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II Seminário de Geografia e Clima

O BIOCLIMA vem divulgar a realização do II Seminário de Geografia e Clima, que irá ocorrer nos dias 28 e 29 de Agosto de 2017, na sala de seminários do Departamento de Geografia, localizado no prédio da Geo-História no campus da UFV - Universidade Federal de Viçosa. 


Veja a programação:


Professora é agredida por aluno dentro de colégio em Santa Catarina

Marcia Friggi publicou fotos com o rosto ensanguentado no Facebook. Agressões aconteceram dentro da diretoria de uma escola estadual em Indaial (SC)

Márcia Friggi, professora da rede pública de ensino que foi agredida dentro da escola em Santa Catarina (Facebook/Reprodução).
Uma professora foi agredida por um aluno de 15 anos na manhã desta segunda-feira, dentro de um colégio estadual na cidade de Indaial (SC), a 170 quilômetros de Florianópolis. Marcia Friggi, que dá aulas de Língua Portuguesa e Literatura na Escola Prefeito Germano Brandes Júnior, publicou fotos de seu rosto ensanguentado no Facebook após as agressões e se disse “dilacerada”. A delegacia de Polícia Civil da cidade confirmou o caso e informou que um boletim de ocorrência foi registrado.

Segundo Marcia, o agressor estava com o livro sobre as pernas durante a aula e, depois de um pedido dela para que o colocasse sobre a carteira, ele respondeu: “eu coloco o livro onde eu bem quiser”. Ao ouvir da professora que “as coisas não são assim”, o jovem teria dito “vai se f…” e, então, sido expulso da sala de aula. “Ele levantou para sair, mas no caminho jogou o livro na minha cabeça. Não me feriu, mas poderia”, conta a professora.

Já na direção do colégio, segundo o relato de Marcia Friggi, ela informou o acontecido e foi acusada pelo jovem de mentir. A professora afirma que as agressões começaram quando ela tentou argumentar, dizendo que “a sala toda viu”. “Não deu tempo para mais nada. Ele, um menino forte de 15 anos, começou a me agredir. Foi muito rápido, não tive tempo ou possibilidade de defesa. O último soco me jogou na parede”, diz Marcia.

“Estou dilacerada por ter sido agredida fisicamente. Estou dilacera por saber que não sou a única, talvez não seja a última. Estou dilacerada por já ter sofrido agressão verbal, por ver meus colegas sofrerem. Estou dilacerada porque dilacera porque me sinto em desamparo, como estão desamparados todos os professores brasileiros. Estamos, há anos, sendo colocados em condição de desamparo pelos governos. A sociedade nos desamparou”, escreveu ela na postagem, que já foi compartilhada 112.620 vezes até as 20h desta segunda-feira e teve outros 2.384 comentários de apoio à professora.


Fonte: Veja.

Moradores do Norte e Nordeste poderão ver eclipse parcial do sol

Está previsto para esta segunda-feira (21) um dos eventos mais fascinantes da natureza, o eclipse solar total, que ocorre quando as órbitas do sol e da lua se cruzam e o satélite passa entre o sol e a Terra. Quando a lua cobre o sol, bloqueia os raios solares e faz uma sombra na Terra.
Desta vez, a faixa de totalidade do fenômeno, ou seja, a faixa de terra que ficará na penumbra, cruza os Estados Unidos. Serão 2 minutos e 40 segundo de completa escuridão para quem estiver entre Salem, no Oregon, e a cidade de Charleston, na Carolina do Sul.

Observadores que estiverem fora dessa região, a 3 mil quilômetros acima ou abaixo dessa faixa, poderão observar um eclipse solar parcial, em que a lua cobre parte do disco do Sol. No Brasil, os moradores das regiões Norte e Nordeste poderão avistar o fenômeno entre 12h46 e 18h04, horário de Brasília. No extremo norte do país, a previsão é que a escuridão chegue a 50%.

A astrônoma Josina Nascimento, pesquisadora do Observatório Nacional, responsável pelos cálculos e edição do anuário da instituição que traz as fases da lua e previsão de eventos astronômicos, explicou que apesar do senso comum dizer que são raros, os eclipses são um evento comum. Segundo ela, o fato de a faixa de totalidade dos eclipses ser muito estreita, com cerca de 270 quilômetros, causa essa falsa impressão.

“A cada período entre 18 e 22 meses, temos um eclipse solar, seja ele total, parcial ou anular. Quando é total, que é o mais raro, têm-se essa pequena faixa de totalidade, portanto muitas partes do mundo passam muitas décadas sem ver um eclipse total. Não é um fenômeno raro na Terra, mas sim em cada local onde as pessoas estão”, esclareceu.

