segunda-feira, 6 de julho de 2015

Lista dos advérbios e locuções adverbiais

Advérbio é a classe gramatical das palavras que modificam um verbo, um adjetivo ou um outro advérbio. Raramente modifica um substantivo. É a palavra invariável que indica as circunstâncias em que ocorre a ação verbal. Locução adverbial é a reunião de duas ou mais palavras com valor de advérbio.

Os advérbios da língua portuguesa são classificados conforme a circunstância que expressam: de lugar, de tempo, de modo, de negação, de dúvida, de intensidade e de afirmação. Confira as listas com muitos exemplos de advérbios acessando os links abaixo: 

domingo, 5 de julho de 2015

Israel

ISRAEL - País do Oriente Médio asiático, banhado pelo Mediterrâneo, tem fronteiras ao norte com Líbano e Síria, a leste e sul com a Jordânia e com o Egito. Tem um pequeno litoral voltado para o Índico, pelo Golfo de Acaba e divide margens do Mar Morto com a Jordânia. Seu nome significa 'venceu com (Yisra) Deus (el)', em hebraico. Israel é também o segundo nome do patriarca Jacó, cujos descendentes, na tradição hebraica, são chamados bnei yisra'el, 'filhos de Israel'.

Localização: Oriente Médio
Capital: Jerusalém
Idioma: Hebraico e Árabe
População: 7.822.107 habitantes
Extensão Territorial:  22.070 Km²
Bandeira de Israel
Mapa de Israel
O registro histórico mais antigo que se conhece sobre o nome Israel está mencionado na Estela de Merneptah (num poema dedicado ao faraó Merneptah), em que o nome é associado a um povo, mas não a uma localização geográfica. Ao que se sabe, o Povo de Israel surgiu de grupos nômades que habitavam a Mesopotâmia há cerca de cinco mil anos. 

No fim do século XVII a.C., este povo foi atacado e escravizado pelos egípcios. Após o fim do cativeiro no Egito, os hebreus vagaram pela região da Península do Sinai até que reconquistaram, sob o comando do rei Saul, uma parte de seu território original, as terras de Canaã, por volta de 1029 a.C.. Saul foi sucedido por David, em torno do ano 1000 a.C., que expandiu o território de Israel e conquistou a cidade de Jerusalém, onde instalou a capital do seu reino. Israel alcançou seu apogeu durante o reinado de Salomão, entre os anos 966 a.C. e 926 a.C.. Porém, pouco depois do fim do reinado de Salomão, Israel foi dividido em dois: a Norte, o Reino das Dez Tribos, também chamado de Reino de Israel, e ao Sul, o Reino das Duas Tribos, também chamado de Reino de Judá, cuja capital ficou sendo Jerusalém - do nome Judá nasceram as denominações: judeu e judaísmo. Entretanto, o território dos judeus foi sendo conquistado e influenciado por diversas potências de sua época, entre elas: assírios, persas, gregos, selêucidas e romanos.

Em 586 a.C. o imperador Nabucodonosor invadiu Jerusalém e obrigou os israelitas ao exílio. Levados à força para a Babilônia, os prisioneiros de Judá e Israel passaram cerca de 50 anos como escravos sob o domínio dos babilônios. O fim do Primeiro Êxodo possibilitou a volta dos israelitas a Jerusalém, que foi reconstruída. 

Mais tarde, os romanos invadiram e dominaram a região e estabeleceram que o reino judeu seria seu protetorado. A primeira grande revolta contra o domínio romano e sua intromissão nos assuntos religiosos se iniciou no ano 66 e durou até 70 d.C., quando o general Tito invadiu a região e destruiu Jerusalém e o seu Templo. A região então foi transformada em província romana e batizada com o nome de Provincia Judaea. A segunda e última rebelião contra os romanos foi a Revolta de Bar Kochba. A rebelião foi esmagada pelo imperador Adriano em 135 d.C. e os judeus sobreviventes foram feitos escravos e expulsos de sua terra, na chamada 'diáspora'. Naquele mesmo ano, Adriano rebatizou a Provincia Judaea para Provincia Siria Palaestina, um nome grego derivado de 'Filistéia' como tentativa de desligar a terra de seu passado judaico. A Mishná e o Talmude Yerushalmi (dois dos textos sagrados judaicos mais importantes) foram escritos na região neste período. 

