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Reinaldo Azevedo: “não há equipe econômica que possa salvar um governo que prefira Vélez a Mozart”

A Coluna de Reinaldo Azevedo na Folha de S.Paulo critica o novo ministro da Educação do governo Bolsonaro. “Quem é que, tendo a chance de ter um Mozart na Educação corre o risco de nomear um Pestana? Resposta: Jair Bolsonaro, presidente eleito. Se você não conhece, leia o conto ‘Um Homem Célebre’, de Machado de Assis”.

Reinaldão desenvolve o raciocínio explicando o conto literário brasileiro: “narra a história de um músico cuja ambição era ombrear com os grandes. Sentia na ponta dos dedos o frêmito antecipatório da grande obra, daquela que iria inscrever seu nome no panteão dos gênios. Mas, ao compor, a única coisa que lhe vinha mesmo era polca. O homem era empurrado para o popularesco, não um mal em si, poder-se-ia dizer. O problema de Pestana estava na ambição de ser um… Mozart. Em vez de “A Flauta Mágica”, ele dava à luz ‘Não bula comigo, nhonhô'”.



E finaliza com uma provocação ao governo eleito de Bolsonaro: “a educação é apenas uma das áreas em que o discurso puramente ideológico toma a frente das escolhas racionais. Bem, Ernesto Araújo, futuro ministro das Relações Exteriores, demonstraria sem pestanejar que essa tal ‘razão’ é apenas um dos territórios da ilusão… globalista! Não há equipe econômica que possa salvar um governo que prefira Pestana, que atende pelo nome de Ricardo Vélez Rodriguez, a Mozart. Resta uma pergunta: existe bolsonarismo sem essa fricção ideológica inútil, que só empurra o país para a guerra de todos contra todos?”.

Fonte: Diário do Centro do Mundo.

Moradores colocam espigões em árvores para evitar que pássaros pousem nelas

Por Julia Cortezia

Moradores de Bristol, na Inglaterra, colocaram espigões em duas árvores da região para evitar que aves pousem no local.

As árvores, localizadas nos jardins da frente de apartamentos de propriedade privada na área nobre de Clifton da cidade, foram descritas por um conselheiro do Partido Verde local como “literalmente inabitável para as aves”.
Espigões foram colocados em árvores de bairro nobre em Bristol, na Inglaterra (Foto: whitewolfpack).
Um morador, que pediu para permanecer anônimo, afirmou que a ação foi motivada para que as aves não possam defecar no local, que possui um grande número de carros estacionados, incluindo BMWs e Audis.

A conselheira do Partido Verde, Paula O’Rourke, que representa a área, disse: “Eu estou ciente de que o proprietário pode estar legalmente dentro de seus direitos de fazer isso para as árvores como elas parecem estar em terras privadas”.

“No entanto, vou analisar isso no conselho. Se permitido ou não, parece horrível e é uma vergonha ver árvores sendo literalmente inabitáveis ​​para os pássaros – presumivelmente por causa do estacionamento”.
A ação teria sido motivada para afastar aves e impedir que elas defequem no local (Foto: whitewolfpack).
“Às vezes é muito fácil perder de vista o benefício que todos nós ganhamos de árvores e espaços verdes e da presença de vida selvagem à nossa volta na cidade”.
A ação cruel e injusta deixou o local “literalmente inabitável para as aves” (Foto: whitewolfpack).
A usuária do Twitter, Jennifer Garrett, escreveu: “Nossa guerra contra a vida selvagem: agora os pássaros não são permitidos nas árvores?! Picos de pombo manchados em Clifton, Bristol acima de um parque de estacionamento. Alguém viu isso antes? Como isso é permitido?!”.

Bolsonaro escolhe o ministro da Educação: Ricardo Velez Rodriguez

O anúncio foi feito através do Twitter: Confira no link: 

Gostaria de comunicar a todos a indicação de Ricardo Velez Rodriguez, Filósofo autor de mais de 30 obras, atualmente Professor Emérito da Escola de Comando e estado Maior do Exército, para o cargo de Ministro da Educação.

Cupinzeiro gigante de quatro mil anos é descoberto no nordeste brasileiro

Um cupinzeiro gigante foi descoberto por pesquisadores no nordeste do Brasil. A área ocupada pelos montes criados pelos cupins é maior do que a Grã-Bretanha. Segundo os especialistas, a estrutura tem cerca de quatro mil anos.
Os montes cônicos (também conhecidos como murundus) medem cerca de 2,5 metros de altura por 9 de largura e cobrem um total de 230 mil quilômetros quadrados na caatinga, entre a Bahia e parte de Minas Gerais. De acordo com os pesquisadores, os insetos escavaram mais de 10 quilômetros cúbicos de terra, o equivalente a quatro mil Grandes Pirâmides de Gizé, no Egito.


