sábado, 4 de julho de 2015

Suíça

SUÍÇA - Faz fronteira ao norte com a Alemanha, a leste com a Áustria e Liechtenstein, ao sul com a Itália e a oeste com a França

Localização: Oeste da Europa
Capital: Berna
Idioma: Alemão, Francês e Italiano
População: 8.157.896 habitantes
Extensão Territorial:  41.280 Km²
Bandeira da Suíça
Mapa da Suíça
Os vestígios mais antigos da atividade humana, descobertos em território suíço, remontam ao período paleolítico. No Século I aC, a tribo celta dos Elvécios deixou o que é hoje a Alemanha meridional para atingir o planalto suíço. Aliás, estes Elvécios estenderam o seu movimento para o ocidente, onde entraram em confronto com os Romanos, sendo definitivamente rechaçados para o planalto suíço pelas tropas de Júlio César no ano de 58 aC. É justamente esta etapa que se segue à romanização "com a chegada de novas levas de população de origem germânica" que modelará os traços étnicos e lingüísticos (4 idiomas) da Suíça atual: na parte romana e borgonhesa, o latim vulgar transforma-se no dialeto franco-provençal; nas terras ocupadas pelos Alemanos, a língua destes impõe-se por volta do ano 900; nos vales do sul incrustam-se os dialetos lombardos, enquanto que o romanche subsiste nos Grisons.

Na Idade Média a atividade da nobreza e do clero enriqueceu e transformou a paisagem cultural. Inúmeras fortalezas imponentes, castelos, conventos e novas cidades foram construídas entre os Séculos IX e XIV. 

Encerrada no coração da Europa, a Suíça sofreu as ressacas da história continental. Contudo, sua neutralidade, proclamada desde o Século XVI, foi uma forma de proteção.

O conceito de aliança de estados que se associam, mas que conservam a respectiva soberania, já estava presente no encontro, de 1291, dos homens dos cantões montanheses de Uri, Schwyz e Unterwald, que juraram entre si uma assistência mútua, criando ao mesmo tempo, sem o saber, a Confederação Helvética. Esta aliança respondia ao desejo de salvaguardar os seus direitos tradicionais (autonomia de jurisdição e de gestão) contra a política hegemônica dos Habsburgos. Estes camponeses da Suíça central lançar-se-ão em seguida numa série de guerras para impor a sua lei aos feudos do planalto e estender a aliança a outros vales e cidades, para formar uma confederação de oito, depois treze cantões, em 1513. Esta associação de laços bem frouxos, serviu primeiramente para a defesa comum da independência reivindicada por cada um dos cantões e, depois, numa segunda fase, para conquistar e subjugar novos territórios.

Mas esta época é sobretudo a da decadência da antiga confederação. E somente os assaltos da Revolução Francesa acordaram os estados confederados. Após a ocupação da Suíça pelas tropas do Diretório, em 1798, foi criada uma República Helvética unitária, que assistiu à supressão de todos os privilégios e à concessão da liberdade de culto e de imprensa. Em 1803, Napoleão Bonaparte pôs fim à luta que opôs federalistas e centralizadores editando uma Ata de Mediação, pela qual a Suíça se tornou uma República Federativa de 19 cantões. É nesta época, em 1815, que a neutralidade da Suíça é reconhecida no plano internacional. Após 1830, sob a pressão de vários movimentos populares, doze cantões introduzem constituições liberais.

Em 1848, ao termo de uma curta guerra civil entre sete cantões católicos conservadores e os cantões protestantes já providos de governos liberais, a fundação do estado federativo suíço marca a concretização de idéias republicanas progressistas em pleno coração da Europa das monarquias restauradas. A nova Constituição foi aceita nesse mesmo ano, em votação popular. Foi totalmente revisada em 1874 e, mais tarde, adaptada, à medida que novas exigências iam aparecendo. Em 1967 é encetada uma revisão completa da Constituição. Em 1987, o conselho federal foi encarregado de submeter ao Parlamento um projeto e deu origem à nova Constituição.

Fonte: IBGE

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