Josina Nascimento disse que os eclipses do sol e da lua sempre ocorrem um próximo do outro. “Basta observar uma lista de previsão de eclipses para verificar que sempre que acontece um eclipse da lua, por exemplo, logo depois tem um do sol, ou vice versa. Se houver um eclipse em uma lua cheia, na lua nova seguinte haverá um eclipse do sol. Se a órbita da lua em torno da Terra não fosse inclinada, teríamos esse alinhamento todo mês. Na lua nova, um eclipse do sol, e na lua cheia, um eclipse da lua. Por ser inclinada, o alinhamento não acontece sempre.”

Ela informou que o próximo eclipse total que terá faixa de observação no Brasil está previsto para 2041. “No dia 2 de julho de 2019, vai ser no sul da América do Sul e a expectativa é que muitas pessoas se desloquem para a faixa de observação. É interessante porque você tem turismo, tem eventos culturais e científicos, é muito legal”, disse a pesquisadora.

A Nasa vai transmitir o eclipse solar, seguindo a faixa de escuridão dos Estados Unidos, a partir das 13h, pelo link https://www.nasa.gov/eclipselive.

Teoria da Relatividade foi provada em eclipse no Brasil

Durante a conversa com a Agência Brasil, Josina Nascimento contou que desde antes do homem começar a explorar o Universo em missões espaciais, os cientistas aproveitam os eclipses para responder a questões científicas e de engenharia. A cor muito escura da lua durante o eclipse, por exemplo, pode ser usada para calibrar as imagens de raios-X, por registrar o estado do "sinal zero". Os eclipses também são uma ótima oportunidade para observar a fotosfera, uma camada interna do Sol. Segundo Josina, há uma série de projetos que aproveitam a chance para fazer observações especiais.

A pesquisadora contou que a observação mais especial e relevante feita no Brasil, com envolvimento do Observatório Nacional, ocorreu em um eclipse total em 1919, em Sobral, no Ceará, quando a Teoria da Relatividade, do cientista Albert Einstein, foi finalmente comprovada. Josina contou que vieram pesquisadores de vários lugares do mundo para fazer a observação. Depois de algumas tentativas frustradas de provar a teoria em outros locais anteriormente, o eclipse daquele ano no Brasil ofereceu uma boa visibilidade e permitiu que os cálculos de Einstein fossem comprovados.

* Matéria atualizada às 7h03 para acréscimo de informações.
Maiana Diniz - Repórter da Agência Brasil.
Edição: Carolina Pimentel.

Decreto legislativo reconhece Instituto Pan-Americano de Geografia e História

Foi aprovado em Plenário nesta quinta-feira (17) o Projeto de Decreto Legislativo 99/2017, que confirma a criação do Instituto Pan-Americano de Geografia e História (IPGH). O instituto tem o objetivo de coordenar, distribuir e divulgar os estudos geográficos e históricos nos Estados americanos e servir como órgão de cooperação entre os institutos locais, para facilitar os estudos dos problemas de geografia e história da região.



O Instituto funciona há mais de oito décadas (desde 1928), na Cidade do México. Entretanto, seu ato constitutivo nunca havia sido enviado ao Congresso Nacional, o que ocorreu em 2014. A aprovação do PDS cumpre as formalidades exigidas para a destinação de recursos do orçamento federal ao organismo.

A matéria foi relatada na Comissão de Relações Exteriores (CRE) pelo senador Cristovam Buarque (PPS-DF). Ele explicou que o Congresso Nacional tem reiteradamente aprovado o pagamento das contribuições brasileiras ao IPGH, por mais de 80 anos, mediante previsão nas Leis Orçamentárias Anuais ou por meio de créditos adicionais. O Ministério do Planejamento identificou, no entanto, a necessidade de adequação das contribuições nacionais destinadas ao órgão às mais recentes normas legais brasileiras que regem a elaboração do orçamento público.

Cristovam destacou ainda que o IPGH vem prestando significativo apoio ao Brasil nas áreas de sua competência, particularmente por meio de cooperação com universidades e com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com a realização de cursos, painéis e seminários.

O Instituto é formado por 21 países americanos: Argentina, Belize, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Estados Unidos, Guatemala, Haiti, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela. São países observadores França, Espanha, Jamaica e Israel. Não participa do Instituto o Canadá.

