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Fotos Antigas e Históricas do Município de Amapá, Amapá - AP

Amapá de antigamente: este artigo reúne fotos antigas de Amapá encontradas no acervo digitalizado da Biblioteca do IBGE na internet. Amapá é um município brasileiro do estado do Amapá - AP. São imagens da prefeitura, igreja, residência e outras.
Prefeitura Municipal : Amapá, AP - [19--]
Posto médico municipal : Amapá, AP - [19--]

Grupo Escolar Veiga Cabral : Amapá, AP - [19--]
Fórum : Amapá, AP - [19--]
Residência dos empregados do posto da seção de fomento agrícola : Amapá, AP - [19--]
Correios e telégrafos : Amapá, AP - [19--]

Sede administrativa do posto da seção de fomento agrícola : Amapá, AP - [19--]
Ponte sobre o Rio Araguari : Amapá, AP - [19--]

Igreja do Divino Espírito Santo : Amapá, AP - [19--]

Hotel de trânsito : Amapá, AP - [19--]

Fotos Antigas e Históricas do Município de Serra do Navio, Amapá - AP

Este artigo tem o intuito de mostrar para vocês leitores, a Serra do Navio de antigamente. São fotografias retiradas da internet (site do IBGE). Espero que gostem, pois é parte da História desse município. Serra do Navio é um município brasileiro do estado do Amapá - AP.
Vista panorâmica da cidade Serra do Navio, AP - [19--]
Vila Serra do Navio Serra do Navio, AP - [19--]

Escola primária Serra do Navio, AP - [19--]


Escola primária Serra do Navio, AP - [19--]

Carregamento de manganês em balsa no Rio Amapari Serra do Navio, AP - [19--]
Aspectos da Selva Amazônica na região da Serra do Navio (AP) - 1952
Vegetação à margem do Rio Amapari na Serra do Navio no Amapá(AP) - 1953

Icomi Rio Amaparí Serra do Navio, AP - [19--]
Gruta, monte de manganês na Serra do Navio no Amapá (AP) - 1953--]
Vista aérea da Icomi e Vila Amazonas Serra do Navio, AP - [19--]

História do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro - RJ

Histórico do Município: Rio de Janeiro, Rio de Janeiro - RJ
Gentílico: Carioca

A Cidade do Rio de Janeiro foi fundada em 1565 por Estácio de Sá, após a expulsão dos franceses, como núcleo fortificado para defender a baía de Guanabara. Algumas décadas depois, já assumia a função de porto exportador do açúcar do recôncavo fluminense. Tornou-se capital do país em 1763. 

A vinda da família real, no século XIX, fortaleceu sua posição político- administrativa e de centro econômico. A introdução de bondes e trens, em 1870, possibitilou o desenvolvimento de outras freguesias e a expansão industrial acelerou o crescimento demográfico e urbano.

No início deste século, o prefeito Pereira Passos realizou um programa de forma urbana que transformou a Cidade carioca com o construção da avenida Rio Branco (antiga avenida Central), e da avenida Beira-Mar. A partir daí diversos projetos viários foram sendo realizados. Ainda, na primeira metade do século, vale citar a demolição do Morro do Castelo e a abertura de dois túneis de acesso a Copacabana. Nos anos 50 e 60, foram destaque a demolição do Morro de Santo Antônio, o aterramento e urbanização do Parque do Flamengo, a abertura de dois túneis complementares em Copacabana, dos túneis Rebouças e Santa Bárbara, o primeiro trecho da avenida Perimetral, além da rodoviária Novo Rio.

Apesar da mudança da capital para Brasília, em 1960, o Rio de Janeiro continuou sendo importante pólo turístico, cultural e comercial. Os investimentos públicos se intensificaram nas áreas mais ricas da Cidade, acelerando o processo de especulação imobiliária. No final da década de 60 e nos anos 70, grandes obras foram realizadas: alargamento da praia de Copacabana, o elevado sobre a avenida Paulo de Frontin, a primeira etapa da auto-estrada Lagoa-Barra, a ponte Rio-Niterói e o Metrô. Foi inaugurada a Linha Vermelha, que liga a ilha do Governador e o Aeroporto Internacional a São Cristovão e à zona sul, através do túnel Rebouças.

Com a fusão do Estado da Guanabara com o Estado do Rio de Janeiro, em 1975, deixou de ser Cidade-Estado tornando-se, assim, Município do Rio de Janeiro. 

A pessoa natural do Rio de Janeiro, coisas ou fatos a ela relacionados são chamados de carioca, palavra de origem tupi (kari´oka, casa de branco, de kara´i-branco e oka-casa).

Vista panorâmica do Cristo Redentor - Rio de Janeiro, RJ
Formação Administrativa
A Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, fundada a 01-03-1565, teve logo alguns cargos essenciais providos pelo governador-geral Mem de Sá, como seja, os alcaide-mor, ouvidor, juiz de órgãos e feitor da fazenda. Salvador Correia de Sá nomeou o medidor de terras, para resolver o problema das sesmarias.

A terra fazia, então, parte da capitania doada a Martim Afonso de Sousa. Nada Comprova que ele tenha cedido seus direitos.

Pertenciam à Cidade de São Sebastião as populações ribeirinhas da baía da Guanabara como os centros de povoamento circunvizinhos que eram chamados “freguesia, de terra a dentro e freguesia da costa a fora”. O termo da Cidade estendia-se, na orla atlântica, de Ponta Negra à Ponta da Marambaia, e, no interior, galgando a serra do mar, antiga a margem direita do curso médio do Paraíba do Sul.

A Carta Régia, de 11-03-1757, atribuiu à Câmara o título de Senado da Câmara e ao ouvidor as atribuições de prefeito.

Em 1763 passa a ser capital do Brasil Colônia transferida da Bahia.

O alvará de 05-04-1808, cria a Intendência Geral da Policia da Côrte e do Estado do Brasil, ficando o Intendente geral de policia com as atribuições idênticas às de prefeito.

Sede da antiga capitania do Rio de Janeiro e, também capital da Província do mesmo nome, separou-se desta, em 1834 lei de 12-08-, em virtude do ato adicional à constituição de 1824, para constituir-se no município neutro da Côrte. Passa, então, a administração da cidade a ser orientada pelo presidente de sua Câmara.

