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Geografia e a BNCC: faça download do livro em PDF

E-book traz principais mudanças que a Base propõe para o componente de Geografia


Baixando este e-book, professores terão explicações e exemplos de como por em prática, na sala de aula, as principais propostas da BNCC para o ensino de Geografia. O livro digital de NOVA ESCOLA é organizado de forma que traz primeiro os conceitos básicos da Base para o componente, aborda as cinco unidades temáticas, os objetivos para o Ensino Funamental 1 e 2 e eclarece como desenvolver o raciocínio geográfico com os alunos. 

O material vem com um exemplo de atividade alinhada à Base, análise de especialista sobre o documento, entrevistas e material extra para os professores lerem e se inteirarem ainda mais sobre a BNCC. Um teste, no final, incentiva a revisar o conteúdo que foi visto.

Baixar o PDF: AQUI

Fonte: Nova Escola.

Brasil cai para último lugar no ranking de status do professor

Por Fabrício Vitorino, G1

Menos de 1 em cada dez brasileiros acha que professor é respeitado em sala de aula 

Muito trabalho, salários menores do que se imagina, falta de respeito dos alunos e um dos piores sistemas educacionais do mundo. É assim que o brasileiro vê a profissão de professor, o que fez o Brasil cair para a última posição do ranking de prestígio de docentes. A pesquisa, realizada em 35 países, foi divulgada na noite desta quarta-feira (7) pela Varkey Foundation, entidade dedicada à melhoria da educação mundial.

Professor dá aula em sala da Universidade de Brasília — Foto: Secom UnB.
O resultado do Brasil se torna ainda mais alarmante se comparado ao do cenário global, que registrou uma melhora na percepção do status dos professores. Vale lembrar que, na última edição da pesquisa, em 2013, o país ocupava a penúltima posição dentre os 21 pesquisados. A avaliação de 2018, por sua vez, foi realizada em 35 países – acompanhando as avaliações do PISA –, e foram entrevistadas mil pessoas entre 16 e 64 anos.

Brasil é o país que menos valoriza o professor — Foto: Juliane Souza/G1.
E se no ranking de prestígio geral o resultado não é bom para o Brasil, nos recortes específicos os dados também são muito desanimadores. Menos de 1 em cada 10 brasileiros (9%) acha que os alunos respeitam seus professores em sala de aula – também o último lugar do ranking. Para efeito de comparação, a China é país com a melhor avaliação: lá, 81% das pessoas acreditam que os docentes são respeitados pelos alunos.

Para Sunny Varkey, fundador da Varkey Foundation, o índice fornece provas de que o status dos professores na sociedade, seu prestígio e a forma como são enxergados, tem influência decisiva no desempenho dos alunos na escola.

“Respeitar os professores não é apenas um dever moral importante, é essencial para os resultados educacionais de um país. Mas ainda há muito a ser feito antes que os professores recebam o respeito que merecem”, diz Varkey.

Vale lembrar que a Varkey promove anualmente o Global Teacher Prize, o “Nobel da Educação”, que premia os melhores educadores do ano. A última edição, realizada em março, em Dubai, Emirados Árabes, foi vencida pela britânica Andria Zafirakou, e teve o professor brasileiro Diego Mahfouz Faria Lima entre os dez finalistas.

A pesquisa também mostra que há pouca compreensão do trabalho e da remuneração dos professores. Enquanto os entrevistados acreditam que os docentes trabalham, em média, 39,2 horas por semana, os profissionais relatam 47,7 horas dedicadas semanalmente ao ofício de ensinar – quase 20% a mais. Por outro lado, as pessoas estimam que os professores têm salário médio inicial de US$ 15 mil, enquanto, na verdade, a remuneração é de US$ 13 mil, em média. Há ainda a percepção de que os salários não sejam justos: os brasileiros defendem que um docente em início de carreira deva ganhar o equivalente a US$ 20 mil por ano – um aumento de US$ 7 mil.

