terça-feira, 30 de junho de 2015

Equador

EQUADOR - país da América do Sul, limitado a norte pela Colômbia, a leste e sul pelo Peru e a oeste pelo Oceano Pacífico. Seu nome se origina da linha imaginária que divide o planeta em dois hemisférios e que atravessa o país em toda a sua dimensão. Equador vem do latim, aequator, que significa: "verificador, aferidor". Além do território continental, também faz parte do país as ilhas Galápagos, muito conhecidas por terem sido visitadas por Charles Darwin, que lá encontrou indícios para a sua Teoria de Evolução.
Localização: América do Sul
Capital: Quito
Idioma: Espanhol
População: 15.982.551 habitantes
Extensão Territorial: 256.370 Km²

Bandeira do Equador
Mapa do Equador
As terras que compõem o atual Equador foram habitadas por povos de enorme heterogeneidade lingüístico-cultural. O de maior expressão e mais duradouro no período pré-colombiano foi o povo Shiri, que entretanto, foi subjugado, na segunda metade do Século XV, pelo soberano inca Tupac Yupanqui e seu filho Huayna Cápac, que desposou uma princesa shiri, que lhe deu um filho, Atahualpa, que reinou por toda a terra onde hoje é o Equador.

Em princípio do século seguinte, os espanhóis, comandados por Francisco Pizarro e Diego de Almagro, derrotaram Atahualpa e iniciaram o processo de colonização européia. A dominação espanhola foi responsável pela dizimação de boa parte da população indígena, seja contágio de doenças às quais os nativos não eram imunes ou pela violência de suas armas. 

Em 1563 foi fundada a audiencia de Quito, posteriormente incorporada ao reino de Nova Granada (que incluía a Colômbia, o atual Panamá e a Venezuela), em 1717. Após a busca e exploração de reservas auríferas, iniciou-se o ciclo do cacau. Embora não tivesse a mesma importância de Lima, capital peruana, Quito obteve algum brilho cultural por conta da faculdade mantida por jesuítas, dominicanos e agostinianos, datada de 1788.

No ano de 1736, chegou ao Equador a expedição francesa La Condamine, que efetuou a primeira medição do arco terrestre, com a colaboração do cartógrafo equatoriano Pedro Vicente Maldonado.
As primeiras manifestações pela independência do país iniciaram em 1809, sendo violentamente reprimidas pelo governo central. Em 1820, uma revolução militar proclamou a independência de Guayaquil, contando com a adesão de Cuenca. Em 1822, forças locais se organizaram e derrotaram o exército monarquista. Em seguida uniram-se à "Gran Colômbia", república fundada por Simón Bolívar, da qual só veio a separar-se no dia 13 de maio de 1830.

O Século 19 foi marcado por instabilidades políticas. Contudo, Gabriel García Moreno unificou o país nos anos de 1860, com o apoio da Igreja católica. Em 1895, sob a liderança de Eloy Alfaro, foi deflagrada uma revolução liberal nas planícies, reduzindo o poder do clero e possibilitando o desenvolvimento de um regime capitalismo. Entretanto, o declínio do ciclo econômico do cacau produziu nova instabilidade política, que culminou com o golpe militar de 1925. Os trinta anos seguintes foram marcados por políticos populistas como o presidente José María Velasco Ibarra que, em janeiro de 1942, assinou o "Protocolo do Rio", acordo pelo qual se encerrava a rápida guerra com o Peru.

A economia do Equador alcançou índices de estabilidade quando Gustavo Noboa, que, em janeiro de 2000, assumiu sua presidência. Noboa realizou reformas econômicas substanciais e melhorou as relações com instituições financeiras internacionais. Mas em fevereiro de 2003, o então presidente Lucio Gutierrez encontrou um avultado déficit orçamental e uma considerável dívida externa. Diante do quadro, Gutierrez prometeu usar as receitas do petróleo e procurar mais ajuda junto do FMI, como solução para a crise econômica que se arrasta até os dias de hoje. Em fins de 2006, Rafael Correa, político de centro-esquerda, foi eleito novo presidente da República.


Fonte: IBGE

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