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História de Rio Espera, Minas Gerais - MG

Histórico do Município: Rio Espera, Minas Gerais - MG
Gentílico: rio-esperense

A região fora primitivamente habitada por índios, os quais, no entanto, nada lhe legaram, devido à sua condição atrasada e sua tendência para a ociosidade. Em 1710, partindo do arraial de Itaverava e atravessando a vau o rio Piranga, Manoel de Melo, que chefiava um grupo de exploradores paulistas, acampou no lugar onde é hoje a Praça da Piedade, o ponto mais central da cidade. Ali, após dividir seus chefiados em 3 turmas, ordenou que cada uma partisse em rumo diferente ficando à espera no local determinado, a fazer também explorações. Indo a Itaverava, acompanhado de sua gente, a fim de previnir víveres, voltou no ano seguinte com um número maior de aventureiros, lançando os fundadores de uma fazenda e continuando suas pesquisas.

Nestas, encontrou algum ouro de aluvião, mas não tendo a extração dado lucros, abandonou-a e passou a se dedicar á cultura de cereais e produtos de pequena lavoura, não sem dificuldades, pois nesse tempo a atividade era exercida por processo muito rudimentar. Fala-se de outros exploradores, estes portugueses, que encontraram no povoado onde hoje é a vila de Lamim, uma tribo de índios pacíficos, cujo chefe, já sexagenário, chamava-se Bacaia, e sua mulher, a índia Pataratara. Esses exploradores Francisco de Souza Rêgo, Pedro José da Rosa e José Pires Lamim, este falecido e sepultado no povoado, em memória do qual foi a vila chamada Lamim.

Os escravos africanos encontrados em Rio Espera, no seu primeiro meio de existência, eram numerosos, e contribuíram muito com sua disposição para o trabalho, atividade e muita saúde, para o progresso que pouco a pouco se notou no povoado.

Os habitantes do crescente arraial requereram ao Bispo de Mariana Provisão para ser erigida uma capela em honra a Nossa Senhora da Piedade. Tal Provisão concedida, não foi no entanto aproveitada, porque, tendo surgido desavenças com o abastado português Francisco de Souza Rêgo, que desejava que a capela se localizasse em sua fazenda, resultou de tais incompreensões o desaparecimento da Provisão. No entanto, o Bispo, novamente solicitado, fez nova concessão, não sem censurar Souza Rêgo, como culpado do desaparecimento da primeira.

Em 1760, foi demarcado o lugar para a construção da capela, tendo esta sido concluída depois de 5 anos, quando então foi celebrada a 1º missa, a 25 de dezembro de 1765, pelo padre Manoel Ribeiro Taborda, primeiro vigário de Itaverava

Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Nossa Senhora da Piedade da Boa Esperança, pelas leis provinciais nºs 471, de 01-06-1850 ou 1858, e lei estadual nº 2, de 14-09-1891, subordinado ao município de Piranga.

Elevada à categoria de município com a denominação de Rio Espera, pela lei estadual nº 556, de 30-08-1911, desmembrado de Piranga. Sede na antiga povoação de Nossa Senhora da Piedade da Boa Esperança. Constituído do distrito sede. Instalado em 01-06-1912

Nos quadros de apuração do recenseamento geral de 1-IX-1920, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.

Pelo decreto-lei estadual nº 148, de 17-12-1938, o município adquiriu o distrito de Lamim, do município de Conselheiro Lafaiete.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 2 distritos: Rio Espera e Lamim.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1950.

Pela lei nº 1039, de 12-12-1953, é criado o distrito de Piranguita (ex-povoado de Conceição da Piranguita) e anexado ao município de Rio Espera.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1955, o município é constituído de 2 distritos: Rio Espera e Piranguita.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.

Pela lei estadual nº 2764, de 30-12-1962, é criado o distrito de Rio Melo e anexado ao município de Rio Espera.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído de 3 distritos: Rio Espera, Piranguita e Rio Melo.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Alteração toponímica distrital
Nossa Senhora da Piedade da Boa Esperança para Rio Espera, alterado pela lei estadual nº 556, de 30-08-1911.

Fonte: Biblioteca do IBGE / Enciclopédia dos Municípios Brasileiros – Volume XXVII ano 1959.

História de Ervália, Minas Gerais - MG

Histórico do Município: Ervália, Minas Gerais - MG
Gentílico: ervalense

Refletindo o espírito eminentemente religioso dos colonizadores da região foi construído um templo conhecido por Capela Nova, nome esse que serviu de topônimo para o povoado, em seus primórdios. A fama de suas terras ubérrimas, desde logo atraiu para lá inúmeros forasteiros e já em meados de 1840, dado ao seu enorme surto de progresso, passou a gozar dos foros de Paróquia, filiada à de São Miguel do Anta.

Localidade afastada dos grandes centros, sem meios de comunicações eficientes, desprovidas de recursos médicos e farmacêuticos, passou a denominar-se São Sebastião dos Aflitos, nome que, por outro lado, caracterizava a fé ardente de um povo religioso, mas por outro, sua angústia permanente , sabendo-se isolado de qualquer assistência. Assim, por força da Lei provincial nº 654, de 17 de julho de 1853, teve o seu nome mudado para São Sebastião dos Aflitos, com o território desmembrado do município de Ubá.

Tomou o nome de São Sebastião do Herval, por efeito da Lei provincial nº 3387, datada de 10 de julho de 1886, em homenagem ao Marquez de Herval.

Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Capela Nova ex-povoado, pela Lei nº 147, de 1839, subordinado ao município de Ubá.

Pela Lei provincial nº 654, de 17-06-1853, Capela Nova passou a denominar-se São Sebastião dos Aflitos.

Pela Lei provincial nº 3387, de 10-07-1886, o distrito de São Sebastião dos Aflitos passou a denominar-se São Sebastião do Erval.

Pela Lei estadual nº 2, de 14-09-1891, veio confirmar a criação do distrito já denominado São Sebastião do Erval. Sob a mesma lei transfere o distrito já denominado São Sebastião do Erval do município de Ubá para o de Viçosa.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito figura no município de Viçosa.

Pela Lei estadual nº 843, de 07-09-1923, o distrito de São Sebastião do Erval passou a denominar-se simplesmente Erval.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito já denominado Erval figura no município de Viçosa.

Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.

Elevado à categoria de município com a denominação de Erval, pelo Decreto-lei estadual nº 148, de 17-12-1938, desmembrado de Viçosa. Sede no antigo distrito de Erval. Constituído de 2 distritos: Erval e Araponga, ambos desmembrados do município de Viçosa.

No quadro fixado, para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 2 distritos: Erval e Araponga.

Pelo Decreto-lei estadual nº 1058, de 31-12-1943, o município de Erval passou a denominar-se Ervália.

Por força do Decreto-lei estadual nº 1243, de 06-03-1945, devidamente autorizado pelo decreto-lei federal nº 7300, de 06-02-1945, é criado o distrito de Estevão Araújo e anexado ao município já denominado Ervália.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município é constituído de 3 distritos: Ervália, Araponga e Estevão Araújo.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.

Pela lei estadual nº 2764, de 30-12-1962, desmembra do município de Ervália os distritos de Araponga e Estevão Araújo, para formar o novo município de Araponga.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.


Alteração toponímica municipal
Erval para Ervália, alterado pelo Decreto-lei estadual nº 1058, de 31-12-1943.

Alterações toponímicas distritais
Capela Nova para São Sebastião dos Aflitos, alterado pela Lei nº 147, de 1839.

São Sebastião dos Aflitos para São Sebastião do Erval, alterado pela Lei provincial nº 3887, de
10-07-1886.

São Sebastião do Erval para Erval, alterado pela Lei estadual nº 843, de 07-09-1923. 

Transferência distrital
Pela Lei estadual nº 2, de 14-09-1892, transfere o distrito de São Sebastião do Erval de Ubá para o de Viçosa.

Fonte: Enciclopédia dos Municípios Brasileiros Volume XXV ano 1959.

História de Lamim, Minas Gerais - MG

Histórico do Município: Lamim, Minas Gerais - MG
Gentílico: laminense

Os primeiros habitantes da região Mata de Viçosa foram índios chefiados por Bocaia. Em 1710, os portugueses Francisco de Souza Rego, Pedro José Rosa e José Pires Lamim ergueram um rancho onde Francisco Souza Rego fez balançar a Bandeira do Divino Espírito Santo. Proprietário da Fazenda do Lamim, Francisco Rego e sua mulher erigiram uma capela dedicada ao Espírito Santo em 1760. Nove anos mais tarde, o casal constituiu o patrimônio da capela, em torno da qual surgiu o povoado.