Professor desempreago transformou a calçada de casa em sala de aula, em Aracaju (SE). — Foto: Mara Lúcia de Paula.
O levantamento mostra ainda que 88% dos brasileiros consideram a profissão de professor como sendo de “baixo status” – o segundo pior lugar do ranking mundial, perdendo apenas para Israel, onde 90% dos cidadãos pensam da mesma forma. Talvez por isso, apenas 1 em cada cinco brasileiros incentivariam o filho a ser professor, a sétima pior posição global. Em comparação, na Índia, 54% dos pais dizem que encorajariam o filho a ensinar.

Diante do cenário caótico, é natural que os brasileiros classifiquem seu sistema de ensino como ruim – melhor apenas que o egípcio: enquanto o Brasil leva nota 4,2, o país africano é avaliado em 3,8 por seus cidadãos. Nossa vizinha Argentina ganhou nota 5,4 e a Finlândia, líder do ranking, foi avaliada com 8 na escala que vai de zero a dez.

Mas, afinal, o que faz com que os brasileiros tenham essa percepção negativa sobre a educação no país e seus professores? Para Pilar Lacerda, diretora da Fundação SM e ex-secretária de educação básica do Ministério da Educação, a falta de respeito para com os docentes é um sintoma de vários problemas. O primeiro deles é que o modelo da escola é obsoleto.


“Temos um modelo educacional marcado pelo modelo das escolas no início do século 20, com um desenho completamente diferente. As crianças recebiam as informações na escola, e, hoje, recebem milhares de informações fora da escola. Se você tem uma educação que não prioriza a interpretação, a reflexão, não é à toa que tenha uma campanha presidencial feita com Fake News. As crianças recebem essa montanha de informações, do YouTube, WhatsApp... E quando chegam na escola, ela ainda é analógica. Os professores escrevem no quadro e as crianças copiam. É um livro em texto, ainda monodimensional, sendo que as crianças enxergam tudo de forma multidimensional. O professor foi formado para trabalhar dessa maneira tradicional, arcaica, obsoleta. Muitas vezes ele sente que tem que mudar, mas não tem a formação para mudar”, explica Pilar.

A educadora lembra ainda a desigualdade econômica e a violência urbana como fatores que prejudicam o ensino e afetam o professor, tanto no desenvolvimento da sua profissão quanto no cotidiano do trabalho. A educação em áreas vulneráveis será tema de seu painel selecionado para o South by Southwest EDU, festival realizado em março nos EUA que discute novas iniciativas educacionais.

Professor em sala de aula em São Paulo — Foto: Reprodução/TV Globo.
“Muitas vezes o professor para o projeto no meio por conta de alunos assassinados, abandono de bairro por brigas de facções. É um cenário com uma indecente desigualdade socioeconômica. Os professores encontram situações de alunos de 8 a 10 anos em situação de extrema miséria. E quando a gente pensa na educação para todos, temos que pensar em educação para crianças cujos pais e avós não estudaram, que não têm acesso à literatura, cinema, teatro”, lembra.

Um outro fator a ser considerado é a mudança radical que a profissão de professor sofre a partir dos anos 1980 e 1990, após a Constituição de 1988 e a inclusão digital. “Quando você pergunta a essas crianças o que elas querem fazer quando crescerem, grande parte cita profissões que não existiam cinco anos atrás: youtuber, influenciadora digital... Mesmo professores na faixa dos 40 anos sequer sabem como se ganha dinheiro sendo youtuber, influenciadora digital. Isso não faz parte do desenho mental. Temos que ressignificar isso com os alunos, trabalhar com projeto de vida, qual o sonho profissional, aprofundar o diálogo”.

Para Mozart Neves Ramos, diretor de Articulação e Inovação do Instituto Ayrton Senna, a crise na percepção do status dos professores – e consequentes falta de respeito e má remuneração – passa diretamente pela falta de atratividade do magistério no Brasil.

