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Questão de Projeto de Vida - Segundo o Sebrae: Empreendedorismo é a capacidade que uma pessoa tem de identificar problemas e oportunidades

Segundo o Sebrae: Empreendedorismo é a capacidade que uma pessoa tem de identificar problemas e oportunidades, desenvolver soluções e investir recursos na criação de algo positivo para a sociedade. Disponível em: https://blog.sebrae-sc.com.br/o-que-e-empreendedorismo/. Acesso em: 10 nov. 2019.

Você acha que Ana Paula Xongani pode ser considerada um bom exemplo de empreendedora segundo a definição dada pelo Sebrae?

RESPOSTA:
Sim, ela pode, pois percebeu as consequências do “racismo estrutural” para as mulheres negras (identificação de problemas) e, ao mesmo tempo, a “força de trabalho” desse grupo, capaz de criar “grandes negócios, muitas vezes com poucos recursos”. Além disso, “entendeu que existia um mercado que estava carente” (oportunidade) e que ela “poderia cobrir”. Xongani, então, criou duas empresas, o Ateliê Xongani e uma empresa de comunicação.

Questão de Projeto de Vida - O romance de Valter Hugo Mãe aborda diversos temas que evidenciam o impacto do outro em nós.

O romance de Valter Hugo Mãe aborda diversos temas que evidenciam o impacto do outro em nós. Escreva, em seu diário de bordo, uma síntese dos temas tratados pela curiosa narradora de O paraíso são os outros.

RESPOSTA:
Por meio da narrativa da criança, vemos que o outro impacta o nosso senso de beleza estética, define a nossa família de origem e aquela que um dia constituiremos. O outro pode representar a nossa felicidade e nos tirar da solidão, que só existe pela falta do outro. O outro nos permite apreciar também as diferenças, as misturas, as diversas cores e possibilidades. A narrativa mostra também que o amor se constrói pelo outro e que este outro precisa ser lembrado, respeitado e cuidado para que possamos compreender que, além do inferno, o paraíso são os outros.

Questão de Projeto de Vida - Agora, juntem-se com outra dupla, formando um quarteto, e, após a releitura do texto O paraíso são os outros

Agora, juntem-se com outra dupla, formando um quarteto, e, após a releitura do texto O paraíso são os outros e o resgate da pesquisa e das conclusões a que chegaram sobre a obra que inspirou o texto que vocês leram, procurem explicar por que Valter Hugo Mãe deu esse título ao seu romance.

RESPOSTA:
O livro de Hugo Mãe é uma homenagem aos casais, ao estar junto, ao amor; é uma ode à convivência, vista não como inferno, mas como paraíso. Em lugar de trabalhar na perspectiva sartreana do outro como confronto, como um estrangeiro que nos tira da zona de conforto, o escritor angolano opta por ver esse outro como fonte de prazer. A narradora descobre que “os outros” são o paraíso, e não o inferno, como propõe a personagem da peça de Sartre. A menina conclui que a “nossa felicidade depende de alguém” e que ”mães, pais, filhos, outra família e amigos, todas as pessoas são a felicidade de alguém”.

Questão de Projeto de Vida - Desafie-se! O título do romance de Hugo Mãe foi inspirado em uma passagem de uma peça teatral francesa

Desafie-se! O título do romance de Hugo Mãe foi inspirado em uma passagem de uma peça teatral francesa muito importante, escrita em 1945. Em casa, pesquise qual é essa obra. Depois, na classe, com um colega, tente explicar o que o autor francês da peça quis dizer com a frase que inspirou o autor angolano.

RESPOSTA:
Hugo Mãe se inspirou na frase “O inferno são os outros”, dita por um dos personagens da peça de teatro Huis clos (em português, Entre quatro paredes), escrita em 1945 pelo filósofo francês Jean-Paul Sartre. Na encenação, duas mulheres e um homem encontram-se no inferno. Eles são condenados a permanecer eternamente confinados no mesmo espaço. Sartre propõe, por meio da frase, que o outro é peça-chave para a constituição do que somos. O humano só constrói sua identidade em confronto/contato com o outro, fonte, muitas vezes, de angústia. O ser humano necessita relacionar-se com o outro para construir a sua identidade. O outro é visto como “inferno” porque seus interesses entram em conflito com os nossos; o outro expõe nossas fraquezas, das quais fugimos e as quais negamos.