A notícia da descoberta de ouro nos terrenos de Souza Rego, atraiu os vizinhos que chegaram para explorar o precioso metal. Posteriormente, passaram a se dedicar à agricultura e pecuária, desenvolvendo-se a partir daí o atual município.

O lugar tomou o nome de seu povoador José Pires Lamim, que faleceu aos 25 anos, e cuja capela foi erigida sobre sua sepultura para, assim, perpetuar sua memória.

Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Lamim, pela Lei provincial nº 1048, de 06-07-1859,

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Lamim, figura no município Queluz. .

Assim permanecendo em divisão territorial administrativa referente ao ano de 1933.

Pela Lei estadual nº 11274, de 27-03-1934, o município de Queluz tomou o nome de Conselheiro Lafaiete.

Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, o distrito de Lamim, figura no município de Conselheiro Lafaiete (ex-Queluz).

Pelo Decreto-lei estadual nº 148, de 17-12-1938, o distrito de Lamim foi transferido do município de Conselheiro Lafaiete para o novo município de Rio Espera.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o distrito de Lamim, figura no município de Rio Espera.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.

Elevado à categoria de município com a denominação de Lamim, pela Lei estadual nº 2764, de 30-12-1962, desmembrado de Rio Espera. Sede no atual distrito de Lamim. Constituído do distrito sede. Instalado em 01-03-1963.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Transferência distrital
Pelo Decreto-lei estadual nº 148, de 17-12-1938, transfere o distrito de Lamim do município de Conselheiro Lafaiete para o de Rio Espera.

Fonte: Biblioteca do IBGE

História de Brás Pires, Minas Gerais - MG

Histórico do Município: Brás Pires, Minas Gerais - MG
Gentílico: braspirense

Foi por volta de 1734 que Brás Pires Farinho, descendente de portuguêses e “homem forte e corajoso” se fixou nas terras do município que hoje tem seu nome.

Saindo de Guarapiranga (atual município de Piranga) onde se desaviera com poderosos da região, desceu o rio do mesmo nome até encontrar o Chopotó, seu principal afluente que subiu.

Fixando-se às margens do rio, Brás Pires casou-se pela segunda vez, com uma índia, cujo nome cristão era Sebastiana Cardoso, que lhe deu onze filhos. Do primeiro matrimônio, também com uma índia teve o aventureiro um filho, Luiz Pires, que tendo recebido educação eclesiástica em Portugal, tornou-se mais tarde o primeiro pároco do povoado.

De 1880 a 1885 gozou a comunidade de grande progresso. As estradas de ferro construídas na região passaram além das fronteiras do município, o que prejudicou sobremaneira seu desenvolvimento.

O topônimo, Brás Pires, retrata uma homenagem prestada ao fundador da cidade, Brás Pires de Farinha.

Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Braz Pires, pela lei estadual nº 2, de 14-09-1891.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Braz Pires, figura no município de Piranga.

Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.

Pelo decreto-lei estadual nº 148, de 17-12-1938, o distrito de Braz Pires foi transferido do município de Piranga para o novo município de Senador Firmino.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito de Braz Pires figura no município de Senador Firmino.

Pela lei estadual nº 336, de 27-12-1948, o distrito de Braz Pires passou a ser grafado Brás Pires.

Em divisão territorial datada de 1VII-1950, o distrito de Brás Pires, figura no município de Senador Firmino.

Elevado à categoria de município com a denominação Brás Pires, pela lei estadual nº 1039, de 12-12-1953, desmembrado de Senador Firmino. Sede no antigo distrito de Brás Pires.

Constituído do distrito sede. Instalado em 01-01-1954.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Retificação de Grafia
Braz Pires para Brás Pires, alterado pela lei estadual nº 336, de 27-12-1948.

Fonte: Biblioteca do IBGE / Enciclopédia dos Municípios Brasileiros – Volume XXIV ano 1858.

História de Guaraciaba, Minas Gerais - MG

Histórico do Município: Guaraciaba, Minas Gerais - MG
Gentílico: guaraciabense

As expedições que buscavam ouro deram origem ao povoamento da região onde hoje está o município, no início do séc. XVIII. Às margens do rio Piranga, na confluência com o rio Bacalhau, surgiu Barra do Bacalhau. Uma capela em homenagem a Sant'Ana foi erguida e, em 1848, o povoado tornou-se distrito. Em 1911, teve a denominação alterada para Santana de Guaraciaba e, com o nome reduzido para Guaraciaba, que significa "cabelos da cor do sol", emancipa-se em 1948.
Fonte: Secretaria da Cultura do Estado de Minas Gerais

Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Barra do Bacalhau, pelo Decreto de 14-07-1832, e Lei
nº 202, de 01-04-1841, artigo 1º 35, de 01-12-1873, e por Lei nº 2, de 14-09-1891, subordinado ao
município de Santa Rita do Turvo.

Pela Lei nº 2178, de 22-11-1875, o distrito de Barra do Bacalhau, foi transferido do município de Santa Rita do Turvo para o de Piranga.

Pela Lei provincial nº 3268, de 30-10-1884, muda a denominação de Barra do Bacalhau para Santana do Bacalhau.

Pela Lei estadual nº 2, de 14-09-1891, o distrito de Santana do Bacalhau passou a denominar-se Guaraciaba

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Guaraciaba, figura no município de Piranga.

Assim permanecendo em divisões territoriais datada de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.

Elevado à categoria de município com a denominação de Guaraciaba, pela Lei nº 336, de 27- 12-1948, desmembrado de Piranga. Sede no antigo distrito de Guaraciaba. Constituído do distrito sede. Instalado em 01-01-1949.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Alteração toponímica distrital
Barra do Bacalhau para Santana do Bacalhau, alterado pela Lei provincial nº 3268, de 30-10-1884.

Alteração toponímica municipal
Santana do Bacalhau para Guaraciaba, alterado pela Lei estadual nº 2, de 14-09-1891.

Transferência distrital
Pela Lei nº 2178, de 22-11-1875, transfere o distrito de Barra do Bacalhau do município de Santa
Rita do Turvo para o de Piranga

Fonte: Biblioteca do IBGE

História de Juiz de Fora, Minas Gerais - MG

Histórico do Município: Juiz de Fora, Minas Gerais - MG
Gentílico: juiz-forano ou juiz-forense

Por volta do ano de 1703, foi construída uma estrada chamada Caminho Novo. Esta ligava a região das minas ao Rio de Janeiro, facilitando o transporte do ouro extraído. Assim, a Coroa Portuguesa tentava evitar que o ouro fosse contrabandeado e transportado por outros caminhos, sem o pagamento dos altos tributos, que incidiam sobre toda extração.

O Caminho Novo passava pela Zona da Mata Mineira e, desta forma, permitiu maior circulação de pessoas pela região, que, anteriormente, era formada de mata fechada, habitada por poucos índios das tribos Coroados e Puris.

Às suas margens surgiram diversos postos oficiais de registro e fiscalização de ouro, que era transportado em lombos de mulas, dando origem às cidades de Barbacena e Matias Barbosa. Outros pequenos povoados foram surgindo em função de hospedarias e armazéns, ao longo do caminho, como o Santo Antônio do Paraibuna, que daria origem, posteriormente, à cidade de Juiz de Fora.

Nesta época, o Império passa a distribuir terras na região, para pessoas de origem nobre, denominada sesmarias, facilitando o povoamento e a formação de fazendas que, mais tarde, se especializariam na produção de café. Em 1853, a Vila de Santo Antônio do Paraibuna é elevada à categoria de cidade e, em 1865, ganha o nome de cidade do Juiz de Fora.Este nome tão característico - Juiz de Fora - gera muitas dúvidas quanto a sua origem.

Na verdade, o Juiz de Fora era um magistrado, do tempo colonial, nomeado pela Coroa Portuguesa, para atuar onde não havia Juiz de Direito. Alguns estudos indicam que um Juiz de Fora esteve de passagem na região e hospedou-se por algum tempo numa fazenda e que, mais tarde, próximo a ela, surgiria o povoado de Santo Antônio do Paraibuna.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Santo Antonio do Paraibuna, pela Lei Provincial n.º 472, 31-05-1850, e pela Lei n.º 2, de 14-09-1891, subordinado ao município de Barbacena.

Elevado à categoria de vila com a denominação de Santo Antonio do Paraibuna, pela Lei Provincial n.º 472, de 31-05-1850, desmembrado de Barbacena. Sede na povoação de Santo Antonio de Juiz de Fora. Constituído do distrito sede. Instalado em 07-04-1853. Sob a mesma lei é criado o distrito de São José do Rio Preto, e anexado ao município de Juiz de Fora.

Pela Lei Provincial n.º 759, de 02-05-1856, o município de Santo Antonio de Paraibuna passou a denominar-se simplesmente Paraibuna.

