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Questão de Geografia - Justifique a importância do conhecimento das coordenadas geográficas e do traçado das linhas imaginárias

Justifique a importância do conhecimento das coordenadas geográficas e do traçado das linhas imaginárias para o estudo dos fenômenos geográficos.

RESPOSTA:
As linhas imaginárias e as coordenadas geográficas são recursos indispensáveis para a localização dos lugares no espaço geográfico. Qualquer ponto da superfície terrestre pode ser definido com exatidão com o auxílio das coordenadas.

Questão de Geografia - Que elementos compõem o espaço geográfico?

Que elementos compõem o espaço geográfico?

RESPOSTA:
O espaço geográfico é diferenciado porque é produto de um passado histórico e dos recursos técnicos das diferentes populações que habitam os vários lugares desse espaço.

Questão de Geografia - Como a Geografia pode contribuir para que possamos compreender melhor a questão ambiental?

Como a Geografia pode contribuir para que possamos compreender melhor a questão ambiental? Exemplifique.

RESPOSTA:
A Geografia está estritamente vinculada à questão ambiental. Pensando nos temas da Geografia física podemos verificar como o relevo, a vegetação e a hidrografia são formados por aspectos diretamente relacionados ao meio ambiente. Um rio que recebe dejetos industriais, por exemplo, pode colocar em risco o abastecimento de água de uma cidade que ainda não tenha um tratamento adequado de esgotos.

Texto e Atividades de Geografia: O meio técnico-científico-informacional

O meio técnico-científico-informacional

Uma palavra relativamente abandonada do vocabulário da Geografia volta agora a ter evidência. Referimo-­nos ao vocábulo “meio”. Com os progressos alcançados no conhecimento das galáxias, a palavra “espaço” passou a ser utilizada com maior ênfase para designar espaço sideral interplanetário. Também nessa fase da pós­-modernidade, a mesma palavra “espaço” ganhou um uso crescentemente metafórico em diversas disciplinas.

O meio resulta de uma adaptação sucessiva da superfície da Terra às necessidades dos homens. Nos primórdios da História registravam-se alterações isoladas, ao sabor das civilizações emergentes, até o pro cesso de internacionalização criar em diversos lugares feições semelhantes. Agora, existe uma tendência à generalização à escala mundial dos mesmos objetos geográficos e das mesmas paisagens.

A globalização leva à afirmação de um novo meio geográfico cuja produção é deliberada e que é tanto mais produtivo quanto maior for o seu conteúdo em ciência, tecnologia e informação. Esse meio técnico­ ­científico-­informacional dá­ se em muitos lugares (Europa, Estados Unidos, Japão, parte da América Latina) de forma extensa e contínua, enquanto em outros (África, Ásia, parte da América Latina) apenas pode se manifestar como manchas ou pontos. Cria­-se, desse modo, uma oposição entre espaços adaptados às exigências das ações econômicas, políticas e culturais características da globalização e outras áreas não dotadas dessas virtualidades, for mando o que, imaginativamente, podemos chamar de espaços luminosos e espaços opacos.

No caso do Brasil, o velho contraste entre o país costeiro e o país interior e a mais recente oposição entre centro e periferia cedem lugar a uma nova oposição: de um lado, esse meio técnico-científico­informacional, espaço do artifício, formado, sobretudo, pelo Sul e pelo Sudeste; do outro, o restante do território nacional.

SANTOS, Mílton. Entenda sua época. Folha de S.Paulo, São Paulo, 13 abr. 1997. p. 5-9. Disponível em: www1.folha.uol. com.br/fsp/mais/fs130419.htm. Acesso em: 15 set. 2015.

  •  Agora que você já leu o texto, faça o que se pede.
Imagem noturna da América do Sul obtida por satélites em 2012.

1. Observe a imagem e determine um espaço luminoso e um espaço opaco no Brasil e na América do Sul. 
2. Explique como pode ser definido o “novo meio geográfico”, segundo Milton Santos. 

