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Hidrografia de Tuvalu

Em Tuvalu, um país insular, a água doce é extremamente escassa. Não existe rios em Tuvalu. A única fonte de água doce é a chuva, que é coletada e armazenada em várias estruturas, incluindo cisternas e  tanques.

A água subterrânea, quando disponível, é salobra e não é adequada para consumo, pois está exposta à intrusão de água salgada de inundações e da subida do nível do mar, além de contaminação por resíduos humanos e animais. Portanto, a população depende fortemente da água da chuva para todas as suas necessidades, incluindo beber, lavar roupas e louças e tomar banho. Muitos cidadãos fervem a água da chuva antes de consumi-la para garantir a segurança.

O sistema de coleta de água de Tuvalu é sensível a períodos de seca, pois depende completamente das chuvas. Isso reflete a importância das chuvas para a disponibilidade de água doce.

Reinos Africanos: Resumo | História

Boa parte do que nós sabemos sobre a África vem da oralidade. A palavra falada é transmitida de geração a geração durante séculos. E com isso, vêm histórias e lendas sobre os diversos povos africanos. Os griots, que eram contadores de histórias, cantores, músicos e poetas, são os principais responsáveis pela preservação dessa memória africana.

As fontes escritas sobre a história da África devem-se a dois viajantes árabes: Ibn Battuta e Ibn Khaldun, que passearam pelo continente durante o século XIV. E depois deles, temos os relatos dos europeus, principalmente a partir do século XV, na lógica das grandes descobertas que buscavam aumentar o comércio entre a África e a Europa.

Em um continente enorme como é a África, os rios eram importantes vias de ligação entre os locais. Os rios Níger, Nilo, Zambeze e Congo foram extremamente importantes na história africana.

Acredita-se que há mais de 5 mil anos surgiram os primeiros reinos africanos. E uma das regiões onde surgiram importantes reinos nesse continente foi o Sahel. O Sahel fica ao sul do deserto do Saara. Lá moravam os berberes, que eram povos nômades islamizados e se dedicavam ao comércio.

Entre os séculos IV e V da Era Cristã, surgem três reinos às margens do rio Níger. São eles: Gana, Mali e Songai.

Essa região era extremanente rica. E as minas de ouro fizeram o poder de Gana.

Mas em 1235, Sundiata Keita, do Mali, dominou a região. Os malineses liderados por Sundiata Keita, também conhecido como “príncipe leão”, elevaram os seus domínios até as bordas do deserto. E lá, começaram a explorar uma outra riqueza além do ouro, o sal. O sal era extremamente valorizado nessa época. O líder dos malineses recebiam o título de Mansa, que significa "rei dos reis". O Reino do Mali se converteu à religião islâmica. Há uma história interessantes sobre um dos mansas do Mali, o Mansa Musa.

Mansa Musa é considerado uma das pessoas mais ricas da história, inclusive sua fortuna seria incalculável. Certa vez ele foi a Meca fazer uma peregrinação à cidade sagrada e gastou tanto ouro em compras que causou uma inflação no mundo árabe. Outra história curiosa: ele prendia o seu cavalo numa pedra de ouro de catorze quilos. O Mansa Musa não se destacou apenas por ser rico, mas porque também eram um incentivador da cultura. 

Mansa Musa.

Construiu escolas ebibliotecas. Cidades como Djenné, Tombuktu e Gao se destacaram como grandes centros culturais do Mali. Revoltas internas e disputas pelo poder enfraqueceram o Reino Mali. Enfraqueceram a tal ponto que o Império Songai tomou a região por volta do século XV.

O Império Songai se estendeu até as ricas minas de sal de Tagaza. Isso garantiu riqueza e prosperidade para a região por mais cem anos.

Entre os séculos IV e V da Era Cristã, surgem três reinos às margens do rio Níger. São eles: Gana, Mali e Songai.

Essa região era extremamente rica. E as minas de ouro fizeram o poder de Gana.

