segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Estudo revela recorde na emissão global de dióxido de carbono

Organização Mundial de Meteorologia acredita que altos níveis devem continuar pelas próximas gerações; fenômeno El Niño como principal "culpado"; secas limitaram a capacidade da Terra absorver CO2.
Imagem: Unfccc.
Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Segundo a Organização Mundial de Meteorologia, OMM, no ano passado foi registrado um recorde de concentrações na atmosfera de gases que causam o efeito estufa. Pela primeira vez, as emissões de dióxido de carbono, CO2, ultrapassaram 400 partes por milhão.

O fenômeno El Niño seria o principal "culpado" dos níveis recordes de gases na atmosfera. Segundo a OMM, as secas em vários países limitaram a capacidade da terra de absorver dióxido de carbono, que é o principal gás responsável pelo aquecimento global.

Pré-Industrial

Em Genebra, o secretário-executivo da OMM, Petteri Taalas, explicou mais sobre os resultados do levantamento.

Segundo ele, a notícia ruim é que o tempo de vida do dióxido de carbono é muito longo e poderão ser necessários "dezenas de milhares de anos" para que a qualidade do ar volte aos níveis da era pré-industrial.

A OMM revela que os níveis de CO2 na atmosfera estão 144% acima do patamar registrado em 1750. Outros gases também estão com volume recorde: óxido nitroso (121% acima da era pré-industrial) e metano (aumento de 256%).

A agência da ONU acredita que as concentrações de dióxido de carbono continuarão acima de 400 partes por milhão até o fim do ano e provavelmente não irão diminuir "pelas próximas gerações".

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