Leia o texto e responda às questões.
Interferência norte-americana na América Latina
“[...] Os militares eram vistos por Washington como uma ‘ilha de sanidade’ no país [Brasil], e o golpe foi saudado pelo embaixador de Kennedy, Lincoln Gordon, como uma ‘rebelião democrática’, na verdade ‘a mais decisiva vitória isolada da liberdade neste meio de século’. Gordon, ex-economista da Universidade de Harvard, acrescentou que essa ‘vitória da liberdade’ – isto é, a derrubada violenta da democracia parlamentar – iria ‘criar um clima muito mais propício ao investimento privado’, lançando desse modo algumas luzes sobre o significado prático de termos como liberdade e democracia.”
CHOMSKY, Noam. O lucro ou as pessoas: neoliberalismo e ordem global. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002. p. 55-56.
a) A que golpe o texto faz referência?
b) A estratégia estadunidense de intervenção na América Latina visava à “segurança interna” desses países. Contra quem os Estados Unidos pretendiam “protegê-los”?
c) No texto, são citados argumentos como democracia e liberdade para a intervenção dos Estados Unidos. Qual era o real significado de democracia e liberdade para os estrategistas estadunidenses nesse período?
RESPOSTA:
a) Ao golpe militar de 1964 no Brasil.
b) Aliando-se a ditaduras militares na América Latina, os
Estados Unidos visavam impedir a ascensão de governos simpáticos aos ideais socialistas e, fundamentalmente, garantir a manutenção dos seus interesses e da
sua influência nessa porção do continente americano.
c) Democracia para os Estados Unidos expressava a
manutenção, nos países latino-americanos, dos
governos favoráveis aos seus interesses, mesmo que
isso significasse a derrubada violenta da democracia
parlamentar por meio de intervenções militares. A
liberdade era garantida apenas àqueles que não eram
contrários ao modelo capitalista estadunidense.
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