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Temer é denunciado nas Nações Unidas por ataques aos direitos dos povos indígenas

Na semana em que foi comemorado o Dia Internacional dos Povos Indígenas, 48 organizações indígenas e outras entidades da sociedade civil fizeram uma denúncia para o Alto Comissariado das Nações Unidas (ONU) e à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (CIDH/OEA) sobre as atuais ações e atitudes do governo de Michel Temer contra as comunidades indígenas no Brasil.



Em março deste ano, o conjunto de organizações já tinha alertado os representantes da ONU sobre o enfraquecimento da Fundação Nacional do Índio (Funai); a recusa em demarcar e proteger terras indígenas e a completa inexistência de diálogo do governo com os líderes indígenas. A Funai teve um corte no orçamento deste ano de 50%, o que obrigou a fundação a demitir funcionários e fechar diversos escritórios no país.

Na última semana, em uma nova carta, as entidades brasileiras denunciaram novamente a situação alarmante que os povos indígenas têm enfrentado no país. Segundo o documento, além dos ataques violentos ocorridos contra a etnia Gamela, no Maranhão, e Kaiowá, no Mato Grosso do Sul, o compromisso assumido pelo governo de Temer, diante do Conselho de Direitos Humanos da ONU, de fortalecer a Funai – foi simplesmente ignorado.

O mais irônico – e vergonhoso – de tudo é que, desde outubro do ano passado, o Brasil ocupa uma cadeira neste mesmo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.

A carta assinada por diversas organizações, entre elas o Instituto Socioambiental, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, a Rede de Cooperação Amazônica e o Greenpeace Brasil, pede que a ONU cobre formalmente o Brasil pela proteção da vida e direitos dos povos indígenas, de acordo com convenções e padrões estabelecidos internacionalmente.

Ainda de acordo com a denúncia, o que agravou mais o cenário de descaso e ataque aos índios foi a assinatura do presidente Michel Temer, em 19 de julho, que obriga todos os órgãos do governo federal a proibirem correções de limites de terras indígenas e a considerarem como áreas de ocupação tradicional apenas aquelas em que as comunidades estivessem vivendo em 5 de outubro de 1988, seguindo a polêmica teoria do “marco temporal. “O presidente Michel Temer e seus efêmeros ministros da Justiça agiram para modificar o procedimento de demarcação de terras indígenas a favor dos interesses da bancada ruralista”, diz a carta.
Guardiões do planeta

No mundo todo, estima-se que sejam 370 milhões de indígenas, distribuídos em 90 países. Eles falam algo em torno de 7 mil dialetos. O número já mostra a importância da cultura representada por estes povos. É através, de geração para geração, que os índios passam conhecimentos e tradições que “homem branco” nenhum tem.

Esta semana, em entrevista ao jornal The Guardian, a chefe do Fórum de Povos Indígenas da ONU, a filipina Victoria Tauli-Corpuz, da etnia Kankanaey Igorot, afirmou que os índios são os melhores guardiões da biodiversidade do planeta.

Infelizmente, ao invés de protegê-los, o que acontece é um ataque sistemático aos povos indígenas. Em julho último, o ranking Defenders of the Earth (Defensores da Terra, em português), elaborado pela organização Global Witness, revelou que ao proteger suas terras, florestas e rios, cerca de quatro pessoas morreram por semana em 2016. Destas 200 mortes, 49 aconteceram no Brasil, e do total geral de vítimas, 40% eram indígenas (leia mais sobre o assunto neste outro post).

Abaixo seguem as recomendações feitas pelas 48 organizações brasileiras do que deve ser feito pelo governo federal e entregue à ONU e à CIDH/OEA:

1) Suspensão de ações que criminalizam lideranças indígenas, comunidades e entidades parceiras, como a CPI da Funai/Incra II, e, simultaneamente, o reforço de programas e estratégias de proteção a defensores de direitos humanos;

2) Restabelecer canais democráticos de diálogo com povos indígenas e suspender abordagens militares ou integracionistas em relação a populações e cultura indígenas;

3) Revogar atos administrativos que violam o direito de povos indígenas à terra, à consulta livre, prévia e informada e à cultura – como o Parecer 1/2017 da AGU e as Portarias 541 e 546 do Ministério da Justiça, entre outros;

4) Assegurar o acesso à justiça para os povos indígenas sem nenhum tipo de discriminação.