RESPOSTAS:
1. A região Sudeste do Brasil e a Venezuela são pontos luminosos, enquanto a região Norte brasileira e muitos pontos da América do Sul, como Peru e Bolívia, e Central são espaços opacos. 
2. Segundo Milton Santos, o “novo meio geográfico” pode ser definido como um meio geográfico produzido propositadamente pelos seres humanos e que é mais elaborado na medida em que há mais conhecimentos em ciência,

A matriz dos transportes na América

A matriz dos transportes na América A América do Norte conta com um sistema de transportes bem estruturado, no qual todos os modais estão representados. Vale ressaltar o papel do transporte ferroviário e da navegação fluvial na conquista de grande parte dessa porção do continente americano, principalmente do território hoje ocupado pelos Estados Unidos e pelo Cana dá, países desenvolvidos e de dimensões continentais.

As ferrovias levaram o povoamento de origem europeia ao oeste desses dois países, promovendo a formação de cidades ao longo de seus trilhos. A construção de ferrovias transcontinentais possibilitou a integração das regiões litorâneas leste e oeste da América do Norte.

Hidrovias, como a da bacia dos rios Mississípi-Missouri e a ligação dos Grandes Lagos (fronteira Estados Unidos-Canadá) com o oceano Atlântico, por meio do rio São Lourenço, também foram essenciais para a ocupação e o posterior desenvolvimento econômico das áreas ribeirinhas.

Apesar de contar com rodovias extensas e bem pavimentadas, essa parte da América do Norte não tem o transporte rodoviário como padrão de transporte de cargas, predominantemente realizado pelo modal ferroviário.

Quanto ao modal de transporte aéreo, apesar da crise no setor após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos ainda são os maiores usuá rios do mundo, tanto em voos nacionais como internacionais. Nesse país encontram-se os aeroportos mais movimentados do planeta em número de passageiros transportados. Além disso, as companhias aéreas estadunidenses contam com as maiores frotas entre as suas congêneres do mundo.

Apesar de não ser desenvolvido como seus vizinhos, o México conta com uma rede rodoviária bem aparelhada, com rodovias modernas, como a Autopista del Sol, que liga Cuernavaca a Acapulco, e as ligações Puebla-Oaxaca, Cidade do México- -Toluca, Campeche-Mérida, entre outras.

Os transportes marítimos têm importante participação no comércio exterior nesse subcontinente banhado pelos oceanos Atlântico e Pacífico. Entre seus principais portos marítimos podemos citar: Halifax e Vancouver (Canadá); Houston, Los Angeles, Nova Orleans, Nova York e São Francisco (Estados Unidos); Tampico e Vera Cruz (México).

A América do Sul ressente-se da falta de integração de seus sistemas de transporte. Além disso, não há uma efetiva ligação de suas áreas litorâneas, que em geral são as mais desenvolvidas economicamente, com o interior do subcontinente.

As ferrovias tiveram pequena participação como fator de povoamento e progresso, se comparadas às da América do Norte. As poucas e pequenas estradas de ferro existentes eram usadas para o transporte de produtos destinados às metrópoles. Há relativamente pouco tempo, as bacias hidrográficas começaram a ser aproveitadas para o transporte de mercadorias, porém de forma ainda insuficiente.

O Brasil, país mais extenso dessa parte do continente americano, tem como matriz de transportes o modal rodoviário.

Entre os portos marítimos, destacam-se: Santos, Rio de Janeiro, Paranaguá, Tubarão e Suape (Brasil); Buenos Aires e Bahía Blanca (Argentina); Valparaíso e Antofagasta (Chile); Cartagena (Colômbia); Maracaibo (Venezula); Guayaquil (Equador); Montevidéu (Uruguai).

A matriz dos transportes na Europa

O continente europeu conta com uma complexa e bem estruturada rede de transportes. O litoral extremamente recortado, com mares costeiros e fechados, penínsulas, ilhas, golfos e cabos, sempre possibilitou uma intensa e importante navegação ao longo da costa europeia. O mar Mediterrâneo, por exemplo, foi fundamental na história do continente e continua sendo importante rota de navegação.

Os principais portos marítimos da Europa são: Roterdã (Países Baixos), ligado por um canal ao mar do Norte; Marselha (França) e Gênova (Itália), no mar Mediterrâneo; Le Havre (França), no canal da Mancha e Odessa (Ucrânia), no mar Negro.

