PESQUISAR ESTE BLOG

Região Centro-Oeste: Relevo, Clima, Vegetação e Hidrografia

Relevo

Como em quase todo o território brasileiro, o relevo da região é marcado por unidades suaves, raramente ultrapassando mil metros de altitude. O relevo da Região Centro-Oeste é composto por três unidades dominantes: Planalto Central, Planalto Meridional e Planície do Pantanal.

Clima

O clima da região Centro-Oeste do Brasil é o tropical, quente e chuvoso. A característica mais marcante deste clima quente é a presença de um verão chuvoso, entre os meses de outubro a abril, e um inverno seco, entre os meses de maio a setembro.

Hidrografia

A Região Centro-Oeste é drenada por muitos rios, agrupados em três grandes bacias hidrográficas: 
  • Bacia Amazônica:, em Mato Grosso, para onde se deslocam rios colossais, como o Xingu, ou rios que formam principais afluentes do rio Amazonas, como o Juruena e o Teles Pires que formam o rio Tapajós; 
  • Bacia do Tocantins-Araguaia, ocupando o norte e o ponto mais a oeste de Goiás e o extremo leste de Mato Grosso; 
  • Bacia Platina, subdividida em suas bacias hidrográficas: a bacia do rio Paraná e a bacia do rio Paraguai, no restante da região.

Vegetação

No Centro-Oeste existem formações vegetais bastante diferentes umas das outras. Ao norte e oeste aparece a Floresta Amazônica, praticamente impenetrável, composta por uma vegetação densa e exuberante. A maior parte da região, entretanto, é ocupada pelo cerrado, tipo de savana com gramíneas altas, árvores e arbustos esparsos, de troncos retorcidos, folhas duras e raízes longas, adaptadas à procura de água no subsolo. 
Ipê-amarelo, árvore típica do Cerrado.
O cerrado não é uniforme: onde há mais árvores que arbustos, ele é conhecido como cerradão, e no cerrado propriamente dito há menos arbustos e árvores, entre os quais se espalha uma formação contínua de gramíneas.

Podem ser identificadas ainda as matas galerias em alguns trechos do cerrado, que se caracterizam por serem densas apenas nas margens dos cursos d'água ao longo dos quais se desenvolvem e cuja umidade as mantém. A floresta tropical que existia na região está praticamente extinta.

Fonte: Wikipedia

Região Centro-Oeste do Brasil

A Região Centro-Oeste é umas da cinco regiões do Brasil definidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 1969. É formada por três estados: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, mais o Distrito Federal, onde se localiza Brasília, a capital do país e a cidade mais populosa da região. 
Mapa - Região Centro-Oeste(estados e capitais) - Brasil - IBGE teen
O Centro-Oeste é a segunda maior região do Brasil em superfície territorial, superada apenas pela Região Norte, sendo um pouco maior que a área do estado do Amazonas ou da Região Nordeste. 

Por outro lado, é a região menos populosa e possui a segunda menor densidade populacional. Das regiões brasileiras, o Centro-Oeste é a única região que faz limite com todas as demais e, ao mesmo tempo, a mais interiorana do país, sendo a única que não possui litoral.

Cultura da Região Sul

A Cultura da Região Sul do Brasil é muito rica, justamente por ter recebido influência de diversas colônias de imigrantes, como os alemães, os italianos, os poloneses e os ucranianos. 
Mapa da Região Sul

Os colonizadores foram os primeiros a chegar na região anteriormente habitada pelos povos ameríndios. As principais manifestações estão na culinária, na literatura e na dança.

Curiosamente, com a migração dos sulistas em busca de novas áreas para plantio de soja, a partir da década de 1970, notou-se forte influência na região Centro-Oeste.

Pratos típicos da Região Sul do Brasil

Culinária da Região Sul do Brasil. Pratos típicos do Sul.

