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Exercícios de Filosofia sobre Immanuel Kant - com gabarito

1 - UFT 2023 -  Immanuel Kant (1724-1804): “Esclarecimento é a saída do homem de sua menoridade, da qual ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de fazer uso de seu entendimento sem a direção de outro indivíduo. O homem é o próprio culpado dessa menoridade se a causa dela não se encontra na falta de entendimento, mas na falta de decisão e coragem de servir-se de si mesmo sem a direção de outrem. Sapere aude! Tem coragem de fazer uso de teu próprio entendimento, tal é o lema do esclarecimento.” 
(KANT, I. Resposta à pergunta: Que é “Esclarecimento”. In. Textos Seletos. 2ª. Ed. Petrópolis: Vozes, 1985, p. 100). 

Assinale, conforme a indicação do texto, a alternativa CORRETA: 
a) A menoridade tem uma causa específica e retrata a falta de fé do homem. 
b) Ousar saber é ter a coragem de fazer uso de seu próprio entendimento. 
c) Cada um tem seu lema e isso é produto de coragem. 
d) O homem é um ser constantemente culpado pelo seu entendimento.

2 - UNISC 2023 -  Immanuel Kant, filósofo de origem alemã, viveu no século XVIII e é considerado um dos grandes pensadores da Modernidade. Manteve uma relação polêmica com a religião por defender “que somente podemos conhecer aquilo que podemos intuir”. Foi, também, o filósofo que formulou as grandes linhas da Moral, desfazendo seu relativismo e empregando forças para descobrir as máximas ou leis morais universais. Nesse sentido, formulou uma lei moral máxima, entendida como princípio categórico. 

Assinale a alternativa que representa o imperativo categórico de Kant. 
a) “Só sei que nada sei”. 
b) “Aja de tal maneira a tornar a tua ação uma lei universal”. 
c) “Penso, logo existo”. 
d) “Quem comete uma injustiça é sempre mais infeliz que o injustiçado”. 
e) “Avida é um processo constante de morrer”.

3 - UEA 2021 - Esclarecimento é a saída do homem de sua menoridade, da qual ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de fazer uso de seu entendimento sem a direção de outro indivíduo. O homem é o próprio culpado dessa menoridade se a causa dela não se encontra na falta de entendimento, mas na falta de decisão e coragem de servir-se de si mesmo sem a direção de outrem. 
(Immanuel Kant. Immanuel Kant: textos seletos, 2010. Adaptado.) 

De acordo com o texto, o esclarecimento é 
a) o dever de abdicar de todo regramento na atividade de pensar. 
b) passar da heteronomia (sujeição à vontade de terceiros) para a autonomia. 
c) a adoção de uma lógica geral como condição necessária para um correto pensar. 
d) a recusa completa da legitimidade da coerência do pensamento alheio. 
e) aceitar uma forma de pensar baseada em argumentos de autoridade.

4 - UNICENTRO 2021 - Leia o texto a seguir:
 “Age apenas segundo uma máxima tal que possas ao mesmo tempo querer que ela se torne lei universal.” 

Sobre o texto acima, assinale a alternativa que apresenta corretamente a concepção ética e o filósofo que a escreveu. 
a) Contratualismo moral, de John Rawls. 
b) Ética de virtudes, de Alasdair MacIntyre. 
c) Ética do dever, de Immanuel Kant. 
d) Ética não consequencialista, de Thomas Michael Scanlon. 
e) Utilitarismo hedonista, de Jeremy Bentham.

5 - UFU 2021/2 - Podemos dizer que o objetivo de Kant, ao escrever a Crítica da Razão Prática, era demonstrar que a lei moral provém da ideia de liberdade, por isso a razão pura é também prática no sentido de que a ideia racional de liberdade determina por si mesma a vida moral e com isso demonstra sua própria liberdade. 

De acordo com trecho acima, conclui-se que, para Kant, o agir moral deve fundar-se 
a) na noção de felicidade. 
b) nos ditames da razão. 
c) nas sensações físicas. 
d) na natureza humana.

6 - ENEM 2020 Digital - Princípios práticos são subjetivos, ou máximas, quando a condição é considerada pelo sujeito como verdadeira só para a sua vontade; são, por outro lado, objetivos, quando a condição é válida para a vontade de todo ser natural. 
KANT, I. Crítica da razão prática. Lisboa: Edições 70, 2008. 
A concepção ética presente no texto defende a 
a) universalidade do dever. 
b) maximização da utilidade. 
c) aprovação pelo sentimento. 
d) identificação da justa medida. 
e) obediência à determinação divina.

GABARITO
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02 - B
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04 - C
05 - B
06 - A

Exercícios de Filosofia sobre Friedrich Nietzsche - com gabarito

1 - UEG 2018/1 - Friedrich Nietzsche (1844-1900) é um importante e polêmico pensador contemporâneo, particularmente por sua famosa frase “Deus está morto”. Em que sentido podemos interpretar a proclamação dessa morte? 
a) O Deus que morre é o Deus cristão, mas ainda vive o deus-natureza, no qual o homem encontrará uma justificativa e um consolo para sua existência sem sentido. 
b) Não fomos nós que matamos Deus, ele nos abandonou na medida em que não aceitamos o fato de que essa vida só poderá ser justificada no além, uma vez que o devir não tem finalidade. 
c) O Deus que morre é o deus-mercado, que tudo nivela à condição de mercadoria, entretanto o Deus cristão poderá ainda nos salvar, desde que nos abandonemos à experiência de fé. 
d) A morte de Deus não se refere apenas ao Deus cristão, mas remete à falta de fundamento no conhecimento, na ética, na política e na religião, cabendo ao homem inventar novos valores. 
e) A morte de Deus serve de alerta ao homem de que nada é infinito e eterno, e que o homem e sua existência são momentos fugazes que devem ser vividos intensamente.

2 - UNESP 2021 - Pode acontecer que, para a educação do verdadeiro filósofo, seja preciso que ele percorra todas as gradações nas quais os “trabalhadores da filosofia” estão instalados e devem permanecer firmes: ele deve ter sido crítico, cético, dogmático e histórico e, ademais, poeta, viajante, moralista e vidente e “espírito livre”, tudo enfim para poder percorrer o círculo dos valores humanos, dos sentimentos de valor, e poder lançar um olhar de múltiplos olhos e múltiplas consciências, da mais sublime altitude aos abismos, dos baixios para o alto. Mas tudo isso é apenas uma condição preliminar da sua incumbência. Seu destino exige outra coisa: a criação de valores. 
(Friedrich Nietzsche. Além do bem e do mal, 2001. Adaptado.) 

No texto, Nietzsche propõe que a formação do filósofo deve 
a) assegurar e manter os poderes políticos do governante. 
b) conhecer e extrapolar as práticas de vida, os sentimentos e os valores presentes na sociedade. 
c) privilegiar e fortalecer o papel da religião nas atitudes críticas perante a vida e os humanos. 
d) restringir-se ao terreno da reflexão na busca por uma verdade absoluta. 
e) retomar a origem una e indivisível dos humanos, na busca de sua liberdade de natureza.

3 - CESGRANRIO 2010 - Nietzsche aponta, quando se refere à morte de Deus, em seu diagnóstico da Modernidade, à(ao) 
A) perda do referencial em valores absolutos. 
B) queda do prestígio das religiões e dos fundamentalismos na modernidade. 
C) conquista tecnológica operada pela ciência. 
D) fato de a existência preceder à essência. 
E) argumento teológico da existência de Deus.

4 - UFU 2020 - Leia a descrição dos dois conjuntos de valores morais do filósofo Friedrich Nietzsche (1844 - 1900). 
Uma moral é caracterizada por valorizar a saúde, a vida e não acreditar em qualquer valoração no além da vida ou ideal ascético. A outra moral tem como principal característica a valoração da bondade e da virtude. 

Assinale a alternativa que apresenta os conceitos que são definidos por esses dois conjuntos de valores morais. 
a) Moral dos padres e moral protestante. 
b) Moral do senhor e moral dos nobres. 
c) Moral dos escravos e moral religiosa. 
d) Moral dos nobres e moral do escravo.

5 - UPE 2017 - Sobre a consciência crítica, considere o texto a seguir: 
O homem é corda estendida entre o animal e o Super-homem: uma corda sobre um abismo; perigosa travessia, perigoso caminhar; perigoso olhar para trás, perigoso tremer e parar. O que é de grande valor no homem é ele ser uma ponte e não um fim; o que se pode amar no homem é ele ser uma passagem e um acabamento. Eu só amo aqueles que sabem viver como que se extinguindo, porque são esses os que atravessam de um para outro lado. 
NIETZSCHE, Friedrich. Assim Falou Zaratustra. São Paulo, 1999, p. 27. 

O filósofo Nietzsche elucida, sobre a consciência crítica e a filosofia, que 
a) o valor da natureza íntima do homem está na pura razão e não na vontade de viver. 
b) a dimensão existencial tem importância e conduz à exaltação da vida e à superação do homem. 
c) a virtude do homem está na superação do existir para alcançar a salvação. 
d) o homem deve renunciar à vida e buscar o sentido do super-homem na transcendência. 
e) a consciência crítica é a supressão da vontade de viver, já que o homem é o Super-homem.

6 - UEMA 2013 - Nietzsche celebrizou-se e tornou-se até venerado por muitos por haver filosofado, no dizer comum, a ―golpes de martelo‖, uma vez que realizou críticas radicais à filosofia de tradição socrático-platônica, ao cristianismo e, inclusive, à ciência. 