O decreto nº 50, de 7-12-1889, do Governo Provisório da República dos Estados Unidos do Brasil, dissolve a câmara municipal e cria o conselho de intendência municipal do Rio de Janeiro capital da República. O presidente da Intendência municipal responde pela administração do município.

A Lei nº 85, de 20-09-1892, cria os prefeitos municipais.

Com o advento da República, passou, por força do artigo 2º da Constituição de 24-02- 1891, o antigo município neutro a constituir o Distrito Federal, continuando a ser a Capital do Brasil. O parágrafo único do artigo 3º determinava que o Distrito Federal passaria a constituir um Estado, uma vez efetuada a transferência da Capital do País.

A constituição de 1946, no seu Ato das Disposições Transitórias, artigo 4º, determina: “efetuada a transferência, o atual Distrito Federal passará a constituir o Estado da Guanabara”

A 21-04-1960, efetivada a transferência da capital da República para Brasília, em virtude da Lei nº.3.273, de 21-10-1957, o antigo Distrito Federal passou a constituir nova unidade da Federação Brasileira - o Estado da Guanabara, por força da Lei nº.3.752, de 14 –04-1960.

A constituição do Estado da Guanabara, promulgada pela Assembléia Constituinte a 27- 03-1961, dotou o novo Estado de Três Poderes: executivo, legislativo e judiciário.

O antigo Distrito Federal , desde o decreto-lei n.º12.356, de 10-01-1917, estava com seu território delimitado por circunscrições, chegando, como atualmente,, a haver 34 circunscrições.

Decreto nº.898, de 09-03-1962, completado pelo de nº.1.656, de 24-04-1963, dispõe que “para efeito de organização e administração dos serviços de natureza local, fica o território do Estado da Guanabara dividido em 21 regiões administrativas”.

Lei complementar nº 20, de 01-07-1974, o município do Rio de Janeiro passou a ser a capital do estado do Rio após a fusão do Estado do Rio de Janeiro e da Guanabara.

Em “Síntese” de 31-XII-1994, o município do Rio de Janeiro é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Fonte: Biblioteca IBGE.

História de Macapá, Amapá - AP

Histórico do Município: Macapá, Amapá - AP.
Gentílico: macapaense.

Macapá se originou de um destacamento militar fixado no mesmo local das ruínas da antiga Fortaleza de Santo Antônio, a partir de 1740. Este destacamento surgiu em razão de constantes pedidos feitos pelo governo da Província do Grão Pará e Maranhão (a quem as terras do Amapá estavam juridicamente anexadas), João de Abreu Castelo Branco, que desde 1738, sentindo o estado de abandono em que se encontrava a Fortaleza, solicitava à Coroa portuguesa providências urgentes.

Em 1740 veio a resposta do rei português D. João, que não só autorizou o governador do Pará a construir um fortim no mesmo local das ruínas da fortaleza de Santo Antônio, como também enviou um projeto de construção de um pequeno forte idealizado pelo sargento-mor Manuel de Azevedo Fortes e pelo engenheiro-mor do reino, Miguel Luís Alves. Deste forte originou-se Macapá.

Depois que D. José I assumiu o trono português, o Marquês de Pombal assumiu o ministério real e nomeou, em seguida, seu irmão Francisco Xavier de Mendonça Furtado para o comando das Armas da Província do Pará, assim como para a presidência da própria província, gozando de plenos poderes para promover a fundação e colonização de vilas na Amazônia Setentrional. É nesta época que Macapá assiste à chegada dos colonos dos Açores.

Em 2 de fevereiro de 1758, Mendonça Furtado instala os poderes Legislativo e Judiciário da vila, e em 4 de fevereiro, dois dias depois, eleva o povoado à categoria de vila. A emancipação de Macapá despertou a cobiça de holandeses, ingleses e franceses que ameaçavam a todo custo invadir a vila.

Após intensa campanha Mendonça Furtado vem a falecer, não realizando o sonho de ver Macapá fortificada condignamente. A grande fortaleza só foi inaugurada em 19 de março de 1782, 18 anos depois de iniciados os trabalhos.

Erguida a imponente fortaleza, a vila começou a desenvolver-se, sempre gozando das vantagens inerentes à sua qualidade de centro militar, até os dias que precederam à proclamação da Independência do Brasil.Macapá cresceu à sombra desta fortaleza, testemunho do esforço luso-brasileiro na conquista, colonização e manutenção da Amazônia e representa a mais vigorosa afirmação do domínio português no Território do Amapá. Teve papel relevante no laudo arbitral de Berna, em 1º de dezembro de 1900.

O topônimo é de origem tupi, com uma variação de macapaba, que quer dizer lugar de muitas bacabas, um fruto de palmeira nativa da região.
Igreja Matriz de São José de Macapá : Praça Veiga Cabral : Macapá, AP - [19--]
Formação Administrativa
Elevado à categoria de vila com a denominação de São José de Macapá, em 1758.

Sede na antiga povoação de São José de Macapá. Instalada 04-02-1758.

Elevado á condição de cidade com a denominação de Macapá, pela Lei n.º 281, de 06- 09-1856.

Em divisão administrativa referente ente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo nos quadros de apuração do recenseamento geral de 1-IX-1920.

Pelo Decreto Estadual n.º 6, de 04-11-1930, Macapá adquiriu o território do extinto município de Mazagão com simples distrito.

Pelo Decreto Estadual n.º 931, de 22-03-1933, desmembra do município e Macapá o distrito de Mazagão. Elevado novamente à categoria de município.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído do distrito sede.

Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 341-XII-1937, o município aparece constituído de 2 distritos: Macapá e Bailique.

Pelo Decreto-lei Estadual n.º 3.131, de 31-10-1938, é criado o distrito de Amapari (ex- Araguari), com território desmembrado do município de Amapá e anexado ao município de Macapá.

Pelo Decreto-lei Federal n.º 5.812, de 13-09-1943, que criou o Território Federal do Amapá e complementado pelo de n.º 5.839, de 21-09-1943, dividiu o Território em 3 municípios: Amapá, Mazagão e Macapá (desfalcado do seu distrito Bailique) foi transferido do Estado do Pará para a nova unidade da Federação. 

