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História de Volta Redonda, Rio de Janeiro - RJ

Histórico do Município: Volta Redonda, Rio de Janeiro - RJ
Gentílico: volta-redondense

Corria o ano de 1727, quando os jesuítas, após demarcarem a Fazenda Santa Cruz, na baixada que ainda hoje guarda este nome, cruzaram a Serra do Mar abrindo caminho para a colonização do Médio Vale do Paraíba. No ano seguinte foi aberta uma estrada ligando Rio de Janeiro a São Paulo.

Somente em 1744, no entanto, os primeiros desbravadores denominaram a curiosa curva do Rio Paraíba do Sul, de Volta Redonda, quando a região era explorada apenas por garimpeiros em busca de ouro e pedras preciosas. Grandes fazendas foram instaladas na região, com alguns nomes que ficaram até hoje, como Três Poços, Belmonte, Santa Cecília, Retiro e Santa Rita. Entre 1860 e 1870, a navegação pelo Rio Paraíba do Sul viveu seu período áureo entre Resende e Barra do Piraí. Ao mesmo tempo, os trilhos da Estrada de Ferro D. Pedro II chega à Barra do Piraí e Barra Mansa.

Por volta de 1875, o povoado de Santo Antônio de Volta Redonda começa a ter grande impulso, contando perto de duas dezenas de estabelecimentos comerciais. As primeiras aspirações de autonomia do lugarejo surgem em 1874, quando os moradores pleiteiam a elevação do povoado à categoria de freguesia Somente no ano de 1926 Volta Redonda conseguiria o seu estabelecimento definitivo como oitavo distrito de Barra Mansa.

Em 1941 tem início o ciclo de industrialização de Volta Redonda, escolhida como local para instalação da Usina Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em plena II Guerra Mundial, marcando as bases da industrialização brasileira.

Este interessante acidente geográfico - a volta redonda - que havia sido berço de nações indígenas como a dos Puris e Acaris, que teve a presença de grandes exploradores, barões do café, escravos, barqueiros e agricultores, cedia lugar aos operários vindos das mais diversas regiões. Seus novos moradores perceberam a desvantagem da dependência do distrito para com o município-sede em 1954. Após uma série de marchas políticas, Volta Redonda conquista sua emancipação em 17 de julho, marcando um novo ciclo no desenvolvimento de sua história. Em 1973, o município foi considerado Área de Segurança Nacional, situação que prevaleceu até 15 de novembro de 1985, quando foram restabelecidas a eleições direta para prefeito.

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Volta Redonda, pela Deliberação de 26-12-1890.
Pelos Decretos Estaduais n.ºs 1, de 08-05-1892 e 1-A, de 03-06-1892, é extinto o distrito de Volta Redonda e anexado ao município de Barra Mansa.
Pela Lei Estadual n.º 1.820, de 04-12-1922, é criado novamente o distrito de Volta Redonda, subordinado ao município de Barra Mansa.
Pelo Decreto Federal n.º 15.923, de 10-01-1923, é extinto novamente o distrito de Volta Redonda, sendo seu território anexado ao município de Barra Mansa.
Pela Lei Estadual n.º 2.028, de 23-08-1926, teve assegurada a condição de distrito do município de Barra Mansa e São Joaquim.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Volta Redonda figura no município de Barra Mansa.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01-VII-1950.
Elevado à categoria de município com a denominação Volta Redonda, pela Lei Estadual n.º 2185, de 17-07-1954, desmembrado de Barra Mansa. Sede no antigo distrito de Volta Redonda. Constituído do distrito sede. Instalado em 06-02-1955
Em divisão territorial datada de I-VII-1960, o município é constituído do distrito sede.
Assim permanecendo em divisaão territorial datad de 1-VII-1983.
Pelo Decreto Estadual n.º 7.264, de 15-05-1984, identifica o acidente geográfico Córrego Ano Bom e institui comissão para determinar e fixar os marcos que melhor caracterizam os limites entre Volta Redonda e Barra Mansa. O Decreto n.º 9.255, de 07-10-1986, estabelece pontos topográficos que melhor caracterizam os limites urbanos de Volta Redonda.
A Resolução n.º 1.039, de 30-06-1982, da Câmara Municipal de Volta Redonda, aprovou a anexação da povoação de Califórnia da Barra, localizada no distrito de São José do Turvo no município de Barra de Piraí do município de Volta Redonda (dependendo de homologacão em Lei Estadual).
Em Síntese de 31-XII-1994, o município é constituído do distrito sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Fonte: Biblioteca IBGE.

História de Vassouras, Rio de Janeiro - RJ

Histórico do Município: Vassouras, Rio de Janeiro - RJ
Gentílico: vassourense

A penetração no território do atual Município de Vassouras efetuou-se através de duas regiões: a que se estende das margens do Paraibuna e do Paraíba e vai subindo até a serra da Viúva e a da Sacra Família do Caminho Novo do Tinguá, em cujo extremo, próximo da margem direita do Paraíba, se erigiu a Vila, depois Cidade de Vassouras.

Conforme tradição corrente, a primeira penetração foi feita por Garcia Rodrigues Pais Leme, o qual abriu o Caminho Novo das Minas e fixou residência na margem esquerda do Paraíba, em local situado entre aquela margem e a direita do Paraibuna; daí, ele e seus sucessores, entre os quais o sargento-mor Bernardo Soares Proença, prosseguiram na construção do caminho que ligaria Minas com a Cidade do Rio de Janeiro (aberto ou concluído entre 1700 e 1725).

O primitivo nome da região circunvizinha à referida estrada era o de Caminho Novo de Minas, como atestam os autos de concessão de sesmarias; à proporção que os povoadores se estabeleciam, novos topônimos, de âmbito restrito, foram surgindo: Cabaru (também Caburu e depois Cavaru), Pau Grande, Roça do Alferes, Pati do Alferes, Tinguá, Couto, Marcos da Costa, etc.

Nos primeiros núcleos populacionais estabeleceram-se "roças de mantimentos" e plantações de cana-de-açúcar, que precederam a cultura do café e a criação de porcos para o preparo de carnes salgadas, transportadas pelo Caminho Novo para as freguesias do Pilar e de Iguaçu. Na região de Ubá, mais tarde Pati e Andrade Pinto, tiveram roças e engenhos de cana José Rodrigues da Cruz e João Rodrigues Pereira de Almeida, seu sobrinho, agraciado com o título de Barão de Ubá.

Foram concedidas sesmarias a Marcos da Costa Fonseca Castelo Branco e Antônio Vaz Gago, respectivamente, em 1708 e em 1709. 

A "Roça do Alferes", que pertenceu ao português Leonardo Cardoso da Silva, confinava com outras suas terras dos "Patis". A ele sucederam José Francisco Xavier e Antônio Luís Machado; nas terras deste se erigiria a sede da Vila de Pati do Alferes, criada por Alvará de 4 de setembro de 1820.

No outro ponto de penetração - a região que seria denominada Sacra Família do Caminho Novo do Tinguá - começaram, também, a estabelecer-se situações agrícolas ao sul da Roça do Alferes. 
Aí se criou, para "Pasto espiritual" dos sesmeiros, pelo Alvará Régio de 12 de janeiro de 1755, a vigararia colada, na já instalada freguesia, pelo Bispo D. Frei Antônio do Destêrro. Fixaram-se novos sesmeiros: Antônio Pinto Guimarães (1756), Miguel da Costa Maia (1785) e outros. Dentre as famílias de fazendeiros da zona patiense, destacam - se a de Francisco Gomes Ribeiro (oriunda da de Inácio de Souza Werneck) e a de Antônio Ribeiro de Avelar.

Aldeados os índios coroados que habitavam o sertão entre os rios Paraíba e Preto, na aldeia de N. S. da Glória (Valença), e abertas as comunicações entre as terras mineiras situadas na margem esquerda do rio Preto, começaram os tropeiros a transitar pelo mesmo sertão para a margem esquerda do Paraíba, alcançando o local que, ao tempo da construção da via férrea D. Pedro II, se denominava Desengano.

Daí atravessavam o Paraíba, na altura do rio das Mortes (próximo da atual estação de Barão de Vassouras); acompanhando o curso deste, fixaram um ponto de passagem em busca da estrada que ia de Sacra Família para o Tinguá: a várzea de Luís Homem de Azevedo e Francisco Rodrigues Alves, que se tornou conhecida por "Sesmaria de Vassouras e Rio Bonito" e onde seria criada a Vila de Vassouras (Decreto de 15 de janeiro de 1833), na freguesia de Sacra Família do Tinguá, sendo extinta a vila de Pati do Alferes. Nessa época e em anos posteriores foram fazendeiros na região Francisco José Teixeira Leite (agraciado com o título de Barão de Vassouras); seus irmãos, filhos do Barão de Itambé; Manoel Jacinto Nogueira da Gama, mais tarde Conde de Baependi; José Clemente Pereira; os Correia e Castro (Barões do Tinguá e de Campo Belo); Pereira de Faro (Barão do Rio Bonito), entre outros. 

Contribuiu, também, para o devassamento do território o elemento negro, não propriamente como descobridor ou explorador, mas como trabalhador rural utilizado pelos sesmeiros nos serviços da lavoura (a população escrava da região, ao tempo em que Vassouras possuía uma das maiores lavouras de café, chegou a atingir 20.000 pessoas).

Ponto de partida do povoamento das atuais sedes distritais foi, sem dúvida, o "pouso" ou o "rancho" dos viajantes e tropeiros, bem como as capelas que se construíam para o culto católico. 

Os possuidores de terras doavam áreas para patrimônio da capela, seu adro e um "rossio" fronteiro; as "faces laterais do rossio eram aforadas e nesses terrenos se construíam pequenas casas de comércio e residências". 

Destacada foi por muito tempo a posição de Vassouras como núcleo da aristocracia rural fluminense. "Pau Grande" e "Rocinha" foram as maiores propriedades agrícolas do Município, tornando-se famosas pelo volume da produção cafeeira. A falta de braços para a lavoura de café, decorrente da abolição da escravatura, em 1888, ocasionou o abandono das terras. O café, fator preponderante do progresso de Vassouras, teve sua cultura abandonada, estando atualmente quase eliminada. 
Cedo, porém, verificou-se a reação contra os fatores negativos, passando o Município a cuidar de pequenas lavouras, principalmente das de hortaliças e cereais, desenvolvendo a pecuária e a indústria. 