Depois dos romanos os bizantinos e posteriormente os muçulmanos conquistaram a Palestina em 638. Seu território foi controlado por diferentes Estados muçulmanos ao longo dos séculos (à exceção do controle dos cristãos cruzados, no Século XI) até fazer parte do Império Otomano, entre 1517 e 1917. 

O sionismo (termo derivado de Sion, nome de uma colina da antiga Jerusalém), surgiu na Europa em meados do século XVII. Inicialmente de caráter religioso, pregava a volta dos judeus à Terra de Israel, como forma de se proteger sua religião e cultura ancestral. Entre os séculos XIII e XIX o número de judeus que fizeram aliá (ato de um judeu imigrar para a Terra Santa) foi constante e sempre crescente, estimulado por periódicos surgimentos de crenças messiânicas e de perseguições anti-judaicas. Estas perseguições tinham quase sempre um caráter político-religioso. Os judeus que retornaram à Palestina se estabeleceram principalmente em Jerusalém, mas também desenvolveram significativos centros em outras cidades nos arredores. Os judeus já eram a maioria da população de Jerusalém no ano de 1844, convivendo com muçulmanos, cristãos, armênios, gregos e outras minorias, sob o domínio turco-otomano. A estes migrantes religiosos foram se juntar os primeiros migrantes seculares a partir da segunda metade do século. Eram em geral judeus da Europa Central e adeptos de ideologias socialistas. Porém, o sionismo moderno - fundado por Theodor Herzl, a partir de 1896 - aos poucos foi ganhando peso entre os judeus de outras partes do mundo. Começaram então novas ondas de imigrações judaicas para a província palestina, com os que lá chegavam adquirindo terras dos árabes e estabelecendo colônias e fazendas coletivas (Kibbutzim). 

A escolha da causa sionista pelo território da então província palestina derivava de todo o significado cultural e histórico que a antiga Israel bíblica possuía para o povo judeu. Os sionistas defendiam a criação de um estado judaico em todo o território original de Israel, o que incluiria hoje a atual Jordânia, embora propostas de cessão de territórios na Patagônia, no Chipre e em Uganda tenham sido estudadas.

Ao término da Segunda Guerra Mundial, com a Europa destruída e os sentimentos anti-semitas ainda exaltados, milhões de judeus de todo o mundo se uniram aos sionistas na Palestina. Mas a política de restrição à imigração judaica foi mantida pelo Mandato Britânico. Como forma de burlar as determinações inglesas, grupos militantes judaicos sionistas procuravam infiltrar clandestinamente o maior número possível de refugiados judeus na Palestina. Enquanto isso, retomavam os ataques contra alvos britânicos e repeliam ações violentas dos nacionalistas árabes. Como as pressões foram se avolumando, a Grã-Bretanha decidiu abrir mão da administração da Palestina e entregou a administração da região à Organização das Nações Unidas (ONU).

O aumento dos conflitos entre judeus, ingleses e árabes forçou a reunião da Assembléia Geral da ONU, realizada em 29 de novembro de 1947 e presidida pelo brasileiro Osvaldo Aranha, que decidiu pela divisão da Palestina Britânica em dois estados, um judeu e outro árabe, que deveriam formar uma união econômica e aduaneira. A decisão foi aceita pela maioria das lideranças sionistas, embora tenha recebido críticas de outras organizações, por não permitir o estabelecimento do estado judeu em toda a Palestina. Mas a Liga Árabe não aceitou o plano de partilha. Eclodiu então um conflito armado entre judeus e árabes. 

