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Gretchen erra pergunta de Geografia no programa "O Céu é o Limite", da RedeTV

Na pergunta sobre quais continentes são atravessados pelo Meridiano de Greenwich, Gretchen "chutou" e errou.


Resposta correta: O Meridiano de Greenwich atravessa dois continentes (Europa e África) e sete países. (na Europa: Reino Unido, França e Espanha; e na África: Argélia, Mali, Burkina Faso e Gana).

Após liberação do STJ, Ibama recorre mais uma vez à Justiça para apreender o papagaio Leozinho

A história de Dona Izaura Roberto virou destaque nacional e foi apresentada no programa Fantástico da Rede Globo de televisão.

O caso do Papagaio Leozinho, da cidade de Cajazeiras, sertão do estado, parece estar longe de acabar.



O IBAMA recorreu à Justiça na quinta-feira (20), em mais uma tentativa de apreender o papagaio há 22 anos vive com a senhora Izaura Dantas de 94 anos.

A decisão do ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), garantiu que Izaura, continuasse com a posse de um papagaio, com quem convive há 17 anos. A decisão manteve o entendimento do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5). Agora o IBAMA pretende que o ministro, reconsidere sua decisão provisória ou submeta o caso ao plenário.

Há aproximadamente sete anos, após uma denúncia anônima, a aposentada travava uma disputa na Justiça pelo direito de continuar com o papagaio. A aposentada entrou na Justiça e conseguiu um pedido de tutela antecipada para evitar a apreensão do papagaio.

A história de Dona Izaura Roberto virou destaque nacional e foi apresentada no programa Fantástico da Rede Globo de televisão.

Pela lei, a posse de animais silvestres em cativeiro é crime e infração administrativa. Até agora, porém, o Ibama não obteve sucesso.

“Mesmo sendo crime a posse do animal, a melhor interpretação da lei deve evitar um dano ainda maior: o animal não vai se adaptar e dona Izaura pode ter um pico de pressão”, diz o advogado cajazeirense João de Deus Quirino Filho, que representa a família.

Fonte: Diário do Sertão.

Uma dúvida quente: Antártida ou Antártica?

No blog Sobre Palavras
Por Sérgio Rodrigues


“Prezado Sérgio, qual o nome correto do Polo Sul? Antártica ou Antártida? Tenho notado que este último – a meu ver equivocado – aparece com mais frequência na mídia.” (Darcio Rangel).

Darcio traz uma questão que, mesmo sendo de escassa relevância, costuma provocar debates escaldantes. Vamos começar pela vaca fria: em português, o nome tradicional do continente gelado em torno do Polo Sul é Antártida (em Portugal, Antárctida). Entende-se, portanto, que seja essa a forma que o leitor encontra “com mais frequência na mídia”. No tempo em que eu lustrava os bancos escolares, era a única.

Até algum momento impreciso dos anos 1980, talvez 1990, não parecia haver dúvida sobre isso: Antártida era o nome próprio e antártico (ou antártica), o adjetivo a ele correspondente. Era comum um aluno trocar as bolas e, talvez por influência da famosa marca de cerveja – auxiliada pelo fato de serem aquelas terras chamadas de Antarctica em inglês –, referir-se ao continente antártico como “Antártica”. Nunca deixavam de corrigi-lo.

Faz anos que isso vem mudando. Não havendo o que se possa chamar de posição “oficial” sobre o assunto, hoje as duas formas, Antártida e Antártica, são empregadas no português brasileiro – consta que em Portugal, pelo menos por enquanto, os falantes conservam total fidelidade à sua “Antárctida”. 

Será que o uso crescente do nome próprio Antártica é apenas um daqueles erros que, de tão repetidos, acabam por se impor? É uma possibilidade, mas seus defensores mais eruditos, entre os quais há geógrafos de renome, alegam ser essa a única forma que faz sentido etimológico, uma vez que o latim antarcticus, “austral”, derivou do grego anti + arctikós, ou seja, o que se opõe ao ártico (de Árktos, a Ursa, dupla de constelações do norte). Se não chamamos o Ártico de Ártida – argumentam – por que chamar seu antípoda de Antártida?