Formação Administrativa 

Elevado à categoria de vila com a denominação de Vassouras, pelo decreto de 15-01-1833. 
Freguesia criada com a denominação de Nossa Senhora da Conceição da Vila de Vassouras, pela lei provincial nº 108, de 23-12-1837 e pelos decretos nºs 1 de 08-05-1892 e 1-A de 03-3-06-1892, respectivamente.
Elevado à condição de cidade com a denominação Vassoura, pela lei provincial nº 961, de 29-09-1857. 
Pela lei estadual nº 881, de 11-09-1909, são criados os distritos de Belém, Ferreiros, Pati, Paty de Alferes, Rodeio, Sacra Família do Tinguá e anexado ao município de Vassouras. 
Pela lei estadual nº 962, de 27-10-1910, é criado o distrito de Comércio e anexado ao município de Vassouras.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 8 distritos: Vassouras, Belém, Comércio, Ferreiros, Pati, Pati do Alferes, Rodeio e Sacra Família do Tinguá. 
Pela lei estadual nº 1619, de 06-11-1919, o distrito de Belém passou a denominar-se Paracambi. 
Pela lei estadual nº 2180, de 16-11-1927, é criado o distrito de Governador Portela e anexado ao município ao de Vassouras.
Pelo decreto estadual nº 2546, de 27-01-1931, o distrito de Comércio passou a denominar-se Sebastião Lacerda.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 9 distritos: Vassouras, Estação do Pati ex-Pati, Ferreiros, Governador Portela, Paracambi ex-Belém, PatI do Alferes, Rodeio Sagra Família do Tinguá, Sebastião Lacerda ex-Comércio. . 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-Xll-1936 e 31-Xll-1937.
Pelo decreto-lei estadual nº 392-A, de 31-03-1938, o distrito de Ferreiros passou a denominar-se São Sebastião dos Ferreiros e Estação de Pati distrito a denominar-se simplesmente Pati.
Pelo decreto estadual nº 641, de 15-12-1938, o distrito de Paracambi passou a denominar-se Tairetá e Pati a denominar-se Andrade Pinto.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 9 distritos: Vassouras, Andrade Pinto ex-Pati ex-Estação de Pati, Governador Portela, Pati do Alferes, Rodeio, Sacra Família do Tinguá, São Sebastião Ferreiros ex-Ferreiros e Sebastião Lacerda e Tairetá ex-Paracambi.
Pelo decreto-lei estadual de nº 1056, de 31-12-1943, é criado os distritos de Miguel Pereira e Avelar e anexado ao município de Vassouras. 
Pelo decreto-lei estadual nº 1056, de 31-12-1943, e modificado pelo de nº 1577, de 22-01-1946, o distrito de Rodeio passou passou a denominar-se Engenheiro Paulo de Frontin.
Em divisão territorial datada de l-Vll-1950, o município de Vassouras figura com 11 distritos: Vassouras, Andrade Pinto, Avelar, Engenheiro Paulo de Frontin ex-Rodeio, Ferreiros, Governador Portela, Miguel Pereira, Pati do Alferes, Sacra Família do Tinguá, Sebastião Lacerda e Tairetá. 
Pela lei estadual n 2626, de 25-10-1955, desmembra do município de Vassouras os distritos de Miguel Pereira e Governador Portela, para formar o novo município de Miguel Pereira.
Pela lei estadual nº 3494, de 04-12-1957, é criado o distrito de Conrado a enexado ao município de Vassouras, com terras desmembrada do distrito de Sacra Família do Tinguá. 
Pela lei estadual n 3785, de 25-11-1958, desmembra do município de Vassouras os distritos de Engenheiro Paulo de Frontin e Sacra Familia do Tinguá, para formar o novo município de Engenheiro Paulo de Frontin. 
Em divisão territorial datada de l-Vll-1960, o município é constituído de 8 distritos: Vassouras, Andrade Pinto, Avelar, Conrado, Ferreiros, Pati do Alferes, Sebastiào de Lacerda e Tairetá. 
Pela lei estadual n 4426, de 08-08-1960, desmembra do município de Vassouras, o distrito de Tairetá, elevado a categoria de município com a denominação de Paracambi.
Pela representação do Supremo Tribunal Federal nº 423, de 12-12-1960, extingue o unicípio de Engenheiro Paulo de Frontin, retornando a categoria de distrito no município de Vassouras.
Pela lei estadual n 5224, de 04-10-1963, desmembra do município de Vassouras o distrito de Engenheiro Paulo de Frontin, elevado novamente à categoria de município. Pela deliberação municipal nº 621, de 28-03-1966, o distrito de São Sebastião de Ferreiros voltou a denominar-se Ferreiros. 
Em divisão territorial datada de l-l-1979, o município é constituído de 7 distritos: Vassouras, Andrade Pinto, Avelar, Conrado, Pati do Alferes, São Sebastião dos Ferreiros (ex-Ferreiros) e Sebastião de Lacerda.
Pela lei estadual nº 1253, de 14-12--1987, desmembra do município de Vassouras o distrito de Conrado, sendo seu territorio anexado ao município de Miguel Pereira. 
Pela lei estadual nº 1254, de 15 de dezembro de 1987, desmembra do município de Vassouras os distrito de Pati do Alferes e Avelar, para formar o novo município com denominação de Paty do Alferes.
Em "Síntese" de 31-Xll-1994, o município é constituído de 4 distritos: Vassouras, Andrade Pinto, São Sebastião dos Ferreiros e Sebastião de Lacerda.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Fonte: Biblioteca IBGE.

História de Varre-Sai, Rio de Janeiro - RJ

Histórico do Município: Varre-Sai, Rio de Janeiro - RJ
Gentílico: varresaiense

A história de Varre-Sai acha-se vinculada à de Natividade, município do qual era sede distrital.
Sua evolução acha-se vinculada à de Itaperuna, com origem na penetração do desbravador José Lanes Brandão na área, por volta de 1831, que desencadeou fluxo migratório para a região. Em decorrência disso, em 1853, foi criada a freguesia de Nossa Senhora de Natividade do Carangola e, a partir do final do século XIX, com o advento da ferrovia, sua colonização se processou de forma rápida e contínua. 
A freguesia chegou a tornar-se vila e sede do então recente município de Itaperuna, em 1885. Logo depois, contudo, perde sua hegemonia, passando por período de modificações administrativas. Em 1947, foi promulgado o desmembramento, de Itaperuna, dos distritos de Natividade do Carangola, Varre-Sai e Ourânia, a fim de constituírem o novo município de Natividade do Carangola.
Mais recentemente, registra-se a alteração do nome para Natividade e o desmembramento do distrito de Varre-Sai, constituindo novo município na Região Noroeste Fluminense.
O nome do município vem da história de D. Inácia, proprietária de um curral que Varre-Sai, já que foi ele o doador das terras do povoado, nos idos de 1850. Ele o fez devido a uma promessa a São Sebastião, dando origem ao vilarejo de São Sebastião do Varre Sahe. 
A partir de meados do século XX, a decadência da lavoura do café teve como conseqüência a estagnação da dinâmica urbana, que hoje é servida por somente uma rodovia estadual que liga Varre-Sai a Natividade.emprestava aos tropeiros. Como, ao saírem, deixavam o local sujo, irritada ela dizia: "varre e sai". Algum tempo depois chegam à cidade cerca de 100 famílias de imigrantes italianos, os quais a colonizariam e a tornariam famosa, não muito tempo depois, pelo tradicional vinho de jabuticaba. 
Felicíssimo Faria Salgado foi de fundamental importância para o surgimento da cidade de Varre-Sai, já que foi ele o doador das terras do povoado, nos idos de 1850. Ele o fez devido a uma promessa a São Sebastião, dando origem ao vilarejo de São Sebastião do Varre Sahe. A partir de meados do século XX, a decadência da lavoura do café teve como conseqüência a estagnação da dinâmica urbana, que hoje é servida por somente uma rodovia estadual que liga Varre-Sai a Natividade. 

Formação Administrativa 

Freguesia criada com a denominação de Varre-Sai, pela lei provincial ou decreto provincial, nº.2389, de 19-11-1879, criado também por deliberação estadual de 31-10-1891 e por decretos estaduais nº, 1 de 08-05-1892 e nº 1-A, de 03-06-1892, subordinado ao no município de Itaperuna.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Varre-Sai figura no município de Itaperuna.
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937. 
Por ato das disposições constitucionais transitórias deste Estado, promulgado em 20-06-1947, o distrito de Varre-Sai foi desanexado do município de Itaperuna para constituir o novo município de Natividade do Carangola, disposições estas mantidas pela lei estadual nº.6, de 11-08-1947. 
Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o distrito de Varre-Sai permanece no município de Natividade de Carangola. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 17-I-1991. 
Elevado a categoria de município com a denominação de Varre-Sai, pela lei estadual nº 1790, de 12-01-1991, desmembrado de Natividade. Sede no antigo distrito de Varre-Sai. Constituído do distrito Sede. Instalado em 01-01-1993. 
Em divisão territorial datada de 1-VI-1995, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007. 

Transferência distrital 
Por ato das disposições constitucionais transitórias do Estado, promulgado em 20-06-1947 e lei estadual nº 6, de 11-08-1947, transfere o distrito de Varre-Saí do município de Itaperuna para o de Natividade de Carangola.

Fonte: Biblioteca IBGE.