Com uma ótima rede de ferrovias e rodovias, o continente europeu também aproveita muito bem seus recursos fluviais, apesar de não dispor de rios muito extensos. Merece destaque o sistema formado pelos rios Schelde, Mosa, Weser e Elba, onde está o porto de Hamburgo (Alemanha), integrado com a navegação costeira do mar Báltico e do mar do Norte.

Outras hidrovias fundamentais para as regiões que percorrem são os rios Reno e Danúbio. Desde o final de 1992, as duas principais hidrovias da Europa estão interligadas pelo canal Reno-Meno-Danúbio, que conecta o mar Negro ao mar do Norte. Veja o mapa a seguir.
Os portos fluviais de maior destaque encontram- -se em Londres (rio Tâmisa), Paris (rio Sena) e Liège (rio Mosa), entre outras cidades.

No transporte ferroviário merecem destaque os trens de alta velocidade TGV (França), AVE (Espanha), Intercit (Bélgica-Holanda-Alemanha), Direttissima (Itália, no trecho entre Florença e Roma), Cisalpino (norte da Itália-Suíça) e Thalys (Paris-Bruxelas-Amsterdã-Colônia). Moderna obra de engenharia, inaugurada em 1994, o Eurotúnel, com 50 km de extensão (37 km sob as águas do canal da Mancha), liga Calais (França) a Dover (Reino Unido). Por ele circula o Eurostar, trem de alta velocidade que percorre os trajetos Paris- -Londres e Bruxelas-Londres.

Principais formas de transporte

Unimodal. O transporte é feito por meio de um único veículo e com o mesmo contrato de serviço até o destino final.
Sucessivo. Utiliza veículos diferentes de um mesmo modal, com mais de um contrato.
Segmentado. A carga é transportada por vários veículos de diferentes modais e com contratos diversos.
Multimodal. Utiliza diferentes veículos de diversos modais, porém com um único contrato de serviço.

Essas formas de deslocamento fazem parte de um conceito mais amplo, que reflete o papel dos transportes na globalização: o conceito de logística, como é utilizado atualmente em gestão de empresas. Criado a princípio por causa da necessidade de organizar o abastecimento de ração, armamentos e munições dos militares, em economia tem hoje um sentido muito mais amplo.

Podemos considerar logística um conjunto de atividades que permite o planejamento de armazenagem, circulação (transportes) e distribuição de produtos. Tem como principal objetivo criar meios para entregar os produtos de forma segura e adequada ao destino final no tempo mais curto possível, reduzindo os custos.

O transporte é o principal componente desse tipo de logística, que também inclui as telecomunicações, a informática e o armazenamento. A logística deve seguir alguns parâmetros. Os principais são: custo, tempo e qualidade.

A escolha do modal de transporte também obedece a outros parâmetros, como o preço do frete, a disponibilidade de horários, a extensão do trecho a ser percorrido e a duração do percurso. Para um melhor resultado, utiliza-se atualmente o geoprocessamento Geographic Information System (GIS) com base no cruzamento de informações e na Cartografia.

Mapa da Índia: ZEE (Zonas Econômicas Especiais) e ZPE (Zonas de Processamento de Exportação)

Mapa da Índia: ZEE (Zonas Econômicas Especiais) e ZPE (Zonas de Processamento de Exportação).


Mapa - O subcontinente indiano: divisão política



Mapa - O subcontinente indiano: divisão política.


Mapa da Índia: aspectos físicos

Mapa da Índia: aspectos físicos.


Os Novos Tigres Asiáticos

Indonésia, Malásia, Filipinas e Tailândia expandiram suas economias e se industrializaram com a participação de capital japonês e dos Tigres originais, sendo, por isso, chamados de Novos Tigres Asiáticos. Os investidores vão em busca das mesmas vantagens que permitiram a mudança da economia de seus países, como mão de obra barata, e de condições que nunca tiveram, como os recursos minerais. Veja os principais indicadores desses países na tabela abaixo.

Por comparação, o processo de crescimento dos Novos Tigres foi um pouco mais modesto do que o dos primeiros. Os Novos Tigres são menos avançados do ponto de vista tecnológico, a mão de obra é menos qualificada e são menos competitivos no mercado mundial.