Pela Lei Provincial n.º 865, de 14-05-1858, e Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de São Francisco de Paula e anexado ao município de Paraibuna.

Pela Lei Provincial n.º 1.262, de 19-12-1865, o município de Paraibuna passou a denominar-se Juiz de Fora.

Pelo Alvará de 1752, e Lei Provincial n.º 576, de 05-05-1852, confirmado pela Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de São Pedro de Alcântara e anexado ao município de Juiz de Fora.

Pela Lei Provincial n.º 2.627, de 07-01-1880, e Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Sarandi e anexado ao município de Juiz de Fora.

Pela Lei Provincial n.º 2.921, de 26-09-1882, e Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, são criados os distritos de Rosário e Vargem Grande e anexado ao município de Juiz de Fora.

Pela Lei Provincial n.º 3.276, de 30-10-1884, e Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Chácara e anexado ao município de Juiz de Fora.

Pela Lei Provincial n.º 3.302, de 27-08-1885, e Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Matias Barbosa e anexado ao município de Juiz de Fora.

Pela Lei Provincial n.º 3.720, de 13-08-1889, e Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Santana do Deserto e anexado ao município de Juiz de Fora.

Por Alvará de 1810, e Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Chapéu d’Uvas e anexado ao município de Juiz de Fora.

Pelo Decreto Estadual n.º 442, de 24-03-1891, o distrito de Chapéu d’Uvas passou a denominar-se Paula Lima.

Pelo Decreto Estadual n.º 158, de 31-07-1890, e Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Água Limpa e anexado ao município de Juiz de Fora.

Pelo Decreto Estadual n.º 64, de 12-05-1890, e Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Pôrto das Flores e anexado ao município de Juiz de Fora.

Pela Lei Estadual n.º 556, de 30-08-1911, foram criados os distritos de Benfica e Mariano Procópio e anexados ao município de Juiz de Fora.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 15 distritos: Juiz de Fora, Água Limpa, Benfica, Chácara, Mariano Procópio, Matias Barbosa, Paula Lima, Pôrto das Flores, Rosário, Santana do Deserto, São Francisco de Paula, São José do Rio Prêto, São Pedro de Alcântara, Sarandi e Vargem Grande.

Nos quadros de apuração do recenseamento geral de I-IX-1920, o município é constituído de 14 distritos: Juiz de Fora, Água Limpa, Chácara, Mariano Procópio, Matias Barbosa, Paula Lima, Pôrto das Flores, Rosário, Santana do Deserto, São Francisco de Paula, São José do Rio Prêto, São Pedro de Alcântara, Sarandi e Vargem Grande. Não figurando o distrito de Benfica.

Pela Lei Estadual n.º 843, de 07-09-1923, desmembra do município de Juiz de Fora os distritos de Matias Barbosa, São Pedro de Alcântara e Santana do Deserto, para formar o novo município de Matias Barbosa. Pela referida lei o distrito de São José do Rio Preto tomou a denominação de Torreão.

Pela Lei Estadual n.º 955, de 04-09-1927, o distrito de Torreão passou a chamar-se São José das Três Ilhas.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 11 distritos: Juiz de Fora, Água Limpa, Chácara, Mariano Procópio, Paula Lima, Porto das Flores, Rosário, São Francisco de Paula, São José das Três Ilhas (ex-São José do Rio Prêto), Sarandi e Vargem Grande.

Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937. Pelo Decreto-lei Estadual n.º 148, de 17-12-1938, desmembra do município de Juiz de Fora o distrito de Rosário, para formar o novo o município de Bias Fortes. Sob o mesmo decreto, o distrito de Água Limpa é transferido do município de Juiz de Fora para o de Rio Novo. Extingue o distrito de Mariano Procópio, anexando suas terras ao distrito sede do município de Juiz de Fora. Este mesmo decreto altera o topônimo São José das Trilhas para Três Ilhas.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 8 distritos: Juiz de Fora, Chácara, Paula Lima, Pôrto das Flores, São Francisco de Paula, Sarandi, Três Ilhas (ex-São José das Três Ilhas) e Vargem Grande.

Pelo Decreto-lei Estadual n.º 1.058, de 31-12-1943, o distrito de Água Limpa deixa de pertencer a Rio Novo para ser anexado novamente ao município de Juiz de Fora. Sob o mesmo decreto os distritos tiveram as seguintes modificações: Vargem Grande passou a denominar-se Ibitiguaia, Sarandi a chamar-se Sarandira, São Francisco de Paula tomou o nome de Torreões.

No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 9 distritos: Juiz de Fora, Chácara, Água Limpa, Augusto Franco, Ibitiguaia (ex-Vargem Grande), Paula Lima, Pôrto das Flores, Sarandira (ex-Sarandi) Torreões (ex-São Francisco de Paula) e Três Ilhas.

Pela Lei Estadual n.º 336, de 27-12-1948, o distrito de Água Limpa passou a denominar-se Coronel Pacheco. Sob a mesma lei Juiz de Fora adquiriu do município de Bias Fortes o distrito de Rosário de Minas (ex-Augusto Franco).

Em divisão territorial datada de 1VII-1955, o município é constituído de 10 distritos: Juiz de Fora, Chácara, Coronel Pacheco (ex-Água Limpa), Ibitiguaia, Paula Lima, Porto das Flores, Rosário de Minas, Sarandira, Torreões e Três Ilhas.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de I-VII-1960.

Pela Lei Estadual n.º 2.764, de 30-12-1962, desmembra do município de Juiz de Fora os distritos de Ibitiguaia, Porto das Flores e Três Ilhas, para formar o novo município com a denominação de Belmiro Braga. A referida lei desmembra do município de Juiz de Fora os distritos de Chácara e Coronel Pacheco elevando-os à categoria de município. Sob a mesma lei é criado o distrito de Benfica de Minas e anexado ao município de Juiz de Fora.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído de 6 distritos: Juiz de Fora, Benfica de Minas, Paula Lima, Rosário de Minas, Sarandira e Torreões.

Pela Lei Estadual n.º 4.935, de 10-09-1968, o distrito de Benfica de Minas é extinto, sendo seu território anexado ao distrito sede de Juiz de Fora.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1971, o município é constituído de 5 distritos: Juiz de Fora, Paula Lima, Rosário de Minas, Sarandira e Torreões.

Pela Lei Estadual n.º 6.769, de 13-05-1976, o distrito de Paula Lima é extinto, sendo seu território anexado ao distrito sede de Juiz de Fora.

Em divisão territorial datada de I-I-1979, o município é constituído de 4 distritos: Juiz de Fora, Rosário de Minas, Sarandira e Torreões.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Fonte: Biblioteca do IBGE

História de Porto Firme, Minas Gerais - MG

Histórico do Município: Porto Firme, Minas Gerais - MG
Gentílico: porto-firmense

Os primeiros habitantes foram exploradores que se estabeleceram na região, comandados pelo paulista João de Siqueira Afonso, com a finalidade inicial da exploração do ouro, nos fins do século XVII; após a cata daquele metal, que foi se tornando cada vez mais raro, os moradores intensificaram a prática da agricultura, e com ela a consolidação do povoado.

Originalmente o povoado se chamou tapera, acreditando-se que esta denominação tenha se originado das construções rústicas que abrigou os primeiros moradores; posteriormente passou a chamar-se Porto Seguro, e, finalmente Porto Firme.

Acredita-se que o rio piranga, afluente do rio doce, tenha desempenhado importante papel como via de acesso à região, tendo sido portanto o povoado tapera, um porto fluvial, ocasionando daí as futuras denominações que receberia o povoado e depois a cidade.

O povoado desenvolveu-se desde o final do século XVII, pertencendo inicialmente ao município de Piranga. a lei nº 843 de 1923 criou o distrito de Porto Seguro, ainda pertencente ao município de Piranga. o decreto lei nº 1039 de 12 de dezembro de 1953, elevou o distrito com o nome de Porto Firme, sendo portanto este ano, o da emancipação político administrativa do município.

Judiciariamente o município de Porto Firme continua subordinado à comarca de Piranga.
Formação Administrativa 
Distrito criado com a denominação de Porto Seguro, pela lei provincial nº 2402, de 05-09- 1877, e lei estadual nº 2, de 14-09-1891, subordinado ao município de Piranga. 

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Porto Seguro, figura no município de Piranga. 

Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937. 

Pelo decreto-lei estadual nº 1058, de 31-12-1943, o distrito de Porto Seguro tomou a denominação de Porto Firme. 

No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o distrito de Porto Firme (ex-Porto Seguro), figura no município de Piranga. 