História de Valença, Rio de Janeiro - RJ

Histórico do Município: Valença, Rio de Janeiro - RJ
Gentílico: valenciano

O território do atual Município de Marquês de Valença era habitado, na época do seu devassamento, pelos índios Coroados, que dominavam toda a zona compreendida entre os rios Paraíba e Preto. 
Em 1789, D. Luís de Vasconcelos e Souza, Vice-rei do Brasil, ordenou fosse iniciada a catequese de vários indígenas ali aldeados entre os quais se incluíam os Coroados, cuja ferocidade os faziam temidos nas povoações circunvizinhas. Foram encarregados dessa missão o capitão de ordenanças Inácio de Souza Werneck, o fazendeiro José Rodrigues da Cruz, senhor da Fazenda de Ubá, e o padre Manoel Gomes Leal.
Uma das primeiras providências tomadas pelos colonizadores foi a de construir modesta capela, no principal aldeamento dos Coroados, originando-se daí a povoação. A capela foi dedicada a Nossa Senhora da Glória de Valença, em homenagem ao Vice-rei descendente da tradicional família portuguesa dos Marqueses de Valença. Padre Manoel deu início à sua tarefa, procurando concentrar os aglomerados indígenas até então dispersos pela mataria, chamando ainda à civilização os Puris e Araris. 
Em 1807, o governo, por Carta Régia de 19 de agosto, conferiu à povoação o predicamento de freguesia. 
Contavam-se, na Quaresma de 1814, 119 fogos, com 688 indivíduos adultos, sendo o total das pessoas superior a 700 (sem contar os índios aldeados).
O progresso das localidades além do rio Paraíba muito contribuiu para o desenvolvimento da freguesia de Nossa Senhora da Glória de Valença, bem como das terras que se lhe seguiam além da margem do rio Preto, na capitania de Minas Gerais. Valença era passagem obrigatória das tropas mineiras que demandavam a Corte do Rio de Janeiro. O antigo nome da rua Saldanha Marinho (rua dos Mineiros) é um reflexo da vida de então na freguesia, onde o tropeiro era figura sempre benvinda: "hóspede nas fazendas, querido e ansiosamente esperado, trazia as novidades, aviava as encomendas femininas, geria interesses financeiros do chefe da casa", segundo o historiador.
Pelo caminho da aldeia, aberto por Souza Werneck, fazia-se a ligação do sertão de Valença com a aldeia dos Araris, em Rio Bonito (Conservatória), através do rio das Flores e, por outro lado, estabelecia-se contato com a estrada geral para Minas e os caminhos auxiliares do Pilar, Azevedo e Tinguá (Freguesia de Sacra Família do Tinguá).curso do ribeirão das Mortes - escreve Matoso Maia Forte - orientava as ''tropas vindas de N.S. da Glória de Valença para Sacra Família do Tinguá, ganhando daí as antigas estradas. na direção de Iguaçu. ou o atalho. 
Que já começava a ser trilhado, para o rancho dos Mendes e Rodeio, na direção da Serra dos Macacos, para se dirigirem, já na planície, rumo a Itaguaí". Por esse lado, vinham "viajantes e tropas mineiras na direção das proximidades de Desengano, para fazerem, rio acima, a travessia para a margem direita do Paraíba indo ter às vizinhanças do riacho das Mortes, na atual estação de Barão de Vassouras, evitando o percurso mais longo que lhes oferecia o Caminho do Comércio".
A 17 de outubro de 1823, novamente recebeu a povoação as atenções dos governantes que, por Alvará daquela data, lhe concederam a categoria de Vila, com território desmembrado dos termos da Cidade do Rio de Janeiro e das antigas Vilas de São João do Príncipe (depois São João Marcos) e de Resende, verificando-se a sua instalação três anos depois, a 12 de novembro. A elevação à categoria de Cidade data de 29 de setembro de 1857 (Lei nº. 961 da Assembléia Provincial).
Por volta de 1859, a Cidade contava cerca de 5 000 habitantes e o Município 40 000 entre livres e escravos. 
Em 1871, os trilhos da União Valenciana chegavam à Cidade. Passava, então, a localidade por período de grande desenvolvimento econômico, graças à lavoura cafeeira; o comércio atacadista ganhou intensidade. 
A Lei Áurea de 1888, abolindo a escravatura iria refletir-se profundamente na economia valenciana, uma vez que por essa época trabalhavam na lavoura de café cerca de 25 000 escravos. 
Por volta de 1909, José Siqueira Silva da Fonseca, Benjamin Ferreira Guimarães e Vito Pentagna fizeram, com bons resultados, experiências de industrialização. Nova era de desenvolvimento iniciar-se-ia, então. com o ciclo industrial e agropecuário. 
Fator destacado do ressurgimento da vida local foi a encampação da antiga estrada de ferro "União Valenciana" à Central do Brasil, em 1910. A instalação das oficinas e do 10.º " Depósito da Central do Brasil; a construção da variante de Estêves e do trecho ferroviário entre Marquês de Valença e Taboas e de Rio Preto a Santa Rita de Jacutinga, fizeram também com que aumentasse a população, se enriquecesse o comércio e se desenvolvesse a indústria.
Em 31 de dezembro de 1943, o topônimo Valença foi modificado para Marquês de Valença (Decreto-lei Estadual n.º 1056). 

Formação Administrativa 

Freguesia criada com a denominação de Nossa Senhora da Glória de Valença, por Carta Régia de 15-08-1807, bem assim pelos decretos estaduais nº 1, de 08-05-1892 e nº 1-A, de 03-06-1892, subordinado ao município do Rio de Janeiro, Resende e Rio Claro.
Elevado à categoria de vila com a denominação de Valença, por alvará de 17-08-1823, desmembrado dos termos da cidade do Rio de Janeiro e das antigas vilas de São João do Príncipe depois São João Marcos atual Rio Claro e Resende. Constituído do distrito sede. Instalado em 12-11-1826.
Pelo decreto provincial nº 136, de 19-03-1839 e decretos estaduais nº 1, de 08-05-1892 e nº 1-A, de 03-06-1892, é criado o distrito de Santo Antônio do Rio Bonito e anexado a vila de Valença. 
Pela lei provincial ou decreto provincial nº 603, de 27-09-1852 e dcretos estaduais nº 1, de 08-05-1892 e nº 1-A, de 03-06-1892, é criado o distrito de Nossa Senhora da Piedade das Ipiabas e anexado a vila de Valença. 
Pelo decreto nº 573, de 09-10-1851, e pelos decretos estaduais nº 1, de 08-05-1892 e nº 1-A, de 03-06-1892, é criado o distrito de Santa Isabel do Rio Preto e anexado a vila de Valença.
Elevado á condição de cidade e sede municipal com a denominação Valença, pela lei provincial nº. 961, de 29-09-1857. Pelo decreto provincial nº 2790, de 17-11-1885 e dcretos estaduais nº 1, de 08-05-1892, e nº 1-A, de 03-06-1892, é criado o distrito de São Sebastião de Rio Bonito. Pelos decretos estaduais nºs 1, de 08-05-1892 e 1-A, de 03-06-1892, é criado o distrito de Desengano e anexado ao município de Valença.
Pela lei estadual nº 1798, de 20-11-1892, o distrito de Nossa Senhora da Piedade das Piabas passou a denominar-se Pandiá Calógeras.
Em divisão administrativa referente ao ano 1911, o município de Valença é constituído 6 distritos: Valença, Desengano, Pandiá Calogeras, Rio Preto ex-Santa Isabel do Rio Preto, Santo Antônio do Rio Bonito e São Sebastião do Rio Bonito. 
Pela lei estadual nº 1811, de 28-01-1924, é criado o distrito de São Sebastiào do Rio Preto e anexado ao município de Valença.
Pelo decreto federal nº 15923, de 10-01-1923, o distrito de Pandiá Calógeras passou a denominar-se Ipiabas. 
Em divisão administrativa referente ao ano 1933, o município de Valença aparece com 7 distritos: Valença, Desengano, Santo Antônio do Rio Bonito, Ipiabas, Santa Isabel do Rio Preto ex-Rio Preto, São Sebastião do Rio Preto e São Sebastião do Rio Bonito. 
Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, o município é constiuído do 7 distritos: Valença , Desengano , Ipiabas, Rio Bonito ex-Santo Antônio do Rio Bonito, Santa Isabel do Rio Preto, São Sebastião do Rio Bonito e São Sebastião do Rio Preto. 
Pelo decreto-lei estadual nº 392-A, de 31-03-1938, o distrito de Rio Bonito aparece com a denominação de Conservatória. 
Pelo decreto estadual nº 641, de 15-12-1938, o distrito de São Sebastião do Rio Bonito passou a denominar-se Pentagna. 
No quadro fixado para vigorar 1939-1943, o município é constituído de 7 dsistritos: distritos: Valença, Conservatória, Desengano, Ipiabas, Pentagna ex-São Sebastião do Rio Bonito, Santo Antônio do Rio Bonito e Santa Isabel do Rio Preto e Rio Preto ex-São Sebastião do Rio Preto.
Pelo decreto-lei estadual nº 1056, de 31-12-1943, o município de Valença passou a denominar-se Marquês de Valença. Sob o mesmo decreto o distrito de Rio Preto passou a denominar-se Parapeúna e ainda os distritos de Conservatória e Ipiabas deixa de pertencer ao município de Marquês de Valença ex-Valenca para ser anexado ao município de Barra do Piraí. 
Por força das disposicões constitucionais transitórias deste estado, promulgado em 20-06-1947, o município de Marquês de Valencça, adquiriu do município de Barra do Piraí o distrito de Conservatória. 
Pela lei estadual nº 736, de 27-12-1949, o distrito de Desengano passou a denomionar-se Juparanã. 
Em divisão territorial de I-VII-1950, o município é composto de 6 distritos: Marquês de Valença ex-Valença, Barão de Juparanã ex-Desengano, Conservatória, Parapeúna ex-Rio Preto, Pentagna e Santa Isabel do Rio Prêto. 
Pela lei estadual nº 3972, de 22-07-1959, o município de Marquês de Valença voltou a denominar-se Valença. Em divisão territorial datada de I-VII-1960, o município é constituído de 6 distritos: Valença, Barão de Juparanã, Conservatória, Parapeúna, Pentagna e Santa Isabel do Rio Preto.
Em "Síntese" de 31-XII-1994, o município é constituído de 6 distritos: Valença, Barão de Juparanã, Consevatória, Parapeúna, Pentagna e Santa Isabel do Rio Preto.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007. 

Alterações toponímicas municipais 
Valença para Marquês de Valença alterado, pelo decreto-lei nº 1056, 31-12-1943. 
Marquês de Valença para simplesmente Valença alterado, pela lei estadual nº 3972, de 22-07-1959.

Fonte: Biblioteca IBGE.