“Quando a gente compara dados iniciais do salário da carreira de professor com outras áreas, a diferença é de 11%. Na medida em que isso evolui, a diferença atinge 40%, no nível intermediário. Já no fim da carreira, atinge até 70%. São estudos da PNAD, que mostram o crescimento da defasagem salário ao longo da carreira. No último PISA, dos adolescentes que participaram, nenhum respondeu que queria ser professor. Isso é um retrato da baixa atratividade e do baixo prestígio que tem a carreira de professor no Brasil”, fala Mozar Neves Ramos.

Ainda para Mozart, é necessária uma atuação mais adequada das universidades na formação dos professores. Para ele, os cursos são extremamente teóricos e pouco práticos, o que contribui para que os profissionais estejam pouco conectados com a escola. “Se a universidade não melhorar sua formação, não vamos ter uma qualidade na base para atingirmos a meta do ensino superior. Enquanto o mundo está se preparando para a revolução 4.0, nossos professores estão lidando com problemas do século 19, do século 20. O professor tem que ser um tutor, indutor de qualidade, que promova o trabalho em equipe, ele tem que ser formado em educação integral, coisa que as universidades não fazem.”

Por fim, Mozart lembra dos inúmeros casos de violência contra professores registrados nos últimos anos. Para ele, o problema é maior que apenas o campo da educação. “Essa pesquisa retrata um grave problema do Brasil, não só da educação brasileira. Quando a gente vê essas inúmeras reportagens de violência dos alunos contra professores, isso passa por um ponto central: é dever do estado e da família prover essa educação. O que hoje observamos é que as famílias estão delegando às escolas o seu papel, que é educar seus filhos. E quando falta essa educação familiar, ela se manifesta no ambiente escolar. E quem é a vítima desse processo? O professor”

Para alimentar salmão norueguês, soja brasileira desmata e explora trabalho escravo

Três empresas brasileiras que exportam concentrado de soja para a Noruega têm fornecedores que já foram flagrados com trabalho escravo, desmatamento ilegal e posse ilegal de terras


Principal produtora mundial de salmão, a Noruega compra do Brasil maior parte da matéria-prima usada para alimentar seus cardumes. Todos os meses, milhares de toneladas de proteína de soja concentrada saem dos portos brasileiros e cruzam dez mil quilômetros do oceano Atlântico rumo aos tanques de peixes do país nórdico. O problema é que essa cadeia de negócios da soja brasileira está marcada por crimes ambientais e trabalhistas.


Pelo menos três indústrias brasileiras que se destacam como as principais exportadoras de soja para a Noruega – Caramuru, Imcopa e Selecta – têm, entre seus fornecedores, fazendeiros que foram flagrados com trabalho escravo, desmatamento ilegal e conflitos de terra. Os crimes foram descobertos a partir de uma investigação realizada pela Repórter Brasil em parceria com as ONGs norueguesas Future In OurHands e Rainforest Foundation.

Plantação de soja por entre regiões de mata nativa; empresas que exportam para a Noruega
compram o grão de fazendeiros que já cometeram crimes ambientais. (Foto: Pedro Biondi).
Um dos problemas encontrados é a presença de fornecedores produzindo em áreas embargadas pelo Ibama por crimes ambientais. “Vemos pela primeira vez que a aquicultura norueguesa usa soja que pode estar ligada ao desmatamento”, ressaltou o gerente geral da Rainforest Foundation, Øyvind Eggen, em reportagem sobre a pesquisa publicada pelo jornal norueguês Dagbladet.

A investigação também identificou um caso de trabalho escravo em um fornecedor da C.Vale, cooperativa produtora de soja que vende para Imcopa, que por sua vez produz proteína de soja concentrada para a indústria de salmão na Noruega.