Elevado à categoria de município com a denominação de Porto Firme, pela lei nº 336, de 27- 12-1948, desmembrado de Piranga. 

Sede no antigo distrito de Porto Firme. Constituído do distrito sede. Instalado em 01-01-1949. 

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído do distrito sede. 

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007. 

Alteração toponímica distrital 
Porto Seguro para Porto Firme, alterado pelo decreto-lei estadual nº 1058, de 31-12-1943.

Fonte: IBGE Cidades / Biblioteca do IBGE.

História de São Miguel do Anta, Minas Gerais - MG

Histórico do Município:São Miguel do Anta, Minas Gerais - MG
Gentílico: são-miguelense

Não guardou a tradição local o nome dos primeiros brancos a se estabelecerem na região que veio a formar o município; quanto aos que deram origem à povoação que veio a ser a sede, sabe-se que, em 1810, pouco mais ou menos, dois possuidores de grandes latifúndios doaram terreno ao patrimônio de uma ermida que eles próprios construíram com a ajuda de outros proprietários das imediações. Foram esses primeiros doadores Joaquim Pereira e Domingos Gomes, e a padroeira local Nossa Senhora da Conceição.

Em torno a essa pequenina igreja, fixaram-se outros brancos em casas ao estilo da época, isto é, pau-a-pique e cobertura de sapé ou telha vã. Os primeiros moradores dessas casas foram Pedro Nolasco e Ovídio Lana que, mais tarde, por serem devotos de São Miguel, resolveram formar o topônimo São Miguel do Anta, por pertencer o povoado ao distrito do Anta, município de Mariana.

Tendo como orago São Miguel e subordinada à diocese de Mariana foi criada a paróquia em 1866, pela Provincial 1038. 

A agricultura foi o principal fator a influir na decisão dos que primeiro se fixaram e a principal atividade econômica desde os primórdios até nossos dias.

Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de São Miguel do Anta, pela lei provincial nº 1308, de 05-11-1886, e lei estadual nº 2, de 14-09-1891, subordinado a vila de Ponte Nova.

Pela lei provincial nº 1817, de 30-09-1871, o distrito de São Miguel do Anta foi transferido do município de Ponte Nova para a vila de Viçosa de Santa Rita.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de São Miguel do Anta figura no município de Viçosa (ex-Viçosa de Santa Rita).

Assim permanecendo nos quadros de apuração do recenseamento geral de 1-IX-1920.

Pela lei estadual nº 843, de 07-09-1923, o distrito de São Miguel do Anta perdeu parte do seu distrito para constituir o novo distrito de Canas.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de São Miguel figura no município de Viçosa.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1950.

Elevado à categoria de município com a denominação de São Miguel do Anta, pela lei nº 1039, de 12-12-1953, desmembrado de Viçosa. Sede no antigo distrito de São Miguel do Anta. Constituído de 2 distritos: São Miguel do Anta e Canaã, ambos desmembrados de Viçosa. Instalado em 01-01-1954.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1955, o município é constituído de 2 distritos: São Miguel do Anta e Canaã.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.

Pela lei estadual nº 2674, de 30-12-1962, desmembra do município de São Miguel do Anta. o distrito de Canaã. Elevado à categoria de município.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Fonte: Biblioteca IBGE / Enciclopédia dos Municípios Brasileiros – Volume XXVII ano 1959.

História de Pedra do Anta, Minas Gerais - MG

Histórico do Município:Pedra do Anta, Minas Gerais - MG
Gentílico: antense

O primeiro núcleo de povoamento apareceu por volta de 1829, em torno de uma capela, confiada à guarda do padre Ângelo da Silva Peçanha, que se firmara na região, cuidando da catequese dos índios e assistência espiritual aos colonizadores que chegavam ao povoado.

A primeira denominação do povoado foi Anta, pois a região pertencia, na época, ao distrito de Anta, do município de Mariana.

Em 1843 pertencia à Ponte Nova, e tinha como padroeiro São Sebastião. Foi elevado à categoria de distrito, ainda em 1843, com o nome de São Sebastião de Pedra do Anta, pertencendo politicamente ao município de Viçosa.

Permaneceu como distrito de Viçosa até 1938, quando passou a constituir distrito pertencente ao recém criado município de Teixeiras, desmembrado do município de Viçosa.

A lei nº 2.764 de 30 de dezembro de 1962, deu finalmente foros de cidade à vila, emancipando política e administrativamente, passando a constituir o novo município de Pedra do Anta.

Formação Administrativa 
Distrito criado com a denominação de São Sebastião da Pedra do Anta, pela lei provincial nº 385, de 09-10-1848, e lei estadual nº 2, de 14-09-1891, subordinado ao município de Viçosa.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de São Sebastião da Pedra do Anta, figura no município de Viçosa.

Assim permanecendo no quadro de apuração do recenseamento geral de 1-IX-1920.

Pela lei estadual nº 843, de 07-09-1923, o distrito de São Sebastião da Pedra do Anta, tomou a denominação de Pedra do Anta.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Pedra do Anta (ex-São Sebastião da Pedra do Anta), figura no município de Viçosa.

Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.

Pelo decreto-lei estadual nº 148, de 17-12-1938, o distrito de Pedra do Anta, foi transferido do município de Viçosa para o novo município de Teixeiras.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito de Pedra do Anta, figura no município de Teixeiras.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.

Elevado á categoria de município com a denominação de Pedra do Anta, pela lei estadual nº 2764, de 30-12-1962, desmembrado de Teixeiras. Sede no antigo distrito de Pedra do Anta. Constituído do distrito. Instalado em 01-03-1963.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Alteração toponímica distrital 
São Sebastião da Pedra do Anta para Pedra do Anta, alterado pela lei estadual nº 843, de 07-09- 1923. 

Transferência distrital 
Pelo decreto-lei estadual nº 148, de 17-12-1938, transfere o distrito de Pedra do Anta do município de Viçosa para o de Teixeiras.

Fonte: Biblioteca IBGE / IBGE Cidades.

História de Governador Valadares, Minas Gerais - MG

Histórico do Município: Governador Valadares, Minas Gerais - MG
Gentílico: valadarense

No século XIX, o Vale do Rio Doce foi repartido em Divisões Militares como estratégia de guerra ofensiva aos índios Botocudos. As tarefas principais dos quartéis eram ocupar o território, promover a perseguição sistemática dos índios, expulsando-os das margens dos rios, e, principalmente, dar proteção aos colonos e garantir a navegação e o comércio no Rio Doce. Neste contexto de luta é que surgiu a localidade que, mais tarde, deu origem ao distrito de Figueira, atual Governador Valadares.
A primeira ocupação foi em Baguari, onde foi instalado um quartel. Em 1818, um segundo quartel foi levantado poucos quilômetros abaixo, com o nome de Dom Manoel. Em torno deste quartel funcionou o Porto de Canoas, que atendia ao serviço militar e a um pequeno comércio. O lugar recebeu a denominação de Figueira desde os primeiros tempos. Era distrito de Peçanha. Beneficiado pela posição estratégica, podendo escoar a produção proveniente do Vale do Suaçuí e do Santo Antônio, logo se tornou um pequeno entreposto comercial.

Em 1907, foi inaugurada a estação ferroviária da Estrada de Ferro Vitória-Diamantina (Vitória-Minas), na localidade de Derribadinha, às margens do Rio Doce, no lado oposto ao povoado de Figueira. Em torno da estação, formou-se um vilarejo onde se instalaram fornecedores da estrada de ferro e um pequeno movimento comercial. Mas, três anos depois, com a construção da ponte sobre o Rio Doce e a inauguração da estação de Figueira, no dia 15 de agosto de 1910, todo o fluxo dinâmico se transfere e se consolida a posição desta vila como entreposto comercial da região. Com a estrada de ferro, chegaram os comerciantes e expandiram-se as plantações de café e a extração da madeireira de lei.

Dos antigos habitantes do arraial, destacou-se Serra Lima, filho do comandante do Quartel Dom Manoel. A sua história está intimamente ligada ao traçado urbanístico de Governador Valadares. Ele era carpinteiro e trabalhou como auxiliar. A tradição popular atribuiu a Serra Lima a autoria do traçado urbano de Governador Valadares.

No início dos anos 1920, a vida urbana de Figueira girava em torno de umas poucas ruas às margens do rio. Os trilhos da estrada de ferro ficavam à esquerda e o rio passava à direita, no sentido Oeste-Leste. O café e a madeira eram os produtos que sustentavam a receita da Estrada de Ferro Vitória-Minas. Além de receber a produção de café e madeira, destinada à ferrovia, Figueira passou a contar com tropeiros vindos de longe, carregados de toda sorte de mercadorias, como feijão, milho, farinha, rapadura, queijo e toucinho. De volta, levavam o sal, querosene, cortes de tecidos, ferramentas e utensílios diversos.

