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Questão de Literatura - UNICENTRO 2004 - Dormiu cada qual como pôde, com os seus próprios e secretos sonhos, que os sonhos são como as pessoas

UNICENTRO 2004 - Dormiu cada qual como pôde, com os seus próprios e secretos sonhos, que os sonhos são como as pessoas, acaso parecidos, mas nunca iguais, tão pouco rigoroso seria dizer Vi um homem, como Sonhei com água a correr, não chega isto para sabermos que homem era nem que água corria, a água que correu no sonho é água só do sonhador, não saberemos o que ela significa ao correr se não soubermos que sonhador é esse, e assim vamos do sonhador ao sonhado, do sonhado ao sonhador, perguntando, Um dia terão lástima de nós as gentes do futuro por sabermos tão pouco e tão mal, padre Francisco Gonçalves, isto dissera o padre Bartolomeu Lourenço antes de recolher ao seu quarto, e o padre Francisco Gonçalves, como lhe competia, respondeu, Todo o saber está em Deus, Assim é, respondeu o Voador, mas o saber de Deus é como um rio de água que vai correndo para o mar, é Deus a fonte, os homens o oceano, não valia a pena ter criado tanto universo se não fosse para ser assim, e a nós parece-nos impossível poder alguém dormir depois de ter dito ou ouvido dizer coisas destas. 
SARAMAGO, José. Memorial do convento. 25. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2000. p. 119-20. 
Tem comprovação no texto a afirmativa: 
A) Os homens igualam-se através dos sonhos. 
B) O conhecimento é algo acessível a todos os homens. 
C) A consciência da sabedoria torna vaidoso aquele que a detém. 
D) Os sonhos, por sua intensa subjetividade, não podem ser decifrados. 
E) O homem que não reconhece a sabedoria divina deve ser lastimado.

RESPOSTA:
Letra B.

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