PESQUISAR ESTE BLOG

Cientistas alertam: avanço de barragens pode destruir a bacia do Rio Amazonas

O avanço sem limites de barragens e usinas hidrelétricas na bacia do rio Amazonas pode causar um efeito destruidor e catastrófico na fauna e na flora da região, de acordo com um estudo de grupo internacional de cientistas, publicado na prestigiada revista Nature.

O trabalho foi produzido por uma equipe liderada por Edgardo Latrubesse, professor e pesquisador da Universidade do Texas, e contra com cientistas de Brasil, Alemanha, Cingapura, Reino Unido e Estados Unidos.

O grupo baseou a sua análise no que chamou de Índice de Vulnerabilidade Ambiental da Barragem (DEVI, na sigla em inglês). De acordo com o estudo, mais de uma centena de barragens já foram erguidas ao longo da bacia, e há projetos para inúmeras outras em andamento.

“Os efeitos ambientais negativos acumulados das barragens existentes e das barragens propostas, se construídas, desencadearão distúrbios hidrofísicos e bióticos maciços que afetarão a planície de inundação da Amazônia, o estuário e a pluma de sedimentos”, dizem os cientistas no estudo.

A necessidade energética da América do Sul, através de 428 represas apenas na região da bacia do Amazonas, pode colocar em risco a própria Amazônia e toda a sua riqueza ambiental, alterando o fluxo de nutrientes que os rios da bacia carregam, além de alterar a biologia e o clima local.

Os cientistas pontuam que os principais fatores de degradação associados às barragens envolvem o desflorestamento, as alterações dos cursos de rios, a perda massiva de biodiversidade e a erosão do solo.

Além disso, o estudo alerta que o impacto pode atingir todo o hemisfério se nada for feito. Esta é a constatação mais alarmante a aparecer na conclusão a que chegou a equipe de trabalho de Edgardo Latrubesse.

“A dimensão dos impactos pode ser não apenas regional, mas também ao nível do hemisfério Se todas as barragens planejadas são construídos na bacia, o seu efeito cumulativo fará com que mudanças nos sedimentos que flui no oceano Atlântico, o que poderia prejudicar o clima regional”, diz.

Com valores mais elevados DEVI – que quantificam a vulnerabilidade de uma área em uma escala de 0 a 100 – são no rio Madeira (80 pontos), e nos rios Maranhão e Ucayali, (72 e 61 pontos, respectivamente), com 104 e 47 barragens planeadas ou construídos.

“A escala da degradação ambiental previsível indica a necessidade de ação coletiva entre nações e estados para evitar impactos cumulativos e de longo alcance. Sugerimos inovações institucionais para avaliar e evitar o empobrecimento provável dos rios amazônicos”, conclui o estudo.

Fonte: Sputnik Brasil.

Reino Unido usa plástico retirado dos oceanos para asfaltar estrada

Estrada é 60% mais forte e dez vezes mais durável que as convencionais
Asfalto é composto por plástico doméstico, resíduos agrícolas e comerciais e petróleo bruto.
Depois de algumas pesquisas realizadas pela Organização das Nações Unidas (ONU), foi possível detectar que 80% do lixo encontrado nos oceanos são feitos de plásticos. De acordo com as estimativas, se os números se mantiverem até 2050, os oceanos terão mais plásticos que peixes.

Para reparar os problemas causados pela poluição dos oceanos e acabar com o desperdício de recursos naturais, o engenheiro Toby McCartney teve a ideia de construir estradas feitas de plástico reciclado. O projeto desenvolvido pela sua empresa MacRebur, com sede na Escócia, traz estradas 10 vezes duráveis e 60% mais fortes.

Bem diferente das estradas convencionais que costumam com o tempo formar buracos e crateras, a nova solução encontrada por McRebur acaba com esse terrível problema. Ele criou pequenas pelotas chamadas MR6, feitas a partir de plástico doméstico, resíduos agrícolas e resíduos comerciais, que substituem o betume, além do petróleo bruto – vendido pelas empresas petrolíferas – utilizado para unir as estradas.

