quinta-feira, 15 de outubro de 2015

História de Campinas, São Paulo – SP

Histórico do Município: Campinas, São Paulo – SP
Gentílico: campineiro

A área em que hoje se acha instalada a cidade de Campinas, conta com pouco mais de 260 anos de história colonial/imperial/republicana e com milhares de anos de história indígena.

Nos marcos de sua formação colonial, a cidade de Campinas surgiu na primeira metade do século XVIII como um bairro rural da Vila de Jundiaí. Localizado nas margens de uma trilha aberta por paulistas do Planalto de Piratininga entre 1721 e 1730 (trilha que seguia em direção às recém descobertas minas dos Goiases), o povoamento do "Bairro Rural do Mato Grosso" teve início com a instalação de um pouso de tropeiros nas proximidades da "Estrada dos Goiases". O pouso das "Campinas do Mato Grosso" (erguido em meio a pequenos descampados ou "campinhos", em uma região de mata fechada) impulsionou o desenvolvimento de várias atividades de abastecimento e promoveu uma maior concentração populacional, reunindo-se neste bairro rural em 1767, 185 pessoas.

No mesmo período (segunda metade do século XVIII), ganhava forma também uma outra dinâmica econômica, política e social na região, associada à chegada de fazendeiros procedentes de Itú, Porto Feliz, Taubaté, entre outras. Estes fazendeiros buscavam terras para instalar lavouras de cana e engenhos de açúcar, utilizando-se para tanto de mão de obra escrava. De fato, foi por força e interesse destes fazendeiros, ou ainda, por interesse do Governo da Capitania de São Paulo, que o bairro rural do Mato Grosso se fez transformado em Freguesia de Nossa Senhora da Conceição das Campinas do Mato Grosso (1774); depois, em Vila de São Carlos (1797), e em Cidade de Campinas (1842); período no qual as plantações de café já suplantavam as lavouras de cana e dominavam a paisagem da região.

Os cafezais, por sua vez, nasceram do interior das fazendas de cana, impulsionando em pouco tempo um novo ciclo de desenvolvimento da cidade. A partir da economia cafeeira, Campinas passou a concentrar um grande contingente de trabalhadores escravos e livres (de diferentes procedências), empregados em plantações e em atividades produtivas rurais e urbanas. No mesmo período (segunda metade do século XVIII), a cidade começava a experimentar um intenso percurso de "modernização" dos seus meios de transporte, de produção e de vida, permanecendo vivo até hoje na memória da cidade, aspectos diversos destas transformações.

Com a crise da economia cafeeira, a partir da década de 1930, a cidade "agrária" de Campinas assumiu uma fisionomia mais industrial e de serviços. No plano urbanístico, por exemplo, Campinas recebeu do "Plano Prestes Maia" (1938), um amplo conjunto de ações voltado a reordenar suas vocações urbanas, sempre na perspectivas de impulsionar velhos e novos talentos, como o de pólo tecnológico do interior do Estado de São Paulo. 

No mesmo percurso, a cidade passou a concentrar uma população mais significativa, constituída de migrantes e imigrantes procedentes das mais diversas regiões do estado, do País e do mundo, e que chegavam à Campinas atraídos pela instalação de um novo parque produtivo (composto de fábricas, agro-indústrias e estabelecimentos diversos). Entre as décadas de 1930 e 1940, portanto, a cidade de Campinas passou a vivenciar um novo momento histórico, marcado pela migração e pela multiplicação de bairros nas proximidades das fábricas, dos estabelecimentos e das grandes rodovias em implantação - Via Anhanguera, (1948), Rodovia Bandeirantes (1979) e Rodovia Santos Dumont, (década de 1980).
Cidade de Campinas (SP) - 1958.
Formação Administrativa

Elevado à categoria de vila com a denominação de São Carlos, por Portaria de 04-11-1797 e Ordem Régia de 16-11-1797, desmembrado de Vila Jundiaí. Constituído do distrito sede. Instalado em 14-12-1797.
Elevado à condição de cidade e sede municipal com a denominação de Campinas, pela Lei n.º 5 ou 181, de 05-02-1842.
Pela Lei Provincial n.º 383, de 28-05-1896, é criado o distrito de Valinho e anexado ao município de Campinas.
Pela Lei Provincial n.º 85, de 18-04-1870, é criado o distrito de Santa Cruz e anexado ao município de Campinas.
Pela Lei Estadual n.º 416, de 24-07-1896, é criado o distrito de Arraial do Sousas e anexado ao município de Campinas.
Pela Lei Estadual n.º 916, de 30-07-1904, é criado o distrito de Vila Americana e anexado ao município de Campinas.
Pela Lei Estadual n.º 1.024, de 27-11-1906, é criado o distrito de Cosmópolis e anexado ao município de Campinas.
Pela Lei Estadual n.º 1.187, de 16-12-1909, é criado o distrito de Rebouças e anexado ao município de Campinas.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 7 distritos: Campinas, Arraial dos Sousas, Cosmópolis, Rebouças, Santa Cruz, Valinhos e Vila Americana,.
Lei Estadual n.º 1.983, de 12-11-1924, desmembra do município de Campinas o distrito de Vila Americana. Elevado à categoria de município.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município de Campinas é constituído de 6 distritos: Campinas, Arraial dos Sousas, Cosmópolis, Rebouças, Santa Cruz, Valinhos.
Decreto-lei n.º 6.570, de 13-07-1934, é criado o distrito de Vila Industrial e anexado ao município de Campinas.
Pelo Decreto-lei n.º 9.073, de 31-03-1938, foram extintos os distritos de Santa Cruz e Vila Industrial, sendo seus territórios anexados ao município do distrito sede de Campinas.
Pelo Decreto-lei Estadual n.º 9.775, de 30-11-1938, o distrito de Arraial dos Sousas passou a chamar-se simplesmente Souzas.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 5 distritos: Campinas, Cosmópolis, Rebouças, Souzas (ex-Arraial dos Sousas) e Valinhos.
Pelo Decreto-lei n.º 14.334, de 30-11-1944, e criado o distrito de Paulínia é anexado ao município de Campinas. O mesmo decreto acima citado desmembra do município de Campinas o distrito de Cosmópolis. Elevado à categoria de município. E, ainda, o distrito de Rebouças passou a chamar-se Sumaré.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município é constituído de 5 distritos: Campinas, Paulínia, Souzas, Sumaré (ex-Rebouças) e Valinhos.
Pela Lei Estadual n.º 2.456, de 30-12-1953, desmembra do município de Campinas os distritos de Sumaré e Valinhos, elevando-os à categoria de município. Sob a mesma Lei acima é criado o distrito de Barão de Geraldo, criado com terras desmembradas do distrito de Paulínia e anexado ao município de Campinas.
Pela Lei Estadual n.º 5.285, de 18-02-1959, é criado o distrito de Joaquim Egídio (ex-povoado) e anexado ao município de Campinas.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído de 5 distritos: Campinas, Barão de Geraldo, Joaquim Egídio, Paulínia e Souzas.
Pela Lei Estadual n.º 8.092, de 28-02-1964, é criado o distrito de Nova Aparecida e anexado ao município de Campinas. 
Pela Lei Estadual n.º 8.092, de 28-02-2964, desmembra do município de Campinas o distrito de Paulínia. Elevado à categoria de município.
Em divisão territorial datada de 31-XII-1968, o município é constituído de 5 distritos: Campinas, Barão de Geraldo, Joaquim Egídio, Nova Aparecida e Souzas. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 2009.

Fonte: Biblioteca do IBGE.

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