sexta-feira, 23 de outubro de 2015

História de Miguel Pereira, Rio de Janeiro - RJ

Histórico do Município: Miguel Pereira, Rio de Janeiro - RJ
Gentílico: miguelense

A história do atual Município de Miguel Pereira está vinculada à de toda a região de Vassouras, da qual foi desmembrado. Naquela região, no "Caminho Novo do Tinguá", nas proximidades da margem direita do rio Paraíba do Sul, se erigiu a vila, mais tarde Cidade de Vassouras e, em bifurcação, se atingia a roça do Alferes, onde se desmembraria a do Pati, que seria a primitiva sede municipal Pati do Alferes. 

No Arquivo Público Nacional há referências de várias sesmarias concedidas na região, entre as quais a de Marcos da Costa da Fonseca Castelo Branco, antigo almoxarife da Fazenda Real do Rio de Janeiro, em 1708, e a Roça do Alferes. Esse roteiro, que partia do Rio de Janeiro, ganhava, depois de transposta a serra, a roça de Marcos da Costa, Roça do Alferes, confirmando, assim, a penetração através do território do atual Município, pois a sesmaria de Marcos da Costa se localizava nas proximidades das cabeceiras do rio Sant'Ana. 

Essa região alcançou grande prosperidade, graças ao braço escravo empregado na sua lavoura, e sentiu os efeitos da abolição da escravatura, que, de resto, deixou em quase todos os Municípios fluminenses um marco de decadência, provocado pela falta de braços para os trabalhos do campo.
Por volta de 1878 já se cogitava da construção de uma estrada de ferro, que partindo de Belém (atual Japeri), fosse terminar em Pati do Alferes. Em 15 de março de 1882 o Governo Federal assinava contrato com os engenheiros Luiz Rafael Vieira Souto e Henrique Eduardo Hargreves, determinando a passagem ferroviária pelos vales do rio Sant'Ana e ribeirão de Ubá. 

O primitivo nome da localidade era Barreiros originado de uma área da fazenda São Francisco, de propriedade de Antônio Francisco Apolinário, em 1872. Por ali passavam, na época, tropas de burros, que ficavam atolados, em virtude da grande quantidade de barro existente no local. Depois que se construiu a Estrada de Ferro Melhoramentos do Brasil, por volta de 1898, vencida já a serra, a localidade passou a chamar-se Fazenda da Estiva. Em 1918 seu topônimo foi mudado para Professor Miguel Pereira, ilustre figura da medicina brasileira que, com a saúde abalada, ali residiu durante vários anos. 

O povoado de Governador Portela, distrito de Miguel Pereira, recebeu esse nome em homenagem ao Dr. Francisco Portela, primeiro Governador do Estado.

O Município de Miguel Pereira, recebeu esse nome em homenagem ao médico e professor Miguel da Silva Pereira que difundiu as qualidades do clima do local. 

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Miguel Pereira, pela lei estadual n° 1055, de 31-12-1943, confirmado pela lei estadual nº 1056, de 31-12-1943, com áreas desmembradas do distrito de Governador Portela, subordinado ao município de Vassouras.
Em divisão territorial datada de I-VII-1955, o distrito de Miguel Pereira figura no município de Vassouras.
Elevado à categoria de município com a denominação de Miguel Pereira, pela lei estadual n.° 2 626, de 25-10-1955, desmembrado de Vassouras. Sede no antigo distrito de Miguel Pereira. Constituído de 2 distritos: Miguel Pereira e Governador Portela, ambos desmembrados de Vassouras. Instalado em 26-07-1956. 
Em divisão territorial datada I-VII-1960, o município é constituído de 2 distritos: Miguel Pereira e Governador Portela. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1983. 
Pela lei estadual nº 1253, de 14-12-1987, o município de Miguel Pereira adquiriu o distrito de Conrado do município de Vassouras. 
Em "Sintese" de 31-XII-1994, o município é constituído de 3 distritos: Miguel Pereira, Conrado e Governador Portela. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Fonte: Biblioteca IBGE.

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