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Texto e Atividades de História: ARTE NACIONALISTA

O movimento modernista, que despontou no Brasil nos anos 1920, esforçou-se por recuperar as raízes da cultura brasileira e expressar, na arte, os traços fundamentais da identidade nacional. O fato de o ideal nacionalista aproximar o Estado Novo da estética modernista levou o governo de Vargas a patrocinar e divulgar muitos artistas, como o paulista Candido Portinari.

Esse artista aproximou-se dos modernistas e desenvolveu uma pintura marcada por temáticas sociais, como a tela Café, produzida em 1935, dois anos antes da instauração do Estado Novo. Observe a obra e realize as atividades a seguir em dupla.




1  - Note que a pintura de Portinari está dividida em três planos distintos. O que está representado em cada um desses planos? 
2 -  Qual desses três planos é o mais importante para compreendermos a temática da obra? Por quê? 
3  - Portinari representa a produção cafeeira por meio dos trabalhadores envolvidos no processo e da ação que eles realizam. Indique quais são os principais elementos representados na tela e levante uma hipótese: por que o artista decidiu representar a lavoura de café dessa maneira? 
4  - Quais temas e valores defendidos pelo governo de Getúlio Vargas podem ser identificados nessa pintura de Portinari?

RESPOSTAS:
1. No terceiro plano, vemos a lavoura de café, ocupando um espaço menor na tela. Esse é o espaço da atividade econômica. No segundo plano vemos vários trabalhadores (homens e mulheres) colhendo, ensacando e transportando sacas de café. Esse é o espaço do trabalho e do controle do trabalho. Em primeiro plano, vemos dois homens carregando sacas de café na cabeça, ao lado uma mulher sentada (lado esquerdo) e um homem com um balde (lado direito). Esse é o espaço do trabalho e do trabalhador, que aparece com destaque. 

2. Na maioria das vezes, o primeiro plano é o mais importante da pintura, porque é para ele que o olhar do observador se dirige primeiro. Nessa pintura de Portinari, até mesmo as dimensões exageradas das figuras humanas no primeiro plano deixam em evidência que o trabalhador é a temática da obra. 

3. A pintura representa a produção de café, colocando em destaque o trabalhador e o trabalho envolvido nesse processo. A plantação de café aparece no terceiro plano, ao fundo. O maior destaque está no trabalhador (representado no primeiro e no segundo planos) e no trabalho, que aparece principalmente na ação da colheita, no ensacamento e no carregamento do café. Os trabalhadores chamam atenção pelas formas aumentadas (pés e mãos avantajados) dos seus corpos, remetendo à força e à importância do trabalho humano. A terra ocupa grande parte da cena e os pés dos trabalhadores parecem fincados nela, ressaltando a relação entre ambos e sua importância para a sociedade. Essa escolha demonstra que, para o artista, o aspecto mais importante da economia e da produção de um país são os trabalhadores e o trabalho que eles executam, responsáveis pelos produtos finais que depois são comercializados. 

4. A imagem do trabalhador brasileiro. Na tela Café, o trabalhador aparece como protagonista. Sua imagem tem um caráter heroico, idealizado. Esses aspectos aproximam a visão do artista à visão que o governo Vargas divulgava em seu material de propaganda. O intuito do governo Vargas era justamente valorizar a figura do trabalhador. 

Texto e Atividades de História: A independência do México


1. Do ponto de vista social, como o artista representou a luta pela independência do México nessa pintura?
2. Quais aspectos da pintura permitem identificar a liderança do movimento?

RESPOSTAS:
1. O movimento pela independência foi representado pelo artista como uma frente que reuniu indígenas, mestiços, criollos, africanos, militares e setores do clero, liderados pelo padre Morellos. O artista representou o movimento como um amplo pacto social na colônia visando derrotar a dominação espanhola. 

2. O líder do movimento, o padre Morellos, está repre- sentado à frente e no centro do grupo, aspecto que põe em evidência o seu protagonismo na luta. O padre aparece com o texto constitucional na mão, aspecto que o diferencia do padre Hidalgo.