Informações: Instituto Socioambiental (ISA). Foto: Thiago Gomes / Agência Pará/Fotos Públicas.

Fonte: Suzana Camargo / Conexão Planeta.

Chuva de estrelas cadentes será vista nesta madrugada; saiba como observar

Chuva de meteoros Perseidas vai iluminar noite de Sábado!

Prepare-se para mais um espetáculo da natureza com direito a estrelas cadentes. Estamos falando da chuva de meteoros Perseidas, que vai acontecer por volta das 3h da manhã deste sábado (12). Ainda que seja bem mais atraente para quem está no hemisfério norte, o fenômeno também poderá ser visto pelos brasileiros. 



Como explica Gustavo Rojas, astrônomo da UFScar (Universidade Federal de São Carlos), esses meteoros são originários do cometa Swift-Tuttle, que completa uma volta em torno do sol a cada 136 anos. "Todo ano a Terra atravessa a região do espaço por onde esse cometa passou e as partículas de poeira deixadas por ele entram em combustão ao atravessar atmosfera terrestre."

É justamente por isso que a chuva de meteoros Perseidas acontece anualmente sempre nessa época do ano. O fenômeno está longe de ser um perigo para a Terra, é, sim, um espetáculo aos olhos.

Segundo o especialista, as partículas são muito pequenas --do tamanho de um grão de areia-- e queimam com o atrito quando entram na atmosfera da Terra. "O resultado dessa combustão é o fenômeno luminoso popularmente chamado de estrela cadente", explica. 


A chuva de meteoros Perseidas ganhou esse nome por, acredita-se, ter se originado da constelação de Perseus [constelação do hemisfério celestial norte]. "Portanto, a visualização no hemisfério sul, o que inclui o Brasil, acaba sendo um pouco mais limitada", ressalta Rojas.

Enquanto no Norte estima-se a visualização de até 100 meteoros por hora, para os brasileiros o número cai para 10 meteoros/hora. 

Ainda esse ano estão previstas outras chuvas de meteoros, que tendem a ser muito melhores para os brasileiros, tais como a Orionídeos (em outubro), Leonídeos (em novembro) e Geminídeos (em dezembro), citou o astrônomo.

Como visualizar?

Para poder ver o espetáculo promovido pela chuva de meteoros Perseidas, não é preciso o uso de nenhum instrumento. "Dá para ver muito bem a olho nu", enfatiza Rojas, que acrescenta que as condições do observador são essenciais para que se consiga ver as estrelas cadentes.

A poluição e a luminosidade das grandes cidades, por exemplo, podem dificultar a vista. O recomendado, portanto, é ir a um lugar afastado de luzes artificiais. Outra vilã da vista é a Lua, que se estiver muito brilhante pode ofuscar bastante os efeitos luminosos dos meteoros. 

"Após encontrar um lugar escuro, busque olhar para o norte e não tenha pressa", recomenda o especialista. "Não adianta a pessoa acordar às 3h da manhã sair no quintal, olhar para o céu e achar que os meteoros são como os fogos de artifícios. Não espere que com menos de uma hora de vigia você verá grandes coisas", alerta o especialista, que diz ser necessário ao menos 15 minutos para que os olhos se acostumem com a escuridão.

Como acrescenta Rojas, meteoros são fenômenos aleatórios. "Pode ser que você veja três ou quatros em uma sequência, mas pode ser que leve uma hora para ver um único."

Fonte: UOL.

Qual é a origem do sal presente nos oceanos?