A pecuária não tinha ainda a expressão que viria a adquirir na década de 40, mas já tinha na invernada a sua característica marcante, ou seja, a engorda do gado para os grandes mercados consumidores. Isso influenciou o tipo-padrão de fazenda que se formou no distrito de Figueira, marcada pela ausência de investimentos nas propriedades rurais e pelas construções modestas e precárias, diferentes da fazenda típica de Minas Gerais. Os fazendeiros residiam na cidade e, muitos deles, também eram comerciantes.

Em 1930, Figueira contava com uma população de 2.103 habitantes e tinha a aparência de um lugarejo pobre, perdido no meio da floresta, que ainda continuava de pé. Porém, não duraria muito tempo, pois tinha se iniciado a era da siderurgia a carvão vegetal e a das serrarias estava próxima. Nos anos 1930, duas obras foram importantes: a abertura das estradas de rodagem de Figueira a Peçanha e a Itambacuri, de onde já havia comunicação com a cidade de Teófilo Otoni. A dinâmica econômica criada pela estrada de ferro possibilitou a inauguração da primeira agência bancária, em 1931.

Em 1935, foi formado o Partido Emancipador de Figueira, destinado a comandar a luta pró-emancipação. Em 31 de dezembro de 1937, finalmente, foi criado o Município de Figueira.


Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Santo Antônio da Figueira, pela Lei Provincial n.º 3.198, de 23-09-1884, e pela Lei n.º 02, de 14-09-1891, subordinado ao município de Peçanha.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Santo Antônio da Figueira figura no município de Peçanha.

Assim permanecendo nos quadros de apuração do recenseamento geral de I-IX-1920.

Pela Lei Estadual n.º 843, de 07-09-1923, o distrito de Santo Antônio da Figueira passou a denominar-se simplesmente Figueira e perdeu território para constituir o distrito de Chonin, no mesmo município de Peçanha.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Figueira, figura no município de Peçanha.

Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.

Elevado à categoria de município com a denominação de Figueira, pelo Decreto-lei Estadual n.º 32, de 31-12-1937, desmembrado de Peçanha. Sede no antigo distrito Figueira. Constituído de 2 distritos: Figueira e Chonin.

Pelo Decreto-lei Estadual n.º 148, de 17-12-1938, o município de Figueira passou a denominar-se Governador Valadares. Pelo mesmo Decreto-lei é criado o distrito de São Félix e anexado ao município de Governador Valadares (ex-Figueira).

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município aparece constituído de 5 distritos: Governador Valadares, Brejaubinha, Chonin, Naque e São Félix.

Pelo Decreto-lei Estadual de 31-12-1943, desmembra do município de Governador Valadares os distritos de Naque e Felicina (ex-São Félix), para formar o novo município de Açucena.

No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 3 distritos: Governador Valadares, Brejaubinha e Chonin.

Pela Lei n.º 336, de 27-12-1948, é criado o distrito de Alpercata ex-povoado e anexado ao município de Governador Valadares.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município é constituído de 4 distritos: Governador Valadares, Alpercata, Brejaubinha e Chonin.

Pela Lei n.º 1.039, de 12-12-1953, são criados os distrito de Alto de Santa Helena, Baguari, Derribadinha, Penha do Cassiano, São José das Tronqueiras, São Vitor e Vila Matias todos ex-povoado e anexados ao municípios de Governador Valadares.

Em divisão territorial datada de I-VII-1955, o município de Governador Valadares é constituído de 11 distritos: Governador Valadares, Alto de Santa Helena, Baguari, Alpercata, Brejaubina., Chonin, Derribadinha, Penha do Cassiano, São José das Tronqueiras, São Vitor e Vila Matias.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de I-VII-1960.

Pela Lei Estadual n.º 2.764, de 30-12-1962, desmembra do município de Governador Valadares os distritos Alpercata e Vila Matias e elevando à categoria de município.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído de 9 distritos: Governador Valadares, Alto de Santa Helena, Baguari, Brejaubina., Chonin, Derribadinha, Penha do Cassiano, São José das Tronqueiras e São Vitor.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1993.

Pela Lei n.º 3.742, de 15-06-1993, o distrito de São José das Tronqueiras é extinto.

Pela Lei Municipal n.º 3.765, de 05-08-1993, é criado o distrito de Vila Nova Floresta e anexado ao município de Governador Valadares.

Pela Lei Municipal n.º 3.768, de 09-08-1993, é criado o distrito de Goiabal com a área do extinto distrito de São José das Tronqueiras e anexado ao município de Governador Valadares.

Pela Lei Municipal n.º 3.769, de 09-08-1993, é criado o distrito de Santo Antônio do Pontal e anexado ao município de Governador Valadares.

Pela Lei Municipal n.º 3.779, de 14-09-1993, é criado o distrito de Chonin de Baixo e anexado ao município de Governador Valadares.

Pela Lei Municipal n.º 3.790, de 28-09-1993, é criado o distrito de São José do Itapionã e anexado ao município de Governador Valadares.

Em divisão territorial datada de 1995, o município é constituído de 13 distritos: Governador Valadares, Alto de Santa Helena, Baguari, Brejaubina, Chonin, Derribadinha, Goiabal, Penha do Cassiano, Santo Antônio do Pontal, São José das Tronqueiras, São José do Itapionã, São Vitor e Vila Nova Floresta.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2001.
Em divisão territorial datada de 2003, o município é constituído de 13 distritos: Governador Valadares, Alto de Santa Helena, Baguari, Brejaubina, Chonin, Chonin de Baixo, Derribadinha, Goiabal, Penha do Cassiano, Santo Antônio do Pontal, São José do Itapionã, São Vitor e Vila Nova Floresta.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Fonte: IBGE Cidades.

História de Ubá, Minas Gerais - MG

Histórico do Município:Ubá, Minas Gerais - MG
Gentílico: ubaense

A palavra Ubá, em tupi-guarani, significa canoa de uma só peça escavada em tronco de árvore. É também o nome popular da gramínea "Gynerun Sagittatum", de folha estreita, longilínea e flexível, em forma de cano, utilizada pelos índios na confecção de flechas de caça e combate, e encontradas em toda a extensão das margens do ribeirão que corta a cidade. O nome do Rio Ubá se deu justamente pela existência dessas gramíneas. 

A colonização da bacia do Rio Pomba deu-se, inicialmente, a partir da decadência das atividades de mineração. Em fins do século XVIII e início do século XIX, várias famílias deixaram Mariana, Ouro Preto, Guarapiranga e outros centros de extração à procura de terras férteis e propícias à agricultura, onde pudessem desenvolver atividades de renda mais estável e segura.
As regiões banhadas pelo Rio Turvo, Chopotó, Pomba e outros, eram assediadas devido à ocorrência de florestas que prestaram à extração de madeira e que, até então, eram habitadas por índios (chopós, croatos e puris) e por aventureiros. Esses fundaram fazendas que prosperaram e deram início à formação de núcleos de população, que hoje são cidades florescentes, entre as quais, a cidade de Ubá. 

Em novembro de 1767, o Padre Manoel de Jesus Maria foi encarregado de catequizar os índios, preparando as bases para a entrada dos donos de sesmarias, iniciando, assim, a organização de um grande aldeamento central.

No período de 1797 a 1798 foram doadas as primeiras sesmarias localizadas em terras desocupadas e nas cabeceiras, encostas e margens do Rio Ubá. Nesta época, Bernardo Antônio de Lorena, do conselho do rei D. João VI, era governador da capitania de Minas Gerais. 

Em 1805, o capitão Mor Antônio Januário Carneiro, natural de Calambau e o seu cunhado, comendador José Cesário de Faria Alvim, adquiriram várias sesmarias até então pertencentes ao município de São João Batista do Presídio, hoje Visconde do Rio Branco, trazendo suas famílias, escravos e rebanhos. Fundaram, assim, a atual cidade de Ubá. 

Neste período, segundo acordo firmado entre o Vaticano e os reis católicos, quando fosse fundada uma povoação nos países colonizados, em primeiro lugar deveria ser construída uma igreja como marco inicial. 

Enquanto os primeiros donos das terras situadas às margens do Rio Ubá se preocupavam com suas fazendas, Antônio Januário Carneiro idealizou fundar uma povoação. Seu primeiro passo foi liderar um movimento para assinar a petição requerendo o alvará para a construção da igreja, a qual deveria ser provida de parâmetros para que pudesse ser consagrada ao seu orago (santo de invocação que dá nome à capela). 