Texto e Atividades de Geografia: O meio técnico-científico-informacional

O meio técnico-científico-informacional

Uma palavra relativamente abandonada do vocabulário da Geografia volta agora a ter evidência. Referimo-­nos ao vocábulo “meio”. Com os progressos alcançados no conhecimento das galáxias, a palavra “espaço” passou a ser utilizada com maior ênfase para designar espaço sideral interplanetário. Também nessa fase da pós­-modernidade, a mesma palavra “espaço” ganhou um uso crescentemente metafórico em diversas disciplinas.

O meio resulta de uma adaptação sucessiva da superfície da Terra às necessidades dos homens. Nos primórdios da História registravam-se alterações isoladas, ao sabor das civilizações emergentes, até o pro cesso de internacionalização criar em diversos lugares feições semelhantes. Agora, existe uma tendência à generalização à escala mundial dos mesmos objetos geográficos e das mesmas paisagens.

A globalização leva à afirmação de um novo meio geográfico cuja produção é deliberada e que é tanto mais produtivo quanto maior for o seu conteúdo em ciência, tecnologia e informação. Esse meio técnico­ ­científico-­informacional dá­ se em muitos lugares (Europa, Estados Unidos, Japão, parte da América Latina) de forma extensa e contínua, enquanto em outros (África, Ásia, parte da América Latina) apenas pode se manifestar como manchas ou pontos. Cria­-se, desse modo, uma oposição entre espaços adaptados às exigências das ações econômicas, políticas e culturais características da globalização e outras áreas não dotadas dessas virtualidades, for mando o que, imaginativamente, podemos chamar de espaços luminosos e espaços opacos.

No caso do Brasil, o velho contraste entre o país costeiro e o país interior e a mais recente oposição entre centro e periferia cedem lugar a uma nova oposição: de um lado, esse meio técnico-científico­informacional, espaço do artifício, formado, sobretudo, pelo Sul e pelo Sudeste; do outro, o restante do território nacional.

SANTOS, Mílton. Entenda sua época. Folha de S.Paulo, São Paulo, 13 abr. 1997. p. 5-9. Disponível em: www1.folha.uol. com.br/fsp/mais/fs130419.htm. Acesso em: 15 set. 2015.

  •  Agora que você já leu o texto, faça o que se pede.
Imagem noturna da América do Sul obtida por satélites em 2012.

1. Observe a imagem e determine um espaço luminoso e um espaço opaco no Brasil e na América do Sul. 
2. Explique como pode ser definido o “novo meio geográfico”, segundo Milton Santos. 

RESPOSTAS:
1. A região Sudeste do Brasil e a Venezuela são pontos luminosos, enquanto a região Norte brasileira e muitos pontos da América do Sul, como Peru e Bolívia, e Central são espaços opacos. 
2. Segundo Milton Santos, o “novo meio geográfico” pode ser definido como um meio geográfico produzido propositadamente pelos seres humanos e que é mais elaborado na medida em que há mais conhecimentos em ciência,

Texto e Atividades de Geografia: A crise de 1929

A crise de 1929

A crise que começou com a quebra da Bolsa de Nova York, nos Estados Unidos, em 1929, propagou-se por toda a economia estadunidense e, com as operações do comércio exterior e a movimentação do capital nos mercados globais, acabou atingindo a economia mundial, provocando uma grave e duradoura recessão.

Dois fatores foram fundamentais para a recessão que se seguiu à quebra da Bolsa de Nova York, nos Estados Unidos: a falta de recursos monetários para os países arcarem com o pagamento das dívidas, a chamada crise de liquidez; e a diminuição do consumo em consequência do desemprego e dos baixos salários, o que gerou uma superprodução. A recessão mundial, por sua vez, pode ser explicada pela estreita relação entre as diversas economias nesse período.

O combate às sequelas sociais deixadas pela crise levou o Estado a colocar em prática medidas que contrariavam o liberalismo econômico. A partir de então, o papel econômico do Estado se fortaleceu para evitar a ocorrência de outras crises da mesma magnitude. Nos Estados Unidos, a política estatal implementada pelo presidente Franklin Delano Roosevelt para amenizar os efeitos da recessão foi chamada de New Deal.

