segunda-feira, 31 de agosto de 2015

História de Bananal, São Paulo – SP

Histórico do Município: Bananal, São Paulo – SP
Gentílico: bananalense

Em meados do século XVII, a região era ocupada por remanescentes de tribos indígenas, semicivilizadas, que atraíram povoadores diversos, aos quais foram concedidas sesmarias. Numa destas, seu donatário, João Barbosa de Camargo, construiu, em 1783, a primeira capela dedicada ao Senhor Bom Jesus do Livramento, doando-lhe um terreno de meia légua em quadra. 

Entre os primeiros residentes da localidade, destacou-se o Comendador Antônio Barbosa da Silva que promoveu o desenvolvimento de Bananal, cujo nome de origem indígena vem de Banani e significa "rio sinuoso". 

Alguns anos depois, a cafeicultura fortaleceu a economia da região, fazendo surgir grandes fazendas e melhoramentos públicos no núcleo urbano, tais como a implantação de um ramal e estação da Estrada de Ferro Central do Brasil. O prestígio da Câmara Municipal chegou a endossar um empréstimo do Governo Imperial junto aos banqueiros londrinos, por exigência destes. 
Com a queda do café, as lavouras foram substituídas por algodão e principalmente, a criação de gado leiteiro, principais fontes de renda atualmente. 
Casarões antigos na Praça Rubião Júnior, na cidade de Bananal (SP) - 1958.
Formação Administrativa
Freguesia criada com a denominação de Bananal, por alvará de 26 de janeiro de 1811, no Município de Lorena. 
Por Alvará de 28 de novembro de 1816, o referido Distrito foi transferido do termo da Vila de Lorena para o Município de Areias. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Bananal, por Decreto-lei, de 10 de julho de 1832, desmembrado de Areias. Constituído do Distrito Sede. Sua instalação verificou-se no dia 17 de março de 1833. 
Por força da Lei provincial nº 17, de 3 de abril de 1849, a Sede municipal recebeu foros de Cidade. 
Nas divisões administrativas do Brasil, referentes aos anos de 1911 e 1933, e nas territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, bem como no quadro anexo ao Decreto-lei Estadual nº 9073, de 31 de março de 1938, o Município de Bananal se compõe de um só Distrito, o de mesmo nome, assim permanecendo no fixado pelo Decreto Estadual nº 9775, de 30 de novembro de 1938, para vigorar no qüinqüênio 1939-1943. 
De acordo com as alterações introduzidas pelo Decreto-lei Estadual nº 14334, de 30 de novembro de 1944, que fixou o quadro da divisão territorial administrativo-judiciária do Estado de São Paulo, em vigência no período 1945-1948, o Município de Bananal perdeu parte do território do Distrito da Sede para construir o novo Distrito de Arapeí. Assim, pelo citado Decreto, Bananal se compõe dos Distritos de Bananal e Arapeí. 
Pela Lei nº 2456 de 30-XII-1953 que fixou o quadro para vigorar em 1954-1958 . O Município de Bananal se compõe de 2 Distritos: Bananal e Arapeí. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01-VII-1960. 
Lei Estadual nº 7644, de 30 de dezembro de 1991, desmembra do Município de Bananal o Distrito de Arapeí. 
Em divisão territorial datada de 01-VI-1995, o município é constituído do Distrito Sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 15-VII-1999. 

UM POUCO MAIS DE HISTÓRIA

Situada no extremo leste do Estado de São Paulo, sendo a primeira cidade para quem vem do Rio de Janeiro e a última para quem faz o percurso vindo de São Paulo, a cidade de Bananal, fundada em 1783 por João Barbosa de Camargo e sua esposa Maria Ribeiro de Jesus, originou-se de uma capela erguida em homenagem ao ?Senhor Bom Jesus do Livramento? padroeiro da cidade. 

Com a vinda do café, vieram a riqueza e o poder, alcançando o título de maior produtora de café do Brasil. Cunhou sua própria moeda. Estância turística, histórica e ambiental encanta com suas belas paisagens e sobrados coloniais, construídos por barões e comendadores, símbolos da nobreza de um período de glórias. A cidade possui uma área de 616.320 m² a uma altitude de 454 metros. O centro histórico da cidade preserva a arquitetura colonial em estilo neoclássico, atraindo hoje visitantes de todas as partes do mundo. Esta época de opulência deixou suas marcas também nas fazendas, tornando-as verdadeiros museus com rico acervo cultural. Bananal, aos pés da Serra da Bocaina, guarda também remanescentes da Mata Atlântica.

Fonte: Biblioteca do IBGE.

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