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Questão de História - Como a interpretação elaborada por Francisco Doratioto e Ricardo Salles se opõe à ideia de que essa guerra foi fomentada pelo imperialismo inglês?

Como a interpretação elaborada por Francisco Doratioto e Ricardo Salles se opõe à ideia de que essa guerra foi fomentada pelo imperialismo inglês?

RESPOSTA:
A vertente dos anos 1960 e 1970 tendeu a analisar o conflito como resultado, principalmente, dos interesses da Inglaterra em interromper o progresso paraguaio, visto como uma ameaça aos negócios ingleses na região platina. Opondo-se a essa visão, Francisco Doratioto e Ricardo Salles analisam o conflito como fruto das disputas pela hegemonia na região e do caminho escolhido para se consolidarem como Estados nacionais.

Questão de História - Segundo as vertentes historiográficas dos anos 1960 e 1970, citadas no texto, qual é a relação entre o imperialismo inglês e a Guerra do Paraguai?

Segundo as vertentes historiográficas dos anos 1960 e 1970, citadas no texto, qual é a relação entre o imperialismo inglês e a Guerra do Paraguai?

RESPOSTA:
Segundo essa interpretação, o conflito foi fomentado pelo imperialismo inglês. O Paraguai era um país de pequenos proprietários que optaram pelo desenvolvimento autônomo, livrando-se da dependência externa. Brasil e Argentina definiam-se como nações dependentes, baseadas no comércio externo e no ingresso de recursos e tecnologia estrangeiros. De acordo com essa interpretação, Brasil e Argentina foram manipulados pela Inglaterra para destruir uma pequena nação cujo caminho não lhe convinha. Além disso, os ingleses estavam interessados em controlar o comércio do algodão paraguaio, matéria-prima fundamental para a indústria têxtil britânica.

Questão de História - Qual é a versão da historiografia paraguaia para o conflito?

Qual é a versão da historiografia paraguaia para o conflito?

RESPOSTA:
Na versão paraguaia, o conflito resultou da agressão de vizinhos poderosos a um pequeno país independente. Essa versão foi utilizada em anos recentes para glorificar o ditador paraguaio Alfredo Stroessner [que governou o país entre 1954 e 1989].

Questão de História - Explique a visão tradicional da historiografia brasileira sobre essa guerra

Explique a visão tradicional da historiografia brasileira sobre essa guerra.

RESPOSTA:
Essa interpretação responsabiliza o ditador paraguaio Solano López pela eclosão do conflito. Segundo esse ponto de vista, o Brasil entrou em guerra para conter os planos expansionistas de López. Essa visão também glorifica as Forças Armadas brasileiras, destacando a atuação de alguns comandantes, vistos como heróis.

Questão de História - Identifique as versões sobre a Guerra do Paraguai apresentadas no texto.

Identifique as versões sobre a Guerra do Paraguai apresentadas no texto.

RESPOSTA:
O texto apresenta quatro versões sobre a Guerra do Paraguai. A primeira é a da historiografia brasileira tradicional. A segunda foi produzida pela historiografia tradicional paraguaia. A terceira é focada no imperialismo inglês, ligada a concepções de correntes da esquerda latino-americana das décadas de 1960 e 1970, e a quarta foi produzida pelo especialista em relações internacionais Francisco Doratioto e pelo historiador Ricardo Salles, e se concentra nas relações entre os países envolvidos no conflito.

Questão de História - Até 2017, Nova York era uma das cidades-santuário nos Estados Unidos.

Até 2017, Nova York era uma das cidades-santuário nos Estados Unidos. Procure o significado de “cidade-santuário” e pesquise quais outras cidades estadunidenses tinham esse título e a situação atual delas.

RESPOSTA:
As chamadas cidades-santuário são cidades que protegem os imigrantes contra a deportação; de modo geral, seus governantes e suas autoridades procuram não compartilhar com as autoridades federais informações sobre a situação legal dos imigrantes que nelas residem. Os imigrantes podem até ser deportados, mas o processo torna-se um pouco mais difícil. Em 2017, havia cerca de 300 cidades-santuário, entre elas Nova York, Boston, São Francisco, Los Angeles, Portland, Washington, Chicago e Santa Fé. Em junho de 2017, a Câmara de Deputados do Congresso dos Estados Unidos, durante a presidência de Donald Trump, aprovou um projeto de lei que restringia o acesso das cidades-santuário aos fundos financeiros federais, em uma tentativa de enfraquecê-las.

Questão de História - Explique por que podemos afirmar que os Estados Unidos optaram por um “imperialismo informal” durante o século XIX e o início do século XX.

Explique por que podemos afirmar que os Estados Unidos optaram por um “imperialismo informal” durante o século XIX e o início do século XX.

RESPOSTA:
Diferentemente da prática imperialista das nações europeias em regiões da África e da Ásia, que impunham uma administração da metrópole em seus domínios coloniais, os Estados Unidos optaram por não construir um império colonial, administrado diretamente por autoridades da metrópole.