Em virtude do Decreto-lei Federal n.º 6.550, de 31 de maio de 1944, que retificou os de n.º 5.812 e 5.839, a cidade de Macapá foi investida na categoria de capital do novo Território e o município readquiriu o distrito de Bailique e perdeu parte do território do distrito de Macapá, anexado ao Estado do Pará.

Pelo Decreto-lei Estadual n.º 7.578, de 23-05-1945, o distrito de Amapari tomou a denominação de Ferreira Gomes.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município é constituído de 3 distritos: Macapá, Bailique e Ferreira Gomes.

Pela Lei Federal n.º 1.503, de 15-12-1951, é criado o distrito de Porto Grande, com território desmembrado do distrito de Ferreira Gomes e anexado ao município de Macapá.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1955, o município é constituído de 4 distritos: Macapá, Bailique, Ferreira Gomes e Porto Grande.

Pela Lei Federal n.º 3.055, de 22-12-1956, é criado o distrito de Serra do Navio e anexado ao município de Macapá.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído de 5 distritos: Macapá, Bailique, Ferreira Gomes, Porto Grande e Serra do Navio.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-I-1979. 

Pela Lei Municipal n.º 153, de 31-08-1981, foram criados os distritos de Itaubal de Piririm, Santana e São Joaquim do Pacuí, todos (ex-povoados) e anexados ao município de Macapá.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1983, o município 8 distritos: Macapá, Bailique, Ferreira Gomes, Itaubal de Piririm, Porto Grande Santana, São Joaquim do Pacuí e Serra do Navio.

Pela Lei Federal n.º 7.639, de 17-12-1987, desmembra do município de Macapá os distritos de Ferreira Gomes, Santana e Serra do Navio, elevando-os à categoria de município.

Em 1988, o Território Federal do Amapá é elevado à categoria de Estado, conservando o município de Macapá como capital.

Em divisão territorial datada de 1988, o município é constituído de 6 distritos: Macapá, Bailique, Fazendinha, Itaubal de Piririm, Porto Grande e São Joaquim do Pacuí.

Pela Lei Estadual n.º 3, de 01-05-1992, desmembra do município de Macapá o distrito de Porto Grande. Elevado á categoria de município.

Pela Lei Estadual n.º 5, de 01-05-1992, alterada pela Lei Estadual n.º 345, 19-06-1997, desmembra do município de Macapá o distrito de Itaubal do Pririm. Elevado á categoria de município com a denominação de Itaubal.

Em divisão territorial datada de 2001, o município é constituído de 4 distritos: Macapá, Bailique, Fazendinha e São Joaquim do Pacuí.

Em divisão territorial datada de 2005, o município é constituído de 5 distritos: Macapá, Bailique, Carapanantuba, Fazendinha e São Joaquim do Pacuí.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2009.

Fonte: Biblioteca do IBGE

História de Cuiabá, Mato Grosso – MT

Histórico do Município: Cuiabá, Mato Grosso – MT
Gentílico: cuibano (papa peixe)

Sobre a origem do nome do Município, diz Carlos Drumond concordar com os jesuitas, quando admitem ser o topônimo oriundo do tupi. Segundo ele, Cuiabá derivar-se-ia de Icúia, espécie de flecha para pesca, feita de cana brava e pá, partícula locativa: lugar, pouso. Icuiapá designaria, por conseguinte, lugar onde se faz alguma coisa.

O profundo conhecimento da língua indígena dá ao Padre Albisetti, a certeza de ser este o significado de Cuiabá: lugar em que os bororós costumavam pescar com a icúia.

A fundação da cidade é uma conseqüência do arrojo dos bandeirantes paulistas que, empenhados a principio na captura de índios para os trabalhos da lavoura, e atraídos depois pelas minas de ouro e diamantes, vieram a desbravar os sertões brasileiros.

É incerto o nome do primeiro chefe bandeirante que visitou o Estado. Consta, no entanto, ter sido o valente Manoel Corrêa, seguido de outros não menos ousados, como Antônio Pires de Campos e Pascoal Moreira Cabral.

Segundo José Barbosa de Sá, na Relação das Povoações de Cuiabá e Mato Grosso, foi Antônio Pires de Campos o primeiro a alcançar a chapada cuiabana.

Coube, porém, a Pascoal Moreira Cabral, imprimir novo rumo ao nomadismo bandeirante, quando, partindo de Araritaguaba, em 1716, teve conhecimento, através de Antônio Pires de Campos, da existência de aldeamentos de índios coxiponés. Arribou até o afluente do Cuiabá, a que denominavam Coxipó, em cujo leito descobriu, por acaso, o ouro, em meio aos cascalhos.

Repentinamente transformou-se o "modus vivendi" dos bandeirantes, que não mais andariam exclusivamente à caça de silvícolas.

Mais tarde abandonaram o arraial, em que de início se estabeleceram, surgindo o da "Forquilha", com a sua primeira igreja, sob a invocação de Nossa Senhora da Penha de França.

Celebrou a primeira missa o Padre Jerônimo Botelho.

Nesse local, a 8 de abril de 1719, convocados os homens de bem, lavrou-se o têrmo de fundação do arraial, sendo Pascoal Moreira Cabral nomeado guarda-mor regente. Seguiu, na ocasião, para São Paulo, o Capitão Antônio Antunes Maciel, incumbido de levar as amostras do ouro encontrado ao Governador da Capitania, D. Pedro de Almeida Portugal.

A brandura com que se houve o capitão-mor das minas, na arrecadação dos dízimos devidos à Coroa Portuguesa, motivou sua substituição pelo antigo Capitão-mor de Sorocaba, Fernando Dias Falcão.

A mudança de Cuiabá para o sítio atual se deve ao sorocabano Miguel Sutil de Oliveira, João Francisco Barbado e seus companheiros, que chegaram até à embocadura do córrego "Prainha" onde, guiados pelos aborígines, encontraram maior abundância do precioso metal. Estabeleceram- se nas fraldas da elevação de Nossa Senhora do Rosário, na "lavra do Sutil", hoje Cuiabá, atraindo os moradores da antiga povoação.