Mas em 1235, Sundiata Keita, do Mali, dominou a região. Os malineses, liderados por Sundiata Keita, também conhecido como “príncipe leão”, elevaram seus domínios até as bordas do deserto. E lá, começaram a explorar outra riqueza além do ouro: o sal. O sal era extremamente valorizado nessa época. O líder dos malineses recebia o título de Mansa, que significa “rei dos reis”. O Reino do Mali se converteu à religião islâmica. Há uma história interessante sobre um dos mansas do Mali, o Mansa Musa.

Mansa Musa é considerado uma das pessoas mais ricas da história, inclusive sua fortuna seria incalculável. Certa vez, ele foi a Meca fazer uma peregrinação à cidade sagrada e gastou tanto ouro em compras que causou uma inflação no mundo árabe. Outra história curiosa: ele prendia seu cavalo numa pedra de ouro de catorze quilos. O Mansa Musa não se destacou apenas por ser rico, mas também porque era um incentivador da cultura. Construiu escolas e bibliotecas. Cidades como Djenné, Tombuktu e Gao se destacaram como grandes centros culturais do Mali. Revoltas internas e disputas pelo poder enfraqueceram o Reino Mali. A tal ponto que o Império Songai tomou a região por volta do século XV.

O Império Songai se estendeu até as ricas minas de sal de Tagaza. Isso garantiu riqueza e prosperidade para a região por mais cem anos.

O Congo foi outro importante reino da África nesse período. O povo banto, vindo da região que conhecemos hoje como Camarões, estabeleceu-se na região e a dominou. Os bantos conheciam as armas de ferro, eram bons agricultores e habilidosos guerreiros. Isso pode explicar o rápido domínio deles sobre a região. O antigo reino do Congo, hoje, corresponde aos seguintes países: Angola, República Democrática do Congo, República do Congo e parte do Gabão. Conta-se que o reino do Congo tenha surgido do casamento de Mini-a-Lukeni com uma mulher do povo umbundu. Assim ele se tornou o manicongo (senhor do Congo). Ele dominou todas as aldeias da região. Parte do seu poder pode ser explicado porque o povo via no manicongo alguém com poderes sobrenaturais. O reino do Congo era próspero, sua economia se baseava na agricultura, mas também na exploração de metais como cobre, no sal, na venda de pele de animais e em tecidos, o que fazia a riqueza da região. Estima-se que esse reino tenha atingido o patamar de 3 milhões de habitantes. O ano de 1483 marca a chegada dos portugueses à região. Em 1491, o rei do Congo se converteu ao cristianismo e foi batizado como João I do Congo. Sua ideia ao fazer isso era estabelecer relações amigáveis com os portugueses para assim ter seus interesses atendidos. Em um primeiro momento, deu certo, mas depois isso se mostrou um erro. Ao longo do século XV e XVI, os congoleses foram perdendo a liberdade e o poder.

Nem todas as comunidades africanas do período conheceram o poder centralizado na figura de um rei. Muitas vezes, os povos africanos escolhiam como líder alguém que era bom negociador, um bom guerreiro, alguém forte e corajoso. Ou às vezes uma pessoa com todos esses atributos.

Brasil na Segunda Guerra Mundial: Resumo | História

“Se o Brasil não vai à guerra, a guerra vem ao Brasil.” Foi o que aconteceu em 1942, quando navios brasileiros foram torpedeados por submarinos alemães em nosso próprio litoral. Só então o Brasil realmente entraria de fato na guerra, mas esta história começa bem antes.

A Segunda Guerra Mundial se iniciou em 1939 e durou cerca de seis anos. De um lado, estavam os países do Eixo: Alemanha, Itália e Japão. Por outro lado, os Aliados incluíam Inglaterra, França, Rússia e os Estados Unidos, que entraram no conflito após o bombardeio japonês à base militar de Pearl Harbor. O Brasil estava em uma situação delicada, pois Estados Unidos e Alemanha eram seus dois maiores parceiros econômicos.