Alguns desses países têm um forte e expressivo setor primário, como a Malásia (borracha) e a Tailândia (arroz).

A atividade turística também tem crescido bastante nessas nações, principalmente na Indonésia e na Tailândia. O setor continuou crescendo mesmo depois que um tsunami atingiu a região em 2004, destruindo instalações turísticas e matando centenas de milhares de pessoas.

Os Novos Tigres investem em diversos setores da indústria. As Filipinas produzem alimentos, roupas e equipamentos elétricos. A Indonésia tem indústrias químicas, têxteis, de componentes eletrônicos, de pneus, papel, cimento e bicicletas. Na Tailândia, existem indústrias de computadores, eletroeletrônicos, sapatos e joias, enquanto a Malásia produz cimento, aparelhos eletrônicos e pneus.

A Indonésia é grande produtora de petróleo e gás natural e fez parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) no período de 1962 a 2009.

Além desses países, podemos citar o Vietnã, que, embora se autodenomine República Socialista do Vietnã, utiliza mecanismos de economia de mercado, como um provável novo integrante do grupo dos Novos Tigres Asiáticos.

Os keiretsu e a indústria japonesa

No período anterior à guerra, a economia japonesa era dominada por quatro grandes zabaitsu: Sumitomo, Mitsubishi, Mitsui, Marubeni, que atuavam na área de aço, comércio exterior, bancos e outros setores- -chave da economia.

Na reestruturação econômica do pós-guerra, essas estruturas se organizaram de forma diferente. Os novos grupos econômicos, chamados de keiretsu, exercem importância fundamental no funcionamento da economia japonesa e de suas companhias. O keiretsu costuma ser uma estrutura em que existe uma empresa de grande poder econômico e um conjunto de pequenas organizações autônomas, mas que dividem departamentos e acordos econômicos. Esses grupos mantiveram as mesmas raízes dos xoguns e das famílias que detinham o poder econômico no Japão da Era Meiji. Um keiretsu é composto de empresas distintas, como a automotiva, a naval, a de aço, a têxtil, a de bebidas, a de eletroeletrônicos, entre outras, ou seja, toda uma vasta linha de produtos e serviços integrados e complementares. No centro do grupo estão um banco e uma companhia de comércio (trade company). Tudo o que é produzido pelas empresas que compõem o keiretsu é comercializado pela respectiva trading, tanto no comércio exterior quanto no interno. Os seis principais keiretsu japoneses são: Mitsui, Mitsubishi, Itochu, Marubeni, Sumitomo e Sojitsu.

Existem três tipos de keiretsu: 
• financeiro, grupo com relações horizontais composto de empresas variadas, que incluem indústrias e bancos em sua estrutura; 
• de distribuição, grupo com relações verticais que controla o fluxo de produtos, serviços e preços da fábrica ao consumidor; 
• de produção, grupo com relações verticais que integra fornecedores e fabricantes de componentes em uma só estrutura. 

Sun Belt ou Cinturão do Sol

Sun Belt, ou Cinturão do Sol, é a região onde se concentram as novas áreas industriais criadas principalmente após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), que se diferenciaram da tradicional industrialização do Nordeste por uti lizar novas tecnologias, como a informática, a biotecnologia, a indústria aeroespacial e a microeletrônica, tí picas da Terceira Revolução Industrial.

As regiões Sul e Oeste do país beneficiaram-se dessa descentralização industrial, gerada pela busca de novas áreas que oferecessem menor custo de produção e uma mão de obra mais barata e qualificada. Os estímulos do governo e a descentralização da indústria bélica também foram fundamentais para a mudança de localização das indústrias.

Os centros dessas novas áreas industriais estão localizados nos estados do Texas (Sul), Flórida (Sudeste), Washington (Nordeste) e Califórnia (Oeste). Na costa oeste, no estado da Califórnia, destaca-se o Vale do Silício, assim chamado porque a principal matéria-prima utilizada para o funcionamento de suas indústrias é o silício — empregado na construção de chips para computadores.