A culinária do Sul do Brasil, como a cozinha brasileira como um todo, é fortemente marcada pela junção de elementos dos primeiros habitantes indígenas, dos colonizadores europeus e africanos trazidos como escravos. Porém elementos próprios da região diferenciam a forma de comer sulina do restante do Brasil, principalmente devido ao grande número de imigrantes que a região recebeu ao longo dos séculos XIX e do XX, que trouxeram consigo um grande número de pratos típicos de suas terras de origem.
Churrasco de costela bovina em fogo de lenha
É marcante na região o consumo do churrasco (carne bovina assada em espetos), o chimarrão (bebida quente feita com as folhas e talos tostados da erva-mate, tomada em cuias de cabaça e canudos com filtros metálicos, as "bombas"), o pinhão (semente do pinheiro-do-paraná), bem como os pratos típicos dos imigrantes, principalmente italianos e alemães no Rio Grande do Sul e Santa Catarina e polacos e ucranianos no Paraná.

Paraná

No estado do Paraná, principalmente nas cidades litorâneas de Antonina, Morretes, Paranaguá, Guaraqueçaba e Guaratuba é preparado o barreado há cerca de 200 anos. O barreado consiste num caldo de carne, toucinho e temperos. O nome vem do fato de "barrear" a panela, ou seja, fechá-la com um pirão de cinza ou farinha de mandioca, para conter o vapor durante o cozimento. No interior os peixes de água doce, como dourados, lambaris, pescadas e traíras são muito apreciados. Na região sul do estado, é tradicional o "carneiro no buraco", um cozido de carneiro com legumes e frutas é preparado num buraco na terra, com cerca de um metro e meio de profundidade onde se queima uma quantidade de lenha e se coloca um tacho de ferro com os ingredientes. Então tampa-se o buraco com tábuas e folhas de bananeira e o preparo dura mais de 5 horas. Arroz, almeirão e pirão completam o prato.

Santa Catarina

Em Santa Catarina é grande o consumo de peixes e frutos do mar, por conta do litoral de grande extensão. Peixes como o linguado, badejo, tainha, garoupa, namorado, cação, robalo e anchova e frutos do mar, como camarão, lagosta, marisco, ostra, lula e lagostim são constantes na alimentação da faixa litorânea catarinense. No interior, destacam-se os pratos típicos alemães e a grande produção de embutidos, como linguiças, salames e copas no oeste do estado. 

Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, grande produtor de carne bovina, o destaque é o churrasco. O arroz de carreteiro, que é feito com charque (carne de origem bovina, salgada e seca), era preparado durante as caravanas levando gado para o resto do país há mais de dois séculos. O quibebe (pirão de abóbora), puchero (sopa de vegetais e carne bovina), rabada (preparado de rabo de boi, temperos verdes, tomates, pimentões, vinagre e limão). Os imigrantes italianos, principalmente na serra acrescentaram o galeto, a polenta, vinho, laticínios e pães à culinária sul-rio-grandense.

Fonte: Wikipedia / Blog de Geografia

Região Sul

A Região Sul do Brasil é a menor das regiões do país. Tem uma área terrestre de 576 774,31 km². Faz parte do Centro-Sul do Brasil.
Mapa da região Sul: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul

 Mapa da Região Sul: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. 
Divide-se em três unidades federativas: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Tem como limites: ao sul com o Uruguai; a oeste com a Argentina e o Paraguai; a noroeste e ao norte com os estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo; e a leste com o oceano Atlântico. 

É a única região do Brasil que se localiza fora da zona tropical, com as estações do ano variando nitidamente, porém a parte norte situa-se acima do Trópico de Capricórnio. No inverno, caem geadas e, em alguns momentos, neve.

O relevo tem poucos acidentes, sendo dominado pela vastidão de um planalto, geralmente com pouca elevação.

Tudo sobre o Sul: Pratos típicos da Região Sul do Brasil - Cultura da Região Sul -  Região Sul: Relevo, Clima, Vegetação e Hidrografia - 

Cultura da Região Sudeste

A cultura da Região Sudeste é, basicamente, de origem portuguesa. As diversas colônias de imigrantes, com destaque para os italianos e japoneses, também têm forte influência. A influência indígena e africana são marcadas na música e na culinária da região.

Ouro Preto foi a primeira cidade brasileira a ser declarada pela UNESCO como Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade.