Nietzsche desferiu golpes impiedosos a essas categorias da cultura ocidental, porque 
a) desarticularam a moral histórica, impedindo a vontade de potência subjetiva no ocidente. 
b) desmotivaram a vontade de potência humana, conforme paradigmas da filosofia e da ciência. c) impuseram uma moral de rebanho, capaz de atrofiar a vontade de potência dos indivíduos. d) determinaram a ―morte de Deus‖, privando-se da competência de arrebanhar os homens. e) preservaram a tradição atrofiando, consequentemente, a possibilidade de atualização de uma moral universal.

7 - UEG 2016/2 - Para Nietzsche, uma educação superior da humanidade exigiria uma transvaloração de todos os valores que têm como frente de combate a transvaloração platônico-cristã. Em relação à transvaloração proposta por Nietzsche, nota-se que 
a) visa retirar o homem da alienação na qual se encontra, mostrando que tudo já está decidido e escolhido para nós. 
b) sustenta uma visão metafísica que valoriza e postula uma possível realidade para além do mundo sensível. 
c) implica uma valorização dos valores presentes eliminando a ideia de um mundo metafísico de verdades eternas. 
d) visa aprofundar a cisão platônico-cristã entre esse mundo (o empírico) e o outro mundo (o mundo-verdade). 
e) opera uma inversão de valores, na medida em que considera os valores vigentes como sintoma de decadência.

8 - UFU 2014/2 - Assinale a alternativa que indica a “moral do senhor”, de acordo com Nietzsche. 
a) Os princípios metafísicos e morais dos diálogos de Platão. 
b) A força, a criatividade, a saúde e o amor à vida. 
c) Os princípios éticos e morais, que se encontram na Bíblia. 
d) O ódio e o ressentimento dos fracos contra os mais fortes.

GABARITO
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Exercícios de Filosofia sobre a Maiêutica - com gabarito

1 - CESGRANRIO 2010 -  Quais os procedimentos mais típicos da maiêutica socrática? 
A) Devir e plano de imanência. 
B) Ironia e dialética. 
C) Espanto e rigor. 
D) Dialética e método experimental. 
E) Observação da natureza e dialética.

2 - FEPESE 2018 - O método socrático de induzir as pessoas a descobrirem as suas próprias verdades, que deu origem ao método pedagógico que permite ao professor dirigir as pesquisas do aluno, deixando que ele descubra a verdade por seus próprios meios, também é conhecido como:
A) Indução. 
B) Dedução.
C) Summerhill.
D) Semiótica. 
E) Maiêutica.

3 - UFU 2017/2 - A respeito do método de Sócrates, assinale a alternativa que apresenta a definição correta de maiêutica. 
a) Um método sintético, que ignora a argumentação dos interlocutores e prontamente define o que é o objeto em discussão. 
b) Uma estratégia sofística, que é empregada para educar a juventude na prática da retórica, visando apenas ao ornamento do discurso. 
c) Um método analítico, que interroga a respeito daquilo que é tido como a verdadeira justiça, o verdadeiro belo, o verdadeiro bem. 
d) Uma iluminação divina, que deposita na mente do filósofo o conhecimento profundo das coisas da natureza.

4 - FEPESE 2021 - O método socrático de induzir as pessoas a descobrirem suas próprias verdades, que trazem em si sem saber, é conhecido como: 
A) Sofisma. 
B) Indução. 
C) Dialética. 
D) Maiêutica. 
E) Fusão de Horizonte

5 - Unichristus 2019/2 - (...) Sócrates criou um método de investigação do conhecimento por intermédio da ideia de “trazer o conhecimento à luz” por meio de sucessivas questões para chegar à verdade. Esse caminho usado por Sócrates era um verdadeiro “parto”, em que ele induzia os seus discípulos a praticarem mentalmente a busca da verdade última. O princípio da filosofia de Sócrates estava na frase “conhece-te a ti mesmo”. Antes de lançar-se em busca de qualquer verdade, o homem deve analisar-se e reconhecer a própria ignorância. Sócrates inicia sua discussão e conduz seu interlocutor a tal reconhecimento, por meio do diálogo, que é a primeira fase do seu método em busca da verdade (...). 
Disponível em: http://pgl.gal/. Acesso em: 5 fev. 2019. 

O método socrático de busca do conhecimento é denominado de 
a) Escolástica. 
b) Maiêutica. 
c) Patrística. 
d) Contratualismo. 
e) Empirismo. 

GABARITO
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Teste de Filosofia: Santo Agostinho (02)

Lista de Exercícios sobre Santo Agostinho (02)

1 - CESMAC 2016/1 - A influência da Igreja Católica foi dominante em todas as áreas. Um dos seus teóricos mais conhecido, Santo Agostinho, defendia: 
a) o relativismo cultural que incentivava a existência de diferentes maneiras de se exercer a crença em Deus. 
b) as ideias de Aristóteles fundadas no Realismo e na mitologia existente na Grécia. 
c) o fim do monoteísmo, com adoção de uma religião que aceitasse a multiplicidade de credos e afirmasse a liberdade de expressão. 
d) as reflexões de Platão, que são fundamentais para uma parte significativa do pensamento católico. 
e) a crença no pecado original, sem, contudo, aceitar a predestinação e a onipotência divina.

2 - UEMA 2014 - Segundo o filósofo Agostinho, o homem fora criado à imagem e à semelhança de Deus, estando, portanto, preparado para compreender a essência divina. Contudo, em virtude do pecado de Adão – o chamado pecado original -, o homem decaíra. Como todo ser humano nasce em consequência do ato procriador (pecado original), todo ser humano nasce manchado pelo pecado de Adão. 
Fonte: AGOSTINHO, Santo. Confissões. São Paulo: Paulus, 1997. (adaptado) 

Existem várias formas de se tentar explicar a origem do homem. A do filósofo Agostinho é uma delas. Sua teoria está fundamentada em uma consciência do tipo 
a) crítica. 
b) religiosa. 
c) empírica. 
d) científica. 
e) senso comum.

3 - UEA 2022 - O filósofo Agostinho de Hipona (354-430) afirma que há uma forma de os humanos não precisarem passar pelas punições divinas, desde que 
a) vivam em irmandades religiosas. 
b) utilizem convenientemente o livre-arbítrio. 
c) duvidem sistematicamente da filosofia pagã. 
d) façam cotidianamente exames de consciência 
e) imitem a cada semana o sacrifício de Cristo.

4 - UECE 2022 - “Agostinho faz um contraponto ao dualismo maniqueísta ao refutar que o mal não existe enquanto ser. Ele refuta o dualismo ontológico do bem e do mal dos maniqueístas e desenvolve a teoria da origem do mal como uma negação do Sumo Bem, na qual o mal não tem ser, não existe, mas é resultado do livre-arbítrio da vontade do homem que o utiliza em vista de si mesmo. Ou seja, o mal é moral; é um ato voluntário do homem ao negar seu Criador, Deus, Bem universal, em vista de si mesmo.” 
GOMES, I. S. G. A origem do mal no pensamento de agostinho de hipona. In: Anais do III Congresso Nordestino de Ciências da Religião e Teologia. Disponível em: http://www.unicap.br/ocs/index.php/cncrt/cncrt/paper/vie wFile/277/61. Acessado em 18-10-2021 – Adaptado.

Segundo essa passagem, a origem do mal está 
a) na liberdade do homem, dotado por Deus de livre-arbítrio. 
b) na ação sobre os homens de um ente que personifica o mal. 
c) na natureza humana, que, por ser finita, é próxima do mal. 
d) no mau uso do livre-arbítrio, orientado pelo amor-próprio.

5 - UFU 2018/2 - Agostinho, em Confissões, diz: “Mas após a leitura daqueles livros dos platônicos e de ser levado por eles a buscar a verdade incorpórea, percebi que ‘as perfeições invisíveis são visíveis em suas obras’ (Carta de Paulo aos Romanos, 1, 20)”. 
Agostinho de Hipona. Confissões, livro VII, cap. 20, citado por: MARCONDES, Danilo. Textos Básicos de Filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 2000. Tradução do autor. 

Nesse trecho, podemos perceber como Agostinho 
a) se utilizou da Bíblia para conhecer melhor a filosofia platônica. 
b) utiliza a filosofia platônica para refutar os textos bíblicos. 
c) separa nitidamente os domínios da filosofia e da religião. 
d) foi despertado para o conhecimento de Deus a partir da filosofia platônica.

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Teste de Filosofia: Santo Agostinho (01)

Lista de Exercícios sobre Santo Agostinho (01)

1 - ENEM PPL 2015 - Se os nossos adversários, que admitem a existência de uma natureza não criada por Deus, o Sumo Bem, quisessem admitir que essas considerações estão certas, deixariam de proferir tantas blasfêmias, como a de atribuir a Deus tanto a autoria dos bens quanto dos males. Pois sendo Ele fonte suprema da Bondade, nunca poderia ter criado aquilo que é contrário à sua natureza. 
AGOSTINHO. A natureza do Bem. Rio de Janeiro: Sétimo Selo, 2005 (adaptado).

Para Agostinho, não se deve atribuir a Deus a origem do mal porque
a) o surgimento do mal é anterior à existência de Deus.
b) o mal, enquanto princípio ontológico, independe de Deus.
c) Deus apenas transforma a matéria, que é, por natureza, má.
d) por ser bom, Deus não pode criar o que lhe é oposto, o mal.
e) Deus se limita a administrar a dialética existente entre o bem e o mal.

2 - ENEM 2020 Digital - Sem negar que Deus prevê todos os acontecimentos futuros, entretanto, nós queremos livremente aquilo que queremos. Porque, se o objeto da presciência divina é a nossa vontade, é essa mesma vontade assim prevista que se realizará. Haverá, pois, um ato de vontade livre, já que Deus vê esse ato livre com antecedência. 
SANTO AGOSTINHO. O livre-arbítrio. São Paulo: Paulus, 1995 (adaptado). 

