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terça-feira, 30 de junho de 2015

Região Nordeste

A região Nordeste é uma das cinco regiões do Brasil definidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 1969. 
Mapa da Região Nordeste: com limites dos estados e nome de suas capitais.
Em comparação com as outras regiões brasileiras, tem a segunda maior população e o terceiro maior território. É a região brasileira que possui o maior número de estados (nove no total): Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba,Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe. 

Em função de suas diferentes características físicas, a região é dividida em quatro sub-regiões: meio-norte, sertão, agreste e zona da mata, tendo níveis muito variados de desenvolvimento humano ao longo de suas zonas geográficas.

Tudo sobre o Nordeste: Cultura da região Nordeste do Brasil - Pratos típicos da Região Nordeste do BrasilRegião Nordeste: Relevo, Clima, Vegetação e Hidrografia

Bolívia

BOLÍVIA - País localizado na parte central da América do Sul, sem saída para o mar. Tem fronteiras com o Brasil, Paraguai, Argentina, Chile e Peru. O topônimo Bolívia foi cunhado a partir do nome de Simón Bolívar, militar venezuelano, responsável pela independência da sua Venezuela e também da Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
Localização: América do sul
Capital: La Paz / Sucre
Idioma:  Espanhol, Quíchua e Aimará
População: 10.847.664  habitantes
Extensão Territorial:  1.098.580 Km²

Bandeira da Bolívia
Mapa da Bolívia
Fonte: IBGE

No período pré-colombiano, a mais remota civilização a ocupar o território atual da Bolívia foi a dos Tiahuanaco. Posteriormente, vieram os Collas, sendo depois subjugados pelos Incas.

Com a chegada dos espanhóis, a civilização incaica foi dominada. Em 1548, fundaram a cidade de La Paz e, em 1561, a de La Plata, que posteriormente também foi chamada de Charcas, Chuquisaca e Sucre, nome que permaneceu. Por isto, Sucre é conhecida como "a cidade dos quatro nomes".
No Século XVI, foi descoberta uma verdadeira montanha de prata em Potosi. Até o início do Século XIX, essa foi a mina mais famosa e mais rica do mundo.


No início de 1809, começaram os primeiros movimentos no rumo da independência do Vice-Reino do Prata, do qual as terras da atual Bolívia faziam parte. A insurreição de La Paz foi sufocada com o fuzilamento de seu líder, Pedro Domingo Murillo. Outros conflitos separatistas irromperam, sendo contidos pela administração colonial espanhola.

Em 6 de agosto de 1825, Simón Bolívar e o também venezuelano Antonio José de Sucre y de Alcalá proclamaram a independência da nova República Bolívar, posteriormente chamada somente de Bolívia. Sucre foi seu primeiro presidente, governando o país até 1828.


A partir dali, diversos caudilhos ocuparam o governo boliviano. O país passou por diversas convulsões, incluindo guerras contra o Chile (1879-1883) e o Paraguai (1932-1935). No Século XX, golpes militares destituíram presidentes para instalarem outros no poder, que, por sua vez, eram também destituídos pelo golpe seguinte. Esse cenário durou até 1980, quando a normalidade democrática chegou à Bolívia e lá permanece até hoje.

Fonte: IBGE

Peru

PERU - País da América do Sul, banhado pelo Oceano Pacífico. Tem fronteiras com o Brasil, Equador, Colômbia, Bolívia e Chile. Seu nome provavelmente se origina do nome de um dos rios que correm no país: Birú ou Perú. Em dialeto local, birú e perú significam "água, rio" (também existem as variações berú, pirú, belú).
Localização: América do Sul
Capital: Lima
Idioma:  Espanhol, Quínchua, Aimará
População:  habitantes
Extensão Territorial:  1.285.220 Km²

Bandeira do Peru
Mapa do Peru
Achados arqueológicos muito recentes dão conta da presença de povos primitivos na região desde 3500 a 3000 a.C. Foi encontrada uma praça erguida com pedras, neste período, em Sechin Bajo, no Vale de Casma, nos arredores da capital peruana. É, talvez, a mais antiga construção urbana do continente americano. Há indícios de que houve diversas civilizações ocupando aquela região, povos estes que se desenvolveram na mesma época que floresceram as civilizações na Mesopotâmia, Egito e Índia.

Antes do início da colonização espanhola, em 1531, o território peruano era o centro da avançada civilização inca. Suas cidades foram rebatizadas com nomes cristãos e reconstruídas como vilas tipicamente espanholas. Algumas tinham edificações e infra-estrutura construídas pelos incas, que logo foram aproveitadas e remodeladas pelos colonizadores europeus. Sob o domínio espanhol, a densidade demográfica da população local caiu drasticamente. Alguns fatores podem ser apontados como causa das mortes: doenças trazidas pelos estrangeiros; matança em larga escala, promovida pelos espanhóis; fome etc. Uma vez estabelecido o Vice-reino do Peru, as incomensuráveis quantidades de ouro e prata retirados dos Andes enriqueceram os invasores, fazendo do Peru a principal fonte de riqueza espanhola em toda a América do Sul.

A cidade de Lima, fundada por Pizarro em 1535, se tornou a capital do vice-reinado. Tornou-se bastante poderosa, com jurisdição sobre toda a América espanhola. A totalidade das riquezas coloniais passava por Lima antes de seguirem caminho rumo à Espanha. Todavia, durante todo este período, os nativos não foram completamente suprimidos. Só no século XVIII houve 14 grandes revoltas nativistas, das quais as mais importantes foram a de Juan Santos Atahualpa (não confundir com o líder inca Atahualpa do qual ele tirou o nome e de quem se dizia descendente), em 1742, e a de Tupac Amaru (outro que também se dizia descendente de príncipes incas), em 1780.
Em que pesem estas revoltas, havia um forte vínculo entre os comerciantes espanhóis e a "aristocracia" criolla (brancos nascidos na América, descendentes de espanhóis ou de outros criollos). Isto fazia com que a população se mantivesse fiel à Espanha.

