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Questão de Filosofia - UFU 2018/2 - Agostinho, em Confissões, diz: Mas após a leitura daqueles livros dos platônicos

UFU 2018/2 - Agostinho, em Confissões, diz: “Mas após a leitura daqueles livros dos platônicos e de ser levado por eles a buscar a verdade incorpórea, percebi que ‘as perfeições invisíveis são visíveis em suas obras’ (Carta de Paulo aos Romanos, 1, 20)”. 
Agostinho de Hipona. Confissões, livro VII, cap. 20, citado por: MARCONDES, Danilo. Textos Básicos de Filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 2000. Tradução do autor. 

Nesse trecho, podemos perceber como Agostinho 
a) se utilizou da Bíblia para conhecer melhor a filosofia platônica. 
b) utiliza a filosofia platônica para refutar os textos bíblicos. 
c) separa nitidamente os domínios da filosofia e da religião. 
d) foi despertado para o conhecimento de Deus a partir da filosofia platônica.

RESPOSTA:
Letra D.

Questão de Filosofia - UECE 2022 - Agostinho faz um contraponto ao dualismo maniqueísta ao refutar que o mal não existe enquanto ser.

UECE 2022 - “Agostinho faz um contraponto ao dualismo maniqueísta ao refutar que o mal não existe enquanto ser. Ele refuta o dualismo ontológico do bem e do mal dos maniqueístas e desenvolve a teoria da origem do mal como uma negação do Sumo Bem, na qual o mal não tem ser, não existe, mas é resultado do livre-arbítrio da vontade do homem que o utiliza em vista de si mesmo. Ou seja, o mal é moral; é um ato voluntário do homem ao negar seu Criador, Deus, Bem universal, em vista de si mesmo.” 
GOMES, I. S. G. A origem do mal no pensamento de agostinho de hipona. In: Anais do III Congresso Nordestino de Ciências da Religião e Teologia. Disponível em: http://www.unicap.br/ocs/index.php/cncrt/cncrt/paper/vie wFile/277/61. Acessado em 18-10-2021 – Adaptado.

Segundo essa passagem, a origem do mal está 
a) na liberdade do homem, dotado por Deus de livre-arbítrio. 
b) na ação sobre os homens de um ente que personifica o mal. 
c) na natureza humana, que, por ser finita, é próxima do mal. 
d) no mau uso do livre-arbítrio, orientado pelo amor-próprio.

RESPOSTA:
Letra D.

Questão de Filosofia - UEA 2022 - O filósofo Agostinho de Hipona (354-430) afirma que há uma forma de os humanos

UEA 2022 - O filósofo Agostinho de Hipona (354-430) afirma que há uma forma de os humanos não precisarem passar pelas punições divinas, desde que 
a) vivam em irmandades religiosas. 
b) utilizem convenientemente o livre-arbítrio. 
c) duvidem sistematicamente da filosofia pagã. 
d) façam cotidianamente exames de consciência 
e) imitem a cada semana o sacrifício de Cristo.

RESPOSTA:
Letra B.

Questão de Filosofia - UEMA 2014 - Segundo o filósofo Agostinho, o homem fora criado à imagem e à semelhança de Deus,

UEMA 2014 - Segundo o filósofo Agostinho, o homem fora criado à imagem e à semelhança de Deus, estando, portanto, preparado para compreender a essência divina. Contudo, em virtude do pecado de Adão – o chamado pecado original -, o homem decaíra. Como todo ser humano nasce em consequência do ato procriador (pecado original), todo ser humano nasce manchado pelo pecado de Adão. 
Fonte: AGOSTINHO, Santo. Confissões. São Paulo: Paulus, 1997. (adaptado) 

Existem várias formas de se tentar explicar a origem do homem. A do filósofo Agostinho é uma delas. Sua teoria está fundamentada em uma consciência do tipo 
a) crítica. 
b) religiosa. 
c) empírica. 
d) científica. 
e) senso comum.

RESPOSTA:
Letra B.