Essa discussão, proposta pelo filósofo Agostinho de Hipona (354-430), indica que a liberdade humana apresenta uma 
a) natureza condicionada. 
b) competência absoluta. 
c) aplicação subsidiária. 
d) utilização facultativa. 
e)autonomia irrestrita.

3 - ENEM 2019 - De fato, não é porque o homem pode usar a vontade livre para pecar que se deve supor que Deus a concedeu para isso. Há, portanto, uma razão pela qual Deus deu ao homem esta característica, pois sem ela não poderia viver e agir corretamente. Pode-se compreender, então, que ela foi concedida ao homem para esse fim, considerando-se que se um homem a usar para pecar, recairão sobre ele as punições divinas. Ora, isso seria injusto se a vontade livre tivesse sido dada ao homem não apenas para agir corretamente, mas também para pecar. Na verdade, por que deveria ser punido aquele que usasse da sua vontade para o fim para o qual ela lhe foi dada? 
AGOSTINHO. O livre-arbítrio. In: MARCONDES, D. Textos básicos de ética. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008. 
Nesse texto, o filósofo cristão Agostinho de Hipona sustenta que a punição divina tem como fundamento o(a) 
a) desvio da postura celibatária. 
b) insuficiência da autonomia moral. 
c) afastamento das ações de desapego. 
d) distanciamento das práticas de sacrifício,
e) violação dos preceitos do Velho Testamento. 

4 - ENEM 2018 - Não é verdade que estão ainda cheios de velhice espiritual aqueles que nos dizem: “Que fazia Deus antes de criar o céu e a terra? Se estava ocioso e nada realizava”, dizem eles, “por que não ficou sempre assim no decurso dos séculos, abstendo-se, como antes, de toda ação? Se existiu em Deus um novo movimento, uma vontade nova para dar o ser a criaturas que nunca antes criara, como pode haver verdadeira eternidade, se n’Ele aparece uma vontade que antes não existia?” 
AGOSTINHO. Confissões. São Paulo: Abril Cultural, 1984. 
A questão da eternidade, tal como abordada pelo autor, é um exemplo da reflexão filosófica sobre a(s) 
a) essência da ética cristã. 
b) natureza universal da tradição. 
c) certezas inabaláveis da experiência. 
d) abrangência da compreensão humana. 
e) interpretações da realidade circundante.

5 - UFU 2021/2 - Santo Agostinho refletiu sobre as questões do ensino e do aprendizado, observando que os mestres têm grande importância no ensino porque, por meio de palavras, podem ensinar. No entanto, não bastam as palavras exteriores para o conhecimento verdadeiro, é preciso o auxílio do mestre interior, conforme afirma De Magistro: 
“No que diz respeito a todas as coisas que compreendemos, não consultamos a voz de quem fala, a qual soa por fora, mas a verdade que dentro de nós preside a própria mente, incitados talvez pelas palavras a consultá-la. Quem é consultado, ensina verdadeiramente, e este é Cristo, que habita, como foi dito, no homem interior, isto é, a virtude incomutável de Deus e a sempiterna Sabedoria, que toda alma racional consulta, mas que se revela a cada um quanto é permitido pela sua própria boa ou má vontade.” 
SANTO AGOSTINHO. De Magistro. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1987, Capítulo XI, p. 319. 

De acordo com o trecho, deduz-se que o papel do ensinamento de mestres é 
a) demonstrar a verdade incontestável. 
b) enunciar somente o que é a verdade. 
c) estimular a busca da verdade interior. 
d) ensinar verdades para além de Cristo.

GABARITO
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Teste de Filosofia: Patrística (01)

Lista de Exercícios sobre a Patrística(01)

1 - UFU 2012/2 - Na medida em que o Cristianismo se consolidava, a partir do século II, vários pensadores, convertidos à nova fé e, aproveitando-se de elementos da filosofia greco-romana que eles conheciam bem, começaram a elaborar textos sobre a fé e a revelação cristãs, tentando uma síntese com elementos da filosofia grega ou utilizando-se de técnicas e conceitos da filosofia grega para melhor expor as verdades reveladas do Cristianismo. Esses pensadores ficaram conhecidos como os Padres da Igreja, dos quais o mais importante a escrever na língua latina foi santo Agostinho. 
COTRIM, Gilberto. Fundamentos de Filosofia: Ser, Saber e Fazer. São Paulo: Saraiva, 1996, p. 128. (Adaptado) 

Esse primeiro período da filosofia medieval, que durou do século II ao século X, ficou conhecido como 
a) Escolástica. 
b) Neoplatonismo. 
c) Antiguidade tardia 
d) Patrística.

2 - FEPESE 2021 - A filosofia que resultou dos esforços dos Apóstolos cristãos, Paulo e João, e dos primeiros Padres da Igreja, para conciliar o cristianismo com o pensamento filosófico dos gregos e romanos, e convencer os pagãos a seguir a nova religião é conhecida como: 
a) Paulina.
b) Joanina. 
c) Patrística. 
d) Teológica. 
e) Inspirada.

3 - FEPESE 2022 - Analise o texto abaixo: 
A filosofia patrística resultou dos esforços dos apóstolos Paulo e João e dos Padres da Igreja para conciliar o cristianismo e o pensamento filosófico dos gregos e romanos como forma de propiciar a conversão dos ________________________à nova religião que representavam. Logo, a filosofia patrística visava a evangelização e a defesa do cristianismo nos conflitos morais e teóricos com os seus adversários. Entre os representantes da patrística destacaram-se, entre outros, ___________________ , Orígenes e Santo Agostinho. Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.

A) hereges • Alberto Magno
B) infiéis • Francis Bacon
C) muçulmanos • Pedro Abelardo
D) pagãos • Tertuliano
E) gentios • Bernardo de Claraval

4 - IBADE 2019 - Santo Agostinho foi o maior expoente da filosofia medieval cristã em sua primeira fase, identificada como: 
A) Escolástica 
B) Pirronismo 
C) Patrística. 
D) Reformista. 
E) Ortodoxa.

5 - UEG 2011 - “A casa de Deus, que cremos ser uma, está, pois, dividida em três: uns oram, outros combatem, e outros, enfim, trabalham.” 
BISPO ADALBERON DE LAON, século XI, apud LE GOFF, Jacques. A civilização do ocidente medieval. Lisboa: Editorial Estampa, 1984. p. 45-46. 

A sociedade do período medievo possuía como uma de suas características a estrutura social extremamente rígida e segmentada. A sociedade dos homens era um reflexo da sociedade divina. Essa estrutura é uma herança da filosofia 
A) patrística, de Santo Agostinho. 
B) escolástica, de Abelardo. 
C) racionalista, de Platão. 
D) dialética, de Hegel.

GABARITO
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Teste de Filosofia: Aristóteles (01)

Lista de Exercícios sobre Aristóteles (01)

1. UFU 2018/2 - “O filósofo natural e o dialético darão definições diferentes para cada uma dessas afecções. Por exemplo, no caso da pergunta “O que é a raiva?”, o dialético dirá que se trata de um desejo de vingança, ou algo deste tipo; o filósofo natural dirá que se trata de um aquecimento do sangue ou de fluidos quentes do coração. Um explica segundo a matéria, o outro, segundo a forma e a definição. A definição é o “o que é” da coisa, mas, para existir, esta precisa da matéria.” Aristóteles. Sobre a alma, 1,1403a 25-32. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2010. 

Considerando-se o trecho acima, extraído da obra Sobre a Alma, de Aristóteles (384-322 a.C.), assinale a alternativa que nomeia CORRETAMENTE a doutrina aristotélica em questão. 

A) Teoria das categorias. 
B) Teoria do ato-potência. 
C) Teoria das causas. 
D) Teoria do eudaimonismo.

2. UNCISAL 2018 - "O bem do indivíduo é da mesma natureza que o bem da Cidade, mas este é mais belo e mais divino porque se amplia da dimensão do privado para a dimensão do social, para a qual o homem grego era particularmente sensível, porquanto concebia o indivíduo em função da Cidade e não a Cidade em função do indivíduo". 
REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. História da filosofia – v. 1. 3.ed. São Paulo: Paulus, 2003, p. 221. 

Em Aristóteles, a primazia da Cidade, apresentada no excerto, reflete-se na ideia de ser humano como animal político. Nesse sentido, Aristóteles entende como sendo cidadãos 
a) todos os que vivem em uma cidade, o que inclui homens e mulheres, escravos e livres, nativos e estrangeiros. 
b) apenas os homens livres, residentes na Cidade, e colonos que habitam a região rural. 
c) todos os indivíduos nascidos na Cidade, homens e mulheres, aos quais se facultava o direito de escolher os seus governantes, legisladores e juízes. 
d) os que participam da administração da coisa pública, ou seja, que fazem parte das assembleias que legislam, governam e administram a justiça na cidade. 
e) homens e mulheres, detentores de riqueza suficiente para pagar os impostos necessários à manutenção da administração da coisa pública, o que inclui os que governam, os que legislam e os que administram a justiça.