História de Três Rios, Rio de Janeiro - RJ

Histórico do Município: Três Rios, Rio de Janeiro - RJ
Gentílico: trirriense

Território onde se encontra o atual Município de Três Rios era primitivamente denominado Paraíba Nova.
Sabe-se que em 1597, Martim Corrêa de Sá, filho de Salvador de Sá, passou pela região, utilizando o itinerário marítimo-terrestre, via Parati, para alcançar as "Minas Novas" ou "Minas Gerais", o que em parte, presume-se, contribuiu para seu desbravamento.
Foi entretanto nos primeiros decênios do Século XVIII, segundo crônica da época, que Pedro Dias Paes Leme, continuando a obra de seu pai, Garcia Paes Leme, fez construir, dedicada à Nossa Senhora do Monte Serrat, uma capela em terras do atual Distrito de Afonso Arinos. Mais tarde, ali se instalaria o destacamento efetivo do "Registro", com a missão de impedir o contrabando de ouro e diamante e de arrecadar os direitos reais da "Passagem".
Enquanto essa região era colonizada, outra surgia em conseqüência da fundação, pelo legendário capitão Tira-Morros, José Antônio Barbosa, de uma fazenda, a que deu o nome de Bemposta.
Em decorrência de sua posição no itinerário da "Estrada Real", que ligava o Rio a Minas, novo núcleo populacional ali se formou. Uma capela foi erguida, tendo São Sebastião de Entre Rios como Padroeiro.
Até antes de 1858, o território do atual Distrito constituía apenas uma colônia dependente da Fazenda de Cantagalo, de propriedade de Antônio Barroso Pereira, 1.º Barão de Entre Rios.
Por essa época, seguindo com a estrada de rodagem Petrópolis-Juiz de Fora, Mariano Procópio adquiriu, do referido barão, 81.840 braças quadradas de terras, construindo a grande e suntuosa Estação de Entre Rios, que mais tarde acolheu a comitiva imperial, quando da inauguração, em 18 de março de 1858, do trecho nas terras do Município, da famosa União e Indústria. 
Foi a partir da instalação dessa parada, com os melhoramentos introduzidos pela companhia concessionária da rodovia e com a chegada dos trilhos da Estrada de Ferro D. Pedro II, em 1867, que Entre Rios passou a desenvolver-se com o surgimento de ricas fazendas onde o elemento negro escravizado fazia a fortuna de seus proprietários.
Entretanto, é interessante notar-se que, apesar de todo o progresso observado na localidade de Entre Rios, apenas em 1890 foi esta elevada à categoria de Distrito, quando Bemposta (com o nome de Nossa Senhora da Conceição Bemposta) e Nossa Senhora de Monte Serrat (atual Afonso Arinos), receberam em 1855 e 1884, respectivamente, predicativos de paróquias ou freguesias e, portanto, de Distritos. 
As condições de desenvolvimento propiciaram a emancipação, que ocorreu em 1938, recebendo o Município a denominação de Entre Rios, modificado em 1943 para Três Rios. 

Formação Administrativa 

Freguesia criada com a denominação de Entre Rios, pelo or decreto estadual nº 114, de 13-08-1890, pela deliberação estadual de 21-08-1891 e decretos estaduais nº 1, de 08-05-1892 e nº 1-A, de 03-06-1892, no município de Paraíba do Sul. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Entre Rios, figura no município de Paraíba do Sul.
Assim permencendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.
Elevado a categoria de município com a denominação de Entre Rios, pelo decreto estadual nº 634, de 14-12-1938, desmembrado de Paraíba do Sul. Sede no antigo distrito de Entre Rios. Constituído de 4 distritos: Entre Rios, Areal, Bemposta e Monte Serrat. Todos desmembrado do município de Paraíba do Sul. Instalado em 01-05-1939.
Pelo decreto-lei nº 1056, de 31-12-1938, o município de Entre Rios passou a denomina-se Três Rios. Sob o mesmo decreto-lei estadual nº 1056, de 31-12-1943, o municipio de Três Rios adquiriu o distrito de Afonso Arinos e ainda sob o mesmo decreto o distrito de Monte Serrá, foi extinto, sendo seu território anexado ao distrito de Afonso Arinos. 
Em divisão territorial datada de I-VII-1950, o município é constituído de 4 distrito: Três Rios, Afonso Arinos, Areal, Bemposta.
Pela lei nº 2382, de 18-01-1955, é criado o distrito de Serraria e anexado ao município de Três Rios. Em divisão territorial datada de I-VII-1955, o município é constituído de 5 distritos: Três Rios, Afonso Arinos, Areal, Bemposta e Serraria.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-Vll-1960.
Pelo decreto estadual n.º 99, de 30-01-1963, o distrito de Serraria passou a denominar-se Comendador Levy Gasparian.
Em divisão territorial datada de 31-XII-1968, o município é constituído de 5 distritos: Três Rios, Afonso Arinos, Areal, Bemposta e Comendador Levy Gasparian.
Pela lei estadual nº 1923, de 23-12-1991, desmembra do município de Três Rios os distritos de Comendador Levy Gasparian e Afonso Arinos, para formar o novo município de Comendador Levy Gasparian. 
Lei Estadual nº 1986, de 10 de abril de 1992, desmembra de Três Rios, o distrito de Areal, elevado a categoria de município. 
Em "Síntese" de 31-XII-1994, o município é constituído de 2 distritos: Três Rios e Bemposta.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007. 

Alteração toponímica municipal 
Entre Rios para Três Rios, teve sua denominação alterada, por força do decreto-lei estadual nº 1056, de 31-12-1943.

Fonte: Biblioteca IBGE.

História de Trajano de Moraes, Rio de Janeiro - RJ

Histórico do Município: Trajano de Moraes, Rio de Janeiro - RJ
Gentílico: trajanense

A antiga cidade de São Francisco de Paula, que se transformou no município de Trajano de Morais, começou a ser povoada em 1801, por fazendeiros que se ocupavam de agricultura e da criação de gado de corte e leiteiro. Naquela época, as povoações sempre começavam em torno de pequenas capelas ou igrejas.
Este pequeno povoado se ergueu em torno de uma casa de oração, cujo padroeiro era São Francisco de Paula e que pertencia ao Curato de Santa Maria Madalena. Curato era um povoado pastoreado por um Cura ou Vigário. O município foi elevado à categoria de Freguesia, graças à influência de José Antônio de Morais, rico proprietário nascido no Vale do Imbé e proprietário da Fazenda Aurora, em 1846.
Ao mesmo tempo, terras de outro rico fazendeiro foram cedidas para a implantação da área urbana da cidade. Dessa forma foi feita a construção da Matriz de São Francisco de Paula, com recurso dos irmãos fazendeiros José Antônio e Elias de Morais. Em 1891, São Francisco de Paula foi transformado em município, com a presença de autoridades e nobreza da região. Logo após, a linha de trem chegou à estação de Aurora (hoje Visconde de Imbé). O progresso foi, então, acelerado. A cidade ganhou prédios importantes, mansões, uma praça, hotel de luxo e outros símbolos de riqueza e dinamismo, inclusive dois jornais de circulação semanal.
Trajano de Morais, filho do Visconde de Imbé (José Antônio de Morais), tornou-se uma figura influente de seu tempo, principalmente por seu espírito dinâmico e seu caráter empreendedor. Faleceu em 1911 e o reconhecimento por seus esforços em prol do desenvolvimento da região chegaria anos mais tarde, em 1938, quando o município de São Francisco de Paula teve seu nome mudado para Trajano de Morais, em homenagem a um homem que amou sua terra profundamente.

Formação Administrativa

Freguesia criada com a denominação de Francisco de Paula, pelo Lei Provincial n.º 400, de 20-05-1846 e pelos Decretos Estaduais n.º 1, de 08-05-1892 e 1-A, de 03-06-1892, subordinado ao município de Santa Maria Madalena.
Elevado a categoria de município com a denominação de São Francisco de Paula, pelo Decreto Estadual n.º 178, de 12-03-1891, desmembrado de Santa Maria Madalena. Sede na freguesia de São Francisco de Paula. Constituído do distrito sede. Instalado em 25-04-1892.
Pelo Decreto Estadual n.º 1-A, de 03-06-1892, é criado o distrito de Ventania e anexado ao município de São Francisco de Paula.
Pela Lei Estadual n.º 575, de 27-12-1902, é criado o distrito de Santa Maria do Rio Grande e anexado ao município de São Francisco de Paula.
Pela Lei Estadual n.º 963, de 28-10-1910, é criado o distrito de Ponte da Grama e anexado ao município de São Francisco de Paula.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município de São Francisco de Paula é constituído de 4 distritos: São Francisco de Paula, Ponte da Grama, Santa Maria do Rio Grande e Ventania.
Pela por força da Lei Estadual n.º 1.234, de 18-01-1915, transfere a sede do município de São Francisco de Paula para Estação de Trajano de Moraes. Sob a mesma Lei o distrito de Ventania passou a denominar-se Trajano de Moraes.
Pela Lei Estadual n.º 1.235, de 18-01-1915, transfere a sede do município de São Francisco de Paula da Estação de Trajano de Moraes para a localidade de Estação Visconde de Imbê.
Pela Lei n.º 1.633, de 18-11-1919, a sede do município de São Francisco de Paula foi transferida para o povoado de Aurora, na estação de Visconde de Imbé.
Pela Lei Estadual n.º 1.721, de 31-10-1921, é criado o distrito de Boa Esperança de Macabú e anexado ao município de São Francisco de Paula.
Pela Lei n.º 1.790, de 27-12-1923, a sede do município de São Francisco de Paula volta ser e Trajano de Moraes.
Pela Lei Estadual n.º 2.078, de 03-12-1926, o distrito de Santa Maria do Rio Grande passou a denominar-se Doutor Elias.
Pela Lei Estadual n.º 2.264, de 26-01-1928, o distrito de Boa Esperança de Macabú Passou a denominar-se Sodrelândia.
Elevado à condição de cidade com a denominação de Trajano de Moraes pela Lei Estadual n.º 2.335, de 27-12-1929.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município de São Francisco de Paula é constituído de 5 distritos: Trajano de Moraes, Visconde de Imbé, Doutor Elias, Ponte da Grama e Sodrelândia.
Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, o município de São Francisco de Paula aparece constituído de 6 distritos: Trajano de Moraes, Doutor Elias, Monte Café, Ponte da Grama, Sodrelândia e Visconde Imbé.
Pelo Decreto-lei Estadual n.º 392-A, de 31-03-1938, o município de São Francisco de Paula passou a denominar-se Trajano de Moraes.
No quadro fixado para vigorar no período 1939-1943, o município já denominado Trajano de Moraes é constituído de 6 distritos: Trajano de Moraes, Doutor Elias, Monte Café, Ponte de Grama, Sodrelândia e Visconde de Imbé.
Pelo Decreto-lei Estadual n.º 1.056, de 31-12-1943, é extinto o distrito de Monte Café, sendo seu território anexado ao distrito de Doutor Elias.
Em divisão territorial datada de 15-VII-1950, o município é constituído de 5 distritos: Trajano de Moraes, Doutor Elias, Ponte da Grama, Sodrelândia e Visconde de Imbé. 
Pela Lei Estadual n.º 3.458, de 13-11-1957, o distrito Ponte da Grama passou a denominar-se Vila da Grama.
Em divisão territorial datada de I-VII-1960, o município é constituído de 5 distritos: Trajano de Moraes, Doutor Elias, Sodrelândia, Vila da Grama ex-Ponte da Grama e Visconde de Imbé.
Em Síntese de 31-XII-1994, o município de Trajano de Moraes é constituído de 5 distritos: Trajano de Moraes, Dr. Elias, Sodrelândia, Vila da Grama e Visconde de Imbé.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Fonte: Biblioteca IBGE.

