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Por que o céu diurno é azul e o noturno escuro?

A cor do céu está intimamente ligada com a atmosfera de um planeta (ou sua ausência, é claro). No planeta Mercúrio, desprovido de atmosfera, o céu é sempre escuro, independente da presença do Sol. Na Terra, temos uma atmosfera rica em nitrogênio. Outros componentes dignos de nota em nossa atmosfera são o oxigênio, o gás carbônico, o ozônio e o vapor d'água. 
Pois bem, todos estes gases são compostos por moléculas distintas e fazendo-se uma “média ponderada”, levando-se em consideração as quantidades relativas de cada gás, chegamos a uma grandeza um tanto abstrata que é o “tamanho médio das moléculas da nossa atmosfera”. Quando um raio de luz entra na atmosfera, ele muda de direção. Esse fenômeno é chamado refração. Cada comprimento de onda (ou seja, cada cor) sofre uma refração ligeiramente diferente e assim as cores se separam. Além disso, as moléculas da atmosfera também absorvem certas cores e refletem outras tantas. O conjunto desses fenômenos (refração, absorção e reflexão) pode ser chamado de “espalhamento”. Cada atmosfera, devido ao tamanho médio de suas moléculas, espalha a luz de forma diferente. 

A atmosfera terrestre privilegia, na maior parte do dia, a difusão da cor azul em seu espalhamento. Mas isso depende também do ângulo de incidência da luz! Tanto é que nos crepúsculos (nascer e ocaso), o céu adquire tons avermelhados. Para ângulos rasantes, o espalhamento difunde mais a cor vermelha. (Uma curiosidade: em Marte o fenômeno é oposto. Como o tamanho médio das moléculas atmosféricas é outro, lá o céu diurno é rosado e durante os crepúsculos ele fica azulado!) Durante a noite, não há astro que produza uma incidência luminosa forte o suficiente para causar algum tipo de espalhamento e, por isso, vemos a atmosfera como ela realmente é: transparente! E por isso o céu noturno é escuro.

*Com informações do Planetário do Rio

O que é a Lua Azul?

Você já ouviu falar na Lua Azul? O nome é curioso, mas engana, pois o satélite não muda de cor. Mas, por que usá-lo, então?
 Acontece que o ciclo da Lua dura 29,5 dias. Os meses do nosso calendário gregoriano, com a única exceção de fevereiro, têm 30 ou 31 dias. Assim, se em algum mês tivermos a Lua Cheia no dia primeiro ou no dia 2, teremos uma outra Lua Cheia no mesmo mês! Esta segunda, em um mesmo, mês é chamada de Lua Azul. 

Esta expressão é tradução literal da expressão em inglês blue moon. Há controvérsias a respeito da origem desta expressão na língua inglesa, mas é certo que a associação da Lua com a cor azul já era usada na época de Shakespeare. A enciclopédia online Wikipedia cita um panfleto de 1528 como o primeiro registro de uma “lua azul”: If they say the moon is blue, we must believe that it is true (Se eles dizem que a Lua é azul, devemos acreditar que é verdade). 

Esta máxima já traz a conotação de algo absurdo e raro para a “lua azul”, e vemos que a escolha da cor se deve a um fator puramente fonético: blue rima com true. Em uma adaptação à nossa cultura popular atual, dizer, na Inglaterra do século XVI, que algo aconteceria na “lua azul”, equivaleria a dizer, nos dias de hoje, em qualquer grande cidade brasileira, que algo aconteceria “no dia de São Nunca”. 

Ou seja: a versão atual da expressão Lua Azul significa a segunda Lua Cheia de um mês. Não é tão raro, mas também não é algo que acontece a toda hora.

*Com informações do Planetário do Rio.

Onde o sol nasce primeiro no Brasil?

Se considerarmos apenas a parte continental, poderíamos ser tentados a afirmar que seria na ponta Seixas, na Paraíba, o ponto mais oriental do continente brasileiro. De fato, o Sol nasce primeiro lá na maior parte dos dias ao longo do ano. Mas ele também pode nascer primeiro no Rio Grande do Norte, Pernambuco e, por incrível que pareça, no estado do Rio de Janeiro (Cabo de São Tomé). Mas como isso pode acontecer? A incidência da luz solar varia ao longo do ano por causa da inclinação do eixo de rotação da Terra e devido à revolução (translação).
Neste mapa, você poderá saber onde o sol nasce no início de cada estação. E verá que na maior parte do ano os nordestinos contemplam o nascer do sol primeiro. Já início do verão, o privilégio é dos cariocas e capixabas. Entenda:
*Com informações do Planetário do Rio

Por que o céu é azul?