3. UEL PR - Leia o texto a seguir. Ao que parece, duas causas, e ambas naturais, geraram a poesia. O imitar é congênito no homem, e os homens se comprazem no imitado. Sinal disso é o que acontece na experiência: nós contemplamos com prazer as imagens mais exatas daquelas mesmas coisas que olhamos com repugnância, por exemplo, as representações de animais ferozes e de cadáveres. Causa é que o aprender não só muito apraz aos filósofos, mas também, igualmente, aos demais homens, se bem que menos participem dele. Efetivamente, tal é o motivo por que se deleitam perante as imagens: olhando-as aprendem e discorrem sobre o que seja cada uma delas, e dirão, por exemplo, “este é tal”. Porque, se suceder que alguém não tenha visto o original, nenhum prazer lhe advirá da imagem, como imitada, mas tão-somente da execução, da cor ou qualquer outra causa da mesma espécie. 
(Adaptado de: ARISTÓTELES, Poética. Trad. Eudoro de Sousa. São Paulo: Abril Cultural, 1973. p.445. Os Pensadores.) 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a noção de imitação (mímesis) em Aristóteles, assinale a alternativa correta. 
a) A pintura e a poesia retratam prazerosamente as coisas imitadas como mais belas do que são na realidade. 
b) A pintura e a poesia são prazerosas quando retratam coisas agradáveis, já as imitações desagradáveis nenhum prazer causam nas pessoas. 
c) Ao dizer “este é tal”, percebem-se a cor e as técnicas usadas pelo pintor, o que provoca uma sensação desagradável. 
d) As imitações da poesia e da pintura causam prazer ao se reconhecer o retratado, mesmo que seja uma retratação de algo desagradável. 
e) Diferentemente da pintura, a poesia surgiu via causas naturais, pois, nesta, a imitação é uma característica adquirida na experiência.

4. UFU/2015/2 - Segundo Giovanni Reale, ― a metafísica aristotélica é inteiramente constituída por termos e conceitos pluridimensionais e polivalentes, e isso vale a começar pelo próprio conceito que define ‗metafísica‘ ou ‗filosofia primeira‘, que constantemente, ao longo dos catorze livros, é determinado de quatro modos diferentes. 
REALE, G. Aristóteles: Metafísica. Ensaio Introdutório, Vol 1. Trad. Marcelo Perine. São Paulo: Ed. Loyola, 2001, p. 37. 

Sobre os quatro modos diferentes, assinale a alternativa INCORRETA. 
A) Trata-se de ciência do ser enquanto ser e do que compete ao ser enquanto ser, isto é, ciência das causas e dos princípios supremos. 
B) Trata-se de ciência da percepção sensível e, então, ancorada em constatações empíricas que buscam no ―o quê as coisas que são a sua razão de ser. 
C) O ser tem múltiplos significados, então, a metafísica é ciência das causas e dos princípios da substância, fundamento de todos os outros significados. 
D) A metafísica é ciência teológica ou relativa às coisas divinas, pois se dedica a uma substância primeira, transfísica ou suprafísica.

5. UNCISAL 2017 - As investigações filosóficas desse filósofo deram origem a diversas áreas do conhecimento. Suas obras influenciaram a Biologia, a Zoologia, a Física, a História natural, a Poética, a Psicologia, além das disciplinas propriamente filosóficas como a Ética, a Teoria política, a Estética e a Metafísica. Ele é reconhecido como aquele que iniciou o estudo científico da vida, pois foi o primeiro interessado na morfologia e no modo como os animais podem ser agrupados, do ponto de vista de suas semelhanças e diferenças, realizando estudos sistemáticos, sendo considerado como o pai da biologia. Seu modo de investigação influenciou a cultura ocidental e a ciência moderna. 
ARAÚJO, Magnólia Fernandes Florêncio de; MENEZES, Alexandre; COSTA, Ivaneide Alves Soares da. História da Biologia. 2. ed. Natal: EDUFRN, 2012 (adaptado). 

O texto refere-se ao filósofo 
A) Tales de Mileto. 
B) Aristóteles. 
C) Pitágoras. 
D) Sócrates. 
E) Platão.
 
GABARITO
01 - C
02 - D
03 - D
04 - B
05 - B

Exercícios de Filosofia sobre a fenomenologia - com gabarito

Questão 01 - UNICENTRO 2010/2 - Qual o postulado básico da fenomenologia? 
a) A fenomenologia afirma que o conhecimento não passa de uma interpretação da realidade, isto é, de uma atribuição de sentidos determinada por uma escala ontológica de valores, constituindo-se, portanto, numa metafísica dos costumes. 
b) Em nome da verdade subjetiva, a fenomenologia recusa o projeto da filosofia moderna, recusando o pensamento analítico. Seu postulado básico afirma que o real deixa de ser racional. 
c) A fenomenologia procede por decomposição, enumeração e categorização dos objetos, fragmentando-os. Seu postulado básico é estabelecer a dicotomia entre razão e experiência. 
d) A fenomenologia pretende realizar a superação da dicotomia razão-experiência no processo do conhecimento, afirmando que toda consciência é intencional, ou seja, o objeto só existe para um sujeito que lhe dá significado. 
e) O postulado básico da fenomenologia é a metafísica fenomenológica, isto é, voltada para o reconhecimento do ser-em si dos fenômenos, portanto, vinculada a uma noção de ser abstrata e a uma consciência transcendental.

Questão 02 - UNIMONTES 2012/1 - A fenomenologia surgiu no final do século XIX, com Franz Brentano, cujas principais ideias foram desenvolvidas por Edmund Husserl (1859 - 1958). No que se refere à fenomenologia, marque a alternativa INCORRETA. 
a) Na fenomenologia, o postulado básico é a noção de intencionalidade. 
b) A fenomenologia pretende superar a dicotomia razão-experiência. 
c) Para a fenomenologia, toda consciência é intencional. 
d) Na fenomenologia, o conceito de fenômeno refere-se ao que se esconde.

Questão 03 - CESPE 2009 - A respeito da fenomenologia moderna, assinale a opção correta. 
A) A fenomenologia moderna é o método filosófico que visa apreender as essências absolutas de tudo quanto existe além dos seres empíricos e individuais. 
B) A fenomenologia em apreço descreve pormenorizadamente tudo o que se apreende pelos sentidos, no intuito de proceder à coleta de elementos para a constituição da ciência física. 
C) Com vistas ao embasamento das convicções teológicas, a fenomenologia moderna busca o entendimento dos principais fenômenos da física experimental como ciência. 
D) A fenomenologia moderna consiste na valorização teleológica da evidência dada pela percepção física do mundo.

Questão 04 - COMPERVE 2019 - A fenomenologia é um movimento filosófico que se estruturou no início do século XX. Os principais representantes deste movimento foram os filósofos 
A) Bion, Merleau-Ponty e Rollo May. 
C) Husserl, Merleau-Ponty e Heidegger. 
B) Levinas, Rollo May e Perls. 
D) Viktor Frankl, Husserl e Bion.

Questão 05 - VUNESP 2015 - A fenomenologia é o estudo das essências; e todos os problemas, nesta perspectiva, tornam a definir essências, como por exemplo: a essência da percepção, a essência da consciência. A fenomenologia representa uma tendência filosófica que, inclusive, questionou os conhecimentos do positivismo, elevando a importância do sujeito no processo 
(A) da formulação do pensamento materialista filosófico. 
(B) de aferição de resultados ontológicos do ser. 
(C) da construção do conhecimento. 
(D) da definição do problema de pesquisas quantitativas. 
(E) de elaboração dos fundamentos da sociedade burguesa.

GABARITO
01 - D
02 - D
03 - A
04 - C
05 - C

Exercícios de Filosofia sobre o Empirismo - com gabarito

Questão 01 - CESMAC 2021.2 - O Período da História da Filosofia Ocidental o qual defende que o ser humano jamais consegue conhecer a essência das coisas, mas, apenas, as aparências que os seus sentidos apreendem dessas mesmas coisas, é chamado: 
a) Empirismo. 
b) Patrística. 
c) Escolástica. 
d) Iluminismo. 
e) Racionalismo.

Questão 02 - CESMAC 2018/2 - O período da História da Filosofia ocidental, cuja preocupação precípua foi demonstrar que o ser humano jamais conhece as realidades, mas, sim, os seus fenômenos e aparências, passou a ser conhecido pelo nome de: 
a) Escolástica. 
b) Patrística. 
c) Espiritualismo. 
d) Iluminismo. 
e) Empirismo.

Questão 03 - CESMAC 2018/1 - O período da História da Filosofia a que foi dado o nome de Empirismo, é aquele que defende: 
a) que o conhecimento que poderemos ter das coisas reais consiste apenas nas ideias que obtemos das mesmas coisas. 
b) que o conhecimento que poderemos obter das coisas está limitado às sensações que, delas, nossos sentidos obtêm. 
c) que, por via racional, temos possibilidade de desvendar os mistérios da fé, mediante uma especial iluminação divina. 
d) que, no nosso intelecto, existem categorias a priori, mediante as quais se obtêm conhecimentos verdadeiros, embora subjetivos. 
e) que a razão humana é elevada a uma categoria transcendente, na qual apreende, em si, todas as ideias, enquanto inatas.

Questão 04 - UNIMONTES 2011/2 - De onde apreendemos todos os materiais da razão e do conhecimento? A isso respondo, numa palavra: experiência. Locke critica as ideias inatas. Se houvesse ideias inatas, as crianças já nasceriam com o conhecimento acabado. Locke é um pensador que contribui para a colocação de uma corrente de pensamento denominada 
a) Empirismo. 
b) Narcisismo. 
c) Idealismo. 
d) Espiritualismo.

Questão 05 - UNEMAT 2016/1 - Os defensores desta corrente de pensamento surgida na Inglaterra preconizam que a fonte principal do nosso conhecimento é a experiência. (...) essa perspectiva filosófica sustenta que, antes de receber os dados fornecidos pela nossa experiência, a nossa razão seria como uma “folha em branco”, em que nenhuma palavra fora escrita; ou ainda, nossa razão seria uma “tábula rasa”, em que nada fora gravado. Assim, do ponto de vista do processo ensino-aprendizado, por exemplo, há que se levar em conta, principalmente, a experiência e/ou a vivência de mundo do sujeito.
A corrente de pensamento referida é o: 
a) Racionalismo. 
b) Inatismo. 
c) Criticismo. 
d) Naturalismo. 
e) Empirismo.