A análise de amostras do solo indica que os montes foram criados entre 690 e 3820 anos atrás. Apesar de ser visível pelo Google Earth, a maior parte da estrutura fica escondida pela vegetação do semi-árido nordestino. "Esses montes foram formados por uma única espécie de cupim, que escavou uma enorme rede de túneis que permitem com que os insetos acessem folhas mortas para consumi-las em segurança", disse o entomologista Stephen Martin, da Universidade de Salford, no Reino Unido.

Ao contrário do que muitos podem imaginar, os montes não são ninhos dos cupins, mas resíduos das escavações dos túneis. "Aparentemente, este é o mais extenso esforço em bioengenharia no mundo feito por uma única espécie de insetos", disse o biólogo Roy Funch, da Universidade Estadual de Feira de Santana, um dos autores do estudo publicado na revista Current Biology. O vídeo abaixo mostra imagens da estrutura:

Professor de Geografia se veste de Darth Vader em sua última aula

Fotos postadas no Twitter mostraram Withers empunhando seu sabre de luz enquanto ele "cortava" formas através das placas tectônicas.

Charles Withers é professor de geografia histórica na Universidade de Edimburgo, na Escócia. Isso não o impediu de mostrar aos seus alunos seu lado "sombrio' em sua última palestra, deixando o mundo inteiro saber que ele é fã de Star Wars.

O  colega de Withers, Fraser MacDonald, tirou algumas fotos postou no Twitter para que todos pudessem ver. As informações foram publicadas pelo site The Tab e pelo jornal Deadline News.

Professor de geografia dá última aula de graduação - vestido como Darth Vader.
Withers disse: "Foi um pouco divertido no final da minha carreira de professor". 

A qualidade do médico que se forma em Cuba é inquestionável

Desqualificar o pessoal de saúde cubano faz parte da campanha do presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, para fazer implodir o programa Mais Médicos; um argumento insólito pela sua falsidade.
Estudantes da escola cubana de Medicina.
«As mulheres e homens que estudam Medicina em Cuba não o fazem, como é usual no resto do mundo, focalizados em curar doenças, mas sim em preservar a saúde da pessoa, a família, a comunidade e até do meio ambiente; e por isso onde quer que eles chegarem, ganham o respeito das pessoas, devido ao seu humanismo».

Assim foi enfatizado pelo doutor Jorge González Pérez, diretor nacional de Docência do Ministério da Saúde Pública (Minsap), durante a primeira emissão do programa especial Mais do que Médicos, da televisão cubana, transmitido na noite da quarta-feira, 21 de novembro.

O reconhecido especialista acrescentou que o impacto das missões médicas no exterior é devido, precisamente, a essa visão diferente do atendimento que tem como centro a prevenção e não ancorado no hospitalar; que permite descobrir problemas mais gerais dos locais, como, por exemplo, que seja a qualidade da água a que esteja afetando os habitantes.

González Pérez lembrou que essa perspectiva responde à concepção de Fidel sobre a Medicina; a mesma que garantiu a existência de uma rede de universidades acessíveis aos jovens de toda a geografia nacional, com o mesmo programa de ensino, iguais exames finais e rigor.

TRADIÇÃO DE QUASE TRÊS SÉCULOS

«Os estudantes aqui obtêm durante seis anos, além da preparação teórica, uma forte ligação prática», explicou nesse espaço televisivo, o doutor Luis Alberto Pichs García, reitor da Universidade das Ciências Médicas de Havana.

O trabalho em condições reais desde o início da carreira é para o doutor Pichs uma garantia, sobre a base de 290 anos de tradição de ensino médico. «Todo o Sistema Nacional de Saúde é um âmbito de formação. Somente na capital estão associados ao trabalho educativo 54 hospitais, 82 policlínicas, 17 centros de pesquisas e todas as unidades do atendimento primário; e há mais de 12.600 estudantes», comentou o reitor.