O processo de fabricação é feito através da mistura dos pallets de MR6 com a rocha e um pouco de betume, forma sustentável e lucrativa que o engenheiro encontrou para reciclar os resíduos plásticos encontrados nos oceanos.

Sua inspiração veio após a professora de sua filha ter perguntado para a classe o que vive no oceano, e sua filha, ao invés de responder peixes disse: “Plástico”. Para que sua filha não crescesse em um mundo onde isso fosse realidade, ele decidiu tomar uma atitude.

Entretanto, ele percebeu que a ideia de usar plásticos retirados dos oceanos era realmente possível, depois de passar um tempo na Índia e ver moradores tampando os buracos de ruas e estradas com esses resíduos e depois queimando-os.


O primeiro teste realizado por ele foi na calçada de sua casa, no Reino Unido. Agora depois de perceber que o produto funcionava, ele começou a ser colocado em novas ruas do estado de Cumbria, localizado no norte da Inglaterra.

Fonte: Pensamento Verde.

IBGE lança versão WEB do Atlas Geográfico das Zonas Costeiras e Oceânicas do Brasil

O IBGE lança hoje a versão WEB do Atlas Geográfico das Zonas Costeiras e Oceânicas do Brasil. Em parceria com a Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM), a nova versão é voltada para estudantes e o público em geral, e contém informações sobre os oceanos e o litoral brasileiro, as dimensões histórica, demográfica, econômica, social, cultural e natural. Para acessar o aplicativo siga o link: http://www.ibge.gov.br/apps/atlasmar



De forma interativa, a versão digital do Atlas tem todas as informações da versão física, publicada em 2011. O objetivo é incentivar a sociedade a pensar, conhecer e valorizar o uso racional da biodiversidade e dos recursos minerais e energéticos presentes nas águas oceânicas, solo e subsolo marinhos, que constituem parte fundamental do desenvolvimento socioeconômico e da sustentabilidade ambiental do país em consonância ao ODS 14 “Vida no Mar” que trata da conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável.

Aplicativo permite navegação em ambiente interativo

A nova versão dá ao usuário acesso ao conjunto de mais de 120 mapas editorados e também às bases de dados. Também é permitido fazer download e consulta aos dados geográficos, estatísticos, além de analisar os mapas, podendo fazer navegação, alteração da escala de visualização, visualização e exportação de tabelas e arquivos gráficos, personalização do mapa, gerar imagens e salvar o ambiente de estudo.

O Atlas é estruturado em sete temas. O mar na história do Brasil ressalta a questão da expansão colonial portuguesa e a importância do mar na organização do espaço brasileiro. O Mapa geopolítico do Brasil aborda a posição relativa do Brasil no Atlântico e na América do Sul, explicitando os seus limites do Mar territorial, Zona contígua e Zona econômica exclusiva.

Ponta do Seixas, em João Pessoa (PB), é o extremo leste do Brasil Foto: Marco Antônio de Carvalho Oliveira.
A Evolução geológica dos oceanos detalha a origem e a estrutura tectônica atual das bacias oceânicas, assim como alguns resultados das últimas pesquisas na plataforma continental brasileira, além da questão do potencial de seus recursos minerais. As Características oceanográficas apresentam um quadro geral dos fenômenos oceanográficos no Atlântico, fundamentais ao entendimento das questões ambientais, costeiras e marinhas, no Brasil.

O tema Ecossistemas costeiros e marinhos ressalta a diversidade de ambientes costeiros e marinhos brasileiros, com particular relevância das áreas para conservação e uso sustentável de ecossistemas. A Diversidade de aspectos do litoral brasileiro apresenta mapas de 14 áreas de detalhe da costa brasileira, abrangendo diferentes ambientes e quatro mapas das ilhas oceânicas, e da distribuição de áreas urbanizadas no litoral brasileiro.

Por fim, o capítulo Questões transversais no estudo dos ambientes costeiros e oceânicos trata de vários temas socioeconômicos e sua relação com esses ambientes, abrangendo questões populacionais, turismo, balneabilidade, recursos pesqueiros, estrutura portuária, logística do petróleo e áreas de preservação e proteção ambiental.