Em 14 de maio de 1948, algumas horas antes do término do mandato britânico sobre a Palestina, David Ben Gurion assinou a Declaração de Independência do Estado de Israel. Em janeiro de 1949, Israel realizou suas primeiras eleições parlamentares e aprovou leis para assegurar o controle educacional, além do direito de retorno ao país para todos os judeus. No período entre a Declaração de Independência e a Guerra de Independência, Israel recebeu cerca de 850 mil imigrantes, em especial sobreviventes de guerra e judeus oriundos dos países árabes (sefaraditas e Mizrahim). A Guerra dos Seis Dias (de 5 a 10 de junho de 1967) gerou uma onda de anti-judaísmo nos países sob a esfera de influência soviética. Os judeus da União Soviética eram proibidos de deixar o país, mas a partir de 1969 a reivindicação dos judeus soviéticos pelo direito a imigração possibilitou um ligeiro incremento no número destes em Israel. Na Polônia, em 1967, mais de cinco mil judeus imigraram. Até 1973, ano da Guerra do Yom Kippur, 260 mil judeus desembarcaram em Israel, a maioria de países socialistas. Atualmente Israel vive um intenso conflito armado contra seus vizinhos árabes, e sua economia floresce com o forte apoio dos EUA e remessas particulares. Há o intenso e permanente conflito com o povo palestino, que quer estabelecer seu país nas terras de seus antepassados.

Fonte: IBGE

Turquia

TURQUIA - País localizado parte (menor) na Europa Mediterrânea, parte (maior) na Ásia, banhado pelo Mar Negro. Limita-se com oito países: Bulgária a noroeste, Grécia a oeste, Geórgia a nordeste, Armênia, Irã a leste, e Iraque e Síria a sudeste. Além disso, é banhado pelo Mar Negro e pelo Mediterrâneo, ao norte pelo Mar Egeu e a oeste pelo Mar de Mármara. A etimologia do seu nome vem de força, forte, poder no dialeto antigo local. O nome do fundador do império que originou a Turquia pode explicar também o topônimo: Bumin (ou Tu-men). Há registros datados do Século VI d.C. mencionando o povo nômade que habitava naquelas terras como os turk.

Localização: Oriente Médio
Capital: Ankara
Idioma: Turco
População: 75.837.020 habitantes
Extensão Territorial:  783.560 Km²
Bandeira da Turquia
Os atuais turcos, após as profundas miscigenações, já não têm mais nenhum traço dos habitantes originais daquelas terras, que derivavam de chineses, mongóis e hunos. 

A história da Turquia se confunde com a história da Europa e também do continente asiático. As primeiras grandes cidades do mundo nasceram nas planícies da Anatólia no período pré-histórico. Mais tarde, era na costa oeste da Turquia que ficavam algumas das principais cidades da Grécia Antiga, incluindo a antiga cidade de Tróia, que acabaria destruída pelos exércitos gregos. Durante a Antiguidade Clássica, a Turquia estava divida em zonas bem diferentes. A costa oeste, banhada pelo Egeu, era fértil em grandes cidades de origem grega, que serviram de baluarte às conquistas de Alexandre e aos sonhos de Antônio e Cleópatra. O interior turco pertencia a um outro mundo, influenciado pela cultura asiática que predominava na Pérsia antiga. Com a divisão do Império Romano, foi ao redor de Constantinopla (depois Bizâncio e hoje Istambul) que se formou um novo império, tendo na Turquia a sua base mais forte. E assim permaneceu até ao Século XIV, quando o Império Bizantino começou a se desmoronar e uma nova ordem, o Islã, se fortaleceu. A tribo Otomana islâmica tomou o poder aos Seljucidas e, com a conquista de Constantinopla por Maomé II, em 1453, a Turquia se tornou a peça central do Império Otomano. Durante três séculos os turcos foram se expandindo ao longo dos Balcãs, chegando mesmo até aos limites de Viena. A Sublime Porta - como era chamada a corte dos sultões da Turquia - se transformara na nação mais temida do mundo. 