O afluxo de gente a esse novo Eldorado foi extraordinário e, apesar das dificuldades de comunicações, espantoso o seu desenvolvimento. Tanto que, em 1.° de janeiro de 1726, o Capitão- General de São Paulo, Rodrigo Cesar de Menezes, mandou erigir em vila o povoado, sob a invocação de Nosso Senhor Bom Jesus de Cuiabá.

Difícil se tornava à Capitania de São Paulo a administração dos distritos de Cuiabá e Mato Grosso, que foram por fim desanexados, por Alvará de 9 de maio de 1748, por fôrça do qual se criava a Capitania de Mato Grosso e Cuiabá. Foi seu primeiro governador D. Antônio Rolim de Moura Tavares, que ali aportou em 1751, com a recomendação de transferir para Mato Grosso a sede do govêrno. Mais tarde, em 19 de março de 1752, foi erigida em capital a recém-fundada Vila Bela da Santíssima Trindade.

Dada a sua posição geográfica central, Cuiabá conservou sua hegemonia, apesar de destituída dos foros de capital. Elevada à categoria de cidade, em 17 de setembro de 1818, passou a Capital em 1825, porém, só em 19 de agôsto de 1835 foi confirmada a predominância política que històricamente lhe cabia. A sobrevivência de Cuiabá é verdadeiro milagre de resistência e combatividade do seu povo contra todos os fatores adversos que a empolgaram, até o advento da sua atual transformação em metrópole progressista.

Sua evolução sócio-econômica foi tolhida durante mais de um século por agitações internas e dificuldades de toda a espécie, das quais a menor era a distancia que a separava da capital do País. O problema de comunicação só foi solucionado em 1857, com a chegada do primeiro navio a vapor, sob o comando de Antônio Cláudio Soído.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá, por Provisão régia de 1722.

Elevado à categoria de município com a denominação de Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá, em 1726. Sede na antiga vila de Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá. Instalado em 01-01-1727.

Por alvará de 28-09-1814, é criado o distrito de Chapada e anexado ao município de Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá. 

Elevado à condição de cidade com a denominação de Cuiabá, carta de lei de 17-09-1818.

Pelo decreto nº 30, de 26-08-1833, é criado o distrito de Brotas e anexado ao município de Cuiabá.

Pelo decreto nº 30, de 26-08-1833, é criado o distrito de Nossa Senhora do Rosário do Rio Acima e anexado ao município de Cuiabá.

Pela lei provincial nº 07-08-1835, é criado o distrito de São Gonçalo e anexado ao município de Cuiabá.

Por alvará de 1820, e pela lei provisional n° 19, de 28-08-1835, Foi declarada Capital da Província de Mato Grosso.

Pela lei provincial nº 8, de 25-06-1861, desmembra do município de Cuiabá o distrito de Nossa Senhora do Rosário do Rio Acima. Elevado à categoria de município.

Pela lei estadual nº 145, de 08-04-1896, é criado o distrito de Várzea Grande e anexado ao município de Cuiabá.

Pelas leis nºs 211, de 10-05-1899 e 387, de 12-04-1904, é criado o distrito de Registro do Araguaia e anexado ao município de Cuiabá.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 8 distritos: Cuibá, Brotas, Chapada, Guia, Registro do Araguaia, São Gonçalo, Sé e Várzea Grande.

Pela lei estadual nº 636, de 08-07-1913, desmembra do município de Cuibá, o distrito de Registro do Araguaia. Elevado à categoria de município.

Nos quadros de apuração do recenseamento geral de 1-IX-1920, o município é constituído de 7 distritos: Cuiabá, Brotas, Chapada, Guia, São Gonçalo, Sé e Várzea Grande.

Pela resolução estadual nº 814, de 08-10-1920, foram criados os distritos de Coronel Ponce (ex-povoado de Capim Branco), e Rondonópolis e anexados ao município de Cuiabá.

Pela lei estadual nº 892, de 13-07-1923, é criado o distrito de Passagem da Conceição e anexado ao município de Cuiabá.

Pela lei estadual nº 1064, de 30-06-1930, é criado o distrito de Aldeia e anexado ao município de Cuiabá.

Pelo decreto estadual nº 131, de 16-02-1932, é criado o distrito de Poxoréo e anexado ao município de Cuiabá.

Em divisão administrativa de 1933, o município é constituído de 12 distritos: Cuiabá, Aldeia, Brotas, Chapada, Coronel Ponce, Guia, Passagem da Conceição, Poxoréo, Rondonópolis, São Gonçalo, Sé e Várzea Grande.

Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, o município aparece constituído de 13 distritos: Cuiabá, Aldeia, Brotas, Chapada, Coronel Ponce, Coxipó da Ponte, Guia, Passagem da Conceição, Poxoréu, Rondonópolis, São Gonçalo, Serra da Jibóia e Várzea Grande. Não figurando o distrito de Sé.

Pelo decreto-lei estadual nº 145, de 29-03-1938, é criado o distrito de Coxipó do Ouro e anexado ao município de Cuiabá.

Pelo decreto-lei estadual nº 208, de 26-10-1938, desmembra do município de Cuiabá os distritos de Poxoréo, Coronel Ponce, Ponte de Pedra (ex-Serra da Jibóia) e Rondonópolis, para constituir o novo município de Poxoreo. O decreto-lei acima citado altera a denominação dos distritos de Aldeia e Serra da Jibóia, respectivamente, para Alegrete e Ponte de Pedra.

Pela lei estadual nº 209, de 02-12-1948, é criado o distrito de Jangada (ex-povoado), com território desmembrado do distrito de Engenho e anexado ao município de Cuiabá.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 9 distritos: Cuiabá, Alegrete (ex-Aldeia), Brotas, Chapada, Coxipó da Ponte, Coxipo do Ouro, Guia, Passagem da Conceição e Várzea Grande. Não figurando o distrito de São Gonaçalo.

Pelo decreto-lei estadual nº 545, de 31-12-1943, os distritos de Brotas, Chapada e Alegrete tomaram a denominação, respectivamente, de Acorizal, Chapada dos Guimarães e Engenho.

Pela lei estadual nº 126, de 23-09-1948, desmembra do município de Cuiabá o distrito de Várzea Grande. Elevado à categoria de município.