Os Domínios Morfoclimáticos do Brasil

O Brasil, país tropical de grande extensão territorial, apresenta uma geografia marcada por grande diversidade. A interação e a interdependência entre os diversos elementos da paisagem (relevo, clima, vegetação, hidrografia, solo, fauna, etc.) explicam a existência dos chamados domínios geoecológicos, que podem ser entendidos como uma combinação ou síntese dos diversos elementos da natureza, individualizando uma determinada porção do território.

Dessa maneira, podemos reconhecer, no Brasil, a existência de seis grandes paisagens naturais: Domínio Amazônico, Domínio das Caatingas, Domínio dos Cerrados, Domínio dos Mares de Morros, Domínio das Araucárias e Domínio das Pradarias.

Entre os seis grandes domínios acima relacionados, inserem-se inúmeras faixas de transição, que apresentam elementos típicos de dois ou mais deles (Pantanal, Agreste, Cocais, etc.).

Dos elementos naturais, os que mais influenciam na formação de uma paisagem natural são o clima e o relevo; eles interferem e condicionam os demais elementos, embora sejam também por eles influenciados. A cobertura vegetal, que mais marca o aspecto visual de cada paisagem, é o elemento natural mais frágil e dependente dos demais (síntese da paisagem).

  • Domínio Amazônico
Localizado em sua maior parte na Região Norte do Brasil, esse domínio apresenta uma grande variedade de espécies animais e vegetais. 

O relevo é parte importante na distribuição geográfica desse domínio, pois como a área é formada por planícies e planaltos, podemos identificar três diferentes extratos na distribuição da vegetação:

- Igapó – área da floresta permanentemente alagada e onde encontramos espécies nativas como a vitória-régia, planta adaptada a essas condições de inundação.

- Mata de Várzea – áreas de inundações periódicas, de acordo com as cheias dos rios. Nesse extrato podemos destacar a presença de seringueiras (maniçoba e maçaranduba).

- Mata de Terra Firme – corresponde a áreas de terras mais altas onde encontramos árvores de grande porte, podendo atingir cerca de 65 metros. 
Atualmente, o desmatamento é a grande preocupação em relação a esse domínio, que vem sendo destruído por várias atividades econômicas, entre elas: crescimento da atividade agrícola, principalmente pelo cultivo de soja, aumento do número de pastagens, implantação de projetos de mineração e a realização de atividade madeireira. 

  • MARES DE MORRO
Localizada ao longo do litoral brasileiro, o domínio de mares de morros recebe esse nome em função de sua estrutura geológica. Formada por dobramentos cristalinos da Era Pré-Cambriana, esse relevo sofreu intensa ação erosiva ao longo dos milhões de anos, o que contribuiu para a formação de morros com vertentes arredondadas, chamadas de “morros em meia-laranja”.

A vegetação característica desse domínio é a Floresta Tropical Úmida ou Mata Atlântica, que possui cerca de 20 mil espécies de plantas, das quais 8 mil são consideradas endêmicas. 

Essa foi, com certeza, a vegetação que mais sofreu os efeitos da devastação ambiental, promovida desde o período colonial até os dias de hoje. Os principais fatores responsáveis por essa destruição foram:

- a extração de Pau-Brasil, realizada pelos portugueses;
- a expansão das atividades agrícolas;
- o crescimento urbano-industrial.

Como consequência desse processo de destruição, dos 100% da mata original resta hoje apenas cerca de 7%, distribuídos em blocos isolados ao longo do litoral. É comum que esses fragmentos sejam encontrados apenas em áreas de difícil acesso, como em encostas íngremes.

  • CERRADO
O cerrado estende-se, em sua maior parte, pelos planaltos e chapadões do Centro-Oeste brasileiro. O cerrado típico é formado de arbustos e árvores de médio porte que, em geral, apresentam-se bem afastados uns dos outros. Os troncos e galhos possuem um aspecto retorcido e com casca bastante grossa.

As queimadas, ao contrário do que muitos imaginam, para esse tipo de domínio é de certa forma importante, pois contribuem para a reciclagem de nutrientes e, consequentemente, fazem surgir novas espécies após a passagem do fogo.

Após a década de 1950, o cerrado passou por um intenso processo de degradação ambiental, associado à abertura de rodovias e a construção de Brasília. 