Com o Século XVIII, começou a queda do Império Otomano, e a Turquia foi perdendo importância no jogo político. Depois da crise da Criméia, no Século XIX, a Turquia percebeu que era para sul e não para norte que estava o seu futuro. Foi por essa altura que o seu domínio sobre a Arábia se intensificou. E seria na península arábica que a Primeira Guerra Mundial iria atingir a Turquia. As campanhas de T.E. Lawrence, o Lawrence da Arábia, ajudaram a demolir o sólido Império Otomano. Em 1923 foi instituída a República da Turquia, quando então surgiu a figura de Kemal Ataturk, o presidente que revolucionou por completo o Estado turco. Separou o estado da Igreja, apostou na constituição de um parlamento representativo e trouxe a Turquia para o mundo ocidental. Em 1949, integrou o Conselho Europeu e três anos depois se tornou membro da OTAN.

Desde 1963 que a Turquia está na lista de espera para aderir à União Européia, mas viu a sua candidatura ser recusada sucessivamente. Com os critérios estabelecidos em Copenhagen, em 1993, a candidatura turca ganhou novo vigor e, em 1999, foi-lhe atribuído o estatuto de pré-candidato. Com a subida ao poder do AKP (sigla do Partido da Justiça e Desenvolvimento, em turco), muitos julgavam que era um passo atrás. O partido era de raiz islamita e o seu líder, Recep Erdo' an, um conservador ligado fortemente ao Islã. Mas Erdo' an se revelou um líder pragmático. O seu governo aplicou uma série de medidas, que incluíram duas revisões da Constituição, para se aproximarem o mais possível dos critérios exigidos pela União Européia (UE). Em outubro de 2004, a comissão da UE finalmente deu um parecer positivo sobre o eventual início das negociações rumo à adesão. Agora falta saber o que pensa cada um dos estados membros da república turca.

Vale ressaltar que a Turquia vivenciou uma série de golpes e, a partir dos anos 1970, períodos de instabilidade política e dificuldades econômicas. Por isso, as eleições de 2002, que levaram ao poder central o Partido da Justiça e Desenvolvimento, conservador, chefiado pelo ex-prefeito de Istambul, Recep Tayyip Erdo´an, surpreenderam positivamente as previsões dos analistas internacionais. Em 2005, a União Européia iniciou o processo de negociação com vistas à eventual adesão plena do país, que já é membro associado desde 1964.

Fonte: IBGE

Egito

EGITO - País árabe localizado ao norte da África, tendo fronteiras ao norte com o Mediterrâneo; a leste, com a Faixa de Gaza, Israel, Jordânia, Arábia Saudita e o Mar Vermelho; ao sul, com o Sudão e a oeste, com a Líbia. Seu nome em português provém do grego "Aígyptos", que por sua vez provem do egípcio "Há-K-Phtah" ("Morada de Phtah"). 

Localização: Norte da África.
Capital: Cairo
Idioma: Árabe
População: 83.386.739 habitantes
Extensão Territorial:  1.001.450 Km²
Bandeira do Egito
Mapa do Egito
Todavia, o nome mais antigo do país é "Kemet" ("Terra negra"), por conta das terras escuras e férteis depositadas pelas baixas do rio Nilo. A história deste país é uma das mais antigas do mundo, datando sua ocupação humana desde o Paleolítico. Por volta de 8.000 a.C., tribos de agricultores se fixam no Vale do Nilo e dois mil anos depois iniciam uma civilização que floresceria por muitos séculos, alcançando apogeu e posteriormente declinando, sendo invadida por outros povos e até mesmo perdendo seus valores culturais, substituídos pela cultura do dominador. É possível se dizer que o Antigo Egito se desenvolveu como Estado soberano entre 3200 a.C. e 32 a.C., quando o Império Romano o assimilou. 

