Como as religiões da interioridade concebem o pecado?
RESPOSTA:
Nas religiões da interioridade, a divindade é concebida como puro espírito, invisível para os olhos de nosso corpo. Ela se dirige ao espírito, à alma do crente, falando à sua consciência e julgando os atos pelas intenções interiores do agente. No judaísmo, no cristianismo e no islamismo, a falta ou pecado é uma ofensa cometida contra a lei divina. A ofensa se manifesta num ato externo visível, mas é cometida por uma ação interna invisível – a intenção –, que tem como causa ou uma vontade má, ou um entendimento equivocado. Quando causado por uma vontade má, o pecado é um crime, pois nasce da liberdade do agente, que transgride consciente e voluntariamente o decreto de Deus. Quando causado por um entendimento equivocado, é um erro. O perdão depende da graça divina e exige uma experiência interior precisa, o arrependimento. O fiel precisa reconhecer a falta e praticar ações que manifestem externamente o arrependimento, seja por meio de preces e orações, seja por meio de sacrifícios infligidos a si mesmo (autoflagelação, jejum, abstinência sexual, entrega de bens na forma de esmolas, etc.).
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