A expansão da fronteira agrícola é outro fator determinante para a ampliação do desmatamento. O cultivo da soja e a utilização de áreas do cerrado como pastagem contribuíram de maneira significativa para a ocorrência desse problema ambiental.

  • CAATINGA
Característica do sertão nordestino, esse tipo de domínio é específico dessa região, pois se relaciona diretamente ao clima semiárido, que apresenta baixos índices pluviométricos.

Essa vegetação é formada por plantas xerófilas, que são adaptadas a ambientes de clima seco e possuem a capacidade de armazenar água em seu interior. Além disso, os espinhos desses tipos de planta substituem as folhas, o que possibilita uma menor perda de água para o meio externo.

Depois da Mata Atlântica e do cerrado, a caatinga é o domínio morfoclimático mais alterado do Brasil, muito em função da utilização dessa região para a prática da agricultura e da criação de animais.

  • MATA DAS ARAUCÁRIAS
Localizada nas áreas de altitude da Região Sul do Brasil, a Mata das Araucárias ou dos Pinhais está associada a uma região de clima subtropical e, portanto, com temperaturas mais baixas se comparadas com as demais regiões do país.

O pinheiro-do-paraná, formação vegetal predominante, é uma das árvores nativas da região. Sua utilização, ao longo do século XIX, principalmente por imigrantes italianos e alemães, estava associada à construção de casas e móveis. 

Restam hoje menos de 10% da mata original, principalmente em razão da utilização da madeira pelas indústrias de papel e celulose e moveleira.

  • PRADARIAS
Também conhecido por Pampa ou Campanha Gaúcha, esse domínio é composto por uma vegetação rasteira, formada por herbáceas e gramíneas.

Localizado no sul do país, em especial no estado do Rio Grande do Sul, essa região exibe relevo suavemente ondulado (coxilhas), onde se desenvolvem práticas como a pecuária extensiva e a agricultura da soja e do trigo. O pisoteio constante do gado e a prática da monocultura, respectivamente, têm levado à compactação e à redução da fertilidade do solo, gerando áreas desertificadas.

Fonte: COC Educação e Globo.

O Nordeste e suas sub-regiões

A região Nordeste é formada por nove estados, são eles: Bahia, Ceará, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Maranhão, Alagoas e Sergipe. Com distintas características físicas, sociais e econômicas entre seu território de mais de 1,5 milhão de km², o Nordeste se divide em quatro sub-regiões: Zona da Mata, Agreste, Sertão e Meio-Norte.
Devido à grande diversidade cultural, histórica, dentre outros aspectos que a distinguem, a região é classificada através de um senso comum, o que é uma forma preconceituosa de se referir ao povo nordestino. 

ZONA DA MATA
Localizada na faixa litorânea banhada pelo Oceano Atlântico, A Zona da Mata compreende ao trecho que se entende do Rio Grande do Norte ao Sul da Bahia. Essa sub-região apresenta a maior concentração populacional; é mais urbanizada e com melhor infraestrutura referente, sobretudo, à telecomunicação e aos transportes.

A sub-região apresenta a maior concentração de instituições administrativas do Nordeste, onde se concentram as maiores capitais; maior concentração na renda per capita; comércio e serviços são as principais atividades. Além desses aspectos, pode-se listar:
• Clima é tropical úmido, e o solo é fértil em razão da regularidade de chuvas (região intertropical);
• Vegetação natural é a Mata Atlântica, que sofre grande destruição;
• Atividade agrícola é diversificada, porém em latifúndios, constituídos em monoculturas, como a cana-de-açúcar, cacau, café, fumo, etc. Embora não se destaque nessa região como essas agriculturas intensivas, existem lavouras de substâncias de produção extensivas que não podem ser descartadas;
• Turismo é muito difundido na região, com praias exuberantes e clima quente durante grande parte do ano, devido à proximidade com a linha do equador; 
• Maior fluxo em relação a pessoas (sobretudo do turismo), mercadorias, informação, conhecimento, financeiro e comercial;
• Forte especulação imobiliária;
• Maior concentração de favelas;
• Maior concentração de instituições educacionais;
• Região com grande oportunidade de aplicação de energia sustentável, como a eólica (pelos ventos litorâneos e alísios); 
• Maior concentrador de problemas urbanos, como poluição atmosférica; trânsito; violência; ilhas de calor; emissão de resíduos; destruição da fauna e flora;
• Ocupação muito acelerada, vinculada ao processo histórico no litoral. Deve-se destacar que Salvador já foi a capital brasileira.