A explicação todinha para esse mistério salgado está no ciclo da água no planeta, o que a gente explica em detalhes abaixo. Antes disso, vale lembrar que o cloreto de sódio – o nome químico do popular sal de cozinha – não é a única substância dissolvida nos oceanos. Na água do mar também há cloreto de magnésio, bicarbonato de cálcio, sulfato de magnésio, sulfato de cálcio e cloreto de potássio, entre outros. O sabor salgado do cloreto de sódio acabou predominando porque a substância é, de longe, bem mais abundante que as outras.

Água mole em pedra dura… O sal sai das rochas, é carregado pelos rios e se concentra nos oceanos

1. Para entender por que o mar é salgado, é preciso entender algumas curiosidades do ciclo da água. No nosso planeta, 84% do total da água evaporada em direção à atmosfera sai dos oceanos. No entanto, por causa da ação dos ventos, apenas 77% do total de água que retorna à superfície em forma de chuva cai sobre esses mesmos oceanos

2. Com os rios, a proporção é diferente: eles contribuem com 16% da água evaporada no planeta, mas recebem 23% das chuvas. Ou seja, os rios recebem mais água do que perdem, exatamente o contrário do que ocorre nos oceanos. Para manter o sistema em equilíbrio, os rios correm para o mar

3. Quando percorrem os continentes, as águas dos rios carregam íons — átomos ou conjunto de átomos “loucos” para se ligarem com outros íons — de cloro e de sódio. Esses íons se soltam das rochas nos leitos dos rios e se unem formando o cloreto de sódio, o sal de cozinha, que é levado junto com a água dos rios até o mar

4. Como o sal não evapora com a água, toda essa substância carregada pelos rios do planeta vai se acumulando nos mares. A repetição desse processo ao longo de centenas de milhões de anos de formação da Terra aumentou a concentração do cloreto de sódio nos oceanos, tornando-os salgados como são hoje em dia.

Fonte: Site Mundo Estranho.

Agosto terá eclipse mais visto da história; 14 lugares ficarão em escuridão total

Fenômeno que rende um espetáculo visual fascinante, um eclipse ocorre quando a Lua e o Sol ficam em uma mesma posição angular na órbita, ou seja, um acaba "tampando" o outro e promovendo uma escuridão total ou parcial durante o dia.



Eclipse deixará EUA em total escuridão

No próximo dia 21 de agosto acontecerá o eclipse total mais visto de toda história e os EUA serão os prestigiados pelo fenômeno, que tomará de uma costa a outra do país, algo que não acontece desde 1918.

Durante quase duas horas a Lua passará entre o Sol e a Terra e produzirá uma sombra de quase 110 km de largura que atravessará 14 estados, de Oregon, no noroeste dos EUA, até o outro extremo do país, na Carolina do Sul.



No meio do dia, por mais de dois minutos, cerca de 12 milhões de norte-americanos poderão observar o eclipse total, com as estrelas no céu, assim como a coroa solar.

No Brasil, as regiões Norte e Nordeste também poderão presenciar o eclipse, mas apenas de forma parcial e no fim da tarde.

Fonte: Vix Explore Brasil / Paulo Nobuo.

Guia de Livros Didáticos: MEC publica lista de obras aprovadas no PNLD 2018

O MEC publicou, no dia 02 de agosto de 2017, no Diário Oficial da União, o resultado final da avaliação pedagógica referente ao PNLD 2018. Ao todo, 97 coleções foram aprovadas. Segue abaixo a Portaria nº 62, de 1 deO MEC publicou, no dia 02 de agosto de 2017, no Diário Oficial da União, o resultado final da avaliação pedagógica referente ao PNLD 2018. Ao todo, 97 coleções foram aprovadas. Segue abaixo a Portaria nº 62, de 1 de agosto de 2017, que divulga a relação das obras aprovadas. agosto de 2017, que divulga a relação das obras aprovadas.


A escolha deverá ser realizada a partir de uma reflexão coletiva entre os professores, com base nas orientações constantes no Guia de Livros Didáticos, a ser disponibilizado após a divulgação do resultado definitivo da avaliação pedagógica pelo Ministério da Educação. 