A pergunta faz algum sentido. Há quem imagine que tudo começou com um erro de grafia e ainda os que enxergam no batismo da Antártida uma influência daquela mitológica Atlântida, o continente perdido. De todo modo, foi Antártida a forma que se consagrou em nossa língua – e da qual não vejo motivo para abrir mão. Afinal, se a simetria é tão importante, quando vai começar a campanha para mudar o nome do Ártico para Ártica?

Discussões etimológicas à parte (dificultadas pelo fato de dicionaristas não se dedicarem habitualmente a topônimos, registrando apenas os adjetivos a eles correspondentes), considero provável que a forma emergente Antártica seja (mais) um reflexo do domínio cultural do inglês. Trata-se, contudo, de uma preferência pessoal. Qualquer que seja a sua, o uso atual e o bom senso mandam admitir como corretas ambas as formas, Antártida e Antártica.

Sim, o Acre existe e abriga parte da região de maior biodiversidade do planeta

A ‘lenda’, que se tornou meme na internet, diz que o Acre não existe. Um pouco por conta das distâncias, poucos foram até lá para conhecer o lugar com seus próprios olhos. Mas o que pouca gente sabe é que o Estado guarda consigo um trecho surpreendente da biodiversidade brasileira, logo na fronteira com o Peru. Conheça a Serra do Divisor e descubra o que você está perdendo por aquelas bandas.

Englobando partes mais profundas da floresta amazônica e no sopé da Cordilheira dos Andes, o parque nacional – também chamado de Serra do Moa ou Serra da Contamana – tem 1,3 milhões de hectares, o que o torna um dos maiores blocos contíguos de terras protegidas na América Latina. As paisagens exuberantes incluem canyons, montanhas vulcânicas, cachoeiras, lagos e floresta tropical, que se dividem entre o Acre e a cidade vizinha.

O vulcão dormente El Cono, coberto de verde, fica na parte peruana e é tido como símbolo da Serra do Divisor. Esta afastada relíquia natural ficou desconhecida até 10 anos atrás e abriga espécies raras que surpreendem cientistas e pesquisadores, assim como tribos indígenas que vivem isoladas. Além disso, chega a conter 165 milhões de toneladas métricas de carbonolançadas por mais de 127 milhões de veículos segundo dados da Agência de Proteção Ambiental dos EUA.

A má notícia é que as terras, mesmo de difícil acesso, são constantemente invadidas e alvo de desmatamento, pesca e caça ilegal, extração de minérios e tráfico de drogas. Há esforços sendo feitos pelos governos envolvidos para proteger a região e mantê-la viva.

Fonte: Nômades Digitais.

Qual é a cor da terra roxa?

O latossolo roxo, também conhecido por terra roxa, é um tipo de solo avermelhado muito fértil, caracterizado por ser o resultado de milhões de anos de decomposição de rochas basálticas. Essas rochas basálticas, pertencentes à Formação Serra Geral, se originaram do maior derrame vulcânico que o planeta já presenciou, causado pela separação do antigo supercontinente Gondwana nos atuais continentes América do Sul e África, na Era Mesozóica. É caracterizado pela sua cor avermelhada inconfundível, devida à presença do mineral magnetita, um óxido de ferro.

O nome "terra roxa" é um equívoco. Os imigrantes italianos que trabalhavam nas fazendas de café referiam-se ao solo pelo nome terra rossa, já que rosso em italiano significa "vermelho". Os brasileiros aportuguesaram o termo italiano, então, para "terra roxa".