É verdade que o governo de Getúlio Vargas tinha simpatias pelo regime alemão, mas o marketing norte-americano era muito mais eficaz. A política da boa vizinhança exaltava a cultura brasileira, incentivava celebridades do cinema a visitar e trabalhar no Brasil, o que gerava forte empatia popular. Além disso, o dinheiro falou mais alto. Os norte-americanos financiaram a construção da Companhia Siderúrgica Nacional, e o Brasil, em troca, permitiu a instalação de uma base militar no Rio Grande do Norte.

Em janeiro de 1942, o chanceler brasileiro Oswaldo Aranha anunciou o rompimento das relações diplomáticas com a Alemanha. A partir daí, vários navios brasileiros que levavam mercadorias para os Estados Unidos foram atacados, com base em informações de uma rede de espiões infiltrada no Brasil. Um sentimento anti-nazista começou a tomar conta dos brasileiros, reforçado pelo sucesso do filme “O Grande Ditador”, no qual Chaplin faz uma sátira impagável a Hitler.

Mas o pior ainda estava por vir. Em 15 de agosto, às 19 horas, os passageiros do navio brasileiro Baependi foram surpreendidos em pleno jantar por dois torpedos disparados pelo submarino alemão U-507. Das 306 pessoas a bordo, apenas 36 sobreviveram. A maioria ficou em um pequeno barco à deriva na escuridão. Duas horas depois, eles avistaram um clarão no horizonte. Era o navio Araraquara, também destruído pelo submarino alemão, com mais 131 mortos. E antes que o dia amanhecesse, o U-507 faria mais 150 vítimas ao afundar o navio Aníbal Benévolo. No dia seguinte, mais dois navios foram atacados.

A reação foi quase imediata. Estudantes organizaram passeatas, a população saiu às ruas e o Brasil declarou guerra aos países do Eixo.

Uma provocação da época afirmava: “É mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil mandar soldados para a guerra.”

Soldado Francisco de Paula carregando um obus 105mm com os dizeres
 "A cobra está fumando...".

Os alemães não acreditavam no poder militar brasileiro, mas a cobra fumou. 

Em setembro de 1944, 25 mil pracinhas da Força Expedicionária Brasileira (FEB) se juntaram aos Aliados na Itália. Eles venceram importantes batalhas e capturaram mais de 20 mil soldados inimigos.

Com a vitória dos Aliados na guerra, a população brasileira pressionou Getúlio Vargas, e o Brasil conseguiu a volta das eleições diretas para presidente e para o poder legislativo. Um golpe militar tirou Vargas do poder, mas ele, político experiente, negociou uma renúncia e voltou eleito senador por dois estados e deputado por sete, graças a uma inusitada legislação eleitoral. Em breve, estaria de volta à presidência pelo voto popular.

Revolta da Chibata : Resumo | História

A Revolta da Chibata foi uma agitação militar dentro da Marinha do Brasil, ocorrida no Rio de Janeiro, de 22 a 27 de Novembro de 1910. Os militares lutam contra castigos físicos; salários baixos e péssimas condições de trabalho dentro da marinha.

É importante destacar que naquela época, a marinha do Brasil era formada por homens negros, ex-escravizados e recém-libertos.

Mesmo com o fim da escravidão, a herança escravagista brasileira havia deixado fortes marcas culturais em relação a como um subordinado negro deveria ser tratado enquanto trabalhador. Enquanto trabalhador, era submetido a uma rotina de trabalho pesada em troca de salários baixos. Apesar de abolida, na maioria das forças armadas do mundo, na marinha do Brasil qualquer tipo de discordância era punida com castigos físicos, e a chibata era a punição mais comum.

Para piorar a insatisfação dos marujos, apenas os oficiais receberam aumento salarial e o trabalho aumentou bastante com a encomenda de novos navios militares, sobrecarregando ainda mais os marinheiros.

Então, na madrugada de 22 de Novembro de 1910, os marinheiros do Encouraçado Minas Gerais, navio militar, se rebelaram. Principalmente depois de assistirem a torturas sofrida pelo marujo Marcelino Rodrigues, açoitado com 250 chibatadas até o desmaio. Liderados por João Cândido Felisberto, mais conhecido como Almirante Negro, o motim terminou com a morte do comandante do navio e outros oficiais que não aceitaram abandonar a nave de guerra.

