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Questão de Geografia - Vestibular - Política da Boa Vizinhança

Questão de Geografia da UERJ 2010 - Universidade do Estado do Rio de Janeiro - Política externa estadunidense para a América Latina na década de 1940.
Você já foi à Bahia?
As artes são frequentemente utilizadas como instrumento de propaganda política e ideológica. Os desenhos de Disney, por exemplo, foram peça importante para a estratégia geopolítica dos E.U.A. para a América Latina, como se observa no texto acima.
Essa estratégia geopolítica norte-americana foi concretizada na década de 1940 por meio de um conjunto de ações que ficou conhecido como:
(A) Aliança para o Progresso
(B) Política da Boa Vizinhança
(C) América para os Americanos
(D) Doutrina do Destino Manifesto
Alternativa correta: (B)
Comentário da questão:
No período da Segunda Guerra Mundial, a política externa norte-americana para a América Latina foi marcada pela estratégia de estreitamento dos laços com os principais países dessa parte do continente. Essa política ficou conhecida como "Política da Boa Vizinhança" justamente por ser pautada em iniciativas que visavam a construir uma visão positiva do "gigante" do norte. Dentre essas iniciativas, merece destaque a propaganda político-ideológica feita por meio das produções dos Estúdios Disney, que tinham por objetivo fundamental difundir uma percepção coletiva da existência de fortes vínculos cooperativos entre as nações do continente americano.

Questão de Geografia - Vestibular - Tensões geopolíticas e econômicas na América Latina

Questão de Geografia da UERJ -Universidade do Estado do Rio de Janeiro - Tensões geopolíticas e econômicas na América Latina
A capa da revista ilustra mudanças políticas na tradicional relação entre os Estados latino-americanos, antes aliados na busca de maior autonomia.
Uma dessas mudanças pode ser exemplificada por:
(A) estatização dos recursos naturais da Bolívia
(B) implementação da política livre-cambista da Argentina
(C) ampliação do movimento de privatizações na economia da Venezuela
(D) incorporação do socialismo cubano ao projeto nacionalista da Colômbia

Alternativa correta: (A)
Países da América do Sul vêm implementando novas políticas diante do avanço do neoliberalismo. A combinação entre a história da luta por independência, as ações nacionalistas e as críticas ao capitalismo com mobilizações coletivas próximas do socialismo cubano, transformado em símbolo, configura um quadro de oposição à política de globalização associada aos EUA. A estatização dos recursos naturais pela Bolívia, mesmo afetando um país aliado como o Brasil, é um exemplo de ação nacionalista.

Exercícios Resolvidos sobre Geopolítica


1. (Enem) Os 45 anos que vão do lançamento das bombas atômicas até o fim da União Soviética não foram um período homogêneo único na história do mundo. (...) dividem-se em duas metades, tendo como divisor de águas o início da década de 1970. Apesar disso, a história deste período foi reunida sob um padrão único pela situação internacional peculiar que o dominou até a queda da União Soviética. (HOBSBAWM, Eric J. Era dos extremos. São Paulo: Cia. das Letras,1996.) O período citado no texto e conhecido por “guerra fria” pode ser definido como aquele momento histórico em que houve:
a) corrida armamentista entre as potências imperialistas europeias ocasionando a Primeira Guerra Mundial.
b) domínio dos países socialistas do Sul do globo pelos países capitalistas do Norte.
c) choque ideológico entre a Alemanha Nazista / União Soviética Stalinista, durante os anos 1930.
d) disputa pela supremacia da economia mundial entre o Ocidente e as potências orientais, como a China e o Japão.
e) constante confronto das duas superpotências que emergiram da Segunda Guerra Mundial.

2. (Enem) Em conflitos regionais e na guerra entre nações tem sido observada a ocorrência de sequestros, execuções sumárias, torturas e outras violações de direitos. Em 10 de dezembro de 1948, a Assembleia Geral das Nações Unidas adotou a Declaração Universal dos Direitos do Homem, que, em seu artigo 5o, afirma: “ninguém será submetido à tortura nem a penas ou tratamentos
cruéis, desumanos ou degradantes”. Assim, entre nações que assinaram essa Declaração, é coerente esperar
que:
a) a Constituição de cada país deva se sobrepor aos Direitos Universais do Homem, apenas enquanto houver conflito.
b) a soberania dos Estados esteja em conformidade com os Direitos Universais do Homem, até mesmo em situações de conflito.
c) a violação dos direitos humanos por uma nação autorize a mesma violação pela nação adversária.
d) sejam estabelecidos limites de tolerância, para além dos quais a violação aos direitos humanos seria permitida.
e) a autodefesa nacional legitime a supressão dos Direitos Universais do Homem.

