sábado, 4 de julho de 2015

Reino Unido

REINO UNIDO - Formado geograficamente pela Grã-Bretanha e ilhas adjacentes e pelo nordeste da Ilha da Irlanda, estando localizado no lado ocidental da Europa, banhado pelo Oceano Atlântico, Mar do Norte e Mar da Irlanda. Faz fronteira marítima com a França, sendo separados pelo Canal da Mancha.

O Estado é formado por 4 nações: Inglaterra, Escócia e País de Gales (Ilha da Grã-Bretanha) e Irlanda do Norte (Ilha da Irlanda) além de territórios que não pertencem a nenhuma destas nações, como a Ilha de Man e as Ilhas do Canal (ou Ilhas Anglo-Normandas), e várias possessões espalhadas pelo mundo. A formação do Reino Unido teve início com os Atos de União de 1707, que agregaram o parlamento da Inglaterra ao da Escócia de modo a criar um "Reino Unido da Grã-Bretanha". Em 1800, um Ato de União estabeleceu a criação do "Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda". Em 1922, o Estado Livre Irlandês alcançou sua independência, mas a Irlanda do Norte permaneceu sob jurisdição do Reino Unido. Por isso, em 1927, adotou-se a nomenclatura de Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte como nome oficial.

Localização: Norte da Europa
Capital: Londres
Idioma: Inglês
População: 63.489.234 habitantes
Extensão Territorial:  243.610 Km²
Bandeira do Reino Unido
Mapa do Reino Unido.
A ocupação humana das ilhas britânicas se fez a partir do ano 3000 a.C., por tribos nômades do período neolítico, vindos do noroeste do continente europeu. Ali iniciaram práticas de pecuária, agricultura, fabrico de artigos de cerâmica e pedra polida. Há monumentos históricos que atestam o desenvolvimento de agrupamentos organizados, por volta de 2000 a.C., nas ilhas, como por exemplo, o templo de Stonehenge, as ruínas localizadas em Avebury.

Entre os Séculos VI e IV a.C. as atuais áreas de Inglaterra e Irlanda receberam levas de tribos celtas, vindas dos vales do Danúbio, na Europa Central, do norte dos Alpes e da Gália. Junto com eles, chegaram os bretões (prythons), cuja língua e cultura influenciaram os povos da região. Eram tribos sem noção de Estado, sem nenhuma organização política mais consolidada. Destas tribos, se destacavam os druidas, líderes religiosos xamânicos, praticantes de magia e rituais considerados como pagãos.

Ao tempo do Império Romano, Júlio César conquistou aquele território, vencendo os gauleses, chegando ao Tâmisa. Imperadores em período posterior, ultrapassaram a região de Londinium (atual Londres) e ampliaram as conquistas de Roma por toda ilha. Chegando até à Escócia. Com a desagregação do Império, tribos de saxões invadem a região e se estabelecem na porção oriental da ilha. Segundo a tradição, esses novos povos invasores descendiam de três raças germânicas: os anglos (angli), originários do Schleswig; os saxões (saxones), advindo do vale do Elba; e os juta (iutae), procedentes da Península da Jutlândia.

Com a expansão destas tribos foi formado o núcleo anglo-saxão que originou o povo inglês. Inicialmente eram comunidades agro-pastoris compostas por famílias e reunidas em assembléias em diversos vilarejos. Em cada um destes havia um chefe militar que cobrava impostos usados para a defesa da região. Gradativamente se foram formando reinados isolados que se aglutinaram ao longo dos anos.

Ao longo dos Séculos VI e VII haviam sete reinos na atual Grã-Bretanha. Posteriormente, estes se reduziram a três: Nortúmbria, Mércia e Wessex. Foi a partir daí que a cristianização chegou às ilhas britânicas, com a evangelização das tribos bárbaras feitas por missionários romanos e celtas (vindos da Irlanda, que já cultuava São Patrício, desde o Século V). A partir do Século VIII, toda Inglaterra se tornara cristã, filiada à Igreja de Roma.