Na mesma noite, o outro grande navio, Encouraçado São Paulo, se juntou ao motim e também outras embarcações aderiram ao movimento.

Os navios bombardearam a cidade do Rio de Janeiro causando um grande tumulto e o presidente Hermes da Fonseca, recém eleito, enfrentava a sua primeira crise.

Por issso, no dia 26 de Novembro de 1910, Hermes da Fonseca acatou as reivindicações feitas pelo movimento encerrando o episódio de revolta.

Mas, dois dias depois de os revoltosos entregarem as armas, foi decretado o estado de sítio e também a prisão dos marinheiros considerados indisciplinados. Sentindo-se traídos, os marinheiros se rebelaram novamente em dezembro, mas dessa vez a resposta do governo foi severa. E a prisão foi bombardeada e destruída pelo exército, tirando a vida de centenas de fuzileiros navais e prisioneiros.
João Cândido.

Alguns dos sobreviventes foram torturados, mas João Cândido sobreviveu. Ele foi perseguido e expulso da Marinha. Ele foi internado em um hospício e em 1912 foi inocentado. O almirante negro viveu como pescador e vendedor. Morreu em 6 de dezembro de 1969.

Primeira Guerra Mundial: Resumo | História

O que levou o mundo a se desentender tanto logo no início do século XX foram as tensões herdadas do século XIX, como a Revolução Industrial, o que gerou uma forte concorrência comercial dividindo a Europa, o velho mundo. Paralelo a isso, os países começaram uma rápida corrida armamentista dando a dica que isso culminaria em uma grande batalha logo logo. Era a chamada paz armada. Sem falar, que conflitos pré-existentes como a Guerra Franco-Prussiana, que gerou um forte revanchismo francês e atrapalhavam as relações deste país com a Alemanha.

Já o clima intelectual e artístico era o o da Belle Époque vivido desde 1871 até a explosão da guerra, uma fase marcada por inúmeros avanços na tecnologia, ciência e cultura. Tal clima, de certa forma, acabou estimulando o nacionalismo belicista. Disputas territoriais começavam em países menores. Tudo junto e misturado. A Rússia tinha forte interesse na região balcânica, e a Alemanha começava a se interessar por árias coloniais maiores. O forte nacionalismo, somado às disputas imperialistas, levou os países europeus à formação das alianças secretas. Bem no início do século XX houve a formação das alianças militares. Eram elas: a Tríplice Entente, entre França, Reino Unido e o Império Russo; e do outro lado vinha a Tríplice Aliança, com a Alemanha, o Império Austro-húngaro e o Reino da Italia.

A Tríplice Entente buscava manter a sua hegemonia. A Tríplice Aliança buscava conquistar maiores objetivos. Mas, o conflito iniciou mesmo foi 1914, com o assassinato de Francisco Ferdinando, o herdeiro do trono austro-húngaro por um nacionalista sérvio, em Sarajevo, capital da Bósnia. Por estar desconfiado dos austro-húngaros, a Sérvia se recusou a cooperar nas investigações.

Devido a essa má vontade, e, principalmente, pelo descontentamento com o nacionalismo sérvio, a Áustria-Hungria declara guerra à Sérvia. A Tríplice Entente saiu em defesa dos sérvios, enquanto a Tríplice Aliança apoiou a declaração Austro-húngara.

Num primeiro momento, os exércitos ficaram apenas se movimentando. Era a guerra de movimento. Cada lado fazia suas mobilizações nos sentidos de suas fronteiras.


Mais adiante, os soldados passaram a cavar quilômetros de trincheiras, formando uma espécie de labirinto, onde as tropas travavam batalhas sanguinárias e avançavam metros apenas, em direção ao adversário. Era uma guerra estática, que, além do cansaço físico, das mortes, gerava um grande desgaste psicológico naqueles que continuavam nas batalhas.

As batalhas contavam com o apoio das tecnologias e invençoes humanas, trazidas pela Bella Epoque, com tanques, aviões e a extração de petróleo.