Os estudiosos costumam dividir a História Egípcia em vários períodos, desde o pré-dinástico e proto-dinástico, passando pela Época Tinita (de 3100 a.C. a 2700 a.C.), Antigo Império (até 2300 a.C.), três períodos intermediários (até 640 a.C.), Época Baixa (até 332 a.C.), até o Ptolomaico (entre o 332 a.C. e o 31 a.C.) e a Dominação Romana, quando efetivamente caiu em decadência. Entre estes, cabe destacar a Época Tinita, quando aconteceu a unificação, por volta de 3100 a.C., dos reinos Alto e Baixo Egito, e o período de apogeu no Império Antigo. Houve 31 dinastias governando o país até que Alexandre, o Grande, invadisse e anexasse o Egito aos seus domínios, iniciando a Dinastia Macedônica (entre 332 a.C. e 304 a.C.). Posteriormente, esta era sucedida pela Dinastia Ptolomaica (de 304 a.C. a 31 a.C.), da qual Cleópatra foi a última soberana.

O Egito foi uma sociedade que cresceu de forma fortemente estratificada, com o faraó no topo da pirâmide, considerado como praticamente um deus. Logo abaixo, vinham sacerdotes, militares e escribas. Na faixa imediatamente abaixo, estavam artesãos, camponeses e pequenos comerciantes, com os escravos - pessoas capturadas nas guerras, que trabalhavam somente em troca de comida e água - na base. A economia do Antigo Egito era eminentemente agrícola, explorando a fertilidade das margens do Nilo, que, embora fossem áreas relativamente pequenas, conseguiam produzir enorme quantidade de alimentos, a ponto de serem consideradas como "os celeiros do Império Romano". Antes de serem dominadas, foram um ativo centro de relações econômicas, conseguindo alimentar toda a sua população e ainda exportavam o excedente. Construtores excepcionais, deixaram obras que atravessaram muitos séculos (pirâmides, templos, estátuas gigantescas). Os egípcios também desenvolveram a escrita, que permitiu transmitir ideias e aspectos de sua cultura através dos tempos. Houve dois tipos de escrita: a demótica - mais simples, utilizada cotidianamente - e a hieroglífica - bem mais complexa, formada por desenhos simbólicos e só decifrada no Século XIX. A religião cultuada pelos egípcios era politeísta, com vários deuses apresentando corpo parte humano, parte animal. Tinham o hábito de mumificarem seus mortos, por acreditarem na vida após a morte. Os sacerdotes faziam constantemente oferendas para garantirem boa safra e ajudar o Estado nas conquistas militares. Cada cidade tinha seu deus protetor, com suntuosos templos em seu louvor. A civilização egípcia sobressaiu à sua época especialmente na área científica. Desenvolveram a matemática, a medicina e até a astronomia. Durante o período em que esteve subjugada pela dominação greco-romana, a cidade de Alexandria tornou-se um dos maiores centros culturais da época, atraindo estudiosos e cientistas de todo o mundo conhecido.

No ano de 642 d.C., O Egito foi conquistado pelos árabes, quando já não havia mais nem sombra do antigo esplendor. Os egípcios da época adotaram a religião muçulmana e a língua do invasor, mesclando-se com o povo árabe. Durante os três séculos seguintes, sob o governo de califas fatímidas, Cairo, a nova capital, tornou-se um dos mais brilhantes centros intelectuais do mundo islâmico, atraindo sábios e estudiosos de todas as partes. Entre os Séculos X e XV, por conta de sua privilegiada posição geográfica, o Egito tornou-se o centro do comércio entre o Mediterrâneo e a Ásia, com forte presença de mercadores venezianos e genoveses. Nem as Cruzadas conseguiram prejudicar a sólida presença comercial cairota. Com o fim das Cruzadas, havia fortes indícios de que o Egito consolidaria sua importância como capital cultural do antigo império árabe. Entretanto, o sultanato dos turcos otomanos começou a se expandir pelo Oriente Médio e sudeste da Europa. Depois de se apoderarem de Constantinopla, em 1453, o próximo alvo comercial seria o Egito, tomado aos árabes no início do Século XVI. Tal fato coincidiu com a descoberta de rotas comerciais marítimas para o Extremo Oriente passando pelo Cabo da Boa Esperança, o que contribuiu para enfraquecer ainda mais a importância econômica e estratégica do Egito, que não mais detinha o monopólio das rotas pelo Mar Vermelho. 

