quarta-feira, 28 de junho de 2017

Turquia proíbe ensino da Teoria da Evolução

A medida virá acompanhada de uma reforma curricular que aumenta tempo semanal dedicado a aulas de ensino religioso

Alpaslan Durmuş, ministro da Educação turco, proibiu o ensino da Teoria da Evolução nos colégios do país. “Nós acreditamos que esses assuntos estão além da compreensão dos estudantes”, afirmou em um vídeo publicado no site do órgão governamental. O ensino de Charles Darwin é polêmico no país, cuja vida política flutua entre um polo islâmico e um secularista – contrário à influência de crenças religiosas em decisões governamentais.



Segundo a CNN turca e o jornal britânico The Guardian, a medida é só a ponta de um iceberg de mudanças no currículo escolar do ensino médio. Em 14 de julho, as autoridades anunciaram que a partir do segundo semestre de 2017 o tempo semanal dedicado a aulas de biologia será reduzido de três para duas horas, a mesma duração dos cursos de física e química. As aulas de cultura religiosa e educação moral, por sua vez, ganharão uma hora semanal extra no cronograma, e aulas de gramática e literatura serão unidas sob uma única disciplina, que terá o tempo reduzido. 

Para a parcela do governo favorável à separação entre Igreja e Estado, a medida corrompe o espírito da república fundada por Mustafa Kemal Atatürk em 1923. O revolucionário, de inspiração iluminista, pôs fim ao Império Otomano após a 1º Guerra Mundial e fundou o regime que, apesar de pontuado por ditaduras militares ao longo do século 20, vigora até hoje. Nas aulas de filosofia e história, a apresentação do Ataturkismo, ideologia por trás do movimento republicano, foi adiada para o 12º ano – equivalente, no Brasil, ao terceiro ano do ensino médio.

Até onde se sabe, o ensino de Darwin não será proibido nas universidades. Graduado em Teologia, Durmuş também é doutor em administração escolar e foi consultor pedagógico por mais de dez anos antes de assumir cargos no governo.

As medidas seguem a linha de atuação preferida pelo presidente Recep Tayyip Erdoğan desde a convulsão política do ano passado, quando as forças armadas turcas tentaram um golpe de Estado. O ato desencadeou uma resposta autoritária, com demissões, prisões e suspensões em massa de opositores no setor público e no exército. Em geral, os partidários de seu governo, de orientação religiosa, se opõem às camadas mais privilegiadas da sociedade turca, que têm grande influência da cultura e ciência ocidentais, e afirmam que o novo currículo pretende dar mais valor a intelectuais turcos.

Quando assumiu o cargo de primeiro-ministro, em 2003, Erdoğan era visto pela União Europeia como símbolo de tolerância religiosa e avanço na Turquia. Agora na presidência, é acusado pela oposição de associações com grupos que apoiam a implantação de um Estado muçulmano no país.

Em 29 de janeiro, Numan Kurtulmus, atual primeiro-ministro adjunto, afirmou em entrevista à CNN turca que não considera o pensamento de Darwin válido no mundo contemporâneo. “Cientificamente, a Teoria da Evolução já é arcaica e contestada. Não há uma regra que nos obrigue a ensiná-la. Talvez ela deva entrar no currículo como uma de várias teorias.”

“Toda a mudança curricular está afastando o sistema de educação do pensamento científico e transformando-a em um sistema religioso dogmático”, afirmou à imprensa Ebru Yigit, política, ativista e defensora do ensino de ciência. “A eliminação da unidade sobre evolução das aulas é o exemplo mais concreto disso.”

Fonte: Superinteressante.

O Nordeste e suas sub-regiões

A região Nordeste é formada por nove estados, são eles: Bahia, Ceará, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Maranhão, Alagoas e Sergipe. Com distintas características físicas, sociais e econômicas entre seu território de mais de 1,5 milhão de km², o Nordeste se divide em quatro sub-regiões: Zona da Mata, Agreste, Sertão e Meio-Norte.
Devido à grande diversidade cultural, histórica, dentre outros aspectos que a distinguem, a região é classificada através de um senso comum, o que é uma forma preconceituosa de se referir ao povo nordestino. 