No Brasil, esse tipo de solo aparece na metade norte do estado do Rio Grande do Sul, nas porções ocidentais de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, sul e sudoeste de Minas Gerais, além de todo o sul e leste de Mato Grosso do Sul destacando-se sobretudo nos últimos quatro estados por sua qualidade. Historicamente falando, esse solo teve muita importância, já que, no Brasil, durante o fim do século XIX e o início do século XX, foram plantadas nestes domínios grandes lavouras de café, fazendo com que surgissem várias ferrovias e propiciando o crescimento de cidades como Maringá e Londrina no Paraná, Ribeirão Preto e Campinas em São Paulo e Dourados no Mato Grosso do Sul. Atualmente, além do café, são plantadas outras culturas, como algodão, cana-de-açúcar e laranja.

O solo de "terra roxa" também existe na Argentina, onde é conhecida como tierra colorada ("terra vermelha"). Está bastante presente nas províncias de Misiones e Corrientes.

Charada das 5 crianças - Qual é o nome da 5ª criança.

Já conseguiu resolver essa charada? 

Luna teve 5 crianças. A 1ª chama-se Mercúrio. A 2ª chamava-se Vênus. A 3ª Terra. A 4ª é Marte. Qual é o nome da 5ª.


Muitas pessoas fizeram uma confusão no Facebook com essa charada, pensando que o nome da 5ª poderia ser Júpiter.

Mas se enganaram, pois na última frase, não temos uma pergunta, mas sim uma afirmação, no caso a palavra (Qual) seria o nome da 5ª.


Questão de Geografia - O termo ""globalização"" foi empregado pela primeira vez em 1985 por:

O termo ""globalização"" foi empregado pela primeira vez em 1985 por:
a) Theodore Levitt 
b) Mikhail Gorbachev 
c) George Bush 
d) Ronald Reagan

Resposta: Letra A. 
A primeira vez que se usou a palavra GLOBALIZAÇÃO com o sentido que se tem, hoje, foi em 1985, na obra “A Globalização dos Mercados”, de Theodore Levit a qual remete às transformações ocorridas a partir dos anos 60 do século passado, na economia internacional, da qual passaram a dominar, nas trocas, não apenas bens, mas, serviços, capital e tecnologia. Fonte: Marília Oliveira e Maurício Silva Santos.

Frente fria prova que aquecimento global não existe?

Larissa Leiros Baroni

Do UOL, em São Paulo
A chegada de uma onda de frio no país, que fez os termômetros atingirem a mínima de -8,8 ºC, em Bom Jardim da Serra (SC), levou muitos brasileiros a questionarem a existência do aquecimento global. O fenômeno seria um mito?


Como explica Francisco Aquino, climatologista da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), a frente fria que atingiu o Brasil é um evento comum nos invernos e o aquecimento global não determina seu fim. No entanto, o que é anormal e está relacionado com o fenômeno ambiental, segundo ele, é termos temperaturas altas durante o fim do outono e o inverno.

"Junho foi mais quente do que o normal, tanto no Brasil como no mundo, com exceção do oeste da Rússia", aponta Aquino, que diz que o país registrou temperaturas de 1,5 ºC a 3 ºC acima do normal.

A expectativa é que esse aumento também se repita neste mês. "E não são eventos como a La Niña ou o El Niño que influenciam essa anomalia, mas sim o aquecimento global, que é mais do que real.


Mapa mostra que o mês de junho foi mais quente do que o normal em todo o mundo,
com exceção do oeste da Rússia Imagem: Fonte: Noaa

Por que parece que fez mais frio? 

A estranheza em relação a esta frente fria, de acordo com o especialista, deve-se principalmente às mudanças abruptas de temperaturas. Como a média de temperatura está mais alta do que seria o esperado para o período, temos impactos maiores quando chega uma massa de ar polar como a dos últimos dias. 

A cidade de São Paulo, por exemplo, registrou uma queda de 17°C em apenas 24 horas. Na segunda-feira (17), os termômetros no Aeroporto de Congonhas, zona sul, marcavam 25°C às 16 horas. 