Durante os três séculos seguintes, o Egito otomano seria governado por líderes mamelucos, em nome do poder central turco. Em 1805, Mohammed Ali, um chefe militar albanês (a Turquia dominava a maior parte dos Bálcãs) tomou o poder de forma sangrenta aos mamelucos, estabelecendo um poder centralizado, ampliando, inclusive, a autonomia de Cairo em relação a Istambul. Todavia, seus sucessores não mantiveram a boa administração de Ali, e a situação econômica do Egito voltou a ficar crítica. Pressionado por dívidas, o governo egípcio teve de aceitar a interferência de representantes de economias fortes (leia-se Inglaterra e França), com marcante presença na região. Isto gerou forte reação nacionalista, que levou ao confronto militar com uma frota anglo-francesa. 

Em 1914, quando o Império Turco estava debilitado, o Egito tornou-se protetorado inglês e assim se manteve até 1922. Durante a II Guerra Mundial, o país foi utilizado como base militar britânica. Com o fim do conflito, veio mais um golpe que acirrou o sentimento anticolonialista na região: em 1948, criou-se o Estado de Israel na Palestina. Egito e outras nações árabes empreendem uma guerra contra o novo Estado, mas acabaram derrotados. Em meio a crise nas forças armadas egípcias, militares comandados por Abdel Gamal Nasser e Mohamed Naguib pressionaram o governo e em 23 de julho de 1952, o rei Faruk foi obrigado a deixar o poder com a proclamação da República no ano seguinte. Em 1956, Gamal Nasser assumia a presidência do Egito, iniciando um novo regime nacionalista e socialista. A União Soviética ajudou o país a construir a gigantesca represa de Assuã, uma das maiores do mundo. Em 1955, Nasser ajudou a organizar e liderar a Conferência de Bandung, precursora do Movimento dos Países Não-Alinhados: vinte e nove países afro-asiáticos condenaram o colonialismo, a discriminação racial e a corrida atômica. Em outubro de 1956, com a nacionalização do Canal de Suez, Inglaterra, França e Israel invadiram o Egito. A ONU interveio, e os invasores tiveram que retirar suas tropas. Em 1958, Egito e Síria se uniram criando a República Árabe Unida, que se manteve até 1961, com a saída da Síria, embora o Egito mantivesse o mesmo nome. Em 1967, Nasser, juntamente com os governos da Síria e Jordânia, tentou asfixiar Israel economicamente, que respondeu com a Guerra dos Seis Dias, derrotando o exército egípcio e ocupando a Península do Sinai e a Faixa de Gaza, que pertenciam ao Egito. Com a morte de Nasser, em 1970, o vice-presidente Anwar Sadat assumiu o governo e pôs em prática uma política de abertura com o Ocidente, desnacionalização da economia egípcia, culminando com o rompimento com a URSS. Em 1973, houve novo conflito árabe-israelense, desta vez com graves consequências para o resto do mundo: o preço do petróleo subiu significativamente. Sadat enfrentou crise interna, por conta das piores condições de vida dos egípcios. E enfrentaria uma enorme crise com os demais países árabes por visitar Israel, em novembro de 1977. 

Sadat negociou com o governo israelita, em Camp David, sob a supervisão dos Estados Unidos, e conseguiu recuperar a Península do Sinai. Em 1981, Sadat foi assassinado por militares opositores. Seu sucessor, Hosni Mubarak, ampliou as negociações de Camp David, facilitando ainda mais a abertura da economia egípcia para empresas estrangeiras. Em 1985, o país entrou em crise econômica, agravada pela redução das receitas do petróleo, Suez e do turismo, e pela crescente diminuição da remessa de divisas pelos emigrantes. Em 1990, uma coalizão de tropas de países da ONU invadiram o Kuwait, que tinha sido ocupado pelas tropas iraquianas de Sadam Hussein. O Egito mandou parte de seu exército para a coalizão. Os EUA perdoaram a dívida militar egípcia. Todavia, a dívida externa continuava a crescer, e a qualidade de vida do povo a decair. Várias crises e insurreições aconteceram no Egito, ao longo do final do Século XX e início do XXI. Em 2011, após intensa rebelião popular, Hosni Mubarak é deposto.