Desempregados recebem alimento durante a Grande Depressão, em Los Angeles,
Califórnia. Foto de 1930.

O programa econômico do novo presidente apresentava grandes contradições, já que propunha aumentar a intervenção estatal e ao mesmo tempo pretendia reduzir o deficit público, cortando gastos. Uma boa parte dos empresários foi contra essas propostas porque elas interferiam nos preços de mercado. SÁNCHEZ, J. Aróstegui et al. Historia del mundo contemporáneo. Barcelona: Vicens Vives, 2005. p. 154. (Adaptado.)

1. Qual foi a teoria econômica adotada pelos Estados Unidos depois da crise de 1929? 
2. Por que podemos dizer que a crise de 1929 abalou os fundamentos do capitalismo? 
3. Compare as crises econômicas de 1929 e de 2008.

RESPOSTAS:
1. O governo dos Estados Unidos assumiu a política estatal conhecida como New Deal. 

2. A crise de 1929 abalou os fundamentos do capitalismo porque foi necessário que o Estado interviesse na economia, ação contrária à autorregulação do mercado proposta pelo capitalismo. 

3. As crises econômicas de 1929 e de 2008 foram resultado de especulação e excesso de utilização de créditos, sem uma fiscalização do mercado financeiro por parte dos governos, característica da política neoliberal. Tive ram início nos Estados Unidos e rapidamente se espalharam pelo mundo, atingindo, com mais ou menos intensidade, a economia dos países, principalmente os da Europa.

Texto e Atividades de Geografia: Conflito na Caxemira

Conflito na Caxemira 

Em 2020, uma das operações de manutenção da paz existentes no mundo era o Grupo de Observadores Militares das Nações Unidas para Índia e Paquistão (UNMOGIP, sigla em inglês). A Índia e o Paquistão, após se tornarem independentes do Reino Unido, em 1947, travaram conflitos pela região da Caxemira. Em 1949, a ONU enviou observadores militares para fiscalizar o primeiro cessar-fogo acordado entre Índia e Paquistão, mas, devido aos conflitos posteriores, mantém-se, desde a década de 1970, o monitoramento da região. Observe o mapa ao lado. 

1. Índia, Paquistão e China possuem porções territoriais na região da Caxemira. Pesquise as razões do conflito ali existente, relacionando-as aos interesses de soberania dos referidos Estados nacionais. 
2. Devido às guerras relacionadas à região da Caxemira travadas entre Índia e Paquistão, ambos os países desenvolveram a bomba atômica. Nesse sentido, a atuação das organizações internacionais pode se tornar ainda mais relevante na intermediação dos conflitos na Caxemira?

RESPOSTAS:
1. A principal razão dos conflitos na região da Caxemira é de ordem religiosa. A Índia é um país de maioria hinduísta; e o Paquistão possui maioria islâmica. Desde a independência, a delimitação fronteiriça e a consequente formação dos dois Estados nacionais têm originado disputas territoriais, dado o fato de a população da Caxemira ser predominantemente islâmica, alimentando um desejo de pertencimento ao Paquistão. A Índia, por sua vez, também reivindica a totalidade do território da região. O conflito religioso, portanto, revela as disputas territoriais e a afirmação das soberanias indiana e paquistanesa. A China, potência econômica e militar vizinha, também possui uma porção do território da Caxemira, o que amplia as disputas e a complexidade dos interesses pela região, que liga de forma estratégica as diferentes porções do continente asiático e é onde se localiza parte da cordilheira do Himalaia, cujos glaciares são importantes reservas de água doce. 

2. Uma vez que Índia e Paquistão já desenvolveram e testaram bombas atômicas, a atuação de organizações internacionais pode ser decisiva para impedir um conflito nuclear entre os países, que acarretaria um desastre humanitário de grandes proporções.