GABARITO
01 - A
02 - E
03 - B
04 - A
05 - E

Exercícios de Filosofia sobre Kierkegaard - com gabarito

Questão 01 - Leia as afirmações abaixo: a respeito da obra do filósofo Søren Aabye Kierkegaard. 
I) O dinamarquês Søren Aabye Kierkegaard é considerado o pai do racionalismo. Sua frase mais conhecida é “Penso, logo existo”. 
II) O pensamento de Søren Aabye Kierkegaard é marcado pelo objetivismo. Para ele, a filosofia deveria ser demonstrada por argumentos lógicos. 
III) A filosofia de Søren Aabye Kierkegaard é sistemática e pretende incluir em um sistema integrado todas as grandes questões da filosofia. 
IV) A problemática central de Søren Aabye Kierkegaard consiste na irracionalidade de nossa experiência do real; tinha uma preocupação filosófica com o “tornar-se cristão”. 
V) A filosofia de Søren Aabye Kierkegaard apresenta um vocabulário técnico que possui um sentido próprio no interior de sua obra. Para compreender o que um conceito significa é preciso entender toda a sua obra. 
Com base nas afirmações acima, estão corretas: 
a) Apenas I e IV; 
b) Apenas II e IV; 
c) Apenas IV; 
d) Apenas II, III e V; 
e) Apenas I, II, III e V

Questão 02 - Qual a importância da biografia de Søren Aabye Kierkegaard para compreendermos sua obra? 
a) Nenhuma. A obra de Kierkegaard não tem nenhuma relação com sua existência concreta e, por isso, pode ser chamada de existencialista; 
b) Parcialmente relevante. Embora Kierkegaard tenha sido levado a reflexões filosóficas por fatos de sua vida, ele não os menciona. Ou seja, sua biografia foi o ponto de partida da sua obra filosófica, mas os desdobramentos não são a ela tributários; 
c) Muito relevante. Seu pensamento é marcado pela ênfase na experiência pessoal e sua biografia é o veículo para suas reflexões filosóficas. Por isso, falar da filosofia de Kierkegaard é falar dele mesmo.

Questão 03 - Dentre as características listadas abaixo, escolha as que se referem ao estilo filosófico de Søren Aabye Kierkegaard.
a) Uma marca poética acentuada;
b) Uso da pseudonímia;
c) Uso de vocabulário técnico;
d) Recurso à ironia como dispositivo de escrita.

Questão 04 - A religiosidade tinha uma grande relevância para o filósofo Søren Aabye Kierkegaard, e isso está relacionado ao seguinte fato da sua vida: 
a) O filósofo, ateu na juventude, teve uma enfermidade física. Depois de uma cura milagrosa, converteu-se ao cristianismo. 
b) O filósofo recebeu, na infância, uma educação religiosa rigorosa por parte de seu pai, Michael Pedersen. O pai de Kierkegaard nasceu e viveu seus primeiros anos de vida na Jutlândia e a expressão religiosa jutlandesa era marcada por um pietismo triste e ancorada na culpa e no medo da punição. 
c) O filósofo, após a morte do pai, Michael Pedersen, ficou muito pobre e precisou trabalhar como pastor para terminar seus estudos de filosofia e teologia, como também para garantir sua subsistência. Mesmo assim, não se converteu ao cristianismo e, por isso, dissemos que seu existencialismo é ateu. 
d) O filósofo, abandonado pela noiva Régine Olsen, encontrou na religião uma forma de se recuperar da decepção amorosa. Depois de se converter, tornou-se pastor, casou-se com uma mulher que trabalhava como doméstica em sua casa e foi pai de sete filhos.

Questão 05 - O filósofo dinamarquês Søren Aabye Kierkegaard identificou três estádios distintos ou modos de existência. São eles: 
a) Estádio empírico, estádio racionalista, estádio existencialista; 
b) Estádio científico, estádio religioso, estádio jurídico; 
c) Estádio estético, estádio ético, estádio religioso. 
d) Estádio ético, estádio jurídico, estádio existencialista; 
e) Estádio estético, estádio técnico, estádio filosófico;

GABARITO
01 - C
02 - C
03 - Estão corretas as alternativas a)b) e d).
04 - B
05 - C

Exercícios de Filosofia sobre “O Príncipe”, de Maquiavel - com gabarito

Questão 01 - UNIEVA 2017/2 -Leia o texto a seguir.
Já que um príncipe deve saber utilizar bem a natureza animal, convém que escolha a raposa e o leão: como o leão não sabe se defender das armadilhas e a raposa não sabe se defender dos lobos, é necessário ser raposa para conhecer as armadilhas e leão para meter medo nos lobos. MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe. Lisboa: Europa-América, 1976. p. 94.
O trecho citado pertence ao tratado de teoria política O Príncipe, que Nicolau Maquiavel escreveu visando descrever como um líder deve se portar em questões públicas internas e externas, bem como um guia de como chegar e se manter no poder. 
A figura histórica que inspirou o livro foi 
a) César Bórgia, cardeal e duque de Valentinois, filho do papa Alexandre VI. 
b) Lourenço Il de Médici, duque de Urbino, para quem a obra foi dedicada. 
c) Ricardo Coração de Leão, rei da Inglaterra e líder de uma Cruzada. 
d) Alexandre, o Grande, tema do quarto capítulo do livro.

Questão 02 - UFPA 2013/1 - Ao pensar como deve comportar-se um príncipe com seus súditos, Maquiavel questiona as concepções vigentes em sua época, segundo as quais consideravam o bom governo depende das boas qualidades morais dos homens que dirigem as instituições. Para o autor, “um homem que quiser fazer profissão de bondade é natural que se arruíne entre tantos que são maus. Assim, é necessário a um príncipe, para se manter, que aprenda a poder ser mau e que se valha ou deixe de valer-se disso segundo a necessidade”. 
Maquiavel, O Príncipe, São Paulo: Abril cultural, Os Pensadores, 1973, p.69. 
Sobre o pensamento de Maquiavel, a respeito do comportamento de um príncipe, é correto afirmar que 
a) a atitude do governante para com os governados deve estar pautada em sólidos valores éticos, devendo o príncipe punir aqueles que não agem eticamente. 
b) o Bem comum e a justiça não são os princípios fundadores da política; esta, em função da finalidade que lhe é própria e das dificuldades concretas de realizá-la, não está relacionada com a ética. 
c) o governante deve ser um modelo de virtude, e é precisamente por saber como governar a si próprio e não se deixar influenciar pelos maus que ele está qualificado a governar os outros, isto é, a conduzi-los à virtude. 
d) o Bem supremo é o que norteia as ações do governante, mesmo nas situações em que seus atos pareçam maus. 
e) a ética e a politica são inseparáveis, pois o bem dos indivíduos só é possível no âmbito de uma comunidade politica onde o governante age conforme a virtude.

Questão 03 - UFU 2009/2 - Maquiavel esteve empenhado na renovação da política em um período ainda dominado pela teologia cristã com os seus valores que atribuíam ao poder divino a responsabilidade sobre os propósitos humanos. Em sua obra mestra, O príncipe, escreveu: “Deus não quer fazer tudo, para não nos tolher o livre arbítrio e parte da glória que nos cabe”. MAQUIAVEL, N. O príncipe. Tradução Lívio Xavier. São Paulo: Nova Cultural, 1987. Coleção Os Pensadores. p. 108. 
Assinale a alternativa que fundamenta essa afirmação de Maquiavel. 
a) Deus faz o mais importante, conduz o príncipe até o trono, garantindo-lhe a conquista e a posse. Depois, cabe ao soberano fazer um bom governo submetendo-se aos dogmas da fé. 
b) A conquista e a posse do poder político não é uma dádiva de Deus. É preciso que o príncipe saiba agir, valendo-se das oportunidades que lhe são favoráveis, e com firmeza alcance a sua finalidade. 
c) Os milagres de Deus sempre socorreram os homens piedosos. Para ser digno do auxílio divino e alcançar a glória terrena é preciso ser obediente à fé cristã e submeter-se à autoridade do papa. 
d) Nem Deus, nem o soberano são capazes de conquistar o Estado. Tudo que ocorre na História é obra do capricho, do acaso cego, que não distingue nem o cristão nem o gentio.

Questão 04 - FUVEST 2008 - No início do século XVI, Maquiavel escreveu O Príncipe – uma célebre análise do poder político, apresentada sob a forma de lições, dirigidas ao príncipe Lorenzo de Médicis. Assim justificou Maquiavel o caráter professoral do texto: Não quero que se repute presunção o fato de um homem de baixo e ínfimo estado discorrer e regular sobre o governo dos príncipes; pois assim como os [cartógrafos] que desenham os contornos dos países se colocam na planície para considerar a natureza dos montes, e para considerar a das planícies ascendem aos montes, assim também, para conhecer bem a natureza dos povos, é necessário ser príncipe, e para conhecer a dos príncipes é necessário ser do povo. Tradução de Lívio Xavier, adaptada. Ao justificar a autoridade com que pretende ensinar um príncipe a governar, Maquiavel compara sua missão à de um cartógrafo para demonstrar que 
a) o poder político deve ser analisado tanto do ponto de vista de quem o exerce quanto do de quem a ele está submetido. 
b) é necessário e vantajoso que tanto o príncipe como o súdito exerçam alternadamente a autoridade do governante. 
c) um pensador, ao contrário do que ocorre com um cartógrafo, não precisa mudar de perspectiva para situar posições complementares. 
d) as formas do poder político variam, conforme sejam exercidas por representantes do povo ou por membros da aristocracia. 
e) tanto o governante como o governado, para bem compreenderem o exercício do poder, devem restringir-se a seus respectivos papéis.