O Peru alcançou sua independência em 28 de julho de 1821, por intermédio do general José de San Martín y Matorras. Após tornar o país independente, divergiu de Simón Bolívar, que pretendia fazer do Peru uma república, como os outros países que ajudara libertar. San Martín preferia a monarquia, e por isso este renunciou ao título de "protetor do Peru", preferindo se retirar para a Argentina. A república foi proclamada em Lima, em dezembro de 1822, embora o país ainda combatesse focos de resistência de espanhóis. Somente em 1824, Bolívar e o general Antonio José de Sucre com suas tropas conseguiram expulsar os antigos colonizadores.

Em 1835, o ditador boliviano Andrés Santa Cruz tentou unificar o Peru e a Bolívia, mas sem sucesso. Ramón de Castilla governou o país entre 1845 e 1862, dando formas ao Estado peruano moderno.
A partir de 1845, o principal produto de exportação do Peru era o guano: fertilizante produzido pela acumulação de fosfato de cálcio resultante de excremento de aves marinhas. Com o declínio dessa produção, o salitre, encontrado no sul do país, passou a ser a principal fonte de divisas, até a Guerra do Pacífico (1879-1883), travada entre Chile, Bolívia e Peru, com a vitória do primeiro, que se apossou de províncias peruanas produtoras de salitre. No início do Século XX o cobre passou a ser explorado em larga escala no país.

Em 1941, devido às desavenças na formalização da fronteira com o Equador, houve a Guerra Equador-peruana, seguida pela assinatura do Protocolo do Rio. Os dois países voltaram a travar luta numa breve guerra em 1981, e de novo se enfrentaram na Guerra do Cenepa, em 1995. Em 1998 os governos de ambos os países assinaram um tratado que demarcou claramente seus limites.

Fonte: IBGE

Guiana

GUIANA - País da América do Sul, banhado pelo Atlântico, limitado a leste pelo Suriname, ao sul e sudoeste pelo Brasil e a oeste pela Venezuela. Seu nome vem da palavra tupi wayana, que significa "terra das águas". Isto por conta de seu território ficar entre o Amazonas e o Orinoco, além também possuir vários rios em seu interior. Há também uma versão que diz ser o nome originado dos índios guaianos, guianás ou guaianases, que vivem às margens do Rio Orinoco.

Localização: América do Sul
Capital: Georgetown
Idioma:  Inglês
População:  803.677 habitantes
Extensão Territorial:  214.970 Km²

Bandeira da Guiana
Mapa da Guiana
Antes de ser avistada por em 1498 por Cristóvão Colombo, em sua terceira viagem ao continente americano, quando aportou na foz do Orinoco (chamado pelos nativos de Orinocu, Jupari e Baraguan). No ano seguinte, por ali esteve o navegador espanhol Alonso de Ojeda, com Américo Vespúcio a bordo. Ojeda descobriu, inclusive, a foz do Rio Essequibo, (que ele chamou de 'Dulce', mas este nome não prevaleceu), em terras onde hoje está a Guiana. Em janeiro de 1500, Vincente Pinzón por ali também esteve, costeando o litoral norte da América do Sul, chegando inclusive ao Brasil, na altura do Ceará (embora haja quem diga ter ele atingido o Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, mas é pouco provável).

Outros navegadores estiveram pela região, incluindo Francisco de Orellana, que procurava por El Dorado, lugar e personagem mitológico que presumivelmente teria existido naquela região. Como o lugar pareceu ser inóspito, sem riquezas naturais que pudessem ser exploradas, em que pese a lenda de El Dorado, o lugar foi deixado de lado pela Espanha e ficou sendo conhecido como 'costa selvagem'. Houve até uma tentativa, em 1531, com a concessão de exploração do lugar sendo concedida a Diego Hernández de Serpa, que governaria e exploraria a região que tinha sido batizada como Nova Andaluzia. Entretanto, nada foi feito neste sentido.

Ainda no Século XVI, holandeses estiveram ali e iniciaram uma colonização no trecho entre o Essequibo e o Demerara. No século seguinte, navegantes ingleses chegaram à região, com o objetivo de explorá-la. Em 1604, Charles Leigh tomou posse, em nome do rei, da margem esquerda do baixo Oiapoque, estabelecendo ali uma colônia com 76 homens. Em 1627, o almirante holandês Lucifer encontrou a área abandonada, passando a explorá-la, deixnado ali Jan van Ryen. Era parte da estratégia da Companhia das Índias Ocidentais holandesa (havia uma inglesa), que visava levar guerra às colônias espanholas, explorar o comércio de madeira, corantes, se possível ocupar terras estabelecendo agricultura escrava negra, cultivando algodão, cana-de-aúcar e tabaco.

Porém, em 1814, a Holanda cedeu a regiãoem torno da foz do rio Essequibo aos ingleses, que a batizaram oficialmente de Guiana Inglesa em 1831. Procedendo como de hábito, quando não encontravam mão-de-obra indígena local, os ingleses importaram escravos d'África para as lavouras da colônia. Em 1837, com a abolição da escravidão, ingleses trouxeram trabalhadores indianos, chineses e javaneses para substituírem os negros nas plantações do interior. Esses traslados de consideráveis contingentes humanos são responsáveis pela pouca homogeneidade da população do país. 

A partir da segunda metade do século XX, começou a haver na colônia aspirações de independência. Em 1950, Cheddi Jagan fundou o Partido Progressista Popular, grupo político formado principalmente, pela população de origem mestiça, apresentando um programa calcado em reformas sociais de base, além de ser partidário da independência. O Congresso Nacional Popular, partido dos negros, comandado por Forbes Burnham e menos incisivo em suas aspirações, conseguiu o apoio da população branca, formada principalmente por descendentes de ex-imigrantes contratados, vindos da Ilha da Madeira no século XIX. Jagan ganhou as eleições de 1961, mas vários distúrbios de caráter racial retardaram a Independência. Jagan venceu as novas eleições em 1964. Pouco depois, o governador inglês nomeou Burnham como primeiro-ministro. Em 1966 o país alcançou sua Independência mantendo-se como membro da Commonwealth. 