ZONA DA MATA
Localizada na faixa litorânea banhada pelo Oceano Atlântico, A Zona da Mata compreende ao trecho que se entende do Rio Grande do Norte ao Sul da Bahia. Essa sub-região apresenta a maior concentração populacional; é mais urbanizada e com melhor infraestrutura referente, sobretudo, à telecomunicação e aos transportes.

A sub-região apresenta a maior concentração de instituições administrativas do Nordeste, onde se concentram as maiores capitais; maior concentração na renda per capita; comércio e serviços são as principais atividades. Além desses aspectos, pode-se listar:
• Clima é tropical úmido, e o solo é fértil em razão da regularidade de chuvas (região intertropical);
• Vegetação natural é a Mata Atlântica, que sofre grande destruição;
• Atividade agrícola é diversificada, porém em latifúndios, constituídos em monoculturas, como a cana-de-açúcar, cacau, café, fumo, etc. Embora não se destaque nessa região como essas agriculturas intensivas, existem lavouras de substâncias de produção extensivas que não podem ser descartadas;
• Turismo é muito difundido na região, com praias exuberantes e clima quente durante grande parte do ano, devido à proximidade com a linha do equador; 
• Maior fluxo em relação a pessoas (sobretudo do turismo), mercadorias, informação, conhecimento, financeiro e comercial;
• Forte especulação imobiliária;
• Maior concentração de favelas;
• Maior concentração de instituições educacionais;
• Região com grande oportunidade de aplicação de energia sustentável, como a eólica (pelos ventos litorâneos e alísios); 
• Maior concentrador de problemas urbanos, como poluição atmosférica; trânsito; violência; ilhas de calor; emissão de resíduos; destruição da fauna e flora;
• Ocupação muito acelerada, vinculada ao processo histórico no litoral. Deve-se destacar que Salvador já foi a capital brasileira.

AGRESTE
O Agreste é a porção espacial que corresponde ao que se caracteriza de área de transição entre o Sertão semi-árido (com predominância de vegetação de Caatinga) e a Zona da Mata (constituída de Mata Atlântica). Entre algumas características principais estão: 
• Relevo acidentado, com destaque para a região denominada Planalto da Borborema;
• Estrutura fundiária formada com pequenas e médias propriedades, com prática de policultura (várias culturas agrícolas) e da pecuária extensiva (destaque para busca da expansão para o interior);
• Determinados espaços podem sofrer estiagens e secas sazonais; o regimes de chuvas é irregular e os rios são temporários;
• Ocupação relativamente lenta se comparada à Zona da Mata.
• A monocultura que se pode destacar nesta região é o algodão e café;
• Grande produção de alimentos;
• Cultivo do sisal (extração de fibras para a produção de tapetes, bolsas, cordas, etc.) 
• Atrações turísticas através de eventos relacionados a festas locais.

SERTÃO
O Sertão, apresenta-se como a área com maiores dificuldades econômicas do Nordeste. Grande parte desta sub-região está no que é denominado “polígono da seca”, sobre o centro da região Nordeste.
Entre algumas características principais, destacam-se:
• Baixo índice demográfico e forte dispersão demográfica (população espacialmente dispersa);
• Região com área de transição entre o Cerrado e a Caatinga, com regime de chuvas muito baixo e irregular, marcado por secas intensas (sazonais); 
• Vegetação predominante de caatinga;
• Essa região é dependente da água da bacia do rio São Francisco, considerada a única perene (constante) da região, seja para agricultura, consumo pessoal, pecuária ou geração de energia;
• As maiores concentrações populacionais desta região encontram-se nas proximidades do rio, neste caso, em vales, como o Cariri e São Francisco;
• Pecuária é extensiva, normalmente, ao corte (o gado sofre muito com a falta de água);
• A atividade agrícola concentra-se próxima aos recursos hídricos, assim possibilitando um cultivo irrigado na região, seja com frutas, flores, cana-de-açúcar, milho, feijão, algodão, etc. 
• Característica da Vegetação (caatinga), com arbustos (destaque para aroeira, angico e juazeiro); com Bromélias e Cactos (destaque para mandacaru e xique-xique do Sertão).

