de drogas. Há esforços sendo feitos pelos governos envolvidos para proteger a região e mantê-la viva.

Fonte: Nômades Digitais.

sábado, 22 de julho de 2017

Qual é a cor da terra roxa?

O latossolo roxo, também conhecido por terra roxa, é um tipo de solo avermelhado muito fértil, caracterizado por ser o resultado de milhões de anos de decomposição de rochas basálticas. Essas rochas basálticas, pertencentes à Formação Serra Geral, se originaram do maior derrame vulcânico que o planeta já presenciou, causado pela separação do antigo supercontinente Gondwana nos atuais continentes América do Sul e África, na Era Mesozóica. É caracterizado pela sua cor avermelhada inconfundível, devida à presença do mineral magnetita, um óxido de ferro.

O nome "terra roxa" é um equívoco. Os imigrantes italianos que trabalhavam nas fazendas de café referiam-se ao solo pelo nome terra rossa, já que rosso em italiano significa "vermelho". Os brasileiros aportuguesaram o termo italiano, então, para "terra roxa".

No Brasil, esse tipo de solo aparece na metade norte do estado do Rio Grande do Sul, nas porções ocidentais de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, sul e sudoeste de Minas Gerais, além de todo o sul e leste de Mato Grosso do Sul destacando-se sobretudo nos últimos quatro estados por sua qualidade. Historicamente falando, esse solo teve muita importância, já que, no Brasil, durante o fim do século XIX e o início do século XX, foram plantadas nestes domínios grandes lavouras de café, fazendo com que surgissem várias ferrovias e propiciando o crescimento de cidades como Maringá e Londrina no Paraná, Ribeirão Preto e Campinas em São Paulo e Dourados no Mato Grosso do Sul. Atualmente, além do café, são plantadas outras culturas, como algodão, cana-de-açúcar e laranja.

O solo de "terra roxa" também existe na Argentina, onde é conhecida como tierra colorada ("terra vermelha"). Está bastante presente nas províncias de Misiones e Corrientes.

Charada das 5 crianças - Qual é o nome da 5ª criança.

Já conseguiu resolver essa charada? 

Luna teve 5 crianças. A 1ª chama-se Mercúrio. A 2ª chamava-se Vênus. A 3ª Terra. A 4ª é Marte. Qual é o nome da 5ª.


Muitas pessoas fizeram uma confusão no Facebook com essa charada, pensando que o nome da 5ª poderia ser Júpiter.

Mas se enganaram, pois na última frase, não temos uma pergunta, mas sim uma afirmação, no caso a palavra (Qual) seria o nome da 5ª.


sexta-feira, 21 de julho de 2017

O termo ""globalização"" foi empregado pela primeira vez em 1985 por:

a) Theodore Levitt 
b) Mikhail Gorbachev 
c) George Bush 
d) Ronald Reagan

Resposta: Letra A. 
A primeira vez que se usou a palavra GLOBALIZAÇÃO com o sentido que se tem, hoje, foi em 1985, na obra “A Globalização dos Mercados”, de Theodore Levit a qual remete às transformações ocorridas a partir dos anos 60 do século passado, na economia internacional, da qual passaram a dominar, nas trocas, não apenas bens, mas, serviços, capital e tecnologia. Fonte: Marília Oliveira e Maurício Silva Santos.

Frente fria prova que aquecimento global não existe?

Larissa Leiros Baroni

Do UOL, em São Paulo
A chegada de uma onda de frio no país, que fez os termômetros atingirem a mínima de -8,8 ºC, em Bom Jardim da Serra (SC), levou muitos brasileiros a questionarem a existência do aquecimento global. O fenômeno seria um mito?


Como explica Francisco Aquino, climatologista da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), a frente fria que atingiu o Brasil é um evento comum nos invernos e o aquecimento global não determina seu fim. No entanto, o que é anormal e está relacionado com o fenômeno ambiental, segundo ele, é termos temperaturas altas durante o fim do outono e o inverno.

"Junho foi mais quente do que o normal, tanto no Brasil como no mundo, com exceção do oeste da Rússia", aponta Aquino, que diz que o país registrou temperaturas de 1,5 ºC a 3 ºC acima do normal.