História de Teresópolis, Rio de Janeiro - RJ

Histórico do Município: Teresópolis, Rio de Janeiro - RJ
Gentílico: teresopolitano

As origens da cidade datam da primeira metade do século XIX. Embora a primeira descrição oficial tenha sido feita em 1788, por Baltazar da Silva Lisboa - que em seu relato descrevia a serra e também a Cascata do Imbuí - foi a partir de 1821 que a região começou a ser ocupada. Nessa época, o português de origem inglesa George March adquiriu uma grande gleba e transformou-a em fazenda modelo.

A fazenda ficava onde está, atualmente, o Bairro do Alto e era chamada de Santo Antônio do Paquequer ou, talvez, Sant´Ana do Paquequer. Assim, esse primeiro povoado se formou, ao longo do caminho que ligava a Corte à província das Gerais. Foi o início do desenvolvimento da agricultura, da pecuária e do veraneio da região.

O crescimento do pequeno núcleo se verificou no sentido norte-sul, época em que comerciantes vinham de Minas Gerais em direção ao Porto da Estrela, nos fundos da Baía de Guanabara, passando antes por terras de Petrópolis. Teresópolis era, então, um ponto estratégico de repouso. Só mais tarde é que o fluxo foi alterado para o sentido sul-norte, com a ferrovia que ligava a cidade ao Rio de Janeiro.

Lentamente, o povoado foi se desenvolvendo, passando à categoria de freguesia - Freguesia de Santo Antônio do Paquequer - em 1855. Somente em 06 de julho de 1891, através do decreto de nº 280, do então Governador Francisco Portela, a freguesia é alçada à condição de município, passando a denominar-se Teresópolis, devidamente desmembrada do município de Magé.
Praça central em Teresópolis (RJ) - s.d.
Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Santo Antônio do Paquequer, pela Lei Provincial ou Decreto Provincial n.º 829, de 25-10-1855, no município de Magé.
Elevado à categoria de vila com a denominação de Santo Antônio do Paquequer, pelo Decreto Estadual n.º 280, de 06-07-1891, desmembrado de Magé. Constituído do distrito sede.
Elevado à condição de cidade e sede municipal, pela Lei Estadual n.º 43, de 31-01-1893.
Pelos Decretos Estaduais n.ºs 1, de 08-05-1892 e 1-A, de 03-06-1892, o distrito de Santo Antônio de Paquequer passou a denominar-se Teresópolis. Sob os mesmos Decretos é criado o distrito de Santa Rita e anexado ao município de Teresópolis (ex-Santo Antônio de Paquequer).
Pelo Decreto n.º 517, de 17-12-1901, o município de Teresópolis adquiriu o distrito de Sebastiana do município de Nova Friburgo e anexado ao de Teresópolis.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 3 distritos: Teresópolis, Santa Rita, Sebastiana.
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.
Pelo Decreto Estadual n.º 641, de 15-12-1938, o distrito de Santa Rita Passou a denominar-se Paquequer Pequeno.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 3 distritos: Teresópolis, Paquequer Pequeno (ex-Santa Rita) e Sebastiana.
Pelo Decreto-lei Estadual n.º 1.056, de 31-12-1943, o distrito de Sebastiana passou a denominar-se Nhunguaçu.
Em divisão territorial datada e I-VII-1960, o município é constituído de 3 distritos: Teresópolis, Nhungaçu (ex-Sebastiana) e Paquequer-Pequeno.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 18-VIII-1988.
Pela Lei Orgânica de Teresópolis, publicada de 05-04-1990, o distrito de Nhungaçu passou a denominar-se Vale de Bonsucesso e o de Paquequer Pequeno a denominar-se Vale do Paquequer.
Em Síntese de 31-XII-1994, o município é constituído de 3 distritos: Teresópolis, Vale do Bonsucesso e Vale do Paquequer.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Fonte: Biblioteca IBGE.

História de Tanguá, Rio de Janeiro - RJ

Histórico do Município: Tanguá, Rio de Janeiro - RJ
Gentílico: tanguaense

A história de Tanguá insere-se na de Santo Antônio de Sá e na de Itaboraí, que foram as unidades político-administrativas a que pertenceu Tanguá no passado recente e no remoto. Está ainda relacionada com os fatos ocorridos no Recôncavo Guanabarino e no Brasil como um todo. A primeira referência específica a seu respeito data de 1670, quando foi doado ao Alferes Henrique Duque Estrada uma sesmaria de nove léguas em quadra. Com o tempo foram concedidas outras sesmaria, como a de Pedro Freire Ribeiro, em 1746 e datas de terra. A exploração econômica da área fazia-se, principalmente, através do cultivo da cana-de-açúcar, mandioca, milho, feijão, aguardente e farinha. 
Em 17 de março de 1878 chegou o primeiro trem a Tanguá, que se transformou em embarcadouro dos produtos da região. 
Desde sua origem, a região tanguarina pertenceu sucessivamente às freguesias de Santo Antônio de Sá e São João Batista de Itaboraí. 
Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Tanguá, pela lei estadual n.º 1807, de 15-01-1924, subordinado ao município de Itaboraí.
Em divisão territorial datada de 01-VII-1960, o distrito de Tanguá permanece no município de Itaboraí.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 17-I-1991.
Pela lei complementar nº 06, de 05-04-1993, o distrito de Tanguá perdeu área para o novo distrito de Pacheco. 
Em "Síntese" de 31-Xll-1994, o distrito de Tanguá figura no município de Itaboraí.
Elevado à categoria de município com denominação de Tanguá, pela lei nº 2496, de 28-12-1995, desmembrado de Itaboraí. Sede no antigo distrito de Tanguá. Constituído do distrito sede. Instalado em 01-01-1993. 
Em divisão territorial datada de 15-VII-1999, o município é constituído do distrito sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Fonte: Biblioteca IBGE.

História de Sumidouro, Rio de Janeiro - RJ

Histórico do Município: Sumidouro, Rio de Janeiro - RJ
Gentílico: sumidourense

O "Dicionário geográfico-histórico do Império do Brasil", de Millet de Saint-Adolphe, registra a construção de uma capela nas margens do Rio Paquequer. O capitão Manoel Silvestre da Silveira e José dos Santos foram os principais doadores da terra para edificação, e o primeiro cura o padre Paulo Manoel Dias de Colaço Freitas. 
A povoação foi elevada à categoria de freguesia em 1843, e a de Vila em 1890, sob a denominação de Sumidouro, em conseqüência de curioso acidente geográfico verificado em suas terras, com o Rio Paquequer desaparecendo sob Lajes de Pedra por uma extensão de 300 metros.
O Município veio a ser suprimido em maio de 1892 e restabelecido em novembro do mesmo ano, sendo a sua sede elevada à categoria de cidade em 27 de dezembro de 1929. 

Formação Administrativa
Freguesia criada com a denominação Nossa Senhora da Conceição de Paquequer, por lei provincial nº 294, de 31-05-1843, no município de Nova Friburgo. Pelo decreto provincial nº 2577, de 13-10-1881, a freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Paquequer, do município de Nova Friburgo para o de Carmo. 
Elevada à categoria de vila com a denominação de Sumidouro, pelo decreto estadual nº 90, de 10-06-1890, desmembrado de Carmo. Sede na povoação de Nossa Senhora da Conceição do Paquequer. Constituído do distrito Sede. Instalado em 20-07-1890.
Pelo decreto decreto estadual nº 1, de 08-05-1892, a vila é extinta, sendo seu território anexado aos municípios de Carmo, Duas Barras e Sapucaia. 
Elevado novamente à categoria de vila com a denominação de Sumidouro, pela lei estadual nº 23, de 05-11-1892, com território desmembrado dos municípios de Carmo, Duas Barras e Sapucaia. Constituído do distrito sede. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, a vila é constituída do distrito sede.
Elevado à condição de cidade com a denominação de Sumidouro, por força da lei nº 2335, de 27-12-1929.
Em divisão territorial datada de 1-Vll-1960, município é constituído do distrito sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007. 

Alteração toponímica municipal 
Nossa Senhora da Conceição de Paquequer para Sumidouro alterado, pelo decreto estadual nº 90, de 10-06-1890.

Fonte: Biblioteca IBGE.

História de Silva Jardim, Rio de Janeiro - RJ

Histórico do Município: Silva Jardim, Rio de Janeiro - RJ
Gentílico: silva-jardinense

As primeiras notícias do Município de Silva Jardim datam de meados do século XVIII, havendo grande controvérsia de historiadores sobre suas origens.
Assim há divergência entre as citações de diversos historiadores e notas históricas sobre a criação da freguesia, afirmando alguns que esta se deu em 1801 e outros fixando a data 1810 para tal evento. Há também dúvidas sobre a primitiva denominação e motivos que levaram à criação da freguesia.
É certo, entretanto, que o núcleo populacional se desenvolveu em torno da igreja de Santana, passando a freguesia em 1817 e a Vila em 1841, pela Lei nº 239, de 8 de maio, com a mesma denominação de que falavam os historiadores - Nossa Senhora da Lapa de Capivari.
Segundo informes esparsos, sabe-se que, desde de sua formação, a localidade viveu, quase exclusivamente, do resultado de suas lavouras, onde no correr dos tempos, a cultura do café foi-se destacando das demais, seguida pelas de cana-de-açúcar e de cereais, prodigalizando uma situação de abastança para os donos de fazenda.
No período republicano, a sede do Município foi elevada a Cidade em janeiro de 1890, sendo seu topônimo mudado para Silva Jardim, em homenagem ao seu ilustre filho Antônio da Silva Jardim. 