Questão 05 - UNIPAR 2019 - O florentino Nicolau Maquiavel (1469-1527) rompeu com a religiosidade medieval, estabelecendo nítida distinção entre a moral individual e a moral pública. Em seu livro "O Príncipe" preconizava que: 
a) o chefe de Estado deve ser um chefe de exército. O Estado em guerra deve renunciar a todo sentimento de humanidade. O equilíbrio das forças está inscrito nos tratados. Mas os chefes de Estado não devem hesitar em trair sua palavra ou violar sua assinatura no interesse do Estado.
 b) somente a autoridade ilimitada do soberano poderia manter a ordem interna de uma nação. A ordem política internacional é a mais importante; sem ela se estabeleceria o caos e a turbulência política. 
c) na transformação do Estado Natural para o Estado Civil, legitima-se o poder absoluto do rei, uma vez que o segundo monta-se a partir do indivíduo, que cede seus direitos em troca de proteção contra a violência e o caos do primeiro. 
d) o trono real não é o trono de um homem, mas o trono do próprio Deus... Os reis... são deuses e participam de alguma maneira da independência divina. O rei vê mais longe e de mais alto; deve-se acreditar que ele vê melhor... 
e) há três espécies de governo: o republicano, o monárquico e o despótico... A liberdade política não se encontra senão nos governos moderados... Para que não se possa abusar do poder, é preciso que pela disposição das coisas, o poder faça parar o poder.

Questão 06 - ENEM 2012 - Não ignoro a opinião antiga e muito difundida de que o que acontece no mundo é decidido por Deus e pelo acaso. Essa opinião é muito aceita em nossos dias, devido às grandes transformações ocorridas, e que ocorrem diariamente, as quais escapam à conjectura humana. Não obstante, para não ignorar inteiramente o nosso livrearbítrio, creio que se pode aceitar que a sorte decida metade dos nossos atos, mas [o livre-arbítrio] nos permite o controle sobre a outra metade. 
MAQUIAVEL, N. O Príncipe. Brasília: EdUnB, 1979 (adaptado). 

Em O Príncipe, Maquiavel refletiu sobre o exercício do poder em seu tempo. No trecho citado, o autor demonstra o vínculo entre o seu pensamento político e o humanismo renascentista ao 
a) valorizar a interferência divina nos acontecimentos definidores do seu tempo. 
b) rejeitar a intervenção do acaso nos processos políticos. 
c) afirmar a confiança na razão autônoma como fundamento da ação humana. 
d) romper com a tradição que valorizava o passado como fonte de aprendizagem. 
e) redefinir a ação política com base na unidade entre fé e razão.

Questão 07 - URCA 2013/1 - Daqui nasce um dilema: é melhor ser amado que temido, ou o inverso? Respondo que seria preferível ser ambas as coisas, mas como é muito difícil conciliá­las, parece­me mais seguro ser temido do que amado, se só de puder ser uma delas. 
(MAQUIAVEL, Nicolo. O Príncipe. Lisboa: Europa­América, 1976, p. 88­90). 
O texto acima é de um dos pensadores mais influentes no pensamento político dos últimos 500 anos. Sobre o seu pensamento podemos afirmar que: 
a) Defendia o Estado democrático de direito, no qual as pessoas pudessem exercer plenamente a bondade humana; 
b) Para ele, o homem tende à maldade, resta fundamentar a ação política em um pessimismo de caráter antropológico que a dissocie dos valores morais predominantes em seu tempo; 
c) Para quem detém o poder, o amor e não o medo é o caminho mais seguro para assegurar a permanência da dominação; 
d) Nem mesmo o poder do Estado e a sujeição à lei são capazes de garantir o equilíbrio dos egoísmos e de neutralizar a maldade humana; 
e) Ambição e crueldade são duas características humanas que o príncipe precisa desconsiderar em seu governo como forma de garantir o poder.

Questão 08 - UFU 2013/2 - Em seus estudos sobre o Estado, Maquiavel busca decifrar o que diz ser uma verità effettuale, a ―verdade efetiva‖ das coisas que permeiam os movimentos da multifacetada história humana/política através dos tempos. Segundo ele, há certos traços humanos comuns e imutáveis no decorrer daquela história. Afirma, por exemplo, que os homens são ―ingratos, volúveis, simuladores, covardes ante os perigos, ávidos de lucro‖. (O Príncipe, cap. XVII) Para Maquiavel: 
a) A "verdade efetiva" das coisas encontra-se em plano especulativo e, portanto, no dever-ser. 
b) Fazer política só é possível por meio de um moralismo piedoso, que redime o homem em âmbito estatal. 
c) Fortuna é poder cego, inabalável, fechado a qualquer influência, que distribui bens de forma indiscriminada. 
d) A Virtù possibilita o domínio sobre a Fortuna. Esta é atraída pela coragem do homem que possui Virtù.

Questão 09 - FDSM 2017 - Para Maquiavel “o Príncipe” é o único que carrega em seus ombros o peso da pressão e da responsabilidade do governo do Estado e dos interesses de toda a coletividade. Portanto, não deve e nem pode ter, quando governa, os valores morais das pessoas comuns. Em alguns momentos é até conveniente, se necessário, que ele utilize recursos como a força e a mentira. Podemos dizer que Maquiavel, em sua obra “O Príncipe”: 
a) Apresenta fundamentos do liberalismo político que o colocam como um precursor do pensamento iluminista. 
b) Opõe-se ao pensamento político do Antigo Regime. 
c) Propõe a sofocracia, o governo de um rei-filósofo. 
d) Reafirma os valores iluministas de sua época. 
e) Reavalia as relações entre ética e política durante um período de governos absolutistas.

Questão 10 - UNICAMP 2016 - Quanto seja louvável a um príncipe manter a fé, aparentar virtudes e viver com integridade, não com astúcia, todos o compreendem; contudo, observa-se, pela experiência, em nossos tempos, que houve príncipes que fizeram grandes coisas, mas em pouca conta tiveram a palavra dada, e souberam, pela astúcia, transtornar a cabeça dos homens, superando, enfim, os que foram leais (...). Um príncipe prudente não pode nem deve guardar a palavra dada quando isso se lhe torne prejudicial e quando as causas que o determinaram cessem de existir. 
(Nicolau Maquiavel, O Príncipe. São Paulo: Nova Cultural, 1997, p. 73-85.) 
A partir desse excerto da obra, publicada em 1513, é correto afirmar que: 
a) O jogo das aparências e a lógica da força são algumas das principais artimanhas da política moderna explicitadas por Maquiavel 
b) A prudência, para ser vista como uma virtude, não depende dos resultados, mas de estar de acordo com os princípios da fé. 
c) Os princípios e não os resultados é que definem o julgamento que as pessoas fazem do governante, por isso é louvável a integridade do príncipe. 
d) A questão da manutenção do poder é o principal desafio ao príncipe e, por isso, ele não precisa cumprir a palavra dada, desde que autorizado pela Igreja.

Questão 11 - UNICENTRO 2019 - Nicolau Maquiavel, filósofo italiano que viveu entre 1469 e 1527, pode ser considerado o primeiro pensador da chamada “ciência política”, tal qual a concebemos contemporaneamente. A respeito desse filósofo é INcorreto afirmar. 
a) Tornou-se celebremente conhecido por sua obra intitulada “O Príncipe”, na qual esboça o perfil de um governante capaz de promover um estado forte e estável, coerente com o espírito da época em que Maquiavel viveu, período em que se formavam e se afirmavam as monarquias nacionais absolutistas. 
b) Criticava o pensamento político grego, acusando-o de não ter ido além da construção de utopias, na medida em que partia de considerações sobre como o homem deve agir e não sobre como ele age efetivamente. 
c) Afirmou um pensamento político calcado em uma moral utilitarista, ou seja, uma moral segundo a qual o resultado benéfico da ação do governante para os governados importa mais do que a forma da ação em si. 
d) Defendeu que o governante pode abrir mão de suas convicções e valores pessoais quando compreender que sua ação, mesmo contrariando a sua moral, resultará em benefícios aos governados. 
e) Concebeu a sua principal obra, “O Príncipe”, em que defende a necessidade do poder absoluto dos reis, enquanto exercia a função de tutor do governante do Estado Absolutista Francês.

Questão 12 - UNESP 2022/2 - Ora resta examinar quais devem ser os procedimentos e as resoluções do príncipe com relação aos seus súditos e aos seus aliados. Há uma grande distância entre o modo como se vive e o modo como se deveria viver, que aquele que em detrimento do que se faz privilegia o que se deveria fazer mais aprende a cair em desgraça que a preservar a sua própria pessoa. Ora, um homem que de profissão queira fazer-se permanentemente bom não poderá evitar a sua ruína, cercado de tantos que bons não são. Assim, é necessário a um príncipe que deseje manter-se príncipe aprender a não usar [apenas] a bondade. 
(Nicolau Maquiavel. O Príncipe, 1998. Adaptado.) 
O tema abordado por Maquiavel no excerto também está relacionado ao seu conceito de fortuna, que diz respeito ao fato de o governante 
a) privilegiar a vontade popular. 
b) valorizar a vontade divina. 
c) agir com virtude na vida privada. 
d) conseguir equilibrar as riquezas reais. 
e) saber lidar com imprevistos.

Questão 13 - FADESP 2017 - Para Nicolau Maquiavel, o príncipe deve, para se manter no poder 
(A) usar só da força. 
(B) ficar ocioso nos tempos de paz. 
(C) desconsiderar as ações dos grandes homens. 
(D) incorporar a arte da guerra, tanto do ponto de vista do pensamento quanto da ação, mesmo no momento de paz.