A expectativa é que esse aumento também se repita neste mês. "E não são eventos como a La Niña ou o El Niño que influenciam essa anomalia, mas sim o aquecimento global, que é mais do que real.


Mapa mostra que o mês de junho foi mais quente do que o normal em todo o mundo,
com exceção do oeste da Rússia Imagem: Fonte: Noaa

Por que parece que fez mais frio? 

A estranheza em relação a esta frente fria, de acordo com o especialista, deve-se principalmente às mudanças abruptas de temperaturas. Como a média de temperatura está mais alta do que seria o esperado para o período, temos impactos maiores quando chega uma massa de ar polar como a dos últimos dias. 

A cidade de São Paulo, por exemplo, registrou uma queda de 17°C em apenas 24 horas. Na segunda-feira (17), os termômetros no Aeroporto de Congonhas, zona sul, marcavam 25°C às 16 horas. 

No mesmo horário na terça-feira, o registro era de apenas 8°C. O fenômeno que atingiu o Brasil, segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), é reflexo de uma "massa de ar polar" que veio da Argentina, do Chile e do Uruguai.

"Não há nenhuma novidade em relação a esse fenômeno, até porque ele é bem comum ao nosso inverno. Algo que não quer dizer que não exista o aquecimento global", relatou o instituto.


É importante lembrar que um recorde de frio em um dia no ano não diz muito sobre o clima. Já que as temperaturas globais não aumentam de forma linear e uniforme. São muitos fatores que interagem simultaneamente. Por exemplo, há o El Niño, um fenômeno climático que, nos últimos anos, causou frequentemente altas temperaturas. Além de causar inundações em certas partes do mundo e secas em outras, o El Niño acarreta também temperaturas recordes temporárias – como no ano de 1998. 

No entanto, vemos um progressivo aumento das temperaturas médias ao longo dos anos. "Para algumas pessoas, o aumento da temperatura da Terra em 0,5 ºC e 1 ºC nos últimos 20 a 30 anos pode não significar muita coisa, mas é justamente ele que causa os fenômenos extremos como tornados", cita Aquino. 
Paulistas enfrentam forte frio pelas ruas da cidade de São Paulo Imagem: Nelson Antonie/Estadão Conteúdo.
2016 foi o ano mais quente da história 

Considerando a média global das temperaturas nas superfícies terrestre e oceânica durante todo o ano, a Noaa (agência americana responsável por monitorar atmosfera e oceanos) descobriu que os dados de "2016 foram os mais altos desde que início dos registros, em 1880". A média da temperatura da Terra ficou 0,94ºC acima da média do século 20. 

Desde o início dos anos 2000, o recorde de temperatura global anual foi quebrado cinco vezes (2005, 2010, 2014, 2015 e 2016), segundo a agência. 

A principal razão para o aumento das temperaturas é a queima de combustíveis fósseis, como petróleo e gás, que emite dióxido de carbono, metano e outros poluentes conhecidos como gases de efeito estufa na atmosfera e aquece o planeta. Os impactos crescentes da industrialização no equilíbrio natural da Terra se tornam cada vez mais evidentes nos registros. Em todo o planeta, o calor levou a um maior derretimento nos polos. 

No Ártico, a extensão média anual de gelo marinho foi de aproximadamente 10,2 milhões de quilômetros quadrados, a menor já registrada, segundo a Noaa. 

"Na Antártica, a extensão anual de gelo marinho de 2016 foi a segunda menor registrada, atrás de 1986, com 11,16 milhões de quilômetros quadrados", disse.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Eclipse total do Sol será transmitido ao vivo pela NASA

Um dos eventos astronômicos mais esperados de 2017 acontecerá no dia 21 de Agosto , quando um eclipse solar total poderá ser observado nos Estados Unidos e partes do Canadá e do México.

Este ano será particularmente impressionante para os observadores estadunidenses: o eclipse solar total vai atravessar os Estados Unidos de costa a costa.

Em tempo real: 
Dia 21 de agosto de 2017: Acompanhe o eclipse solar total ao vivo no site da NASA

Também é uma ocasião especial para todos, em geral, é por isso que a NASA prepara transmissão ao vivo para astrônomos amadores ou aqueles que querem assistir a este espetáculo natural.