Texto e Atividades de Geografia: Redes mundiais e funções centrais de comando

Redes mundiais e funções centrais de comando

“A globalização das operações de uma empresa traz com ela a enorme tarefa de coordenação e gestão. Isso não é novo, mas o trabalho aumentou nas últimas duas décadas e se tornou mais complexo. Além disso, a dispersão das operações de uma empresa não ocorre por meio de uma única forma organizacional; pelo contrário, por trás dos números, há muitas formas organizacionais, hierarquias de controle e graus de autonomia diferentes. A rede global integrada de centros financeiros é mais uma forma dessa combinação de dispersão e complexidade crescente das funções centrais de gestão e coordenação.

Tem importância para esta análise a dinâmica que conecta a dispersão de atividades econômicas com o peso e o crescimento de funções centrais. Em termos de soberania e globalização, isso significa que uma interpretação do impacto da globalização como algo que cria uma economia espacial que se estende além da capacidade regulatória de um único Estado é apenas a metade da história; a outra metade é que as funções centrais se concentram desproporcionalmente nos territórios nacionais dos países muito desenvolvidos.

Com a expressão funções centrais, não quero dizer apenas as matrizes de alto nível; estou me referindo a todas as funções superiores financeiras, legais, contábeis, gerenciais, executivas e de planejamento que são necessárias para administrar uma organização corporativa que opera em mais de um país e, cada vez mais, em vários países. […] essas funções centrais estão parcialmente enraizadas nas matrizes, mas também estão em boa parte enraizadas naquilo que tem sido chamado de complexo de serviços corporativos – ou seja, a rede de empresas financeiras, legais, contábeis e de publicidade que lidam com as complexidades de operar em mais de um sistema legal nacional, em mais de um sistema contábil nacional, em mais de uma cultura de publicidade e assim por diante, e o fazem frente a rápidas inovações em todos esses campos. Esses serviços se tornam tão especializados e complexos que as matrizes cada vez mais os compram de empresas especializadas, em vez de produzi-los na sede. Essas aglomerações de empresas que realizam funções centrais para a gestão e coordenação de sistemas econômicos globais se concentram de maneira desproporcional nos países altamente desenvolvidos – particularmente, mas não exclusivamente, em cidades globais. Essas concentrações de funções representam um fator estratégico na organização da economia global.”
SASSEN, Saskia. Sociologia da globalização. Porto Alegre: Artmed, 2010. p. 55-56.

1. Relacione as questões abordadas no texto com os temas desenvolvidos no capítulo. 
2. O que você entende pela expressão “economia espacial que se estende além da capacidade regulatória de um único Estado”? 
3. Explique o significado de “complexo de serviços corporativos”.

RESPOSTAS:
1. A estruturação de redes geográficas globais possibilita fluxos de informações, capitais e mercadorias em escala mundial, além de facilitar dispersão de atividades econômicas em diferentes pontos do planeta. No entanto, as funções centrais das grandes corporações multinacionais estão concentradas nos países desenvolvidos, particularmente nos mais poderosos e ricos.

2. As estruturas produtivas, de circulação do capital e de distribuição que têm caráter global precisam lidar com legislações de vários países.

3. De acordo com o texto, é uma rede de empresas financeiras, legais, contábeis e de publicidade que lidam com as complexidades de operar em mais de um sistema legal nacional, em mais de um sistema contábil nacional, em mais de uma cultura de publicidade etc.