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Nossa Senhora da Lapa do Capivari, por alvará de 12-01- 1755 e por provisão de outubro de 1810, bem assim pelos decretos nº 1, de 08-05-1892 e nº 1-A, 03-06-1892, no município de Cabo Frio ou Araruama. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Nossa Senhora da Lapa do Capivari, por lei provincial nº 239, de 08-05-1841, com território desmembrado dos municípios de Araruama ou Cabo Frio. Constituído do distrito sede. Instalada em 06-01-1843.
Pela lei provincial nº 343, de 06-06-1844 e decretos estaduais nº 1, de 08-05-1892 e nº 1-A, de 03-06-1892, é criado o distrito de Correntezas e anexado a vila de Nossa Senhora da Lapa do Capivari. 
Pela lei ou decreto provincial nº 1181, 28-07-1860, é criado o distrito de Nossa Senhora da Conceição dos Gaviões e anexado a vila de Nossa Senhora da Lapa do Capivari. 
Pelo decreto provincial nº 2249, de 01-1877, o distrito de Curato de Nossa Senhora da Conceição dos Gaviões deixa de pertencer a vila de Nossa Senhora da Lapa do Capivari para ser anexado a vila de Santana de Macacu depois Cachoeiras de Macacu. 
Por força do decreto provincial nº 2518, de 07-12-1880, o distrito de Curato de Nossa Senhora da Conceição dos Gaviões volta a pertencer a vila de Nossa Senhora da Lapa do Capivari. 
Elevado à condição de cidade e sede do município com a denominação de Capivari, pelo decreto estadual nº 28, de 03-01-1890. 
Pela lei estadual nº 652, de 06-10-1904, o distrito de Correntezas passou a denominar-se Maratuan. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município já denominado Capivari é constituído de 3 distritos: Capivari ex-Nossa Senhora da Lapa do Capivari, Gaviões ex-Curato de Nossa Senhora da Conceição dos Gaviões e Maratuan ex-Correntezas. 
Pela lei estadual nº 2065, de 29-11-1926, é criado o distrito de Bananeiras com terras desmembrada do distrito de Correntezas e anexado ao município de Capivari.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 4 distritos: Capivari, Bananeiras, Correntezas ex-Maratuan e Gaviões.
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.
Pelo decreto-lei estadual nº 392-A, de 31-03-1938, o distrito de Correntezas passou a denominar-se Aldeia Velha.
Pelo decreto-lei estadual nº 641, de 15-12-1938, o distrito de Aldeia Velha ex-Correntezas passou a denominar-se Silva Jardim.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município de Capivari é constituído de 4 distritos: Capivari, Bananeiras, Gaviões e Silva Jardim ex-Aldeia Velha. 
Pelo decreto-lei estadual nº 1056, de 31-12-1943, o município de Capavari passou a denominar-se Silva Jardim e o distrito de Silva Jardim a denominar-se Quartéis e Bananeiras a denominar-se Correntezas. 
Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município já denominado Silva Jardim é constituído de 4 distritos: Silva Jardim ex-Capivari, Correntezas ex-Bananeiras, Gaviões e Quartéis ex-Silva Jardim. 
Em divisão territorial datada de 1-Vll-1955, o município de Silva Jardim figura com 4 distritos: Silva Jardim Correntezas, Gaviões e Quartéis e continua termo da comarca de Rio Bonito.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-Vll-1960.
Pela lei municipal nº 944, de 20-06-1990, o distrito de Quartéis teve seu topônimo alterado para Aldeia Velha.
Em "Síntese" de 31-Xll-1994, o município é constituído de 4 distritos: Silva Jardim, Aldeia Velha ex-Quartéis, Correntezas e Gaviões.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007. 

Alterações toponímicas municipais 
Nossa Senhora da Lapa do Capivari para simplesmente Capivari alterado, pelo decreto estadual nº 28, de 03-01-1890.
Capivari para Silva Jardim alterado, pelo decreto-lei estadual nº 1056, de 31-12-1943.

Fonte: Biblioteca IBGE.

História de Seropédica, Rio de Janeiro - RJ

Histórico do Município: Seropédica, Rio de Janeiro - RJ
Gentílico: seropediquense

O início do desbravamento do atual território dos municípios de Itaguaí, Seropédica e Paracambi data de meados do século XVII. Os jesuítas lançaram as bases da futura povoação em terras compreendidas entre os Rios Tiguaçu e Itaguaí, para catequizar os índios da região. Posteriormente, os missionários verificaram que as terras da Fazenda de Santa Cruz, mais próximas do mar, melhor se prestavam para aldeamento, para lá se transferindo com os aborígines, onde erigiram um templo dedicado a São Francisco Xavier, inaugurado em 1729, futura Itaguaí. 
Em 1818, a aldeia de Itaguaí foi elevada à categoria de vila, com a denominação de Vila de São Francisco Xavier de Itaguaí, cujo município foi desmembrado de territórios do Rio de Janeiro e de Angra dos Reis.
Dotado de terras férteis, o município de Itaguaí desfrutou, no século passado e até 1880, de fortes atividades rurais e comerciais, exportando em grande escala cereais, café, farinha, açúcar e aguardente. Com a abolição da escravatura, houve considerável êxodo dos antigos escravos, ocasionando terrível crise econômica.
Esse fato, aliado à falta de transporte e à insalubridade da região, fez com que desaparecessem as grandes plantações, periódicas ou permanentes. O abandono das terras provocou a obstrução dos rios que cortam quase toda a baixada do território municipal, alagando-a. Daí se originou o grassamento da malária, que reduziu a população local e paralisou por várias décadas o desenvolvimento econômico da região. 
A passagem da antiga rodovia Rio São Paulo pelo território do antigo distrito de Seropédica, a instalação da indústria têxtil no antigo distrito de Paracambi, aliadas às obras de saneamento da Baixada Fluminense, empreendida por Nilo Peçanha, que permitiram o aproveitamento de grandes áreas, possibilitaram ao município readquirir sua antiga posição de prestígio. 
Em 1938, foram iniciadas, em Seropédica, as obras do Centro Nacional de Estudos e Pesquisas Agronômicas, onde hoje funciona a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. UFRRJ. 
Em 1945, moravam muitas pessoas no Horto Florestal de Seropédica, todos funcionários do local, com suas famílias. Não existiam casas nem escolas nos quilômetros próximos. 
Em 1948, entretanto, a UFRRJ transferiu seu campus para as margens da antiga rodovia Rio - São Paulo, hoje BR-465, iniciando-se o desenvolvimento urbano de Seropédica. 
A universidade mantém, atualmente, vinte cursos de graduação, em Administração, Agronomia, Arquitetura e Urbanismo, Ciências Biológicas, Ciências Econômicas, Economia Doméstica, Engenharia Agrícola, Engenharia de Agrimensura, Engenharia de Alimentos, Engenharia Florestal, Engenharia Química, Geologia, Licenciatura em Ciências Agrícolas, Licenciatura em Educação Física, Licenciatura em Física, Licenciatura em História, Matemática, Medicina Veterinária, Química e Zootecnia. 
Promove, também, cursos de pós-graduação stricto sensu em Biologia Animal, Agronomia, Ciência do Solo, Ciência e Tecnologia de Alimentos, Ciências Ambientais e Florestais, Desenvolvimento Agrícola, Fitotecnia, Microbiologia Veterinária, Medicina Veterinária, Parasitologia Veterinária, Patologia Animal, Patologia Clínica, Patologia Veterinária, Química Orgânica, Sanidade Animal e Zootecnia, além de outros dez cursos de pós-graduação lato sensu. 
O município de Itaguaí permaneceu sem expressão até três décadas atrás, tendo em vista as dificuldades de acesso, pois só era servido por uma linha férrea, com pouca movimentação de trens, sendo ligado ao município do Rio de Janeiro por uma estrada não pavimentada. A abertura da rodovia Rio - Santos mudou o cenário, facilitando o deslocamento entre diversos municípios próximos. 
Em 1997, Seropédica tornou-se município independente de Itaguaí. Seu nome advém de um neologismo formado por duas palavras: uma, de origem latina, sericeo ou serico, que significa seda, e outra, grega, pais ou paidós, que significa tratar ou consertar. Um local, portanto, onde se trata ou se fabrica seda. O perfil atual é de uma extensão da cidade universitária.

Formação Administrativa 

Distrito criado com a denominação de Bananal, por lei provincial nº 549, de 30-08-1851 e por decreto estaduais nº 1, de 08-05-1892 e nº 1-A, de 03-06-1892, subordinado ao município de Itaguaí. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Bananal figura no município de Itaguaí.
Pela lei estadual nº 1801, de 08-01-1924, o distrito de Bananal passou a denominar-se Padioba. 
Nos quadros de apuração de recenseamento geral de 1-IX-1920, o distrito já denominado Padioba figura no município de Itaguaí. 
Pela lei estadual nº 2069, de 29-11-1926 o distrito de Padioba passou a denominar-se Seropédica. distrito já denominado Seropédica figura no município de Itaguaí.
Em divisão territorial datada de I-VII-1960, o distrito de Seropédica figura no município de Itaguaí. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Seropédica, pela lei estadual nº 2446, de 12-10-1995, desmembrado de Itaguaí. Sede no antigo distrito de Seropédica. Constituído do distrito sede. Instalado em 01-01-1997.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1997, o município é constituído do distrito sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007. 

Alterações toponímicas distritais 
Bananal para Padioba alterado, pela lei estadual nº 1801, de 08-01-1924. Padioba para Seropédica alterado, pela lei estadual nº 2069, de 29-11-1926.

Fonte: Biblioteca IBGE.

História de Saquarema, Rio de Janeiro - RJ

Histórico do Município: Saquarema, Rio de Janeiro - RJ
Gentílico: saquaremense

As origens de Saquarema se perdem nos primórdios da história do Brasil, quando D. João III, Rei de Portugal, em 1530, mandou uma frota, sob o comando de Martin Afonso de Souza, "tomar posse e colocar em todo o território até a linha demarcada". 

A frota aqui chegou em março de 1531, encontrando na região índios Tamoios, que davam à terra o nome de "Socó-Rema", em vista da existência de numerosos bandos de aves pernaltas, conhecidas como "Socó". 