Se você mora nos EUA ou estará visitando o país durante esse tempo, não se esqueça de levar a proteção necessária para os olhos e preste atenção a este fenômeno surpreendente.

sábado, 15 de julho de 2017

Rafael Sanzio Araújo dos Anjos, geógrafo: "A geografia da escola não reflete a realidade"

Baiano participou de roda de conversa no Museu do Amanhã, no Rio, sobre territorialidade e resistência afro-brasileira

POR LUÍS GUILHERME JULIÃO

“Tenho 56 anos e nasci em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo da Bahia, onde cresci em contato com referências africanas. Na faculdade, comecei a questionar a geografia que me era ensinada . Hoje sou professor titular da Universidade de Brasília e responsável pelo projeto Geografia Afro-brasileira”

"O pensamento de que os quilombos são parte apenas do Brasil imperial ou colonial tem que ser desmistificado. O quilombo é passado, mas sobretudo presente", diz o geógrafo Rafael Sanzio Araújo dos Anjos. - Fernando Lemos / Agência O Globo.

Conte algo que não sei.
Nossa cultura de espaço é parca e num país continental como o Brasil isso merece atenção especial. Há uma distância entre a geografia francesa e outras importadas que aprendemos na escola e a geografia real brasileira, que é invisibilizada, minorizada. E isso é ruim tanto para nossa cidadania quanto para as conexões dos nossos mapas mentais.

Por que é importante dar mais atenção à geografia?
Temos mapas mentais que ativam conexões e nos permitem circular, mudar caminhos e evitar vícios. Isso começa numa escala micro, dentro de casa. Usar sempre o GPS ou sentar todo dia no mesmo lugar na escola ou trabalho é vicioso. Quando mudamos, criamos outros planos e pontos de vista para o cérebro e isso é bom para estimular essas conexões.

A geografia é desvalorizada?
Nossa cartografia oficial é da década de 60 e 70. Tem uma parte da amazônia que começou a ser mapeada só nos últimos três anos. Isso mostra o quanto estamos defasados. A geografia já foi mais evoluída na Colônia e no Império e vem decaindo na República. Antes, o IBGE era uma autarquia e produzia estudos geográficos, e não apenas dados.

Por que a geografia da escola não reflete nossa realidade?
O Brasil é o que é, do ponto de vista da estrutura político-territorial, em função de resistências, conflitos e apropriações territoriais da matrizes europeia, africana e indígena. O preconceito com a fauna e a flora dos trópicos e os medos da malária e da febre amarela, fazem parte de uma hostilização maior em relação aos habitantes dos trópicos. Isso tudo é geográfico e não nos é ensinado devidamente. Então fica difícil respeitar nosso ambiente e composição. Se não valorizamos todos, ficamos sempre com uma pendência de compreensão.

E esse ensinamento vem decaindo?
O Brasil produz pouquíssimos estudos geográficos senão na academia. O bairro em que nascemos, o fluxo na rua, as plantações, desmatamento, isso tudo é dinâmico. E essa dinamicidade requer pesquisa, monitoramento. O país faz pouco disso. Na escola, a geografia perdeu muito com a introdução dos estudos sociais, que juntaram a área com a história. O pensamento de que os quilombos são parte apenas do Brasil imperial ou colonial tem que ser desmistificado. O quilombo é passado, mas sobretudo presente.

Por que os quilombos não são passado?
Muitos quilombos continuaram rurais e as periferias de grandes metrópoles como Rio, Salvador, Recife e São Paulo eram permeadas por eles. As cidades cresceram, se espalharam e abraçaram essas localidades. Os quilombos estão presentes nas cidades brasileiras, são contemporâneos, e o urbanismo não considera isso. O Cais do Valongo, por exemplo, maior porto escravista da América, faz parte de um Brasil invisível e pouco se ensina sobre ele.

Qual o lugar do negro no território brasileiro?
Na exclusão, na invisibilidade. Quem mora na favela e quem mora na Zona Sul? Isso não sou eu que estou dizendo, é o que o espaço revela. Isso não só não se traduz na geografia como a questão dos quilombos tem que ser tratada com mais seriedade. Eles precisam ser vistos como componentes reais da estrutura social brasileira. Portanto, merecem mais respeito e a resolução de suas demandas.