Durante a Idade Média, o País de Gales era constituído por principados independentes sem autoridade centralizada. Em 1282 foi concluído o processo de unificação do País de Gales. O controle inglês foi formalizado em 1284, após a assinatura do Estatuto de Rhuddlan. Uma lei inglesa concluiu o processo de incorporação do País de Gales à Inglaterra, aplicando ao território o direito inglês e permitindo somente o inglês como língua oficial. Além disso, o País de Gales passou a enviar representantes para o parlamento em Londres.

A conquista inglesa da Irlanda começou em 1169, com Henrique II, em reação a uma invasão daquela ilha por um grupo de normandos. A ilha foi declarada parte do reino em 1541 e, no ano seguinte, Henrique VIII passou a se denominar rei da Irlanda. Em 1603, foi concluído o processo que levou o controle inglês sobre os irlandeses.

Já o reino independente da Escócia resistiu por muito tempo às tentativas inglesas de invasão. Contudo, a unificação escocesa se iniciou com a Reforma Religiosa, que causou um conflito entre a antiga religião - o catolicismo - e a nova - o calvinismo. A rainha católica da Escócia, Maria I, foi forçada a abdicar e se refugiou na Inglaterra, governada por sua prima Elizabeth I, deixando seu filho menor, Jaime VI, sob a guarda de tutores protestantes. Jaime VI sucedeu Elizabeth I no trono inglês, em 1603, assumindo o título de Jaime I da Inglaterra. Esta união pessoal dos dois reinos manteve, porém, os parlamentos separados.

Durante os séculos XVIII e XIX, a Inglaterra passou por profundas modificações no seu sistema produtivo - acontecia a chamada Revolução Industrial. Neste período, a elite nobiliária se enriqueceu exponencialmente, uma vez que este grupo controlava as terras e os meios de produção. O poderio dos britânicos o tornava um país difícil de ser batido. Napoleão tentou vencê-los por mar, mas foi fragorosamente derrotado. Tentou estabelecer o Bloqueio Continental, isolando o Reino Unido, proibindo que todos os países da Europa e suas colônias recebessem navios ingleses, mas essa tática foi vencida pela articulação entre o Príncipe Regente português, D. João, e o governo em Londres. As forças francesas foram definitivamente vencidas em 1815, em Waterloo, pelas tropas britânicas chefiadas pelo Duque de Wellington.

Durante o século XIX, as classes trabalhadoras organizaram-se em corporações e sindicatos, inicialmente reprimidos, mas cuja existência terminou por ser reconhecida. As revoluções que convulsionaram o continente europeu durante os anos 1840 não contaminaram a Inglaterra - o reino da Rainha Victoria foi, em grande medida, consensual, apesar das disparidades de padrão de vida entre ricos e pobres. Importante notar que a Inglaterra, neste período, exerceu enorme influência sobre os demais países e que, além disso, conquistou inúmeras terras (sob forma de possessões, colônias e protetorados) ao redor do mundo, estabelecendo um império onde o sol nunca se punha. Desde o final do Século XIX, Londres já era a maior e mais importante cidade do mundo. No Século XX, em 1914, com a I Guerra Mundial, o Reino Unido entra no conflito contra a Alemanha e, junto com outras nações aliadas, alcança a vitória. No final dos anos 30, bombardeios aéreos promovidos pela Alemanha, durante a Segunda Guerra Mundial, arrasaram várias cidades inglesas e a infra-estrutura do país sofreu estragos graves. Todavia, o poderoso exército alemão não conseguiu vencer os ingleses, que mantiveram a tradição de nunca terem sido vencidos em seu próprio território. O Reino Unido foi um dos Aliados que venceram a II Guerra Mundial e se mantiveram entre as maiores potências econômicas e militares do planeta. Auxiliada pelos EUA, a Inglaterra recuperou-se rapidamente no pós-guerra e, embora seu poder e influência internacionais relativos tenham declinado, com relação ao grande império britânico do passado, o reino continua a ter um papel político importante no mundo.

O Reino Unido tem como chefe de Estado a rainha Elizabeth II.

Fonte: IBGE

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