Fonte: IBGE

Colômbia

COLÔMBIA - País da América do Sul, limitado pela Venezuela, Brasil, Peru, Equador e Panamá. Tem litoral no Pacífico e no Atlântico. Seu nome foi dado em homenagem a Cristóvão Colombo, descobridor do continente americano.

Localização: América do Sul
Capital: Bogotá
Idioma: Espanhol
População: 48.929.706 habitantes
Extensão Territorial:  1.141.750 Km²

Bandeira da Colômbia
Mapa da Colômbia
Antes da chegada dos espanhóis, o país era habitado por índios caraíbas, extremamente hostis, que ocupavam o litoral. Além deles, tinham os chibchas, nos Andes colombianos, os muiscas e os quimbayas. 

Os primeiros espanhóis a chegarem àquelas terras foram Alonso de Ojeda, Juan de la Cosa, Cristóbal Guerra e Rodrigo Bastidas, em 1499. A colonização começou em 1509, sob as ordens de Ojeda e Diego de Nicuesa, que receberam da Coroa espanhola o governo da Nova Andaluzia (do cabo da Vela ao golfo de Urabá) e Castilla de Ouro (a costa ao ocidente do golfo). No entanto, pouco ouro foi encontrado e se depararam com muita resistência dos nativos, que os obrigaram a abandonar a cidade de Santa Maria la Antigua del Darién, fundada em 1510. Por conta disso, optaram por explorar a região do istmo, onde Vasco Nuñes de Balboa tinha descoberto o mar del Sur (Oceano Pacífico). Lá, fundaram a cidade de Panamá, em 1519, que se tornou um importante centro. Mais tarde, Rodrigo de Bastidas recebeu, em 1525 o governo das terras entre o cabo da Vela e as bocas de Ceniza del Magdalena, fundando a cidade de Santa Marta.

Em 1536, Gonzalo Jiménez enveredou pelo território dos chibchas, usando de extrema violência para se apoderar dos tesouros indígenas. Em 1538, fundou Bogotá. 

Àquela altura, a província tinha o nome de Nova Granada, dado por Jimenez de Quesada, considerado como o verdadeiro conquistador daquelas terras. A região atraía mais e mais exploradores espanhóis interessados em enriquecimento rápido.

A Coroa espanhola instalou uma audiência ali, em 1550, na cidade de Santa Fé. Dali em diante, até 1739, seus presidentes teriam poder semelhante ao de vice-reis. Na realidade, desde 1717, aquela região já tinha sido nomeada como Vice-Reino da Nova Granada, com abrangência sobre os atuais países Colômbia, Panamá, Venezuela e Equador.

A independência colombiana foi proclamada em 20 de julho de 1810, mas a sua consolidação só veio com Simón Bolívar, após campanha memorável iniciada em 1819, até o reconhecimento da sua total autonomia, em 7 de julho daquele ano. O próprio Bolívar foi eleito primeiro presidente, tendo como vice Francisco de Paula Santander. Bogotá foi escolhida para a capital do país. Em 1829/1830, a Venezuela e o Equador se separaram da Grande Colômbia. Em 1903, seria a vez do Panamá se constituir país autônomo.

Ao longo do Século XIX e do Século XX, a Colômbia sofreu várias instabilidades políticas, culminando, inclusive com guerras civis. 

De 1921 a 1957, houve uma voraz exploração das jazidas petrolíferas colombianas, que acabaram por extinguir o combustível no país.


Fonte: IBGE

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Paraguai

PARAGUAI - País da América do Sul, com fronteiras com o Brasil, a Argentina e a Bolívia. O seu nome advém do guarani: paragua, "coroa de palmas"; y, "rio, águas". Logo, o principal rio do país significa "rio das coroas de palmas", que acabou designando toda a região e o próprio país.
Localização: América do Sul
Capital: Assunção
Idioma:  Espanhol e Guarani
População:  6.917.579 habitantes
Extensão Territorial:  406.750 Km²
Bandeira do Paraguai
Mapa do Paraguai

No Século XVI, povoavam as terras nas cercanias da bacia do rio Paraguai os índios guaranis, os gaycurus e os payaguás. Os primeiros estavam em um estágio mais avançado de desenvolvimento, cultivando produtos agrícolas e com organização social em torno de um chefe. Os dois últimos eram nômades caçadores e pescadores, que viviam exasperando os guaranis com assaltos constantes às suas lavouras. Quando os espanhóis subiram o Paraná em busca de metais preciosos, os guaranis, por vingança, ajudaram-nos contra as duas tribos rivais. 

A colonização espanhola na região começou no Século XVI, fundando o forte de Nossa Senhora da Assunção, em 1537. Desse pequeno povoado se originaria a futura capital daquela província do Rio da Prata. Dali, os espanhóis seguiriam para explorar a região, em busca da famosa montanha de prata que foi objeto de cobiça por Espanha e Portugal durante muito tempo. Pouco depois da criação do vilarejo, estabeleceu-se uma pequena mas importante rota de comércio entre Assunção e São Vicente no Brasil.

Em 1617, a coroa espanhola dividiu a região em dois vice-reinos: o do Prata, com sede em Buenos Aires, e o do Guairá, centralizado em Assunção. À essa época, aquelas terras já eram conhecidas como Paraguai. No Século XVIII, a erva-mate, o tabaco e a madeira eram os principais produtos explorados no território. 

