terça-feira, 31 de maio de 2016

Por que razão a Rússia não reconhece a independência de Donbass?

Sputnik Brasil - Se Moscou reconhecer a independência das repúblicas autoproclamadas de Donetsk e Lugansk, os países ocidentais cessarão a pressão sobre Kiev em relação à implementação dos acordos de Minsk.
© Sputnik/ Igor Maslov.
Em entrevista para o site do jornal russo Komsomolskaya Pravda, o ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, afirmou que reconhecer a independência as repúblicas autoproclamadas de Donetsk e Lugansk é contraproducente porque pode criar um pretexto para que o Ocidente pare a sua pressão sobre Kiev no que se refere à implementação dos acordos de Minsk.

Lavrov afirmou que os referendos na Crimeia e em Donbass foram realizados em diferentes condições.

"Em resultado do referendo em Donbass, os líderes destas repúblicas autoproclamadas não desistiram do diálogo com Kiev. O resultado deste diálogo foi o pacote de acordos de Minsk", disse Lavrov.

Lavrov sublinhou que a Rússia continua apoiando o Donbass.

"Não abandonamos o Sudeste da Ucrânia, não nos esquecemos dele, apoiamo-lo de forma muito ativa", sublinhou o ministro.

O chanceler russo afirmou também que o Ocidente pressiona Kiev de forma oculta, para que ninguém veja, exigindo que a Ucrânia leve à prática o que foi atingido nas negociações.

Há que lembrar que a questão da independência das repúblicas autoproclamadas já foi levantada várias vezes, mas o presidente russo Vladimir Putin recusou-se a comentar o assunto, dizendo que tal seria contraproducente.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Mapa - As Eras Geológicas no Brasil

Mapa - As Eras Geológicas no Brasil
Fonte: CPRM. Mapa geológico, agrupadas de acordo com as Eras Geológicas, segundo Bizzi et al.,2003 (pg 27).

quinta-feira, 19 de maio de 2016

A Natureza do Espaço - Milton Santos - em PDF

A Natureza do Espaço - Milton Santos - Livro em PDF.
A Natureza do Espaço: Técnica e Tempo, Razão e Emoção / Milton Santos. - 4. ed. 2. reimpr. - São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2006. - (Coleção Milton Santos; 1).

 Baixar o livro completo em PDF:

domingo, 15 de maio de 2016

Em três dias, raios matam 59 pessoas em Bangladesh

Da Agência Lusa

Raios já mataram 59 pessoas em três dias em Bangladesh, um recorde sem precedentes mesmo num país acostumados às tempestades tropicais antes das monções, disse hoje o responsável do Departamento de Gestão de Catástrofes, Reaz Ahmed. “Nunca tínhamos registado um número tão elevado de mortos devido aos raios", disse.

A maioria das vítimas são camponeses atingidos quando trabalhavam em arrozais. Segundo o Departamento de Gestão de Catástrofes, desde 2011, são atribuídas aos raios cerca de 200 mortes pro ano. O aumento do número de vítimas foi motivado, segundo o meteorologista Shah Alam, pelo desmatamento sobretudo das árvores mais altas, como as palmeiras, que funcionam como para-raios.

Diante das mortes, as autoridades locais anunciaram o lançamento de uma campanha de informação sobre os perigos dos raios a partir de amanhã (16).

sábado, 7 de maio de 2016

Por que o planeta Terra gira ao redor do Sol?

A Terra gira em torno do Sol porque continua mantendo o movimento da nuvem de partículas que a formou e porque tem uma órbita estável, graças ao equilíbrio existente entre sua velocidade e a força gravitacional exercida sobre ela pelo sol.

A nuvem de partículas que formou a Terra tinha um momento angular, que é a quantidade de movimento de um objeto que executa uma rotação em torno de um ponto fixo. De acordo com a lei da Inércia, explicada pelo físico e filósofo Isaac Newton, o momentum (quantidade de movimento) de um corpo é constante, a menos que uma força externa aja sobre ele. Isso significa que se um corpo estiver parado, ele continuará parado até que alguma força o desloque. Por outro lado, se o corpo estiver em movimento, ele permanecerá em movimento indefinidamente, em linha reta. O momento angular da nuvem de partículas que formou nosso sistema solar resultou no movimento dos planetas, e por isso eles continuam se movendo até hoje.

Esse processo permitiu que a terra se mantivesse em sua órbita. Depois de muitos choques, os planetas que giravam muito devagar caíram no Sol, e os que giravam muito depressa escaparam para o espaço. Somente os que tinham a velocidade tangencial adequada ficaram em seus lugares até hoje. Poderíamos nos perguntar: Como a Terra não se chocou com o Sol ou a Lua com a Terra se, de acordo com a lei da gravidade, os corpos maiores atraem os menores?

Lei da gravidade - A lei da atração gravitacional, equacionada por Isaac Newton, diz que os corpos se atraem "na razão direta (multiplicação) das massas e na razão inversa (divisão) do quadrado da distância". Isto significa que a atração é maior quanto maior for a massa, e diminui quando a distância aumenta.

Assim, se dois planetas com a mesma massa estivessem em órbita do Sol, o mais próximo dele seria atraído com uma força gravitacional maior, e o mais distante com uma força menor. Mas, para que um corpo consiga se manter em órbita em torno de outro, deve haver uma relação de equilíbrio entre a velocidade do seu movimento orbital e a força gravitacional que o atrai para o corpo maior. (lembrando que a força gravitacional se calcula multiplicando o valor da massa dos dois corpos e dividindo esse resultado pelo quadrado da distância entre eles).

Para saber se ele conseguirá se manter em órbita, soma-se a velocidade tangencial com a força gravitacional. Se a velocidade for muito pequena, o corpo sai da órbita e pode se chocar com o astro central. Se a velocidade for muito grande, o corpo também vai escapar da órbita e será lançado para o espaço.

Órbita estável ao redor do sol - Para que a órbita seja estável, a soma da velocidade tangencial e da força da gravidade deve coincidir com o traçado da órbita. Quando isso acontece, o corpo vai girar indefinidamente em torno do astro central. Para cada distância (com sua força gravitacional correspondente) existe uma única velocidade tangencial capaz de manter o corpo em órbita. E é por ter essa única relação possível entre sua velocidade e a distância que mantém do sol que nosso planeta continua girando até hoje em torno dele, em uma órbita perfeitamente estável.

Para dar um exemplo de como essa combinação é difícil, quando os cientistas colocam um satélite orbitando em volta da terra, eles fazem esse mesmo cálculo para encontrar o ponto de equilíbrio entre a velocidade do movimento do satélite e a distância da Terra onde ele deverá orbitar. Se não for obedecida essa única relação possível, entre sua altura e velocidade, ele cairá sobre a terra ou se desviará para o espaço.

Assim também a Lua é atraída pela Terra mas não cai sobre nós porque tem uma velocidade que a mantém sempre na mesma distância. E a Terra não cai no Sol porque sua velocidade orbital equilibra a atração gravitacional exercida pelo Sol sobre ela.

Fonte: EBC.