terça-feira, 27 de setembro de 2016

IBGE lança a versão 2016 do Mapa Político do Brasil

Trata-se de uma representação cartográfica de todo o território brasileiro, com limites estaduais e internacionais, feições hidrográficas, pontos extremos, principais localidades pertinentes à escala, sistemas viário e ferroviário e principais edificações.

Para download gratuito do mapa na escala 1:5.000.000 (onde 1 cm = 50 km), acesse
ftp://geoftp.ibge.gov.br/cartas_e_mapas/mapas_do_brasil/politico/brasil_politico5000k_2016.pdf

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Novo Mapa Tectônico da América do Sul traz informações atualizadas sobre o continente

A nova versão Mapa Tectônico da América do Sul é uma realização conjunta do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e do Serviço Geológico e Mineiro da Argentina (SEGEMAR), sob a égide da Comissão da Carta Geológica do Mundo (CGMW). O mapa atualiza as informações geológicas, geocronológicas, geofísicas, abrangendo ainda os tipos e idades das rochas, as características da crosta terrestre bem como a história geológica do continente Sul Americano. Adicionalmente, são apresentadas informações sobre as margens continentais e áreas oceânicas adjacentes ao continente.
O mapa possibilita um melhor entendimento sobre as áreas sujeitas a terremotos e vulcanismo assim como os locais mais propícios para se encontrar recursos minerais. Mostra ainda as regiões mais antigas de nosso continente, cuja formação ocorreu a mais 3,5 bilhões de anos. E também as regiões mais jovens e que estão em constante processo de movimento, como toda a Cadeia dos Andes. Além de sofrer terremotos frequentes, os Andes são caracterizados por vulcões que ocasionalmente entram em erupção.


A construção do mapa contou com a cooperação de cientistas de todos os países da América do Sul, sendo, desta forma, o produto de uma força tarefa de dimensões continentais. “O mapa construído na escala de 1:5.000.000, tem grande relevância científica mundial, pois traz informações geológicas atualizadas numa base cartográfica digital. A última versão desse mapa foi publicada em 1978, ou seja, há 38 anos”, explica Roberto Ventura, Diretor de Geologia e Recursos Minerais da CPRM.

O diretor destaca a importância da iniciativa que contribui de maneira significativa para a cooperação e o intercâmbio de pesquisadores dos serviços geológicos do Brasil e Argentina. Ventura acredita que o estudo pode ser uma formidável fonte de consulta para auxiliar turistas e viajantes que desejam conhecer o continente, especialmente a região andina, sujeita a vulcões e terremotos. 

O professor da Universidade de São Paulo (USP), Umberto Cordani, a quem coube a coordenação geral do estudo, juntamente com o professor Victor Ramos da Universidade de Buenos Aires, comenta a importância do trabalho da CPRM. “Não teria sido possível um mapa tão abrangente sem contar com a contribuição dos profissionais da CPRM”, diz Cordani.


Leda Fraga, pesquisadora da CPRM e coautora do mapa juntamente com Inácio Delgado, concorda com o professor Cordani. “Foram investidos anos de trabalho e toda nossa expertise para elaborar um mapa com tamanha complexidade, integrando informações geocientíficas valiosas, dispostas em uma plataforma mais acessível para a sociedade”. A pesquisadora avalia que a sociedade precisa se apropriar desse conhecimento para entender melhor, por exemplo, os processos que levam a riscos geológicos.

O geólogo da CPRM, Carlos Schobbenhaus, vice-presidente da Comissão da Carta Geológica do Mundo (CGMW) para a América do Sul, diz que o mapa traz informações atuais da Cordilheira Andina e da Plataforma Sul Americana, ambos fazendo parte da Placa Sul-americana, bloco que se desloca lentamente para oeste, em colisão com a Placa de Nazca, causando vulcanismo, terremotos e tsunamis ao longo da cordilheira.

Schobbenhaus informa que o mapa também será disponibilizado em papel especial, impresso com recursos da UNESCO. “O mapa tem uma pequena redução de tamanho para a escala de 1:5,9 M para possibilitar sua impressão na França. O mapa em sua escala original (1:5 M) poderá ser baixado no site da CPRM”, explica.

O pesquisador ainda destaca que no site da CGMW também é possível ao internauta ter conhecimento de todos demais mapas continentais publicados no mundo pela Comissão, inclusive outros mapas do continente Sul-Americano, onde a CGMW atua há mais de 60 anos.

Faça o download do mapa:

Para saber mais sobre a CGMW acesse:

Fonte: cprmblog

domingo, 11 de setembro de 2016

III Simpósio Nacional de Estudos Urbanos

De 18 a 20 de outubro de 2016 acontecerá na cidade de Campo Mourão, Paraná, no campus da Universidade Estadual do Paraná – UNESPAR; o III Simpósio Nacional de Estudos Urbanos: um olhar interdisciplinar sobre as cidades – III SEURB.
Foto:
O evento contará com palestra de abertura, mesa redonda, palestra de encerramento, minicursos e apresentações de comunicações e painéis.

Para mais informações acesse:
http://www.fecilcam.br/seurb/

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Seca na Amazônia pode bater recorde histórico em 2016

O ano de 2016 deverá ser mais seco na Amazônia em comparação aos anos de 2005 e 2010, períodos de estiagem severa na região. A conclusão é de pesquisadores da agência espacial americana Nasa (National Aeronautics and Space Administration). 
El Niño aumenta risco de queimadas na Amazônia. Divulgação/Doug Morton/Nasa.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), órgão vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que vem monitorando a distribuição das chuvas no Brasil, mostra que nos últimos dois anos o volume de chuvas ficou abaixo do normal em quase todo os estados, em especial na Região Amazônica.