Em 2012, nove trabalhadores foram resgatados em situação análoga à escravidão na Fazenda Alto da Mata, de propriedade de Luiz Bononi e localizada em São José do Rio Claro, em Mato Grosso. Bononi forneceu soja à cooperativa C.Vale inclusive no período em que esteve na “lista suja” do trabalho escravo – documento do Ministério do Trabalho que lista os produtores flagrados com o crime. A lista é usada como referência por diversas empresas comprometidas em restringir relações comerciais com empregadores flagrados usando mão-de-obra escrava.

O fazendeiro Bononi não foi localizado pela reportagem.

Outro problema da C.Vale, segundo a investigação, é que ela estaria envolvida em casos de produção do grão em terras Guarani e Kaiowá, no Mato Grosso do Sul. Segundo indígenas ouvidos pela Repórter Brasil, na Terra Indígena Panambizinho, o cultivo do grão acontece por meio de arrendamentos de terra para pessoas de fora da comunidade – arranjo considerado ilegal pelo Ministério Público Federal. O indígena e ativista de direitos humanos Anastácio Peralta, morador de Panambizinho, diz que o cultivo do grão é o maior problema atual da comunidade. Peralta afirma que a soja se tornou o principal cultivo das terras de Panambizinho, e que apenas três ou quatro famílias priorizam o plantio de itens alimentares.

A aplicação de agrotóxicos nas lavouras locais, diz ele, já afeta a qualidade do meio ambiente, inclusive prejudicando o plantio das roças orgânicas tradicionais. Para o indígena, a situação afeta a soberania alimentar na comunidade e incentiva o sedentarismo. “Antes o pessoal plantava, tinha sua rocinha, sua alimentação mais saudável. Hoje, a maioria só arrenda, não cultiva junto.” O plantio destinado à C.Vale também se daria em fazendas reivindicadas como parte da Terra Indígena Dourados Amambaipeguá I.

“Antes o pessoal plantava, tinha sua rocinha, sua alimentação saudável. Hoje, a maioria
 só arrenda”, afirma o indígena e ativista de direitos humanos Anastácio Peralta, sobre
os impactos do cultivo da soja nas comunidades Guarani e Kaiowá. (Foto: Pedro Biondi)
Sobre o caso do flagrante de trabalho escravo, a C.Vale afirmou que “legalmente não cabe à cooperativa fiscalizar terceiros sobre o cumprimento da legislação em vigor” e que “orienta e oferece treinamento aos associados sobre as legislações que envolvem a produção de grãos, entre as quais questões ambientais, trabalhistas e de segurança no trabalho”. A Repórter Brasil também enviou perguntas à Imcopa sobre seu relacionamento comercial com a cooperativa e sobre os problemas identificados. A indústria, no entanto, não respondeu.

A C.Vale afirmou ainda que “não possui políticas para comercialização de insumos dentro de áreas indígenas”. Sobre litígios de terra com grupos indígenas envolvendo cooperados, diz que “não pode interferir nesses conflitos, seja por não estar diretamente envolvida, seja por não deter atribuição legal para isso”. 

Quando a soja alimenta conflitos fundiários

Além de crimes ambientais e do flagrante com trabalho escravo, há conflitos fundiários e outros problemas trabalhistas na cadeia de produção das empresas que exportam soja para a Noruega. 

Um dos fornecedores do grão para a Caramuru e a Selecta são os sojicultores Sadi Luiz Piccinin Júnior e seu pai, Sadi Luiz Piccinin. Em 2013, a Polícia Federal apreendeu agrotóxicos proibidos na Fazenda Serra Vermelha, controlada pela família Piccinin em Dom Aquino, no Mato Grosso. No ano seguinte, em uma outra fazenda da família, em Campos de Júlio (MT), o Ministério do Trabalho identificou 10 trabalhadores sem carteira assinada e a aplicação de agrotóxicos sem os equipamentos de proteção obrigatórios – uma grave ameaça à saúde dos funcionários.