Danças, festas e música

As festas típicas da região são marcadas pela influência africana, como as congadas, a festa do Divino Espírito Santo, reisados, lundus, sambas etc. Além disso, a cultura caipira é muito presente no interior dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo.

Culinária

A culinária do Sudeste é muito rica e diversa, variando de estado para estado. 
  • Rio de Janeiro No Rio de Janeiro a comida típica é a feijoada.
  • Minas Gerais Minas Gerais tem uma das cozinhas mais expressivas do país, incluindo pratos como o pão de queijo, tutu de feijão, feijão tropeiro, bolo de fubá, angu, feijoada,frango com quiabo e etc. 
  • No Espírito Santo, o prato típico é a moqueca. 
  • São Paulo São Paulo possui o virado à paulista, a carne de panela, o afogado, o cuscuz paulista, além das contribuições das comunidades de imigrantes que mantiveram seus hábitos alimentares, como os orientais, italianos, portugueses e norte-americanos. O prato mais consumido em São Paulo é a pizza.

Religião

Devido à influência portuguesa, a maior parte da população professa a fé católica, embora há crescentes aderentes do protestantismo e, em menor medida, seguidores do judaísmo, budismo, islamismo, espiritismo e religiões afro-brasileiras.

Pratos típicos da Região Sudeste do Brasil

Pratos típicos do Sudeste

Em Minas Gerais, famosa pela denominada cozinha mineira, os pratos regionais incluem milho, carne de porco, queijo minas, o pão de queijo, o feijão tropeiro, angu, o tutu à mineira, elaborado a partir uma pasta de feijão cozido misturado com a farinha de mandioca, guarnecido com ovos cozidos ou fritos, e linguiça frita. Além das quitandas, que são biscoitos a base de polvilho, sequilhos, roscas, o famoso pão-de-queijo, e doces à base de laranja-da-terra, abóbora e mamão. Típico de Minas Gerais é a utilização das panelas feitas de pedra-sabão.
Pão de queijo com café e uma garrafa de cachaça pequena, os produtos típicos de Minas Gerais.
No estado de São Paulo uma comida típica é o virado à paulista, o qual é feito com arroz, tutu de feijão (massa de feijão com farinha de mandioca), couve-de-folhas salgada e pedaços de carne de porco. O cuscuz brasileiro, também chamado de cuscuz paulista, também é originário do estado, resultado da mistura de influências africanas e indígenas da região. Na cidade de São Paulo é possível encontrar grande variedade de culinárias, da francesa à chinesa. Uma das iguarias mais tradicionais da cidade é o pastel, originário de São Paulo com influências da culinária oriental e que hoje é possível encontrar em quase todo o país. A cidade de São Paulo é capital gastronômica de projeção internacional, pois lá existem pratos de diversas regiões do mundo. Os pratos tem principalmente forte influência libanesa, síria, italiana e japonesa. A gastronomia "caipira", vinda do interior do estado, oferece uma variada gama de pratos que fazem parte da tradição regional, como o Espeto de Rojão.

O prato local principal no Espírito Santo é a moqueca capixaba (a qual inclui principalmente peixe e tomates), diferente do prato baiano apenas no preparo, pois o último receberia azeite-de-dendê e leite de coco.9 Além de outras comidas saborosas que o Espírito Santo oferece, elaboradas a partir de frutos do mar, que são leves, combinando com o estado, de paisagens leves e bonitas, como a Torta Capixaba, tradicionalmente servida na Semana Santa. Os pratos tem forte influência indígena, como o uso da banana-da-terra. 