Fonte: Agência Senado / Blog de Geografia.

Eclipse solar poderá ser visto das regiões Norte e Nordeste do Brasil

A visibilidade do eclipse solar do dia 21 de agosto. Fenômeno poderá ser visto parcialmente em 17 capitais brasileiras e no Distrito Federal


RIO — Na próxima segunda-feira, a Lua ficará entre a Terra e o Sol e projetará sua sombra sobre a superfície do planeta, num raro eclipse solar total que cruzará todo o território continental dos EUA. 

Por lá, a euforia é geral: a última vez que um eclipse total foi visto da parte continental do país foi há 38 anos. 

Do Brasil, moradores de alguns estados das regiões Norte e Nordeste poderão acompanhar o fenômeno parcialmente, sendo Macapá, no Amapá, o melhor ponto de observação entre as capitais.
— A faixa de totalidade cobre uma área de 280 quilômetros de largura. O incrível deste eclipse é que essa faixa de totalidade vai cruzar toda a parte continental dos EUA, da costa leste à costa oeste — explica Josina Nascimento, pesquisadora do Observatório Nacional. — O eclipse parcial pode ser visto numa faixa de 3 mil quilômetros para o norte e para o sul, que inclui as regiões Norte e Nordeste do Brasil.

De acordo com as previsões, os macapaenses poderão ver a Lua cobrindo 40,9% do Sol, com início do eclipse às 16h09min e pico às 17h09min. Moradores de Boa Vista, Belém, São Luís, Teresina, Fortaleza, Natal, João Pessoa e Recife poderão ver entre 30% e 40% do Sol coberto. Em Salvador, a cobertura será de 12,6%, e em Brasília, apenas 2%. Estados mais ao sul, incluindo o Rio de Janeiro, ficam fora da faixa do eclipse.

Os eclipses totais do Sol não são exatamente raros, acontecem aproximadamente a cada dois anos, mas a faixa de totalidade é estreita e curta. O último eclipse total visto do Brasil aconteceu em março de 2006, cobrindo uma pequena região do Nordeste, entre os estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba. E a próxima vez que o fenômeno voltará a ser visto no país será em agosto de 2045. Em 2 de julho de 2019, um eclipse total vai cruzar o Chile e a Argentina, sendo visto parcialmente das regiões Sul e Sudeste, incluindo o Rio de Janeiro. O fenômeno se repetirá em 14 de dezembro de 2020.


Fonte: Globo.

Professor inova ao usar rock nacional para ensinar Geografia a alunos da Escola Municipal Luiz Gonzaga

Professor de Geografia há sete anos na rede municipal de ensino de Palmas, Ricardo Tadeu Marcilio Junior irá participar do XIII Encontro Nacional de Práticas de Ensino de Geografia que será realizado de 10 a 14 de setembro na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde irá apresentar artigo O Ensino de Geografia e a Música Underground - Diálogos e Aprendizagens no Espaço Escolar.

Educador na Escola Municipal Luiz Gonzaga, na Arno 61, Ricardo produziu o artigo com base nas suas práticas vivenciadas em sala de aula, com alunos de 8º e 9º anos. Seu estudo aplica a Geografia para o ensino fundamental através da linguagem musical, mais especificamente no contexto underground do rock nacional dos anos 90.



“Essa prática de ouvir a música e debater sobre ela surgiu da minha experiência como docente e músico, vendo nesta interface a possibilidade de aliar os conteúdos curriculares com a linguagem musical de maneira que aproxime a teoria à realidade dos alunos, objetivando um melhor processo de ensino e aprendizagem”, explica o professor.

“Além de levar as práticas que realizamos na educação básica do município de Palmas, o encontro é um evento importante para conhecer e aprender outras técnicas para o ensino de geografia, que possibilita a troca de experiências, apreensão de conhecimentos e o meu enriquecimento enquanto professor da rede municipal de Palmas”, completa.

Para o estudante do 9º período Rafael Alves, 13 anos, as atividades em sala de aula ficaram mais animadas com o professor Ricardo. Ele revela que as novas práticas de ensino ampliaram sua visão do mundo. “Consegui visualizar de uma maneira mais real e fácil através da música e dos debates sobre a sociedade e a política. A música passa com emoção o conteúdo, o cantor enfatiza com sua voz os pontos mais importantes e com isso ficamos marcados e reflexivos”, afirma.