“Agora vemos pela primeira vez que a aquicultura norueguesa usa soja que pode estar ligada ao desmatamento”, ressaltou o gerente geral da Rainforest Foundation, Øyvind Eggen

A família também esteve envolvida em um conflito por terras em Campos de Júlio. Piccinin Junior é acusado de ter ocupado ilegalmente, com seu pai, uma área localizada dentro do assentamento Nova Juruena. Ele é réu em uma ação movida por uma associação que representa os trabalhadores rurais.

Um dos fornecedores da soja para a exportação foi flagrado com o uso de agrotóxicos não autorizados.
 (Foto: Pedro Biondi).
Procurados, a Selecta e a família Piccinin não deram retorno às perguntas encaminhadas pela Repórter Brasil. A Caramuru disse que, a respeito do uso de agrotóxicos não autorizados pelo fornecedor, não participa do processo decisório sobre os produtos aplicados nas fazendas. Disse ainda que a responsabilidade quanto a isso “é do produtor, do vendedor de insumos, do técnico que faz prescrições, da empresa que fabrica e vende e do órgão regulador.”

A empresa afirmou ainda que questões trabalhistas internas às fazendas fornecedoras requerem a fiscalização de órgão oficiais ou da sociedade civil, “de modo a identificar irregularidades”. Sobre os conflitos fundiários, a Caramuru ressalta que “infelizmente não há uma fonte pública e oficial que permita consultar, de forma eficaz, consolidada e preferencialmente automatizada, os conflitos no campo”. Além disso, alegou possuir uma “política robusta e procedimentos rigorosos” para aprovar compras de grãos de acordo com critérios ambientais, que incluem a consulta de dados de satélite sobre desmatamento recente e informações das fiscalizações do Ibama. 

Certificação confidencial 

As empresas que exportam proteína de soja concentrada para a Noruega possuem certificação ProTerra, um selo de boas práticas voltado ao mercado de soja não-transgênica. Toda a produção vendida àquele país passa pelo crivo da certificação, já que a Noruega proíbe a importação de soja geneticamente modificada.

Além de garantir a origem não-transgênica da matéria-prima, o selo possui critérios de sustentabilidade social, ambiental e trabalhista. São feitas auditorias por amostragem na cadeia produtiva dos exportadores para garantir que as fazendas estão respeitando os padrões do certificado.

Além de crimes ambientais e do flagrante com trabalho escravo, há produtores do grão envolvidos
em conflitos fundiários. (Foto: pedro Biondi).
A Repórter Brasil entrou em contato com a ProTerra Foundation, organização responsável pelo selo, e perguntou se os sojicultores identificados pela investigação, envolvidos em crimes e conflitos socioambientais, eram produtores certificados. “A informação das fazendas auditadas é confidencial por cláusula contratual”, informou por email Augusto Freire, chairman da ProTerra Foundation.

Sem dar nomes, a ProTerra afirmou ainda que apenas um dos sojicultores citados havia sido auditado nos últimos cinco anos. Na ocasião, não foram encontradas violações trabalhistas, de direitos humanos ou problemas ambientais, segundo a fundação.

O relatório completo (em inglês) pode ser acessado aqui.

I SIRGEM - Simpósio Regional de Geografia, Educação e Mineiridade

O 1º Simpósio Regional de Geografia, Educação e Mineiridade ocorrerá nos dias 27 de Novembro a 01 de Dezembro de 2018 nas dependências do IFMG – campus Ouro Preto (MG) e sob responsabilidade da CODAGEO (Área de Geografia) e com o título: “10 anos de Olhares Geográficos sobre Ouro Preto e Região” – uma oportunidade de comemorarmos os 10 anos do curso de Licenciatura em Geografia.



O evento contará com diversas oficinas e minicursos.

Participe! Para mais informações e inscrições acesse a página oficial do evento: 

Tema de redação do Enem é alvo de críticas de bolsonaristas

Pelo Twitter, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) informou que o tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2018 é ‘Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet’. Neste domingo (4), os candidatos respondem a as provas de Ciências Humanas, Linguagens e Redação.


Bastante atual, a escolha do tema está relacionada com onda de notícias falsas que inundaram as mídias digitais nas eleições presidenciais deste ano.