A Tríplice Entente se saiu melhor desde o início da Primeira Guerra, mesmo com a saída da Rússia em 1917, que se retirou dos campos de batalha devido a Revolução Socialista.

Em 1918, a vitória da Tríplice Entente se consolidou, contando com a participação dos Estados Unidos, que entraram com grande reforço militar. Em 1919, na Conferência de Paris, foram estabelecidos os Tratados de Paz, destaque para o Tratado de Versalhes, que culpava a Alemanha e seus aliados como os únicos responsáveis por toda a destruição da Guerra.

O cenário pós-guerra, era uma Alemanha humilhada e os Estados Unidos extremamente fortalecidos. Como entraram no final da Guerra, os americanos não tiveram seu território afetado e puderam se fixar como uma potência soberana.

A Alemanha, além de ser obrigada a indenizar a Tríplice Entente, sofreu severas restrições via Tratado de Versalhes, algo que gerou enormes transformações políticas e econômicas no país. Um dos reflexos do desgaste do Estado, foi a República de Weimar, que derrubou o Imperador Guilherme II e instalou uma República Liberal na cidade de Weimar.

Nasceu também o Tratado das Ligas da Nações, que criou uma espécie de congresso com os representantes oficiais das nações que lutaram na Primeira Guerra. Era um tipo de antecedente da ONU (Organização das Nações Unidas). O intuito era evitar novos confrontos. Assim os países conseguiriam chegar a soluções pacíficas e diplomáticas. Infelizmente, sabemos que essa acordo de paz não deu certo. Vinte anos depois aconteceria a Segunda Guerra Mundial.

Vegetação no Maranhão: Resumo | Geografia

O Maranhão está localizado no meio Norte, mais a oeste do Nordeste brasileiro, e em seu território há características da transicionalidade existente entre a região amazônica, na Região Norte, e o semiárido do sertão, no Nordeste. O Maranhão possui uma rica diversidade de paisagens.

Na porção oeste e noroeste do Maranhão, podemos encontrar a chamada floresta ombrófila densa, que é a nossa floresta amazônica. Ela se encontra subdividida em duas regiões: a ombrófila densa, mais presente no oeste do território maranhense, com a presença principalmente de vegetação densa com a presença de buritizais, imburana e açaí; e a floresta ombrófila de platô, onde encontramos espécies arbóreas, árvores com até 50 metros de altura. Além disso, temos a submontana, que é a região da floresta amazônica com vegetaão de porte e densidade menores.

No território maranhense, também encontramos a vegetação do Cerrado, que predomina no estado, abrangendo o sul e o leste. O interessante dessa vegetação, com elevado grau de endemismo, é que sua fisionomia está associada às diferenças de umidade e porte das árvores que a compõem. Assim, encontramos diferentes formações: o Cerradinho, o Cerrado e o Cerradão.

Mata dos Cocais.

Na porção mais central, nos vales dos rios Itapecuru, Mearim, Grajaú e Pindaré, indo em direção ao golfão maranhense, encontramos as Matas de Cocais. Essa vegetação é muito interessante, pois caracteriza a transicionalidade entre o oeste amazônico, o sul do cerrado e o leste da caatinga, sem pertencer a nenhuma delas. As Matas de Cocais são extremamente importantes devido à presença dos babaçuais, uma espécie de grande valor socioeconômico. Milhares de famílias no Maranhão sobrevivem com o extrativismo do coco do babaçu. Em 1997, no município de Lago do Junco, foi aprovada a Lei do Babaçu Livre, e hoje diversos municípios do Maranhão já aprovaram essa lei, que garante o acesso às propriedades privadas para que as quebradeiras de coco possam fazer a coleta.

Temos também a vegetação dos campos inundáveis, no entorno do golfão maranhense, na região da baixada maranhense. Essa vegetação herbácea inclui algumas espécies de porte um pouco maior e ocorre em áreas inundadas devido à presença de grandes lagos formados durante as cheias na baixada maranhense.

