segunda-feira, 25 de março de 2013

UERJ - Questões de vestibular sobre fontes de energia

Assuntos: petróleo, biocombustíveis, efeito estufa, aquecimento global, energia eólica e fotovoltaica
(Questão 01 - UERJ 2008) O uso da energia nuclear ainda é considerado uma opção polêmica. Pela análise do gráfico, pode-se identificar o período em que os investimentos nessa forma de gerar energia alcançaram o seu auge.

Adaptado de L' Atlas du Le Monde Diplomatique. Paris: Armand Colin, 2006.
As duas conjunturas que explicam os altos investimentos nesse período são:
(A) política da Detente e crise ambiental
(B) integração européia e Guerra do Golfo
(C) crise do petróleo e corrida armamentista
(D) enfraquecimento da OPEP e Guerra Fria

Comentário da questão:
De acordo com o gráfico, o apogeu dos investimentos em energia nuclear corresponde ao período entre 1968 e 1985. A partir do reconhecimento desse recorte temporal e recorrendo aos necessários conhecimentos prévios acerca da economia e da geopolítica do período, é possível apontar as duas explicações para o fenômeno em questão:
Crise do petróleo: a acentuada elevação dos preços dessa fonte de energia na década de 1970 estimulou a busca por fontes alternativas, dentre as quais se destaca a nuclear, especialmente atraente para países com elevado desenvolvimento tecnológico e carentes de reservas de combustíveis fósseis.
Corrida armamentista: além do propósito de diversificação da matriz energética, os investimentos na energia nuclear também foram intensificados pelo interesse das grandes potências de produzir materiais físseis para fins militares. Essa estratégia era particularmente importante em um contexto geopolítico baseado na dissuasão do antagonista pelo estoque acumulado de ogivas nucleares.

(Questão 02 - UERJ 2008)
Lula defende biocombustíveis das críticas crescentes

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a produção de biocombustíveis pelo Brasil rejeitando as críticas de que ela acelera o aumento dos preços dos alimentos em todo o mundo e prejudica o meio ambiente.
As crescentes críticas são um desafio à diplomacia brasileira e ao auge das exportações agrícolas, que transformaram o Brasil no maior exportador mundial de etanol derivado da cana-de-açúcar.
Competidores e críticos tentaram relacionar várias das exportações agrícolas do país, da carne à soja, com a destruição do meio ambiente e com más condições de trabalho.
RAYMOND COLITT, em 16/04/2008
Adaptado de www.estadao.com.br
O debate a respeito do uso de biocombustíveis não envolve apenas questões ambientais, mas também diferentes interesses econômicos. Neste último caso, encontram-se países e empresas que lucram com a utilização em larga escala dos combustíveis fósseis e produtores de biocombustíveis. Nesse campo de lutas, o Brasil emerge como um potencial ator de primeira grandeza, posicionando-se no centro dessa polêmica.
Um alegado risco ambiental decorrente da maior produção de biocombustíveis no Brasil e uma vantagem territorial que fundamenta a defesa desta política de Estado, respectivamente, são:
(A) desertificação - abundância de recursos hídricos
(B) degradação dos solos - predomínio de solos férteis
(C) desmatamento - disponibilidade de terras não cultivadas
(D) disseminação de pragas - ocorrência de climas temperados

Comentário da questão:
A possibilidade de ampliar a participação dos biocombustíveis na matriz energética mundial abriu um debate que envolve argumentos ambientais, técnicos e econômicos. Nesse quadro, o Brasil se destaca como um dos países com maior potencial para produzir biocombustíveis em larga escala e de forma eficiente, tanto do ponto de vista econômico quanto do ambiental. Apesar disso, uma das críticas apontadas pelos ambientalistas diz respeito à possibilidade de ampliação do desmatamento, sobretudo na Amazônia, agravando o ritmo já preocupante desse problema na região. Por outro lado, o governo brasileiro argumenta que o país é um caso único de nação com ampla extensão de terras ainda não cultivadas em terras já desmatadas e subutilizadas, seja porque estão ociosas, seja porque estão dedicadas a atividades de baixa produtividade, como a pecuária extensiva.
(Questão 03 - UERJ 2012)  A Conferência de Copenhagen (COP-15), em 2009, foi mais uma reunião realizada com o objetivo de estabelecer um novo acordo global sobre clima, baseado no conceito do desenvolvimento sustentável.
 Apresente a meta principal da proposta de desenvolvimento sustentável. Em seguida, defina os processos planetários denominados “efeito estufa” e “aquecimento global”.  
Comentário da questão:
Uma da principais propostas do Relatório Brundtland, elaborado nos anos 1980, foi a do desenvolvimento sustentável, que estabelecia o propósito de organizar o sistema socioeconômico mundial de modo a garantir as necessidades das gerações atuais, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as próprias demandas. Essa preocupação resultou do crescimento da consciência internacional a respeito do agravamento dos problemas climáticos em escala global. Dentre esses problemas, está o do “Aquecimento Global”, ou seja, o aumento da temperatura terrestre causado pela acumulação crescente de gases de efeito estufa na atmosfera, em função de atividades humanas, como o uso de combustíveis fósseis e outros processos em nível industrial. Ele se diferencia do “Efeito Estufa”, processo natural que ocorre quando as ondas de calor irradiadas pela superfície terrestre encontram os gases de efeito estufa, aquecendo a atmosfera em escala global.
(Questão 04 - UERJ 2013)
A ampliação do uso de fontes de energia renováveis e não poluentes representa uma das principais esperanças para a redução dos impactos ambientais sobre o planeta.
Considerando os gráficos, a distribuição espacial da produção instalada das energias eólica e fotovoltaica é explicada sobretudo pela seguinte característica dos países que mais as utilizam:
(A) matriz elétrica limpa
(B) perfil climático favorável
(C) densidade demográfica reduzida
(D) desenvolvimento tecnológico avançado
  
Comentário da questão:
A energia solar e a energia eólica fazem parte do rol de fontes alternativas aos combustíveis fósseis, principalmente em virtude de duas características: elas são renováveis e não emitem gases poluentes durante o processo de geração. O fator que representa um limite para sua maior disseminação mundial é o alto custo tecnológico de seu desenvolvimento e utilização. Nos dois mapas, estão representados os países com produção mais relevante de energia elétrica a partir dessas duas fontes. Nota-se que a utilização de ambas é mais significativa em países ricos e com nível tecnológico avançado, e não necessariamente em países com as condições naturais mais favoráveis. No caso da energia solar fotovoltaica, os países com clima desértico seriam naturalmente mais favorecidos para geração a partir da incidência solar do que a Alemanha e o Japão, os dois países com maior capacidade instalada dessa fonte, em 2004. No caso da fonte eólica, o predomínio da Europa Ocidental e dos Estados Unidos não é explicado por nenhum fator natural que privilegie esses espaços. Uma exigência para a construção de parques eólicos, por exemplo, é a disponibilidade de espaço, atributo que não é abundante na Europa Ocidental, que é densamente povoada.

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