AGRESTE
O Agreste é a porção espacial que corresponde ao que se caracteriza de área de transição entre o Sertão semi-árido (com predominância de vegetação de Caatinga) e a Zona da Mata (constituída de Mata Atlântica). Entre algumas características principais estão: 
• Relevo acidentado, com destaque para a região denominada Planalto da Borborema;
• Estrutura fundiária formada com pequenas e médias propriedades, com prática de policultura (várias culturas agrícolas) e da pecuária extensiva (destaque para busca da expansão para o interior);
• Determinados espaços podem sofrer estiagens e secas sazonais; o regimes de chuvas é irregular e os rios são temporários;
• Ocupação relativamente lenta se comparada à Zona da Mata.
• A monocultura que se pode destacar nesta região é o algodão e café;
• Grande produção de alimentos;
• Cultivo do sisal (extração de fibras para a produção de tapetes, bolsas, cordas, etc.) 
• Atrações turísticas através de eventos relacionados a festas locais.

SERTÃO
O Sertão, apresenta-se como a área com maiores dificuldades econômicas do Nordeste. Grande parte desta sub-região está no que é denominado “polígono da seca”, sobre o centro da região Nordeste.
Entre algumas características principais, destacam-se:
• Baixo índice demográfico e forte dispersão demográfica (população espacialmente dispersa);
• Região com área de transição entre o Cerrado e a Caatinga, com regime de chuvas muito baixo e irregular, marcado por secas intensas (sazonais); 
• Vegetação predominante de caatinga;
• Essa região é dependente da água da bacia do rio São Francisco, considerada a única perene (constante) da região, seja para agricultura, consumo pessoal, pecuária ou geração de energia;
• As maiores concentrações populacionais desta região encontram-se nas proximidades do rio, neste caso, em vales, como o Cariri e São Francisco;
• Pecuária é extensiva, normalmente, ao corte (o gado sofre muito com a falta de água);
• A atividade agrícola concentra-se próxima aos recursos hídricos, assim possibilitando um cultivo irrigado na região, seja com frutas, flores, cana-de-açúcar, milho, feijão, algodão, etc. 
• Característica da Vegetação (caatinga), com arbustos (destaque para aroeira, angico e juazeiro); com Bromélias e Cactos (destaque para mandacaru e xique-xique do Sertão).

MEIO-NORTE
O Meio-norte é uma sub-região do Nordeste que está relacionada com a região político-administrativa do Norte. Este espaço constitui a maior parte do Maranhão e grande porção do Piauí (oeste do território).
Algumas características principais são: 
• Área de transição entre a Floresta Amazônia e o Cerrado. Ao mesmo tempo, também é área de transição entre o Cerrado e a Caatinga. Sendo assim, faixa de transição entre Amazônia e o sertão semi-árido do Nordeste;
• Sua vegetação é caracterizada por matas de cocais, carnaúba e babaçus;
• É nessa região que ocorre o movimento social das catadoras de coquinhos (que reivindicam contra os grandes latifundiários que monopolizam a terra e a produção, além da exploração de mão de obra)
• Índice pluviométrico relativamente alto, sobretudo, ao oeste. Isso ocorre pelo movimento da massa equatorial atlântica (MEA);
• A região sustenta o extrativismo vegetal, assim mantendo grande parte da mão de obra no campo. Tal processo ocorre em agriculturas na mata de cocais, destaque para o babaçu, e também em lavouras de algodão, cana-de-açúcar (diminuindo, mas ainda utilizando “boias frias”) e arroz (rizicultura);
• A pecuária é extensiva (rudimentar);
• Destruição da vegetação pelo uso intensivo de pastagens;
• A partir da extração da Carnaúba, pode-se retirar a cera, utilizada para inúmeras indústrias, seja de lubrificantes, plásticos, adesivos e perfumaria.