Questão de História - Explique por que os Estados Unidos receberam tantos imigrantes na segunda metade do século XIX.

Explique por que os Estados Unidos receberam tantos imigrantes na segunda metade do século XIX.

RESPOSTA:
Os imigrantes, em sua maioria europeus e asiáticos, foram atraídos pelo desenvolvimento econômico dos Estados Unidos e pela política do governo estadunidense de concessão de terras para a ocupação do oeste.

Questão de História - Será que o fim da escravidão nos Estados Unidos, em 1863, representou a completa inserção dos negros na sociedade estadunidense?

Será que o fim da escravidão nos Estados Unidos, em 1863, representou a completa inserção dos negros na sociedade estadunidense? Responda com base nesta fotografia e nas informações deste Capítulo. Justifique sua resposta.

RESPOSTA:
O fim da escravidão não significou a inserção dos negros na sociedade estadunidense. Eles continuaram marginalizados e a sofrer com o preconceito. Em alguns estados, leis de segregação racial foram promulgadas.

Questão de História - Que marcas os indígenas deixaram no atual território estadunidense?

Que marcas os indígenas deixaram no atual território estadunidense?

RESPOSTA:
Diversos territórios receberam o nome de grupos indígenas. Além disso, atividades econômicas ligadas ao entretenimento, como hotéis e cassinos, têm sido a opção de algumas populações para explorar economicamente suas terras.

Questão de História - Como você explica o argumento dos abolicionistas de que o “fim do cativeiro libertaria o homem branco”?

Como você explica o argumento dos abolicionistas de que o “fim do cativeiro libertaria o homem branco”?

RESPOSTA:
O ser humano tem consciência de que uma pessoa, quando submetida à opressão e a um processo contínuo de embrutecimento, teme mais prolongar esse estado de sofrimento que lutar por sua liberdade, mesmo que, para isso, tenha que matar ou morrer. Os senhores, por essa razão, tinham que manter vigilância permanente, para não serem pegos de surpresa. Como viviam com medo de uma reação individual ou de uma rebelião coletiva, os senhores eram reféns da resistência escrava. Ao abolir a escravidão, eles perderiam o investimento feito nos escravizados, mas se libertariam do medo de conviver diariamente com eles.

Questão de História - Qual tese é defendida pela autora para criticar a visão de Rui Barbosa? Quais evidências ela apresenta?

Qual tese é defendida pela autora para criticar a visão de Rui Barbosa? Quais evidências ela apresenta?

RESPOSTA:
A autora rebate a visão conservadora de Rui Barbosa expondo a ideia de que a resistência e as fugas dos escravos foram decisivas para o fim da escravidão no Brasil. Em vez de terem sido observadores passivos ou meros figurantes, os escravizados foram protagonistas desse acontecimento. Como evidência do papel decisivo dos escravizados e dos libertos nessa transformação, ela cita as constantes fugas e revoltas coletivas de cativos e o trabalho de propaganda de personagens negros ilustres, como Luís Gama, José do Patrocínio e Manoel Querino, além de outros menos famosos, como o sapateiro Salustiano.

Questão de História - Por que Rui Barbosa ficou descontente com o conteúdo da carta encaminhada pelos ex-escravizados?

Por que Rui Barbosa ficou descontente com o conteúdo da carta encaminhada pelos ex-escravizados?

RESPOSTA:
Na carta, os ex-escravizados exigiam instrução pública para os seus filhos e afirmavam terem sido os agentes da abolição, e não a família real. Rui Barbosa, como representante da elite econômica, política e letrada do país, considerava um abuso o fato de negros pobres e analfabetos reivindicarem a direção do movimento abolicionista. Na visão oligárquica e excludente dos grupos governantes, a atuação na vida pública cabia aos homens ricos e letrados; aos negros e à gente pobre em geral, cabiam apenas o trabalho e a obediência.

Questão de História - O cartaz reflete o processo que levou ao fim da escravidão no Brasil? Por quê?

O cartaz reflete o processo que levou ao fim da escravidão no Brasil? Por quê?

RESPOSTA:
O cartaz mostra um branco e um negro celebrando a abolição da escravidão, indicada em um estandarte localizado atrás deles. O artista provavelmente quis retratar a abolição como resultado da união entre brancos e negros, união que encerraria as possíveis inimizades ou os desejos de vingança dos escravos contra seus senhores. No entanto, a abolição da escravidão no Brasil não foi amistosa como sugere o cartaz. Pelo contrário, muitos escravizados se rebelaram contra seus proprietários, promovendo diversas fugas. Além disso, após a abolição, os ex-escravizados não foram integrados à sociedade; muitos continuaram a ter laços de dependência com seus ex-senhores ou assumiram trabalhos desprestigiados nas cidades.

Questão de História - Por que, de modo geral, os escravizados lutaram nos Corpos de Lanceiros do exército farroupilha?