Pela lei estadual nº 209, de 02-12-1948, é criado o distrito de Jangada (ex-povoado), com território desmembrado do distrito de Engenho e anexado ao município de Cuiabá.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município é constituído de 9 distritos: Cuiabá, Acorizal (ex-Brotas), Chapada dos Guimarães (ex-Chapada), Coxipó da Ponte, Coxipo do Ouro, Engenho (ex-Alegrete) Guia, Jangada e Passagem da Conceição.

Pela lei estadual nº 691, de 12-12-1953, desmembra do município de Cuiabá os distritos Acorizal, Engenho e Jangada, para constituir o novo município de Acorizal.

Pela lei estadual nº 694, de 12-12-1953, é criado o distrito de São José da Serra (ex-povoado) e anexado ao município de Cuiabá.

Pela lei estadual nº 701, de 15-12-1953, desmembra do município de Cuiabá o distrito de Chapada do Guimarães. Elevado à categoria de município.

Pela lei estadual nº 370, de 31-07-1954, transfere o distrito de Passagem da Conceição do município de Cuiabá para o de Várzea Grande.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído de 5 distritos: Cuiabá, Coxipó da Ponte, Coxipo do Ouro, Guia e São José da Serra. 

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1988.

Em divisão territorial datada de 1995, o município é constituído de 4 distritos: Cuiabá, Coxipó da Ponte, Coxipo do Ouro e Guia.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2009.

Alteração toponímica municipal
Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá para Cuiabá, alterado por carta de lei de 17-09-1818.

Fonte: Biblioteca do IBGE

História de Juiz de Fora, Minas Gerais - MG

Histórico do Município: Juiz de Fora, Minas Gerais - MG
Gentílico: juiz-forano ou juiz-forense

Por volta do ano de 1703, foi construída uma estrada chamada Caminho Novo. Esta ligava a região das minas ao Rio de Janeiro, facilitando o transporte do ouro extraído. Assim, a Coroa Portuguesa tentava evitar que o ouro fosse contrabandeado e transportado por outros caminhos, sem o pagamento dos altos tributos, que incidiam sobre toda extração.

O Caminho Novo passava pela Zona da Mata Mineira e, desta forma, permitiu maior circulação de pessoas pela região, que, anteriormente, era formada de mata fechada, habitada por poucos índios das tribos Coroados e Puris.

Às suas margens surgiram diversos postos oficiais de registro e fiscalização de ouro, que era transportado em lombos de mulas, dando origem às cidades de Barbacena e Matias Barbosa. Outros pequenos povoados foram surgindo em função de hospedarias e armazéns, ao longo do caminho, como o Santo Antônio do Paraibuna, que daria origem, posteriormente, à cidade de Juiz de Fora.

Nesta época, o Império passa a distribuir terras na região, para pessoas de origem nobre, denominada sesmarias, facilitando o povoamento e a formação de fazendas que, mais tarde, se especializariam na produção de café. Em 1853, a Vila de Santo Antônio do Paraibuna é elevada à categoria de cidade e, em 1865, ganha o nome de cidade do Juiz de Fora.Este nome tão característico - Juiz de Fora - gera muitas dúvidas quanto a sua origem.

Na verdade, o Juiz de Fora era um magistrado, do tempo colonial, nomeado pela Coroa Portuguesa, para atuar onde não havia Juiz de Direito. Alguns estudos indicam que um Juiz de Fora esteve de passagem na região e hospedou-se por algum tempo numa fazenda e que, mais tarde, próximo a ela, surgiria o povoado de Santo Antônio do Paraibuna.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Santo Antonio do Paraibuna, pela Lei Provincial n.º 472, 31-05-1850, e pela Lei n.º 2, de 14-09-1891, subordinado ao município de Barbacena.

Elevado à categoria de vila com a denominação de Santo Antonio do Paraibuna, pela Lei Provincial n.º 472, de 31-05-1850, desmembrado de Barbacena. Sede na povoação de Santo Antonio de Juiz de Fora. Constituído do distrito sede. Instalado em 07-04-1853. Sob a mesma lei é criado o distrito de São José do Rio Preto, e anexado ao município de Juiz de Fora.

Pela Lei Provincial n.º 759, de 02-05-1856, o município de Santo Antonio de Paraibuna passou a denominar-se simplesmente Paraibuna.

Pela Lei Provincial n.º 865, de 14-05-1858, e Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de São Francisco de Paula e anexado ao município de Paraibuna.

Pela Lei Provincial n.º 1.262, de 19-12-1865, o município de Paraibuna passou a denominar-se Juiz de Fora.

Pelo Alvará de 1752, e Lei Provincial n.º 576, de 05-05-1852, confirmado pela Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de São Pedro de Alcântara e anexado ao município de Juiz de Fora.

Pela Lei Provincial n.º 2.627, de 07-01-1880, e Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Sarandi e anexado ao município de Juiz de Fora.

Pela Lei Provincial n.º 2.921, de 26-09-1882, e Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, são criados os distritos de Rosário e Vargem Grande e anexado ao município de Juiz de Fora.

Pela Lei Provincial n.º 3.276, de 30-10-1884, e Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Chácara e anexado ao município de Juiz de Fora.

Pela Lei Provincial n.º 3.302, de 27-08-1885, e Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Matias Barbosa e anexado ao município de Juiz de Fora.

Pela Lei Provincial n.º 3.720, de 13-08-1889, e Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Santana do Deserto e anexado ao município de Juiz de Fora.

Por Alvará de 1810, e Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Chapéu d’Uvas e anexado ao município de Juiz de Fora.

Pelo Decreto Estadual n.º 442, de 24-03-1891, o distrito de Chapéu d’Uvas passou a denominar-se Paula Lima.

Pelo Decreto Estadual n.º 158, de 31-07-1890, e Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Água Limpa e anexado ao município de Juiz de Fora.

Pelo Decreto Estadual n.º 64, de 12-05-1890, e Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Pôrto das Flores e anexado ao município de Juiz de Fora.