Fonte: globo.com

A fazenda que só produz alimentos orgânicos (e contrata apenas moradores de rua)

Na cidade de Atlanta, nos Estados Unidos, existe uma horta orgânica cultivada por moradores em situação de rua – simples, mas muito produtiva – que é usada para abastecer o local. Também já contamos por aqui, no The Greenest Post, sobre a horta cultivada pelos sem-teto em um abrigo da cidade de São Paulo. 



Na mesma linha dessas duas lindas iniciativas, a Verde Community Farmers Market, organização localizada em Miami, se uniu a estabelecimentos locais para gerar empregos para a população em situação de rua em hortas orgânicas. Os alimentos produzidos são destinados à venda e preparo de refeições em restaurantes locais.

Todo o investimento é voltado para treinamento e contratação dos sem-teto e para a manutenção do espaço onde são cultivados os alimentos: uma fazenda de 22 acres, que costumava ser uma base militar até 1992, quando houve o furacão Andrew nos Estados Unidos. Estima-se que, até o momento, com oito anos de funcionamento, a iniciativa já tenha beneficiado dez mil pessoas, sendo que 145 famílias têm a horta como sua principal fonte de renda.

Muitos dos trabalhadores tem pouca ou nenhuma experiência de trabalho e está é uma ótima oportunidade para aprender uma nova habilidade. Para Alma Santos e sua filha de 14 anos, que moraram e trabalharam na fazenda, a oportunidade “mudou para sempre” suas vidas e ainda tornou possível ajudar o próximo.

Apesar de existir desde 2008, foi apenas em 2014 que a Verde Community Farmers Market conquistou o selo de plantação orgânica. Toda a experiência da transação, manutenção e sustento da horta é compartilhada com pessoas que se interessam pelo tema e querem fazer uma visita. Não tem segredo, apenas o objetivo de tornar a ideia escalável. Para quem ficou interessado e tiver a oportunidade de ir para Miami, este é o endereço: 12690 SW 280th Street, Homestead, FL 33033.

Fonte: The Greenest Post.

Entenda o que são os chamados 'rios voadores' da Amazônia

Os rios voadores são “cursos de água atmosféricos”, formados por massas de ar carregadas de vapor de água, muitas vezes acompanhados por nuvens, e são propelidos pelos ventos. Essas correntes de ar invisíveis passam em cima das nossas cabeças carregando umidade da Bacia Amazônica para o Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil.

Essa umidade, nas condições meteorológicas propícias como uma frente fria vinda do sul, por exemplo, se transforma em chuva. É essa ação de transporte de enormes quantidades de vapor de água pelas correntes aéreas que recebe o nome de rios voadores – um termo que descreve perfeitamente, mas em termos poéticos, um fenômeno real que tem um impacto significante em nossas vidas.

A floresta amazônica funciona como uma bomba d’água. Ela puxa para dentro do continente a umidade evaporada pelo oceano Atlântico e carregada pelos ventos alíseos. Ao seguir terra adentro, a umidade cai como chuva sobre a floresta. Pela ação da evapotranspiração da árvores sob o sol tropical, a floresta devolve a água da chuva para a atmosfera na forma de vapor de água. Dessa forma, o ar é sempre recarregado com mais umidade, que continua sendo transportada rumo ao oeste para cair novamente como chuva mais adiante.

Propelidos em direção ao oeste, os rios voadores (massas de ar) recarregados de umidade – boa parte dela proveniente da evapotranspiração da floresta – encontram a barreira natural formada pela Cordilheira dos Andes. Eles se precipitam parcialmente nas encostas leste da cadeia de montanhas, formando as cabeceiras dos rios amazônicos. Porém, barrados pelo paredão de 4.000 metros de altura, os rios voadores, ainda transportando vapor de água, fazem a curva e partem em direção ao sul, rumo às regiões do Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil e aos países vizinhos.

É assim que o regime de chuva e o clima do Brasil se deve muito a um acidente geográfico localizado fora do país! A chuva, claro, é de suma importância para nossa vida, nosso bem-estar e para a economia do país. Ela irriga as lavouras, enche os rios terrestres e as represas que fornecem nossa energia.