Fonte: O Globo.

sábado, 8 de julho de 2017

Carnaúba, a Árvore da Vida, da Prosperidade e da Beleza


A carnaubeira ( Copernicia prunifera) é uma árvore que pertence à família das palmeiras (família Arecaceae). O nome Carnaúba vem do tupi e significa "árvore que arranha". A resistência e longevidade da carnaúba sempre foi motivo de orgulho e satisfação para os sertanejos. A "árvore da vida" como é conhecida consegue suportar às adversidades da caatinga, como exemplo de resistência e poder produtivo. Países como Alemanha, Índia, Japão e Estados Unidos tem investido, sem sucesso, na tentativa de cultivar a Carnaúba em virtude da importância da cera extraída de suas folhas.


A Carnaúba que também é chamada de Carandá ou Carnaíba atinge em média 15 metros de altura. Sua copa é formada de leques, o tronco é parcialmente coberto por uma base de sulcos, em forma de hélice. Possui numerosas flores minúsculas e frutos em cachos, com cerca de 3cm de comprimento. As maiores concentrações de carnaubais encontram-se nos estados do Piaui e Ceará, sempre nos vales dos rios e terrenos arenosos. Intimamente ligada a seu habitat, a carnaúba é de grande longevidade, podendo viver até 200 anos.

O aproveitamento dessa palmeira é múltiplo e integral. Como bem diz o sertanejo "na carnaúba nada se perde"! Endêmica do semiárido nordestino, a árvore da vida, oferece uma infinidade de usos ao homem. È utilizada de forma que não prejudica nem a planta nem o meio ambiente. Suas palhas são retiradas e postas para secar ao sol, sem consumo de energia produzida de maneira poluente. Na retirada da cera, o que resta se torna adubo. A Carnaúba é importante para a natureza, e imprescindível para a economia da região.

A CARNAÚBA E SUAS UTILIDADES

1. O TRONCO (LENHO)
O lenho da carnaúba é resistente, podendo ser usado no na construção de edificações rústicas, e como lenha pesada. Inteiro, o estipe da carnaúba costuma ser usado como poste; fragmentado ou serrado, fornece ótimas porções de madeira usadas em construções, podendo também ser aplicada na marcenaria de artefatos torneados, tais como bengalas e objetos de uso doméstico. No Nordeste brasileiro, habitações inteiras são construídas com materiais retirados da carnaúba. O tronco dá o emadeiramento, os esteios, as linhas. as terças. as ripas, os caibros ou seja a ossatura geral da construção. Mais ainda. Todo mobiliário e utensílios são de carnaúba. As prateleiras, as mesas, os bancos, o armário são de taboas de carnaúba, porque essa palmeira fornece taboas sólidas e resistentes.
2. A FOLHA (PALHA)

Com suas folhas fazem-se telhados e coberturas de casas e abrigos. A palha forte e lisa presta-se para a confecção de acessórios os mais variados. Tecem-se esteiras, urupemas, as peneiras usadas no nordeste, a vassoura, o abanador e até sacos sólidos e duradouros para o transporte e acondicionamento dos cereais. A palha macerada e batida reduz-se a fibras, e temos uma nova série de produtos - os artefatos de fibras: as cordas, os trançados e até redes.
3. O FRUTO E RAIZ

A carnaúba produz um fruto comestível, que fornece uma fécula do mesmo valor alimentício que a mandioca. Seus frutos comestíveis e abundantes, quando verdes, constituem boa ração para o gado. Quando seco fornece um óleo fino. Torrados e moídos dão uma bebida semelhante ao café.
As raízes, principalmente da carnaúba conhecida como branca, são tradicionalmente reputadas como de propriedades medicinais no tratamento de algumas doenças. Possui propriedades diuréticas e usadas como chá é indicada para o tratamento do reumatismo e da sífilis.


