segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

UFF - Muitos historiadores consideram a Primeira Guerra Mundial como fator de peso na crise das sociedades liberais contemporâneas

UFF - Muitos historiadores consideram a Primeira Guerra Mundial como fator de peso na crise das sociedades liberais contemporâneas. Assinale a opção que contém argumentos todos corretos a favor de tal opinião.
a) A economia de guerra levou a um intervencionismo de Estado sem precedentes; a “união sagrada” foi invocada em favor de sérias restrições às liberdades civis e políticas e, em função da guerra recém-terminada, eclodiram em 1920 graves dificuldades econômicas que abalaram os países liberais sobretudo através da inflação.
b) Em todos os países, a economia de guerra forçou a abolir os sindicatos operários, a confiscar as fortunas privadas e a fechar os Parlamentos, pondo assim em xeque os pilares básicos da sociedade liberal.
c) Durante a guerra, foi preciso instaurar regimes autoritários e ditatoriais em países antes liberais como a França e a Inglaterra, em um prenúncio do fascismo ainda por vir.
d) A guerra transformou Estados antes liberais em gestores de uma economia militarizada que utilizou de novo o trabalho servil para a confecção de armas e munições, em flagrante desrespeito às liberdades individuais.
e) Derrotadas na Primeira Guerra Mundial, as grandes potências liberais foram, por tal razão, impotentes para conter, a seguir, o desafio comunista e o fascismo.

Resposta: letra A.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

PUC-RS - Dentre os desdobramentos político-econômicos imediatos na ordem internacional produzidos pela Primeira Guerra Mundial (1914-1918), é correto apontar

PUC-RS - Dentre os desdobramentos político-econômicos imediatos na ordem internacional produzidos pela Primeira Guerra Mundial (1914-1918), é correto apontar
a) o fim dos privilégios aduaneiros da França no comércio com a Alemanha.
b) o surgimento da Organização das Nações Unidas, por meio do Tratado de Sevres.
c) a criação da Iugoslávia, como decorrência das questões políticas dos Balcãs.
d) a anexação da Palestina, da Síria e do Iraque ao Império Otomano.
e) a incorporação da Hungria e da Tchecoslováquia aos domínios austríacos.

Resposta: letra C.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

PUC-Campinas - A Primeira Guerra Mundial, que enfraqueceu a Europa em população e importância econômica

PUC-Campinas - A Primeira Guerra Mundial, que enfraqueceu a Europa em população e importância econômica,
a) acarretou a criação da Liga Pan-Germânica encarregada de efetivar o "Anschluss".
b) contribuiu para a concretização do Pacto Germânico-Soviético de não agressão, firmado entre Guilherme II e Nicolau II.
c) contribuiu para a formação, dentro da Sérvia de sociedades secretas, tais como a Mão Negra fundada em 1921.
d) contribuiu para a criação de um clima favorável para a aceitação dos princípios do socialismo utópico.
e) acarretou a difusão das idéias que apontavam as contradições do liberalismo.

Resposta: letra E.

Nota da DEN-AGB sobre a Reforma do Ensino Médio

No último dia 8, a Medida Provisória (MP 746/2016), que trata da reforma do ensino médio foi aprovada pelo Senado e sancionada por Michel Temer. Apesar das fortes críticas, por parte da sociedade brasileira, à referida MP, com destaque para as ocupações das escolas e universidades, o Congresso Nacional promoveu apenas alterações pontuais no texto original. 

A implementação dessa reforma representará retrocessos históricos para a educação pública do Brasil.
A Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB), em consonância com seu histórico de compromisso com as lutas sociais e em defesa do direito à educação pública de qualidade, tem se posicionado nos últimos anos frente às políticas educacionais direcionadas para as mudanças na Educação Básica, por exemplo, em relação à proposta do MEC de construção da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), resultando, inclusive, no tema do XVIII Fala Professor “(Qual) é o fim do ensino de Geografia?”, ocorrido em Catalão (GO), em 2015. 

