quinta-feira, 7 de março de 2019

Oceano Atlântico

Oceano que banha as costas ocidentais da Europa e da África e a oriental da América: 106.500.000 km² de área, 3.646 metros de profundidade média e 8605 metros de profundidade máxima (fossa de Porto Rico). É o segundo oceano mais extenso do planeta, perdendo apenas para o Pacífico, com o qual se comunica através dos estreitos de Magalhães e de Drake e pelo canal do Panamá. Limita-se ao norte com o oceano Ártico, através do mar da Groenlândia. Seus segmentos mais importantes são, no oeste, as baías de Hudson e de Baffin, o golfo do México e o mar do Caribe; no leste, os mares Báltico, do Norte, Mediterrâneo e Negro; e, no sul, o oceano Antártico. 
Vista do morro do Pico e de praias de Fernando de Noronha. A ilha faz parte de um arquipélago composto também por outras vinte ilhas menores, no oceano Atlântico. Foto: © CPJ Photography/Fotolia.
Deságuam no oceano Atlântico alguns dos maiores rios do mundo, como o Mississippi, o Congo e o Amazonas. O oceano abriga tanto ilhas continentais, como as Britânicas, as Grandes Antilhas e as Malvinas, como oceânicas (as que surgem da crosta oceânica como consequência de uma erupção vulcânica), como a Islândia, as Pequenas Antilhas, os Açores e as Canárias. 

O fundo do Atlântico é formado por uma cordilheira submarina que o atravessa de norte a sul:a dorsal Mesoatlântica, só interrompida pela fossa de Romanche (7.758 metros), na altura do Equador. No centro da dorsal Mesoatlântica há uma grande falha em contínua expansão, onde se formam constantemente novos trechos de crosta terrestre de origem vulcânica a partir do magma que brota do manto. Em contato com a água fria, a lava se solidifica rapidamente, e o fundo do mar se expande entre os continentes da África e da América. Desse modo, para abrir espaço para a crosta recém-formada, as placas continentais se separam lentamente, de maneira constante. No Atlântico Norte, o ritmo da separação é de um centímetro por ano. Entre a dorsal e os continentes encontram-se bacias conhecidas omo planícies abissais. Na parte ocidental localiza-se a mais importante, a fossa de Porto Rico, que atinge a profundidade máxima do oceano Atlântico. Na oriental encontram-se fossas menos profundas: a da Europa Ocidental, a das Canárias, a de Cabo Verde , a de Angola e a da Guiné.

O sistema de circulação das águas é diferente nas partes norte e sul do Atlântico. As correntes oceânicas do Atlântico Norte (como a Equatorial do Norte, a das Canárias e a do Golfo) são quentes e circulam no sentido horário. As correntes do Atlântico Sul (como a Equatorial do Sul, a do Brasil e a de Benguela), ao contrário, circulam no sentido anti-horário. A mais importante é a do Golfo, que se origina no golfo do México, quando a corrente Equatorial do Sul conflui com a Equatorial do Norte, que se dirige para a Flórida. Essa corrente influencia de forma decisiva a moderação do clima da Europa Ocidental. A água quente por ela transportada, quando se aproxima das latitudes mais altas do norte, se encontra com o ar frio. A diferença entre a temperatura da água e a da atmosfera é o que origina as altas ou baixas pressões que determinam o clima. 

O Atlântico tem grande importância econômica. Além de servir de rota intercontinental para o transporte de mercadorias e pessoas, abriga jazidas de gás e petróleo e grandes bancos de pesca (as espécies mais capturadas são a sardinha, o arenque, o bacalhau, a pescada, o badejo e a cavala). As espécies animais mais ameaçadas são as baleias, as focas, os leões-marinhos e as tartarugas.

Fontes: Atlas National Geographic / Mais Geografia / eGabriel.

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