No mesmo horário na terça-feira, o registro era de apenas 8°C. O fenômeno que atingiu o Brasil, segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), é reflexo de uma "massa de ar polar" que veio da Argentina, do Chile e do Uruguai.

"Não há nenhuma novidade em relação a esse fenômeno, até porque ele é bem comum ao nosso inverno. Algo que não quer dizer que não exista o aquecimento global", relatou o instituto.


É importante lembrar que um recorde de frio em um dia no ano não diz muito sobre o clima. Já que as temperaturas globais não aumentam de forma linear e uniforme. São muitos fatores que interagem simultaneamente. Por exemplo, há o El Niño, um fenômeno climático que, nos últimos anos, causou frequentemente altas temperaturas. Além de causar inundações em certas partes do mundo e secas em outras, o El Niño acarreta também temperaturas recordes temporárias – como no ano de 1998. 

No entanto, vemos um progressivo aumento das temperaturas médias ao longo dos anos. "Para algumas pessoas, o aumento da temperatura da Terra em 0,5 ºC e 1 ºC nos últimos 20 a 30 anos pode não significar muita coisa, mas é justamente ele que causa os fenômenos extremos como tornados", cita Aquino. 
Paulistas enfrentam forte frio pelas ruas da cidade de São Paulo Imagem: Nelson Antonie/Estadão Conteúdo.
2016 foi o ano mais quente da história 

Considerando a média global das temperaturas nas superfícies terrestre e oceânica durante todo o ano, a Noaa (agência americana responsável por monitorar atmosfera e oceanos) descobriu que os dados de "2016 foram os mais altos desde que início dos registros, em 1880". A média da temperatura da Terra ficou 0,94ºC acima da média do século 20. 

Desde o início dos anos 2000, o recorde de temperatura global anual foi quebrado cinco vezes (2005, 2010, 2014, 2015 e 2016), segundo a agência. 

A principal razão para o aumento das temperaturas é a queima de combustíveis fósseis, como petróleo e gás, que emite dióxido de carbono, metano e outros poluentes conhecidos como gases de efeito estufa na atmosfera e aquece o planeta. Os impactos crescentes da industrialização no equilíbrio natural da Terra se tornam cada vez mais evidentes nos registros. Em todo o planeta, o calor levou a um maior derretimento nos polos. 

No Ártico, a extensão média anual de gelo marinho foi de aproximadamente 10,2 milhões de quilômetros quadrados, a menor já registrada, segundo a Noaa. 

"Na Antártica, a extensão anual de gelo marinho de 2016 foi a segunda menor registrada, atrás de 1986, com 11,16 milhões de quilômetros quadrados", disse.

Eclipse total do Sol será transmitido ao vivo pela NASA

Um dos eventos astronômicos mais esperados de 2017 acontecerá no dia 21 de Agosto , quando um eclipse solar total poderá ser observado nos Estados Unidos e partes do Canadá e do México.

Este ano será particularmente impressionante para os observadores estadunidenses: o eclipse solar total vai atravessar os Estados Unidos de costa a costa.

Em tempo real: 
Dia 21 de agosto de 2017: Acompanhe o eclipse solar total ao vivo no site da NASA

Também é uma ocasião especial para todos, em geral, é por isso que a NASA prepara transmissão ao vivo para astrônomos amadores ou aqueles que querem assistir a este espetáculo natural.

Se você mora nos EUA ou estará visitando o país durante esse tempo, não se esqueça de levar a proteção necessária para os olhos e preste atenção a este fenômeno surpreendente.

Carnaúba, a Árvore da Vida, da Prosperidade e da Beleza


A carnaubeira ( Copernicia prunifera) é uma árvore que pertence à família das palmeiras (família Arecaceae). O nome Carnaúba vem do tupi e significa "árvore que arranha". A resistência e longevidade da carnaúba sempre foi motivo de orgulho e satisfação para os sertanejos. A "árvore da vida" como é conhecida consegue suportar às adversidades da caatinga, como exemplo de resistência e poder produtivo. Países como Alemanha, Índia, Japão e Estados Unidos tem investido, sem sucesso, na tentativa de cultivar a Carnaúba em virtude da importância da cera extraída de suas folhas.