O agravamento da falta de chuva é provocado pelo El Niño, fenômeno climático que causa o aquecimento das águas da superfície do Oceano Pacífico. Com isso, a Amazônia está com menos umidade e as árvores se tornam mais vulneráveis às queimadas, que deverão bater recorde nos próximos meses, de acordo com o Inmet.

Os efeitos do El Niño começaram em 2015 e influenciaram o padrão de chuvas em grande parte do Brasil e do mundo. Na Região Amazônica, as precipitações da estação chuvosa, verificadas no último trimestre de 2015, diminuíram cerca de 50% se comparadas à média e continuaram abaixo da média pelo primeiro semestre de 2016, deixando a região ainda mais seca. Esse cenário, de tamanha intensidade de redução das chuvas, não era registrado desde 2002, segundo o Inmet.

Da Agência Brasil.
Edição: Carolina Pimentel.

sábado, 3 de setembro de 2016

IBGE: expectativa de vida dos brasileiros aumentou mais de 40 anos em 11 décadas

O livro aborda a formação territorial e demográfica do país, da relação entre geografia e urbanização,
da ocupação do território pela agropecuária, do desenvolvimento local e da diversidade cultural,
dando maior visibilidade à formação territorial e demográfica. Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil..
A taxa de fecundidade do país caiu de 6,16 filhos por mulher para apenas 1,57 filhos em pouco mais de sete décadas – de 1940 para 2014. Em contrapartida, a expectativa de vida da população aumentou 41,7 anos em pouco mais de um século. Em 1900, a expectativa de vida era de 33,7 anos, dando um salto significativo em pouco mais de 11 décadas, atingindo 75,4 anos em 2014.

Estas e outras constatações fazem parte do livro Brasil: uma visão geográfica e ambiental do início do século XXI, que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) está lançando hoje (29). Segundo o órgão, a publicação tem por objetivo “ampliar o conhecimento das alterações ocorridas no território brasileiro como resultado das transformações econômicas, demográficas, políticas e ambientais nas últimas décadas”.

Dividido em nove capítulos, a obra - escrita por pesquisadores do IBGE e organizada pela geógrafa Adma Hamam de Figueiredo - aborda pontos relevantes da realidade contemporânea, reinterpretados pela análise geográfica, ao mesmo tempo em que atualiza a edição anterior, lançada em 1995.

Transformação

A abordagem é sobre a formação territorial e demográfica do país, da relação entre geografia e urbanização, da ocupação do território pela agropecuária, do desenvolvimento local e da diversidade cultural, dando maior visibilidade à formação territorial e demográfica à partir do inicio do século passado.

Os dados destacados acima fazem parte do capítulo 2 da publicação, onde os técnicos do instituto procuram traçar um breve histórico do processo demográfico, onde faz uma reflexão tanto sobre a transição da fecundidade no país nas últimas décadas quanto sobre a evolução das taxas de mortalidade e de expectativa de vida no período.

Na avaliação do IBGE, essa “radical transformação do padrão demográfico corresponde a uma das mais importantes modificações estruturais verificadas na sociedade brasileira, com reduções na taxa de crescimento populacional (de 2,01% entre 1872 e 1890 para 1,17% entre 2000 e 2010) e alterações na estrutura etária, com crescimento mais lento no número de crianças e adolescentes (cujo percentual era de 42,6% em 1940, devendo chegar a 14,1% em 2050), paralelamente a um aumento da população em idade ativa e de pessoas idosas (4,1% em 1940, com projeção de 29,4% para 2050).

Povoamento

No primeiro capítulo do livro, os responsáveis pela publicação procuram abordar o processo de povoamento e construção regional, apontando os caminhos que levaram à unidade territorial do país, através da noção de modernização, desenvolvimentismo e de projeto nacional.

A conclusão é que a marcha do povoamento mantém, ainda nos dias atuais, a divisão geográfica historicamente estabelecida entre o litoral “mais densamente ocupado” e o interior, “onde as áreas adensadas são definidas por eixos, hidrovias e adensamentos urbanos”. Nesse aspecto, a análise sobre urbanização aborda legislação e empresas de serviços avançados.

Municípios

“A delimitação dos espaços urbanos, analisada no capítulo 3, mostra que, no Brasil, os critérios para demarcação desses espaços têm sido estabelecidos em termos legais, “o que os torna passíveis de influência da conjuntura política”.

Inevitavelmente, isso leva à constatação de uma outra forma de expansão desses espaços: as emancipações municipais, que criam novas cidades, tema que produz intensas discussões, especialmente no que tange aos aspectos financeiros dela decorrentes.

Nesse aspecto, segundo o IBGE, houve uma enorme ampliação tanto do número de cidades quanto no tamanho da população. Em 1940, o número de cidades era de menos de duas mil, número que passou para 5.565 em 2010.

Território

O capítulo 5 centra as análises na questão territorial descrita pela ótica da ocupação agrícola e da diversidade ambiental. Sob o subtítulo Evolução do espaço rural brasileiro, o capítulo abrange o período de 1940 a 2006, épocac em que, segundo os técnicos, “a estrutura e a configuração do processo produtivo agropecuário se consolidam no território brasileiro”.

A analise é que em todo esse período houve a persistência de uma estrutura fundiária de concentração extrema, em que a grande produção monocultora predominou, a despeito de diversas iniciativas de apoio à pequena produção.

O capítulo procura traçar um amplo panorama da trajetória geográfica do processo de ocupação do espaço rural brasileiro e abordar a evolução do número e do tamanho dos estabelecimentos rurais, bem como a utilização de terras, considerando as áreas das principais atividades produtivas, o total de pessoas ocupadas, o número de tratores e os efetivos da pecuária, sobretudo bovinos.

Nielmar de Oliveira - Repórter da Agência Brasil.
Edição: Armando Cardoso.