Para promover esta povoação, o capitão Mor trouxe todos os operários necessários para a construção da igreja, dando-lhes pequenas glendas de terras, moradia e alimentos, enquanto não pudesse ter abastecimento próprio pelo cultivo da terra. Foi também por seu intermédio que dezenas de famílias vieram em princípio do século XIX, para o povoado que estava se formando, como os Vieira de Andrade, Faria Alvim, Ferreira Valente, Martins Pacheco e outros mais. 

A capela foi construída sob a devoção de São Januário. Com seu crescimento, o arraial foi elevado à paróquia de São Januário de Ubá, em 1841. O desenvolvimento do povoado se deu gradativamente ao redor da paróquia e em direção à estrada que levaria à Guarapiranga, onde foram edificadas as primeiras residências em sapé. Esse povoado recebeu o nome de São Januário de Ubá. Devido ao desenvolvimento da paróquia e das atividades dos habitantes, principalmente a cultura do café, em 1854 o povoado recebeu o foro de vila e, em 1857, foi elevada à categoria de cidade com o nome de Ubá. 

Nesse período colonial, a terra tinha pouco valor, pois tudo estava por fazer e o produto primário era o grande objetivo da transformação, tornando a mão-de-obra do campo a principal fonte de renda. O escravo tornou-se peça fundamental para o desenvolvimento agrícola da região, chegando a valer, nessa época, mais do que 30 alqueires de terra. 

Somente após 1810 houve incentivo ao tráfico de escravos que, com sua capacidade de cultura à terra e seu adestramento nos trabalhos da Casa Grande, contribuíram bastante para a economia cafeeira de Ubá. 

A chegada dos imigrantes italianos proporcionou um aumento nas diversas culturas, principalmente na fumageira. A imigração ocorreu em duas épocas distintas e procedências diferentes. A primeira fase correspondeu ao ingresso de imigrantes provenientes do sul da Itália que traziam como vantagem sua variadas profissões: artesãos, alfaiates, comerciantes, operários, ferreiros, caldeireiros e marceneiros. Contudo, não eram agricultores, mas colaboravam, para a melhoria da cidade de Ubá, que na época não contava com luz, calçamento, saneamento básico, como todas as demais cidades da Zona da Mata. A segunda fase correspondeu à chegada de imigrantes provenientes do norte da Itália, que chegaram aqui somente após a abolição da escravatura, em 1888. Ao contrário dos primeiros, esses eram camponeses organizados e disciplinados que vieram substituir o trabalho escravo, dando a Ubá um novo impulso econômico.

Os imigrantes tiveram importante participação na evolução do município sob aspectos políticos, econômicos e sociais, tendo sido um dos poucos municípios do estado onde os italianos permaneceram após a crise agrícola no país, com a queda do preço do café. Nesta época houve grande fuga dos colonos, principalmente italianos, que saíam do estado de Minas Gerais em direção ao estado de São Paulo. Aproveitando a baixa geral dos imóveis, adquiriram grandes extensões de terra. Compravam fazendas e subdividiam-nas em várias propriedades, fato que gerou grande atração aos colonos vindos de outras regiões. 

Hoje, o município de Ubá é um dos maiores do país, devido a esta grande subdivisão de terras. A partir dessa característica de parcelamento do solo, desaparece o latifúndio e, com ele, a monocultura do café, dando lugar à policultura do fumo, cereais, cebola, batata, pimentões, tomates, entre outros. Houve, em conseqüência, um decréscimo no setor agrícola da economia. Mais recentemente, o setor secundário, principalmente a indústria moveleira, passou a ser a atividade econômica mais importante de Ubá.
Casas antigas na cidade de Ubá (MG) - 1958

Formação Administrativa

Distrito criado, com a denominação de Arraial de São Januário do Ubá, pela Lei Provincial n.º 209, de 03-04-1841, e pela Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891. 
Elevado à categoria de vila, com a denominação de Arraial de São Januário de Ubá, pela Lei Provincial n.º 654, de 17-06-1853. Sede na vila de São João Batista do Presídio. Instalado em 12-05-1854. 
Pela Lei Provincial n.º 758, de 02-05-1856 e pela Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Santana do Sapé e anexado à vila Arraial de São Januário de Ubá. 
Pela Lei Provincial n.º 806, de 03-07-1857, a vila de Arraial de São Januário do Ubá passou a denominar-se Ubá.
Pela Lei Provincial n.º 1.492, de 13-07-1868, é criado o distrito de São José do Paraopeba e anexado à vila de Ubá. 
Pela Lei Provincial n.º 1573, de 22-07-1868, a vila de Ubá foi extinta, sendo seu território anexado ao município de Rio Branco. 
Elevado novamente à categoria de vila com a denominação de Ubá, pela Lei n.º 1.755, de 30-03-1871, sendo desmembrado de Rio Branco. Sede no atual distrito de São Januário. Constituído do distrito sede.
Elevado à condição de cidade, com a denominação de Ubá, pela Lei Provincial n.º 806, de 03-07-1875. 
Pela Lei Provincial n.º 2.500, de 12-11-1878, o distrito de São José do Paraopeba tomou o nome de São José do Tocantins. 
Pela Lei Provincial n.º 3.442, de 28-09-1887, é criado o distrito de Santo Antônio das Marianas e anexado ao município de Ubá. 
Pela Lei Estadual n.º 556, de 30-08-1911, foram criados os distritos de Divino e São Sebastião da Boa Esperança do Rodeiro e anexados ao município de Ubá. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911 o município aparece constituído de 7 distritos: Ubá, Boa Esperança, Divino, São Sebastião da Boa Esperança do Rodeiro, Santana de Sapé, Santo Antônio das Marianas e São José de Tocantins.
Nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de 1-IX-1920, o município é constituído de 6 distritos: Ubá, Divino, São Sebastião da Boa Esperança do Rodeiro, Santana de Sapé, Santo Antônio das Marianas e São José de Tocantins, não figurando o distrito de Boa Esperança. 
Pela Lei Estadual n.º 843, de 07-09-1923, o município sofreu as seguintes modificações: o distrito de Divino tomou o nome de Divino de Ubá; São Sebastião da Boa Esperança do Rodeiro teve o topônimo alterado para Rodeiro; Santana do Sapé tomou a denominação de Sapé; São José do Tocantins tomou a denominação de Tocantins e Santo Antônio das Marianas passou a chamar-se Tuiutinga, sendo transferido do município de Ubá para o de Rio Branco. Ainda, Ubá adquiriu do município de Piranga o distrito de Conceição do Turvo. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933 o município é constituído de 6 distritos: Ubá, Conceição do Turvo, Divino de Ubá, Rodeiro, Sapé e Tocantins. Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937. 
Pelo Decreto-lei Estadual n.º 148, de 17-12-1938, é desmembrado do município de Ubá o distrito de Conceição do Turvo, elevado à categoria de município com a denominação de Senador Firmino. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939 a 1943, o município é constituído de 5 distritos: Ubá, Divino de Ubá, Rodeiro, Sapé e Tocantins. 
Pelo Decreto-lei Estadual n.º 1.058, de 31-12-1943, o distrito de Sapé tomou o nome de Guidoval. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944 a 1948, o município é constituído de 5 distritos: Ubá, Divino de Ubá, Guidoval, Rodeiro e Tocantins.
A Lei n.º 336, de 27-12-1948, desmembra do município de Ubá os distritos de Guidoval e Tocantins, elevando-os à categoria de município. Pela mesma Lei é criado o distrito de Ubarí (ex-povoado de Convento), com terras desmembradas dos distritos de Ubá e Divino de Ubá, e anexado ao município de Ubá. 
Em divisão territorial datada de 1-VII-1950 o município é constituído de 4 distritos: Ubá, Divino de Ubá, Rodeiro e Ubarí. 
Pela Lei n.º 1.039, de 12-12-1953, é criado o distrito de Diamante de Ubá (ex-povoado de Diamante), com terras desmembradas do distrito de Rodeiro, e anexado ao município de Ubá. 
Em divisão territorial datada de 1-VII-1955 o município é constituído de 5 distritos: Ubá, Diamante de Ubá, Divino de Ubá, Rodeiro e Ubarí. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960. 
A Lei Estadual n.º 2.764, de 30-12-1962, desmembra do município de Ubá os distritos de Rodeiro e Divino de Ubá elevando-os à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 3-1XII-1963 o município é constituído de 3 distritos: Ubá, Diamante de Ubá e Ubarí. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-I-1979. 
Pela Lei Estadual n.º 8.285, de 08-10-1982, é criado o distrito de Miragaia e anexado ao município Ubá. 
Em divisão territorial datada de 1988, o município é constituído de 4 distritos: Ubá, Diamante de Ubá, Miragaia e Ubarí. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2014.

Fonte: IBGE Cidades.

