ITA 2005 - O romance Senhora (1875) é uma das obras mais representativas da ficção de José de Alencar. Nesse livro, encontramos a formulação do ideal do amor romântico: o amor verdadeiro e absoluto, quando pode se realizar, leva ao casamento feliz e indissolúvel. Isso se confirma, nessa obra, pelo fato de
a) o par romântico central – Aurélia e Seixas – se casar no início do romance, pois se apaixonam assim que se conhecem.
b) o amor de Aurélia e Seixas surgir imediatamente no primeiro encontro e permanecer intenso até o fim do livro, quando o casal se une efetivamente.
c) o casal Aurélia e Seixas precisar vencer os preconceitos sócio-econômicos para se casar, pois ela é pobre e ele é rico.
d) a união efetiva só se realizar no final da obra, após a recuperação moral de Seixas, que o torna digno do amor de Aurélia.
e) o enriquecimento repentino de Aurélia possibilitar que ela se case com Seixas, fatos que são expostos logo no início do livro.
RESPOSTA:
Letra D.
Ainda que pelo desfecho (o happy end, o triunfo do
amor), pela linguagem e pela articulação folhetinesca,
Senhora configure elementos nucleares do romance
romântico, a idealidade do amor é maculada pelo interesse econômico, móvel do comportamento de Fernando Seixas, que se “vende” duas vezes, intentando
um casamento vantajoso. A única alternativa que contempla essa situação é d. Com efeito, a “união efetiva”
só se realiza quando Seixas se reabilita moralmente,
resgatando sua “independência”, ao restituir (com
juros) o valor do dote que recebera de Aurélia. Romanticamente, o amor triunfa sobre o dinheiro e o indivíduo
supera o “determinismo” do meio social corruptor
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