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sexta-feira, 29 de abril de 2016

Mapa Hidrogeológico da Região Sudeste

Com o objetivo de descrever e mapear os depósitos de água subterrânea do Sudeste brasileiro, o IBGE disponibilizou o Mapa Hidrogeológico da Região Sudeste. As informações apresentadas objetivam fornecer um maior conhecimento sobre o comportamento geral dos aquíferos que compõem a região, oferecendo subsídios para o planejamento, gestão e uso racional e sustentável dos recursos hídricos regionais. Os dados e informações técnicas produzidos para geração deste mapa encontram-se disponíveis no portal do IBGE para pesquisa e download, nos formatos PDF e shapefile (formato de arquivo contendo dados geoespaciais em forma de vetor. É usado por Sistemas de Informações Geográficas, também conhecidos como SIG). 

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Mapa revela capacidade de produção dos aquíferos da região Sudeste

As unidades hidrogeológicas delimitadas neste mapa foram definidas com base nas suas características geológicas (tipo da rocha) e na produtividade dos poços tubulares, esta estabelecida a partir da vazão (que é a quantidade de litros d’água que pode ser extraída, por unidade de hora, de um determinado ponto de captação subterrânea). No total, 27.535 poços tubulares perfurados na região serviram de base para esta pesquisa. Foram identificados quatro grandes conjuntos de aquíferos ou domínios hidrogeológicos: poroso (formado por rochas sedimentares, a água circula por espaços vazios de pequenas dimensões, os poros), fissural (formados por fissuras onde a água se acumula), poroso-fissural e cárstico (que formam rios subterrâneos).

Alguns poços perfurados em aquíferos porosos (os mais produtivos da região) chegam a produzir até 500 mil litros/hora. Um poço com estas características, num regime de bombeamento de 12 horas/dia, produziria 6 milhões de litros/dia. Considerando um consumo per capita de 250 litros/pessoa/dia, pode-se estimar que esta captação, sozinha, seria suficiente para atender uma população de 24 mil pessoas.

Confeccionado na escala de 1:1.800.000 (1 cm = 18 km), o mapa utiliza como plataforma digital o software GeoMedia. Esta ferramenta, em cujo ambiente os elementos gráficos estão estruturados em níveis de informação e estão associados a um banco de dados, permite ao usuário não só identificar os elementos geológicos e hidrogeológicos que compõem cada uma das unidades geoespacializadas, como também executar tarefas de geoprocessamento (pesquisas e composições temáticas).

O mapa é o resultado de um processo dinâmico, podendo ser periodicamente atualizado, na medida em que uma massa de dados significativa seja incorporada ao banco de dados.

Crise hídrica revela importância do conhecimento de outras formas de captação de água

Os quatros estados que integram a região Sudeste (São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo) somam uma área de cerca de 924.510 km², onde viviam aproximadamente 85,3 milhões de pessoas em 2014 (42,0% da população brasileira). Entre 2014 e 2015, a relativa escassez de chuvas nessa região (historicamente sem grandes problemas de abastecimento de água) desencadeou uma grave crise hídrica, sobretudo no estado de São Paulo, onde houve consequências significativas a diversos segmentos socioeconômicos, principalmente nos municípios da Região Metropolitana da capital.

Com isso, os aquíferos (formações geológicas capazes de armazenar e produzir águas subterrâneas) aumentam ainda mais sua importância, pois a questão hídrica na região Sudeste abre espaço para a discussão sobre a utilização de outros modelos para a matriz hídrica regional.

Fonte: IBGE.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Maria e José são os nomes mais comuns do país, revela IBGE

Isabela Vieira – Repórter da Agência Brasil

Levantamento inédito do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que o nome próprio mais comum no Brasil é Maria. Segundo o órgão, 11,7 milhões de brasileiras tem esse nome. É mais que o dobro de pessoas chamadas José, o nome de 5,7 milhões de homens brasileiros. A informação é do Projeto Nomes no Brasil, divulgado hoje (27).

Baseado no Censo de 2010, o levantamento compilou 130.348 nomes, durante as entrevistas em domicílios, sendo a maioria nomes de mulheres: 72.814 – que representam mais da metade da população do país. O terceiro nome mais comum no país também é de mulher: Ana.

A compilação do IBGE revela os nomes mais frequentes por décadas de nascimento desde 1930, permitindo saber quais entraram e saíram de moda em cada período da história.

Influência de famosos

A partir dos anos 2000, por exemplo, se tornaram populares nomes como Caua, Rian, Enzo, Kailane e Sophia – grafado da mesma forma que o da atriz italiana, ícone do cinema, Sophia Loren.