Questão de Filosofia - CESMAC 2016/1 - A influência da Igreja Católica foi dominante em todas as áreas. Um dos seus teóricos mais conhecido, Santo Agostinho, defendia:

CESMAC 2016/1 - A influência da Igreja Católica foi dominante em todas as áreas. Um dos seus teóricos mais conhecido, Santo Agostinho, defendia: 
a) o relativismo cultural que incentivava a existência de diferentes maneiras de se exercer a crença em Deus. 
b) as ideias de Aristóteles fundadas no Realismo e na mitologia existente na Grécia. 
c) o fim do monoteísmo, com adoção de uma religião que aceitasse a multiplicidade de credos e afirmasse a liberdade de expressão. 
d) as reflexões de Platão, que são fundamentais para uma parte significativa do pensamento católico. 
e) a crença no pecado original, sem, contudo, aceitar a predestinação e a onipotência divina.

RESPOSTA:
Letra D.

Questão de Filosofia - UFU 2021/2 - Santo Agostinho refletiu sobre as questões do ensino e do aprendizado, observando que os mestres têm grande

UFU 2021/2 - Santo Agostinho refletiu sobre as questões do ensino e do aprendizado, observando que os mestres têm grande importância no ensino porque, por meio de palavras, podem ensinar. No entanto, não bastam as palavras exteriores para o conhecimento verdadeiro, é preciso o auxílio do mestre interior, conforme afirma De Magistro: 
“No que diz respeito a todas as coisas que compreendemos, não consultamos a voz de quem fala, a qual soa por fora, mas a verdade que dentro de nós preside a própria mente, incitados talvez pelas palavras a consultá-la. Quem é consultado, ensina verdadeiramente, e este é Cristo, que habita, como foi dito, no homem interior, isto é, a virtude incomutável de Deus e a sempiterna Sabedoria, que toda alma racional consulta, mas que se revela a cada um quanto é permitido pela sua própria boa ou má vontade.” 
SANTO AGOSTINHO. De Magistro. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1987, Capítulo XI, p. 319. 

De acordo com o trecho, deduz-se que o papel do ensinamento de mestres é 
a) demonstrar a verdade incontestável. 
b) enunciar somente o que é a verdade. 
c) estimular a busca da verdade interior. 
d) ensinar verdades para além de Cristo.

RESPOSTA:
Letra C.

Segundo Agostinho, Deus é o Mestre interior que habita a alma do indivíduo e permite que ele conheça a verdade, por meio da iluminação divina. Vale lembrar que, o papel do Mestre Professor, não é pequeno. Por meio da linguagem, ele deve estimular o seu aluno a buscar a verdade interior, para que Deus confirme a verdade, já que ela não pode ser ensinada pelos homens.

Questão de Filosofia - ENEM 2018 - Não é verdade que estão ainda cheios de velhice espiritual aqueles que nos dizem:

ENEM 2018 - Não é verdade que estão ainda cheios de velhice espiritual aqueles que nos dizem: “Que fazia Deus antes de criar o céu e a terra? Se estava ocioso e nada realizava”, dizem eles, “por que não ficou sempre assim no decurso dos séculos, abstendo-se, como antes, de toda ação? Se existiu em Deus um novo movimento, uma vontade nova para dar o ser a criaturas que nunca antes criara, como pode haver verdadeira eternidade, se n’Ele aparece uma vontade que antes não existia?” 
AGOSTINHO. Confissões. São Paulo: Abril Cultural, 1984. 
A questão da eternidade, tal como abordada pelo autor, é um exemplo da reflexão filosófica sobre a(s) 
a) essência da ética cristã. 
b) natureza universal da tradição. 
c) certezas inabaláveis da experiência. 
d) abrangência da compreensão humana. 
e) interpretações da realidade circundante.

RESPOSTA:
Letra D.

Para Agostinho, há uma oposição entre eternidade e temporalidade. A eternidade é divina e não tem limites, enquanto a temporalidade é dimensional, situada entre o nascimento e a morte de um indivíduo. No texto, Agostinho trata da inabilidade humana de compreender a eternidade.