Disse também que o aumento da matrícula está relacionado com o desenvolvimento dos centros de estudo – não um só como existia ao triunfo da Revolução – mas ainda que todos tenham o direito e a oportunidade de optar por Medicina, solo 70% daqueles que aspira consegue ficar. Devem aprovar os exames de ingresso, e os territórios estabelecem sua demanda de recursos humanos. E depois requer de muito sacrifício manter-se. A maioria solicita a carreira como sua primeira e segunda opção.

Que se faz no mundo e não em Cuba, é uma pergunta que, referiu o doutor González Pérez, fazem frequentemente no Minsap, para garantir os altos padrões da saúde doméstica. De tal forma, nos últimos anos foram introduzidas 44 tecnologias que antes deviam ser utilizadas no exterior, como algumas associadas a padecimentos cardiovasculares ou ao procedimento de fecundação in vitro; e são convocados os melhores peritos internacionais para capacitar o pessoal quando resulta necessário.

Esse modo de agir, onde se combinam pesquisa e sacrifício, em um cenário de cruento bloqueio econômico, tal e como descreveu o perito, constitui outro dos pilares pelos que Cuba tem médicos do primeiro mundo vestidos de sensibilidade.

Fonte: Granma.

Médicos brasileiros recusam-se a ir onde estavam cubanos



Dos dez primeiros médicos brasileiros que se inscreveram no Mais Médicos para as 8.517 ocupar as vagas deixadas pelos cubanos, cinco deles escolheram atuar em capitais e municípios de regiões metropolitanas; apenas um município escolhido é considerado de extrema pobreza; levantamento dos secretários municipais de saúde indica que 285 cidades em 19 estados ficarão sem médicos dedicados à atenção básica em saúde na rede pública com a saída dos cubanos



Dos dez primeiros médicos brasileiros que se inscreveram no Mais Médicos nesta quarta (21) para as 8.517 ocupar as vagas deixadas pelos cubanos, cinco deles escolheram atuar em capitais e municípios de regiões metropolitanas. Apenas um município escolhido é considerado de extrema pobreza. Outro está em área vulnerável e um terceiro em uma cidade com até 50 mil habitantes. Levantamento do pelo Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems) indica que pelo menos 285 cidades em 19 estados do Brasil devem ficar sem médicos dedicados à atenção básica em saúde na rede pública com a saída dos cubanos.

A informação sobre a opção dos médicos brasileiros é da jornalista Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo. A recusa dos médicos brasileiros de atender a população das periferias das grandes cidades e das regiões mais pobres do país foi um dos motivo que levou o governo Dilma a lançar o Mais Médicos em 2013 e logo firmar o acordo com o governo cubano e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

O Rio Grande do Sul é o estado com mais municípios afetados pela saída dos cubanos — são 92. Em seguida vêm São Paulo, com 49, Paraná, com 27, e Minas Gerais, com 24. O Conasems ainda não tem dados sobre o Amazonas, Amapá, Ceará, e Espírito Santo. O Distrito Federal não foi considerado no levantamento.

Até a manhã desta quinta, segundo o Ministério da Saúde, havia 6.394 inscritos no Mais Médicos.

Fonte: 247.

Médica cubana: Adorei ter conhecido o Brasil, tem vezes que a dignidade nos força "a partir"

A médica cubana Ana, postou Twitter diversas fotos e mensagens sobre a sua experiência de trabalho no Brasil, no Mais Médicos. Nesse post selecionamos dois tweets marcantes.
"Mais do nosso trabalho... Sempre vamos lembrar de vocês... Os nossos pacientes... espero possam nos perdoar, mais tem vezes que a dignidade nos força...😪"

"Desculpem pelo meu português, aprendi o melhor possível... Adorei ter conhecido Brasil... Adorei vocês brasileiros... São um povo maravilhoso..."

Depois de abrir uma crise com a bancada evangélica, Jair Bolsonaro deve anunciar o nome do colombiano Ricardo Vélez Rodriguez para a pasta

Depois de abrir uma crise com a bancada evangélica, Jair Bolsonaro deve anunciar o nome do colombiano Ricardo Vélez Rodriguez para a pasta

A divulgação do nome do assessor de Viviane Senna e diretor do Instituto Ayrton Senna, Mozart Neves Ramos, para a pasta do Ministério da Educação, foi logo bombardeada pela bancada evangélica, provocando nova crise em um governo que ainda não assumiu, uma vez que o educador tem um perfil considerado moderado demais pelos evangélicos. Com isso, Jair Bolsonaro novamente recuou e deve anunciar um colombiano para o cargo: Ricardo Vélez Rodriguez.