Perfil
O professor Ricardo Tadeu Marcilio Junior é Mestre em Geografia da Universidade Federal do Tocantins (UFT) e membro do grupo de pesquisas Nurba – UFT Porto Nacional. Ele trabalha Geografia com seus alunos por meio de debates musicais, com conteúdos de produção e reprodução do espaço urbano, o Estado como agente de produção do espaço geográfico e suas contradições, reforma agrária e problemas ambientais urbanos.

Fonte: Redação Semed / Palmas - Tocantins - TO.

Entenda o que é o recuo do mar que atingiu as praias do Brasil

Evento que fez a água retroceder até 50 metros no litoral sul foi causado por ventos fortes e maré baixa. Recuo deve desaparecer até o fim da semana
O fenômeno que fez o mar recuar desde a costa uruguaia no fim de semana atingiu também Itajaí, em Santa Catarina. (Wagner Cardoso/Fotos Públicas)
As praias do litoral sul do Brasil amanheceram com as águas extremamente recuadas no início desta semana. Em alguns locais de Santa Catarina, o recuo do mar foi de até 50 metros, o que fez com que, em pontos do sul do estado, embarcações encalhassem. Em Itajaí, estima-se que o prejuízo tenha chegado a 700.000 reais. Em Caraguatatuba, em São Paulo, os barcos também ficaram na areia. O fenômeno, impulsionado por fortes ventos que empurram as ondas em direção a alto- mar, é comum – mas raramente é tão intenso.

“Costumamos observar recuos do mar de 10 ou, no máximo, 20 metros. Os eventos deste fim de semana foram entre duas e cinco vezes maiores que o normal”, explica Joseph Harari, professor do Departamento de Oceanografia Física, Química e Geológica da Universidade de São Paulo (USP). “Dessa vez, tivemos a persistência por vários dias de ventos fortes que carregaram as águas para longe das praias – foi um evento meteorológico de grande escala que se refletiu em um fenômeno também de grande magnitude no oceano.”

Segundo o especialista, os ventos fortes – que em alguns pontos do litoral chegaram a 80 quilômetros por hora – são resultado de um sistema de alta pressão no Atlântico Sul. Os ventos, vindos do Nordeste e soprando em paralelo à costa brasileira, empurraram as águas para sudoeste. Junto a isso, a fase cheia da Lua dos últimos dias intensificou a maré baixa.

Recuo do mar na praia do Camaroeiro, em Caraguatatuba, São Paulo – 13/08/2017 (Canal Net TV/Youtube/Reprodução).
“Quando temos esses ventos vindos da direção norte paralelos ao litoral, soprando persistentes e com forte intensidade, a água do mar acaba sendo ‘empilhada’: recuo das águas”, explica Bianca Lobo, meteorologista do Climatempo.

Previsão 
Nos próximos dias, o mar deve voltar às condições normais. Segundo o Centro de Previsão de Tempo de Estudos Climáticos (Cptec-Inpe), o risco de recuo do mar ou ressacas vai diminuir no litoral sul e sudeste. De acordo com o órgão, os sistemas meteorológicos que favoreceram a ocorrência do recuo do mar não estarão atuantes. O Cptec destaca também que não existe “nenhuma ligação e/ou risco de tsunami”.

Itajaí, em Santa Catarina, na última segunda-feira. (Wagner Cardoso/Fotos Públicas).
Por Rita Loiola
Fonte: Veja.

Enorme barragem na China afeta a rotação da Terra

Os cientistas já desconfiavam há algum tempo de que quando se enche a barragem de Three Gorges, na China, a rotação da Terra é afetada.

A barragem é situada na província de Hubei, na China, e é onde se localiza a maior estação de energia hidroelétrica do planeta, capaz de gerar 22500 MW. Quando está cheia, a água chega a estar a 175 metros acima do nível do mar e a 95 metros acima do nível do rio. O reservatório de água acumulada tem o potencial para inundar até 632 quilômetros quadrado de superfície e inclui 42 mil milhões de toneladas de água.



Agora, os cientistas da NASA confirmam que, quando a barragem se enche, dá-se um fenômeno denominado de momento de inércia, que afeta a rotação da Terra. Segundo os investigadores, a barragem cheia atrasa a rotação da Terra, aumenta a duração do dia em 0,06 microssegundos e até consegue alterar a forma do planeta, tornando-o mais arredondado no meio e achatado nos pólos.

Fonte: Exame Informática.