O país tornou-se independente em 15 de maio de 1811. Em seguida, alcançou extraordinário crescimento econômico, tornando-se auto-suficiente; feito que lhe garantiu o status de potência regional no continente, exatamente sob os governos de três ditadores consecutivos: José Gaspar Rodríguez Francia (governou de 1814 até sua morte, em 1840), Carlos Antonio López (de 1842 a 1862) e seu filho Francisco Solano López (de 1862 a 1870).

A Guerra do Paraguai, entre 1865 a 1870, contra a Tríplice Aliança, composta pela Argentina, Brasil e Uruguai, apoiada economicamente pelo Reino Unido, foi motivada principalmente pela ambição paraguaia de uma saída para o mar. Essa guerra resultou numa verdadeira catástrofe para o país, pois foram mortos dois terços da população do sexo masculino e largas extensões de seu território foram perdidas. Além disso, a economia paraguaia ficou estagnada pelos 50 anos seguintes.

Em 1932, tropas bolivianas invadiram o Paraguai, desencadeando a Guerra do Chaco, (1932-1935), e culminando com a vitória paraguaia e a anexação do Chaco ao país. Durante as conversações para a assinatura dos acordos de paz entre os dois países, brilhou a estrela de José Carlos de Macedo Soares, embaixador brasileiro, que com extrema habilidade conduziu as negociações, recebendo por isso o título de "Chanceler da Paz".

Em 1948, Stroessner (aclamado herói na guerra contra a Bolívia) atingiu a patente de general-de-brigada e se tornou o general mais jovem da América do Sul. Em 1954, Stroessner alcançou o posto de general-de-divisão, tirando Frederico Chávez da presidência com um golpe de militar. Stroessner tornou-se presidente e foi reeleito por 7 mandatos consecutivos (em 1958, 1963, 1968, 1973, 1978, 1983 e 1988).

O governo ditatorial do Paraguai foi fundamentalmente mudado pela constituição de 1992, que garantiu a divisão dos poderes. O presidente e o vice-presidente são eleitos sobre o mesmo cargo pelo voto popular para um mandato de cinco anos. O presidente é o chefe de Estado, assumindo o poder executivo e a chefia do governo, nomeando, depois de sua eleição, o seu gabinete de ministros.

Desde 1989, quando o regime militar de mais de 35 anos de Alfredo Stroessner teve fim, o Paraguai tem sido governado por presidentes eleitos democraticamente. Os maiores desafios do Paraguai desde então têm sido a crescente instabilidade política e econômica e os sérios problemas com a corrupção.


Fonte: IBGE

Venezuela

VENEZUELA - País sul-americano banhado ao norte pelo mar do Caribe e pelo oceano Atlântico; limitado a leste pela Guiana; ao sul pelo Brasil e a sudeste e sudoeste pela Colômbia. O nome do país foi dado por espanhóis, que encontraram, a noroeste, no Golfo de Maracaibo, habitações lacustres que lembravam Veneza. O nome Venezuela significa pequena Veneza em espanhol.

Localização: América do Sul
Capital: Caracas
Idioma: Espanhol
População:  30.851.343 habitantes
Extensão Territorial: 912.050  Km²
Bandeira da Venezuela
Mapa da Venezuela
Fonte: IBGE

Brasil

BRASIL - Maior país da América do Sul, com vasta área de litoral banhada pelo Atlântico. Tem fronteiras com Venezuela, Guiana, Suriname, Guiana Francesa, Colômbia, Peru, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai. O topônimo Brasil tem sua origem muito discutida, embora boa parte das explicações se refiram ao pau-brasil daqui extraído. Para alguns filólogos, vem do tupi ibira-ciri, "pau eriçado". Os europeus, ao ouvirem este nome dado pelos indígenas à madeira de coloração avermelhada, chamaram-na de "Brasil".

Localização: América do Sul
Capital: Brasília
Extensão Territorial: 8.515.767,049 Km²
Idioma: Português
População Total: 202.033.670 habitantes.
Bandeira do Brasil


As extensas porções de terras, que hoje constituem o país, foram habitadas por tribos que pertenciam ao tronco tupi-guarani, caribe e arawak. Para todos os efeitos, a frota chefiada pelo fidalgo português Pedro Álvares de Gouveia (ele só adquiriria o sobrenome Cabral com o falecimento de seu irmão primogênito, João Fernandes, em 1515) foi oficialmente a primeira a chegar às terras que hoje fazem parte do Brasil. Sabe-se, no entanto, que outros europeus aqui aportaram antes de Pedro Álvares, mas não puderam tomar posse, nem sequer anunciar a descoberta por conta do Tratado de Tordesilhas.

A colonização do país se inicia com Martim Afonso de Souza em 1532. Antes disso, as novas terras só serviam à Coroa como entreposto na linha comercial Lisboa-Índia e para extração de pau-brasil.

Em 1540, Portugal resolve terceirizar a colonização do Brasil, repartindo as terras em capitanias hereditárias a serem entregues a fidalgos que deveriam explorá-las e fazê-las se desenvolver. O modelo não alcança os resultados necessários, mesmo com a presença de representantes da Coroa, os governadores-gerais. Das capitanias, somente São Vicente e Pernambuco conseguem bons resultados econômicos, especialmente a segunda, que desenvolve latifúndios de cana-de-açúcar produtivos. 

A França e, posteriormente, a Holanda resolvem tirar um quinhão das novas terras descobertas ao sul do Equador. Franceses tentam estabelecer colonização no Rio de Janeiro e no Maranhão. Holandeses tentam incursões na Bahia e em Pernambuco, onde conseguem se assentar por algum tempo. Os portugueses conseguem expulsar os estrangeiros invasores, retomando as possessões que estavam sob o seu domínio.

Ao longo dos Séculos XVII e XVIII, expedições chamadas Entradas e Bandeiras vão expandindo para oeste as terras da Colônia, conquistando espaços que estavam na parte espanhola do Tratado de Tordesilhas. 

Foi estabelecido um fluxo de mão-de-obra escrava inicialmente índigena e, como não deu certo, posteriormente negra africana para as plantações brasileiras e para a procura e extração de metais preciosos.