Questão 14 - FADESP 2017 - Nicolau Maquiavel recomenda que o príncipe deve 
(A) usar da força como forma de manter o consenso, para ser querido. 
(B) ter exclusivamente milícias pagas para garantir um grande progresso ao principado. 
(C) contratar milícias mercenárias em função da sua lealdade, para garantir sua permanência no poder. 
(D) conter as suas despesas para que necessariamente não roube seus súditos, como mecanismo de defesa para não ser abjetado, para não ser percebido como um rapace. 

GABARITO
01 - A
02 - B
03 - B
04 - A
05 - A
06 - C
07 - B
08 - D
09 - E
10 - A
11 - E
12 - E
13 - D
14 - D

Exercícios de Filosofia sobre o positivismo - com gabarito

Questão 01 - UNICENTRO 2012/1 - Sobre o positivismo, é correto afirmar que é uma doutrina 
a) do século II a.C. 
b) que acolhe os postulados socráticos. 
c) que privilegia o estudo metafísico da natureza. 
d) que não decorreu do desenvolvimento das ciências modernas. 
e) nascida no ambiente cientificista nos finais do século XVIII e início do século XIX.

Questão 02 - ENEM PPL 2015 - O filósofo Auguste Comte (1798 - 1857) preenche sua doutrina com uma imagem do progresso social na qual se conjugam ciência e política deve assumir o aspecto de uma ação científica e a política deve ser estudada de maneira científica (a física social). Desde que a Revolução francesa favoreceu a integração do povo na vida social, o positivismo obstina-se no programa de uma comunidade pacífica. E o Estado, instituição do “reino absoluto da lei”, é a garantia da ordem que impede o retorno potencial das revoluções e engendra o progresso. 
RUBY, C. Introdução à filosofia política. São Paulo: Unesp, 1998 (adaptado). 
A característica do Estado positivo que lhe permite garantir não só a ordem, como também o desejado progresso das nações, é ser 
a) espaço coletivo, onde as carências e desejos da população se realizam por meio das leis. 
b) produto científico da física social transcendendo e transformando as exigências da realidade. 
c) elemento unificador, organizando e reprimindo, se necessário, as ações dos membros da comunidade. 
d) programa necessário, tal como a Revolução Francesa, devendo portanto se manter aberto a novas insurreições. 
e) agente repressor, tendo um papel importante a cada revolução, por impor pelo menos um curto período de ordem.

Questão 03 - UNIMONTES 2015 - O Positivismo foi uma corrente de pensamento filosófico predominante no século XIX e início do século XX. Seu mais eminente representante foi Auguste Comte (1798-1857), que é considerado o precursor da Sociologia. No que tange às características fundamentais do Positivismo, pode-se afirmar, EXCETO 
a) Para o Positivismo, o conhecimento científico é a “bússola da sociedade”. Nesse sentido, é imprescindível que se tenha o conhecimento acerca dos fenômenos sociais, para que se consiga prever os mesmos e agir com eficácia. 
b) O Positivismo persegue um objetivo principal: descobrir as leis gerais que regem os fenômenos sociais 
c) O Positivismo é uma doutrina filosófica que enfatiza a busca pelo conhecimento das singularidades sociais, dando ênfase ao estudo interpretativo das ações de indivíduos em uma determinada coletividade. 
d) O Positivismo preza pela regularidade, estabilidade e bom funcionamento das instituições sociais.

Questão 04 - UNEMAT 2014/2 - Dentro das Ciências Sociais, como nas demais Ciências, encontramos várias correntes filosóficas, entre elas, o Positivismo. Uma das características do Positivismo é: 
a) Proporcionar a intepretação do social pela ótica da religião, a qual poderia explicar a existência das desigualdades e dos conflitos como sendo algo natural em meio à sociedade. 
b) Utilizar o método cartesiano para compreender o social, dividindo o social e o individual como objetos diferentes de análise. 
c) Analisar a sociedade a partir das classes, as quais seriam compostas pela quantidade de dinheiro acumulado. 
d) Aliar a ciência ao desenvolvimento de melhorias para a sociedade, sempre garantindo a ordem, pois a organização social é fundamental para que tenhamos a paz, evitando, assim, distúrbios e abalos no sistema. 
e) Ser uma teoria socialista em que se junta a ordem e o progresso, sendo a primeira fundamental para se obter a melhoria da vida em sociedade.

Questão 05 - UNICENTRO 2013/1 - O positivismo foi o pensamento que glorificou a sociedade europeia do século XIX, em franca expansão. Procurava resolver os conflitos sociais por meio da exaltação à coesão, à harmonia natural entre os indivíduos, ao bem-estar do todo social. Assinale a alternativa correta referente ao fundador do positivismo. 
a) Émile Durkheim. 
b) Charles Montesquieu. 
c) Max Weber. 
d) Auguste Comte. 
e) Herbert Spencer.

Questão 06 - UNIMONTES 2015 - Segundo Comte, “todos os bons espíritos repetem, desde Bacon, que somente são reais os conhecimentos que repousam sobre fatos observados”. Com esse pensamento, o que Comte deseja afirmar? Marque a alternativa CORRETA. 
a) Os mitos e a religião devem conviver harmoniosamente com a ciência. 
b) A religião supera a ciência e é mais ampla do que esta. 
c) Ao expulsarmos os mitos, a religião, as crenças em geral e a metafísica, a ciência positiva assume seu devido lugar. 
d) A metafísica possui respostas mais consistentes do que as ciências positivas.

Questão 07 - IFPR 2017 - Augusto Comte, filósofo francês do século XIX e fundador do positivismo, ao explicar a evolução da humanidade, definiu a maturidade do espírito pelo abandono de todas as formas míticas e religiosas, opondo, dessa forma, mito e razão e ainda, indicando a inferioridade do mito como tentativa fracassada de explicação da realidade. Ao exaltar a ciência, no entanto, o positivismo acabou por gerar o “mito cientificista”, que se caracterizou pela: 
a) convicção de que as ciências seriam a base do novo pensamento religioso. 
b) possibilidade de desmontar os antigos conceitos científicos ao criar outros. 
c) crença na ciência como única forma de saber possível. 
d) valorização de algumas práticas rituais mágicas quando elas levavam ao autoconhecimento.

Questão 08 - UNICENTRO 2020 - O pai da Sociologia, o francês Auguste Comte, defendia a existência da razão e da Ciência como sendo fundamentais para a vida humana e pregava uma atitude voltada para o conhecimento concreto e objetivo da realidade. Comte sustentou um posicionamento científico para o pensamento filosófico, apontando para a necessidade absoluta do uso da Razão como ponto de partida para toda e qualquer área do conhecimento. (O PAI, 2019). 
Tendo como base o texto apresentado e os conhecimentos sobre Sociologia, é correto afirmar que a escola defendida por Comte era 
a) Positivista. 
b) Existencialista. 
c) Racionalista. 
d) Cientificista. 
e) Humanista.

Questão 09 - UniCesumar 2017 - Nosso principal objetivo, com efeito, é estender à conduta humana o racionalismo científico, mostrando que, considerada no passado, ela é redutível a relações de causa e efeito que uma operação não menos racional pode transformar a seguir em regras de ação para o futuro. 
(DURKHEIM, Émile. As regras do método sociológico. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1999, p. XIII) 
A partir do excerto acima, é possível afirmar que a corrente teórica à qual se vincula o sociólogo francês Émile Durkheim é 
a) o Marxismo. 
b) o Positivismo. 
c) o Existencialismo. 
d) a Fenomenologia. 
e) o Historicismo.

Questão 10 - UNICENTRO 2018 - Corrente de pensamento criada por Auguste Comte, filósofo francês, considerado um dos fundadores da Sociologia. Essa corrente defende o princípio de que a ciência é o caminho para o progresso da humanidade. Defende a aplicação dos métodos científicos na análise dos fenômenos sociais. Exerceu significativa influência no Brasil, que expressa em sua bandeira republicana o lema dessa corrente, “ordem e progresso”. A qual corrente sociológica o fragmento de texto se refere? 
a) Historicismo 
b) Positivismo 
c) Anarquismo 
d) Fordismo 
e) Marxismo

Questão 11 - ESA 2018 - A corrente filosófica presente no movimento republicano e que inspirou o lema “Ordem e Progresso” foi o: 
a) relativismo 
b) positivismo 
c) iluminismo 
d) espiritualismo 
e) modernismo

GABARITO
01 - E
02 - C
03 - C
04 - D
05 - D
06 - C
07 - C
08 - A
09 - B
10 - B
11 - B

Exercícios de Filosofia sobre a Patrística - com gabarito

Questão 01 - UNICENTRO 2018 - O nome patrística decorre do trabalho dos padres da Igreja que, desde o século II de nossa era, elaboraram o pensamento cristão. Assinale a alternativa que apresenta, de forma CORRETA, um representante dessa filosofia. 
a) Tomás de Aquino 
b) Roger Bacon
c) Averróis 
d) Agostinho de Hipona 
e) Giordano Bruno

Questão 02 - CESMAC 2017/2 - A História das filosofias ocidentais está dividida em grandes períodos, de acordo com as preocupações fundamentais dos pensadores que constituíram cada um. O período cujo escopo foi a defesa do cristianismo contra o paganismo, contra o hebraísmo e contra as heresias, passou à História com o nome de: 
a) Escolástica. 
b) Patrística. 
c) Espiritualismo. 
d) Iluminismo.
e) Empirismo.