Revista de Geografia divulga novo número para download, com Dossiê sobre Cartografia Escolar

A Revista Brasileira de Educação em Geografia apresenta sua mais nova publicação, Vol. 7, N.13, mantendo o trabalho de apresentar dois números anualmente. 
Os artigos  e textos podem ser baixados em PDF no site da Revista:

Este novo número apresenta um Dossiê sobre Cartografia Escolar, temática de grande relevância para o trabalho e estudo da prática docente de Geografia. O conjunto dos 14 textos participantes deste Dossiê revela a diversidade de temas e investigações que estão presentes no campo da Cartografia Escolar. Além disso, este número também apresenta a seção de artigos inéditos com 10 textos e uma prática educativa, assinados por professores-pesquisadores de diferentes regiões do Brasil e também de Portugal, indicando o alcance e o impacto nacional e internacional deste periódico na divulgação de pesquisas sobre a Educação Geográfica. Esperamos que este novo número possa contribuir no trabalho de disseminar e promover o intercâmbio de ideias e reflexões entre os autores e os leitores.

Fóssil de dinossauro de quase 20 metros é achado em SP

Os materiais localizados em Monte Alto, dois ossos articulados, seriam de um titanossauro, uma espécie de lagarto gigante que se alimentava de vegetais
Fóssil: o achado servirá de base para estudos sobre a vida dessas espécies (zrfphoto/Thinkstock)
A descoberta de fósseis por um ciclista que fazia trilha na zona rural de Monte Alto (SP), na semana passada, pode levar a novas descobertas sobre a presença de dinossauros no interior paulista.

Os ossos indicam que o animal viveu na região que hoje corresponde ao município, localizado na região de Ribeirão Preto (SP), e teria perto de 20 metros de comprimento.

O achado também servirá de base para estudos sobre a vida dessas espécies naquela época, cerca de 90 milhões de anos atrás. Os ossos foram levados para o Museu de Paleontologia de Monte Alto e vão se juntar a outros também de animais pré-históricos que habitaram a região.

Os materiais localizados agora, dois ossos articulados com 90 centímetros de comprimento e 60 de largura, seriam de um titanossauro, uma espécie de lagarto gigante que se alimentava de vegetais.

“São aqueles dinossauros ‘pescoçudos’ que costumam ilustrar a era pré-histórica”, explica a paleontóloga Sandra Tavares, diretora do Museu de Monte Alto.

Ela contou que os fósseis estavam em uma área usada por pessoas que fazem trilha de bicicleta e moto, sendo preciso uma operação de emergência para retirar o material.

“Mas agora ele já está em lugar seguro e temos algumas informações, sendo possível saber por exemplo que se trata de um animal da família dos titanossauros, ou seja, um herbívoro”, falou a paleontóloga.

De acordo com ela, as análises vão prosseguir, ao mesmo tempo em que será marcada uma grande escavação na área da descoberta para localizar outras partes do animal.

“Mas isso deve ficar para 2018, porque o museu está em reforma. Vamos esperar o fim dos trabalhos, até mesmo para ter um local adequado para colocar os materiais que forem achados”, disse Sandra.

Os fósseis estavam cravados em uma rocha e foram achados por André Giancherini, que acionou a equipe do museu. Ele contou à reportagem que pedalava ao lado de um amigo quando viu uma rocha branca, muito diferente das pedras da região.

“Aqui elas são meio avermelhadas, mas esta era bem branquinha”, lembra.

Ao parar a bicicleta e limpar um pouco a rocha, ele diz ter notado que aquilo era um osso. “Estava perto de um barranco, foi uma grande surpresa”, falou.

Seu interesse pelo assunto facilitou para que identificasse como sendo fósseis. Depois, ele ajudou os funcionários do museu a retirar e transportar o material.
Outros

Segundo a diretora do Museu de Paleontologia de Monte Alto, já está provado que animais pré-históricos habitaram a região.

O acervo do museu reúne mais de 1.300 exemplares de fósseis, entre outros, de dinossauros, moluscos, tartarugas e crocodilos, todos do período cretáceo e recolhidos na região e em áreas distantes, como a Chapada do Araripe, no Ceará.

Da região, entre os ossos mais recentes constam crânios de crocodilos que também viveram há milhões de anos. Após serem analisados e catalogados, esses bichos acabam recebendo nomes em alusão ao descobridor e à origem.

Exemplo é o Montealtosuchus arrudacamposi que, como o próprio nome diz, homenageia a cidade da descoberta – Monte Alto -, e quem o identificou, nesse caso o paleontólogo Antonio Celso de Arruda Campos, o “Professor Toninho”, falecido em 2015.

Por Rene Moreira, do Estadão Conteúdo / Exame.