No Século XVIII, já havia um razoável núcleo urbano em várias regiões do Brasil, a ponto de fazer germinar idéias separatistas, como ocorreu em Vila Rica, com a Conjuração Mineira, prontamente rechaçada pelo governo português.

No início do Século XIX, um fato seria determinante para o futuro da colônia. Napoleão invade Portugal, no seu esforço de estrangular comercialmente a Inglaterra e isso acarreta na fuga da Família Real portuguesa, incluindo a Rainha Maria I, e seu filho, o Príncipe Regente D. João, que governava Portugal desde 1792, por conta dos problemas mentais de sua mãe.

Eles chegam a Salvador, em 1807, e de lá seguem para a capital da colônia, o Rio de Janeiro, onde se estabelecem a partir de 1808. Aqui, D. João abre os portos brasileiros às nações amigas, eleva o Brasil à condição de Reino Unido e cria uma infra-estrutura básica na colônia. Com isso, o porto do Rio de Janeiro, que era o mais importante do país, se expande, dinamizando a economia, atraindo mais pessoas para a Corte.

Aqui, a rainha D. Maria I, dita, a Louca, morre em 1816, e D. João é aclamado como novo rei de Portugal e Brasil, embora tendo que retornar à Lisboa em 1821. As cortes portuguesas querem fazer o Brasil voltar à condição de colônia, com monopólio comercial, o que não interessava mais aos brasileiros. Em 1822, Portugal pressiona o príncipe regente D. Pedro e ele, insuflado por José Bonifácio, pela princesa Leopoldina e por outras pessoas de influência na Corte, resolve declarar o Brasil independente de Portugal. Isso se deu em 7 de setembro de 1822, na província de São Paulo, às margens do riacho Ipiranga.

O Brasil independente se transforma em um império, com D. Pedro I assumindo a chefia do governo. A primeira constituição foi outorgada em 1824, e a fase do Primeiro Reinado transcorre em meio a muitas crises políticas. Em 1831, o imperador Pedro I abdica em prol de seu filho e segue para Portugal. A década de 30 foi das mais agitadas na vida política brasileira. O país passa a ser governado por regentes provisórios, até que o infante D. Pedro adquira idade para assumir o trono. Em 1840, antecipam a maioridade do príncipe e ele assume como imperador Pedro II.

Por quase 50 anos ele governaria o país, consolidaria a unidade nacional brasileira - um grande feito, por sinal - e, mesmo enfrentando crises políticas e revoltas civis nas províncias, manteria o país coeso e com um produto agrícola de forte penetração internacional: o café. A lavoura cafeeira, ao tempo do Império, era totalmente assentada na mão-de-obra escrava negra. Enormes latifúndios cafeeiros davam sustentação econômica ao país.

Em 1865, o Brasil, unido à Argentina e ao Uruguai, declara guerra ao Paraguai e é vencedor do conflito em 1870. A partir dessa década, começam a surgir as primeiras leis que levariam à abolição do cativeiro: .em 1871, com a chamada primeira Lei Áurea, conhecida como Lei do Ventre Livre, que libertava todos os filhos de escravos; em 1885, com a Lei Saraiva-Cotegipe, ou dos Sexagenários, que libertava escravos com mais de 60 anos; finalmente, com a definitiva Lei áurea, de 13 de maio de 1888, que extinguia a escravidão no país.

No ano seguinte, a monarquia chegava ao fim, com o golpe militar que proclamou a República. Começou o ciclo de presidentes, a partir do proclamador Deodoro da Fonseca. Esse período, que passaria à História como a Velha República, se caracterizou por várias crises políticas. Somente um presidente, Campos Sales, não decretou estado de sítio em seu governo. Em 1930, uma revolta chefiada por Getúlio Vargas toma o poder e mantém o seu líder por 15 anos na chefia do governo. Após a II Guerra, ventos liberalizantes chegam ao Brasil e destituem Vargas. Dutra é eleito, mas Getúlio retorna pelas urnas à presidência e de lá só sai morto, após suicidar-se em meio a uma grave crise política, em agosto de 1954. Dez anos depois, ocorre uma nova crise, culminando com o golpe militar em 1o de abril de 1964, que mergulhou o Brasil em um período de ditadura até 1985. Com a redemocratização, uma nova Constituição foi votada pelo Congresso em 1988. Atualmente, o Brasil é governado pela presidenta Dilma Vana Rousseff.

Fonte: IBGE

Argentina

ARGENTINA - País localizado na América do Sul, em sua parte mais meridional. O topônimo do país se deriva do seu rio principal, o Rio da Prata (Río de la Plata, em espanhol). Quando o espanhol Sebastián Caboto chegou ao estuário daquele rio, em 1526, encontrou, em mãos dos nativos, objetos de prata e imaginou terem sido confeccionados ali na região (na verdade, eram peças tomadas ao português Aleixo Garcia). O gentílico da região inicialmente foi rio-platense, mas, em poema de Barco Centenera, apareceu a palavra Argentina, como derivativo de "Argentinus" (feito de prata, em latim) e essa prevaleceu ao ser criada a Confederación Argentina, em meados do Século XIX.

Localização: América do Sul
Capital: Buenos Aires
Idioma:  Espanhol
População: 41.803.125 habitantes
Extensão Territorial: 2.791.810 Km²

Bandeira da Argentina

Mapa da Argentina
As terras, onde hoje se encontra a Argentina, foram habitadas, em período pré-hispânico por vários grupos indígenas, com destaque especial para os Araucanos, os Querandis, os Guaranis e os Tehuelches. 

Para impedir a ocupação daquela terra pelos portugueses, Sebastião Caboto, e, posteriormente, Pedro de Mendoza navegaram no curso acima do Rio da Prata, instalando algumas povoações. Mendoza fundou Buenos Aires em 1536 como Puerto de Nuestra Señora Santa Maria del Buen Aire. Entretanto, por conta da hostilidade dos índios Querundi, a cidade teve que ser abandonada, sendo fundada novamente em 1580 por Juan de Garay.