No Rio de Janeiro, uma das comidas típicas é a feijoada, preparada com vários tipos de carnes suínas e bovinas, salgadas e embutidos e o feijão preto. Há também o tradicional filé com fritas, um prato a base de batatas fritas e grandes bifes de filé bovino grelhados, como o Filé à Osvaldo Aranha, acompanhado de farofa, arroz branco e alho frito, e o Picadinho Carioca, que consiste basicamente em carne bovina cortada em filetes, com molho escuro, acompanhada de arroz branco, banana a milanesa, farofa e um ovo poche. No Rio de Janeiro se consomem peixes cozidos acompanhados de pirão, conhecido como Peixada à Brasileira, ou ensopado como a Sopa à Leão Veloso, peixes na brasa ou fritos, muito consumidos nas áreas de banhos de mar, e também frango ou galeto assado na brasa. Os pratos cariocas tem a forte influência africana, indígena e portuguesa. Popularmente é muito consumido o refresco a base de chá mate, servido gelado. Feijoada com diversos acompanhamentos: arroz, mandioca frita, torresmo, laranja, caipirinha, entre outros. 

Ao contrário da já assentada concepção do surgimento do prato nas senzalas, feito a partir das sobras de carne da casa-grande a feijoada teria surgido no século XIX a partir da adaptação do cozido à portuguesa, prato que remonta ao Império Romano e encontra seus semelhantes na Itália,casouela, na França,cassoulet,e na Espanha,Puchero. Neste caso, os portugueses acrescentaram ao prato o feijão-preto, pois a mistura de carnes com legumes e feijão era um tabu alimentar para os colonos e, além disso, o rabo, as orelhas e os pés de porco não eram considerados restos e eram muito apreciados na Europa.

Fonte: Wikipédia

Região Sudeste

A Região Sudeste é uma das cinco regiões do Brasil definidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 1969. 

Mapa da Região Sudeste: São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais.

Em comparação com as outras regiões brasileiras, tem a maior população e o segundo menor território, sendo maior apenas que a região Sul. A área real ocupa aproximadamente 924 620 km², 1/10 da superfície do Brasil.

É composta por quatro estados: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Limita-se ao norte e a nordeste com a Bahia; a leste e ao sul com o oceano Atlântico; a sudoeste com o Paraná; a oeste com Mato Grosso do Sul; a noroeste com Goiás e o Distrito Federal.

É o centro vital do país. O Sudeste é a região mais populosa e rica do Brasil, e ocupa 10,85% do território brasileiro. Altamente urbanizada abriga as três metrópoles mais importantes do país, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Tudo sobre o Sudeste: Região Sudeste: Relevo, Clima, Vegetação e Hidrografia - Pratos típicos da Região Sudeste do Brasil - Cultura da Região Sudeste 

Região Nordeste: Relevo, Clima, Vegetação e Hidrografia

Região Nordeste: Características Gerais, Relevo, Clima, Vegetação e Hidrografia

A área do Nordeste brasileiro é de 1 554 291,607 km²,1 equivalente a 18% do território nacional e é a região que possui a maior costa litorânea. A região possui os estados com a maior e a menor costa litorânea, respectivamente Bahia, com 932 km de litoral e Piauí, com 60 km de litoral. A região toda possui 3338 km de praias. 

Está situado entre os paralelos de 07° 12' 35" de latitude sul e 48° 20' 07" de latitude sul e entre os meridianos de 34° 47' 30" e 48° 45' 24", a oeste do meridiano de Greenwich. Limita-se a norte e a leste com o oceano Atlântico, ao sul com os estados de Minas Gerais e Espírito Santo e a oeste com os estados do Pará, Tocantins e Goiás.

Uma das características do relevo nordestino é a existência de dois antigos e extensos planaltos, o Borborema e a bacia do rio Parnaíba e de algumas áreas altas e planas que formam as chamadas chapadas, como a Diamantina, onde se localiza o ponto mais elevado da região, o Pico do Barbado, com 2.033 metros de altitude, na Bahia, e a do Araripe, nas divisas entre os Estados do Ceará, Piauí, Pernambuco e a Paraíba. Entre essas regiões há algumas depressões, nas quais está localizado o sertão, região de clima semiárido.

Segundo o professor Jurandyr Ross, que com sua equipe compilou informações do Projeto Radam (Radar da Amazônia) e mostrou uma divisão do relevo brasileiro mais rica e subdivida em 28 unidades, no Nordeste ficam localizados os já citados planalto da Borborema e planaltos e chapadas da bacia do rio Parnaíba, a depressão Sertaneja-São Francisco e parte dos planaltos e serras do leste-sudeste, além das planícies e tabuleiros litorâneos.