Pela Lei Estadual n.º 556, de 30-08-1911, foram criados os distritos de Benfica e Mariano Procópio e anexados ao município de Juiz de Fora.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 15 distritos: Juiz de Fora, Água Limpa, Benfica, Chácara, Mariano Procópio, Matias Barbosa, Paula Lima, Pôrto das Flores, Rosário, Santana do Deserto, São Francisco de Paula, São José do Rio Prêto, São Pedro de Alcântara, Sarandi e Vargem Grande.

Nos quadros de apuração do recenseamento geral de I-IX-1920, o município é constituído de 14 distritos: Juiz de Fora, Água Limpa, Chácara, Mariano Procópio, Matias Barbosa, Paula Lima, Pôrto das Flores, Rosário, Santana do Deserto, São Francisco de Paula, São José do Rio Prêto, São Pedro de Alcântara, Sarandi e Vargem Grande. Não figurando o distrito de Benfica.

Pela Lei Estadual n.º 843, de 07-09-1923, desmembra do município de Juiz de Fora os distritos de Matias Barbosa, São Pedro de Alcântara e Santana do Deserto, para formar o novo município de Matias Barbosa. Pela referida lei o distrito de São José do Rio Preto tomou a denominação de Torreão.

Pela Lei Estadual n.º 955, de 04-09-1927, o distrito de Torreão passou a chamar-se São José das Três Ilhas.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 11 distritos: Juiz de Fora, Água Limpa, Chácara, Mariano Procópio, Paula Lima, Porto das Flores, Rosário, São Francisco de Paula, São José das Três Ilhas (ex-São José do Rio Prêto), Sarandi e Vargem Grande.

Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937. Pelo Decreto-lei Estadual n.º 148, de 17-12-1938, desmembra do município de Juiz de Fora o distrito de Rosário, para formar o novo o município de Bias Fortes. Sob o mesmo decreto, o distrito de Água Limpa é transferido do município de Juiz de Fora para o de Rio Novo. Extingue o distrito de Mariano Procópio, anexando suas terras ao distrito sede do município de Juiz de Fora. Este mesmo decreto altera o topônimo São José das Trilhas para Três Ilhas.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 8 distritos: Juiz de Fora, Chácara, Paula Lima, Pôrto das Flores, São Francisco de Paula, Sarandi, Três Ilhas (ex-São José das Três Ilhas) e Vargem Grande.

Pelo Decreto-lei Estadual n.º 1.058, de 31-12-1943, o distrito de Água Limpa deixa de pertencer a Rio Novo para ser anexado novamente ao município de Juiz de Fora. Sob o mesmo decreto os distritos tiveram as seguintes modificações: Vargem Grande passou a denominar-se Ibitiguaia, Sarandi a chamar-se Sarandira, São Francisco de Paula tomou o nome de Torreões.

No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 9 distritos: Juiz de Fora, Chácara, Água Limpa, Augusto Franco, Ibitiguaia (ex-Vargem Grande), Paula Lima, Pôrto das Flores, Sarandira (ex-Sarandi) Torreões (ex-São Francisco de Paula) e Três Ilhas.

Pela Lei Estadual n.º 336, de 27-12-1948, o distrito de Água Limpa passou a denominar-se Coronel Pacheco. Sob a mesma lei Juiz de Fora adquiriu do município de Bias Fortes o distrito de Rosário de Minas (ex-Augusto Franco).

Em divisão territorial datada de 1VII-1955, o município é constituído de 10 distritos: Juiz de Fora, Chácara, Coronel Pacheco (ex-Água Limpa), Ibitiguaia, Paula Lima, Porto das Flores, Rosário de Minas, Sarandira, Torreões e Três Ilhas.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de I-VII-1960.

Pela Lei Estadual n.º 2.764, de 30-12-1962, desmembra do município de Juiz de Fora os distritos de Ibitiguaia, Porto das Flores e Três Ilhas, para formar o novo município com a denominação de Belmiro Braga. A referida lei desmembra do município de Juiz de Fora os distritos de Chácara e Coronel Pacheco elevando-os à categoria de município. Sob a mesma lei é criado o distrito de Benfica de Minas e anexado ao município de Juiz de Fora.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído de 6 distritos: Juiz de Fora, Benfica de Minas, Paula Lima, Rosário de Minas, Sarandira e Torreões.

Pela Lei Estadual n.º 4.935, de 10-09-1968, o distrito de Benfica de Minas é extinto, sendo seu território anexado ao distrito sede de Juiz de Fora.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1971, o município é constituído de 5 distritos: Juiz de Fora, Paula Lima, Rosário de Minas, Sarandira e Torreões.

Pela Lei Estadual n.º 6.769, de 13-05-1976, o distrito de Paula Lima é extinto, sendo seu território anexado ao distrito sede de Juiz de Fora.

Em divisão territorial datada de I-I-1979, o município é constituído de 4 distritos: Juiz de Fora, Rosário de Minas, Sarandira e Torreões.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Fonte: Biblioteca do IBGE

História de Belford Roxo, Rio de Janeiro - RJ

Histórico do Município: Belford Roxo, Rio de Janeiro - RJ.
Gentílico: belford-roxense.

Da velha fazenda do brejo, onde havia um engenho de açúcar no início do século XVII, nasceu o Município de Belford Roxo.

Em 1720, havia no rio Sarapuí um porto que fazia o transporte de mercadorias entre a Corte e as fazendas. Por causa do movimento das marés, os rios transbordavam alagando as terras próximas, formando mangues e brejos, tornando a região conhecida como “Brejo”. Em 1843, o Visconde de Barbacena vendeu a Fazenda ao Comendador Manoel José Coelho da Rocha. 

Em 1888 aconteceu uma das mais fortes e longas estiagem na Baixada Fluminense, entre várias soluções propostas ao governo, inclusive a do Engenheiro Paulo de Frontin, foi de em apenas seis dias captar 15 milhões de água para a Corte, façanha que ficou conhecida como “Milagre das Águas”, um ano depois morria um dos colaboradores de Paulo de Frontin, o Inspetor Geral de Obras Públicas - Raymundo Teixeira - Belford Roxo, que doou o seu nome à Fazenda.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Belford Roxo, pelo decreto estadual n.º 641, de 15- 12- 1938, subordinado ao município de Nova Iguaçu.

No quadro fixado para vigorar no período 1939-1943, o distrito de Belford Roxo figura no município de Nova Iguaçu.

