quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Buraco na camada de ozônio encolhe para menor tamanho em 25 anos


Buraco na camada de ozônio encolhe para menor tamanho em 25 anos
Agência Lusa
Redução do buraco da camada de ozônio não está necessariamente em recuperação ( .v1ctor./CC)


Tóquio, 25 out (Lusa) – O buraco da camada de ozônio na Antártida “encolheu” para o seu menor tamanho em 25 anos, indicou nesta quinta-feira (25) a Agência Meteorológica do Japão, advertindo, porém, que isso não significa necessariamente que a camada esteja em recuperação.
Dados de cientistas japoneses divulgados pela televisão pública NHK indicam que o buraco de ozônio atingiu um tamanho de 20,8 milhões de quilômetros quadrados em 22 de setembro, o máximo desde o início do ano.
A área representa 1,5 vezes a superfície do continente branco, mas é, ao mesmo tempo, a menor registada desde 1987, altura em que foi assinado o Protocolo de Montreal para preservar a camada de ozônio.
A possibilidade do buraco não ter aumentado de tamanho este ano é equacionada pela Agência Meteorológica do Japão dado que as temperaturas na região mantiveram-se relativamente altas tanto em julho como em agosto, informa a agência de notícias espanhola Efe.
O Japão começou observar a Antártida em 1957 e envia, anualmente, peritos da Agência Meteorológica para o local com o objetivo a acompanhar a evolução da camada e a radiação solar na estação de Syowa. Os dados compilados por esta base levaram à descoberta do buraco da camada de ozônio sobre a Antártida, desempenhando ainda um importante papel no controle do clima global, segundo a instituição.
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