Clima

A região Nordeste do Brasil apresenta média de anual de temperatura entre 20° e 28° C. Nas áreas situadas acima de 200 metros e no litoral oriental, as temperaturas variam de 24° a 26 °C. As médias anuais inferiores a 20 °C encontram-se nas áreas mais elevadas da Chapada Diamantina e do planalto da Borborema. O índice de precipitação anual varia de 300 a 2000 mm. Quatro tipos de climas estão presentes no Nordeste: 
  • Clima equatorial úmido: presente em uma pequena parte do estado do Maranhão, na divisa com o Piauí; 
  • Clima litorâneo úmido: presente do litoral da Bahia ao do Rio Grande do Norte; 
  • Clima tropical: presente nos estados da Bahia, Ceará, Maranhão e Piauí; 
  • Clima semiárido: presente em todo o sertão nordestino. 

Vegetação

Mata Atlântica: também chamada de Floresta tropical úmida de encosta, a mata atlântica estendia-se originalmente do Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul, porém, em consequência dos desmatamentos que ocorreram em função principalmente da indústria açucareira, hoje só restam cerca de 5% da vegetação original, dispersos em "ilhas". Foi na mata atlântica nordestina que começou o processo de extração do pau-brasil; existem também florestas semideciduais e úmidas nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Bahia, que constituem encraves de Mata Atlântica de forma não contínua como no litoral, ocorrendo somente em serras e chapadas do interior desses territórios e caracterizando o chamado brejo de altitude.

Mata dos cocais: formação vegetal de transição entre os climas semiárido, equatorial e tropical. As espécies principais são o babaçu e a carnaúba, além do buriti. Ocorre em parte do Maranhão, do Piauí, do Ceará, do Rio Grande do Norte e do Tocantins na região Norte. Representa menos de 3% da área do Brasil.

Cerrado: ocupa 25% do território brasileiro, mas no Nordeste só abrange o sul do estado do Maranhão, o sudoeste do Piauí, o oeste da Bahia, áreas interioranas das regiões Sul e Centro-Sul do Ceará (nestas, ilhadas pela caatinga), Microrregião de Araripina em Pernambuco e algumas áreas da faixa litorânea que vai do Piauí até o Sergipe. Apresenta árvores de baixo porte, com galhos retorcidos, com o chão coberto por gramíneas e solos de alta acidez; no Cariri cearense também existe a formação do cerradão, um cerrado com árvores mais altas.

Caatinga: vegetação típica do sertão, tem como principais espécies o pereiro, a aroeira, as leguminosas e as cactáceas. É uma formação de vegetais xerófitos (vegetais de regiões secas), mas é rica ecologicamente. Ocorre em todos os estados nordestinos exceto o Maranhão, e no norte de Minas Gerais, na Região Sudeste.
A caatinga, vegetação típica do Sertão nordestino.
Vegetações litorâneas e matas ciliares: na categoria de vegetação litorânea, pode-se incluir os mangues, um rico ecossistema local de moradia e reprodução dos caranguejos e importante para a preservação de rios e lagoas. Também pode-se incluir as restingas e as dunas. As matas ciliares ou matas de galeria são comuns em regiões de cerrados, mas também podem ser vistas na Zona da Mata. São pequenas florestas que acompanham as margens dos rios, onde existe maior concentração de materiais orgânicos no solo, e funcionam como uma proteção para os rios e mares.