Com a divisão do Brasil em capitanias hereditárias passou a região de Saquarema a pertencer ao citado Martin Afonso de Souza , donatário da capitania de São Vicente, mas as terras da região só vieram a ser colonizadas em 1594, quando os padres da Ordem do Carmo aí construíram o Convento de Santo Alberto.

Várias fazendas se instalaram nas imediações até que, em 1960 ou 1962, Manoel Aguilar Moreira e sua mulher Catarina de Lemos fizeram erguer uma capela em honra a Nossa Senhora de Nazaré de Saquarema. Passou a curato e, em 12 de janeiro de 1755, a freguesia, sendo o Padre Antônio Moreira o primeiro vigário.
Formação Administrativa

Freguesia criada com a denominação de Nossa Senhora de Nazaré de Saquarema por alvará de 12-01-1755, subordinado ao município de Cabo Frio. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Nossa Senhora de Nazaré de Saquarema, Pela lei provincial nº 238, de 08-05-1841, desmembrado de Cabo Frio. Constituído do distrito sede. Instalado em 13-11-1841.
Pelo decreto provincial nº 1128, de 06-12-1859, a Vila de Nossa Senhora de Nazaré de Saquarema foi extinta, sendo seu território anexado a vila de Cabo Frio. 
Elevada novamente à categoria de vila com a denominação de Nossa Senhora de Nazaré de Saquarema, pelo decreto provincial nº 1180, de 24-07-1860, com território desmembrado dos municípios de Cabo Frio e Araruama. Reinstalada em 29-01-1861.
Elevado à condição de cidade e sede do município com a denominação de Saquarema, pelo decreto estadual nº 28, de 03-01-1890.
Pela deliberação estadual de 25-07-1891 e os decretos estaduais nº 1, de 08-05-1892 e nº 1A, de 03-06-1892 são criados os distritos de Mato Grosso e Palmital e anexado ao município de Saquarema. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 3 distritos: Saquarema, Mato Grosso e Palmital .
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937. 
Pelo decreto estadual nº 641, de 15-12-1938, o distrito de Palmital passou a denominar-se Bacaxá. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 3 distritos: Saquarema, Mato Grosso e Bacaxá, ex-Palmital. Pelo decreto-estadual nº 1056, de 31-12-1943, o distrito de Mato Grosso passou a denominar-se Maranguá.
Pelo decreto nº 1577, de 22-01-1946, o distrito de Maranguá passsou a denominar-se Sampaio Correia. No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 3 distritos: Saquarema, Bacaxá e Sampaio Correia ex-Maranguá ex-Mato Grosso.
Em divisão territorial datada de I-VII-1960 o município é constituído de 3 distritos: Saquarema, Bacaxá e Sampaio Correia.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007. 

Alteração toponímica municipal 
Nossa senhora de Nazaré de Saquarema para Saquarema alterado, pelo decreto estadual nº 28, de 03-01-1890.

Fonte: Biblioteca IBGE.

História de Sapucaia, Rio de Janeiro - RJ

Histórico do Município: Sapucaia, Rio de Janeiro - RJ
Gentílico: sapucaiense 

A primeira penetração verificada nas terras do atual Município de Sapucaia data de princípio do século XIX, estando intimamente ligada à abertura dos portos brasileiros aos navios das nações amigas de Portugal.
Para ali se deslocaram inicialmente, os cidadãos suíços Inácio Lengruber e Vicente Ubherlarto, aos quais mais tarde, foram concedidas algumas sesmarias, cujas áreas abrangiam as terras da atual "fazenda de Santo Antônio", situada nas proximidades do morro do mesmo nome. Ali chegaram eles, segundo consta, no dia 7 de março do ano de 1809. Depois, vieram os portugueses Joaquim de Souza Breves e Antônio de Souza Brandão ( mais tarde Barão de Aparecida), além de Francisco Diogo Perret, de origem Francesa.
Continuando o afluxo de colonos para a região, rapidamente surgiu pequeno arraial, onde, por iniciativa de Antônio Inácio Lengruber, foi edificada uma capela dedicada a Nossa Senhora Aparecida. Em 1842, o arraial recebeu o predicamento de freguesia e deu o nome ao núcleo populacional, hoje sede de um dos distritos do atual Município de Sapucaia .
Em 1856, principalmente devido aos esforços de Augusto de Souza Furtado, Domingos Antônio Teixeira e José Joaquim Marques Melgaço, donos de vastas porções de terras entre os rios Calçado e Paraíba do Sul, surgiu um novo arraial com o nome de Santo Antônio de Sapucaia, em homenagem ao padroeiro do curato, recordando a existência no local de grande quantidade de arvores, conhecidas como Sapucaias, corruptela de yacapucaí.
Procedimento de freguesia veio em 1871, sob invocação de Santo Antônio de Sapucaia. A instalação do Município, criado em 1874, tendo como sede o arraial de Sapucaia, elevado à categoria de Vila, se deu, em 28 de fevereiro de 1875. 

Formação Administrativa

Freguesia criada com a denominação de Santo Antônio de Sapucaia, pela lei provincial nº 1600, de 16 ou 18-11-1871 e por deliberação estadual de 20-08-1831, bem assim pelos decretos estaduais nº 1, de 08-05-1892 e nº 1-A, de 03-06-1892, subordinado ao município de Magé e Paraíba do Sul.
Elevado à categoria de vila com a denominação de Sapucaia, por lei provincial nº 2068, de 07-12-1874, desmembrado de Magé e Paraíba do Sul. Constituído de 2 distritos: Sapucaia e Aparecida. Instalado em 23-02-1875.
Elevado à condição de cidade e sede municipal com a denominação de Sapucaia, pelo decreto estadual nº 19, de 27-12-1889. 
Pela deliberação de 14-08-1890 e de 20-08-1891, bem assim pelos decretos estaduais nº s 1, de 08-05-1892 e 1-A, de 03-06-1892, é criado o distrito de Anta e anexado ao Município de Sapucaia. 
Pelos decretos estaduais nº de 1, de 08-05-1892 e nº 1-A, de 03-06-1892, é criado o distrito de Aparecida e anexado ao município de Sapucaia. 
Em divisão administrativa referente ao ano 1911, município de Sapucaia é constituído de 3 distritos: Sapucaia, Anta e Aparecida.
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937. 
Pelo decreto-lei estadual nº 1056, de 31-12-1943, é criado o distrito de Jamapará com terras desmembrada do distrito de Aparecida e anexado ao município de Sapucaia. Sob o mesmo decreto-lei o distrito de Aparecida passou a denominar-se Nossa Senhora da Aparecida. 
Em divisão territorial datada de I-VII-1950, o município é constituído de 4 distritos: Sapucaia, Anta, Jamapará e Nossa Senhora da Aparecida ex-Aparecida. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de I-VII-1960. 
Pela lei estadual nº 5469, de 09-12-1964, é criado o distrito de Pião com terras desmembradas do distrito de Nossa Senhora da Aparecida e anexado ao município de Sapucaia. 
Em "Síntese" de 31-XII-1994, o município é constituído de 5 distritos: Sapucaia, Anta, Jamapará, Nossa Senhora da Aparecida e Pião. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007. 

Alteração toponímica municipal 
Santo Antônio de Sapucaia para Sapucaia alterado pelo decreto estadual nº 19, de 27-12-1889.

Fonte: Biblioteca IBGE.

História de São Sebastião do Alto, Rio de Janeiro - RJ

Histórico do Município: São Sebastião do Alto, Rio de Janeiro - RJ
Gentílico: altense

Na segunda metade do século XVIII a constante procura de ouro atraía levas de garimpeiros para as margens dos córregos auríferos, afluentes dos rios Negro, Macuco e Grande. Daí o desbravamento das terras do atual Município de São Sebastião do Alto, habitadas pelos índios Coroados e Goitacàs.
Entre os anos de 1779 e 1786, Os garimpeiros, chefiados pelo legendário Manoel Henrique, mais conhecido pela alcunha de "Mão de Luva", exploraram clandestinamente os tributários desses rios, provocando enérgicas providências militares, por parte do então Vice-rei D. Luiz de Vasconcelos e Souza. 
Foi assim que, a partir de 1786, começaram a afluir à região levas de faiscadores, em busca do precioso metal. Dolorosa surpresa os aguardava, pois verificaram que os filões estavam esgotados. Apesar disso outros garimpeiros surgiram, movidos pela ambição. A grande maioria, porém, logo se dirigiu para outras terras. Restou um reduzido número, já adaptado a novas condições de atividade, particularmente à agricultura. 
No relatório do Vice-rei D. Luiz de Vasconcelos e Souza, enviado ao governo de Portugal, datado de 20 de agosto de 1789, encontram-se referências ao Município. A criação do arraial de São Sebastião, elevado a curato em 1852, é atribuída aos remanescentes dos garimpeiros.
A partir daquela época, a localidade prosperou rapidamente, a ponto de ser, dois anos depois elevada à freguesia. Em 1861, foi esta desmembrada do Município de Cantagalo e passou a chamar-se São Sebastião do Alto, subordinada ao de Santa Maria Madalena. 
Suas lavouras floresciam, o que em grande parte se devia ao escravo negro. Com o advento da abolição, em 1888, O surto de prosperidade terminou.
Graças aos esforços de seus habitantes, São Sebastião do Alto vem acusando atualmente um novo e promissor surto de desenvolvimento, principalmente no setor pecuário. 
Aspecto da cidade de São Sebastião do Alto (RJ) - 1957.
Formação Administrativa 

Freguesia criada com a denominação de São Sebastião do Alto, pelo decreto provincial nº 802, de 28-09-1855, anexada a vila de São Francisco de Paula. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de São Sebastião do Alto, pelo decreto nº 194, de 17-04-1891, desmembrado de São Francisco de Paula. Sede na vila de São Sebastião do Alto. Constituído do distrito sede. Instalado em 07-06-1891. 
Pelo decreto estadual nº 1, de 08-05-1892 a vila de São Sebastião do Alto, foi extinta, sendo seu território anexada a vila de São Francisco de Paula. Elevado novamente à categoria de vila com a denominação de São Sebastião do Alto, pela lei estadual nº 33, de 07-12-1892.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, a vila aparece constituído de 2 distritos: São Sebastião do Alto e Valão do Barro. Elevado à condição de cidade com a denominação de São Sebastião do Alto, pela lei estadual nº 2335, de 27-12-1929. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município de São Sebastião do Alto permanece com 2 distritos: São Sebastião do Alto e Valão do Barro. Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937. 
Em divisão territorial datada de I-VII-1960, o município é constituído de 2 distritos: São Sebastião do Alto e Valão do Barro. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Fonte: Biblioteca IBGE.