No litoral, encontramos a vegetação de mangue, que é muito preservada e representa a área de mangue mais preservada do Brasil. Espécies como o mangue-vermelho e o mangue-branco chegam a atingir até 16 metros de altura.

Além disso, no litoral, há a vegetação de dunas, presente no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, entre os rios Periá e Preguiças. Mais a leste, em direção ao delta do rio Parnaíba, encontramos a formação de restingas.

Por fim, existem alguns enclaves de espécies de caatinga no extremo leste do Maranhão, na fronteira com o Piauí, que muitos chamam de vegetação de carrasco.

Assim é a paisagem maranhense, bastante heterogênea, devido à sua característica de transicionalidade. Um ponto importante: o geógrafo Aziz Nacib Ab’Saber coloca que o Maranhão faz parte de três domínios morfoclimáticos: o domínio do cerrado, predominante com mais de 64% do território; o domínio amazônico, com cerca de 35% do território; e 1% de domínio da caatinga

Hidrografia do Maranhão: Resumo | Geografia

O território maranhense é drenado por rios limítrofes e rios genuinamente maranhenses. Entre os rios limítrofes está o rio Parnaíba, que separa o Maranhão do Piauí. O rio Gurupi também atua como divisor entre o Maranhão e o estado do Pará. Além disso, o rio Tocantins marca o limite entre o Maranhão e o estado do Tocantins. Temos ainda o rio Manuel Alves Grande.

Entre os rios genuinamente maranhenses, destaca-se o rio Itapecuru. Ele nasce no planalto maranhense, no centro-sul do estado, corta diversos municípios e deságua no golfão maranhense, na baía de São José. O rio Itapecuru é de grande importância, pois abastece São Luís por meio do projeto Italuís, construído durante o governo de João Castelo.

Outros rios relevantes incluem o Rio Mearim, que também nasce no planalto maranhense e deságua no golfão maranhense, e o rio Grajaú, um importante afluente do Rio Mearim. O rio Pindaré, o mais significativo do oeste maranhense, deságua na baía de São Marcos.

Além desses, temos os rios Periá e Preguiças, que deságuam no litoral oriental, e os rios Turiaçu e Maracaçumé, que deságuam no litoral ocidental.

Os rios genuinamente maranhenses estão subdivididos em quatro categorias: bacias primárias, bacia do golfão, bacia do litoral oriental e bacia do litoral ocidental. Essa classificação leva em consideração o local onde os rios deságuam.

Além das bacias mencionadas, o Maranhão possui uma extensa bacia lacustre. Essa formação lacustre, localizada a oeste da baía de São Marcos, na chamada baixada maranhense, é a maior do Nordeste brasileiro.

Devido à litologia predominante no Maranhão, que é caracterizada por bacias sedimentares, e às condições climáticas, especialmente o clima quente e úmido, formou-se ao longo do tempo geológico um grande reservatório de água subterrânea. O Maranhão possui um vasto potencial hídrico subterrâneo, sendo que a maioria dos municípios maranhenses é abastecida por poços.

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), que divide as bacias hidrográficas brasileiras em regiões hidrográficas, classifica os rios genuinamente maranhenses e o rio Gurupi como pertencentes da Bacia do Nordeste Ocidental.

Relevo Maranhense: Resumo | Geografia

O relevo do território maranhense tem predominância de baixas cotas altimétricas. No conjunto do relevo maranhense, encontramos 60% do território com formação de planície, que se encontra subdividida em planície costeira, planície litorânea e planícies fluviais.

Os 40% restantes representam as áreas planálticas e, no conjunto, formam o que chamamos de planalto maranhense, que se encontra subdividido em planalto meridional, planalto ocidental e planalto oriental. O planalto meridional se destaca pela serra da Mangabeira. O planalto central se destaca pelas serras da Cinta, Serra Branca, Serra Negra, Serra do Itapecuru. O planalto ocidental se destaca pelas serras da Desordem, Tiracambu e a Serra do Gurupi. Além disso, temos ainda o planalto oriental onde se destaca a Serra do Valentim, que impede que as águas do rio Itapecuru deságuem no rio Parnaíba.