Texto e Atividades de Geografia: O futuro do poder

O futuro do poder

“Qualquer avaliação do poder americano nas próximas décadas encontra várias dificuldades. Como já vimos, muitos esforços anteriores ficaram distante da realidade. É um castigo lembrar como foram terrivelmente exageradas as estimativas americanas sobre o poder soviético na década de 1970 e do poder japonês na década seguinte. Hoje, alguns preveem com segurança que o século XXI verá a China substituir os Estados Unidos como Estado líder do mundo, enquanto outros, com igual segurança, argumentam que ‘os Estados Unidos estão apenas no início do seu poder. O século XXI será o século americano’. Mas eventos imprevistos com frequência derrubam projeções. Há uma série de possíveis futuros, não apenas um.
Sobre o poder americano em relação à China, muito vai depender das incertezas da mudança política futura nesse país. Salvo essas incertezas políticas, o tamanho da China e o alto índice de crescimento econômico quase certamente aumentarão sua força relativa diante dos Estados Unidos. Isso vai aproximá-la dos Estados Unidos no que se refere a recursos de poder, mas não necessariamente significa que irá superar os Estados Unidos como o país mais poderoso. Mesmo que a China não sofra nenhum revés político interno importante, muitas projeções atuais, baseadas apenas no crescimento do PIB, são demasiado unidimensionais e ignoram as vantagens das forças armadas e do poder brando americanos, assim como as desvantagens geopolíticas da China no equilíbrio de poder interno asiático, comparadas às relações provavelmente favoráveis da América com a Europa, o Japão, a Índia e outros países. Minha própria estimativa é que, entre a série de futuros possíveis, os mais prováveis são aqueles em que a China compita renhidamente com os Estados Unidos, mas não os supere em poder geral na primeira metade deste século. [...]
Descrever a transição do poder no século XXI como sendo uma questão do declínio americano é inexato e ilusório. Essa análise pode conduzir a implicações políticas perigosas e encorajar a China a se envolver em políticas aventurosas ou os Estados Unidos reagirem exageradamente por medo. A América não está em declínio e é provável que permaneça mais poderosa do que qualquer outro país isoladamente nas próximas décadas, embora a preponderância econômica e cultural americana vá se tornar menos dominante do que era no início do século.” 
NYE JR., Joseph S. O futuro do poder. São Paulo: Benvirá, 2012. p. 255-257

1. Explique os dois exemplos citados no texto de que as previsões sobre o poder podem ser exageradas. 2. Por que o autor acredita que a análise dos que defendem que a China vai superar os Estados Unidos nas próximas décadas é parcial? 
3. Cite um exemplo, discutido neste capítulo, que apoia a ideia do autor de que a China apresenta desvantagens no equilíbrio de poder dentro da própria Ásia. 
4. Além do poder brando, o autor menciona, em algum momento do texto, o poder duro (hard power) dos Estados Unidos?

RESPOSTAS:
1. O autor cita os casos da União Soviética na década de 1970 e do Japão na década de 1980. A economia soviética nessa época começou a dar sinais de esgotamento, o que levou ao seu desmantelamento no início da década de 1990. O Japão, que era visto como país capaz de fazer frente à economia estadunidense, declinou seu ritmo de crescimento a partir da década de 1990 e hoje foi superado pela economia chinesa. 

2. Pelo fato de estarem focadas essencialmente no crescimento do PIB. 

3. A China apresenta problemas dentro do seu próprio território com as suas regiões autônomas separatistas: Tibet, Mongólia Interior e Xinjiang-Uigur. Apresenta muitas questões pendentes com seus vizinhos que podem ser exemplificadas com a questão da reincorporação de Taiwan; as disputas de territórios insulares no Mar da China Meridional com o Vietnã, as Filipinas, Brunei, Taiwan e Malásia; e as disputas de territórios insulares no Mar da China Oriental com o Japão. 

4. Sim, quando cita a importância das forças armadas.

Texto e Atividades de Geografia: Acordo nuclear iraniano

Acordo nuclear iraniano

A imagem a seguir registra o anúncio da conclusão de um dos principais acordos diplomáticos deste início de século.
O Irã e o grupo P5+1 (formado pelos 5 membros do Conselho de Segurança da ONU mais a Alemanha) chegaram a um acordo sobre o programa nuclear iraniano após mais de uma década de negociações, para impedir que o país integre o seleto grupo dos detentores de armas atômicas, conhecido como clube nuclear. 
Embora o Irã sempre tenha afirmado que o seu programa destinava-se a fins pacíficos, acreditava-se que a finalidade era a fabricação de bombas nucleares. Desde 2006, quando foram iniciadas as negociações, o país sofreu diversas sanções econômicas da ONU que debilitaram sua economia. Com o acordo, elas serão gradualmente retiradas, mas caberá ao Irã cumprir as restrições impostas pelo acordo e submeter suas instalações de energia atômica às inspeções internacionais. 

1. Faça uma legenda identificando o nome dos países da União Europeia mais o Irã, de acordo com a numeração indicada abaixo de cada um de seus representantes. 
2. Converse com o professor e com os colegas e indique pelo menos seis países que pertencem ao clube nuclear.
  