Hidrografia

As bacias hidrográficas do Nordeste são:
Bacia do São Francisco: é a principal da região, formada pelos rios São Francisco e seus afluentes. São praticadas atividades de pesca, navegação e produção de energia elétrica pelas hidrelétricas de Três Marias, Sobradinho, Paulo Afonso e Xingó. A bacia delimita as divisas naturais de Bahia com Pernambuco e também de Sergipe e Alagoas, que é onde está localizada sua foz.
Bacia do Parnaíba: é a segunda mais importante, ocupando uma área de cerca de 344.112 km² (3,9% do território nacional) e drena quase todo o estado do Piauí, parte do Maranhão e Ceará. O rio Parnaíba é um dos poucos no mundo a possuir um delta em mar aberto, com uma área de manguezal de aproximadamente, 2.700 km².
Bacia do Atlântico Nordeste Oriental: ocupa uma área de 287.384 km², que abrange os estados do Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Alagoas. Os rios principais são o Jaguaribe, Piranhas-Açú, Capibaribe, Acaraú, Curimataú, Mundaú, Paraíba, Itapecuru, Mearim e Una, (esses três últimos no estado do Maranhão). Bacia do Atlântico Nordeste Ocidental: situada entre o Nordeste e a região Norte, fica localizada, quase que em sua totalidade, no estado do Maranhão. Algumas de suas sub-bacias constituem ricos ecossistemas, como manguezais, babaçuais e várzeas.
Bacia do Atlântico Leste: compreende uma área de 364.677 km², dividida entre 2 estados do Nordeste (Bahia e Sergipe) e dois do Sudeste (Minas Gerais e Espírito Santo). Na bacia, a pesca é utilizada como atividade de subsistência.

Pratos típicos da Região Nordeste do Brasil

A variedade de biomas da Região Nordeste se reflete em sua cozinha. Na mesa do sertanejo, o clima semiárido da caatinga deixa sua marca em pratos ligados à conservação dos alimentos e altos teores calóricos. Já no Agreste e seu extenso litoral, as receitas ganham diversidade de ingredientes e cores. O sabor forte e o gosto pela pimenta, no entanto, marcam a culinária nordestina como um todo.. Fazem parte do Nordeste a Bahia (BA), Sergipe (SE), Alagoas (AL), Pernambuco (PE), Paraíba (PB), Rio Grande do Norte (RN), Ceará (CE), Piauí (PI) e Maranhão (MA).

Pratos típicos do Nordeste

Carne de sol com pirão de coalho: é a carne de sol servida com um pirão feito à base de queijo coalho, leite, manteiga de garrafa e farinha de mandioca.Buchada: a receita leva vísceras de bode cozidas no estômago (bucho) do animal. Para estômagos fortes.

Baião de dois: prato feito com feijão verde ou fradinho, misturado ao arroz branco, carne seca ou de sol e queijo coalho. Servido com a típica manteiga de garrafa.

Paçoca de carne seca: farofa feita com farinha de mandioca, carne seca moída e cebola. Pode ser servida com banana e acompanhar um baião de dois.

Tapioca: a massa à base de goma mandioca é feita em discos, como se fossem panquecas, e são servidas com recheios doces ou salgados. 

Acarajé: preparado tipicamente pelas baianas, o acarajé é um bolinho de feijão fradinho frito em azeite de dendê. Pode ser recheado com vatapá, caruru e molho de pimenta.
Baiana vendendo acarajé nas ruas de Salvador. Bahia, BA.

Moqueca: ensopado de peixe com leite de coco, azeite de dendê, pimenta e coentro.

Caldo de sururu: sopa feita com mariscos, leite de coco e azeite de dendê.

Caldo de mocotó: a sopa servida quente é feita com patas de boi, de onde sai o tradicional caldo.

Dobradinha: prato à base de feijão branco cozido com bucho de boi.

Sarapatel: com receitas variadas em cada estado, o sarapatel é um ensopado feito com vísceras de porco, carneiro ou bode, engrossado com o sangue do animal. É servido com farinha e pimenta.

Vatapá: há várias versões para o creme de camarão, que pode levar pão, farinha de rosca ou fubá, amendoim, castanha de caju, pimenta, leite de coco e azeite de dendê.

Caruru: Assim como o vatapá, este prato caiu no gosto do paraense e também é servido por lá, com algumas modificações. Basicamente, o caruru é um pirão (farinha de mandioca misturada a um caldo quente) feito com quiabo, camarões, tempero verde e azeite de dendê.

Bolo de rolo: o doce é feito com um fino pão de ló enrolado com camadas de goiabada, coberto com açúcar. Servido em fatias finas.

Fonte: Portal da Copa