Desde o ano passado a AGB passou a somar forças com movimentos sociais e entidades na denúncia da famigerada MP 746/2016 (reforma do ensino médio), dentre outras medidas postas em prática pelo atual Governo Federal. A reforma do ensino médio foi pautada de forma acelerada e com ausência de diálogo com as entidades acadêmicas e representantes dos trabalhadores em educação, por parte do Governo Federal e do Congresso Nacional. Além de críticas ao processo, AGB também tem se colocado contrária à concepção de educação (reducionista, tecnicista e hierárquica) carregada por esta MP, aos seus significados políticos (os interesses de grupos privados sobre a educação pública) e buscando denunciar as consequências e os riscos dessa iniciativa para a escola pública e o ensino de geografia e das ciências humanas em geral.

A MP do ensino médio compõe um conjunto de medidas do atual Governo que a médio e a longo prazo provocarão sérios prejuízos à formação de estudantes, consolidando barreiras ao acesso à Educação Superior Pública. Nesse sentido, é fundamental que a sociedade fique atenta ao processo de implantação da MP do ensino médio nos municípios e estados, buscando intervir na restruturação curricular e denunciando as consequências nefastas dessas mudanças para educação pública, para os trabalhadores em educação e para a sociedade brasileira. A AGB conclama suas Seções Locais e Grupos de Trabalho de Ensino para intervirem e construírem espaços coletivos de reflexão, como forma de resistência às contínuas perdas de direitos que este Governo tem produzido.

Associação dos Geógrafos Brasileiros Diretoria Executiva Nacional – DEN 2016-2018 17 de fevereiro de 2017.

Carta Aberta: A Imprescindível Crítica à Reforma do Ensino Médio e o Papel da Geografia

A comunidade acadêmica, professores e pesquisadores da área de Geografia, através de sua Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Geografia (ANPEGE), vem externar a defesa de uma análise crítica séria e democrática sobre a Reforma do Ensino Médio, ora em tramitação, e o papel secundário dado à Geografia como campo de conhecimento, imprescindível na abordagem dos principais problemas contemporâneos, especialmente aqueles que envolvem a leitura integrada dos processos de globalização e fragmentação, a dinâmica geopolítica e as relações sociedade-natureza.

Neste sentido, questionamos:

1) A forma apressada com que foi promovida a Reforma do Ensino Médio que, ao contrário de outros países, onde envolveu vários anos de amplo debate, desconsiderou muitos dos agentes e/ou áreas envolvidos.

2) O caráter prioritariamente técnico-profissionalizante da Reforma, restringindo a formação humanista, em especial, para aqueles que optarem por formações mais tecnológicas, já que as disciplinas estão contempladas em itinerários formativos: Linguagens e suas Tecnologias; Matemáticas e suas tecnologias; Ciência da Natureza e suas Tecnologias; Ciências da Natureza e suas Tecnologias; Ciências Humanas e Sociais Aplicadas e Formação Técnica Profissional, podendo ser oferecido, a critério das escolas, apenas um desses itinerários.

3) A ausência da Geografia como disciplina obrigatória: apesar da permanência da Geografia no que tange ao Ensino Fundamental, no que se refere à Reforma do Ensino Médio a temática é nebulosa, tornando incerta a presença da disciplina na formação dos estudantes. Tal disciplina poderá ser contemplada no eixo de Ciências Humanas, entretanto, essa possibilidade dependerá do que for construído na BNCC relativa ao nível médio, ainda, amplamente desconhecida.

4) A viabilidade da louvável extensão da carga horária e a educação em tempo integral, diante das condições de precariedade e a contenção de verbas vividas em nível nacional.

5) A contratação de profissionais com “notório saber”, que abre margem para profundas discrepâncias na qualidade do ensino e a desvalorização de profissionais com formação específica em suas áreas.
Em síntese, uma reforma nessas bases peca pela ausência do debate crítico no diálogo com aqueles que efetivamente deveriam ser seus protagonistas, os professores e alunos e, ao não reconhecer a obrigatoriedade de uma disciplina como a Geografia, cada vez mais valorizada diante das problemáticas contemporâneas, vai contra o propósito básico da educação, a construção e o fortalecimento de uma cidadania plena.

Diretoria da ANPEGE
Porto Alegre, 17 de fevereiro de 2017.