A Carnaúba que também é chamada de Carandá ou Carnaíba atinge em média 15 metros de altura. Sua copa é formada de leques, o tronco é parcialmente coberto por uma base de sulcos, em forma de hélice. Possui numerosas flores minúsculas e frutos em cachos, com cerca de 3cm de comprimento. As maiores concentrações de carnaubais encontram-se nos estados do Piaui e Ceará, sempre nos vales dos rios e terrenos arenosos. Intimamente ligada a seu habitat, a carnaúba é de grande longevidade, podendo viver até 200 anos.

O aproveitamento dessa palmeira é múltiplo e integral. Como bem diz o sertanejo "na carnaúba nada se perde"! Endêmica do semiárido nordestino, a árvore da vida, oferece uma infinidade de usos ao homem. È utilizada de forma que não prejudica nem a planta nem o meio ambiente. Suas palhas são retiradas e postas para secar ao sol, sem consumo de energia produzida de maneira poluente. Na retirada da cera, o que resta se torna adubo. A Carnaúba é importante para a natureza, e imprescindível para a economia da região.

A CARNAÚBA E SUAS UTILIDADES

1. O TRONCO (LENHO)
O lenho da carnaúba é resistente, podendo ser usado no na construção de edificações rústicas, e como lenha pesada. Inteiro, o estipe da carnaúba costuma ser usado como poste; fragmentado ou serrado, fornece ótimas porções de madeira usadas em construções, podendo também ser aplicada na marcenaria de artefatos torneados, tais como bengalas e objetos de uso doméstico. No Nordeste brasileiro, habitações inteiras são construídas com materiais retirados da carnaúba. O tronco dá o emadeiramento, os esteios, as linhas. as terças. as ripas, os caibros ou seja a ossatura geral da construção. Mais ainda. Todo mobiliário e utensílios são de carnaúba. As prateleiras, as mesas, os bancos, o armário são de taboas de carnaúba, porque essa palmeira fornece taboas sólidas e resistentes.
2. A FOLHA (PALHA)

Com suas folhas fazem-se telhados e coberturas de casas e abrigos. A palha forte e lisa presta-se para a confecção de acessórios os mais variados. Tecem-se esteiras, urupemas, as peneiras usadas no nordeste, a vassoura, o abanador e até sacos sólidos e duradouros para o transporte e acondicionamento dos cereais. A palha macerada e batida reduz-se a fibras, e temos uma nova série de produtos - os artefatos de fibras: as cordas, os trançados e até redes.
3. O FRUTO E RAIZ

A carnaúba produz um fruto comestível, que fornece uma fécula do mesmo valor alimentício que a mandioca. Seus frutos comestíveis e abundantes, quando verdes, constituem boa ração para o gado. Quando seco fornece um óleo fino. Torrados e moídos dão uma bebida semelhante ao café.
As raízes, principalmente da carnaúba conhecida como branca, são tradicionalmente reputadas como de propriedades medicinais no tratamento de algumas doenças. Possui propriedades diuréticas e usadas como chá é indicada para o tratamento do reumatismo e da sífilis.


4. A CERA

A cera de carnaúba já chamava a atenção desde o tempo do Brasil Colônia. Usada para fazer as velas que iluminava as casas da nobreza européia, tornou-se. já naquela época, em um dos principais produtos de interesse dos portugueses. O consumo aumentou nos séculos seguintes e atingiu o auge nos anos 50, quando a produção de cera chegou a atingir 100.000 toneladas. Hoje, a cera de carnaúba é um insumo valioso que entra na composição de diversos produtos industriais. Os principais mercados consumidores são os Estados Unidos, a Europa e o Japão. Vale lembrar que a cera de carnaúba, por ser um produto extrativista regional, tem como único país produtor e exportador o Brasil. 