Um detalhe importante é que, na classificação de Aroldo de Azevedo, o planalto maranhense faz parte do Planalto Central. Já na classificação de Aziz Ab’Saber, o planalto maranhense faz parte do Planalto do Meio-Norte (em classificação da década de 1960). E em 1989, com a classificação do geógrafo Jurandyr Ross, o planalto maranhense faz parte da classificação onde temos planaltos e chapadas da bacia sedimentar Piauí-Maranhão.

O que faz com que esse relevo planáltico do Maranhão seja de baixa altitude foram as ações erosivas, principalmente a erosão fluvial, já que grande parte dos rios maranhenses nasce na porção Centro-Sul. Além disso, temos a questão da dinâmica climática, já que o Maranhão apresenta climas úmidos e subúmidos. Predomina no Maranhão o clima tropical. Na parte oeste do Maranhão, o clima é equatorial. Esses são os dois fatores importantes, mas não devemos esquecer a estrutura geológica. Predomina no Maranhão bacias sedimentares, 90%. As bacias sedimentares foram formadas por deposição de sedimentos ao longo do Paleozoico, Mesozoico e Cenozoico. No Maranhão, predomina a bacia sedimentar do Mesozoico. E 10% do território maranhense é de formação cristalina do Pré-Cambriano. O núcleo de Gurupi e fragmentos cristalinos de São Luís chegam até a região de Rosário.

Revolução Russa de 1917 : Resumo | História

Havia muitos antecedentes que desencadearam a Revolução Russa de 1917, como, por exemplo, o atraso econômico da Rússia em relação a outros países europeus. O Império Russo na época era conhecido como o “Gigante dos Pés de Barro”. Apesar da libertação dos servos em 1861, a maior parte dos trabalhadores rurais vivia em péssimas condições, sendo a fome muito comum nas áreas rurais da Rússia, gerando uma tensão de classes crescente entre camponeses e burgueses.

Outro fator foi a chegada da industrialização nas cidades através de capital estrangeiro, fazendo com que os trabalhadores pouco a pouco começassem a se organizar em busca de melhores condições. Afinal, a exploração também acontecia nas cidades. Em 1905, a humilhante derrota na Guerra Russo-Japonesa desencadeou uma série de revoltas internas contra o regime absolutista do Czar Nicolau II, com greves e protestos explodindo em diversas regiões do império. Ainda em 1905, aconteceu o Domingo Sangrento, episódio também conhecido como Ensaio Geral, onde guardas do czar receberam os manifestantes a tiros em frente ao palácio real.

A situação ficou insustentável em 1914, quando a Rússia decidiu entrar na Primeira Guerra Mundial, mesmo estando devastada economicamente. A crise militar gerou até falta de munição durante o conflito, o que resultou na perda de milhões de soldados e piorou as tensões entre o governo e a população. A primeira fase do levante socialista ocorreu em 1917, com a Revolução de Fevereiro, liderada pelos mencheviques. Uma marcha pelo Dia das Mulheres acabou se transformando num protesto generalizado contra a situação da Rússia. Os proletários invadiram o palácio do czar, em São Petersburgo, e forçaram a sua renúncia, organizando-se em um governo provisório, com uma Assembleia Constituinte.

A política estava dividida entre bolcheviques e mencheviques, representados por inúmeros partidos socialistas e liberais.

No entanto, a permanência na Primeira Guerra ainda causava revolta entre os trabalhadores. O cenário de instabilidade chegou ao ápice quando tropas ligadas ao czar fizeram uma tentativa de retomar o poder monárquico, sendo impedidas pelo Exército Vermelho de Leon Trotsky, um dos grandes líderes da revolução. Tudo isso abriu caminho para a Revolução de Outubro, quando os bolcheviques promoveram a derrubada do governo provisório, tomaram o poder e fecharam a Assembleia Constituinte, liderados por Vladimir Lenin e suas Teses de Abril, de pão, terra e paz para o povo russo. O Partido Operário Social-Democrata Russo também retirou a Rússia da Primeira Guerra, aplicou a coletivização dos campos e introduziu medidas sociais para conter a miséria no país.