O caminho dos rios voadores. Fonte: Projeto Rios Voadores.
Por incrível que pareça, a quantidade de vapor de água evaporada pelas árvores da floresta amazônica pode ter a mesma ordem de grandeza, ou mais, que a vazão do rio Amazonas (200.000 m3/s), tudo isso graças aos serviços prestados da floresta.

Estudos promovidos pelo INPA já mostraram que uma árvore com copa de 10 metros de diâmetro é capaz de bombear para a atmosfera mais de 300 litros de água, em forma de vapor, em um único dia – ou seja, mais que o dobro da água que um brasileiro usa diariamente! Uma árvore maior, com copa de 20 metros de diâmetro, por exemplo, pode evapotranspirar bem mais de 1.000 litros por dia. Estima-se que haja 600 bilhões de árvores na Amazônia: imagine então quanta água a floresta toda está bombeando a cada 24 horas!

Todas as previsões indicam alterações importantes no clima da América do Sul em decorrência da substituição de florestas por agricultura ou pastos. Ao avançar cada vez mais por dentro da floresta, o agronegócio pode dar um tiro no próprio pé com a eventual perda de chuva imprescindível para as plantações.

O Brasil tem uma posição privilegiada no que diz respeito aos recursos hídricos. Porém, com o aquecimento global e as mudanças climáticas que ameaçam alterar regimes de chuva em escala mundial, é hora de analisarmos melhor os serviços ambientais prestados pela floresta amazônica antes que seja tarde demais.

Obs. O termo “rios voadores” foi popularizada pelo prof. José Marengo do CPTEC.

Fonte: Projeto Rios Voadores.

Sensacionalista: Após Temer chamar russos de soviéticos, História e Geografia voltam à grade obrigatória do Ensino Médio

O presidente Michel Temer cometeu mais uma gafe com os russos, desta vez Temer os chamou de “soviéticos”. O erro aconteceu pela segunda vez, já que durante a viagem oficial de Temer à Rússia, na semana passada, sua agenda oficial anunciava a viagem à União Soviética, que foi dissolvida em 1991. Após as gafes, as disciplinas de História e Geografia voltarão oficialmente à grade obrigatória do novo Ensino Médio.


— Estive agora em Moscou e verifiquei o interesse extraordinário dos empreendimentos soviéticos. O deputado federal Darcísio Perondi (PMDB-RS) esteve lá e verificou o interesse de empresários soviéticos e noruegueses pelo que está acontecendo no país — disse Temer nesta segunda-feira em uma coletiva no Palácio do Planalto.

Temer não estaria nada satisfeito com as gafes cometidas durante suas viagens oficiais. Na Noruega Temer disse que iria almoçar com o rei da Suécia, em vez de falar que almoçaria com o monarca da Noruega. Suécia e Noruega possuem uma rivalidade regional. Para evitar novas inconveniências com outros líderes mundiais, Temer deverá fazer o Enem ainda esse ano, na tentativa de conseguir retirar um novo diploma do Ensino Médio.


“A globalização é a melhor e a pior coisa que acontece à humanidade” – por Edgar Morin

Abaixo, uma fala de Edgar Morin que a Revista Pensar Contemporâneo selecionou do Fronteiras do Pensamento especialmente para os seus leitores:

“A primeira coisa que podemos pensar é que a atual crise econômica não é apenas uma crise econômica: ela está ligada a outras crises. Creio que, efetivamente, temos uma crise da civilização ocidental, temos uma crise das sociedades tradicionais que, sob a influência dessa máquina de ocidentalizar, que é o desenvolvimento, estão em crise. Temos crises demográficas, temos crise do pensamento, especialmente essa impotência do pensamento em saber o que acontece, e estamos, a grosso modo, em uma crise geral da humanidade, que assume formas diferentes, e cuja crise econômica é uma dessas formas.

A crise geral da humanidade é a crise da humanidade que não consegue se tornar humanidade. Por quê? Porque todos os processos que conduziram essa humanidade a se reunir em um mesmo destino comum são, ao mesmo tempo, processos que nos conduzem a catástrofes futuras. E aqui indico dois aspectos contraditórios ou aparentemente contraditórios da globalização. Ela é a pior das coisas e a melhor das coisas que podem acontecer à humanidade.