Fontes: FNDE / PNLD 2018
Portal da Imprensa Nacional: Páginas  16 e 17. 

Eclipse do dia 21 será forte a ponto de mexer com a Terra e até com seu peso: como?

No próximo dia 21 de agosto irá ocorrer aquilo que a Nasa chama de eclipse solar total. Solar porque o Sol será escondido pela Lua por quase três minutos e total porque o Sol é totalmente coberto pela Lua.


Este é o primeiro neste século a cruzar totalmente os Estados Unidos, da costa leste à costa oeste, e poderá ser visto por toda extensão do país. No Brasil, o veremos de forma apenas parcial no Norte e Nordeste do país.

A Nasa ainda informa os efeitos do eclipse - bem mais curiosos do que a escuridão parcial do céu.
Efeitos do eclipse solar total
Força gravitacional tão forte que elevará crosta terrestre

Nosso planeta é permanentemente influenciado pelas forças gravitacionais do Sol e da Lua, inclusive é o que determina as marés. Quando ocorre um eclipse solar, o Sol, a Lua e a Terra estão alinhados nesta ordem e, portanto, toda a força gravitacional desses astros puxa o planeta na mesma direção.

Durante o eclipse do dia 21 de agosto, a força gravitacional do Sol e da Lua sobre a Terra será tão forte que a Nasa calculou um fenômeno raro: até a crosta terrestre irá “inchar”. Ao longo de uma área de mais ou menos 1 mil quilômetros, a superfície da Terra irá se elevar 4 centímetros - é imperceptível, mas ainda assim, impressionante.

Menos 500 gramas de peso

Um eclipse desta magnitude é a dieta mais eficiente que você vai conhecer. Em menos de três minutos, uma pessoa de aproximadamente 80 quilos perde quase 500 gramas - 482 gramas, para ser mais preciso. O efeito é o mesmo que faz a Terra “inchar” 4 centímetros.

O eclipse em si é potencializado porque a fase da Lua é a Lua Nova, a de maior força gravitacional - todo mês, durante esta fase, ficamos um pouquinho mais leve.


Durante os 2 minutos e 40 segundos do eclipse, a influência do Sol e da Lua fazem uma força “anti-gravidade” que se contrapõe à força produzida pelo centro da Terra. Assim, a “pressão” do nosso corpo sobre o chão diminui e ficamos mais leves.

Fonte: Luiz Felipe Silva / Vix.

Ministério da Educação: Pronatec tem 575 mil vagas para cursos gratuitos em todo o País

As inscrições para o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego – Pronatec Oferta Voluntária estão abertas até 18 de agosto. Serão oferecidas 575 mil vagas gratuitas em cursos presenciais e a distância de qualificação profissional. 



Os candidatos devem ter mais de 15 anos e podem se inscrever pelo Sistema Nacional de Informações da Educação Profissional e Tecnológica (Sistec). Os cursos têm duração de 160 horas e serão oferecidos por instituições privadas de educação profissional e tecnológica. As aulas terão início a partir de 28 de agosto.


“Temos cursos nas áreas mais administrativas, nas mais operacionais, como para inspetor de qualidade, almoxarife de obras, representante comercial, higienista de serviço de saúde”, explica o diretor de Articulação e Expansão das Redes de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação, Geraldo Andrade.

Oferta voluntária

O Pronatec Oferta Voluntária é uma iniciativa do Ministério da Educação para ampliar a oferta gratuita de formação profissional. “O objetivo principal é deixar os cidadãos habilitados a participar das vagas de emprego”, explica Geraldo Andrade.

Segundo ele, há muitos empregos disponíveis no mercado que não são preenchidos pela falta de qualificação dos candidatos. “Mesmo quem já está empregado vai conseguir desenvolver melhor o seu papel estando qualificado. Quem está desempregado ou está querendo entrar no mercado de trabalho também vai conseguir essa oportunidade”, afirma.