No Vale do Silício, uma grande região ao sul da baía de São Francisco, que abrange as cidades de Palo Alto, Santa Clara, San Jose e Cupertino, a partir da década de 1950, foram instaladas indústrias com o objetivo de gerar novas tecnologias e produtos nas áreas de microeletrônica e informática. Muitas empresas que hoje estão entre as maiores do mundo nasceram nessa região: Apple Inc., Altera, Google, Facebook, NVIDIA Corporation, Electronic Arts, Symantec, Advanced Micro Devices (AMD), eBay, Maxtor, Yahoo!, Intel, Hewlett-Packard (HP) e Microsoft. O pioneiro dos parques tecnológicos do Vale do Silício foi o Stanford Research Park, localizado na cidade de Palo Alto, onde se encontra o campus da Universidade de Stanford, próximo às cidades de San Jose e de São Francisco.

Na Califórnia, destacam-se, ainda, as cidades de São Francisco, pelas indústrias de informática e tecnologia de ponta, e Los Angeles, com indústrias especializadas em peças de avião, sondas espaciais, foguetes, eletrônicos, químicos, entre outros.

Na costa oeste, também há grandes centros industriais, como Seattle, no estado de Washington, sede atual da Microsoft, com indústrias de software, biotecnologia e “tecnologia verde”, e Portland, no Oregon, com indústrias de madeira e eletrônicos.

Na cidade de Everett, no estado de Washington, está a maior fábrica de aviões do mundo, a Boeing, cuja sede fica em Chicago, no estado de Illinois.

As indústrias aeroespacial e militar vêm se expandindo para o centro-oeste, principalmente para os estados de Utah e do Arizona.

No Sul, sobressai o estado do Texas, com importantes indústrias petrolíferas, petroquímicas, farmacêuticas, de tecnologia de ponta e aeroespacial, principalmente. Na cidade de Houston está o Centro Espacial Lyndon B. Johnson, que comanda os voos tripulados da Nasa, a agência espacial do país. Austin, a capital do estado, ganhou o apelido de “colinas do silício” por abrigar um parque tecnológico de indústrias de eletrônica e de informática ligado à Universidade do Texas. Aí estão empresas como a Dell e a IBM.

O estado da Flórida, um importante polo turístico, produz computadores, eletrônicos e equipamentos de transportes, além de abrigar o Centro Espacial Kennedy (Nasa), no cabo Canaveral.

Entre outros estados do Sul e Sudeste, destacam- -se a Luisiana (polo petroquímico), a Geórgia (indústrias farmacêuticas e de refrigerantes) e o Alabama (indústrias siderúrgicas).

Atualmente, seguindo uma tendência mundial, as empresas procuram instalar-se em áreas que reú nam mão de obra mais barata e qualificada, pouca organização sindical, isenção fiscal e menor custo de produção. Nas últimas décadas, estabeleceram-se em áreas com tais características indústrias de tecnologia de ponta, com parques científicos, principalmente nos estados de Wisconsin, Ohio, Delaware e Massachusetts. Observe o mapa abaixo.


Manufacturing Belt ou Cinturão Fabril

Essa região que se estende do nordeste dos Estados Unidos até os Grandes Lagos, onde se iniciou a industrialização do país, forma atualmente a maior concentração urbano-industrial do mundo, embora tenha precisado se adaptar a novas tecnologias e a novos fatores locacionais da Terceira Revolução Industrial.

O Manufacturing Belt era composto de indústrias típicas da Primeira e da Segunda Revolução Industrial — indústrias de bens de produção, bens intermediários e bens de consumo duráveis. Em virtude da decadência de muitas delas, passou a ser chamado Rust Belt (Cinturão de Ferrugem).

Em Detroit, que já foi considerada a capital do automóvel, estão as sedes das principais montadoras de automóveis dos Estados Unidos, mas, atualmente, a cidade se encontra em franca decadência.

Nos últimos anos, muitas indústrias da Terceira Revolução Industrial, como as de informática, biotecnologia e robótica, têm se instalado no Cinturão Fabril.

