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Questão de Filosofia - UNESP 2023 - O lugar que ocupamos socialmente nos faz ter experiências distintas e outras perspectivas.

UNESP 2023 - O lugar que ocupamos socialmente nos faz ter experiências distintas e outras perspectivas. A teoria do ponto de vista feminista e lugar de fala nos faz refutar uma visão universal de mulher e de negritude, e outras identidades, assim como faz com que homens brancos, que se pensam universais, se racializem, entendam o que significa ser branco como metáfora do poder. 
(Djamila Ribeiro. O que é: lugar de fala?, 2017. Adaptado.) 

O excerto aborda um conceito que propõe uma nova perspectiva de análise filosófica, sobretudo em relação 
a) ao estabelecimento de uma ética pluralista. 
b) à recusa de instituições políticas. 
c) ao reconhecimento de um eurocentrismo epistêmico. 
d) à negação de hierarquias sociais. 
e) à reconstrução de discursos representativos.


RESPOSTA:
Letra E.

A professora Djamila Ribeiro nos faz refletir sobre a construção de modelos representativos a partir de grupos hegemonicamente estabelecidos na História. Sendo assim, faz-se necessária a reconstrução discursiva por meio do local de fala, pelo ângulo de vivência daquele que se insere no teor da demanda social referida, tal qual visto também em sua obra Pequeno Manual Antirracista: “É preciso romper com a estratégia do ‘negro único’ [...] Estimular o autoconhecimento e a construção de práticas antirracistas”.

Questão de Filosofia - CESGRANRIO 2022 - Considere o texto a seguir, acerca de um prêmio literário brasileiro. Em 2020, ocorreu a última edição do Prêmio Jabuti,

CESGRANRIO 2022 - Considere o texto a seguir, acerca de um prêmio literário brasileiro. 
Em 2020, ocorreu a última edição do Prêmio Jabuti, no qual as melhores produções literárias brasileiras são laureadas, em diversas categorias, tais como conto, crônica, poesia, romance, história em quadrinhos, biografia e ciências humanas, entre outras. Disponível em: https://www.premiojabuti.com.br. Acesso em: 20 nov. 2021. Adaptado. Na categoria literária das Ciências Humanas, foi premiado o livro “Pequeno Manual Antirracista”, da autoria de 
A) Nélida Piñon 
B) Djamila Ribeiro 
C) Marina Colassanti 
D) Conceição Evaristo 
E) Heloísa Buarque de Hollanda

RESPOSTA:
Letra D.

Questão de Filosofia - UFPR 2023 - [As] experiências comuns resultantes do lugar social que ocupam impedem que a população negra acesse certos

UFPR 2023 - [As] experiências comuns resultantes do lugar social que ocupam impedem que a população negra acesse certos espaços. […] Quando falamos de direito à existência digna, à voz, estamos falando de locus [lugar] social, de como este lugar imposto dificulta a possibilidade de transcendência. Absolutamente não tem a ver com uma visão essencialista de que somente o negro pode falar de racismo, por exemplo. 
(RIBEIRO, Djamila. O que é lugar de fala? Belo Horizonte: Editora Letramento, 2017. p. 64.) 

De acordo com a passagem acima e com a obra de que foi retirada, locus social é o lugar: 
a) escolhido voluntariamente por um determinado grupo social como seu lugar de fala. 
b) que define quem tem o direito de falar sobre determinados assuntos. 
c) que determina a essência de cada grupo social. 
d) em que se abrem ou se restringem oportunidades a determinados grupos sociais. 
e) que assegura a todo grupo social uma existência digna.

RESPOSTA:
Letra D.

Questão de Sociologia - UFVJM 2021 - No trecho abaixo, Djamila Ribeiro descreve situações vividas em sua infância que foram marcantes na construção de sua personalidade e autoestima:

UFVJM 2021 - No trecho abaixo, Djamila Ribeiro descreve situações vividas em sua infância que foram marcantes na construção de sua personalidade e autoestima: 
Na maior parte da minha infância e adolescência, não tinha consciência de mim. Não sabia por que sentia vergonha de levantar a mão quando a professora fazia uma pergunta já supondo que eu não saberia a resposta. Porque eu ficava isolada na hora do recreio. Porque os meninos diziam na minha cara que não queriam formar par com a “neguinha” na festa junina. Eu me sentia estranha e inadequada, e, na maioria das vezes, fazia as coisas no automático, me esforçando para não ser notada. [...] Aprendi a jogar xadrez aos seis anos [...] Aos oito, fiquei em terceiro lugar no torneio da cidade. Lembro que senti vergonha durante a premiação, com todas aquelas pessoas me olhando. Meu nome saiu no maior jornal da cidade, e meu pai o mostrava orgulhoso a todos que iam a nossa casa. Mas todo dia eu tinha que ouvir piadas envolvendo meu cabelo e a cor da minha pele. [...] A repórter Monique Evelle tem uma frase que me marcou muito: “Nunca fui tímida, fui silenciada”. Quando a ouvi pela primeira vez, entendi perfeitamente o que me aconteceu durante anos. 
Fonte: RIBEIRO, Djamila. Quem tem medo do feminismo negro? São Paulo: Companhia das Letras, 2018. 

Assinale a alternativa que apresente a prática discriminatória evidente na citação acima e que ainda existe de forma institucionalizada no Brasil: 
a) Racismo. 
b) Autoritarismo. 
c) Multiculturalismo. 
d) Pensamento positivo.

RESPOSTA:
Letra A.