ENEM 2017: Professores e servidores públicos podem se inscrever para trabalhar no Enem e ganhar até R$ 636

Inep contrata servidores para atuarem como certificadores nos dias de prova.

Terminam nesta segunda-feira, 7, às 23h59 (Horário de Brasília) as inscrições para a Rede Nacional de Certificadores (RNC) do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017. Os certificadores são representantes do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) no local de aplicação, sendo responsáveis por conferir vários procedimentos. A remuneração é de R$318 por dia, com 12 horas de trabalho. Professores da rede pública estadual e municipal e servidores públicos do Poder Executivo Federal podem se inscrever.

As inscrições podem ser feitas no portal do Inep ou no aplicativo da RNC, disponível para download nas lojas Google Play, para Android, e App Store, para IOS. Antes de realizar a inscrição é preciso fazer um cadastro no Sistema da RNC, também via portal do Inep. O processo só se concretiza quando o interessado faz o cadastro e a inscrição.

Critérios para atuação - Servidores públicos do Poder Executivo Federal podem se inscrever para a RNC, desde que não estejam em gozo de licenças, afastamentos legais ou inativos. Docentes das redes públicas estaduais e municipais devem ser efetivos e estar devidamente registrados no Censo Escolar. A formação mínima exigida é o Ensino Médio. Os certificadores também não podem estar inscritos no Enem 2017, nem ter parentes de até 3ª grau fazendo o Exame este ano.

Para atuar na RNC é indispensável ter smartphone ou tablet com acesso à Internet móvel, com especificações técnicas detalhadas no edital, para acessar o aplicativo que permite o contato dos certificadores com o Inep. Os certificadores precisam, ainda, ter computador com acesso à Internet para realização do Curso de Capacitação. Só serão aceitos na RNC aqueles que conseguirem aproveitamento mínimo no curso de capacitação a distância oferecido pelo Inep.

Acesse aqui para se cadastrar na RNC: https://certificadores.inep.gov.br/

Acesse aqui para acessar o edital: http://download.inep.gov.br/rnc/2017/edital_RNC_2017.pdf

UFV abre 5 mil vagas em curso gratuito livre a distância de Cadastro Ambiental Rural

Já estão abertas as inscrições para a Capacitação para o Sistema de Cadastro Ambiental Rural (CAR), um instrumento de registro público, eletrônico, de abrangência nacional, obrigatório para todos os imóveis rurais. O curso Cap-CAR é uma parceria da UFV, por meio da Coordenadoria de Educação Aberta e a Distância (Cead) com o Ministério do Meio Ambiente – por intermédio da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável e o Serviço Florestal Brasileiro. Ele foi desenvolvido a partir de um convênio com a Universidade Federal de Lavras (Ufla).


Estão sendo oferecidas cinco mil vagas, na opção de estudo livre, gratuitamente para facilitadores que atuarão na inscrição de imóveis rurais no CAR, preferencialmente, dos agricultores familiares. O curso, que faz parte do projeto de Gestão Territorial Rural, será realizado totalmente a distância, na versão sem tutoria, com carga horária de 80 horas/aula e duração de quatro semanas, no período de 1º a 29 de setembro.

Os interessados poderão se inscrever até 31 de agosto, no portal do projeto, onde podem ser obtidas mais informações. 



Outros detalhes pelo telefone (31) 3899-3987, das 14h às 18h, ou pelo e-mail: cead@ufv.br

Gestão Territorial Rural

Além do Cap-CAR, o projeto de Capacitação em Gestão Territorial Rural envolve ainda um curso sobre Indicadores de Sustentabilidade em Agroecossistemas (ISA), sistema de aferição do desempenho ambiental e socioeconômico de estabelecimentos rurais, com foco na prevenção ou mitigação de riscos, e identificação de oportunidades.

Também haverá um curso sobre Zoneamento Ambiental e Produtivo (ZAP), ferramenta que tem como objetivos delimitar e caracterizar as unidades da paisagem inseridas em uma sub-bacia hidrográfica, permitindo identificar as áreas sensíveis e aquelas mais adequadas para a exploração agropecuária e florestal.