Questão de Projeto de Vida - Você deve ter notado que o poema de Chacal é bastante simétrico.

Você deve ter notado que o poema de Chacal é bastante simétrico. De que forma o poeta organiza os versos que compõem “O outro” para garantir essas simetrias (semelhanças)? O que quebra essa simetria?

RESPOSTA:
O poema é composto de quatro quintetos (estrofes formadas por cinco versos). Os quintetos ímpares são iniciados pelos versos “só quero”; os pares são iniciados pelo verso “não quero”. O que quebra a simetria do poema é o dístico (estrofe formada por dois versos) que o encerra e o fato de ele ser iniciado por “eu quero”, verso sem par e diferente dos que encabeçam as outras estrofes.

Questão de Projeto de Vida - O que o eu lírico do poema afirma querer nos quintetos 1 e 3? O que esses “quereres” têm em comum?

O que o eu lírico do poema afirma querer nos quintetos 1 e 3? O que esses “quereres” têm em comum?

RESPOSTA:
Ele afirma querer “o que não / o que nunca / o inviável / o impossível” (quinteto 1) e “o que ainda / o que atiça / o impraticável /o incrível” (quinteto 3). Esses quereres têm em comum o fato de o eu lírico parecer só querer coisas difíceis de serem obtidas e de querer vivências extraordinárias.

Questão de Projeto de Vida - O que o eu lírico do poema afirma não querer nos quintetos pares? O que esses “não quereres” têm em comum?

O que o eu lírico do poema afirma não querer nos quintetos pares? O que esses “não quereres” têm em comum?

RESPOSTA:
Ele afirma não querer “o que já / o que foi / o vencido / o plausível” (quinteto 2) e “o que sim / o que sempre / o sabido / o cabível” (quinteto 4). Esses não quereres têm em comum o fato de o eu lírico parecer não querer coisas óbvias, fáceis, dentro dos padrões.

Questão de Projeto de Vida - Leia a passagem a seguir e responda: há uma contradição na posição do professor?

Leia a passagem a seguir e responda: há uma contradição na posição do professor?

RESPOSTA:
“Depois de assistir a uma aula ou a uma conferência, depois de ter lido um livro ou uma informação, depois de ter feito uma viagem ou de ter visitado uma escola, podemos dizer que sabemos coisas que antes não sabíamos, que temos mais informação sobre alguma coisa; mas, ao mesmo tempo, podemos dizer também que nada nos aconteceu, que nada nos tocou, que com tudo o que aprendemos nada nos sucedeu ou nos aconteceu.”

Questão de Projeto de Vida - Por que, segundo o autor, embora se passem muitas coisas no mundo contemporâneo, “a experiência é cada vez mais rara”?

Por que, segundo o autor, embora se passem muitas coisas no mundo contemporâneo, “a experiência é cada vez mais rara”?

RESPOSTA:
O autor explica essa escassez de experiência pelo “excesso de informação”. Segundo ele, informação não é experiência, é, na verdade, uma “antiexperiência”, sendo que a “informação não faz outra coisa senão cancelar nossas possibilidades de experiência”. Além disso, Bondía defende que o que nos afasta da experiência é o “excesso de opinião”. O sujeito moderno, segundo ele, se sente obrigado a opinar rapidamente sobre tudo, mesmo que nada o tenha verdadeiramente atravessado.

Questão de Projeto de Vida - O autor do texto diferencia a experiência que “nos passa”, “nos acontece”, “nos toca”

O autor do texto diferencia a experiência que “nos passa”, “nos acontece”, “nos toca” daquela que “passa”, “que acontece”, “que toca”. O que você acha que diferencia essas duas possibilidades?

RESPOSTA:
A experiência precisa, segundo o autor, atravessar quem passa por ela. Ele defende que um fenômeno, para ser de fato experiência, precisa ser vivido, precisa afetar as pessoas, pois elas não podem ser simples espectadoras de uma experiência.