4. A CERA

A cera de carnaúba já chamava a atenção desde o tempo do Brasil Colônia. Usada para fazer as velas que iluminava as casas da nobreza européia, tornou-se. já naquela época, em um dos principais produtos de interesse dos portugueses. O consumo aumentou nos séculos seguintes e atingiu o auge nos anos 50, quando a produção de cera chegou a atingir 100.000 toneladas. Hoje, a cera de carnaúba é um insumo valioso que entra na composição de diversos produtos industriais. Os principais mercados consumidores são os Estados Unidos, a Europa e o Japão. Vale lembrar que a cera de carnaúba, por ser um produto extrativista regional, tem como único país produtor e exportador o Brasil. 

A cera, principal produto obtido da carnaúba é, ainda hoje, extraída por processos manuais bastantes rudimentares: depois de cortadas, as folhas novas são estendidas pelo chão e postas ao sol, por vários dias, para secar. Quando as folhas secam e a película de cera que as recobre se transforma em um pó esfarinhado, elas são levadas para um quarto escuro, sem janelas. Ali , são rasgadas com grandes garfos e começa a "batedura" até que toda se desprenda, na forma de minúsculas escamas brancas, e possa ser separada da palha. Depois esse pó é recolhido e levado ao fogo com um pouco de água em grandes latões.Essa calda transforma-se em uma pasta esverdeada, que é jogada em uma prensa rústica de madeira, a partir da qual se obtém uma cera líquida que depois é despejada em gamelas de barro ou de madeira até esfriar.

Em 1935, Herbert Johnson, presidente da empresa SC Johnson, fabricante das Ceras Johnson e de outris produtos de limpeza, vaio ao Ceará para pesquisar as potencialidades da carnaúba. A cera produzida aqui era o principal item para os produtos fabricados pela SC Johnson, e Herbert Johnson quis conhecer o potencial de cultivo da carnaubeira a fim de assegurar uma fonte de recursos renováveis e manejáveis.Em 1938, foi a vez de Sam Johnson, filho de Herbert, vir ao Ceará onde fez várias doações e Entidades do Estado. 


APLICAÇÕES DA CERA DE CARNAÚBA
Comercializada há mais de um século, a cera de carnaúba esteve presente na lista dos dez produtos de exportação do Brasil. Esse produto assumiu o seu lugar na indústria contemporânea e o mercado atendido hoje, vem ampliando suas aplicações na industrialização de diversos produtos:


Polidores: Utilizados na fabricação de ceras para polimentos de automóveis, assoalhos, sapatos, móveis. 
Fundição: Isolantes e moldes
Acabamento: Couros para calçados e afins.
Cosméticos: Cremes, batons
Embalagens de alimentos: Impermeabilizantes para frutas e queijos finos
Revestimento: Cola. verniz, esmalte, papel, bombons. goma de mascar r porcelanas.
lubrificantes:Graxas e óleos finos
Escritórios: Papel carbono, tintas
Limpeza: Detergentes e aromatizantes
Medicinais: Cápsulas de comprimidos
Informática: Chips de computadores e Código de Barra.





UMA ÁRVORE VALIOSA




A Carnaubeira é apontada como uma das árvores mais valiosas, do ponto de vista econômico para o Nordeste do Brasil razão porque é destaque nas bandeiras do Rio Grande do Norte, onde aparece de forma bem evidente, e na bandeira do Ceará, cujo desenho faz parte do Brasão do Estado presente na bandeira. Encontrada em todo Nordeste, é nos Estados do Piaui, Ceará e Rio Grande do Norte onde ela ganha expressão econômica. Nesses estados representa geração de emprego e renda durante todo o ano, sendo muitas vezes, a única atividade, em muitas localidades.


UMA PLANTA ORNAMENTAL
Imponente, esbelta como a maioria das palmeiras brasileiras e, por isso mesmo, com alto potencial paisagístico, a carnaubeira deixou de ser apenas uma planta de grande beleza do sertão , para fazer parte do cenário urbano, ornamentando ruas, parques e jardins das cidades. Em Natal ela confere uma aparência distinta e um belo cenário em toda extensão da Rua Potengi, no Bairro de Petrópolis, e na Rota do Sol, uma longa avenida que nos leva ao Litoral Sul do Estado. Em frente ao Centro de Turismo também encontramos exemplares da magnífica carnaúba.
CARNAÚBAS DA RUA POTENGI -NATAL/RN
CARNAÚBAS DA ROTA DO SOL -NATAL/RN
Fonte: Blog Vento Nordeste.