Depois de mais um início de crise, Rodriguez foi chamado rapidamente de Juiz de Fora, Minas Gerais, onde coordena o Centro de Pesquisas Estratégicas da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), para conversar com Bolsonaro ainda nesta quarta-feira (21). O nome do colombiano já aparecia entre os cogitados para a pasta.

O possível escolhido é colombiano, coordenador do Centro de Pesquisas Estratégicas da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e também coordenou o Núcleo de Estudos Ibéricos e Ibero-Americanos, o Núcleo Tocqueville-Aron de Estudos sobre as Democracias Contemporâneas e o Núcleo de Cosmologia e Filosofia da Ciência.

Rodriguez é, também, professor associado aposentado da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e professor emérito da Escola de Comando e Estado Maior do Exército (ECEME). Já trabalhou na Universidade Estadual de Londrina (UEL) e na Universidad Pontificia Bolivariana, na Colômbia.

É membro do conselho consultivo da Universidade Católica Portuguesa (Lisboa), do Instituto de Geografia e História Militar, Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e da Academia Brasileira de Filosofia. Autor de “Da Guerra à Pacificação”, “O Patrimonialismo Brasileiro em Foco” e “A Grande Mentira – Lula e o Patrimonialismo Petista”. O professor também é mestre e doutor em Filosofia.

Padilha sobre ataques de Bolsonaro ao Mais Médicos: “o senhor é presidente eleito, não mais animador de redes”

O ex-ministro Alexandre Padilha publicou um artigo na Folha de S.Paulo criticando Jair Messias Bolsonaro, o presidente eleito. “Senhor presidente eleito Jair Bolsonaro, a eleição acabou. Reconhecemos e desejamos sorte ao seu governo. Ele impactará a vida de todos, sobretudo dos que mais sofrem, concordem ou não com suas crenças. O senhor, quando deputado, votou contra o Mais Médicos e o questionou no STF; logo, todos estavam ansiosos sobre o que iria fazer. Eleito, nenhuma proposta formal foi apresentada. Ao contrário, manteve o discurso de deputado, como na tribuna no dia 8 de agosto de 2013, quando desqualificou a formação dos médicos e criticou o direito de eles trazerem as famílias, pela lei do Mais Médicos”.

O deputado eleito do PT desenvolve o raciocínio: “Após reiteradas agressões aos seus médicos e nenhuma proposta concreta, Cuba retirou-se. Imaginemos se fosse o Brasil: um país sob bloqueio com profissionais em missões internacionais em cerca de 70 países. Um presidente eleito reitera desqualificação aos nossos profissionais. O que pediriam a nossa sociedade, imprensa, universidades e familiares? Para a imensa maioria dos países, palavras valem na política externa. Nestes cinco anos, mais de 20 mil médicos cubanos especialistas em medicina da família atenderam os brasileiros. Só vieram depois que editais sucessivos não preencheram áreas mais vulneráveis”.

Padilha também explica a remuneração dos cubanos: “ah, e a remuneração polêmica? Ela é dividida em quatro partes: a) ao médico no país, b) à previdência do médico e sua família, c) ao Sistema de Saúde Cubano d) para custear missões como combater o ebola na África. Não é igual à dos demais médicos do programa, assim como não é igual o emprego permanente dos cubanos com empresa no seu país, em cooperação pela Opas, enquanto os demais são bolsistas temporários do governo brasileiro. Acabou a bolsa, estão sem remuneração e previdência. Tampouco é igual o Imposto de Renda na Europa e Israel, com saúde e educação públicas, comparado ao do Brasil. Tal polêmica foi criada mais com a preocupação de criticar Cuba do que com os custos de não atender 60 milhões de brasileiros”.

Alexandre Padilha. Foto: AGÊNCIA BRASIL/DIVULGAÇÃO.
E finaliza: “e agora, senhor presidente eleito? O senhor teria a humildade de renegociar com Cuba uma transição, como pedem prefeitos? Vai autorizar, como permite o Mais Médicos, que estados e municípios façam convênio com a Opas, ressarcindo-os? Nós temos excelentes brasileiros especialistas em medicina da família, mas, somados, não chegam a 8.500. Perderemos em quantidade e qualidade. Senhor presidente eleito, suas declarações já quase significaram perdas no comércio exterior. Agora impactam a saúde dos mais vulneráveis. É melhor já ir se acostumando: o senhor é presidente eleito, não mais animador de redes”.

Fonte: Diário do Centro do Mundo.