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Questão de Filosofia - ENEM 2019 - De fato, não é porque o homem pode usar a vontade livre para pecar que se deve supor que Deus

ENEM 2019 - De fato, não é porque o homem pode usar a vontade livre para pecar que se deve supor que Deus a concedeu para isso. Há, portanto, uma razão pela qual Deus deu ao homem esta característica, pois sem ela não poderia viver e agir corretamente. Pode-se compreender, então, que ela foi concedida ao homem para esse fim, considerando-se que se um homem a usar para pecar, recairão sobre ele as punições divinas. Ora, isso seria injusto se a vontade livre tivesse sido dada ao homem não apenas para agir corretamente, mas também para pecar. Na verdade, por que deveria ser punido aquele que usasse da sua vontade para o fim para o qual ela lhe foi dada? 
AGOSTINHO. O livre-arbítrio. In: MARCONDES, D. Textos básicos de ética. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008. 
Nesse texto, o filósofo cristão Agostinho de Hipona sustenta que a punição divina tem como fundamento o(a) 
a) desvio da postura celibatária. 
b) insuficiência da autonomia moral. 
c) afastamento das ações de desapego. 
d) distanciamento das práticas de sacrifício,
e) violação dos preceitos do Velho Testamento. 

RESPOSTA:
Letra B.

O texto fundamenta a punição como limite para práticas humanas, colocando o ser em aspecto de uma ausência de significado sobre atos negativos, ou imorais, necessitando, portanto, da ação divina.

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Questão de Filosofia - ENEM 2020 Digital - Sem negar que Deus prevê todos os acontecimentos futuros

ENEM 2020 Digital - Sem negar que Deus prevê todos os acontecimentos futuros, entretanto, nós queremos livremente aquilo que queremos. Porque, se o objeto da presciência divina é a nossa vontade, é essa mesma vontade assim prevista que se realizará. Haverá, pois, um ato de vontade livre, já que Deus vê esse ato livre com antecedência. 
SANTO AGOSTINHO. O livre-arbítrio. São Paulo: Paulus, 1995 (adaptado). 

Essa discussão, proposta pelo filósofo Agostinho de Hipona (354-430), indica que a liberdade humana apresenta uma 
a) natureza condicionada. 
b) competência absoluta. 
c) aplicação subsidiária. 
d) utilização facultativa. 
e)autonomia irrestrita.

RESPOSTA:
Letra A.

O texto aponta o princípio basíco de existência e de ações previstas pelo criador e, portanto, trata-se de uma instância absoluta condicionadora de sabedoria.

Questão de Filosofia - ENEM PPL 2015 - Se os nossos adversários, que admitem a existência de uma natureza

ENEM PPL 2015 - Se os nossos adversários, que admitem a existência de uma natureza não criada por Deus, o Sumo Bem, quisessem admitir que essas considerações estão certas, deixariam de proferir tantas blasfêmias, como a de atribuir a Deus tanto a autoria dos bens quanto dos males. Pois sendo Ele fonte suprema da Bondade, nunca poderia ter criado aquilo que é contrário à sua natureza. 
AGOSTINHO. A natureza do Bem. Rio de Janeiro: Sétimo Selo, 2005 (adaptado).

Para Agostinho, não se deve atribuir a Deus a origem do mal porque
a) o surgimento do mal é anterior à existência de Deus.
b) o mal, enquanto princípio ontológico, independe de Deus.
c) Deus apenas transforma a matéria, que é, por natureza, má.
d) por ser bom, Deus não pode criar o que lhe é oposto, o mal.
e) Deus se limita a administrar a dialética existente entre o bem e o mal.

RESPOSTA
LETRA D.
Comentário da questão: Para Agostinho, Deus não pode ser considerado autor do mal, pois, sendo a plena bondade, não poderia jamais produzir o seu contrário. Isto não significa, porém, que, para o autor medieval, existe algum outro ser todo-poderoso que gerou o mal ou que o mal seja algo anterior a Deus. Na verdade, nesta perspectiva, o mal não tem autor, pois o mal não é uma coisa, mas a ausência de uma coisa: o mal é a ausência do bem.