A cera, principal produto obtido da carnaúba é, ainda hoje, extraída por processos manuais bastantes rudimentares: depois de cortadas, as folhas novas são estendidas pelo chão e postas ao sol, por vários dias, para secar. Quando as folhas secam e a película de cera que as recobre se transforma em um pó esfarinhado, elas são levadas para um quarto escuro, sem janelas. Ali , são rasgadas com grandes garfos e começa a "batedura" até que toda se desprenda, na forma de minúsculas escamas brancas, e possa ser separada da palha. Depois esse pó é recolhido e levado ao fogo com um pouco de água em grandes latões.Essa calda transforma-se em uma pasta esverdeada, que é jogada em uma prensa rústica de madeira, a partir da qual se obtém uma cera líquida que depois é despejada em gamelas de barro ou de madeira até esfriar.

Em 1935, Herbert Johnson, presidente da empresa SC Johnson, fabricante das Ceras Johnson e de outris produtos de limpeza, vaio ao Ceará para pesquisar as potencialidades da carnaúba. A cera produzida aqui era o principal item para os produtos fabricados pela SC Johnson, e Herbert Johnson quis conhecer o potencial de cultivo da carnaubeira a fim de assegurar uma fonte de recursos renováveis e manejáveis.Em 1938, foi a vez de Sam Johnson, filho de Herbert, vir ao Ceará onde fez várias doações e Entidades do Estado. 


APLICAÇÕES DA CERA DE CARNAÚBA
Comercializada há mais de um século, a cera de carnaúba esteve presente na lista dos dez produtos de exportação do Brasil. Esse produto assumiu o seu lugar na indústria contemporânea e o mercado atendido hoje, vem ampliando suas aplicações na industrialização de diversos produtos:


Polidores: Utilizados na fabricação de ceras para polimentos de automóveis, assoalhos, sapatos, móveis. 
Fundição: Isolantes e moldes
Acabamento: Couros para calçados e afins.
Cosméticos: Cremes, batons
Embalagens de alimentos: Impermeabilizantes para frutas e queijos finos
Revestimento: Cola. verniz, esmalte, papel, bombons. goma de mascar r porcelanas.
lubrificantes:Graxas e óleos finos
Escritórios: Papel carbono, tintas
Limpeza: Detergentes e aromatizantes
Medicinais: Cápsulas de comprimidos
Informática: Chips de computadores e Código de Barra.





UMA ÁRVORE VALIOSA




A Carnaubeira é apontada como uma das árvores mais valiosas, do ponto de vista econômico para o Nordeste do Brasil razão porque é destaque nas bandeiras do Rio Grande do Norte, onde aparece de forma bem evidente, e na bandeira do Ceará, cujo desenho faz parte do Brasão do Estado presente na bandeira. Encontrada em todo Nordeste, é nos Estados do Piaui, Ceará e Rio Grande do Norte onde ela ganha expressão econômica. Nesses estados representa geração de emprego e renda durante todo o ano, sendo muitas vezes, a única atividade, em muitas localidades.


UMA PLANTA ORNAMENTAL
Imponente, esbelta como a maioria das palmeiras brasileiras e, por isso mesmo, com alto potencial paisagístico, a carnaubeira deixou de ser apenas uma planta de grande beleza do sertão , para fazer parte do cenário urbano, ornamentando ruas, parques e jardins das cidades. Em Natal ela confere uma aparência distinta e um belo cenário em toda extensão da Rua Potengi, no Bairro de Petrópolis, e na Rota do Sol, uma longa avenida que nos leva ao Litoral Sul do Estado. Em frente ao Centro de Turismo também encontramos exemplares da magnífica carnaúba.
CARNAÚBAS DA RUA POTENGI -NATAL/RN
CARNAÚBAS DA ROTA DO SOL -NATAL/RN
Fonte: Blog Vento Nordeste.