Por que a pior das coisas? Porque é um processo no qual a ciência permitiu à técnica desenvolver armas de destruição em massa que se multiplicam com uma possibilidade crescente de serem utilizadas, pois os fanatismos, os isolamentos étnicos, os fundamentalismos religiosos criam condições propícias não apenas para múltiplos conflitos, mas talvez para um grande conflito. Sabemos que o processo da nossa civilização técnica e da nossa economia conduziu à degradação da biosfera, à crise do meio ambiente que ainda somos capazes de deter e encontrar os meios de combatê-la.

Sabemos que a economia global, a economia globalizada, é uma economia que não tem nenhuma verdadeira regulação, e as crise que se sucedem desde 2008 nos mostram que essa regulação não existe. O capitalismo financeiro é o mais poderoso do que os Estados. Basta que uma agência de classificação de risco privada reduza a nota dos Estados Unidos para que o pânico tome conta das Bolsas de Valores e os Estados estremeçam incapazes de regular e debelar o que pode se tornar uma crise generalizada.

Os jovens “devem inventar novas formas de democracia”

Assim sendo, o mundo tem novas ameaças e, como esses processos se aceleram e se agravam, evidentemente a globalização é o pior, pois ela produz, nos conduz para catástrofes. Mas, ao mesmo tempo, ela é o melhor porque, pela primeira vez, todos os seres humanos, de todos os continentes, se encontram, sem que eles saibam, reunidos em uma mesma comunidade de destino. Sofrem os mesmo riscos, os mesmos problemas fundamentais, os mesmos problemas ecológicos, os mesmo problemas econômicos, os mesmo perigos vindos da possibilidade de guerras, e isso cria as condições para que nasça um novo mundo.

Essa é a missão, que Zygmunt Bauman conferia às gerações mais jovens, dizendo: “Vocês devem inventar novas formas de democracia”. Mas o problema é que se trata agora de inventar uma sociedade, em escala mundial, que não seja feita sobre o modelo de Estados nacionais, que não seja uma espécie de super, de mega Estado mundial a partir do modelo dos Estados nacionais.

Uma nova forma de organização política, assim como a democracia ateniense era uma democracia de cidades pequenas, de alguns cidadãos se transformou em democracia das nações. Hoje há sociedade a ser criada na qual talvez a Internet possa desempenhar um papel nessa democracia. Assim sendo, temos um problema absolutamente vital e fundamental que a comunidade de destino mundial nos revela a possibilidade, talvez, de criar um mundo novo.

Algumas vozes já se levantaram

E a ideia de humanidade não nos deve fazer esquecer de que fazemos parte de uma nação, de um povo, de uma civilização, mas que o mundo da humanidade é um mundo que tem sua unidade na própria diversidade e a sua diversidade em sua unidade. Acredito que o caminho, repito, não é um caminho traçado. Isso quer dizer que podemos tentar uma direção. E, toda decisão, toda escolha humana contém uma aposta. A ideia de aposta é muito importante. Devemos apostar sem parar. Mas apostar também significa ser capaz de uma estratégia para retificar o caminho que tomamos se percebermos que nos equivocamos.

Nada está assegurado, nada está determinado, nada está garantido, mas, ao mesmo tempo, uma nova humanidade é possível, um mundo melhor é possível. Não o melhor dos mundos, não há um mundo perfeito. É um mundo que sempre terá suas carências, suas lacunas, que carregará a tragédia ou a morte, mas sabemos hoje que um mundo melhor é possível. Improvável, mas possível. Esse é o caminho: a esperança”. Edgar Morin

Confira toda a fala de Morin no vídeo abaixo.


Fonte: Pensar Contemporâneo.

Parabéns aos professores de Geografia! (26/6) é o Dia do Professor de Geografia

Parabéns aos professores de Geografia! 

(26/6) é o Dia do Professor de Geografia no Brasil. Ele foi estabelecido em 1979 pela Lei nº 6664 que regulamenta a profissão de Geógrafo. 
Imagem: Geógrafo brasileiro Milton Santos em imagem do acervo da TV Brasil/Fonte: Wikimedia Commons.