Para desenvolver o conteúdo dos cursos, a parceria MMA e UFV contou com participação de pesquisadores e técnicos de instituições de ensino e pesquisa do país, como Ufla, UFMG, Unifemm, Embrapa, Epamig e Emater – alguns dos quais participaram diretamente na criação desses instrumentos.

Alfabetização Cartográfica


"Conhecer a cartografia, um conteúdo essencial para a compreensão das relações entre espaço e tempo, permite ao aluno atender às necessidades que aparecerão no seu cotidiano (qual o melhor caminho para chegar a um lugar? Como conseguir localizar um amigo que vive em outra região?) e também estudar o ambiente em que vive. Sendo assim, a representação do espaço precisa ser dominada até o fim do Ensino Fundamental. Interpretar e produzir mapas são habilidades que se formam gradualmente. Por isso, é preciso desenvolver atividades com esse objetivo desde cedo. Por meio da alfabetização cartográfica, a turma entende conceitos básicos para conseguir interpretar e produzir representações com proficiência crescente.

Fotos áreas e de satélite ajudam a turma a analisar o espaço

Para interpretar um mapa, é necessário conhecer os conteúdos dele (população, divisão política, ocupação de solo, tipos de relevo e vegetação etc.) e saber os conceitos que fundamentaram a sua elaboração (localização, perspectiva, proporção, simbolização etc.), já que ele não se explica por si mesmo. Para compreender essa linguagem, a turma necessita aprender, por exemplo, conceitos de lateralidade e direção. Isso será útil para entender o posicionamento do espaço representado.

Outro passo é entender os sinais gráficos utilizados e os significados que eles podem ter. O vocabulário cartográfico é formado pelos mais diversos símbolos, que se relacionam entre si. Por exemplo: o que quer dizer 1cm - 1000 km, presente no canto de um mapa? Sem saber que se trata da escala de redução do espaço que ele representa, é impossível entendê-lo. O mesmo ocorre com as representações presentes na legenda. Não conhecendo a função desse recurso gráfico, é difícil compreender a relação entre as cores e formas presentes no mapa e o que significam.

Para introduzir essas noções e ajudar a turma a adquirir visão espacial, o trabalho com imagens aéreas e de satélite é um importante aliado. Sites como o Google Maps e programas como o Google Earth permitem visualizar mapas e fotos que podem ser analisados e comparados com outros tipos de representação, como croquis produzidos pelos alunos.

Essas ferramentas mostram a forma como as fotografias áreas são produzidas: pela sobreposição de um mapa a uma imagem de satélite. Com isso, os alunos conseguem perceber a perspectiva utilizada para representar o espaço e as diferenças entre a imagem aérea e sua representação cartográfica. Os mapas virtuais permitem ainda uma mobilidade de observação: o aluno pode ir para cima e para baixo, para a direita e para a esquerda, rotacionar as imagens e alterar a escala, a localização, a perspectiva (podendo até passear pelas ruas) e os símbolos necessários para a sua compreensão.

Escalas reduzidas são facilmente reconhecidas pelas crianças, pois têm uma forte ligação com o que é observado. No Colégio Universitário Geraldo Reis, ligado à Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, o professor Luiz Miguel Pereira analisou fotos áreas da escola e de seus arredores com as turmas de 4º ano. Várias imagens da região, com diferentes escalas, mas todas com a mesma perspectiva, foram usadas. "Assim, a turma conseguiu identificar pontos diferentes a cada observação e foi expandindo o olhar", diz o professor. Usando essas imagens, é possível explorar o que os alunos já sabem sobre a região e acrescentar novos elementos - vale frisar que você deve conhecer bem a área representada para poder fazer intervenções durante a leitura.