O vencedor da disputa foi movido por uma onda de desinformações que favoreceram a sua candidatura.

Em tempos de Bolsonaro não faltou quem tenha chamado o Enem de “Exame Nacional de Ensino Marxista” (SIC) e o MEC de “Ministério de Educação Comunista”.

Neste caso, do Enem, é patológico e é caso de internamento desses bolsonaristas.

Fonte: Blog do Esmael

Tema de redação do Enem é Manipulação do comportamento do Usuário pelo controle de dados na internet

O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 é Manipulação do comportamento do Usuário pelo  controle de dados na internet. A informação foi divulgada agora há pouco pela Assessoria de Imprensa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - INEP, em sua conta no Twitter.
Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet.
Esse foi o tema da Redação do Enem 2018!
Neste domingo (4), os 5,5 milhões de candidatos inscritos têm 5 horas e 30 minutos para resolver as provas de linguagem, ciências humanas e redação.

Os estudantes devem estar atentos ao horário de verão, que começou hoje. Os portões abrem às 12h e fecham às 13h, no horário de Brasília, que segue o horário de verão.

As provas começam a ser aplicadas às 13h30. A partir das 13h, os alunos devem estar em sala de aula e serão realizados procedimentos de segurança.

O participante não poderá deixar o local de prova antes das duas primeiras horas e só poderá levar o seu Caderno de Questões caso deixe a sala 30 minutos antes do fim da prova.

O gabarito oficial do Enem 2018 será divulgado pelo Inep até 14 de novembro. Já o resultado deverá ser divulgado no dia 18 de janeiro de 2019.

O Enem 2018 será aplicado nos dias 4 e 11 de novembro, em 1.725 municípios brasileiros, 70 deles de difícil acesso. Ao todo, 5.513.726 estudantes estão inscritos. No dia 11 de novembro, os estudantes farão provas de ciências da natureza e matemática.

Onças-pintadas brasileiras são mortas cruelmente e vendidas para uso medicinal no Suriname e na China

As imagens chocam e provocam muita revolta. Onças-pintadas amarradas, sem vida, sendo transportadas em canoas e motos, pelo tráfico ilegal de animais silvestres.

As fotos fazem parte de uma investigação realizada pela organização Proteção Animal Mundial no Brasil. A entidade denuncia que as onças-pintadas estão sendo mortas e levadas para o Suriname, e até, exportadas para a China, onde existe a crença de que partes do animal podem ser usadas como remédios.

“O resultado da investigação é muito triste. Foi revelado um comércio clandestino e cruel, que explora um animal icônico das florestas tropicais da América do Sul para uma medicina que nem mesmo foi comprovada”, lamenta Roberto Vieto, da Proteção Animal Mundial no Brasil.

Segundo a organização, a matança dos felinos é desumana. Ela ocorre principalmente em áreas de garimpo e extração ilegal de madeira, com envolvimento de chineses.

As onças são mortas com diversos tiros, sofrendo e agonizando muito, até que finalmente estejam machucadas demais para se mover.

Onça-pintada morta por traficantes.

Depois disso, os animais são cozidos por mais de uma semana para serem transformados em uma pasta preta, vendida para uso medicinal, com alto valor no mercado asiático.

A onça-pintada (Panthera onca) é o terceiro maior felino do mundo e o maior do continente americano. Seu peso pode variar entre 56 e 92 kg, mas alguns passam dos 100 kg.

A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) estima que, atualmente existem cerca de 173 mil onças-pintadas vivendo livres na natureza. Seu status de extinção é considerado “vulnerável” pela Lista Vermelha da entidade.


Fonte: Suzana Camargo / Conexão Planeta.

Pesquisa mostra que o deserto do Saara cresceu 10%

O maior deserto de clima quente do mundo está ficando maior. O Saara já cobre uma vasta área de 9.200.000 km² - uma área quase tão grande quanto os Estados Unidos. As bordas do deserto são definidas pela chuva.