Pelo decreto-lei estadual nº.1055, de 31-12-1943, confirmado pelo de nº 1056, da mesma data o distrito de Belford Roxo perdeu parte do território, desmembrado para constituir o novo município de Duque de Caxias e anexada ao distrito de Imbariê, do mesmo município de Duque de Caxias.

No quadro fixado pelo referido decreto-lei 1056, para vigorar no período de 1944-1948, o distrito de Belford Roxo permanece no Município de Nova Iguaçu.

Em divisão territorial datada de I-VII-1960, o distrito de Belford Roxo permanece no município de Nova Iguaçu.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de I-VII-1983.

Elevado a categoria de município com denominação de Belford Roxo, Pela lei estadual n º 1640, de 03-04-1990, desmembrado de Nova Iguaçu. Sede no antigo distrito de Belford Roxo. Constituído do distrito sede. Instalado em 01-01-1993.

Em “Síntese” de 31-Xll-1994, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Fonte: Biblioteca do IBGE

História de Porto Firme, Minas Gerais - MG

Histórico do Município: Porto Firme, Minas Gerais - MG
Gentílico: porto-firmense

Os primeiros habitantes foram exploradores que se estabeleceram na região, comandados pelo paulista João de Siqueira Afonso, com a finalidade inicial da exploração do ouro, nos fins do século XVII; após a cata daquele metal, que foi se tornando cada vez mais raro, os moradores intensificaram a prática da agricultura, e com ela a consolidação do povoado.

Originalmente o povoado se chamou tapera, acreditando-se que esta denominação tenha se originado das construções rústicas que abrigou os primeiros moradores; posteriormente passou a chamar-se Porto Seguro, e, finalmente Porto Firme.

Acredita-se que o rio piranga, afluente do rio doce, tenha desempenhado importante papel como via de acesso à região, tendo sido portanto o povoado tapera, um porto fluvial, ocasionando daí as futuras denominações que receberia o povoado e depois a cidade.

O povoado desenvolveu-se desde o final do século XVII, pertencendo inicialmente ao município de Piranga. a lei nº 843 de 1923 criou o distrito de Porto Seguro, ainda pertencente ao município de Piranga. o decreto lei nº 1039 de 12 de dezembro de 1953, elevou o distrito com o nome de Porto Firme, sendo portanto este ano, o da emancipação político administrativa do município.

Judiciariamente o município de Porto Firme continua subordinado à comarca de Piranga.
Formação Administrativa 
Distrito criado com a denominação de Porto Seguro, pela lei provincial nº 2402, de 05-09- 1877, e lei estadual nº 2, de 14-09-1891, subordinado ao município de Piranga. 

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Porto Seguro, figura no município de Piranga. 

Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937. 

Pelo decreto-lei estadual nº 1058, de 31-12-1943, o distrito de Porto Seguro tomou a denominação de Porto Firme. 

No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o distrito de Porto Firme (ex-Porto Seguro), figura no município de Piranga. 

Elevado à categoria de município com a denominação de Porto Firme, pela lei nº 336, de 27- 12-1948, desmembrado de Piranga. 

Sede no antigo distrito de Porto Firme. Constituído do distrito sede. Instalado em 01-01-1949. 

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído do distrito sede. 

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007. 

Alteração toponímica distrital 
Porto Seguro para Porto Firme, alterado pelo decreto-lei estadual nº 1058, de 31-12-1943.

Fonte: IBGE Cidades / Biblioteca do IBGE.

História de Cachoeira, Bahia - BA

Histórico do Município: Cachoeira, Bahia - BA
Gentílico: cachoeirano ou cachoeirense

Cachoeira foi um dos primeiros núcleos civilizados do território da Bahia. Sua história, afirmam alguns, remontaria ao século XVI. Talvez por isto mesmo as datas que assinalam seu desenvolvimento não estão isentas de controvérsias. Há mesmo os que admitem estarem suas origens pelos anos de 1595-1606, quando teria sido fundada a capela de Nossa Senhora da Ajuda por iniciativa do Capitão Álvaro Rodrigues, que legou a seus descendentes o encargo de conservá- la.

O que parece fora de dúvida, no entanto, é que, quando em 1654 Rodrigues Adôrno chefiou uma expedição com o fito de pôr termo às incursões dos indígenas pelas margens do Paraguassu, o vale deste rio já era habitado por alguns civilizados na sua parte mais próxima do litoral. Vencidos os silvícolas, permaneceu o chefe do grupo na região, onde reconstruiu a capela da Ajuda e instalou sua casa de moradia.

Em vista do grande desenvolvimento do povoado, foi criada a freguesia de Nossa Senhora do Rosário da Cachoeira em 1696, segundo uns. Dois anos depois a aglomeração foi elevada à categoria de vila, com o nome de Nossa Senhora do Rosário do Porto de Cachoeira. Por essa época a vila já era "a de maior área, conhecida como centro, por excelência. dos nossos primeiros ensaios no cultivo da terra e na expansão do nosso comércio". Em 1802, para Vilhena, "a vila da Cachoeira se faz recomendável e opulenta por ser caixa de todo o tabaco que se fabrica no continente, donde se conduz para a cidade e a ela e a Muritiba vão aportar todos os que descem de Minas e dos sertões".

Durante a Sabinada, em 1837-1838, foi sede do governo legal.

A importância de Cachoeira também pode ser aquilatada pelas vias de transporte que a ligavam aos grandes centros econômicos da época. Para o porto, convergia o movimento de quase todo o comércio sertanejo de Minas e de vários outros pontos da Província, inclusive a zona do Alto São Francisco, ligada à vila de então por três estradas: a de Muritiba, seguindo pelo Porto de São Félix até dentre outras partes, Minas Gerais e Goiás, a de Belém, ligando-a à parte sul da Província, e a do Capoeirassu, que seguia em direção à Estrada Real do Gado, por onde eram conduzidas as boiadas do Piauí. Cachoeira, todavia aliava à sua condição de grande empório comercial a de movimentado centro industrial: ali era manufaturado o fumo e exportado em parte para a África, onde os mangotes-rôlo curto e grosso de fumo de corda preparado convenientemente - valiam como moeda na compra de escravos.