Por longo tempo, as terras onde hoje estão a Argentina e o Paraguai foram a mesma província, tendo sido separadas somente em 1617, ficando uma com capital em Buenos Aires e outra, em Assunção.
Em 1776, foi criado o Vice-Reino do Prata, como forma de conter a expansão portuguesa na região. D. Pedro de Ceballos foi o primeiro vice-rei. O porto de Buenos Aires foi beneficiado com a decretação do livre-comércio entre Espanha e suas colônias na América do Sul. A cidade e toda a região cresceu por conta da enorme circulação de mercadorias e da arrecadação de taxas aduaneiras.
Por conta da guerra entre Inglaterra e Espanha, no início do Século XIX, uma frota inglesa tomou Buenos Aires, em junho de 1806. Dois meses depois, os espanhóis a retomaram.

A presença inglesa na província instilou desejo de independência. Desejo este que se espalhou por outras províncias. Com a criação da Junta de Buenos Aires, o poder espanhol foi se reduzindo. A independência só foi proclamada em 1816, no Congresso de Tucumán. Em princípio, tentou-se fazer uma monarquia, mas por falta de candidatos, e por forte pressão da Inglaterra, que, como grande compradora de couro, tornara o país sua área de influência, a idéia de se coroar um nobre estrangeiro não foi aceita. A Argentina tornou-se uma república federalista com a união das diversas províncias do país. Cabe destacar um de seus presidentes, o caudilho Juan Manuel Rosas, que influenciou os chefes das outras províncias a restringirem a importação de produtos ingleses e franceses. Houve guerra na região, inclusive com a participação do Brasil. Em que pese ser um nacionalista, Rosas governava com mão de ferro, cassando direitos civis adquiridos. Na guerra que envolveu três países, Rosas foi derrotado. Com a derrota do ditador, é criada a Confederação Argentina, com a reunião de quase todas as províncias da nação sob a presidência de Bartolomeu Mitre, que, posteriormente, articula a união de todas as províncias. 

Houve um outro conflito na região do Prata em que o país platino esteve envolvido, desta vez ao lado do Brasil e do Uruguai, na Tríplice Aliança contra o Paraguai de Solano López. Em meio ao conflito, Domingos Faustino Sarmiento assumiu a presidência da República e promoveu transformações de base na política e na economia do país platino.

A partir do final do Século XIX, estabeleceu-se um considerável fluxo migratório vindo da Europa, especialmente da Itália. No início do Século XX, Buenos Aires já tinha cruzado a barreira do primeiro milhão de habitantes. Após a crise econômica de 1929, uma série de governos conservadores assumiram o poder na Argentina. Após a II Guerra, Perón foi eleito presidente em 1946, com forte apoio do operariado. Ele governou o país em dois períodos: 1946-1955 e 1973-1974. 

Faleceu no poder em seu segundo período, com sua esposa, Maria Estela de Perón, a vice-presidente, assumindo o governo. Foi deposta por um golpe militar, em março de 1976, com uma Junta Militar assumindo o poder e mergulhando o país em uma era de obscurantismo. Em 1984, Raúl Alfonsin é eleito presidente, pondo fim ao período autoritário na Argentina. Em tempos recentes, o país passou por violenta crise econômica e hoje está retomando o seu crescimento.

Fonte: IBGE

Estados Unidos

ESTADOS UNIDOS - A maior parte dos Estados Unidos localiza-se na região central da América do Norte, possuindo fronteiras terrestres com o Canadá e com o México, sendo que o restante do país limita-se com o Oceano Pacífico, Mar de Bering, Oceano Ártico, Golfo do México e Oceano Atlântico. Dos 50 Estados americanos, apenas o Alasca e o Havaí não são contíguos com os outros 48 Estados, nem entre si. Os Estados Unidos também possuem diversos territórios, distritos e outras possessões em torno do mundo, primariamente no Caribe e no Oceano Pacífico.

Localização: América do Norte
Capital: Washington, D.C 
Idioma: English 
População: 322.583.003 habitantes
Extensão Territorial: 9.831.510 Km²
Bandeira dos Estados Unidos
Os atuais Estados Unidos da América se originaram das Treze Colônias estabelecidas pela Grã-bretanha na costa atlântica da América do Norte, a partir do Século XVII. Em 1776, após a Revolução Americana de 1776, que foi uma guerra de independência contra os colonizadores levada a cabo pela classe dirigente dos colonos. Em 1789, o país adotou uma constituição e assumiu a forma de República Federal. Desde o reconhecimento da sua independência pelo Reino Unido, em 1783, novos territórios e estados foram sendo sucessivamente incorporados, ampliando as fronteiras do país na direção oeste, até o Oceano Pacífico. A expansão das fronteiras americanas teve como uma de suas conseqüências mais graves a dizimação de grande parte dos povos indígenas.

Desde os tempos coloniais, os Estados Unidos enfrentaram a falta de mão-de-obra. À época, as diferenças socioeconômicas no país eram enormes, com um norte industrializado e um sul agrário. A falta de mão-de-obra incentivou a imigração européia no Norte. No sul, contudo, os proprietários das plantations lançaram mão do uso intensivo do trabalho escravo, comprados no continente africano. 

Estas diferenças foram um dos muitos motivos que deram início à Guerra Civil Americana - entre 1861 e 1865. Nesta guerra, o número de baixas americanas foi maior do que a soma das baixas sofridas em todas as outras guerras na qual os Estados Unidos se envolveram, desde sua independência, até a atual guerra contra o Iraque.
Mapa dos Estados Unidos


Os Estados Unidos nunca foram uma potência colonial, embora, através de várias vitórias militares, diplomacia e acordos externos, os Estados Unidos tivessem adquirido diversas possessões ultramarinas, desde Cuba até as Filipinas. Gradualmente, muitos destes territórios adquiriram soberania, e outras destas possessões continuaram sob controle dos Estados Unidos, geralmente, na forma de territórios. O Havaí é o único destas possessões que se tornou um estado, em 1959.

