terça-feira, 17 de julho de 2018

Mapa de Araújos, Minas Gerais

Mapa de Araújos, Minas Gerais.

Bolsonaro atenta contra o estágio civilizatório do país

Por Geraldo Seabra

O crescente número de candidaturas de militares às eleições de outubro alinhadas com o pensamento político de extrema direita do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), remete à mais sangrenta ditadura que as Forças Armadas impuseram ao país no período de 1964 a 1985. O problema, portanto, não são as candidaturas dos militares, mas as suas motivações. 


Essas candidaturas já passam de uma centena, e mais da metade delas está alojada no PSL, o partido de Bolsonaro. Em sua pregação nazifascista, o candidato protagonizou nessa sexta-feira (13) mais um atentado contra o penoso avanço civilizatório da sociedade brasileira, que ainda registra uma média de 60 mil mortes violentas por ano em pleno século 21. 

Bolsonaro foi até à Curva do S, um trecho da BR-155, em Eldorado do Carajás, no Pará, cenário da maior chacina de trabalhadores rurais do país, onde discursou em defesa da libertação dos policiais militares condenados a 228 anos de prisão pelo assassinato de 19 sem-terra, dez deles mortos com tiros à queima-roupa sob o comando do coronel Mário Pantoja, no dia 19 de abril de 1996.

“Quem tinha que estar preso era o pessoal do MST (Movimento dos Sem Terra), gente canalha e vagabunda. Os policiais reagiram para não morrer”, disse Bolsonaro, em frente a troncos de castanheiras queimados que marcam o local do massacre. Um grupo de policiais que acompanhava o discurso aplaudiu, relata o repórter Leonencio Nossa, enviado do jornal O Estado de S. Paulo. 

Na época o Pará era governado por Almir Gabriel (PSDB), que mandou seu secretário de Segurança, Paulo Sette Câmara, desobstruir a BR-155 interditada pelos sem-terra que marchavam sobre o leito da rodovia em protesto contra o atraso na desapropriação de áreas para a reforma agrária. Sob as ordens do governador, Sette Câmara autorizou a ação policial e determinou “o uso da força necessária, inclusive atirar”.

A chacina atingiu também o governo tucano do então presidente Fernando Henrique Cardoso, com a demissão do ministro da Agricultura, Andrade Vieira, e sua substituição pelo senador Arlindo Porto. Para jogar uma nuvem de fumaça sobre o episódio, Fernando Henrique criou o Ministério da Reforma Agrária, desmembrando-a da Agricultura, e nomeou Raul Jungmann para o cargo de ministro.

O apoio com que o candidato Jair Bolsonaro homenageia 22 anos depois os condenados pelo massacre de Eldorado dos Carajás, remete à impunidade de seus colegas de farda que mesmo com o fim da ditadura não prestaram contas à Justiça pela morte e desaparecimento de centenas de presos políticos que estavam sob a custódia do Estado.

Ao prometer também em seu discurso aos fazendeiros do Pará perdoar multas, afrouxar a fiscalização sobre eles e aumentar a repressão aos sem-terra, se for eleito, Bolsonaro mostra a seus militares-candidatos e seguidores o caminho das pedras para a impunidade, a ser seguido por todos que, como ele, se arvoram de salvadores da pátria neste momento de desarrumação da sociedade brasileira.

Fonte: Os Divergentes.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Mapa de Arapuã, Minas Gerais

Mapa de Arapuã, Minas Gerais.

domingo, 15 de julho de 2018

Mapa de Araporã, Minas Gerais

Mapa de Araporã, Minas Gerais.

Quase metade dos professores no Brasil não indicaria a profissão

A violência nas escolas, a falta de reconhecimento e os baixos salários estão entre os motivos que desanimam.