História de Ponte Nova Minas Gerais - MG

Histórico do Município: Ponte Nova Minas Gerais - MG 
Gentílico: ponte-novense

A segunda metade do século XVIII, uma comissão incumbida oficialmente de abrir uma estrada para a capitania do Espírito Santo fez construir uma passagem provisória sobre o rio Piranga, a partir de sua margem esquerda . A passagem não resistiu por muito tempo, construindo-se no mesmo local, por determinação das autoridades, uma ponte apoiada em pilares de pedra e que logo seria denominada ponte nova, origem do topônimo do Município. 

As primeiras habitações começaram a surgir em 1770, quando o padre João do Monte Medeiros, obtendo provisão para construir uma capela sob o orago de São Sebastião e Almas de Ponte Nova, filiada a paróquia de Furquim, cedeu em doação, para patrimônio do pequeno templo, um terreno entre o córrego do Vau-Açu e a sesmaria da Vargem.

Em outubro de 1832, o curato foi elevado a paróquia. Foi seu primeiro pároco o padre João José de Carvalho, que se empossou a 22 de agosto de 1836. A 25 de janeiro de 1838, começou a dirigir a paróquia o padre pontenovense José Miguel Martins Chaves. Proprietário da fazenda do Engenho, que confrontava com os terrenos da primitiva doação do padre João de Monte Medeiros, doou uma área situada a esquerda da Igreja matriz destinada a cemitério e autorizou construções em lotes próximos, havendo ele próprio mandado construir uma casa, existente até há poucos anos. Do antigo núcleo de habitações, irradiou-se o povoamento do lugar, multiplicando-se as casas e as ruas. 

A 11 de julho de 1857, adquiriu o povoado categoria de vila, compreendendo as freguesias de Ponte Nova, Barra Longa, Santa Cruz do Escalvado, Barra do Bacalhau, São Sebastião da Pedra do Anta e Abre-Campo, que passaram a integrar a Comarca de Piracicaba 

Teve sua confirmação em 1861 e instalação a 26 de abril de 1863, depois de ter sido verificada a 28 de dezembro de 1862, a eleição de sua primeira Câmara Municipal, assim constituída: Capitão Manoel Francisco de Souza e Silva, presidente, Miguel Martins Chaves, Luís José Pinto Coelho da Cunha, Sebastião José Pereira do Monte, Antônio Justiniano Gonçalves Fontes, Joaquim Rodrigues Milagres e Antônio Carlos Corrêa Mayrinck, vereadores. Foi elevada a Termo em 1863 e a Comarca em 1880, com a denominação de Rio Turvo, mudada para Ponte Nova em 1883.
A agricultura e o comércio constituíram por muitos anos as principais ocupações dos habitantes. Em 1860, foi introduzido no Município o primeiro engenho-de-açúcar com moenda horizontal de ferro. Em 1886, inaugurou-se a Usina Ana Florência, que foi um dos mais importante empreendimento em terras de Ponte Nova, com expressiva a produção de açúcar e álcool. Hoje a Usina fencontra-se desativada.

A 30 de outubro de 1866, adquiriu Ponte Nova foros de cidade. 

Em 1951 foi fundado em Ponte Nova a empresa Bartolomeu Cordeiro e Filhos Ltda. Em 1958 a empresa já possuía 8 lojas de varejo em Ponte Nova e região. No início da década de 70 iniciou suas atividades no setor indusrial. Em 1982 a empresa atacadista atuava com o nome de Bartofil. Em 2004 construiu o Centro de distribuição e mudou sua razão social para BCR Comércio e Indústia S/A. Sempre ajustando suas velas aos novos desafios que encontrou pela frente, de uma pequena rede regional com 8 lojas em 1958, a empresa se transformou em um atacadista com atuação nacional. Hoje a BCR e formada pela Bartofil Distribuidora, Cotril Distribuidora, Ormel Distribuidora, Varejão Ormel, Atac, Cadernos Bartofil e Gráfica Bartofil.

Um dos mais recentes empreendimento no município ocorreu em março de 2000 com a inauguração do Frigorífico Industrial Vale do Piranga S/A (SAUDALI), com que há de mais moderno em que se tratando de controles na produção de alimentos, desde a granja de origem até o produto final. E o quarto maior pólo produtor de suínos do Brasil e o maior do Estado de Minas Gerais, resultado da parceria inédita de 52 produtores de suínos, que saíram da condição de concorrentes para se tornarem sócios acionistas, em uma união histórica com o objetivo de agregar valor a sua matéria-prima.Em 2004 iniciou suas vendas para o mercado externo, inicialmente para os países relacinados na Lista Geral do Ministério da Agricultura. Em 2005 é vistoriado por agentes sanitários representantes da Rússia e passa a exportar para àquele país. 

Hoje exporta para os seguintes países: Africa do Sul, Argélia, Argentina, Armênia, Bulgária, Cazaquistão, Chile, China, Cingapura, Colômbia, Cuba, Japão, Moldávia, Paraguai, Rússia, Suíça, Ucrânia, Uruguai e Uzbequistão. 

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Ponte Nova, pelo decreto de 14-07-1832, e por lei estadual nº 2, de 14-09-1891, subordinado ao município de Mariana. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Ponte Nova, pela lei provincial nº 827, de 11-07-1857, desmembrado de Mariana. Instalado em 26-04-1863.
Pela lei provincial nº 768, de 02-05-1856, e por lei estadual nº 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Santa Cruz do Escalvado e anexado a vila de Ponte Nova.
Pela lei provincial nº 875, de 04-06-1858, é criado o distrito de Santana do Jequeri e anexado a vila de Ponto Nova.
Elevado à condição de cidade com a denominação de Ponte Nova, pela lei provincial nº 1300, de 30-10-1866. 
Pela lei provincial nº 3442, de 28-09-1887 e por lei estadual nº 2, de 14-09-1891, são criados os distritos de Piedade de Ponte Nova e Urucu e anexados ao município de Ponte Nova.
Pelo decreto estadual nº 58, de 07-05-1890 e por lei estadual nº 2, de 14-09-1891 é criado o distrito de Grota e anexado ao município de Ponte Nova.
Pelo decreto estadual nº 160, de 08-08-1890, o município de Ponte Nova adquiriu o município de Mariana o distrito de Rio Doce.
Pela lei estadual nº 556, de 30-08-1911, é criado o distrito de São José do Oratório e anexado ao município de Ponte Nova.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 9 distritos: Ponte Nova, Amparo da Serra, Grota, Piedade de Ponte Nova, Rio Doce, Santa Cruz do Escalvado, Santana do Jequeri, São José do Oratório e Urucu.
Pela lei estadual nº 823, de 07-09-1923, desmembra do município de Ponte Nova os distritos de Santana do Jequeri e Grota. Para formar o novo município de Santana do Jequeri.Sob o mesmo decreto é criado o distrito de Van Assu e anexado ao município de Ponte Nova, o distrito de Urucu passou a denominar-se Urucânia e ainda o município de Ponte Nova adquiriu o distrito de Barra Longa do município de Mariana.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 9 distritos: Ponte Nova, Barra Longa, Oratórios ex-São José dos Oratórios, Piedade da Ponte Nova, Rio Doce, Santa Cruz do Escalvado Urucânia ex-Urucu e Van Assu.
Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, o município aparece com os mesmo município de da divisão de 1933, menos o de Van Assu.
Pelo decreto-lei estadual nº 148, de 17-12-1938, desmembra do município de Ponte Nova o distrito de Barra Longa. Elevado à categoria de município. Sob o mesmo decreto, desmembra do município de Ponte Nova o distrito de Rio Doce, sendo anexado ao município de Dom Silvério.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 6 distritos: Ponte Nova, Amparo da Serra, Oratórios, Piedade da Ponte Nova, Santa Cruz os Escalvado e Urucânia.
Pelo decreto-lei estadual nº 1058, de 31-12-1943, o distrito de Rio Doce volta a pertencer do município de Ponte Nova.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 7 distritos: Ponte Nova, Amparo da Serra, Oratórios, Piedade da Ponte Nova, Rio Doce, Santa Cruz do Escalvado e Urucânia.
Pela lei nº 336, de 27-12-1948, desmembra do município de Ponte Nova o distrito de Santa Cruz do Escalvado. Elevado à categoria de município. Sob a mesma lei é criado o distrito de Vau-Açu ex-povoado e anexado ao município de Ponte Nova.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município é constituído de 7 distritos: Ponte Nova, Amparo da Serra, Oratórios, Piedade da Ponte Nova, Rio Doce, Urucânia e Vau-Açu.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de I-VII-1960.
Pela lei estadual nº 2764, de 30-12-1962, desmembra do município de Ponte Nova os distrito de Amparo da Serra, Piedade de Ponte Nova, Rio Doce e Urucânia, todos elevados à categoria de município.
Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído de 3 distritos: Ponte Nova, Oratórios e Vau-Açu.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de I-I-1979.
Pela lei estadual nº 8285, de 08-10-1982, é criado o distrito de Rosário do Pontal ex-Pontal e anexado ao município de Ponte Nova. 
Em divisão territorial datada de 1-VII-1983, o município é constituído de 4 distritos: Ponte Nova, Oratórios, Rosário do Pontal e Vau-Açu.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VI-1995.
Pela lei estadual nº 12030, de 21-12-1995, desmembra de Ponte Nova o distrito de Oratórios. Elevado à categoria de município.
Em divisão territorial datada de 15-VII-1997, o município é constituído de 3 distritos: Ponte Nova, Rosário do Pontal e Vau-Açu.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Fonte: IBGE