Até o início da Guerra Civil, os EUA adotavam uma política de não intromissão nos assuntos estrangeiros. Com o fim do conflito, se tornaram uma potência econômica e militar mundial. O crescimento da influência dos Estados Unidos sobre o mundo deu um salto significativo já no início do Século XX. O poder da influência americana pode ser sentido em episódios como as Guerras Mundiais, a Grande Depressão de 1929 e, especialmente, durante a Guerra Fria.

Após o fim da Segunda Guerra, os EUA emergiram definitivamente como uma das superpotências mundiais, juntamente com a URSS, desencadeando a Guerra Fria. Entre 1945 e 1991, ano do fim da União Soviética e da Guerra Fria, os Estados Unidos capitanearam os países alinhados ao bloco capitalista, estendendo seu poder de ação especialmente na guerra ideológica contra o comunismo. Desta forma, os EUA participou ativamente da Guerra da Coréia e da Guerra do Vietnã, além de contribuir com regimes militares na América Latina e apoiar a Guerrilha anticomunista na Nicarágua, dentre diversas outras ações ao redor do globo. 

Com o colapso da União Soviética, os Estados Unidos emergiram como a única superpotência mundial. Passou a envolver-se então em ações militares isoladas, participando da Guerra do Golfo, em 1991, removendo tropas iraquianas que haviam invadido o Kuwait.

Em 2001, os Estados Unidos sofreram o pior ataque em terras soberanas da história do país, com os Ataques de 11 de Setembro, onde quase três mil pessoas morreram. Este ataque terrorista desencadeou a denominada guerra contra o terrorismo, e, posteriormente, a controversa Invasão do Iraque, além da caça ao mandante dos atentados, Osama bin Laden. Atualmente está novamente envolvido na guerra do Iraque, onde já sofreu com milhares de baixas. Alguns analistas arriscam o palpite de que este será um novo Vietnã, relembrando a vergonhosa derrota americana infligida pelos vietcongues. Desde 2009 o presidente dos Estados Unidos é Barack Hussein Obama.

Fonte: IBGE

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Itália

ITÁLIA - País da Europa Mediterrânea, em forma de península, banhado pelo Adriático e pelo Tirreno , limitado a noroeste com a França, ao norte com Suíça, Áustria e Eslovênia. Os países independentes de San Marino e a Cidade do Vaticano são enclaves no território italiano. Também pertence ao país a comuna de Campione d'Italia, um enclave no território da Suíça de língua italiana. A origem de seu nome é mais comumente aceita com advinda da palavra latina vitulus, que significa "bezerro, novilho". Há um relato mitológico sobre Hércules estar atravessando aquela região, levando o gado roubado de Gerião. Um boi lhe escapou. Na sua busca pela rês sumida, Hércules soube que no dialeto local, boi, bezerro era chamado de vitulus, daí ter batizado a região como ouitalían. Portanto, Itália seria, em dialeto local, "terra dos bois".

Location: Sul da Europa
Capital: Roma
Idiomma: Italiano
Populaçao: 61.070.224 habitantes
Extensão Territorial: 301.340 Km²
Italian Flag
Mapa da Itália
Coliseu em Roma, Itália.

A história da Itália figura entre as mais importantes no desenvolvimento da cultura e sociedade da área mediterrânica e da cultura ocidental como um todo. Desde a pré-história que este território é palco das atividades humanas. Importantes culturas e civilizações existiram na região desde tempos pré-históricos. No período Neolítico, ali se desenvolveram as civilizações Molfetta, Stentinello e Remedello, antes da Itália entrar em sua proto-história, com a civilização dos terramaras, no segundo milênio antes da era Cristã.

Em tempos bem posteriores, já a partir do Século IX a.C., o povo etrusco sobrepujou os demais povos que com ele dividiam a península. Daquele momento em diante, as terras ganhariam maior organização política e também maior complexidade na industrialização de metais e tecidos, que inclusive geravam excedentes para serem comercializados por uma marinha mercante que cruzava o Mediterrâneo. Além dos etruscos, os gregos ocuparam o sul da península e ali desenvolveram a Magna Grécia. 

Mas foi a partir da criação da cidade-Estado de Roma, fundada, segundo a lenda, fundada por Rômulo, em 753 a.C., que dali, do coração da península, surgiria uma civilização que estendeu seus limites sobre a maior parte do continente europeu, o norte da África e o Oriente Médio. Povos tiveram seus destinos para sempre modificados após a ocupação romana. Idiomas foram criados a partir do tronco latino falado pelo império. Durante seus 12 séculos de existência, transitou da monarquia para uma república oligárquica até se tornar um vasto Império que dominou boa parte da Europa e arredores do Mediterrâneo por intermédio da conquista e assimilação cultural. No entanto, um rol de fatores sociopolíticos iria agravando o seu declínio, e o império acabou sendo dividido em dois. A metade ocidental, onde estavam incluídas a Hispânia, a Gália e a Itália, entrou em colapso definitivo no Século V e deu origem a vários reinos independentes; a metade oriental, governada a partir de Constantinopla passou a ser referida como Império Bizantino a partir de 476 d.C., data tradicional da queda de Roma e tida pela historiografia como sendo o início da Idade Média. 

Após a queda do Império Romano do Ocidente, em 476, a província italiana foi governada por uma série de reis bárbaros, até ao século VI, quando os Estados Papais foram criados, com a capital em Roma, sob o comando da Igreja Católica. A partir do Século X, as cidades do norte da Península Itálica tornaram-se independentes entre si, tornando-se centros políticos importantes, que em pouco tempo se transformaram em cidades-estados. Ao longo da Idade Média e do Renascimento, elas exerceram grande influência sobre o panorama cultural e econômico do continente europeu. O Estado de San Marino pode ser apontado com um remanescente dessas cidades-estado.