RESPOSTAS:
1. Os representantes dos países do grupo P5+1, da União Europeia e do Irã anunciam, em abril de 2015, o acordo sobre o programa nuclear iraniano, na cidade de Lausanne (Suíça). Na imagem, a disposição dos representantes, da esquerda para a direita, são: 1. China; 2. França; 3. Alemanha; 4. União Europeia; 5. Irã; 6. Rússia; 7. Reino Unido; 8. Estados Unidos. Cabe comentar com os estudantes que as personalidades da imagem são, da esquerda para a direita: o Chefe da Missão da República Popular da China para a União Europeia, Hailong Wu; o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Laurent Fabius; o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier; a representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Federica Mogherini; o ministro das Relações Exteriores iraniano, Javad Zarifat; um representante russo não identificado; o secretário do Exterior britânico Philip Hammond, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry. 

2. Podem ser citados: Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, França, China, Índia, Paquistão, Israel e Coreia do Norte. Observação: Israel nunca afirmou ter armas nucleares.

Texto e Atividades de Geografia: Confronto ideológico

Confronto ideológico 

Na Guerra Fria, a disputa também foi ideológica. A propaganda era uma arma muito utilizada para sublinhar os defeitos do sistema econômico e político oposto e ressaltar as virtudes do seu próprio sistema.


RESPOSTAS:
1. No capitalismo, a renda nacional é acumulada por uma elite e destinada à produção de meios de destruição bélica. Em destaque, o trabalhador conta, abatido, as parcas moedas que lhe cabem acumular nesse sistema econômico, ressaltando a injustiça social. No socialismo soviético a renda é destinada ao desenvolvimento, ao progresso econômico e à população. O cidadão soviético, bem-vestido e agasalhado, mal consegue segurar as mercadorias que acabou de comprar. 

2. Mostrar que os Estados Unidos, sob o comunismo, seriam conduzidos ao caos. “Is this tomorrow?” (“É este o amanhã?”). “America under communism!” (“América sob o comunismo!”).

Texto e Atividades de Geografia: O sepultamento do comunismo

O sepultamento do comunismo 

O cartunista Edmund S. Valtman (1914-2005) nasceu na Estônia, viveu o início do domínio soviético e migrou para os Estados Unidos. Ficou famoso pela postura anticomunista expressa em seus cartuns, publicados na imprensa estadunidense no período da Guerra Fria. Observe o cartum e responda às questões. 
Nas nuvens, lê-se: “Paraíso comunista”; e sob o cortejo fúnebre:
“Eu não posso acreditar nos meus olhos”.

1. Que papel ocupam na história os quatro personagens em destaque? 
2. Discuta o seu conteúdo.


RESPOSTAS:
1. Karl Marx, intelectual fundador da filosofia marxista (comunista), teve importante papel revolucionário na segunda metade do século XIX. Lenin, revolucionário e líder do partido bolchevique, liderou a Revolução e foi o primeiro Chefe de Estado de um país socialista. Stalin, revolucionário bolchevique, assumiu o governo soviético após a morte de Lenin, até o início da década de 1950. Comandou a União Soviética durante a Segunda Guerra e a transformou em uma das maiores potências do século XX. Mikhail Gorbatchev, líder soviético na década de 1980, no auge da crise econômica que abalou o mundo socialista. Implantou reformas econômicas (Perestroika) e promoveu a abertura política (Glasnost), mas não conseguiu evitar a desintegração da União Soviética em 1991.

2. Os personagens estão hierarquizados na charge. Marx, figura maior em destaque, apoia-se em um cajado com uma foice e um martelo que simbolizam a “doutrina” comunista: o marxismo. Do outro mundo, ele observa raivoso e não acredita no que vê (“eu não posso acreditar nos meus olhos”): o desdobramento e o fim da sua doutrina filosófica. Logo abaixo, no meio da nuvens, aparecem seus seguidores Lenin e Stalin. Por sua vez, esses personagens expressivos do socialismo russo e soviético também não acreditam no que veem: Gorbatchev sepultando o comunismo, à frente do cortejo com uma coroa de flores