Em virtude do grande número de siderúrgicas, Pittsburg ainda é conhecida como “a cidade do aço”, mas muitas delas, extremamente poluidoras, foram substituídas por indústrias de alta tecnologia. Fora do Japão, a cidade de Pittsburg é uma das maiores produtoras de equipamentos robóticos do mundo. Sua produção de aço, atualmente, não se destina à exportação; as siderúrgicas locais trabalham agora com um tipo de aço usado pela indústria automobilística nacional.

Boston, capital de Massachusetts, é uma cidade antiga (1630) e tradicional. Tornou-se o centro de um parque tecnológico denominado Rota 128 (em inglês Route 128), que concentra, principalmente, empresas do setor de eletrônica, influenciadas pelas universidades da região, como o Massachusetts Institute of Technology (MIT) e a Harvard University. Esse parque tem ainda indústrias bélicas, de equipamentos médicos e de biotecnologia.

Outro parque tecnológico, localizado na costa leste do país, é o Research Triangle Park (RTP), no estado da Carolina do Norte, criado ao redor de três universidades: Duke University, North Carolina State University e University of North Carolina. Concentra aproximadamente cem empresas, que realizam atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D).

Os tecnopolos

Apesar da tendência de dispersão, os novos fatores locacionais fizeram surgir um novo tipo de concentração industrial: os tecnopolos ou parques tecnológicos.

O tecnopolo é um centro industrial e tecnológico que reúne, em um mesmo local, atividades de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), como universidades e empresas de alta tecnologia. Na era dos tecnopolos, um novo “capital” é muito valorizado: o capital intelectual. Por isso a universidade é fundamental nesses locais. Não existe aí uma cadeia industrial baseada na complementação de produtos, mas uma produção em que o principal capital é o conhecimento. Uma infraestrutura de infovias (fibra óptica, internet banda larga) com um bom sistema de comunicação é essencial para a instalação de um tecnopolo.

Os Estados Unidos, a Inglaterra, a França e o Japão foram, nas décadas de 1960 e 1970, os pioneiros na implantação dos Parques de Ciência e Tecnologia. Os primeiros parques tecnológicos foram o Vale do Silício, na Califórnia, que teve origem na Universidade de Stanford, e a Rota 128, na região de Boston, Massachusetts, no fim da década de 1950 e início da década de 1960. Na Europa, os pioneiros foram Sophia-Antipolis, na França, e Cambridge, no Reino Unido, no início dos anos 1970. No Japão, destaca-se o parque tecnológico de Tsukuba, implantado de 1968 até a década de 1980.

No Brasil, existem tecnopolos criados em torno da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCC-SP), do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, do Instituto de Pesquisas Renato Archer (CenPRA) e de uma unidade da Embrapa. Em São José dos Campos, o chamado “tecnopolo aeroespacial” formou-se em torno do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), do Centro Tec nológico Aeroespacial (CTA), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), do Instituto de Aero náutica e Espaço, da Embraer, da Avibras e da Agência Espacial Brasileira.

Outras instalações importantes são o tecnopolo de São Carlos (SP), o Parque Tecnológico de Belo Ho rizonte (MG), o Tecnopolo de Londrina (PR), o Tec nopolo Farmacêutico e Biotecnológico do Pernam buco, em Petrolina (PE), o Centro de Biotecnologia da Amazônia, em Manaus (AM), e o Tecnopolo do Petróleo na ilha do Fundão, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). 

Localização industrial: concentração e dispersão

As indústrias mais tradicionais, como a metalúrgica, a automobilística e as indústrias de bens de consumo, características da Segunda Revolução Industrial, estão mais atreladas a fatores como capital, fontes de energia, matéria-prima, transportes, comunicações, água, incentivos fiscais e mercados consumidores. As indústrias da Terceira Revolução Industrial, na maioria das vezes, demandam mão de obra qualificada, centros de pesquisa e universidades para a sua instalação.

Essas diferenças originaram dois principais padrões de localização industrial: a concentração industrial e a dispersão industrial.

A concentração industrial ocorreu logo no início da industrialização, quando apenas alguns países realizaram a Revolução Industrial, muitas vezes ao lado de jazidas minerais e em áreas próximas a cursos de rios, por exemplo. Seguindo a lógica de que “indústria atrai indústria”, áreas já industrializadas eram a escolha para a instalação de várias outras empresas.