História de Canaã, Minas Gerais - MG

Histórico do Município: Canaã, Minas Gerais - MG
Gentílico: canaãnense

O município teve como primeiros moradores colonos, agricultores e, também, mineradores oriundos das zonas auríferas de Mariana e Ouro Preto em fase de decadência. Por volta de 1780, elementos de uma expedição, oficialmente constituída pelo Governo da Província Dom Rodrigo José Menezes, ali iniciaram à implantação do núcleo de Santo Antônio da Palestina.

A agricultura foi fator preponderante da povoação e consolidação do arraial em surgimento. Posteriormente, alguns sesmeiros doaram terreno no qual se construiu a capela de Santo Antônio. O povoado cresceu e passou a chamar-se Palestina. 

Tudo leva a crer que o nome “Palestina” teria sido mudado para “Canaã” por motivos de sentimentos religiosos, ligando esta denominação às tradições das “Escrituras Sagradas”.

Formação Administrativa 

Distrito criado com a denominação de Canaã (ex-povoado), pela lei estadual nº 843, de 07-09-1923, criado com território desmembrado do distrito de São Miguel do Anta, subordinado ao município de Viçosa. 

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Canaã permanece no município de Viçosa. Assim permanecendo em divisão territorial datada 1-VII-1950. 

Pela lei estadual nº 1039, de 12-12-1953, o distrito Canaã foi transferido do município de Viçosa para o novo município de São Miguel do Anta. 

Em divisão territorial datada de 1-VII-1955, o distrito de Canaã, figura no município São Miguel do Anta. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960. 

Elevado á categoria de município coma denominação de Canaã, pela lei estadual nº 2674, de 30-12-1962, desmembrado de São Miguel do Anta. Sede no antigo distrito de Canaã. Constituído do distrito sede. Instalado em 01-03-1963. 

Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído do distrito sede. 

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007. Transferência distrital Pela lei estadual nº 1039, de 12-12-1953, transfere o distrito Canaã do município de Viçosa para o novo município de São Miguel do Anta.

História de Amparo do Serra, Minas Gerais - MG

Histórico do Município: Amparo do Serra, Minas Gerais - MG
Gentílico: serrense

Há contradições entre terem sido os Acaiabas ou os Tupis os primitivos habitantes do município. A colonização teve início por volta de 1830 com o português Manoel Francisco Moreira Serra, fundador da povoação de Cemitério Velho.

Manoel Serra, cumprindo promessa, trouxe de sua Pátria uma imagem de Nossa Senhora do Amparo e construiu uma capelinha em seu louvor, começando aí o desbravamento e a povoação do território. No terreno doado pelo fundador para o patrimônio da Capela, construíram-se moradias, tornando-se o arraial que se desenvolveu rapidamente.
O topônimo Amparo da Serra originou-se do nome da padroeira Nossa Senhora do Amparo e do fundador Manoel Serra.

Formação Adminstrativa
Distrito criado com a denominação de Amparo da Serra, pela lei provincial nº 1904, de 19-06-1872, e pela lei estadual nº 2, de 14-09-1891, subordinado ao município de Ponte Nova.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito figura no município de Ponte Nova.
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936, 31-XII-1937.

No quadro fixado para vigorar no período de 1844-1948, o distrito de Amparo da Serra figura no município de Ponte Nova. 

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.

Elevado à categoria de município com a denominação de Amparo do Serra, pela lei estadual nº 2764, de 30-12-1962, desmembrado de Ponte Nova. Sede no antigo distrito de Amparo do Serra. Constituído de 2 distritos: Amparo do Serra e Padre Felisberto (ex Alto Vau-Açu), ambos desmembrados de Ponte Nova. Instalado em 01-03-1963.

Em divisão territorial datada de 1-I-1979, o município é constituído de 2 distritos: Amparo do Serra e Padre Felisberto.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007. 

Ratificação de grafia 
Amparo da Serra para Amparo do Serra teve sua grafia alterado, pela lei estadual nº 2764, de 30-12-1962 - retificado pelo ofício nº 2532, de 30-09-1980, da Dege.

Posição Geográfica:
O município fica situado na Zona da Mata de Minas Gerais, entre os municípios de Ponte Nova, Oratórios, Jequeri , Pedra do Anta e Teixeiras.
Sua área é de 136,04 Km² (IGA - 1996). Juridicamente, o município subordina-se à Comarca de Ponte Nova. 
A cidade de Amparo do Serra, que está a uma altitude de 520m, tem sua posição marcada pelas coordenadas geográficas de 20° 30` 24`` de Lat. S e 42° 48`10`` Long. W Gr. (Igreja Matriz de Nossa Senhora do Amparo).

Fonte: IBGE Cidades.

História de Viçosa, Minas Gerais - MG

Histórico do Município: Viçosa, Minas Gerais - MG
Gentílico: viçosense

A história de Viçosa se inicia, propriamente, no século XIX. Foi em 1800, segundo apontamentos eclesiásticos que o Padre Francisco José da Silva obteve do bispado de Mariana permissão para erigir uma ermida em homenagem a Santa Rita de Cássia, na região que hoje abrange o Município. No local se formou o povoado que tomou o nome a essa invocação e mais tarde, já em 1832, foi mudado para Santa Rita do Turvo. 

A construção da ermida e a fertilidade das terras atraíram habitantes de municípios vizinhos, principalmente de Mariana, Ouro Prêto e Piranga, levando o povoado a crescer e desenvolver-se. Em 1814 ainda existiam na região remanescentes de tribos indígenas; mais tarde, chegou o elemento africano, trazido pelos portugueses, preferido por sua robustez e docilidade para o trabalho do campo. 

O distrito de Santa Rita do Turvo foi criado Em 1832, pelo então Presidente do Conselho da Regência Trina do Império, Pe. Diogo Antônio Feijó; o município surgiu em 1871. Na oportunidade da elevação da vila à categoria de cidade, em 1876, trocou-se o topônimo para o de Viçosa de Santa Rita, em homenagem ao Bispo D. Viçoso, da Arquidiocese de Mariana. 

Mapa do município de Viçosa na segunda década do século XX. Reprodução.
Formação Administrativa 

O Distrito de Santa Rita do Turvo foi criado por decreto de 14 de julho de 1832 e o Município do mesmo nome pela Lei provincial n° 1.817, de 30 de setembro de 1871, com território desmembrado dos municípios de Ubá, Ponte Nova e Mariana. A 22 de janeiro de 1873, efetivou-se a instalação e, três anos após, foi a vila elevada à categoria de cidade, com o nome de Viçosa de Santa Rita, por Lei provincial n° 2.216, de 3 de junho de 1876. 
Em 1911 compunha o Município, então denominado Viçosa, os distritos da sede, Teixeiras, São Miguel do Anta, Coimbra, Erval, Araponga, São Vicente do Grama e Pedra do Anta, assim figurando no Recenseamento Geral de 1920. 
Pela Lei estadual n° 843, de 7 de setembro de 1923, criou-se o distrito do Canaã, com território desmembrado do de São Miguel do Anta, passando a 9 o número de distritos. 
A partir de 1938 sofreu desmembramentos aparecendo em 1940 com apenas 5 distritos: Viçosa Cajuri, Canaã, Coimbra e São Miguel do Anta. Em 1950 era formado dos distritos de Viçosa, Cajuri, Canaã e São Miguel do Anta. No Censo de 1960 já aparecia somente com o de Viçosa e Cajuri. 
Pela Lei n° 2.764, de 31 de dezembro de 1962 o distrito de Cajuri foi elevado a Município, criando-se os distritos de Cachoeira de Santa Cruz e Silvestre, ainda não instalados. A Comarca de Viçosa foi criada pelo Decreto estadual n° 230, de 10 de novembro de 1890.

Fonte: IBGE Cidades.