3. (Ufes) “Imagine que não haja nenhum paraíso [...] que não haja países [...] e nenhuma religião também [...] imagine todas as pessoas vivendo a vida em paz [...] imagine todos os povos compartilhando o mundo todo
[...]” (John Lennon) No imaginário de Lennon, não deveriam existir fronteiras entre os povos. Mas o que são fronteiras? Pode-se dizer que elas têm a função de separar territórios. Em geopolítica, porém, as fronteiras:
I - definem a extensão geográfica da soberania de um Estado.
II - delimitam fenômenos dinâmicos e são construções humanas.
III - revelam diferenças religiosas, linguísticas e étnicas.
IV - separam blocos políticos ou alianças militares.
Na sequência em que aparecem, as informações acima correspondem,
respectivamente, às fronteiras:
a) culturais, políticas, estratégicas, culturais.
b) estratégicas, históricas, culturais, políticas.
c) estratégicas, históricas, políticas, estratégicas.
d) políticas, históricas, estratégicas, culturais.
e) políticas, políticas, culturais, estratégicas.

4. (UFRRJ) Leia o texto que menciona a ação do Estado na economia. Os argumentos favoráveis à reforma do Estado podem ser resumidos nos seguintes termos: com a crescente globalização da produção, da circulação de mercadorias, dos padrões de consumo e do sistema financeiro, alega-se que o desenvolvimento socioeconômico não pode mais ser pensado a partir da dimensão nacional, menos ainda a partir de uma estrutura burocrática estatal. OLIVA, J.; GIANSANTI, R. Temas da Geografia do Brasil. São Paulo: Atual, 1999. p. 55. A partir da argumentação apresentada no texto, o desenvolvimento socioeconômico deve ser estruturado em função do:
a) mercado e da integração econômica mundial.
b) interesse social e da economia local.
c) poder econômico local e do consumo nacional.
d) interesse estatal e das preocupações sociais.
e) interesse do capital e do governo nacional.

5. (Uerj) Considere as seguintes afirmações sobre a geografia do mundo contemporâneo:
I - É usual a interpretação do mundo que o divide em dois grandes blocos:
um composto pelos países desenvolvidos, centrais ou do Norte,
e outro pelos países subdesenvolvidos, periféricos ou do Sul.
II - O intercâmbio internacional de bens, capitais e serviços vem contribuindo
para a manutenção das desigualdades socioeconômicas
entre os países.
Apresente um argumento que:
a) questione a afirmação I;
b) comprove a afirmação II.
a) Os blocos podem ser relacionados com o período colonial onde as nações do Norte formaram colônias no Sul, com forte relação de dominação: Norte - metrópoles Sul - colônias

b) Os países do bloco Sul são especializados na exportação de matérias-primas aos países do Norte, deles comprando bens manufaturados.

6. (UFV-MG) Na última década, tem chamado a atenção o vertiginoso crescimento de um tipo de instituições denominadas ONGs (Organizações Não Governamentais) não apenas no Brasil como em todo
o mundo. Essa pujança, dinamismo e atuação na sociedade adquiriram tamanho vulto, que já se fala que as ONGs constituem um setor à parte, o chamado Terceiro Setor, para além do público e do privado (governos e empresariado). Aponte e explique uma causa desse fenômeno.
As ONGs vêm se multiplicando porque existe uma crise do poder público, do Estado, que tem a sua soberania cada vez mais restringida ou limitada e não dispõe de recursos (ou de vontade) para equacionar uma série de problemas: pobreza e fome, desmatamentos, torturas, violação dos direitos humanos, ajuda aos milhões de aidéticos ou vítimas de outras doenças, aos refugiados de guerras, etc. As ONGs, assim, assumem um papel — de denunciar e lutar contra esses problemas — que nem o Estado nem o mercado (o empresariado ou as empresas que visam lucros) desempenham.