Durante as lutas da independência foi um dos principais redutos rebeldes da Bahia. A 25 de junho de 1822, a Câmara, a tropa e o povo aclamaram o príncipe D. Pedro regente e defensor perpétuo do Brasil. Pouco tempo depois era nomeada uma junta de defesa, de que fizeram parte, dentre outros Antônio Teixeira de Freitas Barbosa e André Rebouças. Foi criado, então, um governo provisório, composto de representantes de todas as vilas coligadas e que dirigiu o movimento militar contra a Capital, ocupada pelas tropas portuguesas sob o comando do general Madeira. Pela ação dos cachoeirenses durante essas lutas, foi concedida à vila o título de heróica. Em 1837 a vila foi transformada em cidade.

Com a construção das Estradas de Ferro, as estradas reais deixaram de ser a via preferencial para os transportes, e, com isso, Cachoeira perdeu muito de sua importância econômica; sem uso, esses caminhos, em vários trechos, caíram no mais completo abandono.

Atualmente, o Município tem parte de sua economia baseada nas culturas da cana-de-açúcar, fumo e mandioca.

Segundo a divisão administrativa vigente em 30 de junho de 1956, o Município é composto de 3 distritos: Cachoeira, Belém da Cachoeira e Santiago do Iguape.
Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário : Cachoeira, BA - [19--]
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Cachoeira, em 1696. 

Elevada à categoria de vila com a denominação de Cachoeira, pela ordem régia de 27-09- 1693. Sede na antiga povoação de Cachoeira. Instalada em 07-01-1698.

Distrito de Santo Estevão do Jacuipe, criado em 1754 e anexado a vila de Cachoeira. .

Elevado à condição de cidade com a denominação de Cachoeira, pela lei provincial nº 43, de 13-03-1837.

Pela lei provincial nº 275, de 25-05-1847, é criado o distrito de Conceição da Feira e anexado ao município de Cachoeira.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município aparece constituído de 5 distritos: Cachoeira, Belém e Tibiri, Conceição da Feira, Santo Estevão do Jacuipe, São Tiago do Iguape.

Pela lei estadual nº 1481, de 12-07-1921, desmembra do município Cachoeira os distritos de Santo Estevão do Jacuipe. Elevado á categoria de município com a denominação de Santo Estevão.

Pela lei estadual nº 1879, de 23-07-1926, desmembra do município Cachoeira o distrito de Conceição da Feira. Elevado á categoria de município.

Pelo decreto estadual nº 8389, de 17-04-1933, é criado o distrito de Patos e anexado ao município de Cachoeira.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município aparece constituído de 4 distritos: Cachoeira, Belém, Patos e São Tiago do Iguape.

Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, aparece constituído de 3 distritos: Cachoeira, Belém, e São Tiago do Iguape.

Pelo decreto estadual nº 11089, de 30-11-1938, o distrito de São Tiago do Iguape tomou o nome simplesmente de Iguape.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 3 distritos: Cachoeira, Belém, e Iguape (ex-São Tiago do Iguape).

Pela lei estadual nº 141, de 31-12-1943, confirmado pelo decreto estadual nº 12978, de 01- 06-1944, o distrito de Belém passou a denominar-se Belém da Cachoeira o distrito de Iguape a chamar-se Santiago do Iguape.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído de 3 distritos: Cachoeira, Belém da Cachoeira (ex-Belém) Santiago do Iguape (ex-Iguape).

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Fonte: Biblioteca IBGE

História de São Miguel do Anta, Minas Gerais - MG

Histórico do Município:São Miguel do Anta, Minas Gerais - MG
Gentílico: são-miguelense

Não guardou a tradição local o nome dos primeiros brancos a se estabelecerem na região que veio a formar o município; quanto aos que deram origem à povoação que veio a ser a sede, sabe-se que, em 1810, pouco mais ou menos, dois possuidores de grandes latifúndios doaram terreno ao patrimônio de uma ermida que eles próprios construíram com a ajuda de outros proprietários das imediações. Foram esses primeiros doadores Joaquim Pereira e Domingos Gomes, e a padroeira local Nossa Senhora da Conceição.

Em torno a essa pequenina igreja, fixaram-se outros brancos em casas ao estilo da época, isto é, pau-a-pique e cobertura de sapé ou telha vã. Os primeiros moradores dessas casas foram Pedro Nolasco e Ovídio Lana que, mais tarde, por serem devotos de São Miguel, resolveram formar o topônimo São Miguel do Anta, por pertencer o povoado ao distrito do Anta, município de Mariana.

Tendo como orago São Miguel e subordinada à diocese de Mariana foi criada a paróquia em 1866, pela Provincial 1038. 

A agricultura foi o principal fator a influir na decisão dos que primeiro se fixaram e a principal atividade econômica desde os primórdios até nossos dias.

Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de São Miguel do Anta, pela lei provincial nº 1308, de 05-11-1886, e lei estadual nº 2, de 14-09-1891, subordinado a vila de Ponte Nova.

Pela lei provincial nº 1817, de 30-09-1871, o distrito de São Miguel do Anta foi transferido do município de Ponte Nova para a vila de Viçosa de Santa Rita.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de São Miguel do Anta figura no município de Viçosa (ex-Viçosa de Santa Rita).

Assim permanecendo nos quadros de apuração do recenseamento geral de 1-IX-1920.

Pela lei estadual nº 843, de 07-09-1923, o distrito de São Miguel do Anta perdeu parte do seu distrito para constituir o novo distrito de Canas.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de São Miguel figura no município de Viçosa.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1950.

Elevado à categoria de município com a denominação de São Miguel do Anta, pela lei nº 1039, de 12-12-1953, desmembrado de Viçosa. Sede no antigo distrito de São Miguel do Anta. Constituído de 2 distritos: São Miguel do Anta e Canaã, ambos desmembrados de Viçosa. Instalado em 01-01-1954.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1955, o município é constituído de 2 distritos: São Miguel do Anta e Canaã.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.

Pela lei estadual nº 2674, de 30-12-1962, desmembra do município de São Miguel do Anta. o distrito de Canaã. Elevado à categoria de município.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Fonte: Biblioteca IBGE / Enciclopédia dos Municípios Brasileiros – Volume XXVII ano 1959.