Algumas dessas áreas continuam ativas, com menor densidade de fábricas ou substituição por indústrias da Terceira Revolução Industrial, como em algumas regiões do nordeste dos Estados Unidos. Entretanto, outras entraram em decadência, como a região de Detroit, também nos Estados Unidos.

Após a Terceira Revolução Industrial, é possível observarmos a tendência de dispersão industrial, ou seja, o movimento de saída de empresas de áreas altamente industrializadas. A dispersão industrial tem sido mais rápida em escala regional e local, embora ocorra também em escala global.

As empresas têm saído das áreas mais industrializadas para evitar problemas como o alto preço dos terrenos, os impostos pesados, a mão de obra mais cara, o congestionamento e a poluição. A dispersão industrial tem como consequência a descentralização do capital, do mercado de trabalho e do consumo. Com essa mudança, cidades médias estão crescendo tanto no Brasil como no mundo, pois algumas indústrias optam por sair das metrópoles e cidades maiores em busca de menores custos em cidades menores.

O processo de dispersão industrial, em escala global, está ligado a dois tipos de industrialização: a industrialização clássica (séculos XVIII e XIX) e a tardia, dos Novos Países Indus trializados (séculos XX e XXI).

Além dos dois tipos de industrialização citados acima, ainda há um terceiro, que ocorreu nos países socialistas, dentro da política de economia planificada. Essa industrialização também foi tardia, já que ocorreu no século XX.

Just-in-time – o pós-fordismo

Na Terceira Revolução Industrial, as empresas diversificaram sua forma de atuação para reduzir custos e aumentar o lucro. As fábricas globais e a terceirização, vistas na Unidade 1, são algumas das estratégias utilizadas. Além disso, as empresas passaram a adotar um novo método de trabalho.

No século XXI, o fordismo já está ultrapassado. A nova indústria precisa de um trabalhador criativo e que participe de todo o processo de produção, e não há mais espaço para a rígida separação entre a direção (que pensa) e o operário (que executa). Atualmente, a linha de montagem é cada vez mais automatizada, as empresas utilizam mão de obra terceirizada (temporária ou autônoma) e, para evitar o desperdício, os estoques (de matéria-prima e de produtos acabados) são calculados tendo em vista as solicitações do mercado. Cada vez mais aumenta a demanda pelo trabalhador qualificado e polivalente, que opera as máquinas e contribui para a melhoria da produção. Esse novo sistema, que surgiu na década de 1950 no Japão, é denominado just-in-time ou toyotismo.

Agricultura orgânica e hidroponia

Se os transgênicos causam polêmica e são rejeitados, outro tipo de produto agrícola está em alta: os orgânicos. O cultivo desses produtos leva em conta os cuidados com o meio ambiente e com a saúde. Sua produção é mais cara e, portanto, destina- -se a um grupo específico de consumidores.

O Programa Nacional Orgânico (NOP), organismo que controla esse tipo de produto nos Estados Unidos, só concede o selo “Certificado Orgânico” aos produtos que tiverem 95% de conteúdo orgânico.

Os produtos “naturais” diferem dos “orgânicos” porque, para serem classificados dessa forma, basta que eles não contenham aditivos. Isso significa que a carne de frango sem corantes ou conservantes é considerada “natural”, apesar de proceder de animais criados com hormônios e alimentados com grãos cultivados com fertilizantes químicos.

A hidroponia é uma técnica de agricultura sem o uso do solo. No modo mais comum de hidroponia, as raízes ficam imersas em uma solução de água com todos os nutrientes necessários para o crescimento das plantas. Pode ser praticada em escala doméstica ou comercial.

Agricultura moderna ou de precisão

É a agricultura típica de países desenvolvidos, como os Estados Unidos e os países da Europa ocidental. Também é praticada no Canadá, no Japão, na Austrália, na Nova Zelândia e em países emergentes, como a Rússia, o Brasil e a Argentina. Caracteriza-se pelo uso de sementes selecionadas, pequena mão de obra, uso intensivo de máquinas, técnicas modernas e caráter empresarial.