O Renascimento é apontado por muitos historiadores como a definitiva ruptura da Idade Média e berço da Modernidade. A Itália ofereceu à humanidade nestes séculos contribuições de Homens notáveis em muitos campos do conhecimento, como, por exemplo: na pintura e escultura: Michelangelo, Rafael, Tiziano, Tintoretto, Boticelli e Leonardo da Vinci; na Arquitetura: Brunelleschi; na Física: o citado da Vinci, talvez o gênio mais eclético da humanidade; nas Ciências Políticas: Maquiavel; nas Ciências Contábeis: Luca Pacciolo. A Influência da Igreja Católica continuou sendo muito grande, e por muitas vezes, Roma, apoiada por potências estrangeiras, estabeleceu confrontos abertos com muitas cidades-estado, como, por exemplo, Papa Bórgia, espanhol que favoreceu a influência espanhola na Itália. O país, então dividido entre cidades-estado rivais, passou a sofrer grande influência espanhola (1559-1700). Além disso, o desmembramento extremo do país e o deslocamento das vias marítimas em detrimento do Mediterrâneo provocaram o declínio econômico da península. Pouco a pouco, as velhas cidades perderam sua influência em proveito do Reino do Piemonte-Sardenha (casa de Savóia).

A Itália moderna se converteu em Estado com bastante atraso, se comparada com as demais nações européias. Sua unificação ocorreu na segunda metade do Século XIX, quando os Estados da península itálica e as duas Sicilias se uniram e formaram o Reino da Itália. Este reino ficou sob o governo do monarca Victor Emanuel II, da dinastia Saboya, até então governante do Piemonte e Sardenha. O principal artífice da unificação italiana, entretanto foi o Conde Camillo Benso di Cavour, ministro-chefe do rei. Roma, porém, se manteve separada do resto da Itália, sob o comando do Papa, e não foi parte do reino da Itália até 20 de setembro de 1870, data final da unificação italiana. O Vaticano manteve-se como um enclave independente, rodeado completamente pela Itália.

A ditadura fascista de Benito Mussolini, que começou em 1922, levou a Itália, poucos anos depois, a uma aliança com a Alemanha nazista e com o Império do Japão, países que formaram o "Eixo" derrotado na II Guerra Mundial, de 1939 até 1945. Em 2 de junho de 1946, um referendo sobre a monarquia estabeleceu a República como sistema de governo italiano, dotando o país de uma nova Constituição, em 1º de janeiro de 1948. Os membros da família real foram exilados, por sua relação com o regime fascista, até 10 de novembro de 2003, quando puderam regressar à Itália, graças a uma emenda na constituição.

A Itália foi um membro fundador da OTAN, criada em 4 de abril de 1949, e da União Européia, criada entre 1952 e 1958. Em 14 de dezembro de 1955, a Itália se tornou um membro da Organização das Nações Unidas. O país, desde então, juntou-se à crescente unificação econômica e política da Europa Ocidental. Um exemplo disso foi a introdução do Euro como moeda oficial do país, em 1999, substituindo a antiga lira italiana.

Fonte: IBGE

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Lista de Países-Membros da União Europeia (UE)

Lista de Países. Lista de Estados-membros da União Europeia. List of European Union member states (em ingês)


Estados-Membros da UE  (ano de adesão)
Alemanha (1958)
Áustria (1995)
Bélgica (1958)
Bulgária (2007)
Chipre (2004)
Croácia (2013)
Dinamarca (1973)
Eslováquia (2004)
Eslovênia (2004)
Espanha (1986)
Estônia (2004)
Finlândia (1995)
França (1958)
Grécia (1981)
Hungria (2004)
Irlanda (1973)
Itália (1958)
Letônia (2004)
Lituânia (2004)
Luxemburgo (1958)
Malta (2004)
Países Baixos (1958)
Polônia (2004)
Portugal (1986)
Reino Unido (1973)
República Checa (2004)
Romênia (2007)
Suécia (1995)

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Curriculum Vitae: Veja aqui o currículo completo de Milton Santos

Milton Santos foi um dos intelectuais mais importantes do Brasil e também foi nosso maior geógrafo. 

"O poder da geografia é dado pela sua capacidade de entender a realidade em que vivemos" Milton Santos
Milton Santos

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Hora GMT ou Hora UTC?

É bem simples. A escala de tempo UTC é o Tempo Universal Coordenado, que é a referência da Hora Mundial, antiga Greenwich Mean Time, GMT. O UTC é baseado nos padrões atômicos de tempo, mas deve retratar o Dia Solar Médio – UT1 – baseado na rotação da Terra.
A hora no mundo, em relação ao UTC

UTC é uma escala de tempo coordenado, mantida pela Agência Internacional de Pesos e Medidas e utilizada como padrão de “hora certa” no controle de tráfego aéreo e serviços de meteorologia aeronáutica. O UTC substitui o GMT (Greenwich Meridian Time) ou Z (Zulu), que é baseado na hora local de Greenwich, Inglaterra. Pode ser considerado equivalente ao GMT sempre que não forem importantes as frações de segundo. O sistema UTC foi desenvolvido pela ITU/UIT em 1970. Como não foi possível obter consenso quanto à sigla (CUT em inglês ou TUC em francês), decidiu-se adotar UTC como uma solução de compromisso.

NOTA: Um relógio UTC tem a mesma variação relativa que um relógio com o Tempo Atômico Internacional (TAI), diferindo entretanto por um número inteiro de segundos chamados segundos intercalados. A escala UTC é ajustada pela inserção ou retirada de segundos (segundos intercalados positivos ou negativos) assegurando uma concordância aproximada com o UT1 (também conhecida como Data Juliana).

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