Por que, de modo geral, os escravizados lutaram nos Corpos de Lanceiros do exército farroupilha?

RESPOSTA:
De modo geral, os escravizados lutaram no exército farroupilha em troca da liberdade. Na verdade, a “promessa” de liberdade aos escravizados que participassem de conflitos era algo comum no Brasil do século XIX. Segundo Olgário Paulo Vogt, “A utilização de escravos nas guerras de libertação política não era algo novo. No Rio de Janeiro e em Salvador, autoridades monárquicas brasileiras insistiram junto a grandes senhores de escravos para que alforriassem alguns cativos sob a condição de integrarem as tropas para garantir a independência do Brasil frente às tropas portuguesas [...]. Outros movimentos que abalaram a Regência se valeriam do mesmo expediente”. 

Questão de História - O que era o bushido?

O que era o bushido?

RESPOSTA:
O bushido era o código de ética que orientava a educação dos samurais. Eles eram treinados para defender a honra até a morte e servir com absoluta lealdade o seu senhor. Mas eles também deviam se dedicar a outras artes além da guerra, como a caligrafia, a estampa e o teatro.

Questão de História - Explique por que o poder do xogunato se assemelha ao sistema feudal europeu.

Explique por que o poder do xogunato se assemelha ao sistema feudal europeu.

RESPOSTA:
O xogunato pode ser considerado um sistema político de tipo feudal porque, nesse período, o poder estava concentrado nas mãos dos xoguns, chefes militares locais. De forma semelhante à relação entre suseranos e vassalos na Europa feudal, os xoguns estabeleciam relações de fidelidade e proteção com os samurais. Eles garantiam aos xoguns segurança e cobrança de tributos em troca de rendimentos da terra.

Questão de História - Observe a evolução da ocupação europeia na África entre 1880 e 1914, e avalie o impacto da partilha do continente na vida dos africanos.

Observe a evolução da ocupação europeia na África entre 1880 e 1914, e avalie o impacto da partilha do continente na vida dos africanos.

RESPOSTA:
Com o avanço das potências europeias para o interior do continente, antigos reinos, povos e nações africanos foram subjugados pelos colonizadores. As divisões que aparecem no segundo mapa, de 1914, foram criadas artificialmente pelos europeus, sem considerar a diversidade de povos no continente. Essa configuração artificial, que, com algumas alterações, foi mantida após as independências, causa problemas para a África até os dias de hoje, já que etnias distintas e muitas vezes rivais tiveram que dividir o mesmo território, enquanto etnias culturalmente aproximadas foram separadas.

Questão de História - Compare as áreas de ocupação europeia representadas no mapa de 1880 e nesse mapa, de 1914.

Compare as áreas de ocupação europeia representadas no mapa de 1880 e nesse mapa, de 1914. Que mudanças ocorreram entre um e outro momento? Que novos países aparecem no mapa de 1914? Há algum que desaparece? Qual?

RESPOSTA:
A principal diferença entre os mapas se verifica no avanço da dominação europeia na África, que se estendeu do litoral para quase todo o continente. Observando os países que tinham domínios na África em 1880 (mapa 1), notamos que Grã- -Bretanha, França, Portugal e Espanha, além de manter seus antigos domínios, se apossaram de novos territórios. O único Estado que desaparece no mapa de 1914 é o Império Turco Otomano, que perdeu o Egito para a Grã-Bretanha e a Líbia para a Itália. Os colonizadores bôeres, de origem holandesa, também perderam seus domínios no sul do continente para a Grã-Bretanha. Outros países europeus se apossaram de territórios no continente: Bélgica, Alemanha e Itália.

Questão de História - Nesse mapa, de 1880, podemos verificar a pequena presença europeia no continente africano.

Nesse mapa, de 1880, podemos verificar a pequena presença europeia no continente africano. Em que regiões da África os europeus estavam estabelecidos nesse período? Quais países europeus tinham esses domínios? Com base em seus conhecimentos, como você explicaria a ocupação europeia dessas terras?

RESPOSTA:
Verificamos a presença europeia (Grã-Bretanha, França, Espanha, Portugal, Turquia e Repúblicas bôeres independentes) em pequenas faixas do litoral africano. O estabelecimento europeu na costa do Atlântico iniciou-se a partir do século XV, com as Grandes Navegações. Os primeiros contatos tinham o comércio como principal objetivo e intensificaram-se com o tráfico de escravos. A presença europeia na região do Mediterrâneo, no norte do continente, remontava à Antiguidade e tinha um grande valor estratégico. Nas regiões costeiras de Angola a Moçambique, a ocupação remonta ao período das Grandes Navegações e ao processo realizado pelos portugueses de circundar o continente africano para chegar às Índias. No sul, também na zona litorânea do continente, a fixação dos bôeres (colonizadores descendentes de holandeses) teve início nos séculos XVII e XVIII, com a constituição de repúblicas independentes. Essas repúblicas dividiam espaço na região com a colonização inglesa, bem próxima à costa.