sábado, 4 de julho de 2015

Austrália

AUSTRÁLIA - Este país da Oceania assim o batizou o navegador português Pedro Fernandes de Queirós em 1606, ao referir-se a uma ilha das Novas Hébridas como Austrália do Espírito Santo, derivada de 'austral', relativo ao sul, meridional. Em 1808, o inglês Mathew Flinders chamou de Austrália à Nova Holanda, ou seja, à Terra Australis Incognita.

Localização: Oceania
Capital: Camberra
Idioma: Inglês
População:  23.630.169 habitantes
Extensão Territorial:  7.741.220 Km²
Bandeira da Austrália
Mapa da Asutralia
Até a chegada dos colonizadores europeus, pouco se sabe sobre a ocupação do país australiano, visto que os povos que lá habitavam desconhecerem a escrita. Muito provavelmente, os primeiros ocupantes da Austrália vieram ou foram expulsos do sul da Ásia. Na ilha de Tasmânia, junto à ilha maior que é a Austrália, entretanto, havia espécimes de homo sapiens mais primitivas que chegaram à Idade Moderna. Entretanto, com a chegada dos europeus, eles foram sendo extintos até desaparecer o último representante, uma mulher, em 1876 (Tuganini era o seu nome). Restaram, somente, remanescentes dos aborígenes.

Recentemente foi descoberta uma carta náutica do Século XVI em que há provas de que o português Cristóvão de Mendonça chegou à Baia de Botany, na costa leste australiana, em 1522, bem antes do britânico James Cook. Antes dessa descoberta, havia suspeitas de que o primeiro europeu a chegar ao litoral australiano tivesse sido o holandês Willem Janz, no início do Século XVII. Na mesma época, o espanhol Luis de Torres chegou ao Cabo York, no nordeste australiano.

Em 1642, Anton van Diemen, governador-geral das Índias Orientais, enviou Abel Janszoon Tasman para que este descobrisse uma passagem pelo sul para a América. Tasman descobre uma ilha, que mais tarde recebe o seu nome (Tasmânia), embora ele a tenha chamado de Terra de van Diemen. Navegou ele por toda a costa da Austrália, sendo o primeiro europeu a fazê-lo. Esteve também em outras ilhas da Oceania até concluir que se navegasse para leste, chegaria à América. Ainda no Século XVII, o pirata e aventureiro inglês William Dampier tenta explorar o norte e oeste da Austrália, a pedido da Coroa inglesa. Mas, somente no século seguinte, Inglaterra e França demonstraram real interesse naquelas terras. Em 1768, A Real Sociedade Geográfica de Londres encarrega o capitão James Cook da organização e comando de expedições de exploração da Oceania. Em 1770, Cook toma posse do lado oriental da Austrália em nome do Rei George III, chamando aquela terra de Nova Gales do Sul.

Como as cadeias inglesas estavam abarrotadas de presos, o rei mandou que nas novas terras fosse estabelecida uma colônia penal. Em 1787, chegaram ali cerca de setecentos súditos britânicos deportados e outros tantos colonos livres. Fundaram um estabelecimento penal ao sudeste, onde hoje é a cidade de Sidney. A Coroa distribuiu terras para cultivo entre esses colonizadores e ofereceu os sentenciados como mão-de-obra servil. A medida não chegou a bons resultados em curto prazo, mas em poucos anos já se produziam artigos manufaturados para o próprio suprimento da colônia. Para fazer valer a ordem na nova terra, a Coroa enviou uma corporação com determinações expressas de cumprimento da lei. Os membros dessa corporação acabaram se tornando tiranos na colônia, dedicados particularmente a atacar e exterminar os aborígenes. 

No século seguinte, mais colonos e criminosos degredados chegaram à Austrália. A colônia da Oceania servia de válvula de escape para as tensões sociais causadas pela Revolução Industrial.

No final do Século XIX, a Austrália já tinha alcançado um razoável desenvolvimento e urbanização nas poucas cidades daquela vastidão de terras. Em 1901, primeiro ano do Século XX, seis colônias britânicas se tornam Estados independentes e, dez anos depois, as outras colônias também se uniram à Comunidade da Austrália, vinculada à Comunidade Britânica.

Ao longo do Século XX, a Austrália se converteu em um país de economia avançada, com um Produto Nacional Bruto Per Capita seis vezes maior que o do Brasil, por exemplo. Entretanto, a questão aborígene ainda envolve tensões. A discriminação e as baixas condições de vida dos primeiros habitantes do país se revelam em índices muito preocupantes. Na comunidade, os aborígenes são minoria. Entretanto, entre a população carcerária, representam extensa maioria.

Fonte: IBGE

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