Essa é possivelmente a maior pegadinha da ciência. Na realidade, não é azul. Aliás, não tem cor alguma. Tudo depende de como o cérebro humano interpreta a radiação eletromagnética visível, ou seja, a luz do sol. 

Embora a luz do sol pareça branca, é, na realidade, uma mistura das cores do arco-íris. Isaac Newton demonstrou isso ao usar um prisma para separá-las, um truque inteligente chamado refração. Essas cores são a região visível do espectro eletromagnético. 

Inclui poderes de super-heróis, raios gama e raios-x por um lado, e as menos interessantes micro-ondas e ondas rádio por outro. 

As ondas de luz nesse espectro são tão pequenas, que são medidas em nanômetros, a bilionésima parte de um metro. 

Cada cor tem seu próprio comprimento de onda e frequência. Mas no espaço, se combinam para produzir luz branca e todos se deslocam à mesma velocidade, a velocidade da luz. 

O espaço parece preto. Não existe atmosfera, não existem gases no espaço para dispersar a luz. O resultado é que não dá para ver nada. Nada refrata a luz, nem a reflete, por isso, fica preto. 

A ação só começa quando a luz chega na Terra e bate em moléculas de oxigênio e nitrogênio, que compõem 99 por cento da nossa atmosfera. 

Depois, as cores começam a se separar, e algumas apanham mais do que outras. 

Um cientista, Lord Raleigh, provou que quanto maior a energia e menor o comprimento de onda, mais facilmente fótons de luz seriam dispersados por partículas no ar e mudariam de direção, não seguindo a trajetória original. 

Dada esta conclusão, a luz azul, como um comprimento de onda curto, se dispersa facilmente. 

Quando chegam na atmosfera, as moléculas de ar dispersam a luz azul, enquanto que as outras cores passam ilesas. A luz azul parece vir do céu e chegam aos nossos olhos. Daí, o céu azul. 

No nascer e no pôr do Sol, o sol está em um ângulo mais baixo no céu e tem de penetrar uma profundidade maior da atmosfera. E essa luz se dispersa muito mais. A luz azul que vemos normalmente durante o dia se dispersa. É a luz que menos se dispersa, laranja e vermelha, que penetra e chega nos olhos. É essa luz que nós vemos, ou que nosso cérebro acha que vê no nascer e no pôr do Sol. Os laranjas e os vermelhos são os que menos se dispersam.

Os nossos olhos apenas captam o comprimento de onda e enviam o sinal ao cérebro. O cérebro decide a cor desse comprimento de onda e cria a imagem, em tempo real. 

Assim se “cria” o céu azul. 

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Qual o limite da escala Richter?


A “escala” Richter mede a intensidade de terremotos. Essa escala foi desenvolvida em 1935 pelos sismólogos Charles Richter e Beno Gutenberg, do Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia).
Até quanto vai a escala Richter? 
A mídia costuma dizer que 9 graus é o ponto máximo da referida escala, mas isso está errado. 
A escala Richter não tem limite inferior nem superior. Abalos muito fracos, podem ter magnitude negativa. O máximo depende apenas da natureza.
Na prática, o terremoto mais intenso (registrado) da história alcançou 9,5 graus na escala Richter e aconteceu no Chile em 1960.
Entre outros danos, fortes terremotos podem destruir casas, ruas, prédios e abrir fissuras no chão.
Crédito da imagem: Arthur
9 Créditos
Terremotos - CPRM - Serviço Geológico do Brasil
Como funciona a escala Richter? EBC
Entenda como funciona a escala Richter - G1 - Globo.com
Saiba mais sobre a escala Richter - Folha de S.Paulo - Uol
Qual o limite da escala Richter? Recreio
Até quanto vai a escala Richter? - Mundo Estranho
Terremotos: sem hora marcada - Superinteressante
Charles F. Richter (American physicist) - Encyclopedia Britannica
Beno Gutenberg (American seismologist) - Encyclopedia Britannica