Questão 03 - UFT 2019 - No livro Confissões, Santo Agostinho, principal representante da Patrística medieval, trata do seguinte problema “É Deus o autor do mal?”. Desse problema advêm as seguintes indagações: “Onde está, portanto, o mal? De onde e por onde conseguiu penetrar? Qual é a sua raiz e a sua semente? Porventura não existe nenhuma? Por que recear muito, então, o que não existe?” 
Fonte: (AGOSTINHO, S. Confissões. São Paulo: Nova Cultural, 1999, p. 177 (Col. Os pensadores)). 
Com relação ao problema do mal em Confissões analise as afirmativas a seguir: 
I. todas as coisas que existem são boas, e o mal não é uma substância, pois, se fosse substância seria um bem. 
II. todas as coisas que se corrompem não são boas, pois são privadas de todo bem. 
III. o mal se não é substância, é a perversão da vontade desviada da substância suprema. 
IV. o mal é a corrupção que afeta diretamente a substância divina que está sujeita a ela. Com base nas afirmativas, assinale a alternativa CORRETA. 
a) Apenas as afirmativas I, II e III estão corretas. 
b) Apenas as afirmativas I e III estão corretas. 
c) Apenas as afirmativas II e IV estão corretas. 
d) Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas.

GABARITO
01 - D
02 - B
03 - B

Exercícios de Filosofia sobre a Escolástica - com gabarito

Questão 01 - CESMAC 2018/1 - O período da História da Filosofia denominado Escolástica, caracterizou-se por: 
a) deixar bem clara a separação entre a explicação racional (logos) e a explicação mítica das realidades que rodeiam o homem. 
b) colocar a Filosofia ao serviço da Teologia, no sentido de facilitar a aceitação dos dogmas da religião cristã. 
c) eleger as experiências empíricas como o mais seguro caminho para atingir a verdade que se busca sobre as coisas. 
d) considerar como única realidade as ideias que temos das coisas e, não, as coisas em si mesmas, tais quais nos aparecem, pelos sentidos. 
e) defender que a Razão ajuda o homem a chegar à Fé, a Fé ilumina a Razão, e a Razão, depois, ajuda a esclarecer os conteúdos da Fé.

Questão 02 - CESMAC 2019/1 - O Período da História da Filosofia que considera a Filosofia como sendo um instrumento para ajudar na compreensão dos dogmas do Cristianismo, chama-se: 
a) Iluminismo. 
b) Empirismo. 
c) Racionalismo. 
d) Patrística. 
e) Escolástica.

Questão 03 - ESPM 2019/1 - No século XIII surgiu a Escolástica, corrente filosófica que, a partir de então, dominou o pensamento medieval. (Rubim Santos Leão de Aquino. História das Sociedades: das Comunidades Primitivas às Sociedades Medievais) 
A Escolástica: 
a) teve em Santo Agostinho seu maior expoente e era teocêntrica; 
b) teve em Alberto Magno seu maior expoente e refutava o teocentrismo, pregando o antropocentrismo; 
c) teve em Tomás de Aquino seu principal expoente e foi uma tentativa de harmonizar a razão com a fé; 
d) considerava que a razão podia proporcionar uma visão completa e unificada da natureza ou da sociedade; 
e) pregava o recurso racional da força, sendo este mais importante do que o exercício da virtude ou da fé.

Questão 04 - CESMAC 2022 - Há uma importante corrente na História da Filosofia em que se defendia que a Filosofia era importante como ajuda para compreender melhor os dogmas da Teologia. Essa relevante corrente chama-se: 
a) Patrística. 
b) Escolástica. 
c) Espiritualismo. 
d) Renascimento. 
e) Teocentrismo.

Questão 05 - UEA 2018 - Se a tragédia havia absorvido e assimilado todas as formas de arte antecedentes, o mesmo se pode dizer do diálogo platônico. Mistura de todos os estilos e de todas as formas precedentes, o diálogo oscila entre a narrativa, o lirismo e o drama, entre a prosa e a poesia. Platão conseguiu realmente legar à posteridade o modelo de uma obra de arte nova, o do “romance”. Neste gênero literário, a poesia existe gradualmente subordinada à filosofia e durante muitos séculos, mais tarde, a mesma filosofia esteve subordinada à teologia. 
(Friedrich Wilhelm Nietzsche. A origem da tragédia, 2004. Adaptado.) 
Pode-se exemplificar o argumento sobre a submissão da filosofia à teologia, com 
a) o existencialismo sartriano. 
b) o ceticismo iluminista. 
c) o materialismo histórico. 
d) a dialética positivista. 
e) a escolástica medieval.

Questão 06 - CESMAC 2020/2 - Entre os grandes períodos da História da Filosofia Ocidental, houve um que defendia que a Filosofia devia estar ao serviço da Teologia, para, deste modo, facilitar a compreensão dos dogmas da religião cristã. Esse Período ficou conhecido como: 
a) Espiritualismo. 
b) Iluminismo. 
c) Racionalismo. 
d) Empirismo. 
e) Escolástica.

Questão 07 - CESMAC 2015/2 - Entre os grandes períodos da História da Filosofia, há um que inclui um sistema filosófico chamado Escolástica, o qual defende que a Razão é essencial para iluminar e ajudar a compreender as questões da fé. Esse período tem o nome de Filosofia: 
a) Antiga. 
b) Moderna. 
c) Contemporânea. 
d) Medieval. 
e) Racionalista.

Questão 08 - ESPM 2014/1 - Seu principal objetivo era demonstrar, por um raciocínio lógico formal, a autenticidade dos dogmas cristãos. A filosofia devia desempenhar um papel auxiliar na realização deste objetivo. Por isso a tese de que a filosofia está a serviço da teologia. 
(Antonio Carlos Wolkmer – Introdução à História do Pensamento Político) 
O texto deve ser relacionado com: 
a) a filosofia epicurista; 
b) a filosofia escolástica; 
c) a filosofia iluminista; 
d) o socialismo; 
e) o positivismo.

Questão 09 - UEA 2013 - A inteligência humana é incapaz de apreender a substância ou a essência íntima de Deus. O nosso conhecimento intelectual tem seu ponto de partida nos sentidos corporais, de tal modo que tudo o que não cai sob o domínio dos sentidos não pode ser apreendido pela inteligência humana, a não ser na medida que os objetos sensíveis permitem deduzir a existência de tais coisas. Ora, os objetos sensíveis não podem conduzir a nossa inteligência a enxergar neles aquilo que constitui a substância ou essência divina, pois se verifica uma diferença de nível entre os efeitos e o poder da coisa. E, todavia, os objetos sensíveis conduzem a nossa inteligência a um certo conhecimento de Deus, até ao ponto de conhecermos que Ele existe. 
(Santo Tomás de Aquino. Súmula contra os gentios, 1973. Adaptado.) 
Santo Tomás de Aquino (1225-1274) foi teólogo, filósofo e um dos mestres da Escolástica medieval. No excerto, ele sustenta que a inteligência humana, apesar de sua fragilidade, pode levar à comprovação da existência de Deus, considerando que é possível 
a) proceder do efeito para a causa e conhecer a causa do mundo sensível, que é Deus, nas relações que ela estabelece com as suas criações. 
b) deslocar-se do conhecimento da causa que produziu o mundo e tudo que existe para os objetos sensíveis. 
c) ter certeza que a razão humana pode se tornar infalível, caso o fiel esteja isento da poluição do pecado. d) concluir que, dado o caráter falível da razão humana, as verdades substanciais encontram-se nos decretos dos governos monárquicos. 
e) sentir a existência divina nos momentos de paz e de alegria interior, em meio às contrariedades da vida e às turbulências do mundo.

Questão 10 - UNCISAL 2013 - A Filosofia Medieval tem na Escolástica seu principal momento. Nela continua a ocorrer a subordinação da razão à Fé, sempre seguindo a doutrina cristã. Em sua formação, contudo, entraram outros elementos que não eram cristãos. Nas opções a seguir, assinale aquela que traz alguns desses elementos. 
a) Significativa influência do pensamento de Averróis, de Avicena e de Maimonides. 
b) A superioridade das verdades humanas sobre as verdades reveladas. 
c) Negação total dos princípios dialéticos, que corrompem a doutrina e pervertem a essência religiosa da Igreja Católica. 
d) Desvinculação dos interesses católicos, à medida que fundamenta o conhecimento racional advindo das universidades medievais. 
e) Pouca importância dada ao pensamento platônico, antes tão influente na Patrística.

Questão 11 - CESMAC 2016/2 - O período filosófico que se caracteriza por lançar mão da razão para melhor compreender os dogmas da fé e da teologia, chama-se: 
a) Racionalismo. 
b) Patrística. 
c) Empirismo. 
d) Escolástica. 
e) Existencialismo.

Questão 12 - CESMAC 2017/1 - A História da Filosofia foi sendo demarcada em Períodos distintos, conforme foi mudando a preocupação e o enfoque fundamentais dos filósofos, ao longo dos séculos. O Período que ficou caracterizado por estabelecer uma harmonização racional entre razão e fé, ou seja, por colocar a Filosofia ao serviço da Teologia, para facilitar a aceitação dos dogmas da religião cristã, ficou conhecido como: 
a) Patrística. 
b) Racionalismo. 
c) Iluminismo. 
d) Escolástica. 
e) Empirismo.

Questão 13 - CESMAC 2017/2 - Desde os primórdios da Filosofia, os grandes pensadores concentraram suas preocupações intelectuais em torno de três grandes núcleos: Deus, o Homem e o Cosmos. E conforme o enfoque maior ou menor da especulação filosófica num ou noutro núcleo, a História da Filosofia passou a dividir-se em períodos. Em um desses períodos, buscou-se encontrar caminhos que ajudassem a harmonizar a fé com a razão. Ou seja, valer-se da Filosofia para facilitar aceitação crítica dos dogmas da Teologia. Esse período ficou conhecido como: 
a) Patrística. 
b) Escolástica. 
c) Empirismo. 
d) Racionalismo. 
e) Criticismo.

GABARITO
01 - B
02 - E
03 - C
04 - B
05 - E
06 - E
07 - D
08 - B
09 - A
10 - A
11 - D
12 - D
13 - B