Quando Natalie Thomas e Sumant Nigam, cientistas atmosféricos e oceânicos da Universidade de Maryland analisaram registros de 2013 a 1920, descobriram que essas fronteiras para o Saara haviam se deslocado para o norte e para o sul, tornando a região inteira 10% maior .

A mudança, que deverá reduzir a capacidade de alguns países de cultivar alimentos, não parece justa. “Moralmente, como lidamos com o fato de que os países em desenvolvimento estão pagando o preço?”, diz Thomas. Um estudo na década de 1990 mostrou que o limite de onde as plantas poderiam crescer na borda sul seca do Saara havia se deslocado para quase 130 quilômetros ao sul nos 10 anos entre 1980 e 1990.

Vídeo: Desde 1902, o Deserto do Saara cresceu 10%, avançando até 800 quilômetros ao norte durante os meses de inverno em alguns pontos. FONTE: THOMAS e NIGAM, JOURNAL OF CLIMATE, 2018. GRÁFICO DE KATIE PEEK.

Na maior parte do deserto do Saara a mudança é da ordem de dezenas de quilômetros durante o período do estudo, mas em outros pontos é muito mais dramática: a Líbia passou de quase não ser deserto em 1920, para deserto em 2013. O Lago Chade, que fica no extremo sul do Saara, encolheu drasticamente, em parte devido à redução das chuvas no Sahel, a região seca logo ao sul de o Saaara.

Natalie Thomas e Sumant Nigam calculam que cerca de dois terços da mudança podem ser explicados por ciclos climáticos naturais, como a Oscilação Multidecadal Atlântica e a Oscilação Decadal do Pacífico, que ajudam a determinar as chuvas. Mas o restante deles, segundo eles, está ligado à mudança climática.

*Texto traduzido e adaptado por Gabriel. O texto original é da Yale E360, revista online da Universidade de Yale.
Fonte: E360.

IX Semana Acadêmica de Geografia da Universidade Federal de Viçosa

Geografias da Resistência: Escalas de Poder na Periferia do Capital

De 05 a 09 de Novembro de 2018, Universidade Federal de Viçosa - UFV,  em Viçosa - MG, acontecerá a IX Semana Acadêmica de Geografia.



A Semana Acadêmica de Geografia é destinada aos estudantes de graduação da Universidade Federal de Viçosa, com foco no curso de Geografia e nos demais cursos do Centro de Ciências Humanas, Letras.

Mais informações você encontra na fanpage do Coletivo Acadêmico Carlos Marighella - Geografia:
https://www.facebook.com/cacmgeoufv/

Aplicação do Enem terá quatro horários diferentes

O Ministério da Educação (MEC) alerta os estudantes inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 que a partir do primeiro dia da aplicação das provas, 4 de novembro, o país terá quatro fusos horários diferentes. Devido ao horário de verão, que entrará em vigor no mesmo dia da prova, os portões dos locais de realização do exame serão abertos e fechados em horários diferentes nos estados.

O relógio deverá ser adiantado em uma hora à meia noite de sábado (3) para domingo pelos estudantes do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. Neste grupo de estados, com exceção de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, a abertura dos portões dos locais das provas será às 12 horas e o fechamento às 13h.

Para estudantes do Amapá, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, os portões serão abertos ás 11h e o fechamento ás 12h, seguindo o horário local.

Nos estados do Amazonas, Rondônia e Roraima, os participantes poderão ingressar os locais de prova entre 10h e 11h, de acordo com o horário local. E no Acre, que tem fuso horário de três horas a menos em relação a Brasília, os portões serão abertos às 9h e fechados às 10h, também seguindo horário local.

Os cartões de confirmação da inscrição estarão já estão disponíveis para consulta na página do participante. No cartão, são informados os dados dos estudantes, local de prova, data e horários de aplicação da prova. A segunda etapa das provas será aplicada em 11 de novembro.

Fonte: Agência Brasil.