domingo, 27 de setembro de 2015

História de Borebi, São Paulo – SP

Histórico do Município: Borebi, São Paulo – SP
Gentílico: borebiense

As mais antigas referências da região, datada em 1.721, quando passaram a ser divididas as terras delimitadas pelo Rio Paranapanema e pela Cuesta de Botucatu, que servia de ponto de referência para os caminhantes que demandavam o sertão. Essas terras foram inicialmente divididas em sesmarias, doadas pelo Rei D. João VI, nos tempos dos índios.

A região de Lençóis originou-se da sesmaria do Porto Felicence Antônio Antunes Cardia, que mais tarde foi desmembrada em fazendas e vendidas para quem dispusessem de condições para desbravá-las.

E segue-se o transcurso histórico com o capitão Raymundo de Godoy Moreira, Major José Inocêncio da Rocha, Dr. Gabriel de Oliveira Rocha, Coronel Virgilio de Oliveira Rocha, entre outros que foram dentre as primeiras famílias que se instalaram na região, abrindo as fazendas, dedicando-se ao plantio do café e cultivo de outros produtos de subsistências.

No inicio do século XX, o café marcava a sua ocupação nas terras do oeste paulista. Nos municípios de Botucatu, São Manoel, Lençóis Paulista e Agudos, floresceu a cultura de café.

Em Borebí o café mostrou sua força em termos de expansão, nas regiões próximas aos morros, onde predominava terra roxa. O café foi o elemento organizador e propulsor do desenvolvimento econômico e urbano do antigo Patrimônio de Santa Maria de borebí.

O processo de ocupação fundiária foi direcionada pela empresa agrícola, desprezando a pequena e média propriedade, produzindo uma classe social de grande poder econômico, a Aristocracia do café.

Em 08 de agosto de 1.898, nasceu o Patrimônio de Santa Maria de borebí. A ocupação foi de famílias de imigrantes italianos, espanhóis, portugueses e sírios.

As fazendas de café de Borebí produziam um café de primeira qualidade. Os colonos tinham direito de plantar cereais entre as ruas de café e assim produzir milho para criar galinhas e porcos. Além do café havia a pecuária de leite e de corte.

A crise de 1.929 - 1.930, a maior crise do Mundo Ocidental, arruinou todos os fazendeiros. A II Guerra Mundial ocasionou o golpe definitivo para todos os cafeicultores. O café deixou de ser exportado. Os fazendeiros abandonaram suas fazendas e foram morar nos grandes centros urbanos para aplicar seu dinheiro na indústria ou em transação imobiliária. Era o fim da aristocracia do café.

Os colonos também procuraram os centros industriais para se estabelecerem como operários das fábricas, marcando a mudança econômica da nação.

A partir daí, Santa Maria de borebí passou a chamar-se "Borebi", nome de origem indígena que significa "Poço das Antas". No ano de 1.990, no dia 09 de janeiro foi aprovada a Lei número 6.645, na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, criando o município de Borebi, que até então era distrito do município de Lençóis Paulista. Com o processo de emancipação, Borebi passou a ser município. 

A primeira eleição foi no ano de 1.992 e os eleitos tomaram posse no dia 01 de janeiro de 1.993, tendo como seu primeiro Prefeito, o Sr. Antonio Carlos Vaca.

Os primeiros Vereadores foram: Ademir de Jesus Stradioto, Amarildo Bueno, Aparecido Donizete dos Santos, Ariovaldo Lourenço Garigo, Juvenal Frederico, Luiz Antonio Cabreira Fernandes, Nelson Pinheiro, Pedro Miguel de Araújo e Waldir Haiub Brosco.

Fundadores do Município: 
Antonio Carlos Vaca - Vereador na data da emancipação.
Profa. Leila Ayub Vaca
Ermenegildo Luiz Coneglian - Presidente da Câmara Municipal do Município de Lençóis Paulista na data da emancipação.
Euclides Pires Duarte
João Generoso
José Cabrera
Sônia Maria Martins
Feres Ayub
Antonio Primo
Juvenal Frederico

História da estrada de ferro
Em 1.919, a Sorocabana abriu o ramal de Borebi, saindo da estação Virgilio Rocha, no ramal de Bauru. O ramal chegava até a fazenda do Coronel Leite. Em 1.938, foi prolongado o ramal lenheiro até Santa Flora. O ramal deixou de operar em 1.962, pela circular 73/61, de 28 de abril de 1.961.

A ESTAÇÃO: 
A estação de Borebi foi inaugurada com o ramal, em 1918. O relatório da Sorocabana de 1917 escreve que "trecho Virgílio Rocha-Rodrigo Silva passando por Borebi. Autorizado ramal pelo decreto 2723 de 6/10/16 do Gov. do Estado, no km 393+800 tronco, raiz da serra dos Agudos, passando por Borebi, c/ 19,500 km. Trabalhos já iniciados". Com a supressão do ramal, em 1962, a estação foi desativada e hoje serve à Prefeitura do município de Borebi, criado em 1993.

Fonte: Biblioteca do IBGE.

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