A agricultura dos Estados Unidos, a mais desenvolvida do mundo, organiza sua produção em grandes faixas ou cinturões agrícolas (belts) especializados no cultivo de determinados produtos (trigo, milho, algodão e produtos subtropicais). Grandes propriedades, mão de obra familiar e alta mecanização caracterizam os cinturões agrícolas norte-americanos.

O agronegócio ou agrobusiness é uma característica da agricultura moderna, que recebe investimentos intensivos de capitais e tecnologia. Compreende todas as operações de produção agrícola: o preparo da terra, a colheita, o armazenamento e a distribuição desses produtos e seus derivados.

Agricultura de precisão, que utiliza sistemas de sensoriamento remoto, centro de pesquisas em biotecnologia e tecnologia da informação são expressões muito usadas na agricultura moderna.

Com a agricultura de precisão é possível mapear a área plantada e determinar onde é preciso corrigir o solo. Essa técnica é realizada com o uso de sensores conectados a satélites e tratores equipados com GPS, sistema que envia e recebe sinais dos satélites, o que permite fazer um levantamento da situação da lavoura.

A existência de uma boa rede de telecomunicações é fundamental para a tecnologia da informação. Um polo de informática produz softwares para uso dos agricultores. Esses métodos modernos de processamento de produção, armazenamento e distribuição de produtos são essenciais para o agrobusiness.

Todas essas técnicas modernas, no entanto, não resolvem alguns problemas crônicos da agropecuária de alguns países: a necessidade de reforma agrária, a erradicação da mão de obra escrava e a predominância de relações perversas de trabalho. Além disso, com a utilização da biotecnologia agrícola, que pretende apenas aumentar a produtividade e os lucros dessa atividade, o acesso a essas técnicas vai aumentar ainda mais as diferenças entre os agricultores de países ricos e os de países pobres, já que as patentes técnicas encontram-se nas mãos de grandes transnacionais.

Agrossistemas ou sistemas agrários

Agrossistema ou sistema agrário é o tipo ou o modo de produção agropecuária que leva em consideração vários critérios para a organização do espaço agrário, embora todos eles estejam associados a três fatores básicos.
  • O capital: É o fator que define se o sistema agrícola é atrasado ou moderno, intensivo ou extensivo.
  • A terra: É o local de fixação das sementes e define o tamanho das propriedades.
  • O trabalho: Utiliza grande ou pequena quantidade de mão de obra, qualificada ou não qualificada, familiar ou contratada.
Os principais critérios utilizados para definir os agrossistemas são a densidade da produção no espaço, a estrutura fundiária, a finalidade da produção, as relações de trabalho e as técnicas utilizadas.

A agropecuária extensiva se caracteriza pela pequena concentração de atividades nas propriedades e menor produtividade por hectare. A agropecuária intensiva aproveita ao máximo o espaço físico, com atividades concentradas e altos rendimentos por hectare. Embora não seja regra geral, o sistema intensivo utiliza mais frequentemente propriedades menores, e o sistema extensivo, propriedades maiores.

De acordo com o tamanho ou a estrutura fundiária, as propriedades podem ser classificadas em latifúndios (grandes propriedades), médias propriedades e minifúndios (pequenas propriedades). No Brasil, onde o problema da posse da terra é delicado, os latifúndios são considerados segundo dois critérios: o latifúndio por extensão, que leva em conta o tamanho das propriedades; e os latifúndios por exploração, que embora não sejam propriedades muito extensas são mantidas improdutivas para fins de especulação imobiliária.

Quando a produção agropecuária é destinada aos mercados interno ou externo e utiliza mão de obra contratada (fixa ou temporária), recebe o nome de agropecuária comercial ou patronal. Se a produção é destinada ao mercado e quem trabalha na propriedade é o núcleo familiar, é denominada agricultura familiar. Caso a produção atenda apenas às necessidades de consumo do agricultor e de sua família, é chamada agricultura de subsistência.

Quanto às técnicas empregadas, os sistemas agrários podem ser classificados em tradicionais (itinerante, jardinagem e plantation), modernos (agricultura de precisão ou moderna) e de técnicas alternativas (agricultura orgânica e hidroponia).