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A República de 1946

Com o fim do Estado Novo houve um movimento de renovação partidária, que conduziu à formação dos primeiros partidos nacionais do Brasil. O Partido Social Democrático (PSD) tinha caráter elitizado, abrigando líderes regionais e funcionários do governo, enquanto o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) reunia dirigentes e militantes sindicais. Ambos eram representantes do varguismo e tinham como oposição a União Democrática Nacional (UDN), de viés liberal, que atraía principalmente setores da classe média urbana. O Partido Comunista Brasileiro (PCB) também se reorganizou, mas logo foi posto novamente na ilegalidade durante o governo Dutra (1946-1951).

PSD, PTB e UDN conduziram as disputas políticas da chamada Quarta República (1946- -1964) sob uma Constituição democrática, liberal e presidencialista. Diferentemente do que ocorrera na trajetória política brasileira até então, esse período republicano foi iniciado por um processo verdadeiramente democrático: uma eleição direta para presidente, regulada pela Justiça Eleitoral, na qual 7 milhões de brasileiros e brasileiras puderam votar.

Dutra, que havia sido ministro da Guerra de Getúlio Vargas, foi o único militar a governar no período democrático da Quarta República. Depois dele, o próprio Vargas foi eleito pelo PTB e assumiu a presi- dência entre 1951 e 1954. Nesse intervalo, os princípios do traba- lhismo foram recuperados, o Estado assumiu uma postura intervencionista na economia e o sindicalismo estatal foi reforçado. Mais uma vez, Vargas fazia dos sindicatos a base social de seu governo e atuava para neutralizar os conflitos sociais com a negociação de reformas sociais. Enquanto isso, buscava estabilizar a economia e assim atender aos interesses do empresariado nacional.

Em agosto de 1954, sob fortes pressões da oposição, o presidente Getúlio Vargas se suicidou. Diante de uma enorme comoção popular, as Forças Armadas, que exigiam sua renúncia junto a setores da elite política e econômica, não aplicaram o esperado golpe de Estado, e inicia-se o governo provisório de Café Filho (1899-1970). Entretanto, a ameaça dos militares ao regime democrático permaneceu: pouco mais de um ano depois, setores do exército tentaram impedir, em vão, a posse do presidente eleito Juscelino Kubitschek (1902-1976), tam- bém conhecido como JK.

Questão de Filosofia - De que maneira o indivíduo foi conceitualizado pelo pensamento filosófico em diferentes momentos da história?

De que maneira o indivíduo foi conceitualizado pelo pensamento filosófico em diferentes momentos da história?

RESPOSTA:
Na Antiguidade, a individualidade aparece como uma forma naturalmente definida de singularidade em face da comunidade. Na Idade Média, assim como na Antiguidade, a comunidade precede naturalmente os indivíduos que a compõem. No entanto, no caso do medievo, a natureza, sendo criada, obedece a desígnios que não estão nela mesma, mas derivam da vontade do Criador. Por esse motivo, a vida em comunidade, mais que preservar o bem-estar coletivo, tem de ser obrigatoriamente regulada pelas normas estabelecidas e reconhecidas pela vontade de Deus. Na modernidade, ocorre uma transformação importante: a individualidade é concebida e vivida no cotidiano imediato como uma forma de existência naturalmente independente da comunidade, agora como uma sociedade no sentido real do termo. Por esse motivo, todos os laços que unem os indivíduos se constituem em meios de cada um obter a felicidade; trata-se de uma necessidade puramente exterior. Daí a importância da política como mediadora, na busca por uma solução, dos conflitos e antagonismos entre indivíduos que estão naturalmente destinados a competir. Na contemporaneidade, por sua vez, não apenas se aprofunda o autocentramento dos indivíduos, como também a Filosofia dissolve qualquer referência de realidade universalmente válida nas interpretações que os indivíduos constroem acerca de si e do mundo. Isso não será feito de maneira unívoca, pois várias correntes apresentarão reações a isso, embora a tendência dissolutora da objetividade se mostre preponderante. 

Questão de Filosofia - O conceito de indivíduo da Grécia Antiga abarca todos os seres humanos? Justifique sua resposta.

O conceito de indivíduo da Grécia Antiga abarca todos os seres humanos? Justifique sua resposta.

RESPOSTA:
Não, porque cada elemento da sociedade ocupa um lugar específico dentro dela, naturalmente definido. Por conta dessa situação, a individualidade é vivenciada, definida e regulada em razão das diferenças, imutáveis e consideradas como naturais. Por isso o escravo não pode ser indivíduo, como é a mulher livre, embora esta não possa vivenciar a individualidade como o homem livre, que exerce a cidadania ao fazer parte da assembleia e votar as leis da pólis.

Questão de Filosofia - Como Aristóteles descreve os escravos na sociedade grega?

Como Aristóteles descreve os escravos na sociedade grega?

RESPOSTA:
O escravo é considerado “um bem vivo”; ele não possui uma identidade individual e humana. Como pertence a outra pessoa, é um ser não livre. Sua relação com a comunidade decorre unicamente do fato de ser posse de um homem livre, o cidadão que é pessoa plena porque participa da vida política de sua comunidade. Portanto, é uma condição material da produção das coisas de que a comunidade e seu senhor necessitam.

Questão de Filosofia - De que forma Aristóteles compreende a relação entre indivíduo e sociedade?

De que forma Aristóteles compreende a relação entre indivíduo e sociedade?

RESPOSTA:
A comunidade tem precedência em relação aos seus membros (“[...] a cidade tem precedência sobre a família e sobre cada um de nós individualmente”). O indivíduo é definido por meio da relação de pertencimento ao grupo que lhe é naturalmente dado, segundo seu lugar e situação social de nascimento.

Questão de Filosofia - Como Aristóteles define o ser humano?

Como Aristóteles define o ser humano?

RESPOSTA:
Para Aristóteles, o ser humano é algo dado pela natureza, um animal sociável, ou seja, um ser que naturalmente vive em comunidade com seus semelhantes.