MEIO-NORTE
O Meio-norte é uma sub-região do Nordeste que está relacionada com a região político-administrativa do Norte. Este espaço constitui a maior parte do Maranhão e grande porção do Piauí (oeste do território).
Algumas características principais são: 
• Área de transição entre a Floresta Amazônia e o Cerrado. Ao mesmo tempo, também é área de transição entre o Cerrado e a Caatinga. Sendo assim, faixa de transição entre Amazônia e o sertão semi-árido do Nordeste;
• Sua vegetação é caracterizada por matas de cocais, carnaúba e babaçus;
• É nessa região que ocorre o movimento social das catadoras de coquinhos (que reivindicam contra os grandes latifundiários que monopolizam a terra e a produção, além da exploração de mão de obra)
• Índice pluviométrico relativamente alto, sobretudo, ao oeste. Isso ocorre pelo movimento da massa equatorial atlântica (MEA);
• A região sustenta o extrativismo vegetal, assim mantendo grande parte da mão de obra no campo. Tal processo ocorre em agriculturas na mata de cocais, destaque para o babaçu, e também em lavouras de algodão, cana-de-açúcar (diminuindo, mas ainda utilizando “boias frias”) e arroz (rizicultura);
• A pecuária é extensiva (rudimentar);
• Destruição da vegetação pelo uso intensivo de pastagens;
• A partir da extração da Carnaúba, pode-se retirar a cera, utilizada para inúmeras indústrias, seja de lubrificantes, plásticos, adesivos e perfumaria.

Fonte: globo.com

A fazenda que só produz alimentos orgânicos (e contrata apenas moradores de rua)

Na cidade de Atlanta, nos Estados Unidos, existe uma horta orgânica cultivada por moradores em situação de rua – simples, mas muito produtiva – que é usada para abastecer o local. Também já contamos por aqui, no The Greenest Post, sobre a horta cultivada pelos sem-teto em um abrigo da cidade de São Paulo. 



Na mesma linha dessas duas lindas iniciativas, a Verde Community Farmers Market, organização localizada em Miami, se uniu a estabelecimentos locais para gerar empregos para a população em situação de rua em hortas orgânicas. Os alimentos produzidos são destinados à venda e preparo de refeições em restaurantes locais.

Todo o investimento é voltado para treinamento e contratação dos sem-teto e para a manutenção do espaço onde são cultivados os alimentos: uma fazenda de 22 acres, que costumava ser uma base militar até 1992, quando houve o furacão Andrew nos Estados Unidos. Estima-se que, até o momento, com oito anos de funcionamento, a iniciativa já tenha beneficiado dez mil pessoas, sendo que 145 famílias têm a horta como sua principal fonte de renda.

Muitos dos trabalhadores tem pouca ou nenhuma experiência de trabalho e está é uma ótima oportunidade para aprender uma nova habilidade. Para Alma Santos e sua filha de 14 anos, que moraram e trabalharam na fazenda, a oportunidade “mudou para sempre” suas vidas e ainda tornou possível ajudar o próximo.

Apesar de existir desde 2008, foi apenas em 2014 que a Verde Community Farmers Market conquistou o selo de plantação orgânica. Toda a experiência da transação, manutenção e sustento da horta é compartilhada com pessoas que se interessam pelo tema e querem fazer uma visita. Não tem segredo, apenas o objetivo de tornar a ideia escalável. Para quem ficou interessado e tiver a oportunidade de ir para Miami, este é o endereço: 12690 SW 280th Street, Homestead, FL 33033.

Fonte: The Greenest Post.

Entenda o que são os chamados 'rios voadores' da Amazônia

Os rios voadores são “cursos de água atmosféricos”, formados por massas de ar carregadas de vapor de água, muitas vezes acompanhados por nuvens, e são propelidos pelos ventos. Essas correntes de ar invisíveis passam em cima das nossas cabeças carregando umidade da Bacia Amazônica para o Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil.

Essa umidade, nas condições meteorológicas propícias como uma frente fria vinda do sul, por exemplo, se transforma em chuva. É essa ação de transporte de enormes quantidades de vapor de água pelas correntes aéreas que recebe o nome de rios voadores – um termo que descreve perfeitamente, mas em termos poéticos, um fenômeno real que tem um impacto significante em nossas vidas.

