terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Presidente mexicano pede fim do próprio foro privilegiado

Dias após tomar posse, López Obrador encaminha ao Senado iniciativa para acabar com a imunidade presidencial. "Vamos acabar com a impunidade. O presidente vai poder ser julgado como qualquer outro cidadão", diz.
López Obrador promete "acabar com os foros e os privilégios".
O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, anunciou que encaminharia nesta terça-feira (04/12) ao Senado uma inciativa para acabar com a imunidade presidencial, cumprindo uma promessa de campanha.

"Hoje envio ao Senado o primeiro projeto para reformar o artigo 108 da Constituição e suspender o foro do presidente da República", disse López Obrador, que assumiu a Presidência no último sábado. "Vamos acabar com a impunidade estabelecida na Constituição. O presidente vai poder ser julgado como qualquer outro cidadão, por qualquer outro delito."

O presidente esquerdista lembrou que desde 1917 os chefes de Estado mexicanos só podem ser julgados pelo "delito de traição à pátria", lamentando que fiquem livres do julgamento por corrupção.

López Obrador mostrou estar confiante de que os legisladores do Senado e da Câmara dos Deputados – sendo que seu partido, o Movimento Regeneração Nacional (Morena), tem maioria nas duas Casas – aprovarão a iniciativa para "acabar com os foros e os privilégios".

A supressão dos privilégios faz parte de um pacote de medidas de austeridade, que incluem a venda do avião presidencial e sua recusa a morar na residência presidencial de Los Pinos. Ele também reduziu o próprio salário em 60%.

López Obrador foi eleito com a promessa de transformar o país, assolado pela criminalidade e pela corrupção após 89 anos de governo dos mesmos dois partidos. Durante seu discurso de posse, o presidente declarou um "ponto final" para a corrupção.

Ele prometeu trazer ao país o que chama de "quarta revolução" histórica, depois da independência, da reforma que separou o poder político do religioso e da Revolução Mexicana no século 20.

Fonte: DW Brasil.

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