Em 1921, Lenin lançou ainda a Nova Política Econômica, NEP, que, na prática, é um recuo comunista de guerra centralizador. Ele permite a criação de pequenas propriedades privadas e a entrada de investimentos estrangeiros. Era a teoria de dar um passo para trás para poder dar dois passos para frente.

Finalmente, chegava a queda total da autocracia russa. Porém, a revolução não salvou a Rússia de uma sangrenta guerra civil entre os apoiadores do Exército Vermelho e os do Exército Branco, formado por monarquistas e nações capitalistas.

Em 1922, Lenin conseguiu que fosse aprovada a fundação da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).

Movimentos da Terra: rotação e translação

A Terra executa vários movimentos, mas dois se destacam em termos de importância: os movimentos de rotação e de translação. São movimentos que geram consequências diretas para nós, seres humanos.

O movimento de rotação é aquele que a Terra executa em torno de seu eixo imaginário, ou seja, ao redor de si mesma. É o giro constante que a Terra realiza. Esse movimento de rotação tem uma duração de 23 horas, 56 minutos e 04 segundos. Mas, historicamente, convencionou-se que a rotação tem uma duração de 24 horas. A rotação é responsável pela ocorrência dos dias e das noites. Veja bem, se esse movimento não ocorresse constantemente, a Terra teria somente um lado iluminado. Nós teríamos constantemente uma parte da Terra iluminada e muito quente e o outro lado sem luz, com temperaturas muito baixas. O movimento de rotação é, portanto, fundamental para a manutenção da vida no planeta. E esse movimento de rotação ocorre no sentido anti-horário. Esse movimento também é contínuo, pois não existe nenhuma força que impeça a Terra de se movimentar, que pare a Terra. Uma das comprovações mais simples que você pode ter a respeito do movimento de rotação é o chamado movimento aparente do Sol. É como se o Sol desenvolvesse um movimento no céu ao longo do dia. Mas não é o Sol que se movimenta, quem se movimenta é a Terra. Então, a partir do momento em que observamos o movimento aparente do Sol, podemos comprovar o movimento de rotação do planeta. E embora pareça muito lento, o movimento de rotação é bastante rápido, ocorrendo a uma velocidade aproximada de 1666 Km/h.

O movimento de translação é aquele que a Terra executa ao redor do Sol. Tem uma duração aproximada de 365 dias e 6 horas. É importante considerarmos essas seis horas porque, ao final de 4 anos, ou seja, ao final de quatro translações, elas se acumulam para dar origem ao dia 29 de fevereiro, um dia extra no nosso calendário. Quando o mês de fevereiro tem 29 dias, temos, portanto, a ocorrência do ano bissexto. É muito importante que esse ajuste seja feito, essas horas que excedem os 365 dias da translação, para que não haja mudanças no início e fim das estações do ano. O movimento de translação gera o nosso ano de 365 dias. O movimento de translação não é um movimento circular, mas sim elíptico. Assim, existem dois momentos especiais em que a Terra estará mais distante ou mais próxima do Sol. O momento em que a Terra se encontra mais distante do Sol é chamado de afélio, e o momento em que ela se encontra mais próxima do Sol é o periélio. Além de condicionar o nosso calendário anual, ou seja, uma translação da Terra sendo igual à ocorrência de um ano, o movimento de translação também é importante porque ele gera a ocorrência das estações do ano. Então, quando falamos em verão, estamos nos referindo a um momento em que o hemisfério norte ou o hemisfério sul recebe mais luz solar. O verão é caracterizado pelo período do ano em que os dias são mais longos que as noites. O inverno é o contrário; ocorre no hemisfério norte ou no hemisfério sul, a partir da menor recepção de luz solar. Nesse caso, o inverno pode ser caracterizado como o período do ano em que as noites são mais longas que os dias. A primavera e o outono são as estações mais equilibradas, em que os dias e as noites têm durações semelhantes.