A floresta amazônica funciona como uma bomba d’água. Ela puxa para dentro do continente a umidade evaporada pelo oceano Atlântico e carregada pelos ventos alíseos. Ao seguir terra adentro, a umidade cai como chuva sobre a floresta. Pela ação da evapotranspiração da árvores sob o sol tropical, a floresta devolve a água da chuva para a atmosfera na forma de vapor de água. Dessa forma, o ar é sempre recarregado com mais umidade, que continua sendo transportada rumo ao oeste para cair novamente como chuva mais adiante.

Propelidos em direção ao oeste, os rios voadores (massas de ar) recarregados de umidade – boa parte dela proveniente da evapotranspiração da floresta – encontram a barreira natural formada pela Cordilheira dos Andes. Eles se precipitam parcialmente nas encostas leste da cadeia de montanhas, formando as cabeceiras dos rios amazônicos. Porém, barrados pelo paredão de 4.000 metros de altura, os rios voadores, ainda transportando vapor de água, fazem a curva e partem em direção ao sul, rumo às regiões do Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil e aos países vizinhos.

É assim que o regime de chuva e o clima do Brasil se deve muito a um acidente geográfico localizado fora do país! A chuva, claro, é de suma importância para nossa vida, nosso bem-estar e para a economia do país. Ela irriga as lavouras, enche os rios terrestres e as represas que fornecem nossa energia.

O caminho dos rios voadores. Fonte: Projeto Rios Voadores.
Por incrível que pareça, a quantidade de vapor de água evaporada pelas árvores da floresta amazônica pode ter a mesma ordem de grandeza, ou mais, que a vazão do rio Amazonas (200.000 m3/s), tudo isso graças aos serviços prestados da floresta.

Estudos promovidos pelo INPA já mostraram que uma árvore com copa de 10 metros de diâmetro é capaz de bombear para a atmosfera mais de 300 litros de água, em forma de vapor, em um único dia – ou seja, mais que o dobro da água que um brasileiro usa diariamente! Uma árvore maior, com copa de 20 metros de diâmetro, por exemplo, pode evapotranspirar bem mais de 1.000 litros por dia. Estima-se que haja 600 bilhões de árvores na Amazônia: imagine então quanta água a floresta toda está bombeando a cada 24 horas!

Todas as previsões indicam alterações importantes no clima da América do Sul em decorrência da substituição de florestas por agricultura ou pastos. Ao avançar cada vez mais por dentro da floresta, o agronegócio pode dar um tiro no próprio pé com a eventual perda de chuva imprescindível para as plantações.

O Brasil tem uma posição privilegiada no que diz respeito aos recursos hídricos. Porém, com o aquecimento global e as mudanças climáticas que ameaçam alterar regimes de chuva em escala mundial, é hora de analisarmos melhor os serviços ambientais prestados pela floresta amazônica antes que seja tarde demais.

Obs. O termo “rios voadores” foi popularizada pelo prof. José Marengo do CPTEC.

Fonte: Projeto Rios Voadores.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Sensacionalista: Após Temer chamar russos de soviéticos, História e Geografia voltam à grade obrigatória do Ensino Médio

O presidente Michel Temer cometeu mais uma gafe com os russos, desta vez Temer os chamou de “soviéticos”. O erro aconteceu pela segunda vez, já que durante a viagem oficial de Temer à Rússia, na semana passada, sua agenda oficial anunciava a viagem à União Soviética, que foi dissolvida em 1991. Após as gafes, as disciplinas de História e Geografia voltarão oficialmente à grade obrigatória do novo Ensino Médio.


— Estive agora em Moscou e verifiquei o interesse extraordinário dos empreendimentos soviéticos. O deputado federal Darcísio Perondi (PMDB-RS) esteve lá e verificou o interesse de empresários soviéticos e noruegueses pelo que está acontecendo no país — disse Temer nesta segunda-feira em uma coletiva no Palácio do Planalto.

Temer não estaria nada satisfeito com as gafes cometidas durante suas viagens oficiais. Na Noruega Temer disse que iria almoçar com o rei da Suécia, em vez de falar que almoçaria com o monarca da Noruega. Suécia e Noruega possuem uma rivalidade regional. Para evitar novas inconveniências com outros líderes mundiais, Temer deverá fazer o Enem ainda esse ano, na tentativa de conseguir retirar um novo diploma do Ensino Médio.