Fonte: IBGE

Haiti

HAITI - País do Caribe que ocupa o terço ocidental da ilha Hispaniola e faz fronteira com a República Dominicana, a leste. Além dessa fronteira, os territórios mais próximos são as Bahamas e Cuba a noroeste, Turks e Caicos a norte, e Navassa a sudoeste. 

Localização: Caribe
Capital: Porto Príncipe
Idioma: Francês e Crioulo
População: 10.461.409 habitantes
Extensão Territorial:  27.750 Km²
Bandeira do Haiti
Mapa do Haiti
Depois da chegada de Colombo, os espanhóis estabeleceram fortes no litoral da ilha. Depois da segunda viagem de Colombo, a colonização foi estendida para toda a ilha, com a escravização de indígenas para a agricultura e cerâmica. A partir de 1540, a colonização espanhola no Haiti teve sua decadência. Depois da decadência espanhola, a partir de 1625, a ilha teve grande influência francesa. Em 1697 Espanha e França assinaram o Tratado de Ryswick, em que aquele país passava o controle da ilha para a França.

O Haiti foi o primeiro país latino-americano a declarar-se independente. Negros e mulatos se uniram sob a liderança de Toussaint L'Ouverture e, mais tarde, do ex-escravo Jean-Jacques Dessalines e combateram as tropas francesas até a proclamação em 1º de janeiro de 1804. Dois anos depois, Dessalines é deposto e morto, e o país tem o controle dividido entre Henri Christophe, ao norte, e Alexandre Pétion, ao sul. A unificação do país só acontece em 1820, sob o governo de Jean-Pierre Boyer. O período mais sombrio na história do Haiti iniciou-se em 1957, com a ditadura de François Duvalier (o Papa Doc). O regime montou um aparato de repressão militar que perseguiu seus opositores, torturando-os e assassinando muitos deles. A repressão era encabeçada pela milícia secreta dos tontons macoutes, cuja tradução é "bichos papões". O Papa Doc foi assassinado em 1971. Seu filho Jean Claude Duvalier,o baby doc, deu continuidade ao regime de terror imposto pelo pai, governando até 1986. Foi deposto por um golpe comandado pelos militares, que assumiram o poder, sucedendo-se no governo por vários anos. A esperança de redemocratização surgiu em 1990, quando ocorreram eleições livres e a população elegeu o padre Jean Betrand Aristide para presidente.

O Haiti de 1986 a 1990 foi governado por uma série de governos provisórios. Em 1987, uma nova constituição foi feita. Em dezembro de 1990, Jean-Bertrand Aristide foi eleito com 67% dos votos. Porém, poucos meses depois, Aristide foi deposto por um novo golpe militar, e a ditadura foi restaurada no Haiti. Em 1994, Aristide retornou ao poder no Haiti, com auxílio dos Estados Unidos. Mesmo assim, o ciclo de violência, corrupção e miséria não foi rompido. Em dezembro de 2003, sob pressão crescente da ala rebelde, Aristide prometeu eleições novas dentro de seis meses. Os protestos Anti-Aristide, em janeiro de 2004, fizeram várias mortes na capital do Haiti Porto-au-Príncipe. Em fevereiro, com o avanço dos rebeldes, Aristide fugiu para a África e o Haiti sofreu a intervenção internacional pela ONU. 

Em janeiro de 2010, o país sofreu um terremoto devastador que praticamente o destruiu. Desde então, o Haiti recebe ajuda internacional, incluindo do Brasil.

Fonte: IBGE