O coordenador do Projeto Nomes do Brasil, Carlos Lessa, confirma que os famosos influenciam as escolhas das famílias brasileiras, mas que essa relação nem sempre é clara. “Não temos certeza absoluta que é por esse fenômeno, mas tem indício. Por exemplo, Romário teve um crescimento na década de 1990, mas depois veio caindo, o que nos leva a crer que é por causa da Copa do Mundo, do momento do jogador, mas é sempre uma suposição”, ponderou.

Outra influência que parece ter vindo da televisão, na década de 1990, quando a novela Explode Coração foi ao ar na TV Globo, é o nome Dara, da personagem principal – interpretada por Teresa Seiblitz– , que cresceu 4.592% depois da novela em relação à década anterior.

Segundo Lessa, no caso de Dara, a relação parece ser mais forte, porém não está clara, como no caso de Sophia, quando a atriz italiana fez mais sucesso antes de 2000.

Para o coordenador, está confirmado que os brasileiros se inspiram em nomes biblícos. Os nomes que fazem referências ao cristianismo nunca saem do topo do ranking, como José, João, Francisco, Pedro, Paulo e Lucas. “Gabriel vem logo depois, demonstrando que a influência cristã é muito forte nos nomes”.

Nomes ao longo das décadas

Ao longo dos anos, alguns nomes passaram a fazer menos sucesso. No caso das mulheres, Marcia, Adriana e Juliana, frequentes nas décadas de 1960, 1970 e 1980, foram substituídos por Jessica, nos anos 1990, e Vitoria em 2000, embora Maria e Ana, sempre aparecem entre os preferidos.

Neusa e Terezinha, frequentes na década de 1950, perderam espaço. Assim como Alzira, Oswaldo e Geralda, recorrentes nas primeiras décadas do século 20.

Para homens, Jose e Antonio, que eram os mais populares até 1980, perderam lugar para Lucas na década de 1990 e João nos anos 2000. Gabriel também apareceu mais recentemente.

No levantamento, o IBGE não considerou sinais como acentos e cedilha. A perspectiva do órgão é aprofundar a pesquisa dos nomes no próximo Censo, previsto para 2020.


*Matéria alterada às 11h10 para correção do título. Diferentemente do informado no título, o nome masculino mais comum é José. Texto atualizado às 13h13 para acréscimo de informações.
Edição: Denise Griesinger

terça-feira, 26 de abril de 2016

Massa polar derruba temperaturas em grande parte do território brasileiro

Daniel Isaia – Correspondente da Agência Brasil

No mapa, a cor roxa mostra a área em que a temperatura cai durante a semanaMetSul Meteorologia/Divulgação

A massa de ar polar que ingressou no Sul do Brasil na segunda-feira (25) vai reduzir as temperaturas durante esta semana em uma área extensa do país. Segundo a MetSul Meteorologia, o frio vai ser mais intenso na Região Sul, mas também deve atingir o Sudeste, o Centro-Oeste e parte do Norte brasileiro.

As baixas temperaturas devem se intensificar progressivamente ao longo da semana e atingirão o auge na quinta e na sexta-feira (28 e 29), quando o frio poderá chegar a -3ºC na Serra Gaúcha. Nos três estados do Sul – Rio Grande do Sul, Santa Cataria e Paraná – está prevista a ocorrência de geada (orvalho congelado). Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, as madrugadas serão frias na segunda metade da semana.

Os técnicos da MetSul também avisam sobre a possibilidade de uma forte ressaca nos próximos dias no litoral sul e sudeste. Entre a quinta-feira (28) e o sábado (30), o Rio de Janeiro deve ter uma ressaca maior do que a que provocou a queda da Ciclovia Tim Maia, em São Conrado, no último dia 21.

Temporais no Rio Grande do Sul

A chegada da frente polar no Rio Grande do Sul foi precedida por fortes temporais. No domingo (24), um tornado atingiu a cidade de São Miguel das Missões, no noroeste do estado.

Segundo a Defesa Civil gaúcha, 25 municípios tiveram prejuízos por causa da chuva e do vento. Destes, sete já declararam situação de emergência. Pelo menos 250 residências foram afetadas pelos temporais dos últimos dias em todo o estado. Uma pessoa morreu e outra está desaparecida em Porto Xavier, também no noroeste gaúcho.

O volume elevado de chuvas também causou elevação do nível de alguns rios no Rio Grande do Sul. Na cidade de Quaraí, na fronteira oeste, o Rio Quaraí está mais de 5 metros acima do nível normal. Com a cheia, cerca de 85 famílias foram obrigadas a deixar suas casas.
Edição: Nádia Franco.

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