Se a turma tiver dificuldade para identificar os elementos da paisagem, indique alguns destaques da foto, questionando: o que predomina do lado direito? São casas? Áreas industriais? O que não aparece? Elementos da infraestrutura urbana também podem ser apontados: é possível ver o posto de saúde? Ele está fora da foto? Ou não temos um em nossa região? Lançando essas perguntas, você introduzirá também a questão da ocupação do solo, que já pode começar a ser trabalhada com turmas dessa faixa etária. 

Dominar os códigos, a função e as formas de representação

Os desenhos e as maquetes são atividades complementares à análise de fotografias. Entretanto, uma não é pré-requisito de abordagem à outra e não há uma ordem de ensino entre elas. O importante é que os alunos tenham contato com essas diferentes representações do espaço para que possam refletir sobre a função e as formas de produção dos mapas.

Ao produzir maquetes, você tem a oportunidade de ensinar conceitos de proporção, projeção e escalas gráficas e numéricas, mostrando todas as estratégias que podem ser utilizadas quando se quer recriar uma paisagem. Elas permitem uma discussão sobre como mostrar toda a área sobre um só ponto de vista e de que forma manter a proporcionalidade entre os elementos representados. "Com base em problemas desse tipo, o aluno poderá se dar conta de relações espaciais complexas", diz Rosângela.

Outra atividade inicial importante, a produção de desenhos que representem a sala de aula ou o trajeto da criança até a escola, pode ser trabalhada simultaneamente. Essas representações trazem informações que ajudam muito o trabalho docente. É possível perceber, por exemplo, conceitos que as crianças já conhecem e as maneiras que elas encontram para localizar e descrever o espaço. "Esses desenhos não são só a cópia de objetos, mas a interpretação do real. O mapa também é o recorte de uma realidade", explica Fernanda Padovesi, docente da Universidade de São Paulo (USP).

Alunos que são incentivados a fazer esse tipo de desenho desenvolvem referência e orientação espacial, fundamentais para o entendimento de mapas. Num segundo momento, com sua ajuda, eles podem construir símbolos para representar no mapa o que veem no mundo real. Por exemplo, se querem mostrar áreas verdes ou um lago, têm que representá-los por símbolos diversos. Assim, aos poucos e trabalhando com essas atividades, eles aprendem a explorar essa linguagem e se apropriam da "gramática" necessária para compreender e produzir mapas.

Utilize mapas virtuais para ensinar cartografia

"Revolução" é provavelmente a palavra mais adequada para descrever o impacto das novas invenções sobre o espaço, o principal objeto de estudo da disciplina. Com mapas virtuais, praticamente todos os lugares do mundo estão acessíveis aos olhares curiosos da turma (leia a sequência didática abaixo). Sites como o Google Maps e programas como o Google Earth possibilitam a visualização de partes do globo em versão cartográfica, imagens de satélite, fotos aéreas e até em 3D - algumas vezes, com uma resolução que permite perceber características das construções, quantidade de árvores e até de carros em uma paisagem. 

"Mapas e atlas impressos continuam tendo utilidade. Porém aprender a utilizar a cartografia digital permite converter o aluno em sujeito ativo do processo de construção da informação geográfica", avalia Levon Boligian, autor de livros didáticos e professor de Metodologia de Ensino de Geografia da Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp). O maior diferencial dos mapas virtuais é a interatividade. Além de livre escolha de local, escala e tema (vegetação, fronteiras políticas ou malha de transporte, por exemplo), o usuário ainda tem mobilidade de observação - pode ir para cima e para baixo, para a direita e para a esquerda e até rotacionar as imagens. No Google Earth, há também uma ferramenta que permite ver a transformação na ocupação de um local ao longo do tempo. Para os anos iniciais do Ensino Fundamental, é mais indicado trabalhar com a identificação de elementos geográficos próximos, como ruas e bairros da cidade, ou a comparação dessas áreas com as de cidades de outros países. Já turmas do 6º ano em diante podem avançar nos mapas temáticos ou internacionais."

Fonte: Nova Escola, publicado em maio de 2011. Acessado em 01 de A gosto de 2017. Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/2325/alfabetizacao-cartografica