História de São Pedro da Aldeia, Rio de Janeiro - RJ

Histórico do Município: São Pedro da Aldeia, Rio de Janeiro - RJ
Gentílico: aldeiense

A colonização das terras que atualmente constituem o Município de São Pedro da Aldeia remonta aos princípios do século XVII. 
Foi em 1617, precisamente em 16 de maio, que no território da atual comuna fluminense se verificou a fundação da "Aldeia de São Pedro", com o inicio da construção da capela dedicada a São Pedro, primeiro marco de colonização levantado nessas terras.
Essa Fundação deveu-se aos missionários da Companhia de Jesus, possuidora da concessão de uma sesmaria, medindo 4 léguas de terra, a serem demarcadas na região. 
Tudo faz crer já existisse no lugar escolhido para sede da povoação, justamente onde hoje se ergue a Cidade de São Pedro da Aldeia, um arraial indígena aproveitado pelos Jesuítas como base de sua obra catequizadora. Segundo tradição, acredita-se pertencessem os índios às tribos dos tamoios e goitacazes. 
Iniciada a obra de catequese, começaram desde cedo os religiosos a colher frutos de seus ensinamentos, com a melhoria das moradias e a expansão e desenvolvimento das lavouras. Com isto, aumentou a atração de forasteiros brancos, na sua maioria portugueses, seduzidos pela feracidade do solo. 
Ao iniciar-se a segunda metade do século XVIII, florescia o empreendimento dos Jesuítas quando, atingida a Ordem pelas leis ditadas no Reino pelo Marquês de Pombal, se viram os religiosos na contingência de abandonar o controle da povoação, que passou a ser administrada pelos padres da Ordem dos Capuchinhos. 
Que esses religiosos continuaram dignamente a obra de seus antecessores atesta-o o fato de já em 1795 ser a localidade incluída no rol das freguesias fluminenses, por força do Alvará expedido em 22 de dezembro daquele ano, e se haver concluído a construção da Igreja Matriz, em 1783. 
Durante um século permaneceu a povoação com o predicamento conseguido em 1795. O progresso da Cidade de Cabo Frio, muito próxima, não facilitava o desligamento de São Pedro da Aldeia e a freguesia, algumas vezes citada em decretos, deliberações, leis e alvarás como "Aldeia de São Pedro", teve, durante esse longo período sua autonomia impossibilitada, dada essa condição natural de satélite geográfico e econômico de Cabo Frio. 
Apesar da contribuição prestada nesse período à lavoura regional pelo elemento negro escravizado, é justo que se observe que a promulgação da Lei Áurea, a exemplo do que sucedeu na maioria das comunas fluminenses, não afetou vitalmente a economia local. O que ali se verificou foi a mudança de atividades por parte dos libertos que, abandonando as lavouras, se voltaram para a pesca. 
Em conseqüência dessa rápida adaptação é que, poucos anos transcorridos após a decretação da Lei libertadora de 1888, enquanto grande parte dos municípios lutava com a mais desesperadora crise, São Pedro da Aldeia conquistava a emancipação político-administrativa. 

Formação Administrativa

Freguesia criada com a denominação de São Pedro da Aldeia, por Alvará de 22-12-1795. 
Elevado à categoria de de vila com a denominação de Sapiatiba, por decreto estadual nº 118, de 10-09-1890, desmembrado de Cabo Frio. Sede na Aldeia de São Pedro. Constituído do distrito Sede.
Por efeito do decreto estadual n° 1, de 08-05-1892 e nº 1-A, de 03-06-1892, a vila de Sapiatiba foi extinta, sendo seu território anexado ao município de Cabo Frio. 
Elevado novamente à categoria de vila com a denominação de São Pedro da Aldeia, pelo decreto estadual nº 35, de 17-12-1892, desmembrado de Cabo Frio. Constituído do distrito sede. Instalado em 01-02-1893.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, a vila é constituída do distrito sede. 
Elevado à condição de cidade com a denominação de São Pedro de Aldeia, pela lei estadual n° 2.335, de 27-12-1929. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído do distrito sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1950. 
Pela lei estadual nº 2161, de 08-06-1954, é criado o distrito de Iguaba Grande e anexado ao município de São Pedro da Aldeia Em divisão territorial datada de I-VII-1960, o município é constituído de distritos: São Pedro da 
Aldeia e Iguaba Grande.
Assim permanecendo em "Síntese" de 31-XII-1994. Pela lei estadual nº 2407, de 07-06-1995, desmembra do município de São Pedro da Aldeia o distrito de Iguaba Grande, elevado a categoria de município. Em divisão territorial datada de 15-VII-1997, o município é constituído do distrito sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada 2007.

Fonte: Biblioteca IBGE.

História de São José do Vale do Rio Preto, Rio de Janeiro - RJ

Histórico do Município: São José do Vale do Rio Preto, Rio de Janeiro - RJ
Gentílico: rio-pretano

Os primeiros povoados da região do Rio Preto foram constituídos pelas famílias mineiras que atravessavam o Rio Paraíba do Sul em busca de novas terras para a agricultura, depois da queda da atividade de mineração. Também vieram os plantadores de café, trazendo a experiência do plantio realizado em outras regiões da província. 
Completaria este quadro a presença de colonos portugueses e, a seguir, de italianos. No início do século XIX, D. João VI distribuiu sesmarias e incentivou o plantio de café, que veio a se constituir na nova riqueza nacional. Na província do Rio de Janeiro, a cultura do café produziu os seus primeiros efeitos com a criação das grandes fazendas e o surgimento dos barões do café. Em São José, podemos citar como exemplos dessa nobreza latifundiária os Barões de Águas Claras e de Bemposta.
São José deve à cafeicultura a construção das grandes sedes de fazendas, tais como as das Fazendas do Calçado Grande, Nossa Senhora do Belém, Sossego e Águas Claras. A lavoura do café aumentou, consideravelmente, o emprego da mão-de-obra escrava, que muito contribuiu, com seu trabalho, para a efetivação de um novo ciclo de desenvolvimento no Vale do Paraíba.
O ciclo do café começou a desmoronar-se com o esgotamento do solo, a libertação dos escravos e a queda internacional do preço do produto, de 1888 a 1929. A crise que se seguiu à derrocada do café fez com que a região do Rio Preto, a exemplo de outras, sofresse um período de retrocesso econômico. Casas comerciais fecharam, o que afetou diretamente o crédito agrícola, os trilhos da via férrea foram retirados, as grandes fazendas foram despovoadas e a política dominante dos proprietários de terras entrou em declínio.
Muitas famílias venderam os seus bens e foram para outras regiões. Um novo ciclo econômico foi paulatinamente se instalando em São José do Rio Preto através da avicultura, que trouxe de volta o desenvolvimento. O ciclo da avicultura harmonizou-se com a agricultura, com o fornecimento de adubo para a lavoura. A olericultura tomou grande vulto na economia riopretana. De 1950 a 1960, no auge da avicultura, São José do Rio Preto foi considerado o maior centro avícola da América do Sul. Começaram, nesta época, a surgir novos loteamentos, comércios, colégios, hospitais etc., trazendo crescimento e progresso. O imenso território da freguesia de São José do Rio Preto, que já era um desmembramento da antiga freguesia de Inhomirim, sofreu vários desmembramentos, como a freguesia de Cebolas e o curato de Matosinho, em 1839, a freguesia de Nossa Senhora Aparecida, em 1842, a freguesia de São Pedro de Alcântara, em 1846 (origem do município de Petrópolis) e, finalmente, a freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Bemposta, em 1855.
A futura cidade de Petrópolis, bem como a área que formou o seu município na bacia do Rio Piabanha, constituía um curato daquela freguesia e obedecia administrativamente às autoridades de São José do Rio Preto. 
Em 1833, a povoação de Paraíba do Sul recebe o predicamento de vila, compreendendo São José do Rio Preto.
Em 1857, foi conferida à colônia de Petrópolis os foros de cidade. Porém, não lhe coube o território de São José do Rio Preto, que se conservou, então, ainda dependente da administração de Paraíba do Sul.
Em 1892, entretanto, a freguesia de São José do Rio Preto foi incorporada a Petrópolis como seu 5º Distrito, conseguindo sua emancipação somente em 1987, quando surgiu o município de São José do Vale do Rio Preto.
Formação Administrativa

Freguesia criada com a denominação de São José do Rio Preto, por alvará de 25-11-1815 e decretos estaduais nº 1, de 08-05-1892 e nº 1-A, de 03-06-1892, no município de Petrópolis.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, figura no município de Petrópolis o distrito de São José do Rio Preto.
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937. 
Pelo decreto estadual nº 641, de 15-12-1938, o distrito de São José do Rio Preto passou a denominar-se simplesmente São José.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito já denominado São José figura no município de Petrópolis. 
Pelo decreto-lei estadual nº 1056, de 31-12-1943, o distrito de São José passou a denominar-se Paranaúma. 
Por Ato das disposições constitucionais transitórias deste Estado, promulgado em 20-06-1947, o distrito de Paranaúma volta a denominar-se São José do Rio Preto. 
Em divisão territorial datada de I-VII-1960, o distrito de São José do Rio Preto ex-Paranaúma ex-São José, permanece no município de Petrópolis.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de I-VII-1983.
Elevado à categoria de município com a denominação de São José do Vale do Rio Preto, pela lei estadual nº 1255, de 15-12-1987, desmembrado de Petrópolis. Sede no antigo distrito de São José do Rio Preto. Constituído do distrito sede. Instalado em 01-01-1989.
Em "Síntese" de 31-XII-1994, o município é constituído do distrito sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007. 

Alterações toponímicas distritais 
São José do Rio Preto para simplesmente São José alterado, pelo decreto estadual nº 641, de 15- 12-1938.
São José para Paranaúma alterado, pelo decreto-lei estadual nº 1056, de 31-12-1943. 
Paranaúma para São José do Vale do Rio Preto alterado, por ato das disposições transitórias de 20- 06-1947.

Fonte: Biblioteca IBGE.